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Comunicação Eficaz em Cuidados de Saúde

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COMUNICAÇÃO NA PRESTAÇÃO DE

CUIDADOS DE SAÚDE
Formação Agente em Geriatria - EFA B3
Formadora: Sandra Araújo Matos
50 HORAS
UFCD 6550
PROCESSO DE COMUNICAÇÃO

• Conceito e tipos de comunicação


• Elementos básicos da comunicação
• Fatores que interferem na comunicação: barreiras
A comunicação em saúde pode definir-se, segundo
Teixeira (1996:135) como: “O estudo e utilização de
estratégias de comunicação para informar e para
influenciar as decisões dos indivíduos e das
comunidades no sentido de promoverem a sua saúde.”
Os processos de comunicação em cuidados de saúde
são de extrema importância uma vez que estão
relacionados com as várias áreas e contextos de saúde,
com a relação que os profissionais de saúde
estabelecem com os utentes e com a satisfação dos
utentes.
CONCEITO DE COMUNICAÇÃO
Toda a comunicação é um ato social que envolve um
conjunto de processos que permitem realizar trocas de
informações e significações, entre os indivíduos, numa
determinada situação social. (Abric, 1999; Ramos, 2008).
Em contexto de cuidados de saúde estes processos podem
estar alterados, nomeadamente perante doentes que não
conseguem comunicar verbalmente.
Nestas situações o conhecimento e a utilização de
todos os tipos de comunicação serão essenciais para
que a comunicação seja eficaz.
TIPOS DE COMUNICAÇÃO
Não importa só comunicar, importa comunicar bem, com
eficiência.

A comunicação eficiente verifica-se num contexto onde


a palavra, o tom de voz, os gestos, os próprios
sentimentos, estejam em sintonia no emissor e no
recetor, estando ambos integrados na mensagem que é
transmitida.
Para uma pessoa estabelecer uma relação positiva com
outros é necessário sincronizar com eles, modelando
comportamentos verbais e não verbais usando uma
comunicação analógica
A sincronização é feita através de diferentes tipos de
linguagem:
• Linguagem verbal escrita – livros, cartazes, jornais,
cartas, telegramas, etc;
• Linguagem verbal oral – diálogo entre duas pessoas,
rádio, televisão, telefone, etc.
• Linguagem não verbal – com relativa frequência
recebemos e emitimos mensagens sem ser através de
linguagem verbal, mas sim através de postura,
movimento, gestos, expressões faciais, silêncios, roupas
e adornos, respiração, ritmo, timbre, tom de voz, etc.

Importancia da comunicação não verbal
• Reconhecer a importância da comunicação não-verbal na relação
profissionais de saúde/doentes, permitirá compreender melhor os doentes,
estando atento aos gestos, às mímicas faciais, às posturas corporais, que
nos poderão dar indicações, “pistas”, sobre os estados emocionais desses
doentes.
Alguns profissionais são mais atraídos para os cuidados
técnicos, tarefas consideradas de alta visibilidade, escutam
pouco os doentes e demonstram pouco interesse pela relação
de ajuda

Por outro lado, outros estão mais inclinados para escutar e


partilhar as dificuldades do doente, mais favoráveis às tarefas
consideradas de baixa visibilidade e como tal mais empenhadas
no desenvolvimento da relação de ajuda, o que exige formação.
Segundo Teixeira (1996), os profissionais de saúde em geral,
encorajam pouco as perguntas por parte dos doentes, não escutam,
nem se interessam por conhecer as preocupações e expectativas dos
doentes.

Por outro lado, os doentes acabam por adotar com frequência, atitudes
passivas e dependentes, concordantes com o modelo biomédico, que
valoriza excessivamente as técnicas de diagnóstico e tratamento e
desvaloriza o sofrimento e a comunicação.
De acordo com o mesmo autor, os problemas de comunicação
profissional de saúde/doente, pode também estar relacionados com
os processos de comunicação afetiva dos profissionais de saúde,
sobretudo quando ocorre um distanciamento afetivo, um
desinteresse pelas preocupações do doente e dificuldade em
funcionar como suporte emocional e fonte de transmissão de
segurança para o doente.
Existem diversos estudos que evidenciam os benefícios de uma
boa comunicação entre os profissionais de saúde e os doentes,
que se traduzem numa melhoria do estado geral de saúde do
doente, numa melhor capacidade de adaptação aos tratamentos
e na recuperação mais rápida.

O facto de fornecer informação aos doentes, envolvendo-os,


comunicando com eles, satisfaz várias necessidades,
nomeadamente ao nível psicológico.
Os problemas de comunicação entre os profissionais de saúde e
os utentes acontecem facilmente, uma vez que os utilizadores dos
serviços de saúde necessitam não só de cuidados físicos mas
também de cuidados direcionados ao seu bem-estar psicológico
e social.

