IV FORMAÇÃO LP
4º E 5º ANO
Professora Formadora
Raquel Alves
CREDE 18
10 de Outubro 2022
AGENDA
Acolhimento;
Aconchego literário: Bichos Autor: Francisco Gilson
Blitz dos resultados;
Retomada das Aprendizagens;
Conversando sobre avaliação;
Construção de novas práticas e evidências de aprendizagens;
Planejamento da formação municipal;
Encerramento.
Blitz dos Resultados
Painel interativo (momento de escuta de
forma dinâmica).
Retomada do Percurso Formativo
1. Priorização Curricular
1. Como surgiu o Plano Curricular Prioritário (PCP)?
2. Qual intenção/objetivo da criação do PCP?
3. De onde são retiradas as habilidades basilares?
4. Como se estrutura o PCP?
5. No que resultou o PCP?
Retomada do Percurso Formativo
2. Acompanhamento Pedagógico
1. Qual importância de ser um professor que observa?
2. O que entende-se por acompanhamento pedagógico?
3. Quando inicia-se o ato de acompanhar?
4. Qual importância do uso de rotinas pedagógicas para o
acompanhamento?
5. Qual importância, na prática de acompanhamento dos instrumentais?
6. Qual importância do feedback, tanto para os alunos como para quem
está sendo acompanhado?
2.3 Sequência de atividades: Uma proposta para
acompanhar a aprendizagem
O piloto levanta vôo sem saber para onde irá ou
quais recursos utilizará?
Rota – Direção, trajeto, um caminho a seguir de um ponto a outro, no
caso aéreo, rota do sol.
Leitura e discussão do tópico;
Apresentação de uma Sequência de atividade (Noticia e Baladão)
Para Refletir…
Como a avaliação pode auxiliar o professor na
verificação da aprendizagem do aluno?
A avaliação pode ser:
Diagnóstica: Entrada – inicial;
Formativa: contínua – processual – qualitativa;
Somativa: Final – produto – quantitativa.
A avaliação sem a devida fundamentação teórica e
metodológica constitui-se apenas um ato mecânico.
PARA LUCKESI
Provas e exames, são apenas instrumentos de
classificação e seleção, que não contribuem para a
qualidade do aprendizado nem para o acesso de todos ao
sistema de ensino.
Cipriano Carlos Luckesi é um dos nomes de referência em
avaliação da aprendizagem escolar, assunto no qual se
especializou ao longo de quatro décadas. Nessa trajetória,
que começou pelo conhecimento técnico dos instrumentos
de medição de aproveitamento, o educador avançou para o
aprofundamento das questões teóricas, chegando à seguinte
definição de avaliação escolar: "Um juízo de qualidade
sobre dados relevantes para uma tomada de decisão".
Portanto, segundo essa concepção, não há avaliação se ela
não trouxer um diagnóstico que contribua para melhorar a
aprendizagem. Atingido esse ponto, Luckesi passou a
estudar as implicações políticas da avaliação, suas relações
com o planejamento e a prática de ensino e, finalmente, seus
aspectos psicológicos.
As conclusões de Luckesi, apontam para a superação de
toda uma cultura escolar que ainda relaciona avaliação com
exames e reprovação.
PARADA ESTRATÉGICA!
VAMOS ANALISAR UM CAPÍTULO DO NOVO
MATERIAL ESTRUTURADO E A SUA PRODUÇÃO
DE EVIDÊNCIAS DE APRENDIZAGEM
Negociação de sentidos
Material estruturado 5º Ano 4º bimestre página 76 à 79.
A turma será dividida em grupos para analisar um capítulo do Material
Estruturado.
A partir da leitura do Cartão de Atividade e da análise do capítulo, o grupo
deverá identificar a habilidade trabalhada, os objetivos de aprendizagem
e como as atividades auxiliam na coleta de evidências de aprendizagem.
O tempo para a análise em grupo será de 30 minutos;
Os grupos farão a socialização das suas propostas de forma integrada e
terão 2 minutos para expor suas respostas.
Em quais ações realizadas pelos
estudantes, eles podem evidenciar que
estão atingindo os objetivos de
aprendizagem propostos?
Para Refletir…
8,0 - Parabéns, seu
trabalho e s t á C - Precisa 9,0 - Show
muito bom. melhorar. de bola.
6,0 - Bom
A - Parabéns, B - Está
trabalho.
arrasou! maravilhoso!
Para Refletir…
Como as devolutivas mostradas no slide
apoiam a aprendizagem?
Quais as características de uma avaliação que
apoia a aprendizagem?
Construção de Novas Práticas
Trabalho em grupos
1ª parte
Vamos analisar os próximos capítulos da unidade que iniciamos o
estudo.
Vocês devem identificar os objetivos de aprendizagem das aulas
presentes no capítulo e elencar as evidências de aprendizagem
esperadas para cada um dos capítulos.
Tempo: 30 minutos para a discussão e registro e 10 minutos para a
socialização.
