ELETROTCNICA
TRANSFORMADORES PARA INSTRUMENTOS TP E TC
TRANSFORMADOR
FUNCIONAMENTO I1
U1
r1
x1 E1
E2
x2
r2
I2
U2 M
DIAGRAMA FASORIAL x1I1 U1
r1I1
-E1 1 Equaes: U1 = - E1 + r1 I1 + j x1 I1 U2 = E2 - r2 I2 - j x2 I2 I1 = n1 n2 I2 + I0 r2I2 I2 U2 2 E2 E1 Ip I I1 n1 n2 I2
I0
x2I2
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL - TP
O transformador de potencial considerado na prtica como um redutor de tenso.
n1 > n 2
U1
U1 > U 2
~
n1
Tenso secundria nominal padronizada: 115V O primrio do TP pode ser construdo para ser utilizado entre fase e fase e entre fase e neutro
TP grupo 1- projetado para ligao primria
n2
U2 V
TP
entre fase e fase. (02 isoladores) Ex. 2.300/115V, 13.800/115V, 69.000/115V
TP do GRUPO 1
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL - TP
U1
~
n1
TP do grupo 2 projetados para ligao primria entre fase e neutro de sistemas eficazmente aterrado. (01 isolador) Tenso primria nominal: 13.800 / 3, 69.000/3 V
n2
115/3 V
TP
Tenso secund. nominal: 115/ 3 V ou 115V Aplicados em circuitos a 4 fios ( 3 fases e 1 neutro)
TP do grupo 3 projetados para ligao primria
115V
GRUPO 2 e 3
entre fase e neutro de sistemas onde no se garante eficcia do aterrado. (01 isolador)
A especificao de um TP definida a partir das normas EB-251.1 da ABNT e C57.13 da ANSI. Ex: 0,3 P200 ( ABNT ) ou 0,3Z ( ANSI )
Cargas nominais padronizadas p/ ensaios de TPs
Cargas nominais Designa Potncia Designao o aparente ANSI ABNT (VA ) Caracterstica 60Hz e 120V Fator de Resistncia potncia () Caracterstica 60Hz e 69,3V Indutnc Impednci ia (mH ) a() Indutnc Impednci Resistnci ia (mH ) a() a()
P 12,5
P 25 P 75 P 200 P 400
W
X Y Z ZZ
12,5
25 75 200 400
0,10
0,70 0,85 0,85 0,85
115,2
403,2 163,2 61,2 30,6
3.042
1.092 268 101 50,4
1.152
576 192 72 36
38,4
134,4 54,4 20,4 10,2
1.014
364 89,4 33,6 18,8
384
192 64 24 12
NOTA: As caractersticas 60Hz e 120V so vlidas para tenses secundrias entre 100 e 130V, e as caractersticas 60Hz 69,3V so vlidas para tenses secundrias entre 58 e 75V.
Aplicao dos TPs quanto a classe de exatido Classe de exatido Melhor do que 0,3 0,3 0,6 ou 1,2
-TP padro -Medio em
Aplicao laboratrio / Medies especiais
-Medio de energia para faturamento a consumidor
-Medio
de energia sem finalidade de faturamento -Alimentao de rels -Alimentao de instrumentos de controle (voltmetro, wattmetro, varmetro, fasmetro, sincronoscpio, frequencmetro, etc. )
RELAO NOMINAL E REAL DO TP FATOR DE CORREO RELAO
Relao nominal:
U1n U2n = kp
Relao real: 1 caso: Variando-se a tenso primria tem-se: U1 U2
= kr ;
U 1' U 2'
= kr ' ;
U1"
U2"
= kr"
2 caso : Mesma tenso primrio e carga secundria varivel: U1 U1 = kr' ; = kr" U 2' U 2"
Como no possvel medir a tenso primria com um voltmetro, chega-se ao seu valor atravs do diagrama fasorial do TP.
assim a relao real ser: U1 kr
= kr
U2
kp
Fator que devemos multiplicar a relao de = FCRp transformao kp para obter a relao real
ERROS INTRODUZIDOS PELO TP
ERRO DE RELAO p:
U1 x1I1
p% =
kpU2 U1
U1
r1I1 X 100 g
-E1 -U2 I1 n1 n2 I2
U1 = - E1 + r1 I1 + j x1 I1
Ip
I2 I 2 E2 E1
p% = (100 FCRp) ERRO DE FASE OU NGULO DE FASE: o ngulo de defasagem ( g ) existente entre o fasor U1 e o inverso do fasor U2. Se o inverso de U2 atrasado em relao a U1 o ngulo g negativo.
r2I2 U2
I0
x2 I 2
CLASSE DE EXATIDO DOS TPs
A classe de exatido dos TPs definida a partir de um paralelogramo de exatido que construdo em funo do erro de relao p, do fator de correo de relao ( FCRp ) e pelo ngulo de defasagem ( g ), como mostra a figura abaixo.