Se não houver uma resposta adequada a todas estas


necessidades, haverá insatisfação dos utentes e uma avaliação
negativa da qualidade dos cuidados prestados.
Os vários estudos efetuados nesta área demonstram de uma
forma consistente que os utentes dos serviços de saúde queixam-
se e criticam os desempenhos comunicacionais dos profissionais
de saúde.

Verifica-se que parte da insatisfação dos doentes com a qualidade


dos cuidados de saúde está relacionada com as atitudes e o
comportamento profissional dos técnicos de saúde,
nomeadamente, insatisfação relacionada com os desempenhos
comunicacionais dos profissionais de saúde em geral.
Dizemos que existe interação entre
duas ou mais pessoas quando o
comportamento de uma afeta e é afetado
pelo comportamento da(s) outra(s).
Portanto, numa situação de interação, por
exemplo nas situações de atendimento, -
as mensagens verbais e os silêncios, os
comportamentos ou a inação de um dos
participantes – cliente ou atendedor – não
podem deixar de influenciar o outro e este
não pode deixar de responder a essa
influência. Numa situação de interação, o
comportamento gera comportamento.
que a organização funcione com eficácia, as
informações devem circular de forma
equilibrada entre indivíduos e grupos, visto
que, quer a retenção quer o excesso de
mensagens são obstáculos para a eficácia
organizacional
 A retenção de mensagens - impede ou dificulta a ação de indivíduos ou grupos,
pela falta de informações pertinentes, por exemplo, sobre produtos e serviços,
procedimentos e circuitos ou atribuição de funções dentro da instituição;

 O excesso de mensagens – sobretudo quando elas são contraditórias, dificulta a


seleção de informações adequadas e, consequentemente, contribui para atrasos ou
escassa eficiência dos processos de tomada de decisão. Em todas as organizações,
existem exemplos de estudos ou projetos cujas conclusões se revelaram obsoletas
quando divulgadas.
Para além da circulação de informações operacionais sobre as tarefas e atividades
produtivas da empresa, é importante que entre os colegas circulem mensagens
recíprocas, de âmbito sócio-afectivo divulgando opiniões, interesses e motivações
individuais.
NÍVEIS DE COMUNICAÇÃO NA ORGANIZAÇÃO

Numa organização, qualquer colaborador está constantemente envolvido num


processo de assimilação, avaliação e distribuição de mensagens. Na própria
organização podemos distinguir vários níveis de comunicação:

 Nível interpessoal;

 Nível intra - organizacional;

 Nível de comunicação com o exterior.


Fatores que interferem na comunicação: BARREIRAS NA
COMUNICAÇÃO
O processo de comunicação normalmente sofre bloqueios que
aparecem entre os emissores e os recetores.

Estes problemas são designados como barreiras à comunicação,


que servem como obstáculos ou resistências à comunicação entre as
pessoas. Quando isso acontece, a comunicação não chega ilesa ao
recetor, pois a mensagem original sofre distorções.
Barreiras pessoais - as interferências decorrentes das limitações,
emoções e valores de cada pessoa.

No ambiente de trabalho as mais comuns são a deficiência para


ouvir, as perceções, as emoções e os sentimentos pessoais.
Barreiras físicas: as interferências presentes no ambiente onde
ocorre o processo de comunicação, ruídos de portas que, no
decorrer de uma aula ou palestra, se abrem, a distância física, um
canal congestionado etc.
Barreiras semânticas: as limitações decorrentes dos símbolos, por
meio dos quais a comunicação é feita.

Estas barreiras podem ser verificadas não só por palavras, mas


também por gestos, sinais etc., os quais podem ter diferentes
sentidos para as pessoas envolvidas no processo.
•Regras para uma comunicação eficaz
• Particularidades e vantagens do perfil
assertivo
• Empatia
• Escuta ativa/escuta dinâmica
REGRAS PARA UMA COMUNICAÇÃO EFICAZ

• Particularidades e vantagens do perfil assertivo


• Empatia
• Escuta ativa/escuta dinâmica
A competência profissional diz respeito a uma determinada ação e atuação de um
indivíduo no desempenho da sua atividade profissional. Esta compreende a motivação,
bem como o conjunto de aptidões e experiências que assentam em princípios sociais,
culturais e éticos.
A competência profissional é medida principalmente pelas qualificações adquiridas e
demonstradas no desenvolvimento das funções e pressupõe, ainda, uma série de capacidades
e atributos que são:

