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Classificação de Lesões por Pressão

1) O documento discute diferentes tipos de feridas como lesão por pressão, úlcera venosa, úlcera arterial, pé diabético e queimadura. 2) Ele fornece detalhes sobre causas, sinais e sintomas, avaliação de risco, prevenção e cuidados de enfermagem para cada tipo de ferida. 3) Recomendações específicas são fornecidas para prevenir lesões por pressão em pacientes acamados ou cadeirantes e ulceras venosas em pacientes com insuficiência

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Suellen Holanda
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Classificação de Lesões por Pressão

1) O documento discute diferentes tipos de feridas como lesão por pressão, úlcera venosa, úlcera arterial, pé diabético e queimadura. 2) Ele fornece detalhes sobre causas, sinais e sintomas, avaliação de risco, prevenção e cuidados de enfermagem para cada tipo de ferida. 3) Recomendações específicas são fornecidas para prevenir lesões por pressão em pacientes acamados ou cadeirantes e ulceras venosas em pacientes com insuficiência

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FACULDADE ESTÁCIO

CAMPUS POLO PARANGABA - CEARÁ - FORTALEZA


SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA – ENFERMAGEM
TURNO NOITE

TIPOS DE FERIDAS

Prof. Thiago Meneses Araújo Leite Sales

2023
LESÃO POR PRESSÃO

 Lesões localizadas na pele,


provocadas pela interrupção do
fornecimento de sangue para a área,
consequentes da pressão,
cisalhamento, fricção ou combinação
desses três elementos.

 As LPs são indicadores da qualidade


da assistência prestada, assim devem
ser uma preocupação constante das
politicas públicas de saúde, pois
elevam os custos da assistência,
denigrem a imagem dos serviços e
dos profissionais que neles atuam.
LESÃO POR PRESSÃO
LESÃO POR PRESSÃO
Locais de maior incidência das LPs: região sacral, calcanhares, cotovelos, maléolos laterais, trocânter maior e
região isquiática.
LESÃO POR PRESSÃO
Prioridade no cuidado de acamados e cadeirantes, sendo imprescindível que se
PREVENÇÃO DAS LP avalie os fatores de risco para o desenvolvimento das mesmas, utilizando a escala
de Braden.
LESÃO POR PRESSÃO
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
 Inspecionar a pele uma vez ao dia com atenção
especial as proeminências ósseas;
 Orientar quanto ao banho e higiene intima;
 Evitar usos de agua quente;
 Utilizar agentes de limpeza suave;
 Evitar fricção da pele durante o banho e mudança de
decúbito;
 Evitar massagear proeminências ósseas;
 Manter a pele livre de urina, fezes e suor;
 Realizar mudança de decúbito.
 Reposicionar o paciente a cada meia hora quando
sentado em cadeiras ou cadeiras de rodas;
 Envolver a família /cuidador na prevenção e
tratamento da ferida;
 Orientar uso de lençol móvel para reposicionar o
paciente;
 Em decúbito lateral, não posicionar diretamente
sobre o trocânter, apoiando no glúteo;
 Em cadeiras de roda utilizar almofadas de espuma
no assento;
 De acordo com a escala de Braden, se score de 16 a
11 pontos, garantir avaliação frequente da equipe de
enfermagem.
LESÃO POR PRESSÃO
As LPs podem aparecer também em áreas de tecidos moles, onde não apresentam proeminências ósseas.
Devido a relação intensidade e duração da pressão, precisamos ter cuidado nas fixações dos dispositivos
médicos
ÚLCERA VENOSA (UV)

 A UV é decorrente da insuficiência venosa


crônica por varizes primarias, sequela de
trombose profunda, anomalias valvulares
venosas ou outras causas que interferem no
retorno do sangue venoso.

 Região do maléolo e terço distal da perna; em


geral de progressão lenta, bordas infiltradas,
fundo com fibrina e, quase sempre
acompanhada de infecção secundária

 As alterações mais frequentes encontradas nos


membros inferiores com insuficiência venosa
são: veias varicosas, edema, celulite, erisipela,
hiperpigmentação, dermatite venosa
lipodermatoesclerose e coroa flebectasica.
ÚLCERA VENOSA (UV)

AVALIAÇÃO DE RISCO

PALPAÇÃO DE PULSOS POPLÍTEO, TIBIAL POSTERIOR E PEDIOSO:


A ausência não deve ser avaliada como indicativo de comprometimento arterial. Deve ser avaliado em conjunto
aos demais indicativos.

