0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações26 páginas

Trabalho e Calor em Sistemas Compressíveis

Enviado por

Dix Pita
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPTX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações26 páginas

Trabalho e Calor em Sistemas Compressíveis

Enviado por

Dix Pita
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPTX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

UNIZAMBEZE

FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA


Curso Engenharia Mecatrônica

Termodinâmica Aplicada

Tema 3. Trabalho e Calor

Docente: Eng.ª Beatriz Reyes Collado

e-mail: bettyreyescollado@[Link] cell: 847300421


Plano de aula

3.1 Definição de Trabalho.


 Unidades de Trabalho.
 Trabalho Realizado Devido ao Movimento de Fronteira de um Sistema
Compressível Simples num Processo Quase-Estático.
 Sistemas que Envolvem Outras Formas de Realização de Trabalho.
3.2 Definição de Calor.
 Unidades de Calor.
 Comparação entre Calor e Trabalho.
 Formas de interação de Calor.

2
3.1 - Trabalho
Pode-se definir trabalho termodinâmico como: "Um sistema realiza trabalho se
o único efeito sobre a vizinhanza PUDER SER o levantamento de um peso.“

Tambem, consideramos trabalho realizado por um sistema, tal como o realizado


por um gás em expansão contra um êmbolo, como positivo, e o trabalho
realizado sobre o sistema, tal como o realizado por um êmbolo ao comprimir
um gás, como negativo. Assim, trabalho negativo significa que energia é
acrescentada ao sistema.
Resumindo:
 O trabalho realizado por um sistema é considerado positivo e
 O trabalho realizado sobre o sistema é negativo.

Designa-se W como o símbolo o trabalho termodinâmico 3


3.1 - Trabalho
Trabalho como uma forma de energia

figura 3.1-1a figura 3.1-1b

figura 3.1-2. 4
3.1 - Trabalho
Unidades de Trabalho

Nossa definição de trabalho envolve o levantamento de um peso, isto é, o


produto de uma unidade de força (Newton) agindo através de uma distância
(metro). Essa unidade de trabalho no sistema Internacional é chamada de
Joule, ( J ).
1 J = 1N.m
Definimos POTÊNCIA como trabalho por unidade de tempo, e a
representamos por W. Assim:
a unidade de potência é Joule por segundo, denominada Watt ( W )

5
3.1 - Trabalho
Trabalho Realizado Devido ao Movimento de Fronteira de um Sistema
Compressível Simples num Processo Quase-Estático.
Existem várias maneiras pelas quais o trabalho pode ser realizado sobre ou por
um sistema:
 o trabalho realizado por um eixo rotativo;
 o trabalho elétrico;
 o trabalho realizado devido ao movimento da fronteira do sistema, tal
como o efetuado pelo movimento do êmbolo num cilindro.
A força total sobre o êmbolo é P. A,
onde: P é a pressão do gás e
A é a área do êmbolo.
Portanto o trabalho W é:
( 3.1-1)
Porém, da figura verificamos que
A dx = dV,
a variação do volume do gás devido ao Figura 3.1-3 - Exemplo de trabalho efetuado
deslocamento, dx, do êmbolo logo: pelo movimento de fronteira de um
(3.1-2) sistemanum processo quase-estático
6
3.1 - Trabalho
O trabalho realizado devido ao movimento de fronteira, durante um dado
processo quase-estático, pode ser determinado pela integração da eq.
𝛅𝐖=𝐏𝐝𝐕Entretanto essa integração somente pode ser efetuada se conhecermos
a relação entre P e V durante esse processo. Essa relação pode ser expressa na
forma de uma equação ou pode ser mostrada na forma gráfica.

O trabalho realizado sobre o gás durante este


processo de compressão pode ser determinado
pela integração da equação anterior resultando:
(3.1-3)

Neste exemplo, o volume diminuiu e a área a-1-2-b-a representa o trabalho


realizado sobre o sistema (trabalho negativo).
Se o processo tivesse corrido do estado 2 ao estado 1, pelo mesmo caminho, a
mesma área representaria o trabalho realizado pelo sistema (trabalho positivo). 7
3.1 - Trabalho
Uma nova consideração do diagrama P x V, conduz a uma outra conclusão
importante. É possível ir do estado 1 ao estado 2 por caminhos quase-estáticos
muito diferentes, tais como A, B ou C. Como a área sob a curva representa o
trabalho para cada processo é evidente que o trabalho envolvido em cada caso é
uma função não somente dos estados iniciais e finais do processo, mas também,
do caminho que se percorre ao ir de um estado a outro.