1. Atitude – Adequação do comportamento a determinadas circunstâncias, refletindo a


forma de agir num determinado contexto social ou profissional, sendo um elemento
facilitador no dia-a-dia de cada um.
2. A postura – A postura profissional reflete-se na forma como o indivíduo se veste, se
expressa, gesticula e em todos os comportamentos que formam a sua imagem. A postura
profissional passa igualmente pela qualidade no desempenho das tarefas, tendo em conta
o respeito pela política da organização e pelas suas regras.
1. A autonomia – Capacidade ou qualidade de ser
independente e direcionado para tomar decisões,
habilitando um profissional a saber intervir nos processos
de trabalho.
2. A autoconfiança – É a forma de se sentir seguro de si
mesmo e das suas qualidades, nomeadamente ter a
capacidade de realizar tarefas com confiança, sentindo-se
bem perante situações desafiadoras, não duvidando das
suas aptidões e lidando construtivamente com os erros.
As pessoas com autoconfiança são capazes de colaborar
com maior eficiência e eficácia e de progredirem com
maior sucesso nas suas carreiras porque quem confia em
1. Autoconhecimento – Característica que
conduz à consciência sobre as suas
capacidades e competências, bem como ao
reconhecimento dos traços positivos e
negativos e como melhorar os mesmos para
maior desenvolvimento das suas
competências profissionais.
2. Motivação – É ter vontade de se sentir
capaz, seguro, autoconfiante e,
principalmente, saber onde se quer chegar,
isto é, ter objetivos bem definidos. Um
indivíduo ao estar motivado tem maior
apetência para estar aberto a novas
situações e aceitar a mudança, conseguindo
atingir certos objetivos.
3. Iniciativa – Capacidade de iniciar uma
ação por decisão própria, adiantando-se a
1. Autoconhecimento – Característica que conduz à consciência sobre as suas
capacidades e competências, bem como ao reconhecimento dos traços positivos e
negativos e como melhorar os mesmos para maior desenvolvimento das suas
competências profissionais.
2. Motivação – É ter vontade de se sentir capaz, seguro, autoconfiante e,
principalmente, saber onde se quer chegar, isto é, ter objetivos bem definidos. Um
indivíduo ao estar motivado tem maior apetência para estar aberto a novas situações
e aceitar a mudança, conseguindo atingir certos objetivos.
3. Iniciativa – Capacidade de iniciar uma ação por decisão própria, adiantando-se a
qualquer motivação externa de si próprio.
 Empatia – Capacidade de saber escutar, entender, adaptar-se e avaliar
adequadamente as atitudes, necessidades e comportamentos dos outros, colocando-
se no seu lugar e tentar entender como o outro perceciona uma situação específica
ou como e porque age de determinada maneira em certas circunstâncias.

 é um atributo pessoal que pode ser desenvolvido e aperfeiçoado


1. Flexibilidade – Qualidade de um profissional saber encarar as mudanças ou novas
ideias como uma oportunidade de crescimento. Ser flexível é conseguir entender e
adaptar-se a diversas situações, mesmo que não façam parte dos seus interesses.
Proatividade – Característica pessoal que transmite iniciativa própria, dinamismo,
determinação e capacidade de antecipar as situações e apresentar possíveis soluções. Uma
pessoa proactiva procura continuamente aprender com a vivência diária e com a troca de
experiências, agregando valor à organização
1. Responsabilidade – Capacidade de responder pelas ações desenvolvidas sob sua
própria iniciativa e assumir os seus próprios atos dentro dos parâmetros éticos
preconizados pela organização. Se, por um lado, ser responsável é “responder pelos
próprios atos”, por outro lado, também significa assumir os seus compromissos,
correspondendo às expectativas das outras pessoas, sejam estas, colegas, chefias,
subordinados ou pacientes.
2. Conhecimento profissional – Conhecimento adquirido, estabelecido e transmissível,
que provém da experiência e que é necessário para desenvolver a atividade
profissional.
3. Competência intelectual – Relacionada com a aplicação de aptidões mentais, tais
como ter presença de espírito, capacidade de perceção e discernimento sobre as
situações com as quais uma pessoa se depara no seu dia-a-dia
1. Capacidade de perceção da perspetiva contrária – Compreende a aptidão em
compreender e captar o ponto de vista do outro, o que permite estar apto a responder
eficazmente aos argumentos apresentados pelo interlocutor.
2. Competência relacional – Capacidade de relacionamento interpessoal que
pressupõe saber relacionar-se a diversos níveis e saber interagir em diferentes áreas.
Esta capacidade é essencial para todos aqueles que lidam diretamente com o
atendimento ao cliente e para profissionais na área de prestação de serviços.
3. Competência metodológica – Aptidão inerente à aplicação de técnicas e meios de
organização das atividades, sabendo organizar o trabalho, definir circuitos e fluxos
de serviços para a obtenção de um melhor resultado. É a articulação entre a teoria e a
prática produzindo conhecimentos práticos para o desenvolvimento de uma
determinada ação, definindo objetivos e escolhendo o melhor percurso para a
desenvolver.
As dificuldades de Comunicação entre técnicos e utentes podem ter a ver com quatro
aspetos fundamentais:

1. Transmissão de informação pelos técnicos de saúde;


2. Atitudes dos técnicos de saúde e dos utentes em relação à comunicação;
3. Comunicação afetiva dos técnicos de saúde;
4. Literacia de saúde dos utentes.
Consequências dos problemas de comunicação entre os técnicos de saúde e os utentes

As consequências dos problemas de comunicação na relação entre os técnicos de


saúde e os utentes podem ser variadas:

 Insatisfação dos utentes com a qualidade dos cuidados de saúde;


