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Relação Pedagógica e Comunicação

Este documento discute três tópicos principais: 1) A importância da relação pedagógica e da interação com os participantes; 2) O papel da comunicação na formação, incluindo vários estilos de comunicação; 3) Como se comunica em grupos de formação e os tipos de formandos que aparecem nesses grupos.

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Joana Andrade
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Relação Pedagógica e Comunicação

Este documento discute três tópicos principais: 1) A importância da relação pedagógica e da interação com os participantes; 2) O papel da comunicação na formação, incluindo vários estilos de comunicação; 3) Como se comunica em grupos de formação e os tipos de formandos que aparecem nesses grupos.

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RELAÇÃO PEDAGÓGICA E

ANIMAÇÃO EM GRUPOS

Módulo III

Sofia Borda de Água de Almeida


15 de Fevereiro de 2005
SUMÁRIO DO MÓDULO
 Importância da Relação Pedagógica
 Interacção com os participantes
 Papel da Comunicação na Formação
 Vários estilos de comunicação
 Como se Comunica
 O Grupo de Formação
 Quem aparece nos Grupos de
Formação (tipo de formandos)
COMPETÊNCIAS A
ADQUIRIR

Pretende-se que cada formando (a), após a


frequência do módulo, esteja apto (a):
 Compreender a dinâmica formador-
formando-objecto de aprendizagem, numa
perspectiva de facilitação dos processos de
formação.
 Compreender os fenómenos psicossociais,
nomeadamente o da liderança,
decorrentes nos grupos em contexto de
formação.
RELAÇÃO PEDAGÓGICA

 Necessidade de encontrar uma


adesão no acto formativo

 Aceitação Temporária

 Finalidade Fundamental é prolongar-


se no tempo, provocando um
entusiasmo de pesquisa autónoma e
movimento crítico.
INTERACÇÃO COM OS
PARTICIPANTES
O ACOLHIMENTO
 Promover o momento inicial de
reconhecimento dos presentes
 Criar um espaço de à – vontade e
entendimento
 Necessidade de Promoção do Grupo, que vai
tomando corpo
 Promovendo o Grupo, o Formador vai-se
inserindo no mesmo, sendo aceite como seu
animador.
PROCESSO DE
APRESENTAÇÃO
FORMAS DE APRESENTAÇÃO
 Apresentação corrente ou usual

 Jogo dos Pares

 Jogo dos Provérbios

 Apresentação pelo Mapa

 Um Olhar Sobre o Outro


DIFERENTES
COMPORTAMENTOS
COMUNICAÇÃO

 ATITUDES….
Elementos a ter em consideração:

 Respeito pelos outros

 Transparência na Linguagem

 Considerar as características
individuais do Grupo.
COMUNICAÇÃO

 ATITUDES….

PASSIVIDADE
O ESTILO PASSIVO

 O estilo passivo é uma forma de evitar o


social.

 Trata-se de uma atitude de submissão


perante os acontecimentos e os outros.
O ESTILO PASSIVO
 Resulta num comportamento de fuga e
de auto-desvalorização que conduz a
uma dificuldade em fazer valer as suas
opiniões.

 Como sinais característicos poderemos


destacar o nervosismo, revelado em
gestos constantes, a voz é
frequentemente sumida, e não utiliza o
olhar de confronto.
COMUNICAÇÃO

 ATITUDES….

AGRESSIVIDADE
O ESTILO AGRESSIVO

 Comportamentos agressivos com o


objectivo de fazer valer os seus
direitos à custa da submissão do outro

 Pretende dominar, valorizando-se à


custa de terceiros, os quais tende a
ignorar ou a desvalorizar.
O ESTILO AGRESSIVO
 Espírito crítico e controlador - utilizam
a humilhação dos outros para se
defenderem de possíveis ataques à sua
pessoa.

 Sinais frequentemente associados ao


comunicador agressivo, poderemos
destacar o falar geralmente alto, o
interromper sistematicamente o outro, os
gestos tensos e altivos, o olhar
intenso.
COMUNICAÇÃO

 ATITUDES….

MANIPULAÇÃO
ESTILO MANIPULADOR
 A principal característica da comunicação
manipuladora é a utilização da
linguagem como disfarce, para
concretizar os seus objectivos.

 Utiliza com frequência uma linguagem


pouco directa, na forma como expressa
as suas intenções, recorrendo à
insinuação como forma de manipular.
ESTILO MANIPULADOR

 Utiliza a chantagem emocional como


forma de alcançar o que pretende.

 É um “actor” nas suas relações


interpessoais
COMUNICAÇÃO

 ATITUDES….

ASSERTIVIDADE
ESTILO ASSERTIVO
 O comportamento assertivo caracteriza-
se pela capacidade de afirmação das
opiniões, vontades e sentimentos
próprios, respeitando e promovendo os
dos outros. É um comportamento que se
traduz na auto-afirmação da pessoa,
visando simultaneamente a afirmação do
interlocutor, aceitando-a.

 O comunicador assertivo deseja que “(…)


ambas as partes ganhem, caso seja
possível” (Azevedo, 1996).
ANÁLISE DO QUADRO

Respeito pelo
Outro
Transparência
de Linguagem ALTO BAIXO

ALTA ASSERTIVIDADE AGRESSIVIDADE

BAIXA PASSIVIDADE MANIPULAÇÃO


COMUNICAÇÃO
ASSERTIVA
ATITUDES PARA UMA
COMUNICAÇÃO ASSERTIVA
 Auto-Estima
 Determinação
 Empatia
 Adaptabilidade
 Auto-controlo
 Tolerância à frustração
 Sociabilidade
AUTO-ESTIMA

 Tendo em conta que: a assertividade


pressupõe a auto-afirmação do
indivíduo; e, os outros podem ser
entendidos como uma espécie de
“espelho” da nossa imagem. É
importante aprender a aceitar as nossas
características, de forma a desenvolver
a nossa auto-estima, sem pessimismo,
auto-complacência, ou presunção.
DETERMINAÇÃO
 Surge como o resultado da energia
associada à nossa força de vontade para
levar a cabo os nossos objectivos.