Por esta razão, o trabalho é chamado de


função de linha, ou em linguagem
matemática, W é uma diferencial inexata

8
3.1 - Trabalho

Na determinação da integral da equação devemos sempre lembrar que


estamos interessados na determinação da área situada sob a curva da figura.
Relativamente a este aspecto, identificamos duas classes de problemas:
1. A relação entre P e V é dada em termos de dados experimentais ou na
forma gráfica (como, por exemplo, o traço em um osciloscópio) Neste caso
podemos determinar a integral da equação de W por integração gráfica ou
numérica.
2. A relação entre P e V é tal que seja possível ajustar uma relação analítica
entre eles, e podemos então, fazer diretamente a integração.

9
3.1 - Trabalho
Um exemplo desse segundo tipo de relação é o processo chamado politrópico,

PVn = constante
O expoente "n" pode tomar qualquer valor entre - e + dependendo do processo
particular sob análise.
=
Para esse tipo de processo, podemos integrar a equação, resultando em

(3.1-4)
Note-se que este resultado, equação, é válido para qualquer valor do expoente n,
exceto n = 1. No caso onde n = 1, tem-se;

e portanto,
(3.1-5)

10
3.1 - Trabalho
Exemplos
3.1. Considere como sistema o gás contido no cilindro mostrado na figura,
provido de um êmbolo sobre o qual são colocados vários pesos pequenos. A
pressão inicial é de 200 kPa e o volume inicial do gás é de 0,04 m 3.
a) Coloquemos um bico de Bunsen embaixo do
cilindro e deixemos que o volume do gás aumente
para 0,1 m3 , enquanto a pressão permanece
constante. Calcular o trabalho realizado pelo sistema
durante esse processo.
b) Consideremos o mesmo sistema e as mesmas condições iniciais e finais,
porém, ao mesmo tempo que o bico de Bunsen está sob o cilindro e o êmbolo se
levanta, removamos os pesos deste, de tal maneira que durante o processo a
temperatura se mantém constante. 11
3.1 - Trabalho
Exemplos

c) Consideremos o mesmo sistema porém, durante a troca de calor removamos


os pesos de tal maneira que a expressão PV 1,3
= constante descreva a relação
entre a pressão e o volume durante o processo. Novamente o volume final é 0,1
m3. Calcular o trabalho.
d) Consideremos o sistema e o estado inicial dados nos três primeiros
exemplos, porém mantenhamos o êmbolo preso por meio de um pino, de modo
que o volume permaneça constante. Além disso façamos com que o calor seja
transferido do sistema para o meio até que a pressão caia a 100 kPa. Calcular o
trabalho.

12
3.1 - Trabalho
Exemplos

3.2. Um cilindro com êmbolo móvel, como mostrado na figura, contém 3 kg


d’água no estado de vapor úmido com título igual a 15 % e pressão de 2,0 bar
(estado 1 ). Esse sistema é aquecido à pressão constante até se obter o título
igual a 85 % ( estado 2 ).
Pede-se:
a) Representar o processo em um diagrama P-V.
b) Calcular o trabalho realizado pelo vapor
durante o processo.

13
3.1 - Trabalho
Exemplos

3.3. Um cilindro com êmbolo móvel, como mostrado na figura, contém 5 kg


d’água no estado de vapor úmido com título igual a 20 % e pressão de 5,0 bar
(estado 1). Esse sistema é aquecido à pressão constante até se obter a
temperatura de 200 OC (estado 2). Pede-se:
a) Representar o processo em um diagrama P-v e h-s
b) Determinar o trabalho realizado pela substância
de trabalho contra o êmbolo, em kJ

14
3.1 - Trabalho
Sistemas que Envolvem Outras Formas de Realização de Trabalho

• Sistemas que envolvem trabalho magnético e sistemas que envolvem


trabalho elétrico.
• Sistemas que envolvem trabalho devido ao movimento de fronteira; um fio
esticado sujeito a uma força e uma película superficial.

