AMOR DE PERDIÇÃO
CONCLUSÃO
Teresa pede a Simão que aceite os dez anos de cadeia
Simão responde ser preferível a morte para os dois.
Simão embarca para a Índia (desterro em vez dos 10 anos de cadeia) acompanhado de Mariana
Simão reconhece ao longe o vulto de Teresa no convento de Monchique. Acenam-se (adeus)
Simão recebe a notícia da morte de Teresa
CONCLUSÃO
11 horas da noite - Simão vela no camarote do navio
Simão prostrado (l. 4)
Enfermidade e alucinação
um ai plangente (l.6)
Meia-noite – leitura da última carta de Teresa
Morte de Simão e suicídio de Mariana
2- Função da carta de Teresa neste excerto?
A carta que Teresa envia a Simão serve de despedida, pois são as
últimas palavras que ela lhe dirige. Simultaneamente, serve para
recordar o amor entre ambos e os seus planos, e ainda para
formular uma mensagem de esperança.
2.1 Identifica tanto aspetos trágicos como manifestações de esperança presentes na carta
Na carta de Teresa, estão presentes marcas da tragédia na
expressão do sofrimento num amor fatal e da sua tristeza, bem
como a antecipação de uma morte prematura, que se avizinha. A
esperança reside no facto de Teresa acreditar que Simão e ela se
encontrarão no Céu, onde poderão viver o seu amor e ser felizes.
2.2- Paralelo entre a carta de despedida de Teresa e a de Simão o capítulo X (p. 196)
- Desabafos;
- Visão da vida e da morte (campo lexical de morte);
- Referência à receção da carta depois da morte;
- Utilização da mesma expressão “esposo(a) do céu”;
- Referência a não poderem viver sem esperança;
- Ligação eterna entre eles, não podendo viver um sem
o outro, morrem por causa um do outro, num processo
de queda “atraíste um abismo” p. 196, l. 71/72 e “de
que céu tão lindo caímos” (p. 209, l. 52).
3 2
3.1- Caracterização de Mariana.
- Heroína romântica
- Abnegação;
- Fidelidade a Simão, seguindo-o para o degredo;
- Sacrifício do seu bem estar para velar por ele e
evitar que este atente contra a sua própria vida;
- “Anjo da Compaixão” e “irmã” para Simão;
- Decidida a morrer com ele;
- A abnegação total dá-se quando ela se suicida por
amor a Simão.
3.2- Simão - herói romântico Mariana – heroína romântica
- Delírio / situação de sofrimento;
Mulher-anjo (ll. 102-105)
- Individualismo/Egocentrismo/Idealismo
(ll. 154_155)
- Sentimentalismo;
- Religiosidade;
- Busca da liberdade na morte – destruição
por não abdicar dos ideais;
- Amor-paixão – autenticidade do
sentimento amoroso resultante de um
conflito
4- Interpreta a frase de Simão “Tanta gente desgraçada que eu fiz” (l.83
Com esta frase, Simão dá conta de que tem consciência não só
do sofrimento que causou a várias pessoas (Teresa, Mariana,
João da Cruz…) como também de ter levado alguns destes
entes queridos à morte.
5- Sentidos sugeridos pela frase “Viram-na, um momento, bracejar, não para resistir à
morte, mas para abraçar-se ao cadáver de Simão, que uma onda lhe atirou aos braços.” (ll.
149-150)
Mariana encontra na morte a concretização do seu amor por
Simão, no abraço do corpo de Simão. É como se fosse o destino
que lhe reservasse essa graça final, uma vez que é a onda que lhe
atira, para os braços, o corpo do seu amado.
6- Explicita a Razão pela qual o facto de as cartas terem sido recolhidas do mar é
importante para a verosimilhança da narrativa.
As cartas tiveram de ser recolhidas das águas do oceano; de outro
modo, não seria credível que o autor as estivesse a transcrever na
sua narrativa, simulando que teve acesso a elas.
7- Demonstra em que consiste a sugestão biográfica da frase final da novela.
Na frase final, o narrador informa o leitor de que Manuel,
irmão de Simão, era o pai do autor do romance. Assim se
reforça a ideia da relação de parentesco entre a figura do
autor e personagens da novela, como Simão, Manuel e
Rita.
GRAMÁTICA
a) Complemento do adjetivo.
b) Sujeito simples.
c) Complemento direto.
d) Modificador do nome apositivo.