Gestão Eficiente de Stocks em Logística
Gestão Eficiente de Stocks em Logística
TRANSPORTES
MÓDULO 3
STOCKS EM LOGÍSTICA
1
LOGÍSTICA DOS STOCKS
2
Define-se STOCK como sendo certa quantidade de
matéria-prima ou produto acabado que ainda não
foi consumido para produção ou comprado/entregue
pelo cliente da empresa, respectivamente.
Conforme as características do produto e do
mercado que ele atende, o stock pode absorver de
20% a 40% dos custos totais finais do produto.
Portanto, por ser um valor alto deve ser tratado de
forma mais técnica possível com um forte
acompanhamento dos níveis de stock da empresa,
ou seja, deve-se ter uma gestão de stocks
extremamente profissional dentro das empresas.
LOGÍSTICA DOS STOCKS
3
O STOCK reflete um desequilíbrio entre oferta e demanda e
pode ser gerado em três situações:
Intencional;
Ocasionado pela ausência de planeamento;
Ocasionado por falha de planeamento.
Quando ocorre a formação de stock de forma intencional, pode
ser por interesse da empresa no suprimento de matéria prima
visando obter vantagem em comprar maior volume de produto
que pode levar a uma redução de custo de aquisição ou
redução de custo de transporte entre outros.
Na produção de produtos acabados podem ocorrer situações
onde o lote ótimo de produção gere uma redução significativa
do custo de produção que justifique o custo do estoque.
LOGÍSTICA DOS STOCKS
4
No caso de STOCK ocasionado por falta de planeamento,
não existem desculpas para a área de logística da empresa,
pois é inconcebível admitir a hipótese de se tratar a questão
de STOCK sem planeamento.
Neste caso, deve-se repensar toda a estrutura da equipe de
logística e da alta direção da empresa visando implantar
urgentemente o planeamento de STOCK e de logística da
empresa.
Se houve falha no planeamento de STOCK, podem-se
admitir três razões para esta situação:
Variações de demanda não previstas;
Problemas no sistema de transporte da empresa não previstos;
Erro técnico do próprio planeamento.
LOGÍSTICA DOS STOCKS
5
Conforme o produto e seu mercado, as demandas
podem realmente variar substancialmente.
No entanto, existem ferramentas de marketing
muito eficazes que permitem uma previsão de
demanda com faixas de variação bem pequenas
que devem ser usadas para amenizar estes erros.
Esta razão reflete a falta de capacitação da equipe
de gestão de STOCK , quer seja no mercado que
estão actuando, quer seja na falta de capacitação
de usar ferramentas modernas de marketing.
LOGÍSTICA DOS STOCKS
6
Os problemas de transporte podem realmente existir sem
nenhuma previsibilidade, mas estes factos são raros.
Por exemplo, em 10 de março de 2008 o MST, Movimento dos
Sem Terra e outros grupos invadiram a Estrada de Ferro Vitória a
Minas e paralisaram a circulação por aproximadamente 16 horas
impedindo a circulação de aproximadamente 200.000 toneladas
de minério e mais um volume não apurado de outros produtos.
Problemas sistemáticos de transporte refletem uma política de
transporte ineficiente da empresa que, por conseguinte,
interferem diretamente na gestão de stock.
Neste caso, a equipe de gestão de transporte deve agir de
forma contundente visando a reformulação de toda a rede de
transporte quer seja de suprimento, quer seja de distribuição
física.
CONCEITOS IMPORTANTES
7
Alguns conceitos importantes para o estudo da gestão de
stocks são apresentados a seguir (1).
A QUANTIDADE PENDENTE DE COMPRA diz respeito
ao produto que já foi comprado, mas ainda não foi
entregue pelo fornecedor.
TEMPO DE RESSUPRIMENTO ou TEMPO DE
REPOSIÇÃO ou TEMPO DO CICLO DO PEDIDO,
refere-se ao tempo compreendido entra a colocação
pedido no fornecedor até a entrega dele na empresa.
PONTO DE RESSUPRIMENTO ou PONTO DE PEDIDO
representa o nível de stock que quando for atingido,
deve-se colocar imediatamente um novo pedido ao
fornecedor.
