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Avaliação do PEP-R em Crianças Autistas

O PEP-R é um inventário para identificar padrões de aprendizagem irregulares em crianças de 6 meses a 7 anos. Fornece informações sobre o desenvolvimento em áreas como imitação, percepção e linguagem. Avalia também anormalidades comportamentais como relacionamento, brincar e respostas sensoriais. O avaliador deve ter experiência com crianças pequenas e completar treinamento específico.

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Nathalia Roque
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Avaliação do PEP-R em Crianças Autistas

O PEP-R é um inventário para identificar padrões de aprendizagem irregulares em crianças de 6 meses a 7 anos. Fornece informações sobre o desenvolvimento em áreas como imitação, percepção e linguagem. Avalia também anormalidades comportamentais como relacionamento, brincar e respostas sensoriais. O avaliador deve ter experiência com crianças pequenas e completar treinamento específico.

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PEP- R

 O PEP-R é um inventário de comportamentos e habilidades concebido para


identificar padrões de aprendizagem irregulares e idiossincráticos. O teste é
mais apropriadamente utilizável com crianças funcionando ao nível de ou
abaixo da idade pré-escolar, dentro da amplitude de idade cronológica entre
6 meses e 7 anos
 Utilizado em uma avaliação, o PEP-R fornece informações referentes ao
funcionamento do desenvolvimento nas áreas de: Imitação, Percepção,
Motora Fina, Motora Ampla, Coordenação Olho-Mão, Desempenho Cognitivo e
Cognitivo Verbal. O PEP-R também identifica níveis de anormalidades
comportamental nas áreas de Relacionamento e Afeto (cooperação e
interesse por pessoas), Brincar e Interesse por Materiais, Respostas Sensoriais
e Linguagem.
 Qualificações do Avaliador
 O PEP-R pode ser aplicado, pontuado e interpretado por qualquer pessoa que
leia e aprenda o manual e que tenha alguma experiência em avaliar crianças
pequenas. Além disto, entretanto, é recomendável que o avaliador estude e
complete as três fitas de treinamento:
 1) Perfil Psicoeducacional: Introdução e pontuação do PEP (Schopler, 1985c);
 2) Fita Teste do Perfil Psicoeducacional: Pontuando o PEP (Schopler, 1985b);
 3) Um Programa Educacional Individualizado: A Conversão de um Perfil
Psicoeducacional (PEP) em Programa de Ensino Individualizado (Schopler,
1985a).
 O avaliador do PEP-R tem também flexibilidade na forma de aplicação de
cada item do teste. Geralmente, devem ser evitadas instruções verbais
padronizadas. No Manual do avaliador é usada a palavra ―indique ‖, e neste
termo está implícita uma hierarquia específica de técnicas de aplicação:
 1. Instruções verbais, usando linguagem simples para orientar a criança;
 2. Gestos ou dicas para comunicar o que é pedido;
 3. Demonstrações de como a atividade deveriam ser feita;
 4. Direcionamento físico da criança durante as atividades, movendo as mãos
da criança e oferecendo ajuda com os materiais
Desenvolvimento

 O sistema de pontuação para os itens de desenvolvimento é dividido em três níveis:


Passou, Emergente e Reprovado3. Pode ser encontrada no manual uma descrição
completa do critério de pontuação do teste, entretanto se aplicam as seguintes regras
básicas para pontuação:
 Passou - Quando a criança pode executar a tarefa com sucesso sem precisar de
demonstração é pontuação é ―P‖ para ―Passou‖.
 Emergente - Quando a criança demonstra algum conhecimento de como executar a
tarefa, mas é incapaz de completá-la com sucesso, a pontuação e ―E‖ para
―Emergente‖. Além do mais, se o avaliador tem que oferecer demonstrações repetidas
ou ensinar a criança como completar a tarefa, a pontuação deve ser Emergente.
 Reprovado - Quando a criança que é incapaz de completar qualquer aspecto da tarefa,
ou não tenta fazê-lo, mesmo depois de repetidas demonstrações, a pontuação é ―R‖
ou ―Reprovado‖.
Comportamento