DIGITO-COMPRESSÃO OU PERFUSÃO PERIFÉRICA:


Exercer compressão por 3 segundos na cabeça do metatarso e na polpa plantar observando
retorno da coloração normal.

ÍNDICE TORNOZELO-BRAÇO (ITB):


Teste indicado para classificação do risco cardiovascular, apesar de não determinar localização da obstrução, para detecção
precoce de doença arterial oclusiva dos membros inferiores (DAOMI).
ÚLCERA VENOSA (UV)

PREVENÇÃO TRATAMENTO

 Manter repouso e a  Repouso relativo: a cada 2 horas, repouso


elevação dos membros com pernas elevadas de 15 a 20 minutos.
inferiores;
 Elevação de 15 a 20 cm dos pés da cama.
 Usar meias de
compressão;  Fisioterapia.

 Exercícios físicos;  Caminhar entre o tempo de cada repouso.

 Reduzir o peso corporal;  A compressão é a terapia utilizada para


diminuir a dor, controlar o refluxo, melhorar
 Realizar avaliação clínica a hemodinâmica venosa e reduzir o
periódica. edema. Dois tipos são indicados: inelástica
(Bota de Unna) e elástica (múltiplas
camadas).

 Cirúrgico: correção da insuficiência venosa


crônica – nível hospitalar.
ÚLCERA ARTERIAL (UA)
Ferida isquêmica ocasionada pela insuficiência arterial mais frequentemente relacionada à aterosclerose. O
sintoma mais encontrado é a claudicação intermitente e a dor severa.

 Caracteriza-se por palidez, ausência de estase, AVALIAÇÃO


retardo no retorno da cor após a elevação do
membro, pele atrófica, perda do pelo, diminuição • Busca de fatores de risco (tabagismo. DM, HAS,
ou ausência das pulsações das artérias do pé e hiperlipidêmicas, doença coronariana)
dor severa aumentada com a elevação das • Queda de pelos, unhas quebradiças;
pernas. • Claudicação;
• Dor em repouso;
• Impotência;
• Diminuição ou ausência de pulso;
• Palidez do pé;
• Cianose rubra;
• Pés frios;
• Atrofia muscular.
ÚLCERA ARTERIAL (UA)

TRATAMENTO

 Reduzir os fatores de risco;


 Não fumar;
 Controlar HAS/DM;
 Peso ideal;
 Melhorar circulação colateral;
 Exercício de “Buerger-Allen”;
 Caminhar atá limite de
tolerância;
 Evitar traumatismos;
 Manter membros abaixo do nível
do coração;
 Evitar bandagens apertadas;
ÚLCERA ARTERIAL (UA)

TRATAMENTO

Prevenção da úlcera arterial:


• Elevação da cabeceira da cama em 20 cm;
• Proteção contra trauma;
• Prevenir as atrofias musculares;
• Cuidado com as unhas;
• Tratar as micoses superficiais;
• Controlar a hipertensão arterial, diabetes
mellitus e as dislipidemias;
• Reduzir o uso de cafeína e tabaco.

O principal objetivo do tratamento de uma ulcera arterial e restabelecer o


fluxo arterial. Na ausência de sangue oxigenado, a ulcera não cicatriza
ÚLCERA VENOSA X ARTERIAL
PÉ DIABÉTICO
É uma ulceração e/ou destruição dos tecidos profundos que esta associada a anormalidades neurológicas e vários
graus de doença vascular periférica nos membros inferiores do usuário com diabetes mellitus.

MECANISMOS:
 Localização da ulcera diabética: superfície plantar
(ferida com margens iguais); hálux (ferida com leito
Perda da sensibilidade: o índice elevado do
profundo), cabeça do osso metatarso (seco ou
açúcar no sangue (hiperglicemia) pode afetar os
exsudato pouco a moderado), calcanhar (esxudato
nervos periféricos das pernas e pés, provocando à
pouco a moderado), ponta ou topo de artelho (tecido
diminuição ou perda da sensibilidade térmica,
de granulação friável, pálido, ou isquêmico).
táctil e dolorosa.