CONCEITOS IMPORTANTES
8
Alguns conceitos importantes para o estudo da gestão de stocks
são apresentados a seguir (2).
INTERVALO DE RESSUPRIMENTO ou INTERVALO DE COBERTURA
é o período de tempo compreendido entre duas datas
consecutivas de colocação de pedido.
LOTE DE COMPRA é a quantidade de material requisitado em
cada pedido ao fornecedor.
NÍVEL DE SUPRIMENTO ou STOCK REAL corresponde à
quantidade física em estoque mais a quantidade dos pedidos
feitos, em processo de compra, que ainda não chegaram.
STOCK MÁXIMO representa o máximo de material que é
admitido ter em estoque na empresa.
STOCK MÉDIO é a média de material mantida em estoque em
certo período de tempo.
CONCEITOS IMPORTANTES
9
Alguns conceitos importantes para o estudo da
gestão de stocks são apresentados a seguir (3).
CADÊNCIA DE COMPRA diz respeito ao número de
pedidos efetuados em um período de 12 meses, ou
seja, um ano.
STOCK DE SEGURANÇA é a quantidade de material
na qual é mantida em estoque para evitar a ruptura
de estoque.
RUPTURA DE STOCK é a situação na qual é feita
uma requisição ao almoxarifado de um certo item e
o almoxarifado constata que não existe nenhum
item disponível para seu atendimento total.
RAZÕES PARA MANTER O STOCK
10
O desejável é que o stock seja igual à zero, pois ele gera
custos diversos que devem ser absorvidos pela empresa.
No entanto, a maior das empresas trabalha com algum nível
de stock pois o J.I.T., Just in time nem sempre é possível.
Listam-se algumas razões pelas quais as empresas optam
por ter algum nível de stock:
1. Reduzir os custos de produção;
2. Reduzir os custos de transporte;
3. Absorver as variações de demanda;
4. Proteger contra as variações no tempo de entrega (lead
time);
5. Reduzir os custos no processo de compra;
RAZÕES PARA MANTER O STOCK
11
Listam-se algumas razões pelas quais as empresas
optam por ter algum nível de stock:
6. Reduzir os custos de aquisição em função do
volume da compra;
7. Atender a demanda sazonal;
8. Especular em função das variações de custos;
9. Melhorar o equilíbrio entre produção e distribuição;
[Link] prontamente os clientes;
[Link] atrasos de produção por falta de peças
de reposição;
[Link] etapas intermediárias de produção.
RAZÕES PARA MANTER O STOCK
12
Usualmente para se produzir qualquer
produto, deve-se regular a máquina para a
produção, tempo de set up.
Assim, às vezes é razoável analisar a
possibilidade de se produzir além da
demanda gerando stock, quando o custo
deste stock gerado é inferior aos ganhos de
produção em função das paradas das
máquinas para set up.
RAZÕES PARA MANTER O STOCK
13
A formação de stocks pode propiciar a escolha de modais de
transporte que sejam mais económicos.
Por exemplo, para usar o modal ferroviário, deve-se ter um
stock mínimo que carregue um lote de vagões para compensar
o trem a circular: um vagão de soja, modelo HFE, pode
transportar aproximadamente 75 toneladas, um lote de 100
vagões, então transporta 7500 toneladas.
O mesmo ocorre para o modal marítimo, onde cada navio pode
transportar até 300.000 toneladas e, portanto, deve-se ter
stock suficiente para lotar um navio.
Por melhor que seja a previsão da demanda, em praticamente
todos os produtos e mercados haverá oscilações de demanda e,
assim, deve-se formar stocks para se proteger destas variações
e poder sempre atender aos clientes ou ter sempre matéria-
prima para atender a demanda.
RAZÕES PARA MANTER O STOCK
14
Todo processo de compra dispara actividades diversas dentro
das empresas, actividades estas que geram custos para
serem executadas.
Assim, em vez de se gerar diversos processos pequenos de
compra, opta-se por processos maiores de compra que
geram menos custos para a consecução destes em vez do
custo de vários processos menores.
