Incerteza na Medição Indireta
Propagação de erros
DEMEC Dep. de Engenharia Mecânica
Belo Horizonte - MG, Brasil
Taylor-equação
f n ( x0 )
y ( x) f ( x0 ) f ( x0 )( x x0 ) ... ( x x0 ) n
n!
Uma equação funcional pode ser representada
como uma funcão f(x) sobre um ponto f(x0) por
uma expansão em série.
(por exemplo Expansão de Taylor)
O objetivo da aproximação local sobre um
Brook Taylor (1685 - 1731)
ponto é a possibilidade de simplificar calculos e
matemático inglês análise.
DEMEC
Cálculo de erro com Taylor-equação
2n
x
f ( x) cos( x) cos( x) (1) n para todo x
n 0 (2n)!
T0;0 ( x) 1 x2 x4
Ta ;b ( x ) T0; 4 ( x) 1
2 24
grau de
aproximação
ponto de base
x2
T0; 2 ( x) 1
2
DEMEC
Expansão em séries de Taylor da função cosseno
Ponto inicial: Série de Taylor da função da equação (de uma dimensão)
f ( x0 )
y f ( x) f ( xo ) f ( x0 )( x x0 ) ( x x0 ) 2 ...
2
f ( x0 )
y y0 y f ( x) f ( xo ) f ( x0 )( x x0 ) ( x x0 ) 2 ...
2
f ( x0 ) 2
y f ( x0 )x x ...
2
y f ( x0 )x simplificação por aproximação linear
DEMEC
Desenvolvimento da função erro
Diferencial total
(aproximação linear)
y dy y
dy 0 dx y f ( x0 )x
x dx x
geral:
y0 j
i - número de parâmetros de entrada yi xi
i xi
j - número de parâmetros de saída
DEMEC
Desenvolvimento da função erro
fator de influência ou fator de sensibilidade
y0
n n
yi xi i xi
i 1 xi i 1
n parâmetros independência xi com i=1,...,n)
Esta equação só é válida se o valor do erro é pequeno comparado com os valores nominais!
DEMEC
Equação simplificada do erro
fator de influência ou fator de sensibilidade de segunda ordem
y0 y0 2
n n 2 n n 2
y xi 2 xi i xi i xi
i 1 xi i 1 xi i 1 i 1
n parâmetros independência xi com i=1,...,n)
Esta equação só é válida se o valor do erro é pequeno comparado com os valores nominais!
DEMEC
Equação simplificada do erro
Exemplo para um sistema de medião
DEMEC Dep. de Engenharia Mecânica
Belo Horizonte - MG, Brasil
DEMEC
Telêmetro militar
Exemplo: Dispositivo utilizado para medir distâncias
parte
superior da
imagem
parte
inferior da
imagem
escala
espelho
rotativo
olho
DEMEC
Medidor de distância – telêmetro, transversal)
parte
superior da
imagem
imagem
não-corrigida parte da
imagem
parte superior
inferior da
modificação do parte da
imagem
ângulo α imagem
inferior
imagem
α
corrigida
escala espelho
rotativo
olho
a distância é
vizualizada na escala b
DEMEC
Telêmetro-transversal
objeto visto Erros:
ΔZ1: folga da guia: = 1,530817 Δα = ±0,000145 rad
ΔZ2: erro da base: b =600mm Δb = ± 0,1mm
A
telêmetro
α
b
Equação de função: A b tan
Equação de erro: b
A b tan
cos
2
DEMEC
Telêmetro com base variável
Erro máximo:
A b tan
A
b
A b tan
cos
2
α
600mm 4
A 0,1mm 25 1, 4544 10 b
16 10 4
A 0,1mm 25 375000 1,4544 10 4
A 2,5mm 54,54mm 57,04mm
DEMEC
Telêmetro com base variável
DEMEC
Câmeras com telêmetro
Caso de independência: Caso de dependência:
Variável Variável
aleatória 2 aleatória 4
r=0 r=1
r = -1
Variável Variável
aleatória 1 aleatória 3
r: coeficiente de correlação
DEMEC
Dependência e Independência estatística
fator de influência ou fator de sensibilidade
(de primeira e de segunda ordem)
2 2
y0 n
n
y 2
u( y)
2
x u ( x )
i 1 x
0
u ( x ) 2
i 2 i
i 1 i i
n parâmetros independência xi com i=1,...,n)
Esta equação só é válida se o valor do erro é pequeno
comparado com os valores nominais!
DEMEC Equação simplificada do erro
(influências estatísticamente independentes)
Determine a incerteza na determinação da velocidade média de um projétil a
partir do tempo “t” que este leva para percorrer a distância “d” entre dois
sensores. A distância foi medida, sendo encontrado d = (182,4 ± 0,4) m,
determinado com 20 graus de liberdade efetivos e t = (52,6 ± 0,3) ms,
determinado com 12 graus de liberdade, já incluindo a influência dos
sensores e suas imperfeições.