Doença vascular: a hiperglicemia também pode


causar um endurecimento e estreitamento das
artérias e consequentemente uma redução do
fluxo sanguíneo para os membros inferiores.
PÉ DIABÉTICO
PÉ DIABÉTICO

Deve incluir o histórico do paciente, fatores de risco, diagnostico precoce


PREVENÇÃO: de neuropatia periférica através de testes específicos e de sinais físicos.
PÉ DIABÉTICO

TESTE DE SENSIBILIDADE:
PÉ DIABÉTICO
PÉ DIABÉTICO

TRATAMENTO:
PÉ DIABÉTICO

CUIDADOS DE ENFERMAGEM
PÉ DIABÉTICO

CUIDADOS DE ENFERMAGEM
QUEIMADURA
Queimadura e uma lesão causada por traumas de origem térmica, química, elétrica e radioativa.

Regra dos Nove de Wallace:

Critérios para atendimento na atenção básica:


• Queimaduras de 1° grau;
• Queimaduras de 2° grau com menos de 20% em adultos e
10% em crianças.

São consideradas áreas criticas:


• Face e seus elementos.
• Região cervical.
• Região anterior do tórax (as queimaduras nestas regiões
podem causar obstrução das vias respiratórias pelo edema).
• Região genital.
• Punhos, mãos e pés.
QUEIMADURA

CLASSIFICAÇÃO:
QUEIMADURA

PREVENÇÃO: Primeiros cuidados em domicílio:

• Retirar a pessoa da fonte de calor.


• Nos casos de queimaduras elétricas, desligar a
eletricidade.
• Aplicar grandes quantidades de agua em temperatura
ambiente na região afetada.
• Não tentar tirar as roupas, se as queimaduras forem
extensas.
• Colocar compressas molhadas nas áreas expostas.
• Não utilizar soluções como manteiga, óleo ou creme
dental.
• A dor pode ser aliviada aplicando toalhas molhadas
com soro fisiológico durante um período de 10 a 15
minutos.
• Para o controle da dor os analgésicos não opiaceos
(paracetamol) geralmente são efetivos para a redução
dos sintomas.
FERIDAS ONCOLÓGICAS
As feridas oncológicas são definidas como infiltração das células malignas nas estruturas da pele, incluindo vasos
sanguíneos e/ou linfáticos. Podem ser derivadas de tumor primário e/ou daqueles metásticos.

MAIS COMUM:

 Mama;
 Cabeça e pescoço;
 Rim;
 Pulmão;
 Ovário;
 Cólon;
 Pênis;
 Bexiga;
 Linfoma e leucemia.
FERIDAS ONCOLÓGICAS
FERIDAS ONCOLÓGICAS

AVALIAÇÃO:
FERIDAS ONCOLÓGICAS

AVALIAÇÃO:
FERIDAS ONCOLÓGICAS

AVALIAÇÃO:
FERIDAS TRAUMÁTICAS
É uma lesão tecidual, causada por um agente vulnerante (energia mecânica ou forca viva) que, atuando sobre
qualquer superfície corporal, de localização interna ou externa, promove uma alteração na fisiologia tissular.

 A energia elétrica, as variações de


temperatura, as substâncias acidas e
alcalinas, podem produzir lesões
traumáticas com graves repercussões
sobre o aspecto anatomo-funcional do
corpo humano.
FERIDAS TRAUMÁTICAS

CLASSIFICAÇÃO:
FERIDAS TRAUMÁTICAS
AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA FERIDA

CARACTERÍSTICA DO TECIDO:

Granulação Necrótico

Epitelização Fibrinoso
AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA FERIDA

CARACTERÍSTICA DO EXSUDATO: CARACTERÍSTICA DAS BORDAS: CARACTERÍSTICA DA REGIÃO


PERILESIONAL:
• Volume: ausente, pouco, • Aderida;
moderado e em grande • Descolada; • Normal (hidratada, cor e
quantidade. • Hiperemiada; temperatura normal);
• Macerada; • Desidratada ( seca, descamativa
• Tipo: seroso, seros- • Hiperqueratose; e pruriginosa );
sanguinolento, sanguinolento • solapamento. • Eczema;
e purulento. • Mancha ocre;
• Hiperpigmentada e escura;
• Odor: ausente, discreto, • Temperatura fria ou quente;
moderado e forte. • Hiperemia;
• Enduração;
• Flutuação, creptação e
escoriações;
• Edema.
AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA FERIDA
MENSURAÇÃO DA ÚLCERA:

Dimensões em centímetros
Comprimento – direção - da cabeça para os pés
Largura-direção - lado a lado
Profundidade – local mais profundo da ferida
Considere o uso de planimetria ou régua

Técnica de Mensuração da Área Lesada:

• Proceder a limpeza da ferida conforme técnica de soro em jato.


