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Sagarana: Contos de Guimarães Rosa

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SAGARANA

Grupo: Athos, Gabriela, Gustavo e Petrus


LIVRO
Sagarana, apesar de ser uma obra regionalista, apresenta caráter universal, já que
trata de temas que podem ser sofridos por qualquer pessoa ao redor do mundo. O
livro é o primeiro de João Guimarães Rosa e foi publicado em 1946, trazendo em
seus nove contos características marcantes do modernismo,como o coloquialismo.
AUTOR
João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo, Minas Gerais, no dia 27 de junho de [Link]
pequeno, Rosa estudou línguas (francês, alemão, holandês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, russo,
latim e grego). Por conseguinte, cursou os estudos secundários num colégio alemão em Belo
Horizonte .Pouco antes de entrar para a Universidade, em 1929, Guimarães já anuncia sua maestria
com as letras, onde começa a escrever seus primeiros [Link] 1930, com apenas 22 anos, formou-
se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, ano que casa-se com Lígia Cabral
Penna, com quem teve duas filhas.O escritor fez, em maio de 1952, um percurso de 240 quilômetros no
sertão mineiro, durante dez dias, conduzindo uma boiada. Na viagem, anotou expressões, casos,
histórias, procurando apreender de forma mais profunda aquele universo com o qual tinha contato
desde a infância. Seu intuito era recriar literariamente o sertão, dando voz a seus [Link]
1961, Guimarães Rosa recebeu da Academia Brasileira de Letras o Prêmio Machado de Assis pelo
conjunto de sua obra. Candidatou-se à Academia Brasileira de Letras, pela segunda vez, em 1963 e foi
eleito por [Link] o terceiro ocupante da Cadeira nº 2 da Academia Brasileira de Letras (ABL),
em 1967. No auge da carreira de escritor e diplomata, Guimarães Rosa, com apenas 59 anos, faleceu
na cidade do Rio de Janeiro, dia 19 de novembro de 1967, vítima de infarto.
Escola literária
João Guimarães Rosa fez parte da terceira geração do modernismo, com
fortes características regionalistas.
A 3ª fase do modernismo (1945 – 1980) surgiu durante a Guerra Fria e o
governo Juscelino Kubitschek, sendo conhecida como Geração de 45 e pós-
modernismo. As obras dessa fase são caracterizadas pelo seu caráter
experimental, além da crítica sociopolítica e da metalinguagem, além de um
linguajar que procurava se assemelhar com o do cotidiano dos brasileiros
Contos
1. O burrinho pedrês
2. A volta do marido pródigo
3. Sarapalha
4. Duelo
5. Minha gente
6. São Marcos
7. Corpo fechado
8. Conversa de bois
9. A hora e a vez de Augusto Matraga
O burrinho pedrês
Principais presonagens: Sete-de-Ouros, Seu Major, Francolim, João Manico, Badú,
Silvinho, ToteEnredo: A obra retrata a cunjuntura do burro Sete-de-Ouros e dos vaqueiros
que tinham uma relação de vassalagem, total confiança e respeito com o seu Major, o dono
de boiadas, pedaços de terras e do animal em questão, no entanto os empregados tinham
problemas pessoais, como Silvinho que invejava Badú por "roubar" sua noiva, mas no
geral, todos se davam bem. É possível perceber que os vaqueiros conhecem os bois e como
os bichos agem em caso de, por exemplo, chuvas que os agitava e dessa forma avisam os
trabalhadores no final do conto sobre uma enchente que supostamente não deveria chegar
naquela terra.
A volta do marido pródigo
Principais personagens: Lalino, Maria Rita, Ramiro, Major Marra, Major AnacletoEnredo:
Inicialmente nota-se que Lalino Salãthiel um personagem mulato, irresponsável e festeiro,
sempre tomando advertências do Major Marra, por conta de não se importar com o trabalho.
