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Protocolos de Rede e Modelo TCP/IP

REdes

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Escola S/3 Henrique Medina

CURSO PROFISSIONAL TÉCNICO DE


GESTÃO DE EQUIPAMENTOS
INFORMÁTICOS

COMUNICAÇÃO DE DADOS
Módulo 3 – Protocolos de Rede

Professora: Ana Paula Azevedo


PROTOCOLOS DE REDE

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 O hardware de comunicação básico consiste em
mecanismos que transferem bits de um ponto para o
outro. Mas, usar hardware para comunicar é como
programar inserindo 0 e 1.
 Para ajudar os programadores, os computadores de uma
rede usam software complexo que fornece uma interface
de alto nível para as aplicações.
 Deste modo, o software trata automaticamente da
maioria dos detalhes e problemas de comunicação de
baixo nível, possibilitando a transmissão de comunicação 2

correta.
PROTOCOLOS DE REDE

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Para que tudo funcione devidamente, todas as partes

envolvidas numa comunicação devem concordar com

um conjunto de regras que são usadas quando

há troca de informação.

 A esse conjunto de regras dá-se o nome de Protocolo

de Rede ou Protocolo de Comunicação.

3
PROTOCOLOS DE REDE

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Em vez que existir um protocolo único que especifique
detalhes completos para todas as formas possíveis de
comunicação, os programadores e projetistas escolheram
dividir o problema da comunicação em subpartes e criar
um protocolo separado para cada uma delas.
 Deste modo torna-se mais fácil projetar, analisar,
implementar e testar os protocolos.
 Tendo em conta isto, a combinação de protocolos
deve tratar de todas as falhas de hardware
possíveis ou outras condições excecionais. 4
PROTOCOLOS DE REDE

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Que tipos de problemas resolvem os protocolos?
 Falha de hardware
 Congestionamento das redes
 Demora ou perdas de pacotes
 Danos nos dados
 Duplicação de dados ou erros sequenciais

 Os protocolos são programas e devem ser


instalados em componentes de rede que
necessitam deles.
 Os computadores só podem comunicar se 5

utilizarem o mesmo protocolo.


PROTOCOLOS DE REDE
Tipos de protocolos:

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Protocolos abertos – são protocolos feitos para o padrão de


indústria. Eles comunicam com outros protocolos que utilizam o
mesmo padrão. São protocolos que não possuem dono e todos os
sistemas podem fazer implementações livremente.

Exemplo: TCP/IP (Transfer Control Protocol/Internet Protocol)


é composto por vários protocolos e está implementado em vários
sistemas (Windows, Linux, Macintosh, Unix, …). É o protocolo padrão
utilizado na grande rede alargada.
 Protocolos fechados ou específicos – são feitos para ambientes
de redes fechados e possuem donos.

Exemplo: IPX/SPX que foi desenvolvido especificamente para 6


a estrutura Novell Netware.
INTRODUÇÃO AO MODELO
TCP/IP
 História

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Surgiu, em meados da década de 70, através dos trabalhos do DARPA
(Agência de Pesquisa em Projetos Avançados de Defesa).
 Foi concebida durante a Guerra Fria onde uma das grandes preocupações
era interligar os diversos computadores (independentemente da tecnologia
utilizada), de forma simples e não centralizada, de forma que se alguns
computadores fossem destruídos a rede continuaria a funcionar.
 De seguida, o DARPA fez uma implementação do modelo, integrando-o
no sistema operativo UNIX. Além disso, definiram-se aplicações de rede
semelhantes as já existentes em UNIX.
 Mais tarde, a NSF (National Science Foundation) estimulou o crescimento do
modelo TCP/IP criando a rede NSFNET (National Science Foundation
Network) que ligava centros com supercomputadores espalhados por todo os
EUA, numa rede de longa distância, utilizando os protocolos do modelo TCP/IP 7
para interligar as diferentes tecnologias de redes.
INTRODUÇÃO AO MODELO
TCP/IP
 Devido à sua facilidade de implementação, baixo custo e às

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
vantagens que esta rede oferecia, cresceu rapidamente,
construindo o que hoje chamamos Internet.
 Podemos utilizar os protocolos do modelo TCP/IP mesmo não
estando ligados à Internet . Uma LAN utiliza protocolos do
modelo TCP/IP, o nome que utilizamos para definir uma rede que
utiliza TCP/IP que não está ligada à Internet é Intranet.
 Como o TCP/IP é um sistema aberto, existem vários organismos
responsáveis por ele: IAB (Internet Activities Board) e IETF (Internet
Engineering Task Force). Todas as especificações são descritas nas
RFC (Request for Comments), que detalham o conjunto de padrões
para comunicação entre computadores e todos os processos 8

relacionados.
AS CAMADAS DO MODELO
TCP/IP
CAMADA PROTOCOLOS

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
DNS, FTP, SMTP, HTTP, SNTP, TELNET, …
Essa parte contem todos os protocolos para um serviço
específico de comunicação de dados em um nível de
4 - Aplicação
processo-a-processo (por exemplo: como um web
(5ª, 6ª e 7ª camada OSI)
browser deve se comunicar com um servidor da web).
Faz a comunicação entre as aplicações e o protocolo de
transporte.
TCP, UDP
É responsável pela transformação em pacotes dos dados
recebidos da camada aplicação e pelo seu envio para a
3 - Transporte camada Internet.
(4ª camada OSI) Essa camada controla a comunicação ponto a ponto.
Utiliza uma forma de multiplexagem onde é possível
transmitir, ao mesmo tempo, dados de diferentes
aplicações.