EMPATIA
 Consiste na capacidade de nos
colocarmos no lugar do outro, procurando
compreendê-lo e pressupõe uma boa
capacidade de escuta, bem como uma
capacidade de descentração da nossa
pessoa.
ADAPTABILIDADE
 Pressupõe que o comunicador assertivo
é aquele que é capaz de se colocar à
altura do seu interlocutor por exemplo:
se estamos a falar com crianças, ou
com adultos; se estamos a falar com
um familiar, ou com um desconhecido.

AUTO-CONTROLO
 É a nossa capacidade de controlar os
nossos sentimentos e emoções
negativas de modo a interferir na
relação com o outro.
TOLERÂNCIA À FRUSTAÇÃO
 Tem a ver com a nossa resistência aos
aspectos mais negativos da nossa
vida. Nas nossas relações
interpessoais, é a capacidade de gerir
as tensões e conflitos.

SOCIABILIDADE
 Um comunicador assertivo deve ter
prazer em comunicar e relacionar-se
com os outros.
COMO SE COMUNICA?

 Movimentos
 Sons
 Imagens
 Palavras
 Gestos
 Espaço
OS GESTOS DESCRITIVOS
 Gestos Descritivos (1º, 2º, 3º)
OS GESTOS TEMPORAIS
 Gestos Temporais (antes; depois)
GESTOS COORDENATIVOS
 Gestos Coordenativos (então...; logo)
GESTOS DE ORIENTAÇÃO
 Gestos de Orientação: (por aqui; por
ali...)
AS DIVERSAS
FORMAS DE
COMUNICAR
BÁSICAS

Através do intercomunicador, A palavra, a voz e os silêncios


Indirecta
telefone, telemóvel... são fundamentais.
A palavra e voz são
Oral Confrontação com outra
fundamentais, mas a postura, o
pessoa, numa conversa,
Directa aspecto e a atitude dos
entrevista, reunião,
indivíduos é igualmente
palestra...
importante.

Utiliza a palavra para transmitir a


mensagem que deve ser
Cartas, faxes, anúncios, inequívoca pois ao contrário das
impressos, comunicados, anteriores formas, não é um tipo
Não presencial
memorandos, circulares, de comunicação passageira, mas
notas, relatórios... fica registada e pode ser
verificada sempre que
necessário.
Escrita

É utilizada a palavra
simultaneamente escrita e falada,
Apresentações ou
a postura e atitudes dos
Presencial Comunicações em palestras,
Indivíduos continuam a ter
reuniões, conferências...
Extrema importância (mais ou
menos poder de comunicação).
COMPLEXAS

É o caso, por exemplo, dos chamados sinais


É um modo de transmissão passivo e
exteriores de riqueza ou símbolos de status que,
muitas vezes inconsciente, que utiliza
Simbólicas através da roupa, do penteado, do carro ou da
várias convenções como veículos para
morada, nos fornecem indicações sobre o
transmitir uma ou várias mensagens.
estatuto social de determinada pessoa.
 Intervenção ou discurso perante um público:
- é preferível falar de pé;
- se as circunstâncias obrigarem a falar sentado,
deve inclinar-se a cabeça em direcção ao É o modo de transmissão que utiliza
público; o corpo humano para exprimir, de
 Cruzar os braços ou as pernas para o lado Uma forma activa, consciente ou
oposto da pessoa pode significar que inconsciente, determinados
rejeitamos a mensagem do interlocutor. sentimentos. Esta comunicação pode
Gestuais  Franzir ou esfregar os olhos pode significar ser utilizada para induzir o receptor
ou não
incredulidade. Em erro, mas pode também
verbais  Cruzar os dedos das mãos com força pode transmitir mensagens involuntárias
denunciar tensão ou irritação. através de gestos e atitudes.
 Coçar o queixo pode ser a maneira
(involuntária) de dizer a outra pessoa que a O gesto pode confirmar a frase ou
estamos a avaliar. anulá-la.
 Bocejar significa desinteresse, mas também
pode significar que está na hora de fazer uma
pausa para o café.

A voz é o veículo físico da


Uma frase dita no tom errado ou com uma
comunicação oral e por isso devemos
entoação
cuidar dela e ter atenção à forma como
não adequada pode contrariar a mensagem que se
Verbais é utilizada. Uma voz clara, uma boa
pretende transmitir. Pode ser motivado por um
dicção uma entoação ou tom correctos
estado psicológico desfavorável: irritação, cansaço,
facilitam a comunicação de qualquer
contrariedade...
mensagem.
O ESPAÇO

DISTRIBUIÇÃO
DAS SALAS
DISPOSIÇÃO EM U
O Formador e o Espaço
 A utilização que o Formador faz do espaço
e movimento é muito importante na
definição do estilo comunicativo do grupo.

 Apoia a comunicação verbal com os gestos


coordenativos, descritivos, etc.

 Se desloca na sala, marcando o ritmo,


aproxima-se e recua face aos Formandos,
acompanhando as próprias pausas,
entoações e exclamações com o
movimento e postura corporal.
ANÁLISE DOS
DIVERSOS
CENÁRIOS
CENÁRIO I
Exposição oral dos
conteúdos programáticos
 A comunicação obedece ao previamente
estabelecido no programa do curso

 A informação é emitida do Formador


para o grupo de Formandos

 Probabilidade de retenção por parte dos


participantes: cerca de 20% da
informação
CENÁRIO II
CENÁRIO II

 O Formador expõe a “matéria” e


questiona os participantes.

