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Candomblé: História e Práticas Religiosas

Este documento descreve aspectos da religião do Candomblé no Brasil, incluindo sua origem, crenças, práticas rituais, distribuição geográfica e estrutura de templos. O Candomblé surgiu no Brasil por meio dos escravos africanos e se desenvolveu como uma religião sincrética que mistura elementos do catolicismo e das religiões iorubás e bantus da África. Atualmente, o Candomblé é protegido pela Constituição brasileira e possui milhões de adept

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Marcos Fonteles
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Candomblé: História e Práticas Religiosas

Este documento descreve aspectos da religião do Candomblé no Brasil, incluindo sua origem, crenças, práticas rituais, distribuição geográfica e estrutura de templos. O Candomblé surgiu no Brasil por meio dos escravos africanos e se desenvolveu como uma religião sincrética que mistura elementos do catolicismo e das religiões iorubás e bantus da África. Atualmente, o Candomblé é protegido pela Constituição brasileira e possui milhões de adept

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IESTEC – INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR TEOLOGICO CRISTÃO

CURSO DE BACHAREL EM TEOLOGIA E HABILITAÇÃO EM HISTÓRIA

PROFESSOR: WAGNER
EQUIPE: MARCOS FONTELES, ANA CRISTINA, MAYRTON LIMA, HERIQUE
RODRIGUES.

CANDOMBLÉ

CAUCAIA – CEARÁ
2013
“Quem renuncia à procriação rompe a corrente vital e atraiçoa
gravemente os antepassados na continuidade de seu existir. A
procriação é prova do dinamismo vital. Muitos são os ritos que
protegem a fecundidade. Os vivos estão unidos na grande unidade do
ser com os antepassados.” (ALTUNA, 1985)

“Vivemos numa sociedade pluralista, inter-racial e multiconfessional,


e mais do que nunca é evidente a necessidade de nos
compreendermos. Muitos equívocos, que nascem do racismo e do
nacionalismo, poderiam ser evitados se conhecêssemos melhor as
RELIGIÃO

CONCEITO : Derivação do termo em latim “religione”, palavra que possivelmente se


prende ao verbo “religare”, que significa “religação”, ou ainda, é uma ação de ligação
com o divino.

Não há registro algum, em qualquer estudo por parte da História, Antropologia, Sociologia
ou qualquer outra “ciência” social, de um grupamento humano, numa época qualquer, que
não tenha professado algum tipo de crença religiosa.
“O fenômeno religioso é tão antigo quanto o homem. Não sabemos nem onde e
nem quando o homem teve, pela primeira vez, uma experiência religiosa.
Cremos, entretanto, que a primeira experiência religiosa marca a transição do
macaco nu para o homem. Surgiu, naquele exato momento, de forma
inexplicável, uma maneira de ser perante o mundo, um novo tipo de
consciência" (ALVES, 1981.)

“...As religiões são fenômenos inerentes à cultura humana tal qual as artes e
técnicas.” (CARDIM, 2007)

“...Grande parte de todos os movimentos humanos significativos tiveram a


religião como impulsora de diversos conflitos e guerras.[...] Estruturas sociais
foram definidas com base em religiões e grande parte do conhecimento
científico, filosófico e artístico tiveram como vetores os grupos religiosos, que
durante a maior parte da história da humanidade estiveram vinculados ao poder
político e social.” (CARDIM, 2007)

“Religião é uma tentativa de engaiolar o Pássaro Sagrado, um símbolo que eu


uso para Deus.[...] Religiões são instituições. É possível ser um funcionário de
uma religião - padre, pastor, rabino - sem ter nada de fé. E, por vezes, para se
manter a fé é preciso aceitar a solidão que mora fora das religiões.” (ALVES,
CANDOMBLÉ

CONCEITO: Religião voltada ao culto dos orixás (divindades ligadas à natureza e aos
homens), com uma das mais belas e originais manifestações de espiritualidade, com um
vasto e riquíssimo naipe de nuances com personalidade, feição e expressão próprias,
traduzidas em linguagem também própria, e particularizadas, apesar de variada.

