Análise e Interpretação de Textos Acadêmicos

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O documento discute habilidades importantes para a leitura, análise e interpretação de textos acadêmicos no ensino superior, como delimitar a unidade de leitura, identificar abordagens de an…

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Mario cuna

TEMA: LEITURA, ANÁLISE E

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Introducao
Na vida académica os textos de natureza literária, habitualmente usados em
níveis anteriores, são subistituídos pelos
filosóficos e científicos e estes exigem de si novas habilidades.
A arte da leitura, análise e interpretação de textos académicos é uma das
aprendizagens mais importantes na iniciação ao ensino superior.
A capacidade da leitura, análise e interpretação de textos científicos e filosóficos
está directamente relacionada com a capacidade de produção de textos e
consequentemente, de construção de conhecimento.
OBJECTIVOS DA SESSAO

 Deliminar uma unidade de leitura;


 Identificar as abordagens na análise dos textos;

 Distinguir as diferentes fases da ciência;

 Problematizar os conteúdos de uma unidade de leitura.

 Sintetizar os aspectos importantes numa unidade de leitura.


A LEITURA NO MUNDO UNIVERSITÁRIO

 Todo texto é portador de uma mensagem, concebida e


codificada por um autor, e destinada a um leitor, que, para
apreendé-la, precisa decodificá-la” (SEVERINO: 2007:51).

 Os textos da ciência e da filosofia apresentam códigos


específicos, que requerem um raciocínio mais rigoroso e
elaborado.

 O processo de realização de trabalhos científicos acontece a


partir da concepção e codificação da mensagem, que contem
um pensamento, conceitos, juízos e raciocínios (influenciados
por vivências pessoais e culturais),que deve ser posteriormente
descodificada e compreendida pelo leitor.
CONT.
 O leitor precisa absorver uma mensagem, na verdade um
pensamento construído dentro de uma realidade cultural,
tendo em conta com interferências da sua própria realidade e
cultura.

 A vida académica deve ser acompanhada com o


desenvolvimento da capacidade de apreensão de um
raciocínio lógico que auxilia na leitura, interpretação e
análise de textos.

 Existem algumas directrizes metodológicas que orientam a


leitura de modo que esta seja mais eficiente, eficaz, mais
rica e proveitosa.
ALGUMAS MEDIDAS DE LEITURA
Severino (2007) destaca algumas medidas importantes no
processo de leitura, entre elas:
 Delimitação da unidade de leitura;

 Análise textual;

 Análise temática;

 Análise Interpretativa ;

 A problematização e

 A síntese pessoal.
1. DELIMITAÇÃO DA UNIDADE DE LEITURA;

 Que pode ser de um capítulo;


 Uma secção ou qualquer subdivisão do texto a ser lido;

Definido o limite poderá disciplinar a leitura e busca da


melhor compreensão da mensagem.
A leitura de uma unidade deve ser realizada de forma
contínua, evitando-se interrupções
que podem comprometer a compreensão do texto.
2. ANÁLISE TEXTUAL

leitura completa da unidade em estudo com a finalidade de


tomar contacto com o trecho.
Essa leitura deve levar a uma visão geral e do conjunto do
raciocínio do autor.
Nesta etapa, o leitor deve fazer o levantamento de todos os
elementos básicos:
a. Os dados referentes ao autor – sua vida, obra e
pensamento podem fornecer elementos úteis para a
compreensão das ideias expostas;
b. O vocabulário, os conceitos e termos que são
fundamentais e que dão sentido e significado ao texto, de
modo a eliminar todo tipo de ambiguidades na leitura;
CONT.
c) Os factos históricos, que tem a ver com referências a
outras doutrinas, teorias e autores citados no texto e por
último, o esquema, que é a organização da estrutura da
redação do texto
Tentar descobrir
 introdução,

 o desenvolvimento e

 a conclusão da unidade.
3. ANÁLISE TEMÁTICA;

 Trata-se de compreensão da mensagem global veiculada na unidade


(...) procura ouvir o autor, apreender, sem intervir nele, o conteúdo da
sua mensagem”.
 Tratase na verdade, de fazer perguntas ao texto tais como:

a. De que o texto fala?(vai- nos revelar o tema ou assunto da unidade.