 A comunicação ocorre no sentido


Formador-Formando e Formando-
Formador, embora seja o 1º a abrir e
fechar as redes da comunicação.
CENÁRIO II
 O programa estabelecido é respeitado no
essencial.

 Para além da comunicação oral, o


Formador recorre também aos audio-
visuais.

 Probabilidade de retenção por parte dos


participantes: cerca de 50% da
informação divulgada.
CENÁRIO III
ANIMADOR DE GRUPOS

 Existe alternância entre os papeis de


Emissor e de Receptor, sendo o Formador
o orientador desta alternância..

 Há saturações das redes de comunicação:


a comunicação dá-se em todos os
sentidos, incluindo Formando-Formando e
Formando-Formador.
ANIMADOR DE GRUPOS
 Os conteúdos, ainda que obedecendo
aos termos pré-estabelecidos, estão
mais sujeitos ao improviso, de acordo
com as experiências pessoais, os
interesses e a disponibilidade de cada
um.

 Probabilidade de retenção
consideravelmente mais elevada: cerca
de 70% da informação.
CENÁRIO IV
EM CONFERÊNCIA
 A disposição em conferência é inibidora
da comunicação em sala. Possibilita ao
Formador o domínio completo das redes
de comunicação, remetendo os
participantes para o papel de receptores
passivos, com todas as implicações que
este facto acarreta a nível do sucesso da
aprendizagem e retenção.
EM CONFERÊNCIA

 As mesas e o estar de costas são


autênticos obstáculos à interacção.

 A postura do Formador resulta muito mais


formal e distante.
JOGO PEDAGÓGICO

O JOGO DO
GALO
JOGO PEDAGÓGICO
 O JOGO DO GALO

Opções Custo Respostas (%)

A Nada 34%
B 15€ 11%
C 15€ + Juros 11%
D 35€ 32%
E Poupança de 20€ 12%
OBSTÁCULOS À
COMUNICAÇÃO
OBSTÁCULOS À
COMUNICAÇÃO
 Diferença entre o que se pretende
transmitir e o que de facto se
transmite

 O código utilizado pode não ser o mais


indicado

 Falta de objectividade na codificação,


devido ao excesso ou insuficiência da
informação transmitida.
OBSTÁCULOS À
COMUNICAÇÃO

 Estereótipos, Crenças e Preconceitos


 Efeito de Halo
 Efeito Lógico
 Efeito dos tipos pré-determinados
 Efeito de Carácter
 Efeito de Tendência Central
Estereótipos,
Crenças e
Preconceitos
Estereótipos, Crenças e
Preconceitos
 Aquilo em que acreditamos ou
pensamos acerca dos outros, e
consequentemente, avaliamos
positiva ou negativamente, é muitas
vezes adquirido através da percepção
enviesada ou distorcida que fazemos
da realidade.

 O ser humano tem absoluta


necessidade de compreender o mundo
e conferir ordem às coisas.
Estereótipos, Crenças e
Preconceitos
 No contexto pedagógico, a utilização
abusiva de estereótipos e preconceitos no
relacionamento com os participantes é
nefasta, pois:

 Limita a quantidade e qualidade da


informação captada

 Aumenta o risco de não reagir à situação


presente e à pessoa real e sim às nossas
ideias pré-concebidas.
Estereótipos, Crenças e
Preconceitos

 Aumenta o risco de se elaborar em


interpretações deturpadas dos
acontecimentos

 Torna o formador numa pessoa rígida,


inflexível, com resistência à mudança.

 Origina situações potencialmente


conflituosas, discriminações, mal-
entendidos, comunicações ambíguas e
tensões negativas no grupo.
Erros Perceptivos
Comuns na
Avaliação dos
Outros
Erros Perceptivos Comuns na
Avaliação dos Outros
 Existem alguns erros ou
enviesamentos perceptivos que
frequentemente ocorrem no
relacionamento interpessoal, para os
quais importa alertar, já que
conduzem a avaliações restritivas ou
erróneas do comportamento do
outro, das suas intenções ou
características de personalidade.
Efeito de Halo
Efeito de Halo
 É a tendência para formar uma opinião
global acerca de alguém, através da
generalização de uma característica que
se evidencia.

 É o 1º dia do curso. Um Formando


particularmente bem disposto, faz um ou
dois comentários irónicos referentes ao
que o Formador está a dizer.

 Pensamento do Formador :”Este é um


engraçadinho, vai dar-me problemas...”
Efeito Lógico
Efeito Lógico
 Consiste em supor que certas
qualidades ou atitudes dos indivíduos se
encontram associadas. Deduz-se,
assim, que face à presença de um
deles, todas as restantes se verificam.

 Formador: “Os tipos engraçadinhos


nunca estão motivados para trabalhar.
O seu único interesse é gozar e
evidenciarem-se... O que vale é que se
vai fartar de faltar ao curso...”
Efeito dos
Tipos Pré-
determinados
Efeito dos Tipos Pré-
determinados
 Tendência para enquadrar as pessoas
dentro de certos tipos pré-qualificados na
nossa mente e agir de acordo com eles,
ignorando as qualidades individuais.

 É o que acontece quando agimos guiados


pelos estereótipos e ideias feitas.

 Formador: “Se são de um curso de


Informática, não vão estar nada
interessados na parte de Pedagogia”.
Efeito de
Carácter
Efeito de Carácter
 Tendência para classificar as pessoas nos
extremos da nossa escala de valores,
sem considerar posições intermédias.

 Esta é uma peculiaridade das histórias


infantis, obras literárias menores, filmes,
telenovelas, etc., da nossa cultura: só
existem os bons e maus, o herói e o
vilão, os Formandos espertos e os
burros, os bem e os mal-comportados...
EFEITO DE
TENDÊNCIA
CENTRAL
EFEITO DE TENDÊNCIA
CENTRAL

 Tendência para situar os indivíduos em


posições intermédias da nossa escala
de valores, sem considerar diferenças
individuais ( todos os casos são iguais).