9
AS CAMADAS DO MODELO
TCP/IP
CAMADA PROTOCOLOS

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
ARP, RARP, IGMP, ICMP, IP (IPv4, IPv6), …
Essa parte é responsável pelas ligações entre as redes
locais, estabelecendo assim a interconexão (protocolos
requeridos como ICMP e IGMP é executado sobre IP, mas
podem ainda ser considerados parte da camada de
rede).
2 - Internet
Na transmissão de dados, o pacote de dados recebidos
(3ª camada OSI)
da camada TCP é dividido em pacotes chamados
datagramas, que são enviados para a camada rede,
onde são transmitidos pelos cabos de rede através de
quadros.
Essa camada é responsável pelo routing de pacotes
(adiciona informação sobre o caminho a percorrer).
Essa é a camada conhecida como física pois trata das
tecnologias usadas para as conexões como:
Ethernet, Wi-Fi, Modem, etc.
No modelo OSI, essa camada também é física, porém, é
1 - Rede (Interface com
dividido em duas partes: física e ligação de dados. A
Rede)
física é a parte do hardware e a ligação de dados é a
(1ª e 2ª camada OSI)
parte lógica do hardware: mac address. 10
Também é responsável por enviar o datagrama recebido
pela camada de Internet em forma de quadro, através da
rede.
AS CAMADAS DO MODELO
TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Comparação do modelo OSI com o modelo TCP/IP

11
AS CAMADAS DO MODELO
TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Comparação do modelo OSI com o modelo TCP/IP
 Semelhanças:
 São dispostos por camadas.
 Têm camadas de Aplicação, embora em cada uma haja
serviços diferentes.
 Têm camadas Transporte e Rede e em cada um os serviços
são comparáveis.
 Os pacotes de dados podem seguir caminhos diferentes para
chegar ao destino.

12
AS CAMADAS DO MODELO
TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Comparação do modelo OSI com o modelo TCP/IP
 Diferenças:
 No modelo TCP/IP há a junção dos aspetos das camadas
Apresentação e Sessão do modelo OSI na camada Aplicação.
 O TCP/IP combina as camadas Física e de Ligação de dados do
modelo OSI na camada Rede.
 O TCP/IP tem menos camadas.
 Os protocolos do modelo TCP/IP são os padrões em torno dos
quais a Internet se desenvolveu. Logo, este modelo ganha
mais credibilidade devido aos protocolos. O modelo OSI serve
apenas de referência.
13
AS CAMADAS DO MODELO
TCP/IP
 Camada Aplicação

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Corresponde às camadas 5, 6 e 7 do modelo OSI e faz a
comunicação entre as aplicações e o protocolo de
transporte.
 Protocolos mais importantes que operam nesta camada:
 SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) – envia mensagens de e-mail entre
os utilizadores.
 DNS (Domain Name System) – serviço onde são armazenadas ligações
entre endereços IP e domínios.
 HTTP (Hyper Text Transfer Protocol) – faz a transferência de dados na
World Wide Web.
 FTP (File Transfer Protocol) – faz a transferência de ficheiros.
14
 Telnet (Terminal Emulation) – programa de comunicações usado para
ligar um computador a um serviço remoto.
AS CAMADAS DO MODELO
TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Camada Aplicação
 Como a camada Aplicação comunica com a camada
Transporte?
 Através de uma porta. Através das portas é possível saber
para que protocolo serão enviados os dados para uma
determinada aplicação. As portas são numeradas e as
aplicações-padrão usam sempre a mesma porta.
 Exemplos:
 SMTP – porta 25
 HTTP – porta 80
 FTP – porta 20 (transmissão de dados) e porta 21 15
(transmissão de informação de controlo)
AS CAMADAS DO MODELO
TCP/IP
Camada Aplicação

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Funcionamento da camada Aplicação

16
AS CAMADAS DO MODELO
TCP/IP
Camada Transporte

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 É a camada que equivale à camada de Transporte do


modelo OSI.
 É responsável pela transformação em pacote dos dados
recebidos da camada de Aplicação e pelo seu envio para
a camada de Internet.
 Nesta camada operam 2 protocolos:
 TCP (Transport Control Protocol) – existe sempre a
confirmação da chegada ao destino de todos os dados.
 UDP (User Datagram Protocol) – não verifica se os dados
17
chegaram ao seu destino.
AS CAMADAS DO MODELO
TCP/IP
 Camada Internet

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 É a camada que equivale à camada de Rede do modelo OSI. É
responsável pelo routing de pacotes, isto é, adiciona ao
datagrama informações sobre o caminho a percorrer.
 Os protocolos que operam nesta camada são:
 IP (Internet Protocol)
 ICMP (Internet Control Message Protocol)
 ARP (Address Resolution Protocol)
 RARP (Reverse Address Resolution Protocol)
 Na transmissão de dados, o pacote de dados recebido da camada
TCP é dividido em pacotes chamados datagramas, que são
enviados para a camada de interface com a rede, onde são 18
transmitidos pelos cabos da rede através de quadros.
AS CAMADAS DO MODELO
TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Camada Rede

 Corresponde às camadas 1 e 2 do modelo OSI.

 É responsável por enviar o datagrama recebido pela

camada Internet em forma de quadro, através da rede.