Também há outras formas de trabalho que podem ser identificadas em


processos que não sejam quase-estáticos, exemplo:
• O trabalho realizado por forças de cisalhamento, num processo que envolve
atrito num fluido viscoso.
• Ou trabalho realizado por um eixo rotativo que atravessa a fronteira do
sistema.
15
3.1 - Trabalho
A identificação do trabalho é um aspecto importante de muitos problemas
termodinâmicos. O trabalho só pode ser identificado nas fronteiras do sistema.

Por exemplo, consideremos a figura que mostra um gás separado do vácuo por
uma membrana. Desprezando-se qualquer trabalho associado com a ruptura da
membrana, podemos indagar se há trabalho
envolvido no processo. Se tomarmos como
nosso sistema o gás e o espaço evacuado,
concluímos prontamente que não há trabalho
envolvido, pois nenhum trabalho é identificado
na fronteira do sistema.
Se, entretanto, tomarmos o gás como sistema,
teremos uma variação do volume e poderemos
ser induzidos a calcular o trabalho pela integral.
W1-2=
Entretanto este não é um processo quaseestático e, portanto, o trabalho não
pode ser calculado por aquela relação. Ao contrário, como não há resistência na
fronteira do sistema quando o volume aumenta, concluímos que, para este
sistema não há trabalho envolvido. W1-2= 0 16
3.1 - Trabalho
Outro exemplo:
Na figura a, o sistema consiste no recipiente mais
o gás. O trabalho atravessa a fronteira do sistema
no ponto onde a fronteira intercepta o eixo e
pode ser associado como forças de cisalhamento
no eixo rotativo.
Na figura b, o sistema inclui o eixo e o peso,
bem como o gás e o recipiente. Neste caso
não há trabalho atravessando a fronteira
do sistema, quando o peso se move para baixo.

Como veremos mais adiante, podemos identificar uma variação de energia


potencial dentro do sistema, porém, isto não deve ser confundido com trabalho
atravessando a fronteira do sistema. 17
3.1 - Trabalho
Exemplos
3.4. Considere o sistema mostrado na figura ao lado.
O volume inicial do ar no interior do conjunto
êmbolo-cilindro é de 0,03 m3, neste estado a
pressão interna é de 1,1 kgf/cm2, suficiente
para contrabalançar a pressão atmosférica
externa e o peso do êmbolo. A mola toca o
êmbolo mas não exerce qualquer força sobre o mesmo nesse estado. O sistema( ar)
é então aquecido até que o volume do sistema seja o dobro do volume inicial. A
pressão final do sistema é de 3,5 kgf/cm2 e, durante o processo a força de mola é
proporcional ao deslocamento do êmbolo a partir da posição inicial. Pede-se:
a) Mostrar o processo em um diagrama, P - v
b) Considerando o ar como sistema, calcular o trabalho realizado pelo sistema 18
3.2 Definição de Calor

Calor é definido como sendo a forma de energia transferida, através da fronteira


de um sistema a uma dada temperatura, a um outro sistema (ou meio ) numa
temperatura inferior, em virtude da diferença de temperatura entre os dois
sistemas.
Isto é, o calor é transferido do sistema de maior temperatura ao sistema de
temperatura menor e a transferência de calor ocorre unicamente devido à
diferença de temperatura entre os dois sistemas.
Um outro aspecto dessa definição de calor é que um corpo ou sistema nunca
contém calor. Ou melhor, calor só pode ser identificado quando atravessa a
fronteira. Assim o calor é um fenômeno transitório.
Infere-se, também, que o calor é identificado somente na fronteira do sistema,
pois o calor é definido como sendo a energia transferida através da fronteira do
19
sistema.
3.2 Definição de Calor
Unidades de Calor

Conforme já discutimos, o calor, como o trabalho, é uma forma de transferência


de energia para ou de um sistema. Portanto, as unidades de calor, ou sendo
mais geral, para qualquer outra forma de energia, são as mesmas do trabalho,
ou pelo menos, são diretamente proporcionais a ela.
No sistema Internacional, SI, a unidade de calor (e de qualquer outra forma de
energia) é o Joule.
Calor transferido para um sistema é considerado positivo e transferido de um
sistema é negativo.
O calor é normalmente representado pelo símbolo Q.
Um processo em que não há troca de calor (Q = 0), é chamado de processo
adiabático.
20
3.2 Definição de Calor