 O sistema de pontuação dos itens comportamentais difere dos itens de


desenvolvimento. O critério de pontuação para estes itens é baseado em
observação e avaliação clínica. Os termos: adequado e dentro dos limites da
normalidade, são usados para indicar uma ampla gama de comportamentos
apresentados por crianças normais em determinadas idades. Quando pontuar
estes itens, o avaliador deveria ter em mente os comportamentos adequados
previstos de acordo com a idade mental da criança. Por isto é muito
importante que o avaliador tenha familiaridade com padrões de
comportamentos normais para diferentes faixas etárias
 Um determinado comportamento pode ser caracterizado como adequado ou
inadequado. Estes itens não têm um nível emergente. Se um comportamento
é adequado para a idade da criança recebe a pontuação ―A ‖ para Adequado.
Se um comportamento é claramente inadequado, existem duas pontuações
possíveis: ―M‖ para Moderado ou ―G‖ para Grave. É dada a pontuação ―M‖
quando a intensidade, qualidade e manifestações do comportamento são
claramente mais exageradas e perturbadoras; estes comportamentos têm que
ser inequivocamente peculiares ou disfuncionais.
 A experiência na observação e reconhecimento dos comportamentos
autísticos irá melhorar a precisão da pontuação, mas uma atenção razoável
com as instruções para a pontuação irá ajudar na seleção de escores
consistentes.
 Comportamentais de desenvolvimento
 R = Relacionamento
 I = Imitação
 M = Materiais
 P= Percepção
 S.= Sensorial
 MF = Motora Fina
 L = Linguagem
 MA = Motora Ampla
 OM = Olho - Mão
 DC = Desempenho Cognitivo
 CV = Cognitivo Verbal
 Nas colunas de comportamento, o avaliador registra os resultados de A
(adequado), M (moderado) ou G (grave) ou A (adequado), L (Leve), S (Severo)

 Nas colunas de desenvolvimento, P (passou), E (emergente) ou R (reprovado)

 Nas poucas ocasiões quando uma criança é muito nova para receber
pontuação em um item, então é registrado NA (não aplicável).
 Os perfis de desenvolvimento de crianças autistas são caracteristicamente
irregulares, com flutuação ampla dos escores ―Passou ‖ e ―Emergente ‖ entre
as sete áreas de desenvolvimento. Através da identificação dos níveis das
idades de desenvolvimento em várias áreas, este perfil fornece orientação
sensata para elaboração de um currículo individualizado. As mudanças ao
longo do tempo podem ser detectadas, através de re-testagem anual e da
comparação das mudanças de escores emergente para passou em cada área,
assim como mudanças nas idades de desenvolvimento.
 O perfil Psicoeducacional proporciona uma primeira e melhor aproximação
das expectativas educacionais apropriadas para uma criança individualmente.
Se a criança apresenta um perfil irregular, o planejamento inicial
contemplará tanto as habilidades iniciais, quanto aquelas relativamente mais
fortes.
 Depois da obtenção da idade de desenvolvimento da criança, a partir do
escore total de desenvolvimento, o avaliador pode querer obter um quociente
de desenvolvimento (QD) através da divisão da idade cronológica (IC) pela
idade de desenvolvimento (ID), e multiplicada por 100 (IC/ID x 100). O QD
pode ser útil como alternativa ou suplemento para um QI padronizado.
 O quociente de desenvolvimento do PEP-R deve ser interpretado com cautela,
porque é uma avaliação média com base em uma amostra relativamente
pequena. Entretanto, ele pode indicar a situação relativa de desenvolvimento
da criança autista em comparação com outras crianças autistas e serve como
medida de mudança em um teste subsequente.
 O Perfil de Comportamento do PEP-R proporciona um meio sistemático de
descrever o comportamento da criança. A observação direta do
comportamento durante o teste é organizada e registrada nas maiores áreas
pertinentes ao autismo: Relacionamento e Afeto, Brincar e Interesse por
Materiais, Respostas Sensoriais e Linguagem. Estas observações
comportamentais ajudam a descrever os comportamentos singulares ou
incomuns não obtidos a partir do Perfil de Desenvolvimento. O Perfil de
Comportamento é usado para ajudar a determinar se autismo é um
diagnóstico adequado para uma criança em particular, assim como para
detectar mudanças no comportamento ao longo do tempo. As observações do
comportamento são necessárias para o planejamento de programas
educacionais individualizados, recomendar níveis adequados de estrutura da
sala de aula ou identificar proporções efetivas de alunos para cada professor
ESQUEMA PARA O RELATÓRIO ESCRITO

