Instituto Medio politecnico Ciências e
Inovação
Tema:OSTEOARTRITE (ARTROSE)
A osteoartrite, também chamada
de artrose, é a forma mais
comum de doença articular e
uma das doenças crônicas mais
comuns na velhice.
A artrose é uma das doencas ou por outra e uma
patologia de natureza degenerativa que envolve
toda a articulação.
A palavra osteoartrose significa degenerescência da
articulação. A osteoartrose, vulgarmente chamada
artrose, é uma doença que atinge,
fundamentalmente, a cartilagem articular, que é um
tecido conjuntivo elástico que se encontra nas
extremidades dos ossos que se articulam entre si.
Epidemologia
A incidência da doença aumenta com a idade.
Em geral, em grupos etários mais jovens (< 45
anos), a frequência é relativamente maior nos
homens, enquanto que nos grupos etários
mais avançados (> 55 anos) a frequência é
maior nas mulheres.
Classificação e Etiologia
Ostoartrite primária: é idiopática, ou
seja, não tem nenhuma causa
Osteoartrite secundária: afecta qualquer
articulação como sequela de lesão intra ou extra
- articular primária. Vários factores foram
implicados na sua origem:
Doenças inflamatórias: artrite reumatóide,
artrite séptica, artrite tuberculosa
Doenças metabólicas: gota
Doenças endócrinas: diabetes, acromegália
(crescimento excessivo dos ossos)
Anomalias mecânicas: obesidade
(sobrecarga das articulações), comprimento
desigual das extremidades inferiores,
deformidades do joelho (em valgo ou em
varo),
Trauma: agudo (com ou sem fractura),
postural ou ocupacional
Outras: necrose avascular, hemartroses,
doenças congénitas
Fisiopatologia
A cartilagem articular é nutrida pelo líquido
articular ou líquido sinovial, assim designado por
ser produzido pela sinovial, uma membrana rica
em vasos que forra o interior das articulações. Este
líquido contribui para lubrificar a articulação,
facilitando os seus movimentos, e permitindo que
nas articulações saudáveis as cartilagens deslizem
umas sobre as outras sem atrito, isto é, sem
desgaste.
Na artrose, as células (condrocitos) vão morrendo e
produzem menor quantidade de proteoglicanos e
de colagénio. Em consequência disto, a cartilagem
articular ulcera e o osso que está por debaixo da
cartilagem reage, espessando-se e dando origem a
excrescências ósseas chamadas osteofitos.
Nesse processo degenerativo ocorrem
frequentemente fenómenos de inflamação
articular, que causam dor e aumento de volume
da articulação. Daí se utilizar também a
designação de “artrite” para estes quadros
clínicos.
A artrose não é sinónimo de envelhecimento
articular (há idosos sem artroses e adultos jovens
com esta doença), embora seja mais frequente
nos indivíduos mais avançados na idade que,
naturalmente, tiveram mais anos para irem
desgastando as articulações.
Quadro clínico
O paciente refere dor articular relacionada com
o uso da articulação, aliviada com o repouso
Pode referir que com a mudança do tempo as
dores aparecem”
Rigidez articular após o repouso da articulação
ou pela manhã
Alargamento ósseo é comum, causando
aumento de sensibilidade local
Limitação do movimento devido a formação de
osteófitos com perda severa de cartilagem, por
exemplo: limitação da rotação medial do quadril
Não há sinais sistémicos
As articulações frequentemente afectadas
pela AO são: coluna cervical e lombar,
quadris, punho, interfalangianas distais,
joelhos, primeira articulação
metatarsofalangiana (vulgarmente chamada
de joanete).
Complicações
Compressão e irritação das raízes nervosas
inter articulares e consequente fraqueza
muscular, parestesias e hiporreflexia;
Deformidades permanentes
Incapacidade para realizar actividades de
rotina (por limitação severa dos
movimentos)
Exames auxiliares e Diagnóstico
O diagnóstico da osteoartrite é baseado na
anamnese e exame físico. As alterações
radiológicas confirmam o diagnóstico, mas a
apresentação clínica nem sempre está
correlacionada com os sinais radiográficos. Isto
é, pacientes assintomáticos podem ter lesões
importantes ao raio x, e vice versa.
Exames auxiliares
Servem para excluir patologias secundárias,
porém geralmente são normais
Hemograma e VS normais
Radiografia normais no início, mas com a
evolução da doença pode apresentar:
Diminuição do espaço articular assimétrica
Esclerose (densidade aumentada) do osso
subjacente à cartilagem
Formação de osteófitos (bicos de papagaio) nas
margens articulares
Diagnóstico Diferencial
Artrite reumatóide sinais inflamatórios, afecção
simétrica, articulações interfalangianas distais
não são afectadas, factor reumatóide positivo
Gota geralmente monoarticular, sinais
inflamatórios, ácido úrico elevado no sangue
Artrite piogénica aguda sinais inflamatórios,
líquido sinovial purulento, leucocitose e VS
elevada
Conduta
Tratamento não medicamentoso
Orientação psicológica quanto a cronicidade da
doença.
Redução do peso e fisioterapia (exercícios
isométricos para fortalecer os músculos ao redor
das articulações acometidas)
Exercicíos aeróbicos (natação, caminhada) 3
vezes/semana durante 30min a 1h.
Uso de colchões duros e cadeiras com costas
direitas.
Sapatos apropriados (interior almofadados e não
apertados)
Aplicação de calor local (pachos quentes)
Tratamento medicamentoso
Analgésicos: paracetamol 500mg de 6 em 6 horas,
via oral, durante as crises
Se não houver melhoria, administrar AINES (ex:
ibuprofeno 400 a 600 mg de 8 em 8 horas, durante
as crises)
Critérios de transferência
Limitações articulares e funcionais que:
São progressivas
Afectam as actividades básicas da vida diária
(rigidez, dificuldade de movimento)
Deficit muscular associado que limita o exercício
activo
Dor que não se consegue controlar com os
medicamentos prescritos (paracetamol e AINES)
Obrigado pela atenção
Tecnico de medicina Geral:
Angelo Joã[Link]