Perfilagem Geológica de Poços
Concurso para Professor na Área de Geologia
Subárea de Geologia do Petróleo
EDITAL Nº 252, DE 02 DE ABRIL DE 2014
UNIFESP
Plano de
Aula
1Introdução
1.1Perfilagem de Poços
1.2Aplicações
1.3- Ambiente de Poço
2Perfis Básicos
1. - Perfil Caliper
2. - Perfis de Porosidade: Sônico, Densidade, Nêutrons 2.3
Perfis Elétricos: Potencial Espontâneo, Resistividade
3Perfis Especiais
3. - Perfil Dipmeter (mergulho)
4. - Perfis de Imagens: Resistiva e Acústica
3.3Ressonância Magnética Nuclear
4Considerações finais
Introdução:
Métodos de exploração Perfilagem
Principais ferramentas geofísicas, utilizadas na exploração e
produção de hidrocarbonetos envolvem:
a) Sísmica de Reflexão
b) Petrofísica
c) Perfilagem de Poços
Produção
Perfilagem
Sísmica
Método
Gravimetria
Magnetometria
Geologia de Superfície
Sensoriamento
Remoto
Tempo, Anos
Introdução
Perfilagem Geológica de Poços
a) Caracterização de
Reservatórios Litologia
Qualidade do
reservatório
Tipo de fluido/ Saturação / Cálculo
Reservatório Horizontes dos Fluidos
b) Correlação SísmicaPoço
c) Planejamento Produção
d)Aplicação na Oceanografia– Perfilagem de Testemunhos em
expedições
Introdução:
Perfilagem Perfilagem
- POÇO ABERTO
- Wireline (a cabo)
-TLC – Tough Logging Condition System
(Sistema de Perfilagem em Condições Difíceis)
-LWD – Logging While Drilling
(Perfilagem Durante a Perfuração)
-POÇO REVESTIDO
Introdução:
Tipos de Perfilagem em Poço
Perfilagem
Terrestre Perfilagem a Cabo
Wireline
Contem os
equipamentos
que realizam a
aquisição dos
dados
Soeiro (2005)
Introdução:
Perfilagem
Equipamentos de Perfilagem
Terrestre
Flores et al. (2006)
Introdução:
Perfilagem
Potencial
espontâneo
Resistividade
Óleo
Carrasquilla (2014)
Introdução:
Perfilagem
Perfilagem TLC (Tough Logging Condition System)
(Sistema de Perfilagem em Condições Difíceis) Inclinações maiores que
60o
Carrasquilla (2014)
Introdução:
Perfilagem
Carrasquilla (2014)
Introdução: Perfilagem
Perfilagem durante
LWD (Logging a perfuração
While Drilling)
Soeiro (2005)
Introdução: Aplicações
Correlação estratigráfica entre
poços.
Correlação estratigráfica entre poços: Blocos Estruturais Introdução: Aplicações
Carrasquilla (2014)
Correlação estratigráfica entre poços: Introdução: Aplicações
Contexto Geológico complexo
Campos de Óleo e Gás
Halliburton (2001)
O
Reservatório
Ambiente de
Poço
Fluido de
Perfuração
Importância: resfriar e lubrificar a broca
transportar fragmentos de rocha até a
superfície
manter a pressão do reservatório
evitar “blowout”
sustentar as paredes do poço
auxílio obtenção de dados perfilagem
Ambiente de
Fluido de Poço
Perfuração
Invasão Folhelho
Fluido de invasão Reservatório
(filtrado de lama)
com gás
Reservatório
Reboco
com óleo
Feijó (2005)
Reservatório
com água
Folhelho
Ambiente de Poço
Propriedades Petrofísicas da Rochas
– Resistividade (ou Condutividade) Elétrica
Resistividade: é definida como sendo a medida da capacidade de
um material qualquer de contrapor (de resistir) à passagem de
corrente elétrica.
Condutividade: é a habilidade de um material qualquer de
permitir ou facilitar o fluxo elétrico.
Os Hidrocarbonetos (óleo ou gás), água doce agem
como
isolantes, (nãocondutivos e altamente resistivos)
A água salgada é condutora, baixa resistividade.
Ambiente de
Ambiente de Poço – aquisição de Poço
parâmetos
Soeiro
(2005)
Principais Perfilagens
Básicas
– Calibre (Caliper) – Nêutrons (Neutrão)
– Raios Gama (natural) – Resistividade
– Densidade (GamaGama) – Potencial Espontâneo
(SP)
– Sônico
Principais Perfilagens Especiais
– Perfil Dipmeter (Mergulho)
– Perfil de Imagem Resistiva
– Perfil de Imagem Acústica de Poço
– Ressonância Magnética Nuclear
Ferramentas de poço: resolução e profundidade
de investigação
Soeiro (2005)
Perfil de calibre do poço Caliper
O movimento de abertura ou fechamento dos
braços, acoplados a uma bobina, geram
respostas
elétricas nestas bobinas.
