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Guia Completo de Urinálise e Exames

Enviado por

Felipe Alves
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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URINÁLISE

EXAME FÍSICO
URINÁLISE

Padronização da Coleta

 Primeira urina da manhã ou intervalo de 4hs após última micção.


 Após assepsia da área genital.
 Desprezar o primeiro jato.
 Coletar o jato médio.
 Levar imediatamente ao laboratório ou manter em geladeira por até 8hs.
 Analisar no prazo de 1 a 2 horas após coleta.
 A amostra que não puder ser analisada neste prazo deve ser refrigerada a 4ºC.
URINÁLISE

Exame Físico

 Coloração

 Aparência

 Densidade

 Odor
URINÁLISE

Exame Físico: Coloração

Coloração:

A cor da urina é devido a um pigmento denominado urocromo, que é um produto do metabolismo endógeno,
produzido em velocidade constante.
A coloração indica de forma grosseira, o grau de hidratação e o grau de concentração de solutos.

Procedimento:

Observar macroscopicamente a coloração da urina.

Coloração da urina normal:


• amarelo-claro
• amarelo-citrino
• amarelo-escuro
• amarelo âmbar
URINÁLISE
Adição de Lugol, a
Exame Físico: Coloração coloração verde
indica presença de
bilirrubina na urina.
Condições patológicas que alteram a coloração da urina:

 Doenças hepáticas: amarelo-escura, castanho ou âmbar com


espuma laranja (excesso de bilirrubina).
 Doenças renais: urina com hemácias, desde rosa, vermelho
(observar em urinas de mulher, se a paciente não se encontra
no período menstrual).
 Doenças musculares: urina com mioglobina, bilirrubina e
porfirinas, cor preta a marrom escuro .
 Urina com hipúria ou quilúria: branco (está relacionado com
a obstrução linfática e ruptura dos vasos linfáticos).
URINÁLISE

Exame Físico: Coloração

Medicamentos que alteram a coloração da urina:

 Laranja: fanazpiridina (pirydium), fenindiona (hedulin)


 Vermelha: sene e ruibarbo (laxantes a base de antraquinona), levodopa (L-dopa), fenolsulfonftaleína (corante
para teste de função renal)
 Castanho: nitrofurantoína (furadantin), metronidazol (flagyl), sorbitol de ferro, furazolidona (furaxone)

 Verde: metocarbamol (robaxin)


UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Físico: Aspecto

Aspecto:

 Refere-se a transparência da amostra de urina.


 A urina normal, recém eliminada geralmente é límpida.
 Substâncias que provocam turvação: cristais, leucócitos, hemácias, bactérias, sêmen, lipídios, células epiteliais,
muco, e contaminantes externos (talcos, medicamentos).

Procedimento:

Observar visualmente a amostra homogeinizada num


ambiente de boa iluminação:
Límpido Ligeiramente Turvo
 Límpido turvo
 Ligeiramente turvo
 Turvo
URINÁLISE

Exame Físico: Densidade

Densidade:

 A densidade de uma amostra depende da concentração dos solutos presentes na amostra e do peso molecular das
mesmas.
 A urina é, basicamente, uma solução aquosa onde se encontram dissolvidos uréia, creatinina, cloreto de sódio,
uratos e outras substâncias que determinam a sua concentração.
 A determinação da densidade de uma amostra tem como objetivo:
• avaliar a capacidade renal de concentração da urina
• condição hidratação do organismo.

Procedimento:

 Métodos disponíveis: fitas reagente e refratômetro, e o urinômetro (hidrômetro).


URINÁLISE

Exame Físico: Densidade

Procedimento:

Métodos disponíveis: fitas reagente e refratômetro, e o urinômetro (hidrômetro).


refratômetro
A densidade da urina pode variar de 1.001 a 1.035

 Densidade entre 1.010 a 1.020: Indivíduos adultos saudáveis cuja ingestão quantitativa
de água é normal.

 Densidade <1.010: (diluída) relacionada a utilização de diuréticos, diabetes insípida,


insuficiência adrenal, aldosteronismo e insuficiência da função renal.