 “Os Formandos são todos iguais” –


cuidado!
EFEITO DE TENDÊNCIA
CENTRAL
 Os estados emocionais como a tristeza,
alegria, agressividade, insegurança, etc.
Podem deformar as mensagens ao nível
do Receptor e Emissor. Para uma pessoa
insegura uma brincadeira poderá ser
interpretada como sarcasmo; o indivíduo
eufórico tenderá a ignorar as notícias
desagradáveis...

 Nos factores emocionais que mais


interferem na comunicação pedagógica,
encontram-se a Ansiedade e o Nível
Motivacional.
SABER EMITIR
FACILITA A
COMUNICAÇÃO
SABER EMITIR FACILITA
A COMUNICAÇÃO
 Quem comunica deve saber qual o
objectivo a comunicar.

 Relacionar sempre as intervenções do


grupo enquadrando-as na exposição
da matéria.

 Cuidar do nível não verbal do


Comunicador é imprescindível.
SABER OUVIR FACILITA
A COMUNICAÇÃO
 Começar a ouvir desde a primeira
palavra.

 Escutar atentamente todas as


opiniões.

 Concentrar-se no que está a ser


comunicado, sem se precipitar
tentando adivinhar o que os
interlocutores vão dizer
SABER OUVIR FACILITA
A COMUNICAÇÃO

 Manifestar a sua atenção e


receptividade através de
comportamentos e sinais verbais

 Gerir os silêncios sem impaciência ou


ansiedade
ATITUDE EMPÁTICA

Pode definir-se EMPATIA como : “a


capacidade de inferir estados internos
ou traços de personalidade do ouro,
comparando-os com as nossas próprias
atitudes e, simultaneamente, de tentar
perceber o mundo tal como essa
pessoa o percebe”.
ATITUDE EMPÁTICA
 Sem esta atitude a comunicação
interpessoal nunca será satisfatória.

 Capacidade empática : Se no decorrer


da interacção for capaz de sentir o
que sentiria se estivesse na
posição da outra pessoa.
ATITUDE EMPÁTICA
 Técnica preventiva de interacções
hostis ou conflitos.

 Comportamento gera comportamento.

 A Empatia funciona também como


uma técnica preventiva de conflitos ou
interacções hostis.
COMPORTAMENTO

 O comportamento não é algo pré-


determinado, hereditário ou automático;
os indivíduos podem escolher
comportamentos e formas de comunicar
que promovam a qualidade das
interacções pessoais, particularmente em
situações profissionais.
COMPORTAMENTO

 Para tal, basta estar atento e receptivo às


mensagens que ocorrem no aqui e agora,
atender às necessidades dos Formandos e
compreender o seu contexto emocional,
evitando as distorções comunicativas.
O FORMADOR É UM GESTOR
DA COMUNICAÇÃO
 Orienta as Mensagens
 Anima a discussão sem a limitar.
 Ajuda o grupo a seleccionar e a desenvolver
os aspectos mais pertinentes e necessários.

 Fomenta o intercâmbio entre o papel


de Emissor e de Receptor
 Suscita a participação de todos
 Facilita a troca de opiniões
 Garante igual oportunidade de expressão a
todos os participantes
O FORMADOR É UM GESTOR
DA COMUNICAÇÃO

 Diminui o ruído

 Mantém ordem no debate


 Controla as interferências
 Sintetiza as principais ideias debatidas em
função do tema em questão.
 Repete o significado de algumas intervenções
importantes de modo a estruturar a
informação.
O FORMADOR É UM GESTOR
DA COMUNICAÇÃO

 Suscita a escuta activa e a atitude


empática no seio do grupo

 Mantém os conteúdos num registo objectivo


salvaguardando-os de cargas emocionais
excessivas decorrentes dos temas ou do
relacionamento interpessoal.
COMUNICAÇÃO
EFICAZ
COMUNICAÇÃO EFICAZ

 Cuide da sua imagem


 Seja cordial no primeiro contacto
 Trate os participantes de forma
personalizada.
 Escute sem interromper
 Fale de forma, simples, clara e
objectiva
 Adapte as mensagens aos
interlocutores
COMUNICAÇÃO EFICAZ

 Não reaja a observações agressivas


no mesmo tom
 Faça perguntas sugestivas
 Recorra aos meios audiovisuais e
outros
 Reforce com palavras e com gestos
as intervenções positivas
 Seja imaginativo! Seja entusiasta!
COMUNICAÇÃO EFICAZ

A comunicação interpessoal
dificilmente
será satisfatória se o emissor não
adoptar
suas atitudes relacionais
fundamentais: a
escuta activa e atitude empática.
COMUNICAÇÃO EFICAZ
 Gerir os silêncios sem impaciência ou
ansiedade
 Não interromper a comunicação do
interlocutor, deixando-lhe espaço para
se expressar
 Não interpretar o que o outro diz sem
“chão” suficiente, mas sim fazer
perguntas e colocar questões de forma a
suscitar a participação do interlocutor e
obter esclarecimentos sobre o que ele
quer expressar.
RECORDAMO-NOS DE:
 10% do que lemos;

 20% do que ouvimos;

 30% do que vemos;

 50% do que simultaneamente vemos e


ouvimos;

 90% do que dizemos e simultaneamente


fazemos
ASSIM:

 O que eu ouço, esqueço

 O que eu vejo, recordo

 O que eu faço, compreendo.


GRUPO DE FORMAÇÃO

O QUE É UM
GRUPO?
UM GRUPO É ...

 Dois ou mais indivíduos

 Com um objectivo comum

 Interdependentes

 Que adoptam regras, normas e sanções


que regulam o seu comportamento no
âmbito do grupo.
O QUE É UM GRUPO?
 Um grupo é constituído por diferentes
pessoas que partilham os mesmos
objectivos e necessidades.

