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Avaliação de Ruído: Procedimentos e Parâmetros

HIGGIENE OCUPACIONAL

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AVALIAÇÃO DE

RUÍDO
 Escolher equipamento adequado à medição
devidamente certificado;

 Verificar a integridade do equipamento (microfones,


Preparação cabos, etc.);
do
 Verificar a carga da bateria;
instrumento
 Ajustar os parâmetros de medição conforme critério
de avaliação;

 Proceder à calibração inicial.


 Escolher o trabalhador a ser avaliado;

 Explicar ao trabalhador sobre o objetivo da


Abordagem medição, que a medição não deve interferir em
suas atividades habituais, que as medições não
do efetuam gravações de conversas, que o
trabalhador equipamento ou microfone nele fixado só pode
ser removido pelo avaliador, que o microfone
não pode ser avaliado ou obstruído, entre outros
aspectos pertinentes;
 Posicionar o equipamento no trabalhador, sendo
que o microfone deve estar dentro da zona
auditiva. O equipamento e o cabo (quando
Abordagem houver) devem ser fixados para que não ocorra
interferência na medição. Se forem identificadas
do diferenças significativas entre os níveis de
trabalhador pressão sonora dos dois ouvidos, as medições
deverão ser realizadas no lado exposto ao maior
nível.

 Dar início à medição.


 Durante a medição, o avaliador não deve
interferir no campo acústico ou nas
condições de trabalho;

Acompanhamento
da medição  O avaliador deve verificar, de tempos em
tempos, se o equipamento está operando
normalmente e se o trabalhador está
executando atividades habituais.
 Decorrido o tempo de amostragem, retirar
o equipamento do trabalhador;

 Obter o relatório da medição, seja via


Finalização da software ou impressão;
medição
 Proceder a calibração final. Caso a aferição
da calibração apresentar variação maior
que ±1dB, esta deve ser desprezada;
 Ainda, caso o nível de tensão da bateria
esteja abaixo do mínimo aceitável ou o
equipamento tenha sofrido qualquer
Finalização da prejuízo à sua integridade, a medição
medição também deverá ser descartada.
 Cada equipamento fornece os resultados
em um relatório da medição com
histograma. O relatório e histograma
Interpretação obtidos da avaliação realizada fornecerão
dos resultados os dados para cálculo no nível equivalente
de ruído e da dose de exposição.
A NHO-01 recomenda que no relatório
técnico sejam abordados no mínimo:

 Introdução, incluindo objetivos do trabalho,


justificativa e datas ou períodos em que
foram desenvolvidas as avaliações;
Relatório de
medição
 Critério de avaliação adotado;

 Instrumental utilizado;

 Descrição das condições de exposição


avaliadas;
A NHO-01 recomenda que no relatório
técnico sejam abordados no mínimo:

 Dados obtidos;
Relatório de
medição  Interpretação dos resultados.

O relatório de medição deve possibilitar a


compreensão, por leitor qualificado, do trabalho
desenvolvido, além de documentar a avaliação.
PARÂMETROS DE
MEDIÇÃO
Para que a avaliação de ruído possa ser
realizada, é necessária a compreensão dos
parâmetros de medição para configuração
Parâmetros de dos diversos modelos de equipamentos
medição existentes no mercado e ainda a
interpretação dos resultados fornecidos nas
avaliações.
Quando ocorrem dois ou mais períodos de exposição a
diferentes níveis de ruído, deve se considerar os seus
efeitos combinados. O cálculo do efeito combinado, ou
dose equivalente de ruído, é obtido através da soma
das seguintes frações:
Dose
Equivalente de
Ruído ou
Efeitos
Combinados
Onde:
– D é dose equivalente de ruído;
– Cn é o tempo total de exposição a um nível
específico;
– Tn é a duração total permitida neste nível, conforme
a tabela do Anexo I da NR-15.
 Como já exposto anteriormente, é o
incremento em decibéis que, quando
adicionado a um determinado nível,
implica a duplicação da dose de exposição
Fator (ou ou a redução para a metade do tempo
Incremento) de máximo permitido. Ou seja, a quantidade
Duplicação de de decibéis que representa a duplicação da
Dose (q) ou intensidade do ruído.
Exchange Rate
(ER)  O fator de duplicação de dose do Anexo 1
da NR-15 é de 5,0 dB(A), e algumas
normas utilizam o incremento de
duplicação de dose q=3, inclusive, a
própria NHO-01. Essa diferença implica em
diferentes abordagens e resultados nas
medições de ruído.
NHO-01