Para Severino (2007) nem sempre o título dá uma ideia do tema.
b. Apresentacao de várias perguntas – como o assunto está
problematizado? Qual dificuldade deve ser resolvida? Qual o
problema a ser soluccionada?
Há que ter cuidado de que nem sempre está questão está bem implícita
no texto, mas a resposta leva-nos a problematização do tema.
CONT.
c) Como o autor responde à dificuldade ou problema
levantado?
 Que posição assume?

 Que ideia defende e o que quer demonstrar?

A resposta as essas perguntas leva-nos a ideia central,


preposição fundamental ou tese do autor.
Severino (2007) considera que todo o texto logicamente
estruturado, em cada unidade há sempre uma ideia
central, que pode ser apresentada em forma de uma
hipótese geral.
CONT.

d) Como o autor demonstra a sua tese, qual é a sua


agumentação ou o seu raciocínio?
 A resposta leva-nos ao raciocínio, a argumentação, ao
“conjunto de ideias e proposições logicamente
encadeados,mediante as quais o autor demonstra
suaposição ou tese
 É a partir disso que podemos penetrar no pensamento
do autor, na sua mensagem.
CONT.

 Quando numa leitura, essas questões são respondidas


pelo leitor é possível apreender o essencial do texto.
 A análise temática alimenta o resumo e as sínteses de
textos, muito requeridos nos estudos universitários, tanto
para trabalhos escritos como para a apresentação de
seminários.
4. ANÁLISE INTERPRETATIVA
 Esta analise efectua-se depois da análise temática.
 Interpretar é

 tomar uma posição própria a respeito das ideias


enunciadas;
 é superar a mensagem do texto,

 é ler nas entrelinhas,

 é forçar o autor a um diálogo,

 é explorar toda a fecundidade das ideias expostas,…


CONT.

 Na taxionomia dos objectivos educacionais de Benjamim


Bloom afirma que:

Interpretar é

- um dos mais elevados objectivos educacionais;

- Não é qualquer um que é capaz de interpretar textos, sob


o risco de interferência da subjectividade do leitor (a
partir dos seus pressupostos culturais e sociais).
CONT.
 Na 1a etapa; a interpretação requer que o leitor situe o
pensamento desenvolvido na unidade com o pensamento
geral do autor.

Na 2a etapa; o leitor deve situar o autor no contexto


amplo da ultura filosófica em geral, destacando pontos
comuns e originais dele.
 Na 3a etapa; dá-se ênfase a compreensão interpretativa
do pensamento que foi exposto na mensagem e a
explicitação de pressupostos como os princípios que
justificam a posição assumida pelo autor.
CONT.
 Na 4a etapa; estabelece-se a aproximação e associação
das ideias do texto com outras referentes a outras leituras
feitas, podendo-se no caso, fazer comparações.
 A 5a etapa; é a crítica, ou seja, a formulação de um juízo
crítico, de uma tomada de posição, enfim, de um
avaliação cujos critérios devem ser delimitados pela
própria natureza do texto lido.
INICIAÇÃO À FORMAÇÃO
UNIVERSITÁRIA
O ingresso no ensino superior pressupõe a aquisição de
habilidades e atitudes específicas da vida académica e
principalmente a capacidade de participar da construção do
conhecimentos cintífico a partir da investigação e da pesquisa.
Por isso, ao completar esta unidade você deverá capaz de:
 Conhecer a dinâmica da universidade na sua tríplice função;

 Desenvolver competência para o exercício académico;

 Organizar o seu tempo de estudo;

