Bendita e louvada seja no
céu a divina luz, e nós
também cá na terra
louvemos a Santa Cruz.
Nós vos adoramos,
Santíssimo Senhor
Jesus Cristo, aqui e
em todas as vossas
igrejas que estão no
mundo inteiro, e vos
bendizemos, porque
pela vossa Santa Cruz
remistes o mundo.
(S. Francisco)
Tríduo Pascal
• Para compreendermos o sentido teológico
e espiritual do Tríduo Pascal, é preciso
antes recorrer ao sentido de Liturgia.
• O que é Liturgia?
O que é Liturgia?
• Se considerarmos a etimologia da palavra,
Liturgia é ação em favor do povo,
prestação de serviço.
• A palavra “liturgia” vem do mundo grego e
dizia respeito à esfera civil, e não
religiosa.
Liturgia...
• É a ação de Deus em favor de seu povo.
• Tem a ver com as intervenções de Deus
ao longo da História: criação, profetas,
alianças, libertação da escravidão
(Páscoa)...
• Vale ressaltar: Deus é o maior liturgo!
• A ação de Deus em favor de seu povo atinge o
ápice na Paixão, Morte e Ressurreição de
Cristo.
• É pela morte e ressurreição de Cristo, o Filho
de Deus, que o plano de amor do Pai se realiza
plenamente e continua a se realizar pela ação
do Espírito Santo na vida da Igreja.
• Assim, a liturgia de Deus é celebrada e
atualizada mediante sinais sensíveis e ritos, em
todos os sacramentos e, de um modo particular,
na Eucaristia.
• O domingo é o dia de festa por excelência
porque é o dia da ressurreição.
• No domingo, a comunidade se reúne para ouvir
a Palavra de Deus e celebrar a Eucaristia,
repetindo os gestos de Jesus.
• O domingo é o núcleo
do ano litúrgico.
• Por isso, ele goza de
toda precedência no A.L.
• Com o desenvolvimento do Ano Litúrgico,
desde cedo as comunidades cristãs
passaram a celebrar anualmente a
Páscoa.
• Ciclo pascal:
Tríduo Tempo
Quaresma
Pascal Pascal
Tríduo Pascal
• “Não é preparação do Domingo da
Ressurreição, mas é, segundo as palavras
de Sto. Agostinho, o sacratíssimo Tríduo
do Crucificado, Sepultado e
Ressuscitado.” (Diretório litúrgico p. 79)
• Não é uma preparação para, mas é a
celebração do próprio Cristo.
Tríduo Pascal
• Paixão – Morte do Senhor: 6ª feira Santa
• Sepultura do Senhor: Sábado Santo
• Ressurreição do
Senhor:
Domingo de Páscoa
(Foto de autoria desconhecida)
Paixão – Morte do Senhor.
• Caracteriza-se pela entrega do Senhor Jesus:
Cristo é entregue por Judas, prenuncia sua
entrega ao Pai e se entrega no mistério da
Eucaristia.
• É a instituição do Novo Mandamento: “Amai-vos
como eu vos amei!”
• Tudo isso é marcado pela caridade: “Onde o
amor e a caridade, Deus aí está.”
• Lava-pés / Eucaristia / Novo Mandamento
culminam na Cruz.
Abertura do Tríduo: Ceia do Senhor
O tabernáculo vazio; o lava-pés; procissão das
oferendas, com dons para os pobres; a oração eucarística e
comunhão; a procissão com o Santíssimo Sacramento para o
local onde será conservado, visando a oração e a comunhão
eucarística na Celebração da Paixão.
É um dia solene, porém não tão jubilosamente
explosiva como na noite da Páscoa (por exemplo, durante o
canto solene do Glória, pode-se acompanhar com o som dos
sinos; após o canto, os sinos silenciam e os instrumentos
musicais são usados somente para o sustento dos cantos até
a Vigília Pascal.
(Cf. Paschalis Solemnitatis)
Sexta-feira Santa: o dia do crucificado
Abertura da celebração silenciosa e prostração do
presidente; as longas leituras devem ser lidas
integralmente; a oração universal feita segundo o texto e a
forma transmitidos pela antiguidade, com toda a amplitude
de intenções; a adoração da Cruz, ponto culminante da
celebração; a comunhão eucarística (reintroduzida por Pio
XII, em 1956).
Não é um dia de pranto, mas de amorosa
contemplação do sacrifício de Jesus, fonte de nossa
salvação. Neste dia, a Igreja não faz um funeral [de Jesus],
mas celebra a Cruz e a morte vitoriosa do Senhor.
(Cf. Paschalis Solemnitatis)
Sepultura do Senhor
• É dia de silêncio, de espera...
• A esposa vigia em silêncio enquanto o
esposo dorme.
• É um silêncio cheio de esperança diante
da semente que foi lançada na terra.
Sábado santo: o dia do “Sepultado”
A celebração do Ofício das Leituras e das Laudes,
com a participação do povo.
Diz o Missal Romano: “a Igreja fica parada junto ao
sepulcro do Senhor, meditando sua Paixão e Morte,
abstendo-se da celebração da Eucaristia.
A mesa fica sem ornamentos até a Vigília da
Ressurreição.
Neste dia, a Igreja convida os fiéis ao silêncio e à
meditação.
(Cf. Paschalis Solemnitatis)
Ressurreição do Senhor
• Celebra-se a partir da Vigília Pascal.
Celebra-se não somente a Ressurreição
do Senhor, mas também a ressurreição de
todos nós que, nas águas do Batismo,
fomos em Cristo mortos para com ele
ressurgir.
• “É a mãe de todas as vigílias.” (Sto.
Agostinho)
• O que é vigília?
• Há quatro momentos:
1. Celebração da Luz;
2. Liturgia da Palavra;
3. Liturgia Batismal;
4. Liturgia Eucarística.
Celebração da Luz
• É o fogo novo,o Círio
Pascal, Cristo
Ressuscitado.
• Lembra a coluna
luminosa que
acompanhou o Povo
de Deus pelo deserto.
• Encerra-se com a
solene proclamação
da Páscoa.
Liturgia da Palavra
• Pela escuta da
Palavra, faz-se
memória de toda a
ação de Deus ao
longo da História.
• Canta-se
solenemente o Glória
e o Aleluia, canto
daqueles que foram
libertados para
sempre.
Liturgia Batismal
• Cristo Ressuscitado
trouxe para todos
uma vida nova e
restaurada.
• Pelo Batismo, o
sacramento da
regeneração, a
pessoa mergulha na
morte em Cristo para
com ele ressurgir
para uma vida nova.
(Foto de autoria desconhecida)
Liturgia Eucarística
• A mesa eucarística
prefigura a mesa do
banquete eterno em que
todos nós, redimidos por
Cristo, nos sentaremos e
cantaremos os louvores
de Deus.
Vitória, tu reinarás! Ó Cruz, tu nos
salvarás!
Brilhando sobre o mundo que vive sem tua
luz, tu és um sol fecundo de amor e de paz,
ó Cruz!