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL Limites das classes de exatido: 0,3 0,6 1,2
Fator de correo da relao FCRp em %
101,2 101,0 100,8 100,6 100,4 100,2 100,0 99,8 99,6 99,4 99,2 99,0 98,8 classe 1,2 classe 0,6 classe 0,3 -1,2 -1,0 -0,8 -0,6 -0,4 -0,2 0 +0,2 +0,4 +0,6 +0,8 +1,0 +1,2
-60 -50 -40 -30 -20 -10 0 +10 +20+30+40+50+60
ngulo de fase g em minutos
Erro de relao p em %
Exerccios
Ex1 Determine as classes de exatido dos apresentaram os seguintes valores: a) FCRp = 100.2% e g = 8,5 TPs, cujos ensaios b) FCRp = 99.6% e g = - 13
c) FCRp = 99,8% e g = 4,5
d) FCRp = 100,8% e g = 20
Ex 2: Um TP de 13.800/115V, foi ensaiado aplicando-se uma tenso primria de 13.800V, sendo medido no seu secundrio um valor de 114,2V. Nestas condies pede-se: a) A relao de transformao nominal de TP. b) A relao de transformao real do TP. c) O fator de correo de relao do TP. d) O erro de relao. e) A classe de exatido do TP, sabendo-se que o erro de fase g = 2,5
TRANSFORMADOR DE CORRENTE - TC
O transformador de corrente considerado na prtica como um redutor de corrente.
~
I1
Z
n1
n1 < n 2
I2 < I1
corrente secundria nominal padronizada: 5A Relaes encontradas no mercado:
TC
n2
I2 A
200/5A, 300/5V, 500/5A, 1.000/5A, etc. Obs: Nos transformadores a corrente primria surge em conseqncia da corrente secundria, no entanto, no caso do TC, a corrente primria originada por solicitao da carga, e a corrente secundria surge em funo da corrente primria.
RELAO NOMINAL E REAL DO TC FATOR DE CORREO DE RELAO
Relao nominal: Relao real:
I1n I2n = kc
1 caso: Variando-se a corrente primria tem-se: I1 I2
= kr ;
I 1' I2 '
= kr ' ;
I 1"
I 2"
= kr"
2 caso : Mesma corrente primrio e carga secundria varivel: I1 I1 = kr' ; = kr" I 2' I 2" Como no possvel medir a corrente primria com um ampermetro, chega-se ao seu valor atravs do diagrama fasorial do TC. assim a relao real ser: I1 I2 kr
= kr
kc
= FCRc
Fator que devemos multiplicar a relao de transformao kp para obter a relao real
ERROS INTRODUZIDOS PELOS TCs
ERRO DE RELAO c:
-E1 I1 b -I2 Ip I 2 E2 E1 I0 n1 n2 I2
c% =
kcI2 I1
I1
X 100
I1 = I0 -
n1 I 2 n2
I2 U2
ERRO DE FASE OU NGULO DE FASE:
o ngulo de defasagem ( b ) existente entre o fasor I1 e o inverso do fasor I2. Se r2I2 o inverso de I2 adiantado em relao a x2I2 I1 o ngulo b positivo.
CLASSE DE EXATIDO DOS TCs
A classe de exatido dos TCs definida a partir de um paralelogramo de exatido que construdo em funo do erro de relao c, do fator de correo de relao ( FCRc ) e pelo ngulo de defasagem ( b ), como mostra a figura abaixo.
