Filosofia - Sócrates
“Só sei que
nada sei”
Renato Fernandes Lobo: Doutorando em Ciências Sociais pela PUC/SP. Mestre em
PROF. ME. CARLOS DIOGO MENDONÇA DA SILVA
Desenvolvimento Humano pela UNITAU. Especialista em Metodologia do Ensino de
PSICÓLOGO
História e Geografia pela UNINTER. Graduado – CRP
em História 11/10412
pela USP.
A vida de Sócrates
Sócrates era um homem que vivia, por decisão própria, de modo extremamente simples,
dedicado à filosofia.
Para ele, amar a verdade, amar buscar a verdade é o único modo de vida autêntico. Sabia
que não tinha a verdade, sua única sabedoria era afirmar que “só sei que nada sei”.
A missão dele, segundo o próprio, era mostrar—lhes que o conhecimento que tinham era
falso. Para o filósofo, as pessoas pensam que sabem das coisas, mas não sabem.
A vida de Sócrates
Sócrates
Se Sócrates não era herói, nem
santo, nem sábio, o que era
Sócrates?
Ele era um filósofo, devido à sua
postura de questionamento e
dedicação à busca da verdade,
através do uso da sua razão.
Fontes - Xenofontes
Xenofontes era um militar, amigo de Sócrates, e
escreveu uma apologia do filósofo. Xenofontes
era tão preocupado em proteger Sócrates que,
em alguns momentos, acaba por tirar o caráter
questionador do filósofo, fazendo dele uma figura
Sócrates
inofensiva.
Fontes - Aristófanes
Aristófanes era um grande autor de comédias
do século de Péricles e apresentou Sócrates
com caráter cômico e até mesmo ridículo. Em
sua peça chamada As nuvens, Aristófanes o
descreveu como sofista, que cobrava cada
consulta e que vivia num cesto pendurado no
teto (para indicar sua suposta presunção de que
estava acima dos outros).
Fontes - Aristóteles
Aristóteles, filósofo, discípulo de Platão,
apresenta-nos um Sócrates fundador da
ciência. Para ele, Sócrates seria o filósofo que
formulou a pergunta “o que é?”, ou seja, quis
nos mostrar a necessidade de parâmetro da
verdade.
Aristóteles
Fontes - Platão
Platão
De fato, é por meio das obras platônicas que nos
é dado saber sobre a filosofia socrática. Platão
escreveu seus livros em forma de diálogos e
Sócrates era sempre seu personagem principal.
Nas obras de Platão, a maior dificuldade é
identificar quando Sócrates fala e quando Platão
fala por meio do personagem Sócrates.
Sócrates e a vida filosófica
O filósofo pronunciou duas sentenças que são fundamentais para compreender sua filosofia:
“conhece-te a ti mesmo” e “só sei que nada sei”.
Sócrates ouviu a voz (interior) do seu daimon, e saiu a caminhar pela Grécia, especialmente
por Atenas, para encontrar aqueles que se julgavam sábios: políticos e poetas, pois estes eram
os responsáveis pela educação dos homens.
Sócrates compreendeu que a verdadeira sabedoria é reconhecer nossa própria ignorância.
Entretanto, isso não significa que a verdade não exista, mas que ela é e sempre será maior do
que aquele que a procura.
Julgamento de Sócrates
Diante do tribunal popular, Sócrates é acusado
pelo poeta Meleto, pelo rico curtidor de peles,
influente orador e político Anitos, e por Licão,
personagem de pouca importância. A acusação
era grave: não reconhecer os deuses do Estado,
introduzir novas divindades e corromper a
juventude (PESSANHA, 1996, p. 6).
Sócrates e sua Condenação
Diz Sócrates: “Bem é chegada a hora de partirmos, eu para a morte, vós para a vida. Quem segue
melhor rumo, se eu, se vós, é segredo para todos, menos para divindade” (PLATÃO, 1996, p. 52).
Sócrates e a Morte
Diz Sócrates: “Com efeito, senhores, temer a morte é o mesmo que se supor sábio quem não o
é, porque é supor que sabe o que não sabe. Ninguém sabe o que é a morte, nem se
porventura será para o homem o maior dos bens; todos a temem, como se soubessem ser ela
o maior dos males. A ignorância mais condenável não é essa de supor saber o que não sabe?”
(PLATÃO, 1999, p. 61)
O método socrático
1. Exortação: A primeira etapa é dedicada a convidar o
interlocutor e buscar a verdade.
2. Indagação: A segunda parte é um início de
questionamento.
3. Ironia: Sócrates fazia comentários sobre as respostas
que lhe eram dadas.
4. Maiêutica: Sócrates começa a indicar caminhos para
que o interlocutor descubra o conhecimento por si mesmo.
Diferenças
Fontes
• PLATÃO. A apologia de Sócrates, 29 a-b. In: HADOT. O que é Filosofia
Antiga? São Paulo: Loylola, 1999.
• PESSANHA, J. A. M. Vida e Obra. In: Sócrates, São Paulo: Nova Cultural,
1996. (Coleção Os Pensadores).
• PLATÃO. A Defesa de Sócrates. Sócrates. São Paulo: Nova Cultural, 1996.
(Coleção Os Pensadores).