Soeiro (2005)
Perfil. Básicas:
Determinar zonas com invasão
Soeiro (2005)
Perfil. Básicas:
PERFIS DE RAIOS GAMA
RAIOS GAMA NATURAIS RAIOS GAMA INDUZIDOS
CONVENCIONAL PERFIL DE
DENSIDADE
ESPECTRAL (Análise de
Porosidade)
Perfil. Básicas: Raio
Perfis de Raios Gama Naturais – Gama Ray (GR)
Principais elementos radioativos presentes em minerais de rochas:
• Urânio (U238) ex: – argilas orgânicas (selo ou geradora)
• Tório (Th232) ex: – arenitos com fragmentos de rochas
• Potássio (K40) ex: – feldspato: Arcóseo – arenito com
feldspato
– ilita: Argila em Arenito
–mica: Siltito, Rocha Vulcânica
Perfil. Básicas: Raio
Princípio:
cristais de iodeto de sódio, acoplado a um fotomultiplicador, emitem luz ao receber
radiação gama – convertido em impulsos elétricos.
Unidade de medida: API
Fonte: Soeiro (2005)
Perfil. Básicas: Raio
Representação do caliper com Raios Gama
Convencional
Soeiro (2005)
Perfil. Básicas: Raio
Interpretação do perfil de raios
gama
Folhelho
GR(lido)
Arenito IGR =Vsh = GR min GRmáx
Folhelho
Arenito argiloso
GR min
Arenito
Folhelho
Carrasquilla Perfil. Básicas: Raio
(2014)
Raios Gama de
Espectral
Fonte: Bassiouni (1994)
Perfil. Básicas: Raio
Perfis de Porosidade
Perfil Sônico (DT)
Perfil de Densidade (RHOB)
Perfil Nêutrons (NPHI)
Perfilagens
Básicas
Perfil Sônico (ou
Acústico)
Registra o tempo decorrido entre o momento em que um pulso sonoro
compressional é emitido por um transmissor até sua chegada a dois
receptores distintos (sobre o mesmo mandril).
A diferença entre os dois tempos
de chegada é chamada de:
tempo de trânsito
(Δt) ou delay time
(DT)
Perfil. Básicas:
Tittman
Sônico
Velocidades de rochas (V) e os Tempos de trânsito (Δtm) dos
principais tipos de rochas sedimentares, não porosos e
Fluidos.
(Soeiro,
2005)
Quanto menor o tempo de
tânsito, mais densa é a
rocha (menos porosidade)
Flores et al. (2006) Perfil. Básicas:
Perfil Sônico e Calibração Sismica
O perfil sônico posiciona a geologia na sísmica, utilizando o tempo de
trânsito integrado (TTI), e ajuda a caracterizar importantes superfícies.
Perfil. Básicas:
'
Soeiro
(2005)
Inclinação Tempo de Trânsito
da reta da matriz (Rocha)
Tempo de Trânsito
lido
Asquish and Gibson
(1982)
Perfil de Densidade – FDL (Formation Density Log)
A densidade da rocha depende:
a)da densidade da parte sólida da rocha (grãos, cimento,
argila)
b) da porosidade
c) da densidade dos fluidos presentes nos poros
Perfil de Densidade – Princípio
Uma fonte radioativa (Césio137) é aplicada na parede do poço, emitindo
raios gama, que interagem com os elétrons dos átomos da formação.
Ocorre a perda de energia dos raios gama com a colisão.
(ρmc, tmc)
Após sofrerem dispersão, são captados (ρb
por dois detectores (próximo e distante), )
que fornecem informação sobre a
densidade da rocha.
(espessura reboco t
)
mc
Soeiro Perfil. Básicas:
(2005)
Quanto mais densa a formação (rocha), mais elétrons ela
possui e mais raios gama de espalhamento são
detectados
Perfil. Básicas:
Soeiro
(2005)
Perfil Nêutrons
Nêutrons (emitidos pela ferramenta)
Perda da energia por colisões inelásticas e elásticas (perda de energia é maior com
núcleos de massa praticamente igual ao seu ex. Núcleo de H).
Ao atingirem a velocidade e a energia termal do meio (0,025 eV – elétronsVolts),
difundemse erraticamente (sem mais perda de energia), até serem capturados por
qualquer núcleo (H, Cl, B, etc).
O núcleo que o captura é excitado e emite raios gama de alta energia, até sua
estabilização.
