DISPOSITIVOS
ELETROMAGNÉTICOS/
ELETROMECÂNICOS
APOENA CURSOS TÉCNICOS 1
CURSO DE ELETROTÉCNICA
DISCIPLINA: ELETROMAGNETISMO I
PROFESSOR: JOE IGOR JANSEN
DISPOSITIVOS
ELETROMAGNÉTICOS
Dispositivo eletromagnético é aquele que usa a energia elétrica para gerar magnetismo
que produzirá algum "trabalho mecânico".
Os dispositivos eletromagnéticos, têm uma enorme importância no nosso cotidiano: não
poderíamos produzir energia elétrica em grande escala, se não dispuséssemos dos grandes
geradores das usinas, sejam elas térmicas, nucleares ou hidrelétricas e todos esses geradores, são
dispositivos eletromagnéticos.
Igualmente, sem dispositivos eletromagnéticos, não existiriam os motores elétricos no mundo,
com enorme utilização, em elevadores, eletrodomésticos, indústrias diversas, transportes ( carros
elétricos, locomotivas ).é só tentar imaginar o mundo sem geradores elétricos e sem motores
elétricos, para ter ideia da enorme importância desses dispositivos.
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DISPOSITIVOS
ELETROMECÂNICOS
RELÉ
CONTATOR
DISJUNTOR
TRANSFORMADOR
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RELÉ ELETROMECÂNICO
Um relé é um interruptor eletromecânico. A movimentação física deste interruptor ocorre
quando a corrente elétrica percorre as espiras da bobina do relé, criando assim um campo
magnético que por sua vez atrai a alavanca responsável pela mudança do estado dos contatos.
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PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
DO RELÉ ELETROMECÂNICO
Podemos considerar o funcionamento dos relés de um
modo simples, eles trabalham da seguinte forma:
quando uma corrente circula pela bobina, esta cria
um campo magnético que atrai um ou uma série de
contatos fechando ou abrindo circuitos.
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PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
DO RELÉ ELETROMECÂNICO
Ao cessar a corrente da bobina o campo magnético
também cessa, fazendo com que os contatos voltem
para a posição original. Os relés podem ter diversas
configurações quanto aos seus contatos: podem ter
contatos NA, NF ou ambos, neste caso com um contato
comum ou central (C). Os contatos NA (normalmente
aberto) são os que estão abertos enquanto a bobina não
está energizada e que fecham, quando a bobina recebe
corrente.
Os NF (normalmente fechado) abrem-se quando a
bobina recebe corrente, ao contrário dos NA. O contato
central ou C é o comum, ou seja, quando o contato NA
fecha é com o C que se estabelece a condução e o
contrário com o NF.
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PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
DO RELÉ ELETROMECÂNICO
As partes que compõem um relé eletromecânico são:
Eletroímã (bobina) - constituído por fio de cobre em
torno de um núcleo de ferro macio que fornece um
caminho de baixa relutância para o fluxo magnético;
Armadura de ferro móvel;
Conjuntos de contatos;
Mola de rearme;
Terminais - estes podem variar dependendo da
aplicação.
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VANTAGENS E
DESVANTAGENS DO RELÉ
ELETROMECÂNICO VANTAGENS DESVANTAGENS
O completo isolamento elétrico aumenta a segurança, pois Podem deixar de funcionar devido ao fato de ficarem sujos.
assim se assegura que tensões e correntes elevadas não Não esquecer que as elevadas tensões e correntes fazem
surgem onde não é suposto. saltar faíscas entre
os contatos quando estes abrem ou fecham.
Os relés existem em todas as formas e tamanhos Não podem ser fechados e abertos a alta velocidade,
imagináveis, para as mais diversas aplicações, e podem repetidamente, porque a sua velocidade de resposta é
possuir as mais variadas configurações de contatos. Pode- lenta e os seus contatos
se assim comandar vários circuitos com um relé apenas. estragar-se-iam rapidamente devido às faíscas
resultantes dos chaveamentos.
É fácil apercebermo-nos quando um relé está a trabalhar, As suas bobinas requerem uma corrente relativamente
pois podemos ouvir um clique quando o relé muda de elevada para atuar, o que para alguns circuitos de
posição e há casos, até, em que podemos ver os contatos a microeletrônica não é viável sem
movimentarem-se. um circuito adicional.
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CONTATOR
Também conhecido como chave magnética, o
contator é um dispositivo eletromagnético que liga e
desliga o circuito do motor. Usado de preferência para
comandos elétricos automáticos à distância.
É constituído de uma bobina que quando alimenta
cria um campo magnético no núcleo fixo que por sua
vez atrai o núcleo móvel que fecha o circuito.
Cessando alimentação da bobina, desaparece o campo
magnético, provocando o retorno do núcleo através de
molas.
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CONTATOR
O contator, que é de acionamento não manual por definição, pode
ser do tipo “de potência“ e “auxiliar“, e normalmente tripolar, por
ser usado em redes industriais que são sobretudo trifásicas.