Sem saber Ramiro cortejava sua mulher (Maria Rita), pede para que ele lhe empreste dinheiro
para ir a capital e que cuidasse dela, no entanto Lalino acaba perdendo-a e sendo visto como
alguém que vendeu a mulher. Depois de farrear na capital, decide voltar e começa a trabalhar
com o Major Anacleto para auxiliá-lo na campanha política, alegando que na cidade grande
não tinha votos ao contrario do outro candidato, e portanto comenta de um plano que garantiria
sua vitória; o Major desacredita porque Ramiro mentiu que Lalino estava trabalhando com o
filho de outro candidato, devido a uma brincadeira patriota que Lalino havia feito. A história
finaliza com Maria Rita decidir voltar para ele por medo do Ramiro e após o protagonista levar
pessoas de cargo relevante do governo para ver o Major, ele felizardo ajuda o casal a se
reconciliar.
Sarapalha
Sarapalha designa um vilarejo do sertão mineiro reduzido poucos habitantes, dentre eles
sobrando os primos Ribeiro e Argemiro, por um surto de malária. Juntos, os familiares,
doentes como muitas das pessoas mortas as suas voltas, esperam pelos seus falecimentos.
Ribeiro era casado com Maria Luísa, que o trocou por outro, um boiadeiro, quando
descobriu que seu parceiro tinha malária, o que transtorna e abate Ribeiro. Argemiro
admite que havia se apaixonado por Luísa e só tinha se mudado para a casa de Ribeiro
porque sentia uma forte atração pela sua esposa. Ribeiro se vê fortemente traído, por talvez,
a pessoa pela qual ele se sentia mais grato em toda sua vida e expulsa Argemiro de sua casa.
Duelo
Duelo narra a história de Turíbio Todo, descrito por Guimarães como um personagem mau, que
no começo do conto encontra sua mulher o traindo com Cassiano Gomes, atirador, Turíbio então
decide esperar pacientemente por sua vingança. Todo, vai a casa de Cassiano e mata, por confusão,
o irmão do atirador, um inocente. Cassiano anseia por vingar seu irmão e passa meses em busca de
Turíbio, que foge e acaba indo à São Paulo. Dona Silvana, mulher de Turíbio, continua a ter
relações extraconjugais com Cassiano e trai mais uma vez o homem mau, mostrando as cartas dele
para Gomes, que descobriu estar doente e com uma morte eminente. Cassiano vende tudo que
tinha para ir atrás de Turíbio, mas seu coração fraco o impede de ir muito longe. O atirado então
encontra em um pequeno vilarejo Vinte-e-um, personagem extremamente pobre e com filho
doente, doa para ele todo seu seu dinheiro a fim de que seu filho seja tratado e pede para que
Vinte-e-um busque vingança por ele, já que a morte o terá logo. Todo, começa a voltar para sua
amada depois da notícia da morte de Gomes, porém no meio do caminho encontra Vinte-e-um que
o mata com uma bala na esquerda e outra na testa.
Minha gente
“Minha gente”Principais personagens: Emílio (narrador), Maria Irma, Ramiro Gouveia e
[Link]: Emílio, em épocas de eleição visita a fazenda de seu tio, que é candidato,
e apaixona-se por sua prima Maria Irma, mas o sentimento não é recíproco. Ela se interessa
por Ramiro, que já é noivo de outra mulher. Emílio finge estar apaixonado por outra
mulher. O plano falha, mas a prima apresenta-lhe Armanda, sua futura esposa. Maria Irma
casa-se com Ramiro Gouveia.
São Marcos
Principais personagens: José, ou Izé (narrador), Aurísio Manquitola e João
Mangolô.Enredo: José, narrador-personagem, é supersticioso, mas zomba dos feiticeiros do
Calango-Frito, em especial de João Mangolô. Izé, como é conhecido o protagonista, recita
por zombaria a oração de São Marcos para Aurísio Manquitola e é repreendido por
banalizar uma prece muito [Link] dia, caminhando no mato, José fica subitamente cego
e passa a se orientar por cheiros e pela audição. Perdido e desesperado, recita a oração de
São Marcos. Guiando-se por ruídos e pelo olfato, descobre o caminho certo: a cafua de João
Mangolô. Lá, tenta estrangular o feiticeiro e, quando volta a visão, percebe que o negro
havia colocado uma venda nos olhos de um retrato seu para vingar-se das constantes
zombarias.