Perfil. Básicas:
QUANTO MAIOR O ÍNDICE DE “H”, MENOR É A CONTAGEM
DE NÊUTRONS TERMAIS NOS RECEPTORES
ASSIM, INTERPRETA-SE UM MAIOR VALOR DA
POROSIDADE
(influenciada pela quantidade de H)
Perfil. Básicas:
Nêutrons
CUIDADO:
- Os elementos Boro, Cd, Cl e Ba (elementos absorvedores)porosidades > a 30%
e as concentrações das águas maiores do que 50Kppm de NaCI.
O Cloro (Cl) chega a ser 100 vezes mais absorvedor que o H.
- Folhelhos e argilas possuem muita água estrutural.
Perfil.
Soeiro Básicas:
(2005)
Soeiro
(2005) Perfil. Básicas:
Detecção de Gás
A ferramenta de nêutrons, comparada com a de densidade,
é utilizada na identificação da presença de
hidrocarbonetos leves nas rochas reservatórios.
Perfil. Básicas:
Nêutrons
Flores et al. (2006) Perfil. Básicas:
Correção da Porosidade – Efeito de Gás
Carrasquilla (2014) Perfil. Básicas:
Perfis Elétricos
Potencial Espontâneo
(SP)
Perfis de Resistividade
Perf. Básicas: Perfis
Elétricos
Perfis de Potencial Espontâneo (SP)
-O Cloreto (mais solúvel) migra mais rápido de um fluido concentrado para o outro
mais diluído.
- A corrente (eletroquímica) se propaga pelos fluidos intersticiais existentes nos poros.
- Quando o equilíbrio salino é estabelecido, cria-se um diferencial de carga.
Soeiro Perfis Elétricos: Potencial
Espontâneo
Deflexão da Curva
A deflexão é proporcional à diferença
SP de resistividade entre o fluido de perfuração e
o fluido da
Deflexão
Deflexã formação.
negativa
o
negativa
Linha base unidade
do
folhelho argilosa
unidade
argilosa
Deflexão
positiva
Soeiro (2005)
Rw: resistitividade do fluido da formação
Perfis Elétricos: Potencial
Rmf: resistividade do filtrado (fluido de
Espontâneo
Perfis de Resistividade
- Obter Rt (resistividade da formação)
- Avaliar heterogeneidades de reservatórios
- Indicação qualitativa de permeabilidade
-Medir resistividade da água da formação (Rw) – obter
a composição dos fluidos dos poros
- Calcular saturação de água (Sw)
- Identificação de zonas portadoras de hidrocarbonetos
- Contatos entre fluidos
Perfis Elétricos:
Resistividade
Ambiente de Poço – aquisição de
parâmetos
Soeiro Perfis Elétricos:
(2005) Resistividade
Tipos de Perfilagem de
Resistividade
- As ferramentas de medição de resistividade são configuradas para
medir a resistividade da formação em diferentes distância
(profundidades) dentro da formação (da rocha). s
1Elétrico convencional
2Perfil de Indução (Bobina)
3Perfil com Eletrodos Focados (LateroPerfil)
4Microresistividade
Perfis Elétricos:
Resistividade
Tipos de Perfis de
Indução
1Indução Elétrica – IEL
curvas Profunda (40”), Rasa (16”) e curva SP
2Indução Esférico Focalizado – ISF
curvas Ild (profunda) e Sflu (rasa)
3Dupla Indução – DIT / DIL – poços com arrombamento
curvas Ild (profunda), Ilm (média) e Sflu (rasa)
4Array Induction Imager Tool – AIT
5 curvas com diâmetros de investigação (10”, 20, 30”, 60” e 90”)
Perfis Elétricos:
Resistividade
Exemplo de perfil de
Indução Elétrica
- O Perfil de Indução Elétrica
é geralmente usada quando
Rmf>>Rw.
- Pista 1: Perfil SP.
- Pista 2: Indução Elétrica
- Pista 3: Condutividade
Asquith and Gibson Perfis Elétricos:
(1982) Resistividade
Exemplo de perfil de Dupla
Indução Focada
ILD SFLU
Asquith and Gibson
(1982)
Perfis Elétricos:
Resistividade
Nota
:
Os valores de resistividade obtidos nestas três curvas
correspondem à resistividade em uma dada profundidade (R
). ILD
Estes valores são corrigidos, sendo plotados no Gráfico
de Tornado e, então, obtem-se a resistividade
verdadeira da formação (Rt).
Perfis Elétricos:
Resistividade
Valores corrigidos de Rt e Rxo:
a) Valor de Rt corrigido:
(Rt / R )xR
ILD
ILD
b)Valor de Rxo corrigido:
(Rxo / Rt) x Rt
c)Determina o diâmetro de invasão
(di).
Asquith and Gibson
Perfis Elétricos:
Resistividade
Perfis Elétricos:
Flores et al. (2006) Perfil. Básicas:
Perfilagens
Especiais
– Perfis de Mergulho Dipmeter
– Perfis de Imagem Resistiva
– Perfis de Imagem Acústica
– Pesfis de Ressonância Magnética
Nuclear
Perfis
Especiais
Perfis de Mergulho Dipmeter
- Fornece atitudes:
- estruturas sedimentares
- falhas
- limite erosivo / litológicos.