 Densidade >1.020: (concentrada) pacientes submetidos a pielografia intravenosa,


pacientes que estejam recebendo dextrana ou outros fluidos
intravenosos de elevado peso molecular, proteinúria e glicosúria.
urinômetro
URINÁLISE

Exame Físico: Odor

Odor:

 Normal: “sui generis”


 Odores anormais: fétido, amoniacal e frutado.
• Odor fétido: decorrente da degradação celular verificada nos processos
infecciosos.
• Odor amoniacal: é devido a processo de transformação bacteriana da
uréia em amônia, decorrente, geralmente, da retenção urina por mais
tempo na bexiga.
• Odor frutado: pacientes com diabetes melito ou em jejum prolongado
decorrente da presença de corpos cetônicos na amostra.
URINÁLISE
EXAME QUÍMICO
URINÁLISE

Exames realizados na urina

Exame Químico:

 pH
 Densidade
 Proteínas
 Glicose
 Corpos Cetônicos
 Sangue
 Bilirrubina
 Urobilinogênio
 Nitrito
 Leucócitos
URINÁLISE

Exame Químico: pH

pH

 O pH urinário é importante principalmente por ajudar a detectar possíveis


distúrbios eletrolíticos sistêmicos de origem metabólica ou respiratória e a tratar
problemas urinários para cuja solução seja necessário que a urina se mantenha
em determinado pH.
 O pH da urina de indivíduos saudáveis: 5,0 a 6,0;
 O pH pode variar de 4,0 a 8,0, dependendo de fatores como dieta e horário de
coleta.

Significado clínico:
 Urinas ácidas: dietas rica em proteínas, acidose metabólica ou respiratória,
alguns medicamentos.
 Urinas alcalinas: dieta rica em frutas e verduras, ingestão de medicamentos com
caráter alcalino, após vômitos repetitivos, alcalose metabólica ou respiratória.
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Químico: Proteínas

Proteínas:
 Indicativo de doença renal
 Urina normal: inferior a 10mg/dL ou 150mg por 24hs
 Esta excreção consiste principalmente de proteínas séricas de baixo PM
(albumina) e proteínas produzidas no trato urogenital (Tamm–Horsfall).

Significado Clínico:
 Lesão da membrana glomerular: distúrbios do complexo imune, amiloidose,
agentes tóxicos
 Comprometimento da reabsorção tubular
 Mieloma Múltiplo
 Nefropatia diabética
 Pré-eclâmpsia
 Proteinúria ortostática ou postural
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Químico: Glicose

Glicose:

 Em circunstâncias normais, quase toda a glicose filtrada pelos glomérulos é


reabsorvida pelo túbulo proximal, através de transporte ativo, e por isso a urina
contém quantidades mínimas de glicose.
 O limiar renal é de 160 a 180 mg/dL.
 A glicosúria acarreta quando o limiar renal para a glicose é excedido.
 Interferência: presença de ácido ascórbico (glicose negativa)

Significado Clínico:

 Diabete mellitus
 Reabsorção tubular deficiente
 Lesões no sistema nervoso central
 Distúrbios da tireóide
 Gravidez com possível diabetes mellitus latente
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Químico: Corpos Cetônicos

Corpos cetônicos:

 Engloba três produtos intermediários do metabolismo das gorduras:


• acetona (2%) , ácido acetoacético (20%) e ácido beta-hidroxibutírico
(78%).
 A presença de cetonúria indica deficiência no tratamento com insulina no
diabete mellitus, indicando à necessidade de regular a sua dosagem, e, provoca
o desequilíbrio eletrolítico, a desidratação e se não corrigida a acidose pode
levar ao coma.

Significado Clínico:

 Acidose diabética
 Controle da dosagem de insulina
 Carência alimentar
 Perda excessiva de carboidratos
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Químico: Nitrito

Nitrito:

 Detecta infecções do trato urinário.


 Decorrente da ação indireta de bactérias redutoras de nitrato a nitrito, que
normalmente não aparece na urina.
 O tratamento com antibiótico deve ser suspenso pelo menos 3 dias antes do
exame.

Significado Clínico:

 Cistite (infecção na bexiga)


 Pielonefrite (inflamação dos rins e da pelve renal)
 Avaliação da terapia com antibióticos
 Monitoração de pacientes com alto risco de infecção do trato urinário
 Seleção de amostras para cultura de urina
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Químico: Bilirrubina

Bilirrubina:

 A urina do adulto contém, cerca de 0,02mg de bilirrubina por decilitro.