19
ARQUITETURA DA INTERNET
 A Internet é constituída por uma enorme quantidade de

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
pequenas redes locais interligadas entre si.
 As redes locais são limitadas à sua escala e embora tenha
havido avanços tecnológicos que melhoraram a velocidade das
comunicações, a distância máxima entre nós de uma rede
ainda representa um problema.
 Os dados que circulam na rede são empacotados e enviados de
router para router ao longo desta grande rede.
 Ao longo desta transmissão estão presentes os modelos
OSI e TCP/IP, que através das suas camadas
proporcionam a construção desses pacotes e o seu 20

envio.
ARQUITETURA DA INTERNET
Os elementos fundamentais existentes na Internet

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

são:
 Dispositivos terminais (computadores/hosts) – executam
aplicações em rede
 Infraestruturas de comunicação – de fibra ótica, de
condutores de cobre, de sistemas de emissão/receção de
ondas de rádio e satélite
 Routers – são equipamentos especialmente desenhados
que pode interligar várias redes que utilizam diferentes
tecnologias. Os routers estabelecem o encaminhamento
21
dos pacotes ao longo das redes.
ARQUITETURA DA INTERNET
 As aplicações mais comuns que utilizamos na Internet são:

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Aplicações de e-mail
 Browsers – programas de navegação na Internet
 Instant messaging – envio e receção de mensagens escritas
 Remote login – acesso distante a aplicações e máquinas de
rede
 P2P file sharing – aplicações que nos permitem a troca e
partilha de ficheiros
 VoIP – comunicação de voz sobre o Internet Protocol
 Real-time video conference – aplicações que permitem as
áudio e videoconferências pela Internet
22
 Etc…
ENDEREÇOS DE INTERNET
 Endereçamento IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 O protocolo IP foi desenvolvido com a intenção de permitir o
routing de pacotes. Esta característica torna possível a
interligação de diversas redes.
 Para permitir o routing, este protocolo utiliza um esquema de
endereçamento lógico denominado IP.
 Para as redes de computadores existem dois tipos de
endereçamento:
 Físico – vem impresso nas placas de rede (MAC Address)
 Lógico – configurado pelo utilizador com um endereço IP
 Numa rede TCP/IP, cada dispositivo conetado à rede deve ter,
23
pelo menos, um endereço IP, para identificar o dispositivo na
rede a que pertence de forma única.
ENDEREÇOS DE INTERNET
Endereçamento IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Cada sub-rede tem o seu fluxo de comunicação interno.


As redes são interligadas através do router.
 O router isola o fluxo das redes, permitindo apenas a
passagem aos dados destinados à rede externa.

24
ENDEREÇOS DE INTERNET

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Endereçamento IP

 A entrega de pacotes é feita facilmente pelo router, uma

vez que os pacotes de dados têm o endereço IP da

máquina de destino.

 Os pacotes que não pertencem à rede interna são

encaminhados para um ponto de saída da rede chamado

gateway. Todas as redes subsequentes enviam os pacotes

aos seus gateways até que o pacote atinja a rede de 25

destino.
ENDEREÇOS DE INTERNET

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Endereços IPv4

 Um endereço IP é constituído por 4 bytes (32 bits)

representada na forma decimal e separados por um

ponto.

 Exemplo: x.y.z.w

 O menor número do endereço IP possível é [Link] e

o maior é [Link].
26
ENDEREÇOS DE INTERNET
Endereços IPv4

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Como cada dispositivo de uma rede TCP/IP tem que ter


um único endereço IP para que o pacote de dados seja
entregue corretamente.
 Para facilitar a distribuição dos endereços IP, o RFC 1166
especificou 5 classes de endereços IP:
Classes do endereço Intervalo de
IP endereços
Classe A 1 – 127
Classe B 128 – 191
Classe C 192 – 223 27
Classe D 224 – 239
Classe E 240 – 255
ENDEREÇOS DE INTERNET
Endereços IPv4

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Nas redes são utilizados os endereços IP das classes A, B


e C, tendo cada uma as seguintes características:

28
ENDEREÇOS DE INTERNET
 Endereços IPv4

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Para uma determinada rede de uma dada classe, o número
máximo de hosts é condicionado pelo número de bits usado
para identificar os hosts nessa classe.
 Para uma rede da classe C é possível definir 256 endereços
(parte do endereço reservado para a identificação de hosts - 8
bits). Dos 256 endereços disponíveis, alguns são de uso
reservado:
 Bits todos a 1 – endereços de broadcast (permite enviar pacotes
para todas as máquinas de rede)
 Bits todos a 0 – endereços de rede (endereço de origem de pacotes
29
de dados em situações de arranque de máquinas enquanto estas
não sabem o endereço IP)
ENDEREÇOS DE INTERNET

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Endereços IPv4

 A classe D é uma classe reservada para endereços multicast.

 Os endereços desta classe podem ser utilizados para identificar

grupos de máquinas, ou seja, quando um pacote é enviado para

um desses endereços, ele será recebido por todas as máquinas

que pertencerem ao grupo identificado por estes endereço.

 Os endereços da classe E são endereços reservados para uso

futuro.
30
ENDEREÇOS DE INTERNET

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Endereços IPv4

 O sistema de redes que formam a estrutura da Internet é

chamado backbone.

 Para que se possa ligar uma rede à Internet, esta deverá

estar, de forma direta ou indireta, ligada a um backbone.

Quando se pretende ligar uma rede à Internet, esta terá

de estar ligada ao backbone de algum ISP.

31
ENDEREÇOS DE INTERNET

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Endereços IPv4

 A atribuição dos endereços IP na Internet é feita pelos

backbones dos ISP de forma hierárquica.