O seu funcionamento se dá perante condições nominais e de
sobrecarga previstas, sem porém ter capacidade de interrupção para
desligar a corrente de curto-circuito. O acionamento é feito por uma
bobina eletromagnética pertencente o circuito de comando, bobina
essa energizada e desenergizada normalmente através de uma
botoeira liga-desliga, estando ainda em série com a bobina do
contator um contato pertencente ao relé de proteção contra
sobrecargas, do tipo NF ( Normalmente Fechado ).
Esse contato auxiliar, ao abrir, interrompe a alimentação da bobina
eletromagnética, que faz o contator desligar. Fusíveis colocados no
circuito de comando fazem a proteção perante sobrecorrentes.
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VANTAGENS DO EMPREGO DE
CONTATORES
Comando à distância
Elevado número de manobras
Grande vida útil mecânica
Pequeno espaço para montagem
Garantia de contato imediato
Tensão de operação de 85 a 110% da tensão nominal
prevista para contator
Maior número de contatos
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DISJUNTOR
Um disjuntor é um dispositivo eletromecânico, que funciona como
um interruptor automático, destinado a proteger uma determinada
instalação elétrica contra possíveis danos causados por curtos-
circuitos e sobrecargas elétricas. A sua função básica é a de detectar
picos de corrente que ultrapassem o adequado para o circuito,
interrompendo-a imediatamente antes que os seus efeitos térmicos e
mecânicos possam causar danos à instalação elétrica protegida.
Uma das principais características dos disjuntores é a sua capacidade
de poderem ser rearmados manualmente, depois de interromperem a
corrente em virtude da ocorrência de uma falha. Diferem assim
dos fusíveis, que têm a mesma função, mas que ficam inutilizados
quando realizam a interrupção. Por outro lado, além de dispositivos
de proteção, os disjuntores servem também de dispositivos de
manobra, funcionando como interruptores normais que permitem
interromper manualmente a passagem de corrente elétrica.
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DISJUNTOR
Os disjuntores geralmente são classificados como NEMA ou DIN.
Essa classificação, porém se refere ao tipo de encaixe do disjuntor no
quadro de distribuição. Porém, sua real forma de ação é em situações
de risco, por exemplo, no desarme frente a curtos circuitos. Sendo o
padrão DIN o mais utilizado e recomendado. Devido ao seu
desempenho e praticidade, influenciando no desuso de disjuntores
tipo NEMA.
O padrão DIN tem a sua origem europeia e contém o tamanho menor
em comparação ao padrão NEMA. O tipo DIN são versáteis e
práticos, além claro de obter a facilidade na hora de instalar e muito
mais. Já o padrão NEMA é um disjuntor com patamar norte-
americano. Ele é encontrado apenas da cor preta, diferenciando do
DIN que é encontrado apenas da cor branca. Entretanto, em relação à
segurança e as normas nacionais, os dois tipos de disjuntores contém
o certificado do Inmetro.
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DISJUNTORES TÉRMICOS
Os disjuntores térmicos funcionam através da deformação de uma lâmina bimetálica, quando
ocorre uma sobrecarga e a corrente elétrica neste disjuntor é maior que a aceitável, a lâmina
bimetálica se aquece por efeito joule e começa a se deformar, esta deformação age diretamente
em um contato que em determinado nível de deformação abre o contato seccionando o circuito
protegido por este disjuntor.
A vantagem do disjuntor térmico é ser um componente mecanicamente simples e robusto, desta
maneira é uma componente relativamente barato, em contrapartida sua desvantagem é não
possuir uma grande precisão de corrente de seccionamento e ser usada apenas para
aquecimentos de longo prazo, não sendo possível o seu uso para proteção contra curtos-
circuitos.
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DISJUNTORES MAGNÉTICOS
Uma corrente elétrica que percorre um condutor elétrico gera um
campo magnético essa lei do eletromagnetismo nos permite
dimensionar uma bobina que quando atingida por uma forte corrente
elétrica desloca um contato seccionando assim um circuito, esse é o
princípio de funcionamento do disjuntor magnético, esse efeito é
instantâneo o que garante uma incrível precisão a este disjuntor.
Esta velocidade de interrupção instantânea é o que nos permite
proteção contra curto circuitos e neste caso é possível substituir um
fusível.
Sua maior vantagem é a precisão e a possibilidade de proteger contra
curtos circuitos em contrapartida tem um preço mais elevado.
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DISJUNTORES
TERMOMAGNÉTICOS
O disjuntor termomagnético tem por finalidade proteger as
instalações elétricas contra possíveis danos relacionados a
sobrecargas e curto-circuito. A função do disjuntor
termomagnético é monitorar e controlar a corrente elétrica,
interrompendo imediatamente sua circulação de energia elétrica
em caso de picos que ultrapassem o considerado adequado em
que o mesmo foi dimensionado.