ORIGEM: O Candomblé foi trazido ao Brasil pelos negros africanos, como um culto
primitivo, oriundo da sua pátria, e que nasceu da necessidade dos negros escravos em
realizarem seus rituais religiosos que no princípio eram proibidos pelos senhores de
escravos.
FUNCIONAMENTO INICIAL DA RELIGIÃO:

Para burlar sua proibição, os negros faziam assentamentos e os escondiam, fazendo um


buraco no chão, cobrindo-os com a colocação de imagens de santos católicos. Eles cantavam
e dançavam para seus orixás, dizendo que estavam cantando e dançando em homenagem
àquele santo católico; daí, nasceu o sincretismo religioso.

OFICIALIZAÇÃO DA LIBERDADE DE CULTO:

A Constituição Federal de 1988, no artigo 5º, VI, estipula ser inviolável a liberdade de
consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na
forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.

“Estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou
de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação
legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em
lei.”(CF-88,5º/VII)
A lei federal nº. 6.292 de 15/12/1975 protege os terreiros de candomblé no Brasil, contra
qualquer tipo de alteração de sua formação material ou imaterial. O Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional(IPHAN) e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia
(IPAC) são os responsáveis pelo tombamento das casas.
TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTOS: É eminentemente oral, e, a despeito disso,
preservaram grande parte dos seus rituais, cânticos e liturgia, com sua língua litúrgica falada
quase que fluentemente em seu bojo pelas pessoas mais proeminentes, mas, infelizmente em
número bem restrito.

“Experiência mística não é ver seres de um outro mundo. É ver esse mundo
iluminado pela beleza. Essas são experiências grandes demais para a linguagem.
Dessas experiências brotam os sentimentos religiosos. A Religião
Candomblecista é a casca vazia da cigarra sobre o tronco da árvore. Sentimento
religioso é a cigarra em vôo. Menino, eu voava com as cigarras.” (SOUSA JR.)
NÚMERO DE ADEPTOS: Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de
brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião.

BASES FUNDAMENTAIS: é constituída tanto de crenças e rituais quanto de práticas.

LINGUA OFICIAL: A língua oficial nos cultos é o Yorùbá, que apesar disso é também muito
utilizada nos cultos de origem Angola e Jêje, que são oriundos de países e culturas diferentes .

“Através da linguagem oral em Yorùbá, expressam-se os orins (cânticos),


àdúràs (rezas), ofos (encantamentos) e oríkìs (louvações). É através dela
que se conversa com os Orixás.”(CARDIM,2007.)
NAÇÕES

Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país,


entre grupos étnicos diferentes evoluíram diversas "divisões" ou nações, que se
distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o
atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais.

“Embora possamos encontrar nestes modelos especificidades próprias do contexto


no qual foram concebidos, eles refletem, cada um à sua maneira, visões de mundo
africanas, traduzidas naquilo que já foi chamado de elementos civilizatórios negro-
africanos; características que se repetem como: a noção de força vital, o lugar
ocupado pela comunidade, a importância da oralidade, o significado dos anciãos, o
lugar das mulheres e a importância da morte.” (CARDIM, 2007)
DISTRIBUIÇÃO DAS NAÇÕES CANDOMBLECISTAS NO
TERRITÓRIO BRASILEIRO
ÁFRICA → BRASIL → NAGÔS OU → KETU Todo o território
nacional
↓ IORUBÁS

JÊJES EFAN Bahia, Rio de


Janeiro e São Paulo

Bahia, Rio de IJEXÁ Bahia
Janeiro, São Paulo e
Maranhão.

NAGÔ-EGBÁ Pernambuco,
Paraíba, Alagoas,
Rio de Janeiro e
São Paulo
MINA-NAGÔ Maranhão

XAMBÁ Alagoas e
Pernambuco
BANTU, ANGOLA Bahia, Pernambuco,
E CONGO Rio de Janeiro,
Minas Gerais, São
Paulo, Goiás e Rio
Grande do Sul
TEMPLOS

Os Templos de Candomblé são chamados de “casas”, roças ou terreiros, podendo ser de


linhagem matriarcal, patriarcal ou mista.

