URINÁLISE
EXAME FÍSICO
URINÁLISE
Padronização da Coleta
Primeira urina da manhã ou intervalo de 4hs após última micção.
Após assepsia da área genital.
Desprezar o primeiro jato.
Coletar o jato médio.
Levar imediatamente ao laboratório ou manter em geladeira por até 8hs.
Analisar no prazo de 1 a 2 horas após coleta.
A amostra que não puder ser analisada neste prazo deve ser refrigerada a 4ºC.
URINÁLISE
Exame Físico
Coloração
Aparência
Densidade
Odor
URINÁLISE
Exame Físico: Coloração
Coloração:
A cor da urina é devido a um pigmento denominado urocromo, que é um produto do metabolismo endógeno,
produzido em velocidade constante.
A coloração indica de forma grosseira, o grau de hidratação e o grau de concentração de solutos.
Procedimento:
Observar macroscopicamente a coloração da urina.
Coloração da urina normal:
• amarelo-claro
• amarelo-citrino
• amarelo-escuro
• amarelo âmbar
URINÁLISE
Adição de Lugol, a
Exame Físico: Coloração coloração verde
indica presença de
bilirrubina na urina.
Condições patológicas que alteram a coloração da urina:
Doenças hepáticas: amarelo-escura, castanho ou âmbar com
espuma laranja (excesso de bilirrubina).
Doenças renais: urina com hemácias, desde rosa, vermelho
(observar em urinas de mulher, se a paciente não se encontra
no período menstrual).
Doenças musculares: urina com mioglobina, bilirrubina e
porfirinas, cor preta a marrom escuro .
Urina com hipúria ou quilúria: branco (está relacionado com
a obstrução linfática e ruptura dos vasos linfáticos).
URINÁLISE
Exame Físico: Coloração
Medicamentos que alteram a coloração da urina:
Laranja: fanazpiridina (pirydium), fenindiona (hedulin)
Vermelha: sene e ruibarbo (laxantes a base de antraquinona), levodopa (L-dopa), fenolsulfonftaleína (corante
para teste de função renal)
Castanho: nitrofurantoína (furadantin), metronidazol (flagyl), sorbitol de ferro, furazolidona (furaxone)
Verde: metocarbamol (robaxin)
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Físico: Aspecto
Aspecto:
Refere-se a transparência da amostra de urina.
A urina normal, recém eliminada geralmente é límpida.
Substâncias que provocam turvação: cristais, leucócitos, hemácias, bactérias, sêmen, lipídios, células epiteliais,
muco, e contaminantes externos (talcos, medicamentos).
Procedimento:
Observar visualmente a amostra homogeinizada num
ambiente de boa iluminação:
Límpido Ligeiramente Turvo
Límpido turvo
Ligeiramente turvo
Turvo
URINÁLISE
Exame Físico: Densidade
Densidade:
A densidade de uma amostra depende da concentração dos solutos presentes na amostra e do peso molecular das
mesmas.
A urina é, basicamente, uma solução aquosa onde se encontram dissolvidos uréia, creatinina, cloreto de sódio,
uratos e outras substâncias que determinam a sua concentração.
A determinação da densidade de uma amostra tem como objetivo:
• avaliar a capacidade renal de concentração da urina
• condição hidratação do organismo.
Procedimento:
Métodos disponíveis: fitas reagente e refratômetro, e o urinômetro (hidrômetro).
URINÁLISE
Exame Físico: Densidade
Procedimento:
Métodos disponíveis: fitas reagente e refratômetro, e o urinômetro (hidrômetro).
refratômetro
A densidade da urina pode variar de 1.001 a 1.035
Densidade entre 1.010 a 1.020: Indivíduos adultos saudáveis cuja ingestão quantitativa
de água é normal.
Densidade <1.010: (diluída) relacionada a utilização de diuréticos, diabetes insípida,
insuficiência adrenal, aldosteronismo e insuficiência da função renal.
Densidade >1.020: (concentrada) pacientes submetidos a pielografia intravenosa,
pacientes que estejam recebendo dextrana ou outros fluidos
intravenosos de elevado peso molecular, proteinúria e glicosúria.
urinômetro
URINÁLISE
Exame Físico: Odor
Odor:
Normal: “sui generis”
Odores anormais: fétido, amoniacal e frutado.