• Colocar parte interna do acetato (parte transparente da embalagem
das coberturas ou gaze) sobre a ferida.
• Desenhar o contorno da ferida com caneta para retroprojetor.
• Traçar uma linha na maior extensão vertical e maior extensão
horizontal formando um angulo de 90° entre as linhas.
• Anotar medidas das linhas em cm (no impresso de evolução) para
comparações posteriores.
• Multiplicar uma medida pela outra para obtenção de área em cm2.
AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA FERIDA

Ressalvas:

• Na presença de duas ou mais feridas, separadas por


pele integra de ate 2 cm, deve-se considerar como ferida
única, somar a área vertical de cada lesão e multiplicar
pela horizontal de maior diâmetro e calcular área.

• Durante o processo cicatricial com a formação de ilhas


de epitelização, que divide a ferida em varias, deve-se
considerar apenas como uma ferida, calcular área,
conforme descrito anteriormente.
AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA FERIDA
Técnica de Mensuração da Profundidade da ferida: Técnica de Mensuração do Solapamento da Ferida:

Solapamento e o descolamento do tecido subjacente da pele


• Limpar a ferida; integra devido a destruição tecidual.

• Introduzir uma espátula estéril ou seringa de insulina • Introduzir sonda uretral na ferida;
estéril, sem agulha, sonda uretral no 6 ou 8 ou dedo • Fazer varredura da área no sentido horário.
enluvado no ponto mais profundo da ferida.
• Identificar o ponto de maior descolamento tecidual (direção em
• Marcar no instrumento o ponto mais próximo da horas). A referencia de 12 horas devera esta no sentido cefálico.
borda.
• Marcar na sonda o ponto mais próximo da borda.
• Medir com uma régua o segmento marcado e anotar
• Medir na régua o segmento marcado.
resultados em cm para comparação posterior.
• Registrar na ficha o tamanho (cm) e direção (H) na medida feita
• Deve-se respeitar o orifício no qual se realiza a para comparação posterior.
medição e ter o cuidado para não amplia-lo durante o
procedimento.
AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA FERIDA
COMPROMETIMENTO DA ESTRUTURA:
ESTRUTURAS ANATÔMICAS:
• Espessura parcial – limitada a epiderme ou
• Musculo, tendão, vasos porção superior da derme.
sanguíneos, ossos, cavidade e • Espessura total – Estende-se além da pele,
órgãos. para dentro do tecido subcutâneo, músculo ou
tecido ósseo.

TEMPO:

• Aguda: geralmente são feridas traumáticas, ha ruptura da


vascularização e desencadeamento do processo de
hemostasia. Ex.: cortes, escoriações, queimaduras e
outros.

• Cronica: descritas como de longa duração ou recorrência


frequente, ocorre um desvio na sequencia do processo
cicatricial fisiológico. Ex.: ulceras venosas.
AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA FERIDA
PRESENÇA DE MICROORGANISMO:
• Contaminação - Presença transitória de germes
na superfície da ferida sem que proliferem.
• Colonização - Presença de bactérias em fase de
replicação, as bactérias replicantes colonizam e
contaminam todas as feridas crônicas
• Colonização crítica - Presença de
microorganismo em fase de replicação, os quais
iniciam um processo de dano tecidual local sem
sinais de infecção.
• Infecção - As bactérias invadem os tecidos
multiplicando-se e causando uma reação no
hospedeiro, retardando o processo de cicatrização.
• Biofilme - Ecossistema microbiano formado no
leito da ferida e que não significa mais que uma
estratégia de defesa comum dos germes
colonizadores, os quais interagem e se comunicam
entre si, e que podem progredir ate infeccionar a
ferida.
AVALIAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA FERIDA

AVALIAÇÃO DA DOR:

O controle da dor deve ser considerado como elemento


primordial no tratamento de feridas, pois interfere
diretamente na adesão ao tratamento.

Atualmente a preocupação com o controle e prevenção


da dor tem crescido, uma vez que diversas escalas de
avaliação estão sendo aplicadas e coberturas
atraumáticas foram criadas.

Deve- se, assim, avaliar a intensidade e qualidade da dor


a cada procedimento realizado, com a preocupação de
alivio para a queixa do usuário.

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