CASAS PEQUENAS: são independentes e administradas pelo babalorixá ou pela yalorixá


dono(a) da casa e pelo Orixá principal. Em caso de falecimento do(a) dono(a), a sucessão na
maioria das vezes é feita por parentes consangüíneos. Caso não tenha um sucessor
interessado em continuar, a casa é desativada.

CASAS GRANDES: são organizadas, têm uma hierarquia rígida, não são de propriedade do
sacerdote, funcionam como Sociedade Civil ou Beneficente, e nem sempre são tradicionais.

CASAS DE LINHAGEM MATRIARCAL: só mulheres assumem a liderança da casa, como


Yalorixás.

CASAS DE LINHAGEM PATRIARCAL: só homens assumem a liderança da casa, como


Babalorixás, no culto aos Orixás, ou como Babaojés, no culto aos Egunguns.

CASAS MISTAS: são assumidas tanto por um Babalorixá como por uma Yalorixá.
CASAS DE SANTO
Grandes → Ilê Asé de Oyá de Ofànã Santo Amaro da Purificação-BA

Pequenas → Ilê Asé de Oyá Balé de Ofá Muritiba-BA

Matriarcais → Ilé Asé Iyá Nassô Oká (Casa Salvador-BA


Branca)

Ilê Iyá Omi Asé Iyámase do Salvador-BA


Gantois (Terreiro do Gantois)
Ilê Asé Opó Afonjá (Opó Afonjá) Salvador-BA e Coelho da
Rocha-RJ
Patriarcais → Ilê Agboulá Itaparica-BA

Sociedade Cultural e Religiosa Salvador-BA


Ilê Axipá

Mistas → Ilê Asé Oxumarê (Casa de Salvador-BA


Oxumarê)

Kwé Ceja Houndé (Roça do Cachoeira-BA


Ventura)
DEUSES E HOMENS SOB O MESMO TETO

O terreiro, ou casa-de-santo, é simultaneamente


templo e morada. A vida cotidiana dos mortais
mistura-se com os rituais dos orixás.

A família-de-santo (a mãe ou o pai e os filhos-de-


santo, não necessariamente parentes de sangue) divide
os cômodos com os deuses.

A divisão do espaço dos barracões lembra os


compounds africanos ou egbes (antigas habitações
coletivas dos clãs), usadas principalmente pelos povos
de língua Yorubá.

O cômodo principal é o barracão, o salão onde


humanos e santos se encontram nas festas.

Por trás do barracão, há várias instalações comuns a uma residência: salas de jantar e
de estar, cozinha e quartos, nem todos destinados aos mortais. Há os quartos-de-santo,
onde ficam os pejis (altares) e os assentamentos (objetos e símbolos) dos orixás. Aí
são feitas as oferendas.
O roncó é um quarto especial onde os abiãs (noviços) ficam recolhidos durante o processo
de iniciação. Essa proximidade dos abiãs com os outros membros do terreiro é
fundamental: é assim que os iniciados entram em contato com os procedimentos rituais da
casa. O fiel do candomblé aprende com os olhos e os ouvidos. Ele deve prestar atenção a
tudo e não perguntar nada.
Os terreiros têm também uma área externa, onde estão as casas dos outros orixás. A de
Exu, por exemplo, fica perto da porta de entrada.
ORIXÁS

Na Mitologia Yorubá, Olorum é o Deus Supremo, que criou as divindades chamadas de


ORIXÁS para representar todos os seus domínios aqui na Terra. Eles têm individuais
personalidades, habilidades e preferências rituais, e são conectados ao fenômeno natural
específico.

Toda pessoa é escolhida no nascimento por um ou vários orixás, que são identificados por
um Babalorixá ou Yalorixá.