• Odor fétido: decorrente da degradação celular verificada nos processos
infecciosos.
• Odor amoniacal: é devido a processo de transformação bacteriana da
uréia em amônia, decorrente, geralmente, da retenção urina por mais
tempo na bexiga.
• Odor frutado: pacientes com diabetes melito ou em jejum prolongado
decorrente da presença de corpos cetônicos na amostra.
URINÁLISE
EXAME QUÍMICO
URINÁLISE
Exames realizados na urina
Exame Químico:
pH
Densidade
Proteínas
Glicose
Corpos Cetônicos
Sangue
Bilirrubina
Urobilinogênio
Nitrito
Leucócitos
URINÁLISE
Exame Químico: pH
pH
O pH urinário é importante principalmente por ajudar a detectar possíveis
distúrbios eletrolíticos sistêmicos de origem metabólica ou respiratória e a tratar
problemas urinários para cuja solução seja necessário que a urina se mantenha
em determinado pH.
O pH da urina de indivíduos saudáveis: 5,0 a 6,0;
O pH pode variar de 4,0 a 8,0, dependendo de fatores como dieta e horário de
coleta.
Significado clínico:
Urinas ácidas: dietas rica em proteínas, acidose metabólica ou respiratória,
alguns medicamentos.
Urinas alcalinas: dieta rica em frutas e verduras, ingestão de medicamentos com
caráter alcalino, após vômitos repetitivos, alcalose metabólica ou respiratória.
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Químico: Proteínas
Proteínas:
Indicativo de doença renal
Urina normal: inferior a 10mg/dL ou 150mg por 24hs
Esta excreção consiste principalmente de proteínas séricas de baixo PM
(albumina) e proteínas produzidas no trato urogenital (Tamm–Horsfall).
Significado Clínico:
Lesão da membrana glomerular: distúrbios do complexo imune, amiloidose,
agentes tóxicos
Comprometimento da reabsorção tubular
Mieloma Múltiplo
Nefropatia diabética
Pré-eclâmpsia
Proteinúria ortostática ou postural
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Químico: Glicose
Glicose:
Em circunstâncias normais, quase toda a glicose filtrada pelos glomérulos é
reabsorvida pelo túbulo proximal, através de transporte ativo, e por isso a urina
contém quantidades mínimas de glicose.
O limiar renal é de 160 a 180 mg/dL.
A glicosúria acarreta quando o limiar renal para a glicose é excedido.
Interferência: presença de ácido ascórbico (glicose negativa)
Significado Clínico:
Diabete mellitus
Reabsorção tubular deficiente
Lesões no sistema nervoso central
Distúrbios da tireóide
Gravidez com possível diabetes mellitus latente
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Químico: Corpos Cetônicos
Corpos cetônicos:
Engloba três produtos intermediários do metabolismo das gorduras:
• acetona (2%) , ácido acetoacético (20%) e ácido beta-hidroxibutírico
(78%).
A presença de cetonúria indica deficiência no tratamento com insulina no
diabete mellitus, indicando à necessidade de regular a sua dosagem, e, provoca
o desequilíbrio eletrolítico, a desidratação e se não corrigida a acidose pode
levar ao coma.
Significado Clínico:
Acidose diabética
Controle da dosagem de insulina
Carência alimentar
Perda excessiva de carboidratos
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Químico: Nitrito
Nitrito:
Detecta infecções do trato urinário.
Decorrente da ação indireta de bactérias redutoras de nitrato a nitrito, que
normalmente não aparece na urina.
O tratamento com antibiótico deve ser suspenso pelo menos 3 dias antes do
exame.
Significado Clínico:
Cistite (infecção na bexiga)
Pielonefrite (inflamação dos rins e da pelve renal)
Avaliação da terapia com antibióticos
Monitoração de pacientes com alto risco de infecção do trato urinário
Seleção de amostras para cultura de urina
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Químico: Bilirrubina
Bilirrubina:
A urina do adulto contém, cerca de 0,02mg de bilirrubina por decilitro.