TRANSFORMADOR DE CORRENTE Limites da classe de exatido: 0,3
Fator de correo da relao FCRc em %
100,6 100,4 100,2 100,0 99,8 99,6 99,4
-0,6 -0,4
-0,2
0
10% de In 100% de In
+0,2 +0,4 +0,6
-30
-20
-10
+10
+20
+30
ngulo de fase b em minutos
Erro de relao c em %
CLASSE DE EXATIDO DOS TCs
TRANSFORMADOR DE CORRENTE Limites da classe de exatido: 0,6
Fator de correo da relao FCRc em %
101,2 100,8
100,4 100,0 99,6 -1,2 -0,8 -0,4 0
10% de In 100% de In
+0,4 +0,8 +1,2
99,2
98,8
-60
-40
-20
+20
+40
+60
ngulo de fase b em minutos
Erro de relao c em %
CLASSE DE EXATIDO DOS TCs
TRANSFORMADOR DE CORRENTE
Limites da classe de exatido: 1,2
Fator de correo da relao FCRc em %
102,4 101,6 100,8 -2,4 -1,6 -0,8 0
Erro de relao c em %
Ex 1:No ensaio de exatido de um TC para cargas padronizadas C25 e C100 temos os seguintes dados:
1 - Carga
100,0
99,2 98,4 97,6
10% de In 100% de In
+0,8
C25 Para 10% de In FCRc = 100,6% e b = -10 Para 100% de In FCRc = 99,8% e b = 5 C100 Para 10% de In FCRc = 101,1% e b = -20 Para 100% de In FCRc = 99,6% e b = 10
+1,6
+2,4
2 - Carga
-120
-80
-40
+40
+80
+120
ngulo de fase b em minutos
Determine a classe de exatido do TC em cada caso.
CLASSIFICAO DOS TCs
1 - Quanto ao enrolamento e ncleo P1 P2 P1 P2 P1 Condutor do circuito primrio P2
S1 S1
S2
TC tipo barra TC tipo enrolado
S2
S1
S2
TC tipo janela
S1
S2
S1
S2
TC tipo bucha
TC tipo ncleo dividido
2 Quanto a finalidade de aplicao:
TC para medio TC para proteo
2.1 TC de vrios ncleos
P1 P2
1S1 1S2
2S1 2S2
3S1 3S2
Obs: Os secundrios que no estiverem alimentando instrumentos eltricos
devero ficar curtos-circuitados.
2.2.1 - TC de mltipla relao de transformao
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8
Ex: O TC mostrado ao
lado apresenta as seguintes relaes de transformao: 50/5A, 100/5A e 200/5A. Faa o esquema de ligao das bobinas primrias para cada relao de transformao.
S1
S2
2.2.2 TC com vrias derivaes secundrias
P1 P2
Bobina primria projetada para maior corrente, no caso 100A
S1
50/5A
100/5A
GENERALIDADES SOBRE O TC
1 O secundrio do TC nunca deve ficar aberto Caso se necessite
tirar o instrumento do secundrio de TC, este enrolamento deve ser curto-circuitado por meio de um condutor.
2 - Polaridade do TC Os TCs quando alimentando: Wattmetro, medidor
de energia, fasmetro, etc, podem provocar erros de leitura caso no seja ligado com a polaridade correta. Ex: Determine a polaridade dos TCs mostrados nas figuras abaixo.
P1 P2 P1 P2 P1 P2
S1
S2
S1
S2
S1
S2
Cargas nominais padronizadas para ensaios de TCs
Cargas nominais
Designao ABNT Designao ANSI Potncia aparente (VA ) Fator de potncia
Caracterstica 60Hz e 120V
Resistnci a()
Indutncia Impedncia (mH ) ()
Aplicao dos Tcs quanto a classe de exatido Classe de exatido Melhor do que 0,3 0,3
-
Aplicao
C 2,5 C5 C 12,5 C 25 C 50 C 100 C 200
B - 0,1 B 0,2 B 0,5 B1 B-2 B-3 B-4
2,5 5 12,5 25 50 100 200
0,9 0,9 0,9 0,5 0,5 0,5 0,5
0,09 0,18 0,45 0,50 1,0 2,0 4,0
0,116 0,232 0,580 2,3 4,6 9,2 18,4
0,1 0,2 0,5 1,0 2,0 4,0 8,0
TP padro - Medio em laboratrio - Medies especiais -Medio de energia para faturamento a consumidor
- Medio
0,6 ou 1,2
de energia sem finalidade de faturamento - Alimentao de rels - Alimentao de instrumentos de controle: - ampermetro - wattmetro - varmetro - fasmetro, etc. )
Ex: Um TC apresenta os seguintes dados de placa:
0,3 B-0,1/ B-0,2/ B-0,5 ; 0,6 B-1 0,3 C12,5 e 0,6 C25
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL CAPACITIVO ( TPC )
LINHA
Reator tal que:
L = 1 ( C1 + C2 ) TP
tipo induo intermedirio
Temos que: U1 = j ( I + I1 ) C1 jI C2
I + I1 C1 U1
B
reator
L I1 U
U2 = -
jI C2
- j LI1 )
C2
D
U2
Deduzimos que: Kp = K .
Terra
C1 + C2 C1