LIÇÃO 01
QUANDO A FAMÍLIA
AGE POR CONTA
PRÓPRIA
Texto Áureo
“
“[...] Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e
chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o
meu concerto [...].”
(Gn 17.19)
2
Verdade Prática
“
Quando o ser humano se precipita a respeito dos
planos de Deus, as consequências dessa ação são
inevitáveis.
3
Texto Bíblico Gênesis 12.1-3; 16.1-5
Gênesis 12
1 – Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da
casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.
2 – E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome,
e tu serás uma benção.
3 – E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te
amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
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Texto Bíblico Gênesis 12.1-3; 16.1-5
Gênesis 16
1 - Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe gerava filhos, e ele tinha uma serva
egípcia, cujo nome era Agar.
2 – E disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de gerar; entra,
pois, à minha serva; porventura, terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de
Sarai.
3 – Assim, tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a
por mulher a Abrão, seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na
terra de Canaã.
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Texto Bíblico Gênesis 12.1-3; 16.1-5
Gênesis 16
4 – E ele entrou a Agar, e ela concebeu; e, vendo ela que concebera, foi sua
senhora desprezada aos seus olhos.
5 – Então, disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti. Minha serva pus eu e, teu
regaço; vendo ela, agora, que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos. O Senhor
julgue entre mim e ti.
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INTRODUÇÃO
Ao longo deste trimestre, estudaremos assuntos relacionados à família. Nesta
oportunidade, especificamente, ponderamos que, diferentemente de outros
trimestres, os assuntos referem-se aos problemas do cotidiano familiar. Veremos
o que a Palavra de Deus tem a nos ensinar quanto a problemas de comunicação
conjugal, ciúmes, rebeldia, porfias, mentira, mágoas e educação de filhos, dentre
outros assuntos.
Nesta lição, em especial, focaremos nas atitudes precipitadas de Sarai e Abrão,
ao decidirem não esperar o cumprimento da promessa de Deus e agirem por
conta própria, “ajudando-O” no cumprimento da promessa. Veremos as
consequências de quando deixamos de ouvir a voz de do Senhor para “ouvir” a
voz de um coração enganoso.
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1.
DEUS FAZ PROMESSAS A
ABRÃO
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1. O encontro de Deus com Abrão
Abrão vinha de uma jornada de conquistas e vitórias pessoais desde que saiu de
Ur dos Caldeus e, depois, de Harã (Gn 11.31; 12.1-4). Entretanto, o casal Abrão
e Sarai não tinha filhos.
No capítulo 12 de Gênesis, o patriarca tinha 75 anos de idade quando Deus lhe
prometeu uma grande descendência (Gn 12.4).
No capítulo 15, o Senhor lhe faz uma promessa específica de um herdeiro. E,
finalmente, quando Isaque, o filho da promessa, nasceu, o patriarca tinha 100
anos (Gn 21.5).
Assim, podemos dizer que Abraão esperou por 25 anos pelo cumprimento da
promessa divina.
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2. A dúvida diante da espera
Após a promessa de uma descendência (Gn 12), veio uma preocupação a
Abrão: “Senhor Jeová, que me hás de dar? Pois ando sem filhos, e o mordomo
da minha casa é o damasceno Eliézer” (Gn 15.2).
Esse questionamento revela que sua fé estava em crise. Abrão não conseguia
ver a realização do sonho do casal, uma vez que Sarai era estéril.
Não é diferente conosco também. Às vezes somos bloqueados por dúvidas que
nos impedem de, pela fé, enxergar a operação do sobrenatural.
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3. Deus garante a Abrão o cumprimento da promessa
Como vimos, Gênesis 15.4 traz a promessa de um filho. No versículo 7, o
Senhor diz: “Eu sou o Senhor” (Gn 15.7). De modo que Ele desfez a
preocupação do patriarca, especificando uma promessa: “Este não será o teu
herdeiro [Eliézer]; mas aquele que de ti será gerado, esse será o teu herdeiro
[Isaque]” (Gn 15.4).
Aqui, Deus está afirmando a Abrão que suas promessas têm base no próprio
caráter, pois Ele não é homem para mentir, nem filho do homem para se
arrepender; “porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o
confirmaria?” (Nm 23.19). Deus cumpre fielmente a sua Palavra (Sl 89.34).
Infelizmente, porém, Abrão vacilaria na fé e não transmitiria a Sarai confiança
na promessa (Gn 16.2,3).
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2.
INTERFERÊNCIA NO
PLANO DE DEUS
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1. A tentativa de Sarai em “ajudar” a Deus
Pelo processo natural, Sarai não podia gerar filhos por causa de sua esterilidade
e, naquele contexto, ela estava ainda com a idade avançada.
Por isso, Sarai persuadiu Abrão de que a melhor forma de ele ter um herdeiro
seria tomar a serva egípcia Agar e com ela conceber um filho (Gn 16.2).