 Erros de avaliação, porque não se identificam queixas relacionadas com crises
pessoais, dificuldades de adaptação e/ou psico- patologia e focaliza-se no primeiro
problema apresentado, que nem sempre é o mais importante;
 Comportamentos de adesão mais insatisfatórios;
 Mais dificuldades no confronto e adaptação à doença por não saber o que fazer
(incerteza), ter recebido informação contraditória (ambiguidade) ou até por se sentir
incompreendido;
 Comportamentos inadequados de procura de cuidados, quer procura excessiva e/ou
recorrente dos serviços de saúde quer procura alternativa.
COMPORTAMENTO ÉTICO-PROFISSIONAL

A ética profissional refere-se a um conjunto de normas de conduta que deverá ser


posto em prática no exercício de qualquer profissão e ainda como uma ação reguladora no
desempenho da atividade profissional, fazendo com que o indivíduo respeite a entidade
empregadora, bem como os outros no exercício da sua profissão.
Ter ética é um fator determinante na carreira de um profissional, sendo uma exigência
que cresce à medida que aumenta a consciência da sociedade acerca dos seus direitos e
deveres
e frequentes e que podem afetar as relações
num ambiente profissional, nomeadamente no
que diz respeito a:

 Mentir sobre as atividades que o


profissional desenvolve;
 Culpar os superiores ou os seus colegas por
erros que possam vir a acontecer;
 Divulgar informações pessoais ou
confidenciais para os colegas, pacientes ou
público em geral;
 Não reportar violações à legislação;
 Não reportar a existência de roubos ou
utilização inadequada de algo que é a
propriedade da organização;
 Encobrir problemas relativos à saúde ou
segurança dos colaboradores;
 Usar ideias de outros colaboradores como
Estudo da velhice no campo da psicologia evolutiva
•“ A psicologia evolutiva (do ciclo vital) é a disciplina que se
dedica ao estudo das mudanças psicológicas que, em uma certa
relação com a idade (período de desenvolvimento), ocorrem nas
pessoas ao longo do seu desenvolvimento, isto é, desde a sua
conceção até à sua morte” Palácios, J. (2004, p. 14).
Estudo da velhice no campo da psicologia evolutiva
• “Os modelos evolutivos procuram definir etapas de
desenvolvimento, com tarefas específicas que as pessoas têm
de resolver e que lhes vai permitir crescer/evoluir, tornar-se
mais equilibradas.
O conceito de envelhecimento ( não reúne consenso)

Para Tomaz, Melo, Pinheiro e Costa (2002) a velhice é:


• “O processo normal de envelhecimento do ser humano implica uma
série de alterações de ordem fisiológica, biológica, psicológica e social.

• Essas transformações vão-se acumulando durante toda a trajetória de


vida, de tal forma que o indivíduo na terceira idade apresenta
especificidades e características que o distinguem das pessoas de
outros escalões etários”
•De acordo com Teixeira (1999) a perspetiva biológica do
envelhecimento reúne o seu ponto consensual na chamada
teoria do declínio.

•Segundo esta teoria, o envelhecimento é caracterizado por


uma lentidão que abrange diferentes domínios do
comportamento.
Na origem desta lentidão está o declínio de um conjunto de
funções orgânicas (como por exemplo a diminuição da
capacidade de regeneração das células e consequente
envelhecimento dos tecidos).
Barreto, define envelhecimento como:

 Primário: um processo pessoal, natural, gradual que se


caracteriza por uma diminuição das “aptidões e
capacidades, tanto físicas como mentais”, o qual se encontra
relacionado com o código genético de cada um.
 Secundário é um processo “patológico”, as alterações físicas
e/ou mentais que ocorrem de forma imprevisível e as causas
são diversas (determinadas doenças ou lesões, fortemente
relacionadas com alterações ambientais), sendo as suas
manifestações vivenciadas de forma distinta pelo ser
humano.
Responda s seguintes questões

1. O Que é para si envelhecer?

2. Explique o que são tarefas Evolutivas?


Modificações externas do envelhecimento

• As bochechas enrugam-se;
• Aparecem manchas escuras na pele, perda da tonicidade
tornando-se flácida;
• Podem surgir verrugas;
• O nariz alarga-se;
• Os olhos ficam mais húmidos;
• Aumento da quantidade de pelos nas orelhas e nariz;
• Ombros ficam mais arredondados;
• As veias destacam-se sob a pele dos membros;
• Encurvamento postural devido a modificações na coluna
vertebral;
• Diminuição da estatura pelo desgaste das vértebras
Modificações internas do envelhecimento
• Os ossos endurecem;
• Os órgãos internos atrofiam, reduzindo o seu
funcionamento;
• O cérebro perde neurónios e atrofia-se, tornando-se
menos eficiente;
• O metabolismo fica mais lento;
• A digestão é mais difícil;
• A insónia aumenta, assim como a fadiga;
• A visão de perto piora;
• A audição piora;
• O endurecimento das artérias e seu entupimento
provocam arteriosclerose;
• O olfato e paladar diminuem.
• Arteriosclerose;
• Bronquite;
• Insuficiência renal aguda;
• Deformações torácicas;
• Reumatismo;
• Aparecimento de cancro nos mais variados órgãos.
Teoria do ciclo de vida

 O desenvolvimento humano ocorre durante toda a vida, sendo


cada período do ciclo de vida influenciado pelo que aconteceu
antes e afetando o que virá depois.