 Participar dos debates na perpectiva da construção do


conhecimento;
INICIAÇÃO À VIDA ACADÉMICA
 A possibilidade de construir o conhecimento é o que
diferencia o ser humano de outros seres. Para Severino
(2007:27) o conhecimento é “(...) o elemento específico
fundamental na construção do destino da humanidade” e
todos os sistemas educativo são organizados em função da
produção, reprodução, conservação, sistematização,
organização, transmissão e universalização do conhecimento
CONTINUAÇÃO

De modo particular esse processo se verifica na


educação superior. A universidade na sua essência
assume o papel de construtora de conhecimento na
sua tríplice vocação: pela pesquisa, pelo ensino e
pela extensão.
COMPETÊNCIAS NA VIDA ACADÉMICA

 Teixeira (2000) classifica em três as principais


competências a serem desenvolvidas pelo
estudante universitário que se resumem em três
actos: estudar, ler e escrever textos.
A) ACTO DE ESTUDAR.

 Ao chegar à universidade os estudantes enfrentam


três tipos de imaturidades: i) cultural, que tem a ver
com a apropriação dos aspectos do mundo que
nos rodeia; ii) psicológica, relacionada com a
definição clara de objectivos e aspirações e, iii)
lógica, com falta de sequência lógica nos seus
argumentos.
ACTO DE LER

Teixeira entende a leitura como “prática de dar significado ao mundo que


nos cerca” (idem, p.32). E as principais pistas para este acto são: (1)
descobrir os conceitos – chavers e compreendé-los; (2) identificar os
autores que o autor cia e suas ideias e concepções; (3) descobrir a
contribuição própria do autor lido ao tema em questão e, (4) verificar se o
pensamento do autor está vinculado a algum paradigma.

Para resumir e analisar um texto algumas questões são pertinentes, tais


como: o que o autor afirm? Qual é o significado da afirmação do autor?
Onde se verifica tal problema? Quais as partes que constituem o texto?
Quais são as ideias essenciais? Qual é o valor lógico das ideias? E, como
pensar ou agir perante conhecimento adquirido?
C)

ACTO DE ESCREVER TEX TOS.

A universidade é um lugar de excelência para a produção de textos. E

todo estudante deve iniciar-se na arte de escrever seus próprios textos a

partir de sua experiência de vida.

Normalmente, os textos tem “(...) uma referência – o assunto que se

refere e uma tematização – o enfoque, a delimitação do assunto”

(TEIXEIRA: 2000:36).

Para o estudante escrever textos necessita de seguintes conhecimentos

prévios: (a) conhecimento linguísticos, (b) tipos de textos – se é

descritivo, narrativo e dissertativo e, (c) conhecimento do mundo, o que

normalmente denomina-se de cultura geral, que é apreendida com muita

leitura.
LEITURA, ANÁLISE E
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
 A leitura no mundo universitário
 É preciso compreender que “todo texto é portador de uma mensagem,
concebida e codificada por um autor, e destinada a um leitor, que, para
apreendé-la, precisa decodificá-la” (SEVERINO: 2007:51).
Principalmente, os textos da ciência e da filosofia apresentam códigos
específicos, que requerem um raciocínio mais rigoroso e elaborado.
 Normalmente, o processo de realização de trabalhos científicos acontece
a partir da concepção e codificação da mensagem, que contem um
pensamento, conceitos, juízos e raciocínios (influenciados por vivências
pessoais e culturais), por sua vez, esta mensagem é posteriormente
decodificada e compreendida pelo leitor.
CONT…
 Severino (2007) destaca algumas medidas importantes no processo de
leitura, entre elas:

 a) Delimitação da unidade de leitura – que pode ser um capítulo, uma


secção ou qualquer subdivisão do texto a ser lido. Desta forma, é definido o
limite que poderá disciplinar a leitura e busca da melhor compreensão da
mensagem. A leitura de uma unidade deve ser realizada de forma contínua,
evitando-se interrupções que podem comprometer a compreensão do texto.