Corpo fechado
Principais personagens: Manuel Fulô, feiticeiro Antonico das Pedras-Águas e
[Link]: Manuel Fulô, falastrão que se faz de valente, é dono de uma mula, a qual
feiticeiro Antonico das Pedras-Águas queria. Este, por sua vez, tem uma sela que Manuel
queria. Enquanto o Manuel se gaba de pretensas valentias, o verdadeiro valentão Targino
aparece e anuncia que dormirá com sua noiva. Desesperado, Manuel recebe a visita do
feiticeiro, que promete fechar-lhe o corpo em troca da mula. Após o trato, há o duelo entre
os dois personagens; o feitiço parece funcionar e Manuel vence a disputa.
Conversa de bois
Nesse conto Manuel Timborna conta ao narrador uma história que segundo ele foi
contada por bois que sabem falar. Ele teria ouvido a história de outro animal que
assistiu os fatos e lhe contou
O carro puxado por bois carregava o corpo do falecido pai de Tiãozinho, que ia triste
na frente do carro, e logo atrás vinham oito bois que conversavam e puxavam a
carroça: Buscapé, Namorado, Capitão, Brabagato, Dançador e Brilhante
Quem conduzia o carro era Agenor Soronho, que maltratava os bois e já tinha
relações com a mãe de Tiaozinho. Ao longo da viagem, ocorrem outros
acontecimentos, como o encontro com um carro de boi capotados, os bois relembram
o caso do boi Rodpião, que passou a pensar como os homens, então os bois veem
que Agenor está dormindo e o boi Capitão tem pena do menino e tomba o carro
A hora e vez de Augusto Matagra
Enredo: Augusto Estêves manda e desmanda no pequeno povoado em que vive. Pródigo, com a morte do pai perde todos
os seus bens. Certo dia, Quim Recadeiro dá-lhe dois recados que alterarão sua vida: perdera os capangas para seu
inimigo, o Major Consilva, e a mulher e a filha, que fugiram com Ovídio [Link] Estêves vai sozinho à
propriedade do major para tomar satisfação com seus ex-capangas. O Major Consilva ordena que Nhô Augusto seja
marcado a ferro e depois morto. Ele é espancado à exaustão; depois os homens esquentam o ferro usado para marcar o
gado do major e queimam o seu glúteo. Augusto, desesperado, salta de um [Link] morto, o protagonista é
encontrado por um casal de pretos, que cuida dele e chama um padre para seu alívio espiritual. Nhô Augusto decide que
sua vida de facínora chegara ao fim. Recuperado, foge com os pretos para a única propriedade que lhe restara, no
Tombador. Trabalha de sol a sol para os habitantes e para o casal que o salvara, em retribuição a tudo que fizeram por ele.
Leva uma vida de privações e árduo trabalho, com a finalidade de purgar seus pecados e, assim, ir para o cé[Link] dia,
aparece na cidade o bando de Joãozinho Bem-Bem, o mais temido jagunço do sertão. Nhô Augusto e o famigerado
jagunço tornam-se amigos à primeira vista e, depois da breve estada, despedem-se com pesar. Com o tempo, Nhô
Augusto resolve sair do Tombador, pressentindo a chegada da “sua hora e vez”. Encontra-se por acaso com Joãozinho
Bem-Bem, que está prestes a executar uma família, como forma de vingança. Nhô Augusto pede a Joãozinho Bem-Bem
que não cumpra a execução. O jagunço encara essa atitude de Nhô Augusto como uma afronta e os dois travam o duelo
final, no qual ambos morrem.
Fim

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