 A bilirrubinúria está associada com um nível sérico de bilirrubina (conjugada)
elevado.
 O paciente também pode apresentar fezes acólicas (descoradas, pela ausência
de pigmentos derivados da bilirrubina).
 A urina geralmente é escura e pode apresentar uma espuma amarela.

Significado Clínico:
 Icterícia
 Hepatites
 Cirrose
 Obstrução biliar
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Químico: Bilirrubina

Urobilinogênio:
 Pigmento biliar resultante da degradação da hemoglobina.
 É produzido no intestino a partir da redução da bilirrubina pela ação das
bactérias intestinais.
 Normalmente, uma pequena quantidade chega aos rins, porque enquanto o
urobilinogênio circula no sangue, passa pelos rins, e é filtrado pelos glomérulos.
 A excreção normal de urobilinogênio é de 0,5 a 2,5mg ou unidades/24 horas.
 Teste de Erlich, reação positiva (coloração vermelha) com reagente p-
dimetilaminobenzaldeído.

Significado Clínico:
 Distúrbios hemolíticos
 Detecção precoce de doenças hepáticas
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Químico: Sangue

Sangue:
 O sangue pode estar na urina na forma de:
• hemácias íntegras (hematúria).
• hemoglobina livre produzida por distúrbios hemolíticos ou por lise de
hemácias no trato urinário.
 O exame microscópico do sedimento urinário, mostrará a presença de
hemácias íntegras, mas não de hemoglobina.

Significado Clínico:
 Hematúria: cálculos renais, glomerulonefrite, tumores, traumatismos,
pielonefrite, exposição a drogas.
 Hemoglobinúria: lise das hemácias no trato urinário, hemólise intravascular
(transfusões, anemia hemolítica, queimaduras graves, infecções).
 Mioglobinúria: traumatismo muscular, coma prolongada, convulsões,
doenças musculares.
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Químico: Leucócitos

Leucócitos:

 Esterase leucocitária (uma enzima encontrada em certos glóbulos


brancos) na urina pode ser detectada pela tira reagente.

Significado Clínico:

 Infecção no trato urinário.


URINÁLISE
EXAME MICROSCÓPICO
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico

Microscópico:

 Hemácias
 Leucócitos
 Muco
 Cristais
 Cilindros
 Bactérias
 Espermatozóides
 Trichomonas sp
 Outros
UNIDADE III: URINÁLISE

Método de Leitura

 Homogeneizar a amostra.
 Realizar leitura da fita reagente.
 Centrifugar 10mL de urina (1.500rpm – 5 min).
 Desprezar 9,0mL do líquido sobrenadante, ficar com 1,0mL (sedimento) – sempre 10%!!!
• 5mL  desprezar 4,5mL
• 1mL  desprezar 0,9mL
 Ressuspender o sedimento naquele 1,0mL de urina restante.
 Retirar pequena alíquota para exame microscópico (10-15uL).
• Multiplicar por 1.000 o número de células encontradas nos 16 quadrados de 1 quadrante.
• Multiplicar por 16 e depois por 1.000 o número de células encontradas em 1 quadrado de um quadrante.
• Caso realize a contagem total de células nos 4 quadrantes, multiplicar o número de elementos por 250.
 Valor encontrado indica o número de elementos em 1mL de urina.
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Células Epiteliais

Escamosas:
 Provenientes da uretra e vagina.
 Contaminação de secreções vaginais.

Uroteliais/Transição:
 São originárias da pelve renal, do cálice, do ureter e da bexiga.
 Aumentada em processos de cateterização e infecção urinária.

Tubulares:
 Originárias da descamação do epitélio dos túbulos renais.
 Indicativo de doença renal ativa ou lesão tubular.
 Infecções bacterianas.
 Pacientes com rejeição do rim transplantado.
 Neoplasias.
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Células Epiteliais

Resultado:

 Células epiteliais:
• Raras: até 3 por campo
• Algumas: até 10 por campo
• Numerosas: acima de 10 por campo
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Células Epiteliais

Células neoplásicas:

 Sugerir ao médico citologia oncótica caso visualize células neoplásicas

Células neoplásicas
Hemácias isomórficas

UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Hemácias

Hemácias isomórficas: normais  hematúria não glomerular Hemácias isomórficas


 Indicam muitas patologias, as principais são: fantasmas
• Infecções agudas
• Cálculos renais
• Reações tóxicas e imunológicas
• Distúrbios circulatórios (coagulopatias e hemoglobinopatias)
Devido à acidez