De uma maneira geral, as empresas fornecedoras oferecem
condições melhores de compra quando os volumes são
maiores.
Estas condições melhores podem ser prazos maiores ou
custos mais baixos.
Assim, os ganhos advindos de uma compra maior podem
justificar ou não a geração de stocks.
RAZÕES PARA MANTER O STOCK
15
Existem produtos que possuem DEMANDA SAZONAL
e, portanto, a empresa pode optar por formar stocks
nos períodos que antecedem o pico da demanda a fim
de atender este pico quando ele acontecer.
Desta forma, ela mantém o nível de produção estável
não gerando demissões nos quadros de pessoal e nem
precisa super-dimensionar a capacidade da fábrica
para o período de pico.
Outra situação ocorre nos produtos agrícolas que são
produzidos numa única época do ano, safra, e, assim,
devem ser formados stocks na época da safra para
atender o restante do ano que não tem oferta do
produto.
RAZÕES PARA MANTER O STOCK
16
Alguns produtos sofrem variações expressivas
de valor e, assim, produtores podem formar
stocks especulando um ganho maior com o
aumento do produto.
Alguns produtos agrícolas, como o café, soja
entre outros, são negociados em bolsa e
podem ter variações expressivas.
É muito importante neste caso um sistema de
armazenagem eficiente que garanta a
qualidade/integridade do produto durante o
período em que a empresa está especulando.
RAZÕES PARA MANTER O STOCK
17
Caso a distribuição dos produtos acabados seja feita de forma
imediata à produção, podem ocorrer situações em que a
distribuição não consiga uma melhor eficiência em função da
falta de volume disponível para atender a frota ou a fábrica não
consiga ter eficiência para tirar da linha de produção e entregar
directamente para distribuição.
Visando dissociar as duas actividades, produção e distribuição,
formam-se stocks visando gerar um pulmão que sirva de
interface entre distribuição e produção.
Em mercados altamente competitivos, por exemplo, com
produtos de conveniência, atender prontamente os clientes pode
ser o grande diferencial em ganhar ou perder ou cliente.
Assim, visando não haver Perda de Venda formam-se stocks a
fim de atender sempre e prontamente todos os clientes actuais
e os potenciais para o produto da empresa.
RAZÕES PARA MANTER O STOCK
18
Uma empresa deve manter um mínimo de peças de reposição de
seus equipamentos visando minimizar atrasos de produção em
função de paradas da produção por falta de peças de reposição.
Muitas empresas ainda relutam em formar stocks ideais de peças
de substituição para eventuais quebras calculadas em função do
histórico dos equipamentos e, também, da importância da
máquina para a linha de produção.
Outra razão que pode justificar a formação de stocks é a
necessidade de suprir etapas intermediárias de produção,
conhecido como work in progress.
Em processos de produção em linha, podem-se formar pequenos
stocks de semi-acabados que entram na fabricação da próxima
etapa de produção, evitando-se assim o risco de uma célula parar
por falta de peças entregues pela célula anterior.
CUSTOS RELACIONADOS COM O STOCK
19
Como visto anteriormente, face aos altos custos do
stock, é importante entender quais são os principais
elementos que compõem o custo do stock.
Assim, têm-se cinco principais itens que compõem
o custo do stock:
1. Custo de capital;
2. Custo de gestão;
3. Custo de armazenagem;
4. Custo referente ao risco;
5. Custo da Perda de Venda.
CUSTOS RELACIONADOS COM O STOCK
20
O CUSTO DE CAPITAL refere-se ao custo
físico dos produtos stockados.
O dinheiro gasto no stock poderia ser aplicado
em instituições financeiras e remunerar mais
a empresa do que o stock parado.
Além disso, o dinheiro parado nos stocks
poderia estar sendo aplicado em
investimentos em outras áreas da empresa
que poderiam gerar mais produção ou torná-
la mais eficiente.
CUSTOS RELACIONADOS COM O STOCK
21
O CUSTO DE GESTÃO DO STOCK diz respeito ao custo de
pessoal necessário para controlar o stock e o custo de
seguro necessário para os produtos em stock.