Alguns orixás são "incorporados" por pessoas iniciadas durante o ritual do candomblé.
Outros orixás não, apenas são cultuados em árvores pela coletividade. Há ainda alguns
orixás, chamados Funfun (branco), que fizeram parte da criação do mundo, e que também
não são incorporados.
São muitos os Orixás. Os mais conhecidos são:

EXU: guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos
oráculos.

OGUM: Orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia.

OXÓSSI: Orixá da caça e da fartura.

LOGUN-EDÉ: Orixá jovem da caça e da pesca

XANGÔ: Orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.

OBALUAÊ: Orixá das doenças epidérmicas e pragas, Orixá da Cura.

OXUMARÊ: Orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras.

OSSAIM: Orixá das folhas, conhece o segredo de todas elas.

OYÀ ou IANSÃ: Orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do Rio Niger
OXUM: Orixá feminino dos rios, do ouro e protetora dos recém nascidos.

IEMANJÁ: Orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de muitos Orixás.

NANÃ BOROKÊ: Orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaê.

EWÁ: Orixá feminino do Rio Yewa, considerada a deusa da beleza, da adivinhação e da


fertilidade.

OBÁ: Orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô, é a deusa do amor.

ERÊS ou IBEJIS: Orixás crianças

IRÔCO: Orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil).

EGUNGUN: Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás.

OXALÁ: Orixá do Branco, da Paz, da Fé.


HIERARQUIA

BABALORIXÁ OU YALORIXÁ
(Pai de Santo) (Mãe de Santo)

EGBOMI
(Filho de Santo com mais de 7 anos de obrigação)

OGÂNS YAÔS EKEDJIS

ABIÂNS
“A progressão na hierarquia é condicionada ao aprendizado e ao desempenho dos longos
rituais da iniciação. Em caso de morte de uma yalorixá, a sucessora é escolhida geralmente
entre suas filhas, na maioria das vezes por meio de um jogo divinatório: O “Opele-Ifá” ou jogo
de búzios.“

“A sucessão pode ser disputada ou pode não encontrar um sucessor, e conduz freqüentemente
a rachar ou ao fechamento da casa. Há somente três ou quatro casas em Brasil que viram seu
100° aniversário.”
AS DIVERSAS FASES DA INICIAÇÃO

Orixá indica pessoa a ser iniciada. Bolar do Santo Bori ou “Comida na Cabeça”

Orô ou Feitura do Orixá

Recolhimento no Roncó por 90 dias


Raspagem da cabeça Rum do Orixá (dança)
(período de aprendizagem)

Curas (cortes)
SAÍDAS DE YAÔ

As saídas de Yaô representam um dos mais importantes rituais do candomblé. É onde


ocorre a apresentação pública do Yaô à comunidade.

PRIMEIRA SAÍDA: os Yaôs vestem branco em homenagem a Oxalá, pai de todos.


Saúdam o pai-de-santo, os atabaques e os pontos principais do barracão e vão-se
embora.

SEGUNDA SAÍDA: os Yaôs voltam com roupas coloridas e a cabeça pintada, segundo
seus orixás, anunciam oficialmente seus nomes e deixam o barracão, em seguida.

TERCEIRA SAÍDA: os Yaôs dançam (rum) com as vestimentas e ferramentas do orixá


incorporado.
O IFÁ
(JOGO DE BÚZIOS)

Aqui na Terra, nada que se refira aos deuses e ao futuro pode ser dito sem a consulta
ao Ifá, ou seja, o jogo de búzios, conchas usadas como oráculo. O Ifá revela o orixá de cada
um e orienta na solução de problemas.

O jogo usa dois caminhos: a aritmética e a intuição. Pela aritmética, é contado o número
de conchas, abertas ou fechadas, combinadas duas a duas. No outro sistema de adivinhação,
o intuitivo, o pai-de-santo estuda a posição dos búzios em relação a outros elementos na
mesa, como uma moeda ou um copo d'água. Isso não é nada raro no candomblé, onde nada
é escrito.

Toda a sabedoria é transmitida oralmente.