 Os elementos do grupo regulam as suas


interacções adoptando as mesmas crenças,
normas, regras e padrões de
comportamento. Só assim é possível
existir interdependência e cooperação, de
modo a atingir os objectivos ou satisfazer
as necessidades do grupo.
UM GRUPO É ...

 Onde cada um desempenha um papel,


e coopera para que o grupo atinja o
seu objectivo

 O formador ou animador gere a vida


do grupo, assegurando que as suas
diferentes funções se realizam e que
os objectivos são alcançados.
UM GRUPO É ...

 O Formador pode adoptar diferentes


estilos de gestão do ambiente
pedagógico, de autoritário, a liberal ou a
democrático, com diferentes
consequências na produtividade e no
clima psicológico do grupo.

 Em todos os grupos surgem elementos


de vários tipos, tendo o líder um papel
muito importante.
ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO
ORIENTADAS PARA A RELAÇÃO
 O desenvolvimento dos grupos
efectua-se segundo dois vectores
fundamentais:

 Desenvolvimento orientado para a


TAREFA

 Desenvolvimento orientado para a


RELAÇÃO
ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO
DO GRUPO
 As forças implicadas no desenvolvimento
orientado para a tarefa produzem
comportamentos que visam a prossecução
do objectivo – Elaborar, analisar, trocar
informação, sintetizar, etc...

 As forças implicadas no desenvolvimento


orientado para relação originam
comportamentos que visam manter o grupo
unido e coeso – Concordar, promover a
harmonia, encorajar, apoiar, etc...
ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO
ORIENTADAS PARA A TAREFA
 Segundo B. W. Tuckman existem 4
etapas de desenvolvimento

 1ª Etapa – Orientação para a Tarefa


 2ª Etapa – Resposta emocional às
exigências da tarefa
 3ª Etapa – Intercâmbio aberto das
interpretações relevantes
 4ª Etapa - Surgir das soluções
1ª Etapa – Orientação para a
Tarefa
 Os elementos do grupo procuram
identificar e compreender os
componentes mais importantes da
tarefa e tentam perceber qual o
contributo que cada um poderá dar
para a resolução do mesmo, com
base nas suas capacidades e
experiência anterior.
2ª Etapa – Resposta emocional
às exigências da tarefa
 Os elementos do grupo resistem às
exigências da tarefa e aos pressupostos a
que ela obriga. O desfasamento existente
entre as exigências da tarefa e as
variáveis individuais (esforço, motivação,
estilo de trabalho, etc.) provoca respostas
emocionais negativas.
 Exemplo: “Não estou a perceber nada! Então
é para fazer assim? Mas não nos disseram
(...)”;
 “Ah, é para fazer isso? Mas assim é muito
difícil! Não estamos preparados!”
3ª Etapa – Intercâmbio aberto
das interpretações relevantes

 Os elementos do grupo trocam


afirmações e opiniões.

 O debate é aberto a todos.


4ª Etapa - Surgir das
soluções
 Aparecem comportamentos que revelam
tentativas construtivas de resolver a
tarefa.

 A energia anteriormente requerida para


manter a coesão e alimenta a
disponibilidade dos vários elementos para
a tarefa, pode agora ser transferida para
o trabalho e realização da tarefa.
Etapas de
Desenvolvimento
Orientadas
para a Relação
ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO
ORIENTADAS PARA A RELAÇÃO

 1ª Etapa – Comprovação e
Dependência

 2ª Etapa – Conflito Intragrupal

 3ª Etapa – Desenvolvimento de
Coesão do Grupo
1ª Comprovação e
Dependência
 É a etapa já referida de procura dos
inimigos e aliados.

 É uma etapa de estudo mútuo de


reacções e atitudes, em que cada
um, pela observação dos restantes
tenta identificar quais os
comportamentos mais adequados
face àquele grupo e àquele
Formador.
2ª Conflito Intragrupal
 As forças opostas conduzem a
discussões e argumentação. Os
elementos oscilam entre a
individualidade e uma atitude defensiva
e a integração no grupo, o revelarem-se
exporem-se perante os outros.

 As interacções são desiguais e sobressai


a falta de harmonia.
3ª Desenvolvimento de Coesão
do Grupo
 A resolução da etapa anterior permite a
aceitação em fazer parte do grupo, e
aceitação das atitudes dos outros no
contexto intra-grupal.

 A atitude defensiva é muito menor,


tornando-se o grupo numa realidade.

 Os diferentes elementos estabelecem e


respeitam regras e normas, de forma a
evitarem o conflito e perpetuarem a vida
do grupo.
Estrutura do Grupo de
Formação

Funções do
Grupo e Papel
do Formador
FUNÇÃO DE
PRODUÇÃO
Funções Internas do Grupo
 Função de Produção: Prossecução dos
objectivos delineados pelo
desenvolvimento e concretização das
actividades e tarefas

 O papel de Animador ou Formador relativo


a esta função, consiste em garantir que os
objectivos foram compreendidos através
da produção de materiais didáticos.
FUNÇÃO DE
FACILITAÇÃO
Funções Internas do Grupo
 Função de Facilitação: Estabelecer as normas
de funcionamento e as regras de
comportamento, por forma a reger os
desempenhos de modo a facilitar a realização
dos objectivos do grupo.
 Definir quais os meios necessários à
realização das tarefas.
 O Animador ou Formador deve assegurar o
desempenho dos papéis definidos por cada
membro, e gerir os meios necessários à
execução desses papéis.
FUNÇÃO DE
REGULAÇÃO
Funções Internas do Grupo

 Função de Regulação - Regulação


das trocas interpessoais e dos
conflitos.

