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Arte e Indústria Cultural no Capitalismo

O documento discute como a indústria cultural transformou a arte em mercadoria sujeita às leis da oferta e procura, comprometendo seu valor crítico. A indústria cultural busca a manipulação cultural para formar opiniões e condicionar mentes ao consumo, em vez da promoção do conhecimento. A sociedade do espetáculo tornou a imagem determinante para a existência humana.

Enviado por

Giovanna Oli
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Arte e Indústria Cultural no Capitalismo

O documento discute como a indústria cultural transformou a arte em mercadoria sujeita às leis da oferta e procura, comprometendo seu valor crítico. A indústria cultural busca a manipulação cultural para formar opiniões e condicionar mentes ao consumo, em vez da promoção do conhecimento. A sociedade do espetáculo tornou a imagem determinante para a existência humana.

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Indústria Cultural

e Arte
História e Arte II
A arte esteve, e ainda está sempre
ligada a sensibilidade, imaginação e
inspiração do artista na busca do
belo. Expressões de emoções e
desejos, e hoje no séc. XXI, a arte
se faz presente interpretando e
fazendo criticas a realidade social.
Com a Indústria Cultural, a arte
passou a ser mercadoria e
estaria assim sujeita às leis da
oferta e da procura, se antes ela
estava ligada a contemplação,
hoje ela está ligada mais ao
lucro. Desta forma ela perde a
sua áurea inicial. A Arte Erudita e
a Arte Popular seriam apagadas
pelo capitalismo.
O capitalismo que visa o lucro incessante estaria comprometendo o valor crítico
das formas artísticas e acabando com a capacidade crítica do público ao impedir a
sua participação intelectual na análise da obra. Todos buscariam o já conhecido e
experimentado e deixariam de lado a crítica à sociedade, impedindo a formação de
indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e decidir
conscientemente.

A indústria cultural não busca a promoção do conhecimento, mas sim a


manipulação cultural e política, a formação de opinião e o condicionamento de
mentes, enfatizando tudo como necessidade de consumo. A cultura passa a ser
mais um instrumento do capitalismo e se põe fim a autonomia dos indivíduos com
a manipulação de massas.
Tarsila do Amaral, Portinari e Leminski estampam objetos na Paralela Gift

Leia mais em:


[Link]
-paralela-gift/
O pop art é um movimento artístico que
surgiu na década de 50, na Grã-Bretanha
e Estados unidos da América, um dos
seus percursores foi Andy Warhol. O pop
art é em si, um tipo de arte que utiliza
figuras e ícones populares nos temas das
suas figuras. A razão crítica e irônica da
sociedade capitalista. Irônica, pois a
sociedade capitalista apoderou-se desta
forma de arte. Ela operava com jogos de
cores, materiais, e produtos intensos,
reproduzindo objetos do cotidiano.
Transforma-os desta forma, em arte.
Segundo Kant (1724-1804): De direito, somente a produção por liberdade, isto é, por
um arbítrio, que toma como fundamento de suas ações a razão, deveria denominar-se
arte (1974: 337). A arte deve ser, pois, um fazer artístico em que estão presentes,
como condição sine qua non (indispensável), a racionalidade, acompanhada da
liberdade e da intencionalidade, ou seja, a intenção do fazer artístico, a criação em
função de uma finalidade estética – e não industrial.

Para Hegel (1770-1831), a arte liga-se ao lúdico, isto é, há, na poética, uma espécie
de jogo estético, algo (obra) capaz de provocar o prazer do espírito (espectador). Isso
significa que a arte consiste tanto na atividade criadora (autor) quanto na atividade
contemplativa do espectador – daí a intencionalidade presente na obra,
intencionalidade considerada sob o aspecto fenomenológico, isto é, o ser-para entre
criador e público.
Adorno cita uma pesquisa de opinião pública americana que diz que “as
dificuldades de nossa época deixariam de existir se as pessoas se decidissem
simplesmente a fazer tudo aquilo que personalidades eminentes sugerem”.

A indústria cultural aparece também na mídia e realmente realiza uma comunicação


unilateral. Tal como coloca Baudrillard, “a TV é, pela própria presença, o controle
social em casa de cada um” (Baudrillard). A TV apresenta mensagens elaboradas
por uma elite de especialistas que estão, quer queira ou não, a serviço da classe
dominante. Também é verdade que os seus telespectadores não enviam uma
mensagem (ou contra-mensagem) de volta. Isto vale para a maioria dos meios de
comunicação de massas.
Cada produto anunciado não é apenas uma coisa material, ele é envolvido de carga
emocional, a indústria cultural tem como função promover necessidades constantes,
novas formas de apresentação, porém baseando nos velhos esquemas” (GARÇÃO,
apud ADORNO). O que a mídia, tenta vender é a felicidade através do consumo.
Porém para Marcuse (1979), a felicidade é incompatível com o modo de vida
capitalista, o pensamento otimista paralisa, porque não nega a realidade, mantêm-se
preso a uma ilusão. Mas, esta ilusão precisa ser mantida, os sujeitos precisam
acreditar na realização individual, precisam acreditar que têm controle sobre a sua
vida, que possuem liberdade de escolha, quando na verdade esta pretensa liberdade
é mais uma das categorias ideológicas, pois acreditando que têm poder de decisão,
os indivíduos não resistem ao controle imposto pelo sistema. Isto implica em que o
individuo precisa consumir para se constituir como sujeito.
Maria Rita Kehl (2004) fala sobre a chamada Sociedade do Espetáculo, nesta
sociedade o que se configura determinante para a existência do homem, é sua
imagem. Passado por um processo sócio histórico, o homem, com a invenção de
tantos recursos visuais se tornou um ser de aparências, no qual a visibilidade dá ao
indivíduo o certificado de que o mesmo existe, sendo este proporcionado pela
mídia.