 b) Análise textual – feita a delimitação da unidade de leitura, procede-se a


uma leitura completa da unidade em estudo com a finalidade de tomar
contacto com o trecho. Essa leitura deve levar a uma visão geral e do
conjunto do raciocínio do autor.
CONTINUAÇÃO

Nesta etapa da leitura, o estudante deve fazer o levantamento de todos os elementos

básicos: primeiro, os dados referentes ao autor – sua vida, obra e pensamento podem

fornecer elementos úteis para a compreensão das ideias expostas; segundo, o

vocabulário, os conceitos e termos que são fundamentais e que dão sentido e

significado ao texto, de modo a eliminar todo tipo de ambiguidades na leitura; terceiro,

os factos históricos, que tem a ver com referências a outras doutrinas, teorias e autores

citados no texto e por último, o esquema, que é a organização da estrutura da redação

do texto – descobrir a introdução, o desenvolvimento e a conclusão da unidade.

Análise temática – é a “compreensão da mensagem global veiculada na unidade (...)

procura ouvir o autor, apreender, sem intervir nele, o conteúdo da sua mensagem”

(idem, p.56). Trata-se, na verdade, de fazer perguntas ao texto, como já nos havíamos

referenciado na unidade anterior.


CONT.

 A primeira questão é – de que o texto fala? Esta vai nos


revelar o tema ou assunto da unidade. Para Severino (2007)
nem sempre o título dá uma ideia do tema.
 A segunda pode-se desmembrar em várias perguntas – como
o assunto está problematizado? Qual dificuldade deve ser
resolvida? Qual o problema a ser soluccionada? Há que ter
cuidado de que nem sempre está questão está bem implícita
no texto, mas a resposta leva-nos a problematização do
tema.
CONTINUAÇÃO

 A terceira questão é – como o autor responde à dificuldade


ou problema levantado? Que posição assume, que ideia
defende e o que quer demonstrar? E a resposta as essas
perguntas leva-nos a ideia central, preposição fundamental
ou tese do autor. Severino (2007) considera que todo o
texto logicamente estruturado em cada unidade há sempre
uma ideia central, que pode ser apresentada em forma de
uma hipótese geral.
CONT…

 Análise Interpretativa – pode ser bem feita apenas


depois de uma consistente e bem feita análise temática.
Interpretar é “tomar uma posição própria a respeito das
ideias enunciadas, é superar a estrita mensagem do texto,
é ler nas entrelinhas, é forçar o autor a um diálogo, é
explorar toda a fecundidade das ideias expostas”
(SEVERINO: 2007:59).
5. A PROBLEMATIZAÇÃO

 Visa levantar, para a discussão e reflexão, as questões


explícitas ou implícitas no texto.
 Há que reiterar que o debate e a reflexão são essenciais
à actividade académica.
6. A SÍNTESE PESSOAL
 Significa um exercício de raciocínio (garantia de
amadurecimento intelectual)
 O trabalho de síntese é requerido no contexto das
actividades didácticas, na elaboração de relatórios e
apresentação de seminários.
 Pode-se considerar que a leitura analítica tem com
objectivos;
 Favorecer a compreensão do significado do texto;

 Treinar para acompreensão;

 Interpretação crítica dos textos;

 Auxiliar no desenvolvimento do raciocínio lógico e;

 Fornecer instrumentos para o trabalho intelectual -


académico.
CONT.

 Segundo (SEVERINO: 2007). A leitura analítica


acontece dentro do processo de;

a) análise textual – preparação do texto;

b) análise temática – compreensão do texto;

c) análise interpretativa – interpretação do texto;

d) problematização – discussão do texto e;

e) síntese pessoal – reelaboração pessoal da mensagem


CITAÇÕES

 Identificar os tipos de citações;


 Citar textos de diversas fontes;
 Diferenciar as citações direitas das indirectas e;
 Fazer citação de uma citação.

 O que são citações?