Hemácias dismórficas: protusões celulares


 Indicam sangramento glomerular Hemácias dismórficas
 Glomerulonefrites agudas ou crônicas
 Nefrite devido a lúpus
 Necessário análise de dismorfismo (campo escuro)
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Leucócitos

Significado Clínico:

 Infecções do trato urogenital


 Pielonefrite
 Glomerulonefrite
 Cistite
 Prostatite
 Uretrite
 Lúpus
 Tumores
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Muco

 O muco é um material protéico (mucina ou fibrina),


produzido por glândulas e células epiteliais do trato
urogenital.

 Na microscopia, aparecem estruturas filamentosas com baixo


índice de refração, exigindo observação em luz de baixa
intensidade.

 Não é considerado clinicamente significativo.

 Resultado: a quantificação de muco, é dada em cruzes (+, +


+, +++)
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cilindros hialinos

Origem:

Secreção tubular de proteína de Tamm-Horsfall que se


agrega as fibrilas

Significado Clínico:

 Glomerulonefrite
 Pielonefrite
 Doença renal crônica
 Insuficiência cardíaca congestiva
 Estresse e exercício físico
 Normal até 2 cilindros por mL
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cilindros hemáticos

Origem:

Hemácias emaranhadas ou ligadas à


matriz das proteínas de Tamm-Horsfall

Significativo Clínico:

 Glomerulonefrite
 Exercício físico intenso
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cilindros leucocitários

Origem:

Leucócitos emaranhados ou ligadas à


matriz das proteínas de Tamm-Horsfall

Significado Clínico:

 Pielonefrite
 Nefrite intersticial aguda
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cilindros de células epiteliais

Origem:

Células tubulares que permanecem na lesão de túbulo renal


ligadas às fibrilas da proteína de Tamm-Horsfall

Significado Clínico:

 Lesão de túbulo renal


UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cilindros granulosos

Origem:

 Material degenerado proveniente de


grânulos lisossomais das células
tubulares.
 Agregados proteicos.

Significado Clínico:

 Glomerulonefrite
 Pielonefrite
 Estresse e exercício físico
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cilindros céreos

Origem:

 Cilindros hialinos e granulares


 Se formam nos túbulos que se tornam
dilatados e atróficos.

Significado Clínico:

 Doença parenquimatosa crônica, com


necrose tubular.
 Estase do fluxo urinário
uano há uma dificuldade de esvaziamento da bexiga
Urina pH ácido (5,0 a 6,5):

 Ácido úrico
 Oxalato de cálcio
 Urato amorfo
Cristais Resultado:
pH ácido
 Expresso em cruzes, objetiva de 40 x.
• 1 a 2 por campo (+)
• 3 a 5 por campo (++)
• > 5 por campo (+++)
pH ácido: 5,0 a 6,5

UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cristais Ácido Úrico

 Precipitam em pH ácido
 Formas diversas

Hiperuricemia:

 Gota
 Litíase renal (pedras)
 Pacientes em Quimioterapia (doenças
mieloproliferativas)
pH ácido: 5,0 a 6,5

UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cristais de Oxalato de Cálcio

 Precipita-se em pH ácido
 Indivíduos saudáveis após ingestão exagerada de
chocolate, amendoins, tomate, espinafres, beterraba,
ruibarbo.
Significado clínico:
 Doentes com litíase renal (pedras)
 Hiperoxalúria primária
 Intoxicação por drogas (ex: polietilenoglicol, orlistat,
vitamina C)
pH ácido: 5,0 a 6,5
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cristais de Urato Amorfo

 Precipita-se em pH ácido
 Sedimento de cor rosa/vermelho
Significado clínico:
 Não indica problemas renais
 Pouca hidratação
 Dieta rica em proteínas
 Facilita a formação do cálculos renais
Urina pH alcalino (7,0 a 8,0):

 Fosfato triplo
 Fosfato amorfo
 Fosfato de cálcio
 Carbonato de cálcio
Cristais  Biurato de amônio

pH alcalino Resultado:

 Expresso em cruzes, objetiva de 40 x.