32
ENDEREÇOS DE INTERNET
 Endereços IPv4

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Se uma rede não estiver ligada à Internet, poderá ser
definido qualquer endereço IP para as máquinas dessa rede.
 Caso exista a possibilidade de se ligar esta rede à Internet, o
conflito com endereços IP reais será inevitável, caso se
tenham atribuído IP existentes à rede interna.
 Para contornar o problema, existem endereços especiais
para configuração interna de uma rede local. Os endereços
reservados são:
 Classe A: [Link] a [Link]
 Classe B: [Link] a [Link] 33
 Classe C: [Link] a [Link]
ENDEREÇOS DE INTERNET
Endereços IPv4

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Criação de uma rede privada com a utilização de


endereços reservados. Rede IP configurada com o
endereço reservado [Link]

34
ENDEREÇOS DE INTERNET
Endereços IPv4

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Rede IP configurada com o endereço reservado


[Link] com acesso à Internet

 Para o acesso à Internet devemos usar uma gateway,


assim é possível fazer a comunicação com a Internet sem 35
necessidade de alterar toda a configuração da rede.
ENDEREÇOS DE INTERNET
Endereços IPv4

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 O router atua entre as 2 redes e permite com que o


tráfego da rede local ([Link]) não interfira com
o tráfego da Internet.
 O computador ligado ao router possui 2 placas de
rede. Cada placa é configurada para que ambas as
redes possam acedê-las.
 A interface para a rede local ([Link]) é
configurado pelo administrador da rede local.
 A interface [Link] é um endereço disponibilizado
pelo ISP. 36
ENDEREÇOS DE INTERNET
 Endereços IPv4

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 A comunicação da rede local com a Internet é feita da
seguinte forma:
 Um host da rede solicita uma página web, este pedido percorre
a rede até ao router que consulta a tabela de endereço e vê
que o pedido não pode ser satisfeito dentro da rede. Como o
endereço da página não pertence à rede interna, o pedido é
encaminhado pelo router para um servidor hierarquicamente
superior, sucessivamente até encontrar o seu destino.
 O pedido feito pelo host da rede fica guardada na tabela de
endereços do router até que se obtenha a resposta de
confirmação. Esta resposta é depois encaminhada para o host 37
que pediu a página.
ENDEREÇOS DE INTERNET
 Endereços IPv4

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 A comunicação da rede local com a Internet é feita da seguinte
forma:
 A tabela do router é armazenada de forma estática ou dinâmica.
 Na estática, o router tem todos os endereçamentos IP da rede já
determinados.
 Na dinâmica, os endereços IP são atribuídos de acordo com o pedido.

 No caso do endereçamento dinâmico, utiliza-se o protocolo


DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol). Sempre que um
cliente solicitar um endereço IP, o servidor DHCP
disponibilizará um endereço válido que não esteja a ser
38
utilizado. Quando o cliente terminar a sua sessão, o IP é
libertado.
ENDEREÇOS DE INTERNET
Máscara de rede

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 A máscara de rede é um endereço de 4 bytes, no


mesmo padrão do IP, onde cada bit 1 representa uma
parte do endereço IP que representará a rede e o bit 0
informa a parte do endereço IP que será usada para
configurar o endereçamento das máquinas.
 As máscaras de rede padrão são:
 Classe A: [Link]
 Classe B: 255. 255.0.0
 Classe C: [Link] 39
ENDEREÇOS DE INTERNET
 Máscara de rede – Sub-rede

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Quando se deseja fragmentar uma rede em mais
segmentos, utiliza-se a máscara de acordo com a
necessidade.
 Exemplo:
 Um endereço da classe C ([Link]/26) – Notação CIDR
 Dois bits movidos para a direita para criar uma máscara de
sub-rede
 11111111.11111111.11111111.11000000
 255 . 255 . 255 . 192
 Porque acrescentamos dois bits a 1 (um), podemos criar 2² = 4
40
sub-redes.
ENDEREÇOS DE INTERNET
Máscara de rede – Sub-rede

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Sobram 6 zeros, logo esta sub-rede poderá endereçar


26 = 64 endereços de máquinas por sub-rede.
 Mas, temos que subtrair 2 endereços (o endereço de
rede e de broadcast), então temos um total de 62
endereços de hosts (64 - 2 = 62).
A máscara a aplicar é [Link], porque 256-
64=192.
Nº de End. possíveis End.
End. Rede Máscara
rede dos hosts Broadcast
1 [Link] 200.123.147.[1-62] [Link] [Link]
3 92
2 [Link] 200.123.147.[65- [Link] [Link]
126] 27 92
41
3 [Link] 200.123.147.[129- [Link] [Link]
8 190] 91 92
4 [Link] 200.123.147.[193- [Link] [Link]
ENDEREÇOS DE INTERNET

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Criação de sub-redes

 A divisão de uma rede em sub-redes apenas se justifica em

redes de grande dimensão.

 O processo de divisão de uma rede significa que temos que

usar a máscara de sub-rede para a dividir em segmentos

menores.

 A vantagem da utilização de sub-redes é a criação de

redes menores mais eficientes e mais fáceis de gerir. 42


ENDEREÇOS DE INTERNET
Endereços IP reservados

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Endereço de rede: usado para identificar a rede.


 Endereço de broadcast: usado para identificar todos
os dispositivos da rede.

43
ENDEREÇOS DE INTERNET
Endereços IP públicos e privados

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Como cada equipamento na rede tem que ter um


endereço exclusivo.
 Havendo conflito de IP o router não poderá realizar a sua
função.

44
ENDEREÇOS DE INTERNET
 Endereços IP públicos e privados

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Quando subscrevemos um contrato de fornecimento de
Internet com um ISP, passamos a ser cliente dessa empresa.
 Os servidores dessa empresa atribuem um IP público ao
nosso router.
 Aos IP dos equipamentos da LAN chamamos IP privados.