 Citar é mencionar em seu texto informações que são retiradas
de outros autores, que se revelam úteis para desenvolver o seu
raciocínio, principalmente em trabalhos escritos.
CONTINUAÇÃO
As citações podem ser:

 1 – Literais ou transcricções – quando as palavras do(s) autor(es) são transcritas

tal com aparecem na obras. Por sua vez estas, ao longo do trabalho escrito podem

ser classificadas de:

 a) Citações literais ou transcricções curtas – são as que não ultrapassam três linhas

quanto inseridas no texto que está a ser escrito e sempre devem aparecer entre

aspas. O(s) autor(es) citados pode(m) ser vinculado(s) no inicio ou no fim da

citaçã[Link]:

 Fazenda (2001, p.48) afirma que “a vida académica deve favorecer tanto a

construção como a socialização dos conhecimentos”. Ou Entenda-se que “a vida

académica deve favorecer tanto a construção como a socialização dos


CONT…

 b) Citações literais ou transcricções longas – são as que ultrapassam três linhas quando

inseridas no texto que está a ser escrito. Elas devem constituir um parágrafo isolado que é

destacado com um recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto.

Normalmente, não precisam estar entre aspas. Igualmente, o(s) autor(es) pode(m) estar no

inicio ou fim da citação.

 Exemplos:

 Fazenda (2001, p.16) afirma que


• No conhecimento científico há que se grifar a exigência da
definição dos problemas que se têm em mente solucionar, porque
neste procedimento está sempre presente a intencionalidade,
mediante a qual são definidas certas formas e processos de ação,
ficando claro que há sempre pretensão de se atingir o melhor índice
de validade e de fidelidade do conhecimento de um fenômeno.

Ou
CONTINUACAO
 No conhecimento científico há que se grifar a exigência da definição
dos problemas que se têm em mente solucionar, porque neste
procedimento está sempre presente a intencionalidade, mediante a qual
são definidas certas formas e processos de ação, ficando claro que há
sempre pretensão de se atingir o melhor índice de validade e de
fidelidade do conhecimento de um fenômeno (FAZENDA, 2001, p.16).
AS CITAÇÕES EM PARÁFRASE
2 – As citações em paráfrase: quanto as ideias do(s) autor(es) de
uma obra são misturadas com as de que escreve o texto. O(s)
autor(es) citado(s) pode(m) ser vinculado(s) no início ou final da
frase.
Exemplos:
Fazenda (2001) refere que a vida académica tem a finalidade de
estimular no estudante a capacidade de construir e socializar
conhecimento.
Ou
A vida académica te a finalidade de estimular no estudante a
capacidade de construir e socializa conhecimentos (FAZENDA,
2001).
CITAÇÃO DE UMA CITAÇÃO:
3 – Citação de uma citação: é a transcricção ou a paráfrase de uma fonte intermediária, ou seja, de

autor(es) citado(s) na obra que está sendo pesquisada. Esta pode obedecer as mesmas regras referentes às

citações literais (curtas e longas) ou em paráfrases. O(s) autor(es) citado(s) pode(m) ser vinculado(s) no

início ou fim da citação. Normalmente, usa-se a expressão latina apud, que significa citado por.

a) Exemplo de citação de uma citação literal e curta:

Para Japiassu (apud FAZENDA, 2001, p.18) “cada enfoque epistemológico elucidar a atividade científica

a seu modo. Cada um tem uma concepção particular do que seja ciência”.

Ou

Para Japiassu apud Fazenda (2001, p.18) “cada enfoque epistemológico ilucida a atividade científica a

seu modo. Cada um tem uma concepção particular do que seja ciência”.

Ou

Por isso, “cada enfoque epistemológico elucidar a atividade científica a seu modo. Cada um tem uma

concepção particular do que seja ciência” (JAPIASSU apud FAZENDA, 2001, p.18).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 Exemplos de apresentação de referências bibliográficas:

I – Obras publicadas por pessoais físicas.

