FÍSICA
FÍSICA
OPERAÇÕES VETORIAIS
SOMA DE VETORES.
VETORES COM MESMO DIREÇÃO E MESMO SENTIDO
Para somar vetores com mesma direção e mesmo sentido basta somar ele como um escalar, o
vetor somar ou vetor resultante, terá a mesma direção e mesmo sentido que os outros dois vetores.
Conforme o exemplo abaixo:
VETORES PERPENDICULARES.
Os vetores perpendiculares antes de serem somados, devem ser unidos, essa uniãodeve acon-
tecer de modo organizado, de seguinte maneira: a ponta da flecha de um vetor deve ligar na tra-
seira do outro vetor, ou seja, cada vetor será ligado no outro, não importando a ordem de conexão
deles, após fazer essa união podemos localizar o vetor resultante, ou também chamado de vetor
soma, este será a união da parte traseira do primeiro vetor com a ponta da flecha do último vetor
somado. Conforme exemplo abaixo:
GRANDEZAS FÍSICAS
“Grandezas físicas são aquelas grandezas que podem ser medidas, ou seja, que descrevem
qualitativamente e quantitativamente as relações entre as propriedades observadas no estudo dos
fenômenos físicos”
Mas podemos redefinir de uma forma simplificada este conceito, ou seja:
“Grandeza física é tudo aquilo que podemos medir, que contém unidade de medida”.
Essas grandezas físicas podem ser do tipo vetoriais ou escalares, dependendo de alguns fatores,
gostamos de dizer que a vetorial é mais “delicada” ou seja, precisa de mais informações para ser
explicadas, ou seja, uma grandeza vetorial precisa de módulo, direção e sentido para ser definida
com exatidão, diferente da grandeza escalar que precisa apenas do módulo para ser explicada,
vejamos alguns exemplos para entendermos melhor:
1º Exemplo:
Um carro andou por 5 minutos – A grandeza envolvida é TEMPO, sendo medida em minutos,
um exemplo de grandeza ESCALAR, pois apenas com uma informação, o módulo (valor), conseguiu
passar todo o conteúdo da sentença.
2º Exemplo:
Um carro se desloca 20 km – A grandeza envolvida é DESLOCAMENTO, sendo medida em
quilômetros, um exemplo de grandeza VETORIAL, pois somente com uma informação, o módulo
(valor), não conseguiu passar todo o conteúdo, ficou faltando a direção e o sentido desse vetor.
3º Exemplo: Um carro puxa um barco com uma força de 50 N – A grandeza envolvida é a
FORÇA, na qual precisa de mais dados para ser explicada por completo a situação, ou seja, faltou
as informações – DIREÇÃO E SENTIDO, somente o módulo não resolveu, logo esse é um exemplo
de grandeza VETORIAL.
Após vários exemplo e situações, normalmente nossos alunos se questionam neste momento,
qual a diferença de módulo, direção e sentido em um vetor?
MÓDULO: Valor numérico de uma grandeza (tamanho do vetor)
DIREÇÃO: Eixo no plano cartesiano que a grandeza esta sendo utilizada.
SENTIDO: Orientação que o vetor aponta, a ponta da flecha do vetor.
A tabela vai ser utilizada sempre que você quiser substituir o valor pelo prefixo ou o oposto,
vejamos alguns exemplos:
Exemplo 1:
Comprimento de onda de 540 nm = Comprimento de onda de 540 .10-9 m
Exemplo 2:
Distância de 300 km = Distância de 300. 103 m
Exemplo 3:
Área de 520 cm3 = 520 ( cm3 ) = 520 (10-2 m) = 520 . 10–6m3
OPERAÇÕES VETORIAIS
SOMA DE VETORES
VETORES COM MESMA DIREÇÃO E MESMO SENTIDO
Para somar vetores com mesma direção e mesmo sentido basta somar ele como um escalar, o
vetor somar ou vetor resultante, terá a mesma direção e mesmo sentido que os outros dois vetores.
Conforme o exemplo abaixo:
VETORES PERPENDICULARES.