-Direção e mergulho do poço, pelo clinômetro e
magnetômetro (posicionados na ferramenta).
Perfil
Dipmeter
2
Flores et al. (2006)
Perfil
Representação
-: A posição do círculo representa o ângulo de mergulho do plano e, o sentido
da reta, a direção (em azimute). O mesmo é feito para a dir/merg do poço.
Flores et al. (2006)
Plano cortado por um poço (a 3.000 m de prof) com 20o de mergulho para a direção
140o (azimute). O poço possui mergulho de 20o e direção 45o (azimute).
Perfil Dipmeter
Carrasquilla (2014)
Perfil
Dipmeter
Flores et al. (2006)
Perfil
Perfil de Imagens Resistivas
-Estas ferramentas são o resultado do aprimoramento das ferramentas
de dipmeter.
-Fornecem imagens das paredes do poço, a partir de variações de
micro-resistividade, com resolução de 0,2 polegadas.
Perfil Imagem
Resistiva
Interpretação de Perfil de Imagem Resistiva
em Estação de Trabalho (Workstation)
•As feições geológicas planares
aparecem como curvas senoidais.
•A atitude (mergulho/direção) é
calculada automaticamente.
•Cada feição (estratigráfica ou estrutural)
é classificada, de acordo com o tipo:
a) acamamento
b) estratificação
c) fratura / falhas (fechadas ou
abertas)
d) discordância
e) dobras, domos, etc
• Para cada uma destas feições (ou
famílias) é feito um tratamento
estatístico próprio.
Perfil de Imagem Acústica
-Emissão e recepção de um pulso ultra-sônico refletido na parede do
poço.
-Registram a amplitude e o tempo de trânsito deste pulso, que geram dois
distintos perfis de imagem.
-O perfil de tempo de trânsito é transformadoem escala de
cores, obtendo-se uma imagem do calibre do poço ou do revestimento.
Perfil Imagem
Acústica
•FMI/ARI/UBI
•Imagens mostrando
diferentes respostas
das fraturas a
diferentes
ferramentas.
•Em geral, permitem
distinguir entre
fraturas abertas e
fechadas, profundas
e rasas, e também
entre naturais e
induzidas.
73 Marcas da
Broca
Carrasquilla (2014)
Perfil Imagem
Ressonância Magnética Nuclear
CMR (Schlumberger)
MRIL (Halliburton)
Carrasquilla (2014) Perfil
RMN
Conceito:
Perfil
RMN
Água eletroquimicamente ligada a
porosidade argilomineral (T2 muito curto)
Água livre (T2 longo)
Hidrocarboneto Água retida em
pequeno poro com
(T2 longo relacionado
grande pressão
à viscosidade)
capilar (T2 curto)
Carrasquilla (2014)
Perfil
RMN
Sumário da distribuição de T2
Amplitude de sinal normalizada
Fluido livre
Água capilar
Água em poros pequenos
Carrasquilla (2014)
Água em poros pequenos Água capilar Fluido livre
Perfil
RMN
Perfil
Carrasquilla (2014)
RMN
Considerações
finais
-Grande gama de ferramentas de perfilagem geofísica de poços
geram dados complementares.
-Informações sobre litologia, tipo e quantidade de fluidos e
parâmetros petrofísicos.
-Avaliação, Cubagem e Planejamento de Produção de Campos
Petrolíferos
-Importantes para correlação estratigráfica e correlação poço-
sísmica.
-Baixo custo e rapidez na aquisição de dados (em relação ao
testemunho), principalmente com LWD.
- Avanço constante no desenvolvimento de ferramentas.
Referências:
Asquith, G. and Gibson, C. 1982. Basic well log analysis for geologists.
Bassiouni, Z. 1994. Theory, measurement, and interpretation of Well Logs. 372p.
Carrasquilla, A. 2014. Perfilagem Geofísica de Poços. 16A Escola de Verão Geofísica
na USP. Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, USP. Fevereiro,
2014.
Feijó, F.J. 2005. Geologia do Petróleo – programa USP 2005.
Flores A.C.C., Dupuy I.S.S., Forbrig L.C., Silva R.R., Campinho V.S. 2006. Apostila
Perfilagem: Conceitos e Aplicações. Compilação feita em março/2006.
Halliburton 2001. Basic Petroleum Geology and Log Analysis.
Soeiro, P.A.S. 2005. Perfilagem de poços – programa USP 2005.
Tittman J., 1986 – Geophysical Well Logging. Excerpted from Methods in
Experimental Physics, Geophysics. Vol. 24.