 1) Caso de um(a) autor(a)

 TEIXEIRA, Elizabeth. As Três metodologias: académica, da ciência e da pesquisa. 5 ed. Belém: UNAMA, 2001.

 Importante observar:

- O apelido do autor que inicia a referência e é escrito em letras maiúsculas;

- O título da obra que aparece destacado (em itálico, sublinhado ou em negrito/bordado) e cabe ao estudante a

escolha de uma das formas para usar em todo o trabalho;

 - A edição só é indicada a partir da 2ª;

- Se o local da publicação não aparecer na obra usa-se a abreviatura s.l. (sem local).

- Se a data da publicação não aparecer na obra usa a s.d. (sem data).

 2) Caso de vários autores

 a) Quando a obra é escrita por até três autores, todos eles constarão da referência, conforme a ordem que aparece

na capa do livro e os nomes serão separados por ponto e vírgula.


PRÁTICAS DE DOCUMENTAÇÃO

No processo de estudos a documentação de tudo o que se julga importante e

útil deve ser feita em fichas que obedecem a classificação indicada abaixo.

Essas fichas podem ser realizadas em folhas específicas ou em folhas A4.

Hoje em dia, com o avanço das tecnologias de informação os computadores

pode facilitar a documentação,

Demonstrar a importância da documentação na vida académica;

 Fazer fichas de documentação temática, bibliográfica e geral;

 Diferenciar o âmbito de utilização de cada uma das fichas de documentação


1) FICHA DE DOCUMENTAÇÃO TEMÁTICA

 destina-se a colectar ideias relevantes de uma


determinada área de estudo. Os elementos que constituem
a ficha temática podem ser: conceitos, teorias, factos, etc.
Cada elemento aparece, neste caso, em uma ficha própria,
no entanto, um conceito, uma teoria ou facto podem ser
desenvolvidos numa ficha por vários autores. É
importante que as citações tenham uma referência
bibliográfica (que ser feita em forma de nota de rodapé).
 Exemplo 2 – Ficha de documentação bibliográfica
TIPOS DE CONHECIMENTO

 Tipos de Conhecimentos

 1. Conhecimento do senso comum

 É o conhecimento adquirido através das experiências de vida. Normalmentem é obtido ao acaso,

após inúmeras tentativas, a partir de acções não planeadas.

 Para Severino (2007:23) esta é “a forma mais usual que o homem utiliza para interpretar a si

mesmo, o seu mundo e o universo como um todo, produzindo interpretações significativas”.

 O conhecimento do senso comum torna-se numa solução para os problemas imediatos; tem um

carácter utilitarista, sem um aprofundamento crítico e racionalista, busca responder às questões

imediatas sem especificar as razões ou os fundamentos teóricos; tem um alto grau de

subjectividade e por isso mesmo, um baixo pode de crítica, pois não permite a busca de provase

evidência para a testagem das suas soluções; tem uma linguagem vaga e são desconhecidaos os

limites de sua validade.


2. CONHECIMENTO FILOSÓFICO

Mais ligado à construção de idéias e conceitos. Busca as


verdades do mundo por meio da indagação e do debate; do
filosofar. Portanto, de certo modo assemelha-se ao
conhecimento científico - por valer-se de uma metodologia
experimental -, mas dele distancia-se por tratar de questões
imensuráveis, metafísicas. A partir da razão do homem, o
conhecimento filosófico prioriza seu olhar sobre a condição
humana. Teixeira (2000:14) considera que o conhecimento
científico é aquele que “estabelece uma concepção racional do
universo e da vida”.
3. CONHECIMENTO TEOLÓGICO

 Conhecimento adquirido a partir da fé religiosa, é fruto


da revelação da divindade, ou seja, “o objectivo é
detectar um princípio e um fim único no que se refere a
gênese essencial e existencial do cosmos” (TEIXEIRA:
2000:14).
4. CONHECIMENTO CIENTÍFICO