Os vetores perpendiculares, com ângulo de 90 graus entre si, antes de serem somados, devem
ser unidos, essa união deve acontecer de modo organizado, de seguinte maneira: a ponta da fle-
cha de um vetor deve ligar na traseira do outro vetor, ou seja, cada vetor será ligado no outro, não
importando a ordem de conexão deles, após fazer essa união podemos localizar o vetor resultante,
ou também chamado de vetor soma, este será a união da parte traseira do primeiro vetor com a
ponta da flecha do último vetor somado. Conforme exemplo abaixo:
Para encontrar o valor (módulo) desse vetor resultante devemos utilizar o teoremas de Pitá-
goras, conforme descrito abaixo:
REGRA DO PARALELOGRAMO.
Quando os vetores somados não tiverem ângulo reto, ou seja, perpendiculares e nem mesma
direção e sentido, ou mesma direção e sentido oposto, você deverá usar a regra do paralelogramo,
que consta no seguinte fato:
Repare que o vetor resultante ficará entre os vetores somados, e que o ângulo entre eles será
cortado pelo vetor resultante, esse ângulo será utilizado para encontrar o vetor resultante, utilizando
uma equação matemática chamada: Lei dos cossenos, da seguinte maneira:
Para soma-los faremos uma união entre eles, ligando um ao outro, sem nos importar com a
ordem, apenas que a parte traseira de um, deve ligar na ponta da flecha do outro, da seguinte forma:
O vetor resultante será a conexão entre a traseira do primeiro vetor e a ponta da flecha do
último vetor. Para calcular o vetor soma não temos uma maneira direta de fazê-la, muitas vezes
precisamos utilizar alguns recursos da matemática, principalmente o triângulo retângulo.
DECOMPOSIÇÃO VETORIAL.
A decomposição vetorial consta no fato de “quebrar’ o vetor resultante em dois vetores, cada
um deles em cima de um eixo no plano cartesiano, ou seja, faremos uma decomposição de um
vetor em dois, um no eixo X e outro no eixo Y. Conforme a imagem abaixo:
Após quebrar o vetor em dois, precisamos calcular suas componentes, tanto no eixo X, quanto
no eixo Y, para isso precisamos prestar atenção no ângulo, onde ele está posicionado, se ele estiver
posicionado entre o eixo X e o vetor, teremos:
Dessa maneira conseguimos calcular o módulo da componente nos eixos, e essa parte é muito
importante para nossa física mecânica vetorial.
Movimento uniforme e
gráficos do MRU
Versão Condensada
Sumário
Movimento Retilíneo Uniforme�������������������������������������������������������������������������������������� 3
2
A L F A C O N
Movimento Retilíneo Uniforme
1. Velocidade média
Velocidade média é uma grandeza caracterizada pelo deslocamento de um corpo em determinado tempo. As unidades
de medida mais utilizadas para velocidade são: km/h e m/s, porém a última que encontramos no sistema internacional
de unidades de medida, para fazer essa transformação utilizamos uma regra bem simples:
Sendo:
2. A velocidade média é uma grandeza vetorial, então possui: módulo, direção e sentido.
Movimento Retilíneo Uniforme (MRU) é o movimento que ocorre com velocidade constante em uma trajetória reta.
A característica é a velocidade média ser igual à velocidade do corpo, manipulando a equação da velocidade média, ou
seja, abrindo para escrever de uma forma diferente temos nossa equação horária do espaço, ou seja:
A L F A C O N
Sendo:
S = Posição final
So = Posição inicial
V = Velocidade
t = Tempo
Como essa função é uma função de primeiro grau do tipo afim, ela tem um gráfico correspondente:
A L F A C O N
CINEMÁTICA
Movimento
uniformemente variado -
equações.
Versão Condensada
Sumário
Movimento retilíneo uniformemente variado���������������������������������������������������������������� 3
1. Aceleração média���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 3
2
A L F A C O N
Movimento retilíneo uniformemente variado
1. Aceleração média
A aceleração média é definida pela razão da variação da velocidade pelo intervalo de tempo. A unidade do Sistema
Internacional é o metro por segundo ao quadrado. A aceleração escalar média é a medida da variação da velocidade
em função do tempo.