RETOMANDO O VOO
Na maioria das vezes, esquecemos que os
alunos precisam saber como estão sendo
avaliados, quais são as habilidades,
conhecimentos e/ou atitudes que você espera
que eles desenvolvam a partir de determinada
situação didática.
A estrutura dos objetivos e a escolha da avaliação
deve estar de acordo com a forma que você abordou
o conteúdo. Por exemplo, se você está enviando
materiais para que os alunos aprendam conceitos
(vídeo aulas e textos), solicitando leituras ou que
assistam a um vídeo; sem propor pesquisas,
desafios, aprofundamentos ou fóruns de discussão,
faria sentido você ter como objetivos “Trabalhar em
grupo e colaborar com o colega” ou “Elaborar
argumentos bem construídos e fundamentos”?
Como a metodologia que você usou permitiu que
os estudantes exercitassem essas habilidades?
Em que momento os alunos puderam
desenvolver o trabalho em grupo ou a construção
de argumentos? Da mesma forma…. se você
aplicar uma prova individual com questões de
múltipla escolha, como vai conseguir “medir” se
os alunos trabalharam em grupo?
Conteúdo Objetivos Metodologia Recursos Formas de avaliação
Como você poderá identificar
O que você fará para que o
O que você gostaria que o seu as evidências de
seu aluno alcance os O que você usará como
Qual o tema da sua aula? aluno aprendesse? O que você aprendizagem? Como
objetivos? Como você vai material para trabalhar a
Quais conceitos/habilidades gostaria que ele fizesse após identificar se o objetivo foi
conduzir a aula para que ele metodologia? Um livro? Um
ou atitudes você vai trabalhar? a situação de aprendizagem atingido ou não? (pode ter
desenvolva o que você vídeo? Uma lousa?
que você elaborou e aplicou? sido, também, parcialmente
apontou como objetivo?
atingido).
Esse planejamento pode ser apresentado aos alunos
para que, durante o processo de aprendizagem e ao
final dele, ele possa saber, de maneira muito clara,
como foi avaliado, o que conseguiu desenvolver, onde
errou e definir novos caminhos de aprofundamento ou
de reforço, por exemplo.
Partindo disso, para ajudá-lo a elaborar instrumentos
de avaliação objetivos, esse material descreve o uso da
rubrica e como ela poderá ajudar ao professor em sua
prática pedagógica.
O que é Rubrica?
No dicionário Houaiss, encontramos as seguintes definições:
1) Pequena anotação ou comentário acerca do que se observou,
leu ou deve ser memorizado; apontamento, lembrete, nota;
2) Indicação geral do assunto e/ou da categoria de algo;
3) Nos antigos códices, letra ou linha inicial e capítulo escrita
em vermelho (em rubro, daí “rubrica’);
4) Conjunto de prescrições e normas que regulam a
celebração dos atos litúrgicos;
5) Assinatura abreviada, geralmente reduzida às iniciais.
A rubrica é um instrumento de avaliação apresentado na
forma de tabela, construída e modificada com base nos
critérios específicos (relacionados a uma atividade ou
qualquer outra tarefa) que se deseja avaliar.
Para elaborar uma rubrica, é importante saber claramente
quais critérios são importantes para você avaliar o estudante
e, caso haja, qual a ordem de importância de cada um desses
critérios (você poderá atribuir pesos diferentes a eles).
Uma das principais características desse instrumento
é tornar os critérios de avaliação objetivos e
explícitos. Se possível, é importante escrever uma
pequena descrição para que o aluno entenda quais
são os níveis intermediários em relação ao objetivo
esperado. Além disso, ela deve ser apresentada e
discutida com os alunos antes de ser aplicada a um
determinado contexto para que eles saibam quais
serão os critérios de avaliação e possam direcionar
sua aprendizagem para cumpri-los.
As rubricas precisam descrever níveis de desempenho ou
competências, deixando claro o “nível” intermediário e não
apenas os dois extremos. Além disso, se você usar palavras
subjetivas na rubrica, ela perderá a sua especificidade. Por
exemplo: criatividade. É preciso deixar explícito quais os
critérios para avaliar criatividade.
A rubrica prepara o caminho para um feedback ágil e de fácil
compreensão, especialmente se foi discutida com os
estudantes antes da realização da tarefa. A agilidade e a
clareza do feedback são um dos fatores que permite aos
estudantes a superação de suas dificuldades.
Como deve ser uma rubrica?
Segundo Porto (2005)
1) Rubricas necessitam ser feita sob medida para as tarefas ou produtos
que se pretende avaliar;
2) Rubricas precisam descrever níveis de desempenho, de competência,
na realização de tarefas específicas, ou de um produto específico.
3) No seu conjunto, esses níveis de competência, descrevem qualquer
resultado possível sobre o desempenho de um aluno;
4) Rubricas determinam expectativas de desempenho.
Rubricas são ferramentas.
As rubricas de avaliação são inúteis e improdutivas se
a avaliação que se pretende por trás for limitada e
pobre.
