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Poesia de Ricardo Reis: Temas e Estilo

Ricardo Reis foi um poeta português que adotou uma postura filosófica inspirada no epicurismo, estoicismo e carpe diem de Horácio. Sua poesia se caracteriza por uma consciência da mortalidade humana e da brevidade da vida, expressa por meio de uma linguagem erudita e estrutura métrica rigorosa que refletem sua visão estoica do mundo.
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Poesia de Ricardo Reis: Temas e Estilo

Ricardo Reis foi um poeta português que adotou uma postura filosófica inspirada no epicurismo, estoicismo e carpe diem de Horácio. Sua poesia se caracteriza por uma consciência da mortalidade humana e da brevidade da vida, expressa por meio de uma linguagem erudita e estrutura métrica rigorosa que refletem sua visão estoica do mundo.
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1.

Fernando Pessoa

A poesia
de Ricardo Reis
Outras Expressões, 12.º ano
A poesia de Ricardo Reis
Ricardo Reis, o poeta “clássico”

Outras Expressões, 12.º ano


A poesia de Ricardo Reis
Ricardo Reis, o poeta “clássico”

O epicurismo:
▪ Procura da felicidade relativa
▪ Busca do estado de ataraxia (tranquilidade sem
perturbação)
▪ Moderação nos prazeres
▪ Fuga às sensações extremas (e, por extensão, à
dor)
▪ Indiferença face à morte

Outras Expressões, 12.º ano


A poesia de Ricardo Reis
Ricardo Reis, o poeta “clássico”

O estoicismo:
▪ Indiferença perante as emoções
▪ Aceitação do poder do destino (apatia)
▪ Atitude de abdicação

O carpe diem horaciano:


▪ Satisfação de aproveitar o dia e os prazeres do
momento presente

Outras Expressões, 12.º ano


A poesia de Ricardo Reis
A consciência e encenação da mortalidade

▪ Consciência da
efemeridade da vida
▪ Indiferença face à morte
▪ Reflexão sobre o fluir
inelutável do tempo

Outras Expressões, 12.º ano


A poesia de Ricardo Reis
A consciência e encenação da mortalidade

Não somos nada, não temos nada, não fazemos nada


que dure. A vida é um breve adiamento da morte. Reis
tem uma consciência intensa da brevidade de tudo, da
perpétua ameaça do tempo que corre, da fragilidade das
nossas obras, que se desfazem em pó ou em fumo como os
nossos corpos. […]
Ela poder-lhe-ia inspirar um sentido trágico da vida, fazer
dele um revoltado e um imprecador, mas pelo contrário,
ele baseia nesse pessimismo uma ética da aceitação total.
BRÉCHON, Robert, 1996. Estranho Estrangeiro (Tradução de Maria Abreu e Pedro Tamen). Lisboa: Quetzal
(pp. 242-244)

Outras Expressões, 12.º ano


A poesia de Ricardo Reis
Linguagem, estilo e estrutura

▪ Relação forma/conteúdo
▪ Estilo trabalhado e rigoroso
▪ Regularidade estrófica e métrica – ode (predomínio
dos versos hexassilábicos e decassilábicos)
▪ Linguagem culta e alatinada (arcaísmos e vocabulário
erudito)
▪ Complexidade sintática (anástrofes)

Outras Expressões, 12.º ano


A poesia de Ricardo Reis
Linguagem, estilo e estrutura

▪ Tom moralista (vocativos, modos imperativo e


conjuntivo, frases declarativas)
▪ Tom coloquial (presença de um interlocutor)
▪ Uso frequente da primeira pessoa do plural
▪ Predomínio da subordinação

Outras Expressões, 12.º ano

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