 1. Dados de Referência
 A. Identificação. Incluir o nome da criança, data de nascimento, idade na data do
teste, endereço, nome dos pais, telefone(s), parentes que moram na casa, localização
da escola e classe e o nome do professor.
 B. Fonte do Encaminhamento. Nome do profissional do estado responsável, título e
contato com a criança (instituição, escola, médico, pais, outros).
 C. Motivo do Encaminhamento. Descreva o motivo do encaminhamento: diagnóstico,
obtenção de vaga em escola, planejamento educacional manejo do comportamento,
treinamento dos pais ou o que seja adequado à situação.
 D. Histórico e Avaliações Prévias. Incluir resumos breves do desenvolvimento da
criança na área médica e social, avaliações psicológicas prévias, e histórico da vida
escolar.
2. Descrição da Criança

 A. Descrição Física. Descreva brevemente a aparência física da criança, incluindo


quaisquer características de identificação incomuns (peso, altura, deficiências físicas ou
características disformes).
 B. Descrição do Comportamento. Descreva brevemente, com base nos itens da Escala de
Comportamento, os comportamentos da criança nas seguintes áreas ou outras observações:
 1. Relacionamento e Afeto. Incluir como a criança se relaciona com as pessoas (pais e
avaliador). Descreva como a criança se separou dos pais, nível de cooperação e desejo de
agradar. Descreva o afeto em resposta a mudança, interrupções e stress. Indique a
amplitude e qualidade destas respostas emocionais.
 2. Brincar e interesse por: Materiais. Descreva se a criança apresenta preferências no
brincar, perseveração quando brinca, uso inadequado dos materiais; a amplitude da
atenção, o nível de atividade, a motivação e habilidades de organizar o trabalho, resolver
problemas ou de se corrigir sozinha. Descreva as reações da criança às técnicas de
 3. Respostas Sensoriais. Inclua as respostas da criança aos estímulos táteis,
visuais, auditivos; apontando se ela super-reage ou sub-reage aos estímulos
sensoriais. Relate a integração das modalidades sensoriais.
 4. Linguagem. Descreva o estilo de comunicação da criança (verbal ou não-
verbal), a entonação e inflexão, o uso de ecolalia imediata ou tardia, a
presença de jargão, a persistência de perseveração de uma palavra ou som, e
diferenças entre a comunicação espontânea
3. Descrição e Aplicação do Teste

 Para o leitor não acostumado com o PEP-R, descrever o objetivo e as


características singulares do teste. Observe que o teste mede as habilidades
da criança em sete Areas de Desenvolvimento, fornecendo um quadro nítido
dos pontos relativos fortes e fracos. Descreva como cada item de
desenvolvimento é pontuado, e as três possibilidades - Passou, Emergente ou
Reprovado, e observe que a pontuação Emergente‖ indica a presença de
potencial para aprender uma habilidade através de um programa educacional.
Resuma os resultados para cada uma das sete Áreas de Desenvolvimento:
 A. Imitação. Estes itens testam a habilidade da criança em repetir o que alguém fala ou de imitar o que
alguém faz. Descreva o tipo de imitação que foi fácil ou difícil, dê exemplos de habilidades emergentes e
relate o nível de desenvolvimento obtido.
 B. Percepção. Os itens de Percepção incluem reação em relação a materiais que produzam som, se
orientar visualmente e o reconhecimento de formas, cores e tamanhos. Resuma os itens que foram fáceis
e difíceis. Observe problemas de distração ou de integração dos estímulos perceptuais. Descreva a idade
de desenvolvimento obtida e identifique as habilidades emergentes.
 C. Motora Fina. Estes itens avaliam habilidades como a coordenação manual e pegada. Especifique quais
foram os itens difíceis e relate a idade de desenvolvimento obtida. Liste as habilidades emergentes e
quaisquer técnicas de ensino que facilitem o sucesso no seu desempenho. Devem ser mencionados
problemas com a coordenação das duas mãos, velocidade excessiva de movimentos e força insuficiente.
 D. Motora Ampla. Esta área testa o uso que a criança faz dos braços, pernas e grandes grupos
musculares. Especifique as atividades que ilustrem a habilidade geral. Relate a idade de desenvolvimento
obtida, assim como observações sobre a agilidade, equilíbrio, energia e dominância ocular, manual e de
membros inferiores.
 E. Coordenação Olho-Mão. Esta área avalia como a criança usa os olhos, simultaneamente com as
mãos (montar, empilhar, enfiar, colorir, escrever). Dê exemplos para ilustrar os níveis de idade de
desenvolvimento obtidos. Relate as técnicas de ensino que foram efetivas para o desenvolvimento
das habilidades emergentes durante a sessão de teste.
 F. Desempenho Cognitivo. O nível de idade de desenvolvimento obtido nesta escala reflete tanto a
compreensão da linguagem, quanto o desempenho bem sucedido em algumas atividades não
dependentes da linguagem (seleção, pareamento, montagem de figuras, funções de mímica e
representação). Relate as habilidades nestas áreas e descreva as habilidades emergentes adequadas
para o planejamento educacional.
 G. Cognitivo Verbal. O nível de idade de desenvolvimento obtido nesta área mostra a habilidade
expressiva, tanto verbal quanto gestual. Devem ser observadas, tanto as comunicações espontâneas
quanto eliciadas. Pode ser proveitoso dar exemplos de respostas a perguntas e da comunicação
espontânea, para ilustrar as impressões gerais sobre as habilidades emergentes de uma criançá e
necessidades educacionais. Dê exemplos que ilustrem confusões com a sintaxe e articulação
4. Resumo e Recomendações