Características desejadas:
FACILIDADE: tornar fácil avaliar problemas complexos;
OBJETIVIDADE: conseguir avaliar de uma forma objetiva;
GRANULARIDADE: possuir granularidade (níveis) adequada.
GRADATIVA: explicar gradualmente o desempenho que se espera de um aluno com
relação a uma tarefa individual, em grupo, ou em relação a um curso como um todo.
TRANSPARÊNCIA: tornar o processo de avaliação transparente, de modo que os
alunos saibam os critérios de avaliação e tenham controle do seu aprendizado.
HERANÇA: a rubrica deve herdar as características da avaliação escolhida.
Aplicação
“ O sentido da avaliação é compreender o que se passa na interação entre o
ensino e a aprendizagem para uma intervenção consciente e melhorada do
professor, refazendo o seu planejamento e o seu ensino e para que o aprendente
tome consciência também de sua trajetória de aprendizagem e possa criar suas
próprias estratégias de aprendizagem.
Nesse ponto de vista, a produção do aluno, inclusive o erro, é compreendido como
uma fonte riquíssima de conhecimento da dinâmica da qualidade e do trabalho
pedagógico e do caminho de aprendizagem discente. Mapear a reação do
aprendente à intervenção docente é a razão de ser do processo avaliativo em sala
de aula. Esse mapeamento tem como fim possibilitar uma diversificação didática
sintonizada e proximal das necessidades do educando”. (Silva, 2004, p. 60)
Objetivos e evidências de aprendizagem
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM EVIDÊNCIAS DE APRENDIZAGEM
Descobrir pela leitura de textos selecionados Identifica que verbos no passado terminam
as regularidades dos verbos terminados em com -AM, partindo do texto.
-AM ou -ÃO Identifica que verbos no futuro terminam
com
-ÃO, partindo do texto.
Reconhece regularidades no uso do -AM ou -
ÃO na escrita de verbos.
Exercitar as descobertas das regularidades na Reconhece os diferentes tempos verbais
escrita dos verbos terminados em -AM ou - identificando as terminações -AM e -ÃO
ÃO relacionadas a esses tempos.
Reescreve o texto alterando o tempo verbal
utilizando a terminação correta.
Revisar as descobertas das regularidades na Localiza e reescreve verbos terminados em
escrita dos verbos terminados em -AM ou - -AM e -ÃO.
ÃO Analisa e revisa verbos terminados em -AM e
Para Refletir…
Como as evidências de aprendizagem apoiam o
professor a perceber o desenvolvimento da
habilidade até o final da unidade?
Rubrica
Esquemas explícitos para classificar produtos
ou comportamentos, em categorias que variam
ao longo de um contínuo e que seu uso permite
que a avaliação seja feita pelos próprios
estudantes, por pares ou pelos professores,
mantendo a coerência com o que se pretende
avaliar.
Construção de rubrica
CRITÉRIO SIM E M PARTE NÃO
Reconhece Identificou o verbos Identificou o verbos Não distinguiu os
regularidades no uso dentro dos tempos dentro dos tempos verbos dentro dos
do -AM ou -ÃO na verbais, relacionou os verbais, relacionou os tempos verbais e não
escrita de verbos. verbos com as verbos com as relacionou os verbos
terminações e terminações ainda com as terminações.
justificou suas sem consistência e
escolhas. justificou em parte
suas escolhas.
Trabalho em grupos
2ª parte
Analisem as evidências de aprendizagem. Elas representam
critérios que mostram se os estudantes alcançaram ou não a
habilidade ao final da unidade.
Partindo desses critérios, construa uma gradação para verificar o
nível de alcance da habilidade de cada estudante.
Tempo: 20 minutos para a discussão e registro e 10 minutos para
a
socialização.
Construção de rubrica
CRITÉRIO SIM E M PARTE NÃO
Para finalizar…
Ǫuais as características de um professor
avaliador?
Pensar como um avaliador antes de planejar as aulas não acontece tão
naturalmente ou facilmente para muitos professores. Estamos muito
acostumados a pensar como um planejador de atividades ou como professor
depois que temos um objetivo. Ou seja, fácil e inconscientemente, nós
pulamos para o planejamento das aulas, atividades e tarefas, sem primeiro
nos perguntarmos de quais desempenhos e produtos precisamos para seguir
ensinando.
Planejamento para a compreensão. Wiggins e McTighe. pág. 147.
Critérios para a produção da tarefa de
desempenho
Segue as etapas do Material, mesmo que seja necessário adaptações;
Promove a reflexão-ação-reflexão no ato de planejar;
Considera os níveis de aprendizagem dos alunos;
Adapta alguns elementos conforme a realidade dos alunos;
Desenvolve as habilidades propostas;
Promove o protagonismo dos alunos no processo de aprendizagem
Mais algum?
Planejamento da Formação Municipal
Avaliação do Encontro
O encontro de hoje me possibilitou ...
[Link]
Amyr Klink: Um Homem Precisa Viajar (Mar Sem Fim).
“Voar não é só pra quem tem asas, mas
principalmente para quem tem sonhos
para realizar”
Jonatan Felipe