 Este modelo compreende um processo abrangente,


influenciado pelo contexto histórico, que procura um equilíbrio
entre ganhos e perdas.
Características:
Multidireccionalidade
O desenvolvimento durante a vida envolve um equilíbrio entre
crescimento e declínio.

As pessoas ganham numa área, mas podem perder noutras.


Características:
Plasticidade
Muitas capacidades podem ser modificadas com treino e prática,
mesmo tarde na vida, mas o potencial para a mudança não é
ilimitado.
História e contexto
Cada pessoa desenvolve-se num conjunto específico de circunstâncias
ou condições definidas pelo tempo e pelo lugar.

Os seres humanos influenciam e são influenciados pelo seu contexto


histórico e social, não respondem apenas ao ambiente, interagem
com ele e modificam-no.
Teoria do ciclo de vida; características

Causalidade múltipla

O desenvolvimento humano é
influenciado por diversos fatores e
deve ser analisado tendo em conta
todos eles.
Neste sentido, a trajetória de vida implica:

Crescer: envolve o alcance de níveis cada vez mais altos de


funcionamento ou de capacidade adaptativa.
Manter: envolve estabilidade dos níveis de funcionamento face a
novos desafios contextuais ou de perda.
Regulação de perdas: significa funcionamento em níveis mais
baixos quando a manutenção ou a recuperação não forem mais
possíveis.
O desenvolvimento intelectual, na idade adulta e na velhice ocorre
segundo os seguintes princípios:

1. O envelhecimento é um processo que acarreta mudanças de


natureza fisiológica, traduzidas no declínio das capacidades
intelectuais dependentes do funcionamento neurológico, sensorial e
psicomotor.
2. As mudanças intelectuais de base genética/fisiológica não
significam descontinuidade da capacidade adaptativa e
incompetência cognitiva generalizada.
3. O desenvolvimento intelectual é uma experiência heterogénea, ou
seja, pode ocorrer de modos diferentes para indivíduos que vivem em
contextos sociais e históricos distintos.
4. O envelhecimento intelectual é um processo multidimensional e
multidirecional.
5. Respeitando os limites impostos pela biologia e as possibilidades
abertas pela educação formal e não formal a que foram expostos ao
longo da vida, é possível alterar o desempenho intelectual dos idosos
por meio de intervenções educacionais.
Teoria de Erikson

 A Teoria Psicossocial do Desenvolvimento da Personalidade


desenvolvida em 1950 por Erikson entende o desenvolvimento
do indivíduo como fruto da interação dos fatores individuais com
os culturais.
Teoria de Erikson

 Processa-se ao longo de oito estádios, momentos críticos no


desenvolvimento do indivíduo ao nível do crescimento físico,
sexual, maturidade cognitiva e da sua adaptação e integração
em termos sociais.
Segundo Erikson:

 O desenvolvimento humano ocorre em 8 fases, existindo em


cada uma das fases uma crise de personalidade, uma questão
que é particularmente importante naquela fase, e cuja
resolução influenciará o percurso de vida.

As crises ocorrem de acordo com uma sequência de


maturação e devem ser resolvidas satisfatoriamente para um
desenvolvimento saudável do indivíduo.

A resolução adequada de cada uma das 8 crises implica um


equilíbrio entre um traço positivo e outro negativo
correspondente.
 A resolução das crises psicossociais inerentes aos ciclos do
desenvolvimento descritas por Erikson é um exemplo de tarefa
evolutiva.
 O último estádio, a velhice, é geralmente assumido como
começando por volta dos 65 anos, contudo, mais do que uma
idade definida, o processo psicológico que instala a
problemática específica deste estádio é a progressiva
consciência da finitude da vida e da proximidade da morte, que
passa a ser uma realidade provável
• Esta etapa final tem, segundo ERIKSON, a ver com a
capacidade para cada pessoa integrar e aceitar tudo aquilo o
que fez e foi até aí. Para se atingir uma real integração do ego
é essencial ter-se realizado, com um razoável grau de sucesso,
as tarefas inerentes aos sete estádios anteriores
Para além desta definição, ERIKSON identifica um conjunto de
indicadores de integridade:

1. A pessoa aceita a vida que levou e não tem sentimentos


fortes de pesar por a sua vida não ter sido diferente.
2. A pessoa aceita que, salvo circunstâncias extraordinárias, cada
um é responsável pela sua vida.
3. A pessoa é capaz de defender a dignidade do seu estilo de
vida, mesmo estando consciente de que existem estilos de
vida alternativos igualmente defensáveis.
4. A pessoa reconhece o valor de outras formas de expressão
da integridade.
5. A pessoa reconhece o seu próprio lugar no universo.
 A resolução positiva deste dilema do final da vida humana tem
como consequência a aquisição de uma forma de sabedoria e
serenidades pessoal.