 Conforme já abordamos, não é recomendável que uma LAN


tenha os dispositivos com qualquer endereço IP. O RFC 1918
reserva 3 blocos de endereços IP para uso interno e
privado. 45
ENDEREÇOS DE INTERNET
 Endereços IP públicos e privados

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
Classe Intervalo de endereços internos RFC 1918

A [Link] a [Link]

B [Link] a [Link]

C [Link] a [Link]

 Os RFC são um conjunto de documentos de referência junto


da comunidade Internet e que descrevem, especificam,
ajudam a aplicação, estandardizam e debatem a maioria das
46
normas, padrões, de tecnologias e protocolos ligados à
Internet e às redes em geral.
ENDEREÇOS DE INTERNET

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Endereços IP públicos e privados

 Os documentos RFC são publicados pelo IETF (Internet

Engineering Tasking Force).

 Publica oficialmente os seus relatórios sob a forma de

pedidos, disponíveis para todos, permitindo esclarecer

um grande número de assuntos relativos ao TCP/IP.

47
ENDEREÇOS DE INTERNET

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Endereços IP públicos e privados

 Conectar uma rede que usa endereços privados à

Internet exige a conversão dos endereços privados em

endereços públicos.

 A este processo chamamos NAT (Network Address

Translation). Geralmente, é o router que faz esta

conversão.

48
ENDEREÇOS DE INTERNET

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 IPv4 x IPv6

 O IPv6 iniciou-se em 1991, embora não tenha sido

oficialmente recomendado como substituto do IPv4 até

1994.

 O que impulsionou o desenvolvimento do IPv6 foi o

crescimento do número de hosts ligados à Internet.


49
ENDEREÇOS DE INTERNET
 IPv6

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 O IPv6 tem 128 bits no endereço, o que permite um número enorme de
endereços.
 Este endereçamento tem 3 formatos possíveis para expressar um
endereço IPv6:
 O formato mais utilizado é o endereço em 8 campos de 16 bits. Os 16 bits são
representados como uma string de 4 dígitos hexadecimais.
 Exemplo: 1079:0005:AB45:5F4C:0010:BA97:0043:34AB
 O 2º formato consiste em suprimir os zeros à esquerda em qualquer um dos 8
campos, devendo sempre existir pelo menos 1 dígito em cada um dos 8.
 Exemplo: 1079:5:AB45:5F4C:10:BA97:43:34AB
 O 3º formato consiste na possibilidade de se poder utilizar “::” no caso de termos
campos com 4 zeros.
 Exemplo: considerando o endereço 50
1079:0000:03AF:0000:3232:4321:0000:32CD temos
1079::3AF::3232:4321::32CD
OBTER UM ENDEREÇO IP
Obter um endereço da Internet

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Como vimos anteriormente, existem 2 tipos de


endereçamentos:
 Físico – Endereço MAC
 Lógico – Endereço IP
 O endereço MAC só é significativo localmente, ou seja,
identifica o host dentro da rede local.
 O endereço MAC é um endereço da camada 2, logo o
router não o utiliza para encaminhamento fora da LAN.

51
OBTER UM ENDEREÇO IP
Atribuição estática do endereço IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 A atribuição estática do endereço IP funciona bem em


redes pequenas, que mudam pouco.
 Neste caso, o administrador da rede atribui
manualmente os endereços IP de cada computador da
rede, impressora ou servidor.
 Os parâmetros mais comuns a serem configurados são:
 Endereço IP
 Máscara de rede
 Default Gateway
52
 Servidor DNS
OBTER UM ENDEREÇO IP
 Atribuição do endereço IP utilizando RARP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 O RARP (Reverse Address Resolution Protocol) associa um
endereço MAC conhecido a um endereço IP.
 Um dispositivo de rede, como um computador sem disco,
por exemplo, pode conhecer o seu endereço MAC, mas não
o seu endereço IP, porque este é atribuído ao nível do
sistema operativo.
 O RARP permite que o dispositivo faça um pedido para
saber o endereço IP.
 Os dispositivos que utilizam este protocolo exigem que
exista um servidor RARP na rede para poder responder aos 53

pedidos.
OBTER UM ENDEREÇO IP
Atribuição do endereço IP BOOTP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Outra forma de atribuir endereço IP é através do


protocolo BOOTP (Bootstrap Protocol).
 Com o mesmo objetivo que o RARP, o BOOTP pode
configurar as estações a partir do boot.
 O funcionamento do protocolo consiste:
 O computador envia um pedido de BOOTP em broadcast
 O servidor responde ao pedido com todas as informações
necessárias para o funcionamento da máquina

54
 O BOOTP pertence à camada de aplicação do TCP/IP.
OBTER UM ENDEREÇO IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Gestão de endereços IP com uso de DHCP

 O DHCP permite que um host obtenha um endereço IP de um

modo dinâmico, sem que o administrador da rede tenha que

configurar um perfil individual de cada dispositivo.

 Neste protocolo é usado um intervalo de endereços IP numa

máquina (servidor ou router) que implemente o serviço.

55
OBTER UM ENDEREÇO IP
Gestão de endereços IP com uso de DHCP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 A principal vantagem do DHCP em relação ao BOOTP


é permitir a mobilidade dos utilizadores, o que
possibilita a mudança de conexões da rede de um
local para outro. Evitando a necessidade de manter
um perfil fixo para cada dispositivo conectado à rede.
 Outra vantagem é a capacidade do DHCP poder
conceder um endereço IP a um computador e, quando
este endereço já não estiver a ser utilizado, atribuir
este mesmo endereço a outra máquina da rede. 56
OBTER UM ENDEREÇO IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Problemas de resolução de endereços

 Os problemas mais comuns são originados por

endereços ou configurações erradas.