 Integrar as informações globais sobre a criança, incluindo os resultados do teste


mais relevantes para os motivos e questões levantadas por aqueles que
encaminharam a criança. Não devem ser apresentadas aqui novas informações.
A maioria dos itens pode ser resumida sob os seguintes títulos:
 A. Comportamento. Revise brevemente as características comportamentais
que indiquem categorias diagnosticas: autismo, desvantagens na comunicação;
problemas de comportamento, tais como impulsividade, hiperatividade, e
 tendência à distração; imaturidade; habilidades de aprendizagem, e retardo
mental.
 B. Resumo de Desenvolvimento. Relate o escore da Idade de Desenvolvimento
Geral. Interprete a interação das sete áreas de Desenvolvimento da criança,
enfatizando escores significativos de ―Passou, Emergente e Reprovado ‖.
 C. Recomendações. As recomendações devem refletir e contemplar as áreas
de boa habilidade e de dificuldade, identificadas no resumo de
desenvolvimento prévio; assim como relacionar tais problemas com as
questões levantadas pelo solicitante que encaminhou a criança, relatar os
resultados do teste e indicar possíveis locais para escolarização

 Ofereça tanto sugestões específicas quanto gerais para os objetivos do


Programa Educacional Individualizado (IEP), incluindo atividades, técnicas de
ensino, estratégias de manejo do comportamento e recomendações para a
estrutura na sala de aula e em casa.

PEP- R
O PEP-R é um inventário de comportamentos e habilidades concebido para 
identificar padrões de aprendizagem irregulares e id
Utilizado em uma avaliação, o PEP-R fornece informações referentes ao 
funcionamento do desenvolvimento nas áreas de: Imitaç
Qualificações do Avaliador 
O PEP-R pode ser aplicado, pontuado e interpretado por qualquer pessoa que 
leia e aprenda o ma
O avaliador do PEP-R tem também flexibilidade na forma de aplicação de 
cada item do teste. Geralmente, devem ser evitadas i
Desenvolvimento
O sistema de pontuação para os itens de desenvolvimento é dividido em três níveis: 
Passou, Emergente e Repr
Comportamento
O sistema de pontuação dos itens comportamentais difere dos itens de 
desenvolvimento. O critério de pontuação
Um determinado comportamento pode ser caracterizado como adequado ou 
inadequado. Estes itens não têm um nível emergente. Se
Comportamentais de desenvolvimento 
R = Relacionamento 
I = Imitação 
M = Materiais
 P= Percepção 
S.= Sensorial 
MF =
Nas colunas de comportamento, o avaliador registra os resultados de A 
(adequado), M (moderado) ou G (grave) ou A (adequado)

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