Do ponto de vista matemático o calor, como o trabalho, é uma função de linha e


é reconhecido como tendo uma diferencial inexata. Isto é, a quantidade de calor
transferida quando o sistema sofre uma mudança, do estado 1 para o estado 2,
depende do caminho que o sistema percorre durante a mudança de estado.
Como o calor é uma função de linha, a sua diferencial é escrita como Q. Na
integração escrevemos:
em outras palavras, 𝐐𝟏−𝟐 é o calor transferido durante um dado processo entre o
estado 1 e o estado 2.
O calor transferido para um sistema na unidade de tempo, é chamado taxa
de calor, e designado pelo símbolo , a respectiva unidade é o Watt (W)

21
3.2 Definição de Calor

Comparação entre Calor e Trabalho.


a) O calor e o trabalho são, ambos, fenômenos "transitórios". Os sistemas
nunca possuem calor ou trabalho, porem qualquer um deles ou, ambos,
atravessam a fronteira do sistema, quando o sistema sofre uma mudança de
estado.
b) Tanto o calor como o trabalho são fenômenos de fronteira. Ambos são
observados somente nas fronteiras do sistema, e ambos representam
energia atravessando a fronteira do sistema.
c) Tanto o calor como o trabalho são funções de linha e têm diferenciais
inexatas.

22
3.2 Definição de Calor
Nossa convenção de sinais:
 +Q representa calor transferido ao sistema e, daí é
energia acrescentada ao sistema.
 +W representa o trabalho realizado pelo sistema, que é
energia que sai do sistema.
Um esclarecimento final pode ser útil para mostrar a diferença entre calor e
trabalho.
A figura mostra um gás contido num recipiente rígido. Espiras de resistência
elétrica são enroladas ao redor do recipiente. Quando a corrente elétrica circula
através das espiras, a temperatura do gás aumenta. O que atravessa a fronteira do
sistema, calor ou trabalho ?
Na figura a, consideramos somente o gás como
sistema. Neste caso calor atravessa a fronteira
do sistema.

Na figura b, o sistema inclui o recipiente e as


resistências elétricas. Neste caso a Eletricidade
atravessa a fronteira do sistema, isto é trabalho.
23
3.2 Definição de Calor
Formas de interação de Calor.

As formas mais comuns de interação de calor são através de:

a) - Condução , Lei de Fourier.


A condução de calor pode ser considerada como a transferência de energia das
partículas mais energéticas de uma substância para partículas menos energéticas,
graças às interações entre partículas [Incropera, F. P. & Witt, D. P.].
A relação matemática é:

Onde:
k= conductividade térmica
A= àrea da parede perpendicular à doreção x
x= posição onde está sendo calculada a taxa de calor

24
3.2 Definição de Calor

b) - Radiação térmica , lei de Stefan - Boltzmann


A radiação térmica é a energia emitida pela matéria que estiver em uma
temperatura finita. A energia do campo de radiação é transportada pelas ondas
eletromagnéticas (ou fotons numa outra linguagem).
Enquanto a transferência de calor por condução precisa de um meio material, a
radiação não necessita de qualquer meio. Na realidade, a transferência de
energia por radiação ocorre com maior eficiência no vácuo. A relação
matemática para essa forma de calor é:
sendo:
= emissividade, propriedade radiativa da superfície, 0 1
= Constante de Stefan - Boltzmann, (= 5 67 10-8 ,)
Tb = Temperatura termodinâmica da superfície emitente
A = área emitente da superfície
25
3.2 Definição de Calor

c) - Convecção - Lei de resfriamento de Newton


O modo de transferência convectiva de calor é sustentado pelo movimento
molecular aleatório e pelo movimento macroscópico do fluido no interior da
camada limite.
A transferência convectiva de calor pode ser classificada de acordo com a
natureza do escoamento. Convecção forçada, convecção livre, ou conveção
combinada, dependendo da característica do movimento do meio que está em
contato com a superfície. Independentemente da natureza particular do processo
de transferência de calor por convecção, a equação da taxa apropriada tem a
forma: [Incropera, F. P. & Witt, D. P.]

onde:
A = Área de troca de calor
h = Coeficiente de convecção de calor ou coeficiente
de película
Tb, Tf = Respectivamente as temperaturas da superfície e do fluido. 26

Você também pode gostar