A bilirrubinúria está associada com um nível sérico de bilirrubina (conjugada)
elevado.
O paciente também pode apresentar fezes acólicas (descoradas, pela ausência
de pigmentos derivados da bilirrubina).
A urina geralmente é escura e pode apresentar uma espuma amarela.
Significado Clínico:
Icterícia
Hepatites
Cirrose
Obstrução biliar
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Químico: Bilirrubina
Urobilinogênio:
Pigmento biliar resultante da degradação da hemoglobina.
É produzido no intestino a partir da redução da bilirrubina pela ação das
bactérias intestinais.
Normalmente, uma pequena quantidade chega aos rins, porque enquanto o
urobilinogênio circula no sangue, passa pelos rins, e é filtrado pelos glomérulos.
A excreção normal de urobilinogênio é de 0,5 a 2,5mg ou unidades/24 horas.
Teste de Erlich, reação positiva (coloração vermelha) com reagente p-
dimetilaminobenzaldeído.
Significado Clínico:
Distúrbios hemolíticos
Detecção precoce de doenças hepáticas
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Químico: Sangue
Sangue:
O sangue pode estar na urina na forma de:
• hemácias íntegras (hematúria).
• hemoglobina livre produzida por distúrbios hemolíticos ou por lise de
hemácias no trato urinário.
O exame microscópico do sedimento urinário, mostrará a presença de
hemácias íntegras, mas não de hemoglobina.
Significado Clínico:
Hematúria: cálculos renais, glomerulonefrite, tumores, traumatismos,
pielonefrite, exposição a drogas.
Hemoglobinúria: lise das hemácias no trato urinário, hemólise intravascular
(transfusões, anemia hemolítica, queimaduras graves, infecções).
Mioglobinúria: traumatismo muscular, coma prolongada, convulsões,
doenças musculares.
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Químico: Leucócitos
Leucócitos:
Esterase leucocitária (uma enzima encontrada em certos glóbulos
brancos) na urina pode ser detectada pela tira reagente.
Significado Clínico:
Infecção no trato urinário.
URINÁLISE
EXAME MICROSCÓPICO
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Microscópico:
Hemácias
Leucócitos
Muco
Cristais
Cilindros
Bactérias
Espermatozóides
Trichomonas sp
Outros
UNIDADE III: URINÁLISE
Método de Leitura
Homogeneizar a amostra.
Realizar leitura da fita reagente.
Centrifugar 10mL de urina (1.500rpm – 5 min).
Desprezar 9,0mL do líquido sobrenadante, ficar com 1,0mL (sedimento) – sempre 10%!!!
• 5mL desprezar 4,5mL
• 1mL desprezar 0,9mL
Ressuspender o sedimento naquele 1,0mL de urina restante.
Retirar pequena alíquota para exame microscópico (10-15uL).
• Multiplicar por 1.000 o número de células encontradas nos 16 quadrados de 1 quadrante.
• Multiplicar por 16 e depois por 1.000 o número de células encontradas em 1 quadrado de um quadrante.
• Caso realize a contagem total de células nos 4 quadrantes, multiplicar o número de elementos por 250.
Valor encontrado indica o número de elementos em 1mL de urina.
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Células Epiteliais
Escamosas:
Provenientes da uretra e vagina.
Contaminação de secreções vaginais.
Uroteliais/Transição:
São originárias da pelve renal, do cálice, do ureter e da bexiga.
Aumentada em processos de cateterização e infecção urinária.
Tubulares:
Originárias da descamação do epitélio dos túbulos renais.
Indicativo de doença renal ativa ou lesão tubular.
Infecções bacterianas.
Pacientes com rejeição do rim transplantado.
Neoplasias.