 Um datagrama circula na rede contendo várias

informações (endereço MAC de destino e um endereço IP

de destino, entre outros). Se estes endereços não

estiverem corretos e não coincidirem com os endereços

MAC e IP de destino, o datagrama será rejeitado pelo host 57

de destino.
OBTER UM ENDEREÇO IP
 Protocolo de resolução de endereços (ARP)

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 O ARP (Address Resolution Protocol) faz a associação entre
endereços IP e MAC. Envia um datagrama por broadcast com
o endereço IP da máquina de destino, a resposta da máquina
que possui o endereço IP acrescenta o seu endereço MAC.
 Se o endereço IP for para a LAN e o host não existir ou estiver
desligado, não haverá resposta ao pedido inicial ARP. Deste
modo, o dispositivo de origem relata um erro.

 Alguns dispositivos contêm tabelas com endereços MAC e os


endereços IP de outros dispositivos conetados à mesma LAN, a
58
estas tabelas chamamos tabelas ARP.
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP
 Funções:

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 estabelecer uma conexão entre a origem e o destino,
garantindo a integridade dos dados
 verificar se não ocorrem perdas de pacotes e se chegam em
ordem
 solicitar a retransmissão de pacotes em falta ou com erro
 efetuar o controlo de fluxo do envio dos dados entre a aplicação
e a transmissão dos dados pela rede.

 A camada Transporte define como será estabelecida a


sessão entre as aplicações de 2 estações de trabalho.
 Estas funções são realizadas pelos protocolos que atuam 59

nesta camada: TCP e UDP.


CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Os protocolos de transporte possuem um identificador

da aplicação para a qual estão a transportar os dados

(port number).

 O port number tem como função:

 controlar e fazer com que os seus segmentos sejam

retransmitidos, caso o recetor não confirme a sua receção

 ordenar os segmentos no recetor


60
 controlar o fluxo para não haver congestionamento
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP
Protocolo TCP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Características fundamentais:
 é orientado à conexão – a aplicação envia um pedido de
ligação para o destino e usa a conexão para transferir os
dados.
 é ponto a ponto – uma ligação TCP é estabelecida entre 2
computadores.
 existe confiabilidade – o TCP utiliza várias técnicas para
proporcionar uma entrega confiável dos pacotes de dados.
Permite a recuperação de pacotes perdidos, a
eliminação de pacotes duplicados, a recuperação de
61
dados corrompidos e pode recuperar a ligação em caso
de problemas no sistema e na rede.
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP
Protocolo TCP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 O remetente mantém o registo de cada pacote de dados


enviado (segmento TCP) e espera confirmação. Aciona
um relógio (timer) quando envia um segmento para que,
se o tempo de envio expirar antes que chegue uma
confirmação, possa ser feito o reenvio da informação.

62
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Protocolo TCP

 O TCP fornece a sequência de segmentos com uma

confirmação de referência de encaminhamento.

 Cada segmento é numerado antes da transmissão. Na

estação recetora, o TCP reagrupa os segmentos numa

mensagem completa.

 Se o número de sequência estiver em falta na série, aquele

segmento será retransmitido. 63


CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Protocolo TCP

 Os segmentos não confirmados dentro de um

determinado período serão retransmitidos:

 em full duplex

 utiliza handshake

64
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP
Protocolo TCP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 em full duplex
 é possível a transferência simultânea em ambas as direções
durante toda a sessão.

 utiliza handshake
 É um mecanismo de estabelecimento e finalização da
conexão a 3 e 4 tempos, respetivamente, o que permite a
autenticação e encerramento de uma sessão completa.
 O TCP garante que, no final da conexão, todos os pacotes
foram bem recebidos. 65
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP
Protocolo TCP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 handshake “triplo”
 O 1º handshake solicita sincronização.
 O 2º e o 3º confirmam a solicitação inicial e também
sincronizam os parâmetros de conexão na direção oposta.
 O 4º é uma confirmação usada para informar o destino que
ambos os lados concordam que foi estabelecida a conexão.
 Após o estabelecimento da ligação, começa a
transferência de dados:
 fazendo a entrega ordenada
 fazendo o controlo do fluxo 66
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP
Protocolo TCP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Transferência de dados fazendo a entrega ordenada:


 a aplicação entrega ao TCP blocos de dados com um tamanho
arbitrário (stream), em octetos. O TCP divide-os em
segmentos, de tamanho definido pelo MTU (Maximum
Transmission Unit). Porém, a circulação dos pacotes ao longo
da rede pode fazer com que os pacotes não cheguem
ordenados.
 Neste sentido, o TCP vai garantir a reconstrução do stream no
destinatário de acordo com os números de sequência.

67
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

 Protocolo TCP
 Transferência de dados fazendo
controlo de fluxo:
 usa um campo com o nome
tamanho da janela para
controlar o fluxo.
 O recetor, à medida que recebe os
dados, envia um sinal
(acknowledgement – ACK)
confirmando a receção do
segmento. Este sinal especifica, 68
também, o tamanho máximo da
janela, isto é, a quantidade
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP
Protocolo TCP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 À técnica referida anteriormente dá-se o nome de


janelamento, é um mecanismo de controlo de fluxo.
 Refere-se ao facto do tamanho ser negociado
dinamicamente durante a sessão do TCP. Exige que o
dispositivo de origem receba uma confirmação do
destino depois de transmitir uma determinada
quantidade de dados.
 Quando recebe essa confirmação, o protocolo atribui
uma janela para o envio. Essa janela especifica o número
69
de pacotes, começando com o número da confirmação,
que o processo TCP recetor está preparado para receber
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP
Protocolo TCP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Assim, o segmento TCP transporta os dados das


aplicações com os campos de controlo do protocolo TCP.