O CUSTO DE ARMAZENAGEM é formado pelo custo do
espaço ocupado, do manuseio do produto e os outros custos
de armazenagem que porventura existam.
O CUSTO REFERENTE AO RISCO ocorre quando existem
roubos e avarias no stock armazenado, além do custo do
stock se tornar obsoleto em função da introdução de novos
produtos.
O CUSTO DE COLOCAÇÃO DE UM PEDIDO é fixo,
independente do tamanho do pedido.
Portanto, pedidos maiores tendem a ter custos de gestão
menores.
CUSTOS RELACIONADOS COM O STOCK
22
Outro custo que deve ser analisado é o
CUSTO DE SET UP.
Para pedidos específicos de um cliente, a
empresa deve parar toda a produção visando
configurar, set up, todas as máquinas a fim
de produzir o produto solicitado.
Neste caso, também, este custo de set up é
constante independente do tamanho do
pedido e, portanto, quanto maior o pedido
mais diluído será o custo de set up.
CUSTOS RELACIONADOS COM O STOCK
23
O CUSTO DA PERDA DE VENDA é de difícil
mensuração, no entanto, deve ser sempre analisado o
custo de um único produto e, sobretudo, o impacto da
perda de um cliente e, consequentemente o custo do
esforço eventual para se recuperar este cliente.
Normalmente este esforço é feito pela equipe de marketing.
Visando reduzir o custo total do stock uma medida
usualmente adotada é aumentar o tamanho do lote de
reposição do stock.
No entanto, esta medida pode gerar redução nos custos
de gestão e no custo da Perda de Venda, mas em
contrapartida, aumentam o custo de capital, o custo de
armazenagem e o custo referente ao risco.
ARMZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS
24
A armazenagem refere-se à administração do espaço
necessário para manter os stocks dos produtos da empresa.
Envolve problemas como dimensionamento de área, arranjo
físico, recuperação do estoque, projeto de docas ou baias de
atracação e configuração do armazém.
Os produtos para serem armazenados devem ser manuseados
dos veículos de transporte para dentro dos armazéns e vice-
versa.
Os armazéns deixaram de ser considerados apenas como
locais de armazenagem e guarda de produtos para se
transformaram em elos fundamentais da rede logística
transformando-se em centros de distribuições com a
importante função de serem os elos facilitadores da
transferência de produtos ao longo da rede logística até chegar
aos clientes da empresa.
CONCEITO DE ARMAZÉM VIRTUAL
26
Os armazéns são empregados em diversas actividades logísticas visando
a melhoria do fluxo de produtos ao longo da rede logística, tais como:
1. Centrais de abastecimento;
2. Locais de stockagem em portos, aeroportos e pontos de transbordo
intermodal;
3. Depósitos em fábricas (matérias-primas e produtos acabados);
4. Depósitos de atacadistas;
5. Depósitos de varejistas (retalhistas);
6. Depósitos em hipermercados;
7. Operadores logísticos;
8. Instalações de consolidação / desconsolidação;
9. Cooperativas de produtores agrícolas;
[Link]’s (Estação Aduaneira de Interior);
[Link]éns de empresas do sector público.
FUNÇÕES DOS ARMAZÉNS NA REDE LOGÍSTICA
27
Os armazéns vêm exercendo novas funções
adaptando-se às novas tendências
logísticas.
Dentre as principais funções, destacam-se:
1. Transferência (Transit point).
2. Cross Docking;
FUNÇÕES DOS ARMAZÉNS NA REDE LOGÍSTICA
28
A transferência é uma das mais importantes e
tradicionais funções que os armazéns
desempenham,
Actualmente é usada a denominação oriunda do
inglês como TRANSIT POINT.
Na transferência, podem duas sub-funções
importantes:
Consolidação;
Fracionamento.
FUNÇÕES DOS ARMAZÉNS NA REDE LOGÍSTICA
29
Na CONSOLIDAÇÃO, v. figura do
slide seguinte, a carga é enviada de
um ou mais clientes ao armazém com
vistas a formação de um volume
maior de carga visando a redução de
custos de transportes.