O disjuntor termomagnético é muito utilizado em instalações
residenciais, comerciais e industriais lembrando que o disjuntor
termomagnético foi criado para proteger o sistema elétrico
contra curto-circuito e sobrecarga.
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DISJUNTORES
TERMOMAGNÉTICOS
Os disjuntores magnéticos possuem 3 funções.
1- Manobra: A manobra se consistem na abertura e fechamento
do circuito em que o disjuntor foi aplicado.
2- Proteção contra sobrecargas: O disjuntor termomagnético
monitora o sistema elétrico da seguinte maneira, quando a
corrente elétrica fica acima do dimensionamento do circuito,
chamamos os mesmos de sobrecarga, quando o disjuntor
percebe esta sobrecarga o mesmo ativa um dispositivo que é
sensível ao calor e provoca a abertura do mesmo.
3- Proteção contra curto-circuito: O disjuntor termomagnético
possui um dispositivo magnético que desativa o mesmo, quando
ocorre um aumento instantâneo da corrente elétrica.
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DISJUNTORES
TERMOMAGNÉTICOS
1. Manopla - utilizada para fazer o fechamento ou a abertura
manual do disjuntor. Também indica o estado do disjuntor
(Ligado/Desligado ou desarmado). A maioria dos disjuntores
são projetados de forma que o disjuntor desarme mesmo que
a manopla seja segurada ou travada na posição "ligado".
2. Mecanismo atuador - Junta ou separa o sistema da rede
elétrica.
3. Contatos - Permitem que a corrente flua quando o disjuntor
está ligado e seja interrompida quando desligado.
4. Terminais
5. Trip bimetálico
6. Parafuso calibrador - permite que o fabricante ajuste
precisamente a corrente de trip do dispositivo após
montagem.
7. Solenoide ou Bobina
8. Câmara de Extinção de arco. 19
DISJUNTORES DE ALTA
TENSÃO
Para a interrupção de altas correntes, especialmente na
presença de circuitos indutivos, são necessários
mecanismos especiais para a interrupção do arco voltaico
(ou arco elétrico), resultante na abertura dos polos. Para
aplicações de grande potência, esta corrente de curto-
circuito, pode alcançar valores de 100 kA.
Após a interrupção, o disjuntor deve isolar e resistir às
tensões do sistema. Por fim, o disjuntor deve atuar quando
comandado, ou seja, deve haver um alto grau de
confiabilidade.
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DISJUNTORES
Os disjuntores possuem uma característica muito importante, que é a curva de ruptura, que esta
relacionada ao tempo que o disjuntor suporta uma corrente acima da corrente nominal e a
quantidade a mais de corrente acima da nominal.
Existem vários tipos de curva de ruptura, destacaremos aqui as três mais utilizadas, são as B, C e
D.
Não existe curva A, pois poderia ser confundido com a unidade de medida de corrente elétrica
ampère (A).
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DISJUNTORES
Curva B:
A curva de ruptura B para um disjuntor estipula, que sua corrente de ruptura esta compreendido entre 3 e 5 vezes a
corrente nominal, um disjuntor de 10A nesta curva deve operar quando sua corrente atingir entre 30A a 50A.
Os disjuntores curva B são usados onde se espera um curto circuito com baixa intensidade, normalmente cargas
resistivas, em residências nas tomadas de uso comum, onde a demanda de corrente de partida do equipamento é
baixa.
Curva C:
A curva de ruptura C para um disjuntor estipula, que sua corrente de ruptura esta compreendido entre 5 e 10 vezes
a corrente nominal, um disjuntor de 10A nesta curva deve operar quando sua corrente atingir entre 50A a 100A.
Os disjuntores de curva C são usado onde se espera uma curto circuito de intensidade média e onde a demanda de
corrente para partida de equipamentos é mediana, normalmente cargas indutivas, como motores, sistemas de
comando e controle, circuitos de iluminação em geral e ligação de bobinas.
Curva D:
A curva de ruptura D para um disjuntor, estipula que sua corrente de ruptura esta compreendido entre 10 e 20 vezes
a corrente nominal, um disjuntor de 10A nesta curva deve operar quando sua corrente atingir entre 100A a 200A.
Os disjuntores de curva D são usado onde se espera uma curto circuito de intensidade alta e onde a corrente de
partida é muito acentuada, sendo muito utilizados em grande motores e grandes transformadores. 23
DISJUNTORES
TIPO DO DISJUNTOR SENSIBILIDADE CORRENTE DE APLICAÇÃO
DISPARO
B ALTA 3 A 5 VEZES A CARGAS RESISTIVAS
CORRENTE
NOMINAL
C MÉDIA 5 A 10 VEZES A INSTALAÇÕES
CORRENTE RESIDENCIAS
NOMINAL
D BAIXA 10 A 20 VEZES A CARGAS
CORRENTE INDUSTRIAIS
NOMINAL
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