 Se isso não tiver acontecido uma das consequências pode ser


um sentimento crescente de inutilidade, de isolamento e de
desespero.
 Segundo ERIKSON o sentimento de desespero está de alguma
forma associado à consciência da proximidade da morte porque
esta aparece como um sinal de que não se tem tempo para voltar
atrás e refazer as nossas opções fundamentais de vida e reparar
os erros que comentemos.

 Como alternativa, o idoso pode nesta altura fazer uma espécie de


fuga para a frente convencendo-se que se tem todas as respostas
(uma espécie de retorno à adolescência) num forte dogmatismo
em que apenas admite sua opinião como a correta
Conceito Psicológico de Envelhecimento

O processo de envelhecimento envolve alterações ao nível dos


processos mentais, da personalidade, das motivações, das
aptidões sociais e aos contextos biográficos do sujeito
(Oliveira, 2005).
Aspetos psicológicos do envelhecimento
• Dificuldade de se adaptar a novos papéis;
• Falta de motivação e dificuldade de planear o futuro;
• Necessidade de trabalhar perdas orgânicas, afetivas e sociais;
• Dificuldade de se adaptar às mudanças rápidas;
• Baixa autoestima e autoconceito;
• Sinais de patologia.
• Quando se chega a uma idade avançada há um conjunto de
capacidades físicas e mentais que se foram deteriorando
ao longo dos anos.
• Naturalmente, nem todas as pessoas envelhecem da
mesma maneira, quer fisicamente, quer psicologicamente.
• Há pessoas que mantêm as suas capacidades durante mais
anos enquanto outras apresentam uma deterioração mais
precoce.
A velocidade com que esta deterioração se dá pode ser retardada com
hábitos de vida saudáveis e com um quotidiano ativo e estimulante:
• Fazer uma alimentação saudável
• Fazer exercício físico adequado
• Realizar atividades sociais e intelectualmente desafiantes
• Não fumar
• Não beber álcool
• Beber muita água
• Seguir uma dieta pobre em sal e rica em cálcio
• O idoso deve também adaptar-se às falhas de memória, às
mudanças do sono, à diminuição da força ou da agilidade
para atividades que antes eram fáceis e às dores.
Quando a pessoa se reforma sofre também uma grande alteração
nos seus hábitos de vida, algo que requer também importantes
ajustamentos.

A pessoa que se reforma não tem, necessariamente, que ficar


inativa.
Pelo contrário. É muito importante que a pessoa encontre outras
atividades que a preencham e deem uso aos seus conhecimentos
e capacidades.
À medida que envelhecemos vamos sendo categorizados
socialmente como “velhos”. A essa categoria são associadas
várias características, quase todas negativas.
Os idosos são frequentemente percebidos como “um fardo”,
como “regressados à infância”, como “senis”, “casmurros” e
“rabugentos”, etc.
• Este ajustamento não é nada fácil e implica encontrar formas de sentir
e de comunicar uma identidade positiva.

• Implica igualmente aprender a lidar com a crescente falta de autonomia


e de liberdade que tende a ocorrer.
Com o passar dos anos, a dimensão da família tende a alargar,
mas a família nuclear vai ficando progressivamente mais
pequena à medida que os filhos vão saindo de casa dos pais.
Chega a um ponto em que o casal tem que reaprender a viver
só.
Por outro lado, quanto mais tempo vivemos, mais pessoas
queridas perdemos. São os familiares, os amigos e, por vezes
o(a) nosso(a) companheiro(a).

Nem sempre é fácil aprender a viver sozinho.


Com o passar dos anos, a dimensão da família tende a alargar,
mas a família nuclear vai ficando progressivamente mais
pequena à medida que os filhos vão saindo de casa dos pais.
Chega a um ponto em que o casal tem que reaprender a viver
só.
Por outro lado, quanto mais tempo vivemos, mais pessoas
queridas perdemos. São os familiares, os amigos e, por vezes
o(a) nosso(a) companheiro(a). Nem sempre é fácil aprender a
viver sozinho.
O estudo científico do processo de envelhecimento

O termo envelhecimento é difícil de definir por ter significados


diferentes para os diversos profissionais:
Envelhecimento refere-se ao grupo de alterações
morfofuncionais que ocorrem ao longo da vida, após a
maturação sexual e que, progressivamente, comprometem a
capacidade de resposta dos indivíduos ao stress ambiental e à
manutenção da homeostasia.

A entrada na velhice depende de vários aspetos que


ultrapassam limiares de mera cronologia. Cada indivíduo reage
de forma única ao avanço da idade.
O progressivo aumento da população idosa, especialmente nos
países em desenvolvimento, desperta cada vez mais o
interesse da comunidade científica no estudo do processo de
envelhecimento.
 O fenómeno do envelhecimento, apesar de ser um processo
natural da vida e comum a todos os seres humanos e
animais, ainda é algo bastante desconhecido.