70
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP
Protocolo TCP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Cada campo significa:


 Os campos de origem e destino identificam o canal virtual que
é o número da aplicação.
 Número de sequência – número do bloco TCP (controlo de
fluxo)
 Número de confirmação – confirmação do dado recebido e
a referência do próximo
 hlen – Tamanho do cabeçalho TCP
 Reserved – é um campo reservado
 Tamanho da janela – número de pacotes enviados antes da 71
confirmação
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP
Protocolo TCP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Cada campo significa:


 Checksum – resultado do algoritmo que verifica erros na
transmissão para garantir que o pacote TCP foi entregue sem
erros
 Urgent pointer – indica que existe informação urgente no
campo de dados
 Options – utilidades adicionais a serem implementadas para
controlos TCP
 Data – dados a transmitir que vão para a camada aplicação

72
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Protocolo UDP

 É o protocolo de transporte sem conexão, ou seja, troca

datagramas sem confirmações ou entrega garantida.

 O processamento dos erros e a retransmissão dos

pacotes devem ser tratados por protocolos da camada

aplicação, uma vez que este protocolo não usa

“janelamento” nem confirmações.

73
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Protocolo UDP

 Apesar de não fazer controlo de erros nem confirmações

de entrega, o protocolo UDP é utilizado quando são

utilizadas algumas aplicações onde a

retransmissão de pacotes não é desejável.

 Exemplo: Utilização de aplicações de transmissão de imagens,

voz e vídeo digitalizados. Se um datagrama com imagens,

vídeos ou voz se perder, não há tempo para retransmitir. O


74

interesse será conseguir enviar o seguinte o mais rápido


CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Protocolo UDP

 Características fundamentais:

 não é orientado à conexão – não há conexão entre a

máquina de origem e destino

 não é ponto a ponto e não oferece confiabilidade –

utiliza qualquer caminho disponível para a transmissão e

envia os dados diretamente (sem saber se o destino está lá

ou não). Por esta razão diz-se que o protocolo não é confiável.


75
Não existem verificações nem confirmações.
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Protocolo UDP

 Características fundamentais:

 não faz entrega ordenada – os datagramas podem ser

recebidos fora da sequência do envio.

 não fornece controlo de fluxo – não possui técnicas para

controlar a quantidade de dados a enviar, de acordo com os

dispositivos que se encontram em comunicação.

76
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Protocolo UDP

 O datagrama UDP tem o seguinte aspeto:

 Source/destination port – porta de origem/destino

(identificam os processos envolvidos na comunicação)

 Message length – tamanho do segmento de dados

 Checksum – cálculo de verificação feito a partir de campos

do cabeçalho e dos dados bit (32 bits)

 Data – dados a transportar Source port Destination


port 77
Message Checksum
lenght
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Protocolo TCP vs UDP

 Como conclusão, verificamos que a diferença básica

entre os protocolos TCP e UDP é o facto do TCP ser

orientado à conexão, logo:

 Tem vários mecanismos para controlar a sessão de

comunicação

 Negoceia com o recetor os tamanhos de pacotes

 Deteta e corrige os erros de envio e receção, reenviando-os


78

 Consegue evitar o congestionamento do fluxo porque sabe


CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Protocolo TCP vs UDP

 O UDP não possui as características do TCP mas é

utilizado para dados poucos sensíveis, como transmissão

de áudio e vídeo, ou para comunicação sem conexão,

como é o caso do:

 protocolo de atribuição de endereços IP (DHCP)

 protocolo de tradução de endereços (DNS)

 O UDP é um protocolo altamente eficiente, uma vez que, 79

não apresentando campos de controlo no seu datagrama,


CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Números de porta TCP vs UDP

 Para passar as informações às camadas superiores, os

protocolos TCP e UDP utilizam números de portas.

 A entidade que determina os números das portas

utilizadas pelos protocolos é Internet Assigned Numbers

Authority (IANA).

80
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Números de porta TCP vs UDP

 As conversações que não envolvem uma aplicação com

número de porta definido recebem números de porta

aleatórios num intervalo específico acima de 1023.

 Algumas portas são reservadas no TCP e no UDP, embora

possa haver aplicações que não os suportem.


81
CAMADA TRANSPORTE TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Números de porta TCP vs UDP

 Os números de portas tem os seguintes intervalos

atribuídos:

 números acima de 1023 recebem números de porta atribuídos

dinamicamente

 números abaixo de 1024 são considerados números de porta

conhecidos

 números de porta registados são-no para aplicações


82
específicas de fabricantes. A maior parte desses números é
CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Este camada agrupa as camadas Sessão,

Apresentação e Aplicação do modelo OSI.

 Isto significa que as questões de representação,

codificação e controlo de diálogo são tratadas na

camada de aplicação do modelo TCP/IP.

 Os protocolos que aqui operam são responsáveis pela

comunicação entre diferentes aplicações (correio


83
eletrónico, transferência de ficheiros, …).
CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Os protocolos mais conhecidos são:

 DNS

 FTP

 HTTP

 SMTP

 POP – Post Office Protocol

 SNMP – Simple Network Management Protocol


84
 Telnet
CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 DNS – Domain Name System

 A Internet foi construída com base num esquema de

endereçamento hierárquico. Esse esquema permite que o

routing tenha por base classes de endereços e não

endereços individuais.