Portanto, ser visto e reconhecido pelo outro, confere ao indivíduo status e


identidade, fazendo com que o mesmo deixe de ser meramente um anônimo, ou até
mesmo um ser invisível. O advento da televisão e do computador, juntamente com
as possibilidades que estes abriram, foi o marco preponderante para permitir ao
sujeito existir por meio da imagem.
Debord (1998) traduz bem a atual situação, segundo ele, a sociedade passou por
duas fases distintas: Na primeira para SER era preciso TER, e na segunda que se
trata da contemporaneidade, é a sociedade do espetáculo, em que é preciso TER
para PARECER, e isso nada mais é do que uma forma de dominação da economia
capitalista.

Contudo, a dominação pelo aspecto econômico já está consolidada e por isso, tem-
se agora a dominação pela imagem, onde a mídia nada mais é do que a soma dos
poderes políticos e econômicos. É a mídia ordenando o que se precisa ter e
consumir e ao mesmo tempo, organizando o tempo e lazer das pessoas.
Referências
Barbosa, Mariana Ribeiro Lucas, 2016. A arte na
indústria cultural: Imagens
[Link]
Wahooart: [Link]
s/338567060/a-arte-na-industria-cultural
Meisterdrucke: [Link]
Google Imagens

Common questions

Com tecnologia de IA

Pop Art illustrates the irony of capitalist society by adopting commercial images and everyday objects to critique consumer culture, yet itself becoming a commodity. Artists like Andy Warhol used popular icons to reflect society's obsession with consumer goods, turning mundane objects into art to highlight the paradox of art as a critique of capitalism that is simultaneously consumed as a part of it. Thus, Pop Art becomes both a critique and a product of the very system it aims to question .

Media creates perceived needs in capitalist society by promoting constant consumerism through emotional narratives and continual reinforcement of material desires. By associating products with happiness and success, media induces desires for goods and experiences deemed necessary for social acceptance, often divorced from true needs. This manipulation ensures perpetual consumption, sustaining economic growth at the expense of authentic personal fulfillment and reinforcing systemic control over individual aspirations .

The cultural industry impacts individual autonomy by prioritizing consumption over critical engagement, thereby manipulating cultural and political opinions. This manipulation is achieved by transforming all cultural expressions into commodities subject to market forces, which diminishes the public's ability to critically analyze artworks and develop autonomous judgment. As a result, the public tends to favor familiar and non-challenging artistic expressions, limiting their independent critical capacities and reinforcing social conformity .

The 'Society of the Spectacle,' as described by Debord, suggests that in contemporary media, identity is primarily constructed through visual representation rather than substance. Media offers platforms where being visible equates to existence, providing status and identity through appearances. This visual domination consolidates economic and political controls by manipulating perceptions of self-worth and status, as individuals align their identities with consumable media images to attain recognition and value .

The concept of 'appearance' in the Society of the Spectacle challenges traditional notions of identity by prioritizing external visibility over internal substance. It suggests that identity is constructed and validated through public recognition and media representation, which undermines traditional self-identity formed by personal values and introspection. This shift reflects an adaptation to a reality where image supersedes essence, altering the basis of identity from intrinsic to extrinsic factors .

The notion that art's purpose is aesthetic rather than industrial is underpinned by philosophies like those of Kant and Hegel. Kant posits that true art arises from freedom and rationality, driven by aesthetic intentions rather than commercial objectives. Hegel complements this by linking art to a playful, contemplative activity that engages both creator and audience in a shared aesthetic experience. Both views emphasize art's role in elevating human spirit beyond economic considerations .

Marcuse argues that true happiness is incompatible with capitalist society as it relies on false needs fostered by consumer culture. Capitalism perpetuates the illusion of personal freedom and choice, tricking individuals into believing they have control, when in reality, their desires are shaped by systemic demands. This optimism obscures genuine dissatisfaction with reality, as individuals become embroiled in a cycle of consumption that falsely equates material acquisition with happiness .

The cultural industry impacts the perception of art as a critical medium by commodifying it, reducing its potential for social critique. As art becomes a product subjected to market demands, its role is diminished from being a source of critical reflection to a tool for consumption, thus losing its critical edge. This commodification restricts engagement with art as a transformative experience, limiting its capacity to challenge social norms and provoke intellectual discourse .

The cultural industry does not promote knowledge because it focuses on cultural manipulation and consumption rather than critical engagement. By framing art and culture as commodities, it emphasizes passive consumption over intellectual participation, ensuring that the primary goal is profit generation rather than the dissemination of knowledge. This results in a diminished role of art in fostering critical thinking and societal critique, aligning more with capitalist interests .

Media acts as a form of economic and political control by dictating consumption patterns and shaping public opinions to align with dominant power structures. It presents a unidirectional flow of information tailored by elites, ensuring the masses receive content that reinforces existing power dynamics. This, combined with the promotion of predetermined cultural narratives, consolidates the control over individuals by reinforcing societal norms and consumer habits, effectively regulating both individual perceptions and societal structure .

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