 Na tentativa de explicar os diversos padrões de


envelhecimento, os cientistas recorrem a uma série de
teorias e hipóteses.
A geriatria e a gerontologia são campos científicos e profissionais
que se preocupam com o envelhecimento. A ciência do
envelhecimento foi marcada por grandes avanços, principalmente
nas últimas décadas.

O aumento do número de idosos em todo o mundo foi um fator


importante para o desenvolvimento do campo, que propõe uma
investigação dedicada ao estudo exclusivo do envelhecimento, da
velhice e do idoso.
A gerontologia é um campo de estudos interdisciplinar, que
estuda as mudanças que acompanha o processo de
envelhecimento do ponto de vista físico, psicológico e
sociológico.
Preocupa-se, também com as adaptações do individuo ás
varias transformações que vão ocorrendo com a idade, as
implicações da personalidade e na saúde mental ( Zimerman,
2000)
A Gerontologia procura alternativas adequadas de intervenção
junto da população idosa, tendo como perspetiva final a
melhoria da qualidade de vida e a manutenção da capacidade
funcional desta população.
O estudo científico dos cuidados de gerontologia tem por
objetivo utilizar todos os conhecimentos sobre o processo de
envelhecimento a fim de determinar os cuidados e os serviços
que visem a saúde, a longevidade e a autonomia (ou o mais alto
nível de funcionamento durante a velhice) do idoso.
Os cuidados em gerontologia baseiam-se no seguinte:

 Os idosos representam um grupo heterogéneo com estilos de


vida e necessidades variadas;
 Os idosos devem ser livres de escolher como e onde querem
viver.
 A maior parte dos idosos é, em geral, saudável.
 A maioria dos idosos é membro ativo da sociedade e deseja
continuar a sê-lo.
 O potencial de uma pessoa não está ligado à sua idade
cronológica.
 As necessidades de saúde e as necessidades de serviços sociais
variam muito entre os " jovens idosos " e "velhos idosos " e
também entre os homens idosos e as mulheres idosas.
 A manutenção da autonomia da pessoa idosa está mais ligada a
fatores socioeconómicos e familiares que a serviços
profissionais.
A partir destes princípios é possível enunciar três objetivos que
suportam os cuidados em gerontologia:

 Ajudar o cliente idoso a compreender o envelhecimento e a


distinguir os aspetos normais e patológicos.

 Ajudar o cliente idoso a controlar o processo de


envelhecimento através de intervenções que visem a
promoção da saúde, a conservação da energia e a qualidade
de vida.

 Ajudar o cliente idoso a selecionar os problemas patológicos que


por vezes acompanham o envelhecimento.
A geriatria- é o ramo da medicina, associada ao estudo da
prevenção e tratamento das doenças da incapacidades em

idades avançadas.
Objetivos da Geriatria:

 Manutenção da saúde em idades avançadas.


 Manutenção da funcionalidade.
 Prevenção de doenças.
 Deteção e tratamento precoce.
 Máximo grau de independência.
 Cuidado e apoio durante doenças terminais.
 Tratamentos seguros.
Os diversos estudos identificam as seguintes componentes no
processo de envelhecimento:

 Biológico
 Psicológico e
 Social.
Envelhecimento biológico

• Perda progressiva de funcionalidade e de adaptação ou de


resistência face ao stresse.
• Vulnerabilidade do organismo e gradual probabilidade de
morte.
• Adaptação na manutenção da homeostase (em função da
idade).
Envelhecimento psicológico

• Alterações associadas ao aspeto intelectual e à história de vida do


indivíduo.
• Adaptação da capacidade de autorregulação psicológica do
indivíduo (em relação à componente biológica)
Envelhecimento social

• Adaptação do padrão de interação entre o ciclo de vida do


indivíduo e a estrutura social em que está inserido.
• Desempenho do indivíduo, em termos comportamentais,
esperado pela sociedade (em função da idade que tem).
• Atribuição de novas normas, posições, oportunidades ou
restrições ao indivíduo (em função da idade que tem).
Podemos afirmar que do ponto de vista biopsicossocial, não se
envelhece da mesma forma, no mesmo ritmo e na mesma época
cronológica.

Assim, o envelhecimento é comum a todos, mas existem


características próprias de pessoa para pessoa, consoante a
constituição biológica e a estrutura da personalidade, em estreita
interação com o meio ambiente.
Uma vez que envelhecer não é um processo linear, mas vários
processos que ocorrem a diversos ritmos e com naturezas
distintas, existem duas noções decorrentes dessa assunção: a
variabilidade intra-individual e a variabilidade inter-individual, as
quais englobam tanto uma natureza positiva como negativa
quanto à sua orientação.
A noção de variabilidade intra-individual implica que as mudanças
nas dimensões biológica, psicológica ou social do indivíduo não são
necessariamente simultâneas e conjuntas.
Quando um indivíduo regista uma perda de autonomia física pode
apresentar uma capacidade cognitiva normal, ou vice-versa.