Denomina-se fechar a carga, ou seja,
lotar um veículo de transporte.
FUNÇÕES DOS ARMAZÉNS NA REDE LOGÍSTICA
30
Como exemplo, cita-se a soja que é transportada de Goiás,
Brasília entre outros estados pelas ferrovias Ferrovia Centro
Atlântico, FCA, e Ferrovia Vitória a Minas, EFVM, em cargueiros
que transportam em média 10.000 toneladas até o Porto de
Tubarão, Terminal de Produtos Diversos, TPD.
Muitas das vezes a carga que vem no cargueiro é de diversos
clientes, ADM, BUNGE, CEVAL entre outros.
Neste terminal, a carga deve ser armazenada até formar o
volume para carregar um navio no porto que varia de 50.000 a
70.000 toneladas.
Esse valor aparentemente é baixo para um navio, mas
normalmente no TPD, os navios só pegam carga para completar
o navio e não pegam carga completa.
Na maior parte das vezes cada cliente enche um ou mais porões
do navio.
FUNÇÕES DOS ARMAZÉNS NA REDE LOGÍSTICA
31
No fracionamento, uma fábrica ou uma empresa,
(por exemplo, uma trading importadora), remete
para um armazém a carga consolidada.
No armazém, normalmente mais perto dos
principais clientes, a carga é fracionada e
despachada para os clientes em veículos menores.
Como exemplo, cita-se uma trading importadora
que importa produtos de um país fora do Brasil e
armazena a carga em um entreposto aduaneiro e à
medida que vai vendendo o produto importado,
fracciona a carga original nas quantidades pedidas
por cada cliente.
FUNÇÕES DOS ARMAZÉNS NA REDE LOGÍSTICA
32
No CROSS-DOCKING, existem diversos fornecedores que
produzem diferentes produtos que são enviados para o
armazém de CROSS-DOCKING.
Neste armazém, os diversos produtos recebidos são
fracionados e reagrupados em pedidos de clientes que
contêm diversos produtos de diversos fornecedores.
A grande diferença deste tipo de armazém é que as cargas
não ficam armazenadas no armazém, todo o processo de
recebimento de todos os produtos, de todos os
fornecedores são recebidos, fracionados, reagrupados e
despachados para os clientes ao mesmo tempo, não
gerando, assim, stock no armazém.
A grande dificuldade deste tipo de armazém é sincronizar a
chegada da carga de todos os fornecedores para atender a
todos os pedidos dos clientes
ACTIVIDADES REALIZADAS NOS ARMAZÉNS
33
Dentro dos armazéns, diversas
atividades são realizadas, sendo estas
uma grande fonte de receita para os
armazéns.
Dentre as diversas atividades, citam-
se:
1. Abrigo para produtos;
2. Montagem de pedidos;
3. Postergação (postponement).
ACTIVIDADES REALIZADAS NOS ARMAZÉNS
34
O ABRIGO para produtos é a função mais característica de
um armazém e, como o próprio nome sugere, visa à
guarda do produto em local seguro que preserve a
qualidade do produto recebido até ser retirado pelo
cliente.
O tempo médio em que os produtos ficarão abrigados no
armazém é fator determinante para o projeto do layout dos
armazéns.
MONTAGEM DE PEDIDOS é uma função muito
importante de armazéns, pois as empresas, por exemplo,
atacadistas, podem ter um armazém com diversos
produtos de diversos fornecedores que ela adquiriu
previamente e, quando é realizada uma venda, este se
transforma em um pedido no armazém.
ACTIVIDADES REALIZADAS NOS ARMAZÉNS
35
O PICKING é a operação de se recolher, separar,
diversos itens no armazém com o objetivo de
formar um pedido que deu entrada no armazém e
é composto destes diversos itens.
Normalmente, armazéns maiores destinam uma
área para ir coletando todos os itens, agrupá-los
em embalagens para posteriormente serem
despachados.
O veículo de transporte não fica retido nas docas,
pois quando chega, simplesmente recolhe a
embalagem contendo todos os itens já agrupados
na área de picking.