 O problema é que nunca iríamos conseguir memorizar

tantos endereços de sites se estes fossem apenas

identificados pelos seus endereços IP. 85


CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 DNS – Domain Name System

 Para resolver este problema foi

desenvolvido um sistema de nomes de

domínio que associa o conteúdo do site

ao seu endereço, o DNS.

 O servidor DNS está no ponto mais

elevado da estrutura. Este é

responsável por cada um dos domínios

que estão imediatamente abaixo

(.gov, .edu, .pt, .com, …). 86


 A seguir, estes domínios são
CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 FTP – File Transfer Protocol

 Permite a transferência e receção de ficheiros ao longo

de uma rede alargada.

 A sua utilização passa pelo uso de aplicações designadas

por FTP server e FTP client.

 O FTP utiliza a porta 20 para transferir dados e a porta 21

para controlo da ligação.


87
CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 FTP – File Transfer Protocol

 O programa com o nome FTP server é instalado no

computador que via servir de armazenamento de

ficheiros.

 O FTP client é instalado nos computadores clientes para

podermos enviar ficheiros para o servidor FTP.

 Alguns exemplos de aplicações FTP server:

 FileZilla server, Pure-FTPd, Internet Information Services, … 88

 Exemplo de aplicações FTP client:


CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 FTP – File Transfer Protocol

 Numa ligação entre 2 computadores para se transferir

um ficheiro por FTP, inicialmente deve ser feito o controlo

de acesso com a inserção do nome de utilizador e

palavra-passe para autenticação.

 Após a autenticação efetuada, existem uma série de

operações internas a serem processadas pelo protocolo

FTP. 89
CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 HTTP – HyperText Transfer Protocol

 É o protocolo que faz com que possamos navegar na

Internet da forma que conhecemos atualmente.

 Utilizando um browser como aplicação cliente

visualizamos sites armazenados em servidores remotos.

 Atrás das páginas que visualizamos estão linhas de

código em linguagem HTML, PHP, ASP, …


90
 O HTML foi criado com o objetivo de através de clicks

em hiperligações podermos “saltar” de documento em


CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP
HTTP – HyperText Transfer Protocol

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 O local onde estão armazenados os sites é identificado


pelo URL (Uniform Resource Locator) que é o
endereço/caminho para um ficheiro.
 O endereço [Link] pode ser o endereço de
um computador, de uma impressora, de um router, …Se
o escrevermos na barra de endereços de um browser
podemos aceder a uma página:
protocolo://máquina/caminho/ficheiro

91
[Link]
[Link]
CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 HTTP – HyperText Transfer Protocol
 No fundo o protocolo HTTP funciona da seguinte forma:
 o browser não consegue ler diretamente o ficheiro pedido que

se encontra no servidor Web

 quando carregamos na tecla ENTER é estabelecida uma

conexão com o servidor por TCP

 o browser pede ao servidor o ficheiro correspondente ao URL

 o servidor procura o ficheiro e, se não houver nada que o

impeça, envia para o cliente


92
 a partir deste momento, o browser recebe o ficheiro em

formato HTML e transforma-o no formato de página Web.


CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP
SMTP – Simple Mail Transfer Protocol

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 POP – Post Office Protocol


 São protocolos responsáveis pela comunicação entre
um computador e um servidor de correio
eletrónico para o envio e recebimento de
mensagens de e-mail.
 O SMTP suporta a transmissão de uma mensagem de correio
eletrónico desde o computador pessoal até o servidor final
que aloja a caixa de correio de destino.
 O POP3 transfere a mensagem para o destinatário, poder ler
93
ou transferir para o seu computador pessoal as mensagens
armazenadas na caixa de correio.
CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 SMTP – Simple Mail Transfer Protocol

 POP – Post Office Protocol

 As mensagens de e-mail ficam armazenadas em

servidores de e-mail, até que o cliente as leia, recolha e

apague.

 Um programa cliente de e-mail (Microsoft Outlook)

necessita de estar configurado com a designação dos


94
protocolos de envio e receção, bem como as portas

respetivas para poder aceder ao servidor e carregar as


CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 SNMP – Simple Network Manegement Protocol

 Este protocolo é utilizado para gerir a comunicação.

 Os computadores e equipamentos da rede possuem o

software-cliente que é o agente SNMP. O software de

gestão SNMP recebe essa informação e armazena-a

numa BD (MIB – Manegement Information Base).

95
CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 SNMP – Simple Network Manegement Protocol

 Estes dados servem para analisar (em tempo real) a rede

e podem ser utilizados pelos técnicos que a administram

para diagnosticar problemas e resolvê-los.

 O SNMP utiliza o protocolo UDP para efetuar o transporte

das informações referidas.

96
CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP
SNMP – Simple Network Manegement Protocol

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi

 Numa rede administrada por SNMP consiste em 3


componentes:
 NMS (Network Manegement System) – sistema composto
pelas aplicações que monitorizam e controlam os dispositivos
da rede.
 Dispositivos geridos – equipamentos que constituem a rede
que contêm um agente SNMP e que residem numa rede que
está a ser administrada. Recolhem e armazenam informações
que depois disponibilizam para os NMS que usam o SNMP.
 Agente – software instalado nos dispositivos geridos. Tem
97
como função retirar informações de gestão do dispositivo
onde está instalado e convertê-lo em dados para todo o
CAMADA APLICAÇÃO TCP/IP

na
Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medi
 Telnet – Terminal Emulation

 Permite efetuar o acesso remoto a outro computador por

meio da utilização de um conjunto de comandos.

 O cliente Telnet chama-se host local e o servidor

Telnet chama-se host remoto.

 Exemplo:

 Ver parâmetros Telnet página 118

98

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