Dentro desta noção, considera-se ainda que as mudanças que ocorrem


numa mesma dimensão (seja biológica, psicológica ou social) não
ocorrem necessariamente também com a mesma cadência.
Por exemplo, as capacidades relacionadas com o sistema nervoso
central, como a visual e a auditiva, podem sofrer mudanças
desfasadas no tempo.

Quando a capacidade visual entra em declínio, a auditiva pode


manter-se razoável.
Apesar de ambas estarem relacionadas com a mesma divisão
anatómica, não apresentam a mesma evolução nas condições de
funcionamento nem o mesmo ritmo de envelhecimento.

Já o conceito de variabilidade interindividual reporta-se à


heterogeneidade dos indivíduos no processo de envelhecimento. À
medida que envelhecem, os indivíduos tornam-se mais distintos
entre si devido às suas experiências e ao modo como vivem e
percecionam a realidade.
Apesar de ambos pessoas idosas, um indivíduo com 70 anos é
diferente de um com 85 anos, pertencendo a diferentes categorias
da fase da velhice. A variabilidade interindividual também tem lugar
quando dois indivíduos com a mesma idade envelhecem de forma
discrepante, em processos distintos.

Tanto na variabilidade intra-individual como na interindividual do


processo de envelhecimento verificam-se diferentes ritmos, mas
também orientações opostas, que podem ser positivas ou negativas.
A orientação positiva tem lugar quando os indivíduos realçam os
aspetos positivos de envelhecer, como a experiência e sabedoria; a
negativa quando destacam as perdas de capacidades físicas,
mentais e de estatuto social.

Há teorias que enfatizam a orientação positiva e outras, a


orientação negativa, mas ambas têm repercussões no processo de
envelhecimento.
Para além do facto de o processo não se processar com a mesma
orientação ou ritmo no mesmo indivíduo ou de igual forma em todos
os indivíduos, existem ainda três componentes de envelhecimento
distintas, a biológica, a psicológica e a social.

Estando cada uma envolvida num determinado aspeto desse


processo, o seu decurso também se refletirá na variabilidade inter-
individual ou de variabilidade intra-individual.
Respeitante ainda às componentes biológica, psicológica e social do
envelhecimento, cabe aqui referir dois conceitos diferenciados mas que
também se relacionam, o declínio e a deterioração:

O declínio define-se como o enfraquecimento de uma determinada


função ou capacidade do organismo, experimentada por todos os
seres humanos.
Já a deterioração ocorre quando esse enfraquecimento se desvia
significativamente da média do grupo etário a que o indivíduo
pertence, estando associado, em geral, à patologia.
Em virtude desta distinção, pode, assim, falar-se de envelhecimento
normal e de envelhecimento patológico.

As mudanças associadas ao envelhecimento tanto podem ser típicas ou


normais, como mudanças atípicas ou patológicas. As primeiras inserem-se
no conceito de envelhecimento normal (ou senescência) enquanto que as
segundas no conceito de envelhecimento patológico (ou senilidade).
O envelhecimento normal (ou senescência) refere-se às diversas
alterações que são universais, progressivas, irreversíveis e inevitáveis
nos seres vivos, no qual a doença pode não estar presente.

Têm lugar nas dimensões de natureza biológica e psicológica do


indivíduo e implicam a ausência de patologias físicas ou psicológicas
incapacitantes.
Apesar de relacionado com a ação do tempo sobre o organismo, o
envelhecimento normal é influenciado pelo estilo de vida,
alimentação, saúde, exposição ao stresse, condição social e
educação do indivíduo, manifestando-se em diferentes graus nos
diferentes indivíduos.
• Denominado também como envelhecimento primário, o
envelhecimento normal envolve parâmetros biológicos
aceitáveis para cada fase do ciclo de vida.

• O envelhecimento patológico (ou senilidade) tem lugar quando


surgem patologias que restringem o quotidiano do indivíduo.
Caracteriza-se por alterações de maior dimensão em relação às
consideradas normais para determinada idade e com
tendência a evoluir de forma mais rápida.
• Denominado também como envelhecimento primário, o
envelhecimento normal envolve parâmetros biológicos
aceitáveis para cada fase do ciclo de vida.
• Também denominado envelhecimento secundário, dá-se
quando as doenças alteram os parâmetros biológicos
considerados normais para cada faixa etária ou quando a idade
biológica do indivíduo é superior à sua idade cronológica.
• As causas da sua ocorrência resultam da interação entre
mecanismos genéticos, fatores ambientais e estilos de vida.
Com o avançar da idade, há maior probabilidade de se
desenvolverem cataratas, hipertensão arterial, osteoporose,
cancro, diabetes, acidentes vasculares cerebrais, osteoartrose,
esclerose.

• Estas alterações que dão origem ao envelhecimento patológico


(ou senilidade) podem, contudo, ser prevenidas ou mesmo
revertidas.

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