 Preza pela apuração e constatação. Busca por leis e sistemas,


no intuito de explicar de modo racional aquilo que se está
observando. Não se contenta com explicações sem provas
concretas; seus alicerces estão na metodologia e na
racionalidade. Análises são fundamentais no processo de
construção e síntese que o permeia, isso, aliado às suas demais
características, faz do conhecimento científico quase uma
antítese do popular.
A CIÊNCIA E SUA EVOLUÇÃO
 A Ciência
 Do medo à Ciência
 A evolução humana corresponde ao desenvolvimento de
sua inteligência. Sendo assim podemos definir três níveis
de desenvolvimento da inteligência dos seres humanos
desde o surgimento dos primeiros hominídeos: o medo, o
misticismo e a ciência.
O MEDO

 Os seres humanos pré-históricos não conseguiam


entender os fenômenos da natureza. Por este motivo,
suas reações eram sempre de medo: tinham medo das
tempestades e do desconhecido. Como não conseguiam
compreender o que se passava diante deles, não lhes
restava outra alternativa senão o medo e o espanto
daquilo que presenciavam
O MISTICISMO

 Num segundo momento, a inteligência humana evoluiu


do medo para a tentativa de explicação dos fenômenos
através do pensamento mágico, das crenças e das
superstições. Era, sem dúvida, uma evolução já que
tentavam explicar o que viam. Assim, as tempestades
podiam ser fruto de uma ira divina, a boa colheita da
benevolência dos mitos, as desgraças ou as fortunas do
casamento do humano com o mágico.
A CIÊNCIA

 Como as explicações mágicas não bastavam para compreender os


fenômenos os seres humanos finalmente evoluíram para a busca de
respostas através de caminhos que pudessem ser comprovados.
Desta forma, nasceu a ciência metódica, que procura sempre uma
aproximação com a lógica.
O MÉTODO CIENTÍFICO
 A palavra método vem do grego μέθοδος (méthodos),
(caminho para chegar a um fim). O método científico é um
conjunto de regras básicas para desenvolver uma
experiência a fim de produzir novo conhecimento, bem como
corrigir e integrar conhecimentos pré-existentes. Na maioria
das disciplinas científicas consiste em juntar evidências
observáveis, empíricas (ou seja, baseadas apenas na
experiência) e mensuráveis e as analisar com o uso da
lógica. Para muitos autores o método científico nada mais é
do que a lógica aplicada à ciência.

TEMA: LEITURA, ANÁLISE E
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Introducao
Na vida académica os textos de natureza literária, habitualmente
OBJECTIVOS DA SESSAO
 Deliminar uma unidade de leitura;
 Identificar as abordagens na análise dos textos;
 Distinguir as d
A LEITURA NO MUNDO UNIVERSITÁRIO
Todo texto é portador de uma mensagem, concebida e 
codificada por um autor, e destinada a
CONT.
O leitor  precisa absorver uma mensagem, na verdade um 
pensamento construído dentro de uma realidade cultural, 
tendo
ALGUMAS MEDIDAS DE LEITURA
Severino (2007) destaca algumas medidas importantes no 
processo de leitura, entre elas:
Delimita
1. DELIMITAÇÃO DA UNIDADE DE LEITURA; 
Que pode ser de um capítulo;
Uma secção ou qualquer subdivisão do texto a ser lido;
2. ANÁLISE TEXTUAL 
 leitura completa da unidade em estudo com a finalidade de 
tomar contacto com o trecho.
 Essa leitura de
CONT.
c) Os factos históricos, que tem a ver com referências a 
outras doutrinas, teorias e autores citados no texto e por 
ú
3. ANÁLISE TEMÁTICA;
Trata-se de compreensão da mensagem global veiculada na unidade 
(...) procura ouvir o autor, apreender
CONT.
c) Como o autor responde à dificuldade ou problema 
levantado? 
Que posição assume?
 Que ideia defende e o que quer d

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