 Ao Animador ou Formador cabe gerir


a vida interna do grupo, a
comunicação interna de modo a
salvaguardar a união e a cooperação
no seio do grupo.
ESTILOS DE FORMAÇÃO

TIPOS DE
AMBIENTE
PEDAGÓGICO
IMPRIMIDOS PELO
FORMADOR
Estilo
Autoritário ou
Autocrático
Estilo Autoritário ou
Autocrático
 O Formador concentra o poder de
decisão em relação aos objectivos,
conteúdos e métodos de trabalho.

 Explica por etapas e não fornece uma


visão global das tarefas

 Situa-se fora do Grupo e não se envolve


com as tarefas. Mantém o
distanciamento máximo necessário à
imposição do seu estatuto de líder.
Estilo Autoritário ou
Autocrático
 Sanciona distracções e interacções. Mantém
a comunicação centrada nos conteúdos
programáticos, impedindo a expressão
individual.
 É o polo emissor e receptor das mensagens,
controlando as redes de comunicação.
 Controla resultados por Feed back
individual:
 assinala erros

 Não reforça os sucessos


Estilo Autoritário ou
Autocrático
A avaliação assume a forma de crítica
individualizada

Efeitos no Grupo
 Produção elevada em quantidade
 Clima do Grupo negativo e nível
motivacional baixo
 Não há expressão dos conflitos que
permanecem latentes
 Não há lugar para a criatividade e
expressão individual
Estilo
“Deixa andar ou
Liberal”
Estilo “Deixar andar ou
Liberal”
Estilo “Deixar andar “ ou Liberal

 O Formador apresenta um conjunto das


tarefas mas delega todo o poder de
decisão ao Grupo quanto a métodos de
trabalho
 Situa-se fora do Grupo, sentindo-se
como uma ameaça
 Faz pacto de não incomodar se não o
incomodarem
Estilo “Deixar andar ou
Liberal”
Estilo “Deixar andar “ ou Liberal

 Não intervém nas crises ou afirma-se de


forma incoerente
 Não controla resultados. Se solicitado
utiliza uma falsa atitude não directiva:
 “O que é que acha”?
 “Faça como lhe parecer melhor”...
Estilo “Deixar andar ou
Liberal”
Exerce uma falsa liderança, demitindo-se
do seu papel
Efeitos no Grupo
 A comunicação é, num 1º momento, elevada
chegando a euforia
 Posteriormente, a comunicação anárquica é
substituída por descontentamento e
desmotivação
 O grupo corre o risco de se desmembrar e
afastar-se por completo das actividades e
objectivos estipulados
 A produção é muito diminuta
Estilo
Democrático
ESTILO DEMOCRÁTICO
 O poder de decisão não está concentrado
no Formador. O Grupo possui certa
autonomia na tomada de decisões
 O Grupo participa na fixação dos
objectivos e métodos de trabalho
 O formador intervém nas crises mais
relevantes
 É o Grupo e cada um dos seus membros
que controla os resultados
 Atitudes de apoio, Exploração,
Interpretação e Empatia
ESTILO DEMOCRÁTICO
A comunicação é abundante, existindo
alternância de papéis dentro do grupo
Efeito no Grupo
 A produtividade é elevada, embora possa
não atingir os níveis do estilo autoritário
 Em compensação, a criatividade é
estimulada e o grupo consegue encontrar
novas fórmulas e soluções não aprendidas
 O clima sócio-afectivo é positivo e há
motivação
 O grupo torna-se coeso e adquire uma
verdadeira identidade
LIDERANÇA
LIDERANÇA
LIDERANÇA é a actividade de influenciar as
pessoas fazendo-as empenharem-se
voluntariamente em objectivos de grupo. Implica:
AUTORIDADE, RACIONALIDADE, INFLUÊNCIA,
INTELIGÊNCIA “O Líder envolve…”

CHEFIAR é a actividade de mandar nos outros,


obrigar os subordinados a fazer o que o chefe
quer.
Implica: PODER , MANDAR, FAZER USO DA
FORÇA, FAZER USO DA POSIÇÃO. “O Chefe
obriga...”
LIDERANÇA
Qualquer organização bem sucedida tem uma
característica principal que as diferencia das mal
sucedidas:

Uma Liderança Dinâmica e Eficaz

Peter Drucker realça que os gerentes (lideres


empresariais) são o recurso básico e também o mais
escasso de qualquer empresa.
ESTILOS DE GESTÃO
Analisar os estilos de gestão permite ao
gestor:
- Reflectir sobre o seu estilo de gestão;
- Reflectir sobre o estilo dos outros com que se
relaciona;
- Ver até que ponto o seu estilo pode ser
modificado, tendo em conta a criação da
organização orientada para os resultados;
O estilo de gestão pode ser relacionado com:
- A Eficácia
- O Clima Organizacional.
ESTILOS DE GESTÃO

Os Gestores têm um ou mais estilos de gestão.

Estes estilos podem ser mais ou menos eficazes

Os diferentes estilos de gestão difrenciam-se de acordo


com 3 Variáveis:

- Orientação para a Tarefa;


- Orientação para as Relações;
- Eficácia.
ESTILOS DE LIDERANÇA

COMPORTAMENTO COMPORTAMENTO
DE TAREFA DE RELACIONAMENTO

• Os Lideres adoptam para organizar • Os Líderes adoptam para manter


e definir as funções dos membros relações pessoais entre si e os
do seu grupo; membros do seu grupo;

• Explicar as actividades que cada um • Abrem canais de comunicação


deve executar, quando e como; providenciando apoio sócio-
- emocional;
• Estabelecer padrões bem definidos
de organização, canais comunicação • “Carícias psicológicas” e flexibili-
dade com os comportamentos
ESTILOS DE GESTÃO