DEMEC
Problema resolvido
Solução: V = d/t
“d” e “t” certamente são estatisticamente
independentes
de k95 para 20 graus de liberdade: k = 2,13
de k95 para 12 graus de liberdade: k = 2,23
u(d) = 0,4/2,13 = 0,188 m
u(t) = 0,3/2,23 = 0,135 ms
DEMEC
Problema resolvido
A incerteza padrão combinada pode ser determinada por:
V = 182,4 m/52,6 ms = 3467,7 m/s
A estamativa da incerteza padrão u(V) será:
u(V) = 9,59 m/s
DEMEC
Problema resolvido
Combinar graus de liberdade usando Welch-Satterthwaite:
= 15,9 , k95 = 2,17
U95(V) = 2,17 . 9,59 = 20,8 m/s com = 16
V = (3468 ± 21) m/s
DEMEC
Problema resolvido
9.4 Para determinar a altura de uma árvore um sábio do século VI
ensinou
a seus discípulos um método que aplicava trigonometria. A distância
entre o
centro do tronco da árvore e o ponto de observação foi determinada
como
(15,2 ± 0,2) m (n=10). O ângulo que o ponto mais alto da árvore
formava
com a horizontal, medido junto ao solo, foi de (48,6 ± 0,8) ° (n=5).
Q1) O que pode ser dito acerca da altura desta árvore?
Q2) O que deve ser feito para reduzir a incerteza da medição da
altura desta árvore?
DEMEC
Exemplo resolvido
h= = 48,6° ± 0,8°
D = 15,2 m ± 0,2 m
h D tan
DEMEC
Exemplo resolvido
h D tan
1o passo: tornar incertezas expandidas combináveis:
= 48,6° ± 0,8° (n=5) t95, 4 2,776
0,8
u ( ) 0,2882 u ( ) 0,00503rad
2,776
D = 15,2 m ± 0,2 m (n=10) t95,9 2,262
0,2m
u ( D) 0,0884m
2,262
DEMEC
Exemplo resolvido
2o passo: combinar
incertezas padrão :
h D tan
2 2
h h
u (h)
2
u ( D) u ( )
D
2
D
u (h) u ( D) tan
2 2
u ( )
cos
2
2
15,2m
u (h) 0,0884m tan 48,6 0,00503rad
2 2
cos 48,6
2
u (h) 2 0,1003m 0,1748m 0,0406m 2
2 2
u(h) 0,0406m 0,202m
DEMEC
Exemplo resolvido (variante I)
3o passo: combinar
graus de liberdade : h D tan
2
D
u (h) u ( D) tan u ( )
2 2
cos
2
u(h) 4
u ( D) u ( )
* 4
* 4
h D
4
D
u ( )
u (h) 4
u ( D) tan
4
cos
2
h D
DEMEC
Exemplo resolvido (variante I)
h
u(h) 4
4
D
u ( )
u( D) tan
4
cos
2
D
h
0,202m
4
0,1003m 0,1748m
4 4
9 4
0,001665
h 6,8 6
0,000011245 0,0002334
DEMEC
Exemplo resolvido (variante I)
4o passo: expandir incerteza
combinada padrão :
h D tan
h 6 t95, 6 2,447
U 95 (h) t 95, 6 u (h) 2,447 0,202m 0,494m
RM (h) RB (h) U 95 (h)
RM (h) 17,241m 0,494m
último passo: compatibilizar resultado!!!
RM (h) 17,2m 0,5m
DEMEC
Exemplo resolvido (variante I)
1o passo: tornar incertezas expandidas
combináveis: continua igual
h D tan
2o passo: combinar 2 2
incertezas padrão : h h
u (h)
2
u ( D) u ( )
D
2
D
u (h) u ( D) tan u ( ) : h D tan
2 2
cos
2
u (h) u ( D) tan D u ( ) cos
2 2 2
h D tan cos D sen
2
u ( )
2 2 2
u ( h) u ( D )
h D cos sen
DEMEC
Exemplo resolvido
u ( )
2 2 2
u ( h) u ( D )
h D cos sen
2 2 2
u (h) 0,0884m 0,00503rad
h 15,2m cos 48,6 sen 48,6
2
u ( h)
0,005816 0,01014 0,0001366
2 2
h
u ( h)
0,0001366 0,01169
h
DEMEC Exemplo resolvido
3o passo: combinar
graus de liberdade :
h D tan
u ( )
2 2 2
u ( h) u ( D )
h D cos sen
u(h) u( D) u( )
* 4 * 4 * 4
h D
DEMEC
Exemplo resolvido (variante II)
4
u ( h)
h h
u ( )
4 4
u ( D)
D cos sen
D
h
0,01169
4
1,8675 10 8
0,0058164 0,01014 1,2713 10 10 2,6423 10 9
4
9 4
h 6,74 6
DEMEC
Exemplo resolvido (variante II)
4o passo: expandir incerteza
combinada padrão :
h D tan
h 6 t95, 6 2,447
U 95 (h) u ( h)
t95, 6 2,447 0,01169 0,0286
h h
RM (h) RB (h) U 95 (h)
RM (h) 17,241m 0,493m
último passo: compatibilizar resultado!!!
RM (h) 17,2m 0,5m
DEMEC
Exemplo resolvido (variante II)
Teste de duas médias amostrais:
Exemplo:
amostra A amostra B
415HV 422HV
421HV 424HV
424HV 428HV
419HV 425HV
431HV
DEMEC
Teste de hipótese
Teste de duas médias amostrais:
amostra A amostra B
média = 419,75HV média = 426,00HV
s = 3,77HV s = 3,54HV
Objetivo: Pode-se afirmar com seguramente que o
tratamento B aumentou a dureza, se comparado
ao tratamento A ?
DEMEC
Teste de hipótese