O teste de Rorschach
• Hermann Rorschach nasceu em Zurich, em 8 de
novembro de l884.
• Rorschach teria recebido dos colegas desde a infância o
apelido deKlex, que significa, justamente, mancha de
tinta, borrão.
• Muito bem dotado para o desenho, por um tempo,
hesitou entre a carreira artística e a carreira médica.
• Optou pela medicina, especializando-se em psiquiatria.
• Foi muito influenciado pelas idéias de Freud e Jung
(teste de associação de palavras)
• Fez parte da Sociedade Psicanalítica de Zurique.
• Estudou seitas religiosas suíças, o que resultou numa
excelente síntese de Psicologia da religião, Sociologia,
psicopatologia e psicanálise.
• A partir de 1917, Rorschach passou a dedicar-se
intensamente ao novo trabalho, motivado pelas questões:
• Certos sujeitos interpretam toda a mancha de tinta e outros
somente detalhes - esse fato terá algum significado? Todas
as manchas eram em preto e branco - que resultados seriam
obtidos com manchas coloridas? Esse método serviria para
o diagnóstico das psicoses? (Anzieu, 1961/1979, p. 48).
• Num curto espaço de tempo - um pouco mais
de três anos - e, ainda, paralelamente a todas
as demais funções na Sociedade Psicanalítica,
ao seu trabalho acerca das seitas suíças e,
ainda, como chefe clínico do hospital...
• Trabalhou na elaboração das lâminas, nas suas
respectivas aplicações a pacientes e a pessoas
normais e redigiu o livro, além de preparar e
acompanhar a sua difícil publicação, concluída
finalmente em 1921.
TESTE DE RORSCHACH
• Criado em 1921 por Herman Rorschach
• As manchas de tintas já vinham sendo estudadas e aplicadas por
outros estudiosos.
• Tudo indica, entretanto, que Rorschach não tinha ainda ouvido falar
em seus antecessores quando começou a realizar suas primeiras
pesquisas, as quais resultaram, posteriormente, no
seu Psicodiagnóstico.
• Tinha por objetivo examinar as reações de crianças e de adultos
perante as manchas de tinta e compará-las umas com as outras,
com bases em tais reações.
• O interesse de Rorschach não se apoiou tanto no
que o sujeito via, mas muito mais na maneira com
que ele manuseava o material de estimulação.
• O jogo recíproco entre as características
estruturais do material estimulante e a estrutura
de personalidade do sujeito refletem-se em
certas categorias formais, que descrevem as
características das formações conceituais e que
são estabelecidas pelo Psychodiagnostik como
fundamento de um método para o diagnóstico da
personalidade (Klopfer & Kelly, 1942/1974).
• Rorschach montou todo um aparato conceitual
para apurar a psicodinâmica da personalidade,
potencialidades e características cognitivas.
• Todas as produções do sujeito serão
classificadas em temos de:
• APERCEPÇÃO (G; D; Dd)
• DETERMINANTE (F, C, K, Clob...)
• CONTEÚDO (animal, sex, geo, simb,...)
• FREQUÊNCIA (V, O,)
• APLICAÇÃO:
• Feita numa única sessão
• Sem tempo limite
• MATERIAL
• Pranchas (10)
• Cronômetro
• Folha de localização
• Atlas de Localização
• Manual
• “Vou lhe apresentar alguns cartões e quero que me diga o que
vê neles”
• MANUAIS COM PRECER FAVORÁVEL
• Rorschach Clínico
• Lucia Maria Sálvia Coelho (2007)
• O Rorschach: Teoria e Desempenho (Sistema Klopfer)
• Cícero Vaz (2004)
• Rorschach – Sistema Compreensivo
• Anna Elisa de Villemor Amaral;
Regina Sonia Gattaz Fernanades do Nascimento;
Antonio Carlos Pacheco e Silva Neto (2003)
• Rorschach - Sistema da Escola Francesa ( 1. O Psicodiagnóstico de
Rorschach em Adultos: Atlas, Normas e Reflexões. 2. A Prática do
Rorschach)
• Sônia Regina Pasian (2000)
Classificação
Os modos de apreensão
1. Respostas globais (G)
• Componente de inteligência levando em
consideração o seu número, o determinante e
a relação com os outros modos de
apercepção.
• Tendência em apreender as situações em seu
conjunto
Resposta de detalhe (D)
• Seu valor interpretativo deve se relacionar
com a qualidade das respostas G.
• Diz respeito aos aspectos práticos da situação.
Significa estar voltado para o imediato
Resposta Dd
• Capacidade de apreender detalhe.
Fundamental para a vida.
• Não está relacionada ao tamanho, mas a sua
preguinância estatística
Resposta de detalhe em brando (Dbl)
• Inversão figura e fundo
Resposta de detalhe oligofrênico (Do)
• Vê um detalhe onde é possível ver o todo.
• Os modos de apercepção representam modos
de abordagem do real a partir das estruturas
perceptivas do estímulo.
• O ideal seria que o sujeito fosse capaz de
reunir os três modos: visão de conjunto,
voltado para o imediato e apto a captar
detalhes.
• Algumas pessoas são aptas para captar
detalhes mas não captam o essência, falta
visão de conjunto.
Determinantes
• Verificamos o que determina a resposta do
sujeito: forma, cinestesia, cor e seus
processos.
• Forma: F+; F-; F+
• Cor: FC= mais relacionada à realidade porque
a forma sustenta. Existem fatores de
contenção para a afetividade.
CF = com relação à afetividade, há uma busca
por adaptação, mas que não é bem alcançada
C = Não há sustentação da forma. Afetividade
reativa, impulsiva, incontida.
• Exemplo: Prancha II
“Sangue” = diferente de mancha de sangue.
• K = movimento humano
Assinalador de inteligência
• Resposta de cores acromáticas
• C’
• C’F
• FC’
• Resposta de claro e escuro (Clob)
• Aspectos disfóricos da situação. Controlar
angústia, ansiedade, tolerar as vivências que
possuem disforia
• Ex:
• “Gurila encostado no tronco, ele é todo
peludo” G- FC’
“Um monte de pedra pome” C’F
“fumaça que sai de carro” C’
Conteúdos
• Humanos H
• Detalhes humanos Hd
• Animais A
• Detalhes animais Ad
• Arquitetônicas, arte, objeto, geológica,
natureza, anatômicas, etc.
Frequência
• Está relacionada à significância estatística.
Índice de realidade
• Pranchas: 3 – 5 – 8 – 10
Respostas banais importantíssimas.
Capacidade de compartilhar do senso comum,
ver as coisas como os outros veem.
Ex: falta de vulgar na prancha 5 é um indicador
preocupante.
Algumas articulações iniciais
• Valores significativos de inteligência:
número de respostas G, sua qualidade de
organização e o determinante associado.
O F+% elevado
Número elevado de K
A% baixo
Número suficiente de originalidade
Análise do material estímulo
• Prancha 2 = Estupor ante ao símbolo sexual feminino,
dificuldade com o feminino
• Choque sinestésico na prancha 3, geralmente é um
assinalador de embotamento intelectual
• Prancha 4 – associada ao elemento paterno.
• Prancha 5 – fácil, vulgar
• Prancha 6 – elemento masculino. Estupor ante ao
símbolo sexual masculino
• Prancha 7 – elemento feminino.
Choque ao buraco: dificuldade com o elemento
materno, vivência de desamor.