- MISSIONÁRIO
- DESERTOR
- BUROCRÁTA
- PROMOTOR
- AUTOCRATA
- TRANSIGENTE
- AUTOCRATA BENEVOLENTE
- EXECUTIVO
MISSIONÁRIO
Orientação para a Orientação para
Tarefa as Relações

• Evita os conflitos
• Caloroso/amistoso/agradável
. . • Procura ser aceite/dependente
)

•Tenta tornar as coisas mais fáceis


• Evita ser ele a dar o sinal de partida de novas actividades/
passivo/ evita orientar os outros
• Não mostra preocupação com os resultados nem com os
níveis de desempenho
• Tenta apaziguar os ânimos e amortecer discordâncias

“O Chefe está a perguntar pelo relatório. Espero que não lhe cause
transtorno fazer-me saber em que ponto é que ele se encontra,
quando tiver tempo”
DESERTOR
Orientação para a Orientação para
Tarefa as Relações

• Trabalha p/ cumprir regras/ resultados mínimos/desiste


• Evita o comprometimento e responsabilidade
. . • Emite poucas opiniões ou sugestões úteis . .
• Pouco criativo/pouco original/vistas curtas

)
)

• Trava os outros/dificulta as coisas


• Resiste à mudança/não coopera
• Preocupa-se pouco com os erros/pouco faz para os
corrigir ou reduzir

“ O Chefe está a perguntar pelo relatório e a começar a ficar


irritado com a questão. Não sei porquê - não é assim tão
importante”
BUROCRATA
Orientação para a Orientação para
Tarefa as Relações

• Orienta-se por regulamentos, normas, directivas


• Seguro, digno de confiança
. . • Atentp à manutenção dos sistemas e às preocupações . .

)
)

correntes
• Atento aos pormenores/eficiente
• Racional/lógico/bom autocontrolo
• Justo/equitativo
• Prefere comunicar por escrito
• Reage ao conflito e à discórdia citando normas e regulam

“ Está quase na altura de entregar o relatório.


Está tudo em boa forma?
Vai ficar pronto a tempo?”
PROMOTOR
Orientação para a Orientação para
Tarefa as Relações

• Mantém abertos todos os canais de comunicação


• Desenvolve o talento dos outros/ensina a fazer
. . • Compreende e apoia os outros
)

• Trabalha bem com os outros/coopera


• Sabe ouvir/confia nos outros/os outros confiam nele
• Quando planeia, envolve toda a gente na elaboração
dos planos

“ Acerca do tal relatório, precisa de alguma ajuda da minha parte,


para alguma coisa que queira melhorar?”
AUTOCRATA
Orientação para a Orientação para
Tarefa as Relações

• Crítico e ameaçador
• Toma decisões e fá-lo sozinho
• Exige obediência e suprime o conflito . .
• Quer acção e exige resultados imediatos

)
• Usa exclusivamente comunicação descendente
• Actua sem consultar ninguém
• Temido/pessoa de quem não se gosta
• Níveis de desempenho mantidos graças a uma atmosfera
ameaçadora
“ O Chefe está a perguntar pelo relatório, e já está irritado com a
demora - e eu também! Ande-me com ele para a frente, e vamos lá
a ver se as coisas passam a mexer mais depressa por aqui…”
TRANSIGENTE
Orientação para a Orientação para
Tarefa as Relações

. . • Abusa da participação
• Fraco/ mole / cede com facilidade
)

• Produz decisões vagas e aceitáveis por todos


• Idealista / ambíguo
• Por vezes encoraja ideias novas, mas desinteressa-se por
elas e deixa-as morrer

“ O Chefe está a perguntar pelo relatório. Está muito ocupado agora?


Acha que consegue passar qualquer coisa para o papel logo que tenha
tempo?”
AUTOCRATA BENEVOLENTE
Orientação para a Orientação para
Tarefa as Relações

• Mostra iniciativa/sabe decidir


• Trabalhador/cheio de energia
• Empenhado/leva as coisas até ao fim
• Atento à quantidade, à qualidade e ao tempo . .

)
• Consciente dos custos, dos ganhos e da saída de
produação
• Obtém resultados
• Propões e/ou desenvolve ideias novas
• Valoriza a eficiência e a produtividade
“ O Chefe está a perguntar pelo tal relatório. Faça-me imediatamente
uma nota dando conta do estado em que se encontra, dos problemas
que esteja a encontrar - se os houver - e a data prevista para a sua
conclusão”
EXECUTIVO
Orientação para a Orientação para
Tarefa as Relações

• Baseia-se no trabalho em equipa para tomar decisões


• Usa a participação de forma apropriada
• Leva os subordinados a comprometerem-se com os
objectivos
• Encoraja elevados níveis de desempenho
• Coordena os esforços dos outros

“ Sou favorável a uma verdadeira participação, e por meio dela


consigo que todos se comprometam a atingir resultados inexcedíveis”
ESTILOS DE GESTÃO
Centrados nos contributos Orientados para os resultados

- Estilo Desertor - Estilo Burocrático


- Estilo Missionário - Estilo Promotor
- Estilo Autocrático - Estilo Autocrático
- Estilo Transigente Benevolente
- Estilo Executivo

Resposta às necessidades
pessoais do gestor em Resposta às necessidades
detrimento das necessídades da situação
decorrentes da situação
ESTILOS DE GESTÃO

Gráfico pag 42

Qualquer destes estilos pode ou não traduzir-se em


eficácia real, dependendo da situação.
TIPO DE FORMANDOS

Quem aparece nos


Grupos de
Formação?
PERFIS DE FORMANDOS
O SENHOR SABICHÃO

 Tenta impor aos outros as suas ideias


com grande convicção.
 Pode estar bem informado ou
simplesmente gostar de monopolizar a
comunicação
 Não é receptivo a ouvir os outros e
raramente abdica das suas opiniões.
 Por vezes, transforma-se em
Perguntador, tentando atrapalhar o
Formador ou levá-lo a apoiar o seu ponto
de vista.
O SENHOR SABICHÃO