• 1 a 2 por campo (+)
• 3 a 5 por campo (++)
• > 5 por campo (+++)
pH alcalino: 7,0 a 8,0
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cristais de Fosfato Triplo

 Precipita-se em pH alcalino.
 Tem morfologia variada.

Significado Clínico:

 Estase renal
 Infecção por Proteus sp
 Cistite
 Hipertrofia da Próstata
pH alcalino: 7,0 a 8,0

UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cristais de Fosfato Amorfo

 Precipita-se em pH alcalino.
 Sedimento de cor esbranquiçada.
 Sem forma (grânulos).

Significado Clínico:

 Não indica problemas renais.


 Pouca hidratação.
 Favorece formação de cálculos renais.
pH alcalino: 7,0 a 8,0

UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cristais de Fosfato de Cálcio

 Precipita-se em pH alcalino.
 Forma de agulhas grossas.

Significado Clínico:

 Litíase renal (pedras).


 Hipercalciúria.
 Hiperoxalúria (aumento da excreção de oxalatos).
UNIDADE III: URINÁLISE
pH alcalino: 7,0 a 8,0
Exame Microscópico
Cristais de Carbonato de Cálcio

 Precipita-se em pH alcalino.

Significado Clínico:

 Desconhecido.
 Pode ser associado à ingestão de vegetais em grandes
quantidades.
pH alcalino: 7,0 a 8,0
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cristais de Biurato de Amônio

 Precipita-se em pH alcalino.

Significado Clínico:

 Comum nas infecções urinárias por bactérias produtoras


da enzima urease: Haemophilus sp, Staphylococcus sp,
Klebsiella sp, Serratia sp, Pseudomonas sp e
Staphylococcus sp
Urina pH (variável)

 Bilirrubina
 Cistina
 Colesterol
 Tirosina
Cristais  Leucina

Anormais Resultado:

 Expresso em cruzes, objetiva de 40 x.


• 1 a 2 por campo (+)
• 3 a 5 por campo (++)
• > 5 por campo (+++)
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cristais de Bilirrubina

Significado Clínico:

 Aumento dos níveis plasmáticos de


bilirrubina.
 Disturbios da função hepática ou biliar.
 Anemia hemolítica severa.
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cristais de Cistina

Significado Clínico:

 Ocorrem em pacientes com cistinúria: erro metabólico


congênito que impede a reabsorção de cistina.
 Indicam cálculo de cistina.
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cristais de Colesterol

Significado Clínico:

 Ocorrência muito rara.


 Indicativo de síndrome nefrótica
 Hipercolesterolemia
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Cristais de Tirosina e Leucina

 Muito raros.
Tirosina
Significado Clínico:

 Podem ser encontrados em pacientes com Leucina


doenças hepáticas graves ou doenças inatas do
metabolismo de tirosina e leucina.
 Espermatozóides
 Leveduras
 Bactérias
Outro  Trichomonas sp.
Elementos
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Espermatozóides

Significado Clínico:

 Ejaculação noturna: urina de homens em idade


<50 anos, não relatar no laudo.
 Relações sexuais: urina de mulher, não relatar no
laudo.
 Indicativo de problemas na próstata: em
pacientes com idade superior a 50 anos, relatar
no laudo.

Resultado:

 Expresso em cruzes, objetiva de 40 x.


• 1 a 2 por campo (+)
• 3 a 5 por campo (++)
• > 5 por campo (+++)
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Leveduras

Significado Clínico:

 Célula de leveduras, Candida sp, pode ser observada


na urina de pacientes com diabetes mellitus e, em
mulheres com candidíase vaginal.

Resultado:

 Expresso em cruzes, objetiva de 40 x.


• 1 a 2 por campo (+)
• 3 a 5 por campo (++)
• > 5 por campo (+++)
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Bactérias

Significado Clínico:

 Infecção urinária

Resultado:

 Expresso em cruzes, objetiva de 40 x.


• 1 a 2 por campo (+)
• 3 a 5 por campo (++)
• > 5 por campo (+++)
UNIDADE III: URINÁLISE

Exame Microscópico
Trichomonas vaginalis

Relação sexual (IST).


Protozoário flagelado com movimentação rápida.
Infecção na vagina, uretra, bexiga e próstata.
Corrimento vaginal amarelo-esverdeado.
Prurido (coceira).
Dispareunia (dor durante o ato sexual).
Risco para infertilidade e câncer do colo do útero.

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