O SOM DOS ATABAQUES

“Sem música, não existe cerimônia.”(CARDIM, 2007)


Tudo acontece sob a batida de três atabaques.”(SOUSA JR.)

O atabaque, de origem africana, hoje muito utilizado nos cultos aos orixás, é, na verdade,
o caminho e a ligação entre o homem e e seus orixás. Os toques são o código de acesso e a
chave para o mundo espiritual .

O rum funciona como solista, marcando os passos da dança. Os outros dois, o rumpi e o
lé, reforçam a marcação, reproduzindo as modulações da língua africana yorubá. Além dos
atabaques, usam-se também o agogô e o xequerê.
O CALENDÁRIO LITÚRGICO

Muitas festas não têm dia certo para acontecer, mas geralmente elas
estão associadas aos dias santos do catolicismo. As datas podem variar
de terreiro para terreiro, de acordo com a disponibilidade e as
possibilidades da comunidade.

As principais festas, ao longo do ano, são as seguintes:

ABRIL: Feijoada de Ogum e festa de Oxóssi (associado a São Jorge),


em qualquer dia.

JUNHO: Fogueiras de Xangô (associados a São João e São Pedro), dias


24 e 29.

AGOSTO: Festa para Obaluaê (associado a São Lázaro e São Roque) e


festa de Oxumarê (associado a São Bartolomeu), em qualquer dia.
SETEMBRO: Começa um ciclo de festas chamado Águas de Oxalá, que pode
seguir até dezembro. Festa de Erê, em homenagem aos espíritos infantis
(associados a São Cosme e Damião). Festa das yabás (esposas de orixás) e festa de
Xangô (associado a São Jerônimo), em qualquer dia.

DEZEMBRO: Festas das yabás Iansã (Santa Bárbara), dia 4, Oxum e Iemanjá
(associadas a Nossa Senhora da Conceição), dia 8. Iemanjá também é
homenageada na passagem de ano.

JANEIRO: Festa de Oxalá (coincide com a festa do Bonfim, em Salvador), no


segundo domingo depois do dia de Reis, 6 de janeiro.

QUARESMA: O encerramento do ano litúrgico acontece durante os quarenta dias


que antecedem a Páscoa, com o Lorogun, em homenagem a Oxalá.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS

•Do Candomblé se originou o ”Samba de Roda”, que tomou emprestado o próprio nome,
que em Kimbundo significa "oração".

•Preservação da cultura africana, em seus diversos aspectos (culinária, língua, etc.), como
legado da formação do povo brasileiro.

•Promoção da importância da preservação ambiental, e valorização da medicina alternativa.

•Projetos educacionais e profissionalizantes.


REFERÊNCIAS

ALTUNA, Raul Ruiz de Ásúa. Cultura tradicional bantu. Luanda: Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, 1985.

ALVES, R. O que é Religião. São Paulo, Círculo do Livro, 1981.

_________ O Enigma da Religião. 4a. Ed. Campinas: Papirus, 1988.

CARDIM, Júlio César dos Santos. Religiosidade e Afrodescendência: Um estudo sobre a Identidade Negra em Igrejas
Neo-Pentecostais. Valença-Bahia: J.C.S. Cardim, 2007.

CRAWFORD, Robert. O que é Religião? Petrópolis: Vozes, 2005.

GRÜN, Anselmo. A proteção do sagrado. 5ª edição, Petrópolis: Vozes, 2005.

_____________. O ser fragmentado – da cisão à integração. 3ª edição, São Paulo: Idéias & Letras, 2004.

JUNG, C.G. Psicologia e religião. 7ª edição, Petrópolis: Vozes, 1990.

SOUSA JR., Vilson Caetano. Orixás santos e festas: notas sobre o sincretismo afro católico na cidade de Salvador:
EDUNEB, 2003.

VERGER, Pierre. Saída de Iaô: cinco ensaios sobre a religião dos orixás. São Paulo: Axis mundi, 2002.

SITE: [Link] em 10.04.2008.

SITE: [Link] em 10.04.2008.

SITE: [Link] em 10.04.2008

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