Naquele tempo era permitido fazer isso para que um homem tivesse um
herdeiro. Essa tentativa de “ajudar a Deus” no cumprimento da promessa de um
filho foi uma atitude precipitada de Abrão.
Na vida conjugal, é importante que o casal crente consulte a Deus em tudo.
Nesse sentido, Abrão deveria convencer sua mulher a esperar em Deus, pois
Ele cumpre a sua Palavra (1 Rs 8.56).
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2. Os dois vacilam na fé
No capítulo 15, Abrão é um homem de fé. Porém, no capítulo 16, a situação
muda completamente porque ele preferiu ouvir a voz de sua mulher, conforme
Gênesis 16.2: “E ouviu Abrão a voz de Sarai”.
A verdade é que, diante da reclamação de sua esposa, Abrão aquietou-se e
preferiu aceitar o argumento dela e não acreditar no milagre de ambos gerarem
um filho conforme a promessa.
Os dois deixaram a lógica da fé e se apegaram à lógica meramente humana.
Devemos cuidar para não interferir nos desígnios de Deus, pois isso pode
significar o desvio da vontade divina. Não podemos, por causa de uma decisão
precipitada, querer intervir no plano original divino.
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3. O problema da precipitação
Sarai abandonou e desprezou a confiança em Deus, preferindo resolver o
problema ao seu modo, além de induzir seu marido à mesma atitude
equivocada e incrédula.
Ao afastar-se da dependência de Deus, o casal não conseguiu evitar as
consequências desastrosas para sua vida (Gn 16.5-9). Agar engravidou e teve o
filho que Abraão sonhava ter, mas provocou o conflito familiar histórico entre
Abrão e Sarai, entre Sarai e Agar e, posteriormente, entre os filhos de ambas,
Ismael e Isaque.
Muitos conflitos são gerados nos lares por causa de atitudes precipitadas da
parte dos cônjuges. A consequência dessa precipitação de Abrão permanece até
hoje, com as sementes de Ismael e Isaque, ou seja, judeus e árabes.
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3.
AS CONSEQUÊNCIAS DE
UMA DECISÃO
PRECIPITADA 16
1. O conflito na família de Abrão
A precipitação do casal acabou criando o conflito entre Abrão e Sarai,
provocado pela nova situação a que se submeteu Agar.
Discórdia e desarmonia suscitaram uma situação insustentável dentro desse lar.
Agar, sentindo-se privilegiada dentro da casa de Abrão, visto que ele estava
dando atenções especiais para com ela por causa do seu filho em seu ventre,
provocou ciúmes em Sarai.
Esta, então, começou a hostilizar sua serva (Gn 16.4-6). Essa situação ficou
bem difícil dentro da casa do patriarca.
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2. A fraqueza de Abrão
Depois de toda a experiência com Deus e de ouvir as suas promessas divinas
para a vida pessoal e familiar, Abrão optou pela fraqueza e carnalidade.
Não teve firmeza para persuadir Sarai, diante do conselho de ter esse filho com
Agar, a confiar em Deus e em suas promessas (Gn 16.6).
Essa história nos ensina que não podemos apenas olhar para as soluções
humanas.
Há momentos em nossa vida que só a mão de Deus pode operar. Tenhamos
sensibilidade espiritual para discernir o que está sob nossa responsabilidade e o
que só depende única e exclusivamente de Deus (cf. Êx 14.15-18).
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3. Uma opinião equivocada acerca de Deus
Quando Sarai diz a Abrão que “o Senhor me tem impedido de gerar” parecia
estar afirmando que Deus havia falhado com ela para gerar filhos (Gn 16.2).
Ela afastou-se do lugar de absoluta dependência de Deus e preferiu decidir por
si mesma, usando Agar como meio para o cumprimento da divina promessa.
Seu coração carnal fez com que ela desprezasse a fé. Nesse sentido, a fraqueza
de Abrão não foi tanto a de não agir sabiamente com Sarai quanto a convencê-
la a acreditar no milagre de Deus em sua vida. Sua esposa precisava de uma
experiência com Deus capaz de dar-lhe o conhecimento suficiente para
entender que seu marido tinha razão no que dizia.
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3. Uma opinião equivocada acerca de Deus
Portanto, é preciso atentar para uma preciosa lição: os homens de Deus têm um
papel de mentores espirituais em suas casas e, por isso, não podem deixar de
governá-la com sabedoria (cf. 1 Tm 3.5,6).
(porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de
Deus?); 1 Timóteo 3:5
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CONCLUSÃO
Esta lição nos ensina a respeito das promessas de Deus para a vida do crente.
Entretanto, ela alerta para o perigo de nos precipitarmos com interferências no
cumprimento dessas promessas.
Vimos que esse tipo de atitude trouxe consequências graves para a família de
Abrão.
Que Deus nos livre de tentarmos interferir em seus planos, pois sabemos que sua
vontade é boa, agradável e perfeita (Rm 12.2).
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Próxima Lição:
02 – A PREDILEÇÃO
DOS PAIS POR UM
DOS FILHOS