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Células Epiteliais
Resultado:
Células epiteliais:
• Raras: até 3 por campo
• Algumas: até 10 por campo
• Numerosas: acima de 10 por campo
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Células Epiteliais
Células neoplásicas:
Sugerir ao médico citologia oncótica caso visualize células neoplásicas
Células neoplásicas
Hemácias isomórficas
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Hemácias
Hemácias isomórficas: normais hematúria não glomerular Hemácias isomórficas
Indicam muitas patologias, as principais são: fantasmas
• Infecções agudas
• Cálculos renais
• Reações tóxicas e imunológicas
• Distúrbios circulatórios (coagulopatias e hemoglobinopatias)
Devido à acidez
Hemácias dismórficas: protusões celulares
Indicam sangramento glomerular Hemácias dismórficas
Glomerulonefrites agudas ou crônicas
Nefrite devido a lúpus
Necessário análise de dismorfismo (campo escuro)
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Leucócitos
Significado Clínico:
Infecções do trato urogenital
Pielonefrite
Glomerulonefrite
Cistite
Prostatite
Uretrite
Lúpus
Tumores
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Muco
O muco é um material protéico (mucina ou fibrina),
produzido por glândulas e células epiteliais do trato
urogenital.
Na microscopia, aparecem estruturas filamentosas com baixo
índice de refração, exigindo observação em luz de baixa
intensidade.
Não é considerado clinicamente significativo.
Resultado: a quantificação de muco, é dada em cruzes (+, +
+, +++)
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cilindros hialinos
Origem:
Secreção tubular de proteína de Tamm-Horsfall que se
agrega as fibrilas
Significado Clínico:
Glomerulonefrite
Pielonefrite
Doença renal crônica
Insuficiência cardíaca congestiva
Estresse e exercício físico
Normal até 2 cilindros por mL
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cilindros hemáticos
Origem:
Hemácias emaranhadas ou ligadas à
matriz das proteínas de Tamm-Horsfall
Significativo Clínico:
Glomerulonefrite
Exercício físico intenso
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cilindros leucocitários
Origem:
Leucócitos emaranhados ou ligadas à
matriz das proteínas de Tamm-Horsfall
Significado Clínico:
Pielonefrite
Nefrite intersticial aguda
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cilindros de células epiteliais
Origem:
Células tubulares que permanecem na lesão de túbulo renal
ligadas às fibrilas da proteína de Tamm-Horsfall
Significado Clínico:
Lesão de túbulo renal
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cilindros granulosos
Origem:
Material degenerado proveniente de
grânulos lisossomais das células
tubulares.
Agregados proteicos.
Significado Clínico:
Glomerulonefrite
Pielonefrite
Estresse e exercício físico
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cilindros céreos
Origem:
Cilindros hialinos e granulares
Se formam nos túbulos que se tornam
dilatados e atróficos.
Significado Clínico:
Doença parenquimatosa crônica, com
necrose tubular.
Estase do fluxo urinário
uano há uma dificuldade de esvaziamento da bexiga
Urina pH ácido (5,0 a 6,5):
Ácido úrico
Oxalato de cálcio
Urato amorfo
Cristais Resultado:
pH ácido
Expresso em cruzes, objetiva de 40 x.
• 1 a 2 por campo (+)
• 3 a 5 por campo (++)
• > 5 por campo (+++)
pH ácido: 5,0 a 6,5
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cristais Ácido Úrico
Precipitam em pH ácido
Formas diversas
Hiperuricemia:
Gota
Litíase renal (pedras)
Pacientes em Quimioterapia (doenças
mieloproliferativas)
pH ácido: 5,0 a 6,5
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cristais de Oxalato de Cálcio
Precipita-se em pH ácido
Indivíduos saudáveis após ingestão exagerada de
chocolate, amendoins, tomate, espinafres, beterraba,
ruibarbo.
Significado clínico:
Doentes com litíase renal (pedras)
Hiperoxalúria primária
Intoxicação por drogas (ex: polietilenoglicol, orlistat,
vitamina C)
pH ácido: 5,0 a 6,5
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cristais de Urato Amorfo
Precipita-se em pH ácido
Sedimento de cor rosa/vermelho
Significado clínico:
Não indica problemas renais
Pouca hidratação
Dieta rica em proteínas
Facilita a formação do cálculos renais
Urina pH alcalino (7,0 a 8,0):
Fosfato triplo
Fosfato amorfo
Fosfato de cálcio
Carbonato de cálcio
Cristais Biurato de amônio
pH alcalino Resultado:
Expresso em cruzes, objetiva de 40 x.
• 1 a 2 por campo (+)
• 3 a 5 por campo (++)
• > 5 por campo (+++)
pH alcalino: 7,0 a 8,0
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cristais de Fosfato Triplo
Precipita-se em pH alcalino.