Fator (ou
Incremento) de
Duplicação de
Dose (q) ou
Exchange Rate
(ER)
NR-15

Fator (ou
Incremento) de
Duplicação de
Dose (q) ou
Exchange Rate
(ER)
Critério de Conforme a NHO-01, critério de referência é o
nível médio para o qual a exposição, por um
Referência período de 8 horas, corresponderá a uma dose de
(CR) ou 100%. No caso do Anexo 1 da NR-15, trata-se do
Criterion Level limite de tolerância que é 85,0 dB(A).
(CL)
É o nível de ruído a partir do qual os valores
Nível Limiar de devem ser computados na integração para fins de
determinação de nível médio ou da dose de
Integração (NLI) exposição. Ou seja, a partir de qual nível de ruído
ou Threshold o instrumento irá medir. Níveis abaixo do nível
Level (TL) limiar de integração são desconsiderados nos
cálculos.
CONFIGURAÇÃO
DOS
EQUIPAMENTOS
Normalmente, os itens a serem configurados nos
equipamentos são:

 Circuito de ponderação: conforme curvas de


compensação A, B, C ou D. No caso da NR-15,
CONFIGURAÇÃO para ruído contínuo e intermitente, será A.
DOS
EQUIPAMENTOS
 Circuito de resposta: determina a rapidez com
que o medidor acompanha as variações nos
níveis de ruído. Pode ser lento (“slow”), rápido
(“fast”), impulso (“impluse”) ou pico (“peak”). No
caso da NR-15, para ruído contínuo e
intermitente, será lenta (“slow”).
Normalmente, os itens a serem configurados nos
equipamentos são:

 Incremento de duplicação de dose (q): no caso


CONFIGURAÇÃO da NR-15, para ruído contínuo e intermitente,
DOS será 5,0 dB(A).
EQUIPAMENTOS
 Critério de referência (CR): no caso da NR-15,
para ruído contínuo e intermitente, será o limite
de tolerância para 08 horas que é 85,0 dB(A).
Normalmente, os itens a serem configurados nos
equipamentos são:

CONFIGURAÇÃO  Nível limiar de integração: no caso da NR-15,


DOS para ruído contínuo e intermitente, será de 80,0
EQUIPAMENTOS dB(A), pois se trata do menor nível apresentado
na tabela de limites de tolerância e é o valor do
nível de ação mencionado na NR-9.
Normalmente, os itens a serem configurados nos
equipamentos são:

CONFIGURAÇÃO  Faixa de medição mínima (ou “Range”): faixa de


DOS ruído que o aparelho irá medir. No caso da NR-
EQUIPAMENTOS 15, para ruído contínuo e intermitente, será 80 a
115 dB(A), visto que 80,0 dB(A) é o nível limiar
de integração e que 115,0 dB(A) é o nível
considerado risco grave e iminente.
LEITURA E
INTERPRETAÇÃO
DE RELATÓRIOS E
HISTOGRAMAS
LEITURA E
INTERPRETAÇÃO
DE RELATÓRIOS E
HISTOGRAMAS
Normalmente, os itens a serem configurados nos
equipamentos são:

LEITURA E  Faixa de medição mínima (ou “Range”): faixa de


INTERPRETAÇÃO ruído que o aparelho irá medir. No caso da NR-
DE RELATÓRIOS E 15, para ruído contínuo e intermitente, será 80 a
HISTOGRAMAS 115 dB(A), visto que 80,0 dB(A) é o nível limiar
de integração e que 115,0 dB(A) é o nível
considerado risco grave e iminente.

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