SEMINÁRIO
EvoluçãoBALÍSTICA E ARMAS
Tecnológica deDEArmas
FOGO de Fogo
Mindelo, 2022
Evolução Tecnológica do Armamento
AGENDA:
• 1. Idade Média (Desde a queda do Império Romano do Ocidente à tomada de
Constantinopla pelos Turcos Otomanos em 1453).
• 2. Idade Moderna (Desde a tomada de Constantinopla até à Revolução
Francesa em 1789).
• 3. Idade Contemporânea(Desde a Revolução Francesa até aos nossos dias).
Idade Média
Pólvora Negra
ORIGEM INDETERMINADA
• BIZÂNCIO - “FOGO GREGO” (Séc VII);
• MARCUS GRAECUS (Séc IX);
• CHINA - FOGO de ARTIFÍCIO (Séc XII);
• ÁRABES (ca 1250);
• ROGER BACON (ca 1257)
• BERTOLD SCHWARTZ (ca 1313)
Meersburgo, Alemanha
Aparecimento da arma de fogo (1334)
Armas de Projeção de Fogo (XIV)
Cavilheta
BOMBARDA
COLUBRINA
Cunha
Armas de Projeção de Fogo (XIV)
Caçoleta Escorva
Ouvido
Projétil
Cavilheta
Carga
ALABARDEIRO – Equipado
ARCABUZEIRO – Equipado com arcabuz;
Formações de Infantaria
ALABARDEIRO – Equipado
PRIMEIRAS ARMAS PROJEÇÃO DE FOGO
Principais Caraterísticas
• Armas de Carregamento pela boca ou de antecarga;
• Alma lisa;
• Bala esférica com dimensão inferior à alma do cano originando o fenómeno vento;
• Pouca justeza no tiro; PROJÉTIL
ALMA LISA
PÓLVORA
VENTO
PRIMEIRAS ARMAS PROJEÇÃO DE FOGO
As armas continuavam a ser carregadas pela boca sendo chamadas de
antecarga.
Em 1520, Augustin Kotter, um armeiro de Nuremberga constrói uma arma com ESTRIAS
HELICOIDAIS que imprimindo ao projétil um movimento de rotação em torno do seu
eixo, proporcionava um maior alcance, maior penetração e maior JUSTEZA (precisão e
regulação).
Sendo os projéteis de calibre inferior ao do cano, tornava-se necessário, bater-lhes
repetidas vezes com a vareta, para que entrassem nas estrias. Para evitar a sua
deformação e facilitar a sua introdução, protegiam-se com sarja, couro. A este projétil
deu-se o nome de Calepim.
A. Cápsula
B. Fulminante
C. Canal da Chaminé
D. Chaminé
E. Borracha
F. Ouvido
G. Porta Chaminé
H. Carga
I. Projétil
L. Cano
Muitos eventos bélicos marcam a Idade Contemporânea, com enormes reflexos na evolução das
armas de fogo:
Muitos eventos bélicos marcam a Idade Contemporânea, com enormes reflexos na
evolução das armas de fogo:
1796-1815 – CAMPANHAS NAPOLEÓNICAS
1828-1829, 1877-1878 – GUERRAS TURCO-RUSSAS
1853-1956 – GUERRA DA CRIMEIA (FRANÇA, INGLATERRA, TURQUIA E RÚSSIA)
1859 – GUERRA FRANCO-AUSTRÍACA
1861-1865 – GUERRA DA SECESSÃO DOS EUA
1860-1864 – GUERRA AUSTRO-PRUSSIANA
1870 –1871 – GUERRA FRANCO-PRUSSIANA
1878-1880 – 2ª GUERRA ANGLO-AFEGÃ
ARMAS DE ANTECARGA COM CANOS ESTRIADOS
Vantagens
Esp Baker 15.9 mm M1800 (GBR)
Muito mais justas
Permitiam maiores alcances
Desvantagem
Carregamento difícil e moroso
Deformação do projétil esférico
Desgaste do Cano
Depreciação da Pólvora
TRAVAMENTO POR EXPANSÃO
1849 – Minié apresenta um projétil de calibre
inferior ao cano com cavidade tronco -cónica e
cápsula . Os gases empurram a cápsula forçando o
alargamento da bala contra as estrias
Em 1836, Samuel Colt patenteia o
revolver Colt Paterson .28, com
um fecho de percussão de sua
autoria e carregamento anterior
A generalização dos revólveres de repetição e a sua produção industrial
Espingarda- Revólver
Colt 1850
Em 1851 generaliza-se a utilização do cartucho
metálico de percussão lateral, inventado anos antes
por Casimir Lefaucheux (1836), e melhorado por
Charles Houllier (1846), para uso nos revólveres
Em 1860 generaliza -se a arma de RETROCARGA com cartucho
de invólucro combustível
Com 4 estrias no sentido Dextrorsum
Calibre – 15,53 mm
Carga – 4,85 g
Alcance Máx. – 600 m
Vo – 307 m/s Projétil
Cápsula fulminante
Taco madeira Carga propulsora
Esp CHASSEPOT M/1866
Com 4 estrias no sentido Dextrorsum
Calibre – 11 mm
Carga – 5,5 g Alcance
Máx. – 1200 m
Vo – 420 m/s (SUPERIOR VELOCIDADE SOM)
As primeiras espingardas de retrocarga experimentadas na insurreição da
Saxónia (1848), na guerra austro-prussiana (1850) e na guerra da Secessão
dos EUA (1861-65) revelaram:
Enorme superioridade no carregamento e inerente velocidade prática de tiro
Dificuldade na adequada obturação, que reduzia a força de impulsão dos
projéteis e sujeitava o atirador a acidentes e queimaduras
Para solucionar este problema desenvolveram-se vários processos de garantir a
obturação
Com a adoção das armas de retrocarga e do cartucho completo, o
carregamento foi simplificado, resumindo-se a três tempos:
Abrir culatra
Introduzir o cartucho na câmara
Fechar a culatra
Em 1860 dá-se o aparecimento das armas de repetição com depósito na arma
Carabinas de repetição
Spencer e Winchester
Spencer 1860
Winchester 1866
Henry 1860
Em 1862, Richard Gatling patenteia uma metralhadora de 6 canos rotativos
por ação de uma manivela, com cadências da ordem dos 200 t.p.m.
Em 1866 surgem os cartuchos metálicos completos Boxer e Berdan de
percussão central
Em 1870 generalizou-se o uso do cartucho completo metálico, das
armas de retrocarga e das armas de repetição.
Em 1883 a Metralhadora Maxim é a primeira
arma a resolver o problema balístico do
automatismo.
Em 1884 Maxim desenvolve igualmente uma
espingarda semi-automática, a partir de uma
espingarda de repetição Winchester
alterada.
Em 1892, o austríaco Josef Laumann patenteou a pistola que mais tarde conhecida por
Schönberger-Laumann e produzida pela fábrica Steyr. Em 1893, Hugo Borchardt, na
Alemanha, patenteou a C-93, baseada no sistema de alavancas articuladas da metralhadora
Maxim. Eram as primeiras pistolas semiautomáticas de produção industrial.
Pist Borchardt C-93
Pist Schönberger-Laumann 7,65 mm M1893 (GER)
8 mm M1892 (AUT)
A partir de 1900 começa o grande desenvolvimento das armas automáticas e
semiautomáticas.
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