ACTIVIDADES REALIZADAS NOS ARMAZÉNS
Pátio a
céu
aberto
para
armazena
mento de
blocos de
granito
INSTALAÇÕES: TERMINAIS COBERTOS E NÃO
51 COBERTOS
Em todos os terminais, cobertos e descobertos, para
qualquer tipo de carga, devem ser construídas as seguintes
facilidades além da própria área de armazenagem:
1. Área externa de acesso;
2. Pátio para estacionamento e manobras;
3. Portarias;
4. Balanças;
5. Áreas de carregamento / descarga;
6. Área interna de circulação;
7. Área de armazenagem de produtos especiais;
8. Áreas auxiliares (escritórios, refeitórios, sanitários,
salas de espera, almoxarifado, outras).
INSTALAÇÕES: ÁREA EXTERNA DE ACESSO
52 Devem ser previstas conforme o fluxo de veículos de transporte, ÁREAS
EXTERNAS aos armazéns de acesso ao mesmo, permitindo a circulação
de todos os veículos de transporte que venham trazer ou retirar carga do
armazém.
Para cada modal, devem ser analisadas as questões de tráfego e
frequência de veículos dia para poder dimensionar adequadamente os
acessos.
Como nem todos os veículos podem entrar simultaneamente na área do
armazém deve-se prever na área externa estacionamentos para os
veículos de transporte.
No caso do transporte rodoviário, devem ser previstos, ainda, locais como
banheiros para os motoristas e se possível, um local onde eles possam
almoçar e descansar enquanto aguardam para entrar na área do
armazém.
No caso do ferroviário, devem ser criados pátios de recepção para que os
lotes de vagões aguardem até sua movimentação para carregamento
e/ou descarga.
INSTALAÇÕES: PORTARIAS
53
As PORTARIAS representam o limite entre a área externa, não
controlada, e a área interna, controlada e de responsabilidade da
empresa armazenadora.
As portarias têm por função controlar a entrada e a saída de cargas e
pessoas que entram nos pátios e armazéns.
É uma das áreas mais importantes dos armazéns e pátios, pois
permite um controle rígido da entrada e saída de cargas e pessoas
somente com prévia autorização da segurança, garantindo, assim, a
integridade das cargas sob a responsabilidade do armazém.
Usualmente, junto às portarias estão às balanças de pesagem, pois
todos os veículos devem ser pesados na entrada e na saída do
terminal a fim de fazer a conferência de peso da carga.
Alguns terminais optam por admitir o veículo na área interna e, para
desafogar a portaria, faz a pesagem dentro do próprio pátio,
ressaltando-se que nunca a balança deva estar muito longe da
portaria.
EQUIPAMENTOS DE MANUSEIO
54
Dentre os principais EQUIPAMENTOS DE MANUSEIO, destacam-se:
Empilhadeiras garfo;
Empilhadeiras com clamp;
Empilhadeiras reach stacker;
Empilhadeiras top lift;
Pórticos;
Pontes rolantes;
Guindastes;
Virador de vagões;
Tombador de caminhões;
Moegas ferroviárias;
Empilhadeiras de pátio;
Recuperadoras de pátio;
Transportador de correia.
EQUIPAMENTOS DE MANUSEIO
55 Empilhadeiras garfo;
ISU TC 2/9/2017
Empilhadeira com clamp operando fardos de celulose
64
Empilhadeira reach stacker para contentores
65
Empilhadeira de garfo operando placas de aço
66
ISU TC 2/9/2017
Empilhadeira Reach Stacker operando
67
ISU TC 2/9/2017
Pórtico para movimentação de blocos de granito
68
ISU TC 2/9/2017
Virador de vagões - Pátio de Tubarão – EFVM - Vitória - ES
(iniciando a operação de descarga)
69
ISU TC 2/9/2017
Virador de vagões - Pátio de Tubarão – EFVM - Vitória - ES
70
ISU TC
Tombador de camião na posição de descarga (sem camião)
71
Descarga de gusa em elevado
72
Descarga de soja em vagão hopper HFD
73
Empilhadeira empilhando pelota
Pátio de Tubarão - Vitória – ES
74
ISU TC
Recuperadora de caçamba
Pátio de Tubarão – Vitória - ES
75
Transportador de Correia
Pátio do Porto de Tubarão – Área Velha – Vitória - ES
76
ISU TC
TIPOS DE ARMAZÉM
77
Os armazéns podem ser divididos pelo tipo de
carga que são armazenadas.