Tem morfologia variada.
Significado Clínico:
Estase renal
Infecção por Proteus sp
Cistite
Hipertrofia da Próstata
pH alcalino: 7,0 a 8,0
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cristais de Fosfato Amorfo
Precipita-se em pH alcalino.
Sedimento de cor esbranquiçada.
Sem forma (grânulos).
Significado Clínico:
Não indica problemas renais.
Pouca hidratação.
Favorece formação de cálculos renais.
pH alcalino: 7,0 a 8,0
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cristais de Fosfato de Cálcio
Precipita-se em pH alcalino.
Forma de agulhas grossas.
Significado Clínico:
Litíase renal (pedras).
Hipercalciúria.
Hiperoxalúria (aumento da excreção de oxalatos).
UNIDADE III: URINÁLISE
pH alcalino: 7,0 a 8,0
Exame Microscópico
Cristais de Carbonato de Cálcio
Precipita-se em pH alcalino.
Significado Clínico:
Desconhecido.
Pode ser associado à ingestão de vegetais em grandes
quantidades.
pH alcalino: 7,0 a 8,0
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cristais de Biurato de Amônio
Precipita-se em pH alcalino.
Significado Clínico:
Comum nas infecções urinárias por bactérias produtoras
da enzima urease: Haemophilus sp, Staphylococcus sp,
Klebsiella sp, Serratia sp, Pseudomonas sp e
Staphylococcus sp
Urina pH (variável)
Bilirrubina
Cistina
Colesterol
Tirosina
Cristais Leucina
Anormais Resultado:
Expresso em cruzes, objetiva de 40 x.
• 1 a 2 por campo (+)
• 3 a 5 por campo (++)
• > 5 por campo (+++)
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cristais de Bilirrubina
Significado Clínico:
Aumento dos níveis plasmáticos de
bilirrubina.
Disturbios da função hepática ou biliar.
Anemia hemolítica severa.
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cristais de Cistina
Significado Clínico:
Ocorrem em pacientes com cistinúria: erro metabólico
congênito que impede a reabsorção de cistina.
Indicam cálculo de cistina.
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cristais de Colesterol
Significado Clínico:
Ocorrência muito rara.
Indicativo de síndrome nefrótica
Hipercolesterolemia
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Cristais de Tirosina e Leucina
Muito raros.
Tirosina
Significado Clínico:
Podem ser encontrados em pacientes com Leucina
doenças hepáticas graves ou doenças inatas do
metabolismo de tirosina e leucina.
Espermatozóides
Leveduras
Bactérias
Outro Trichomonas sp.
Elementos
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Espermatozóides
Significado Clínico:
Ejaculação noturna: urina de homens em idade
<50 anos, não relatar no laudo.
Relações sexuais: urina de mulher, não relatar no
laudo.
Indicativo de problemas na próstata: em
pacientes com idade superior a 50 anos, relatar
no laudo.
Resultado:
Expresso em cruzes, objetiva de 40 x.
• 1 a 2 por campo (+)
• 3 a 5 por campo (++)
• > 5 por campo (+++)
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Leveduras
Significado Clínico:
Célula de leveduras, Candida sp, pode ser observada
na urina de pacientes com diabetes mellitus e, em
mulheres com candidíase vaginal.
Resultado:
Expresso em cruzes, objetiva de 40 x.
• 1 a 2 por campo (+)
• 3 a 5 por campo (++)
• > 5 por campo (+++)
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Bactérias
Significado Clínico:
Infecção urinária
Resultado:
Expresso em cruzes, objetiva de 40 x.
• 1 a 2 por campo (+)
• 3 a 5 por campo (++)
• > 5 por campo (+++)
UNIDADE III: URINÁLISE
Exame Microscópico
Trichomonas vaginalis
Relação sexual (IST).
Protozoário flagelado com movimentação rápida.
Infecção na vagina, uretra, bexiga e próstata.
Corrimento vaginal amarelo-esverdeado.
Prurido (coceira).
Dispareunia (dor durante o ato sexual).
Risco para infertilidade e câncer do colo do útero.