Atitude Sugerida ao Formador:

 Reforçar a confiança do grupo,


dirigindo-lhe perguntas de resposta
não imediata

 Concordar que aquela é uma


perspectiva possível, mas pedir ao
grupo que manifeste a sua opinião.
O SENHOR MUDO:

 Apático e silencioso. Não participa,


considera-se superior ou inferior ao
assunto em discussão

 Só está fisicamente, não se interessa


por nada.
O SENHOR MUDO:

Atitude Sugerida ao Formador:

 Solicitar, com tacto, a sua opinião sobre


algo que seja possível relacionar com os
seus interesses, realçando a importância
da experiência de todos os elementos;

 Fazer com que o grupo perceba a


intenção do Formador de levar o Mudo a
participar.
O TIMIDO:

 Extremamente preocupado em não errar.

 Receia o julgamento dos outros, tem


muita dificuldade em expor-se ou ser alvo
da atenção do grupo enquanto fala.

 No entanto, tem ideias e interessa-se


pela vida do grupo. Muitas vezes é um
observador atento.
O TIMIDO:

Atitude Sugerida ao Formador:

 Dirigir-lhe perguntas fáceis, de modo


pouco directivo;

 Reforçar as suas intervenções,


chamando a atenção dos outros
participantes para elas.
O DEMODÉ
 Tem ideias muito próprias e
antiquadas.

 É rígido e conservador.

 Dirige-se ao grupo com atitudes de


superioridade, marcando um certo
distanciamento.

 Tem aversão ao trabalho em grupo.


O DEMODÉ

Atitude Sugerida ao Formador:

 Respeitar a sua susceptibilidade.

 Não o criticar directamente, mas


apresentar correcções como sugestões
ou na forma dubitativa “sim, mas...”.
O “BOCAS”

 Está noutra ‘onda’.

 É distraído e distrai os outros.

 Os seus interesses são essencialmente


lúdicos, daí que as suas colaborações
são esporádicas e sem grande
investimento de esforço.
O “BOCAS”

Atitude Sugerida ao Formador:

 Colocar-lhe perguntas directas e


fáceis tratando-o pelo seu nome,
para o ‘ligar à terra’.

 Perguntar-lhe a opinião sobre o que


acaba de ser dito.
“ZÉ MARRETA”
 É de ideias fixas. Gosta de discutir e
está sempre no contra. Critica os
trabalhos e as performances dos
outros.

 Muito na defensiva, tenta impor-se


pela agressividade, ferindo os outros.

 Ninguém gosta de trabalhar com ele e


no entanto parece ter orgulho em ser
assim...
“ZÉ MARRETA”
Atitude Sugerida ao Formador:

 Não se deixar envolver nos conflitos

 Reformular as comunicações no sentido


de serem apropriadas pelo grupo.

 Aproveitar as ideias interessantes que


possa emitir fazendo-o sentir-se membro
de uma equipa.
O “FALA-BARATO”

 Fala, fala, fala! Tem grande


necessidade de atenção e cansa o
grupo com facilidade fugindo aos
temas.
O “FALA-BARATO”

Atitude Sugerida ao Formador:

 Esperar o momento oportuno e


cortar-lhe a comunicação
agradecendo a sua contribuição, mas
alertando para o facto de que está
interessado em ouvir as opiniões dos
colegas.
O TRABALHADOR

 Seguro de si, tem muitas ideias,


colabora e empenha-se
animadamente.

 Sempre pronto a colaborar com o


Formador.
O TRABALHADOR

Atitude Sugerida ao Formador:

 Procurar obter a sua contribuição;

 Reforçar a sua conduta, agradecendo-


lhe.
O EXTROVERTIDO

 É alegre, amigo do grupo e muito


bom companheiro.

 Partilha as suas experiências, conta


piadas interessantes, anima o grupo.
O EXTROVERTIDO

Atitude Sugerida ao Formador:

 Tê-lo como aliado, já que é um


elemento querido do grupo.
O ACTUALIZADO

 Tem ideias inovadoras, procura


informação dentro e fora do grupo.

 Faz e aceita críticas construtivas.

 Deseja crescer com o grupo e gosta de


progressos no trabalho.

 Tem uma atitude analítica.


O ACTUALIZADO

Atitude Sugerida ao Formador:

 Reforçar as suas contribuições

 Enquadrar as suas perspectivas nos


métodos de trabalho adoptados
O “Criançola”
 Preguiçoso, gosta de tudo bem
mastigado.

 Não se empenha com o resto do grupo,


mas gosta de obter ganhos, mesmo
sem fazer nada por isso...
O Criançola:
Atitude Sugerida ao Formador:

 Intervir, no sentido de o
responsabilizar e interessar pelas
actividades, salientado os benefícios.
O LÍDER

 Os Líderes podem ser nomeados à


partida, em função da sua
competência ou estatuto social.

 Podem, também, emergir na


sequência das necessidades e
desenvolvimento do grupo.
 
O LÍDER
 O Líder orientado para a tarefa,
preocupado com os aspectos
estruturais de resolução das
actividades do grupo.
 
 O Líder orientado para a relação, cuja
principal preocupação consiste em
manter a comunicação e o clima
sócio-afectivo positivo.
O LÍDER

Retrato do Líder:
        
 Tem ideias
          É seguido pelos outros
          Tem poder de persuasão
          Consegue-se fazer ouvir
          Obtém a adesão do grupo às suas ideias
          É carismático
          Está perfeitamente integrado no grupo
RELAÇÃO PEDAGÓGICA E
ANIMAÇÃO EM GRUPOS

FIM
Os meus contactos:

E-mail: sofiabalmeida@[Link]
Telm: 96 4146970
OBRIGADA PELA VOSSA
ATENÇÃO

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