Armazém de carga geral;
Armazém de granel.
Os armazéns de carga geral podem ser:
Planos;
Verticalizados.
Nos armazéns planos, as cargas são armazenadas
somente na altura do piso, não aproveitando a
altura do armazém, V. Slide 78.
Armazém fio máquina
78
Terminal de Produtos Siderúrgicos - TPS - Serra - ES
TIPOS DE ARMAZÉM
79
No caso de armazéns verticalizados, são utilizados
equipamentos que permitam a verticalização carga.
Dentre os equipamentos de verticalização, citam-se
alguns aplicados em armazéns:
1. Estante porta pallets, V. Slide 80;
2. Cantlever;
3. Push back;
4. Armazenagem dinâmica;
5. Pallets auto-portante, V. Slide 81;
6. Prateleiras.
Sistema de prateleiras para pallets
80
no armazém de um Terminal
ISU TC
Pallets autoportantes - Armazém de um Terminal
81
TIPOS DE ARMAZÉM
82 Os ARMAZÉNS DE CARGA A GRANEL têm por função a guarda de
produtos a granel, V. Slide 83, usualmente produtos agrícolas como soja,
farelo de soja, milho, açúcar, entre outros e também podem ser operadas
outras cargas como o concentrado de cobre.
Os armazéns de granel recebem carga através de transportadores de
correia que entram pelo armazém na parte superior e através de shuts na
correia direcionam a posição onde a carga irá precipitar dentro do
armazém.
Esses armazéns possuem piso plano e para se retirar a carga de dentro
armazém existe um conjunto de comportas, aberturas no piso, por onde a
carga escoa.
Por gravidade a carga desce para os transportadores de correia dispostos
em baixo da comporta.
Assim, as comportas são colocadas em linha acompanhando a linha do
transportador de correia.
Para se controlar o fluxo de saída de carga a ser transportada, por exemplo,
para os navios, abrem-se mais ou menos comportas, V. Slide 84.
Armazéns de granéis agrícolas
Terminal de Produtos Diversos - TPD - Tubarão - Vitória - ES
83
Comporta de descarga de armazém de grãos
84
SISTEMA INFORMATIZADO PARA APOIO À GESTÃO DE
85
ARMAZÉM
O principal sistema para gestão de armazéns utilizado pela VALE
é denominado WMS ou Sistema de Gerenciamento de
Armazéns (Warehouse Management System - WMS).
Os WMS são modernas ferramentas que eliminam a intervenção
humana no processo, planeando eletronicamente o trabalho de
forma a eliminar erros e agilizar os processos do armazém.
Este tipo de sistema identifica de quem é o pedido, quantos
foram expedidos e qual foi o funcionário responsável pela
atividade.
Com a ajuda de colectores de dados, ligados em rede via
radiofrequência, o sistema alerta os operadores para o fato de
que ainda faltam produtos para completar o pedido de uma nota
fiscal ou se está a ser expedida uma mercadoria errada.
SISTEMA INFORMATIZADO PARA APOIO À GESTÃO DE
86
ARMAZÉM
O endereçamento dos produtos é informado pelo sistema, o que
facilita e agiliza a sua localização, além de evitar que produtos
sejam armazenados em locais errados, esquecidos ou retirados
indevidamente.
Pode, ainda, controlar a data de validade, principalmente para
produtos alimentícios e congelados, o que evita a perda ou a
devolução do produto.
Com o WMS, tem-se em tempo real a localização da carga,
visualização de espaços disponíveis o que diminui o tempo de
resposta gerencial.
Para que estes dados estejam disponíveis em tempo real, a
empresa deve usar ferramentas computacionais que facilitem o
processo de captura de dados, dentre eles citam-se: radio -
frequência; equipamentos de informática; código de barras e
RFID.