Sendo:
O Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV) é aquele que é realizado em linha reta, por isso é chamado de
retilíneo. Além disso, apresenta variação de velocidade sempre nos mesmos intervalos de tempo.
Para este movimento se tem duas equações horárias, uma vez que além do espaço variar com o tempo, temos a velo-
cidade variando com o tempo, como mostrado a seguir com seus gráficos.
Sendo:
t = Tempo (s)
a = aceleração (m/s²)
A L F A C O N
Como essa função é uma função de segundo grau, ela tem um gráfico correspondente, ou seja, uma parábola:
I. Se a aceleração for negativa: Gráfico com a parábola virada para baixo e o nome dado ao movimento é
RETARDADO.
II. Se a aceleração for positiva: Gráfico com parábola virada para cima e a nome dado é ao movimento é
ACELERADO
Em uma análise mais completa podemos perceber que no vértice da parábola acontece uma inversão de movimento, ou
seja, a velocidade muda de sinal, antes do t1 a velocidade tem um sinal, após esse ponto a velocidade muda de sinal,
ou seja, o movimento muda de sentido em relação a um mesmo referencial.
A segunda equação horária envolvida é a equação da velocidade, que diferente do MRU, ela pode variar, devido a ace-
leração, conforme a equação abaixo:
Sendo:
V: velocidade (m/s)
a: aceleração (m/s²)
t: tempo (s)
II. Se a aceleração for negativa: Gráfico decrescente e o nome dado ao movimento é RETARDADO.
A L F A C O N
Uma terceira equação se forma com a junção das duas equações anteriores, ou seja, a equação de Torricelli é uma
equação que foi formada sem a variável tempo, muito utilizada para resolução de problemas no qual o tempo não é
passado como dado, a equação fica assim:
Sendo:
a: Aceleração (m/s²)
(m)
A L F A C O N
CINEMÁTICA
Gráficos do movimento
retílineo uniformemente
variado.
Versão Condensada
Sumário
Gráficos - MRUV������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
2
A L F A C O N
Gráficos - MRUV
A aceleração do movimento é definida pela taxa de variação da velocidade, ou seja, pelo aumento ou diminuição da
velocidade do corpo, logo este aparece também nos gráficos, a classificação é visível nos gráficos de espaço x tempo
pela concavidade da parábola.
OBS: A tangente da curva é a velocidade, ou seja, no ponto mais alta da trajetória temos velocidade igual a zero.
O gráfico da velocidade em função do tempo, é uma função de primeiro grau, também pode ser classificado de duas
formas:
Gráficos - MRUV 3
A L F A C O N
OBS: A área abaixo da curva é igual ao deslocamento do corpo, se ele deslocamento for acima do eixo X, temos
deslocamento positivo, ou seja, no mesmo sentido da trajetória, ou abaixo do eixo X, onde temos deslocamento
negativo, ou seja, no sentido oposto a trajetória.
A aceleração é uma constante neste tipo de movimento, ou seja, uma reta constante será encontrada na sua represen-
tação gráfica, então poderemos ter duas classificações:
Gráficos - MRUV 4
A L F A C O N
CINEMÁTICA
Casos especiais do
movimento retílineo
uniformemente variado.
Versão Condensada
Sumário
Casos especiais - MRUV����������������������������������������������������������������������������������������������� 3
3. 3º ultrapassagem:��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 4
2
A L F A C O N
Casos especiais - MRUV
1.1 Exemplo 1:
O tempo de reação de um condutor ao ver um obstáculo, até acionar os freios, é de aproximadamente 0,7 s. Os freios
de um carro popular podem reduzir a sua velocidade a uma razão máxima de 5,0 m/s a cada segundo. Um motorista
conduz um carro popular a uma velocidade constante de 25 m/s em uma autoestrada. O tempo mínimo decorrido entre
o instante em que ele avista uma vaca na estrada (o que o leva a acionar os freios) e o instante em que o carro para, e
a distância percorrida durante esse intervalo de tempo são, respectivamente:
a) 5,0 s e 62,5 m.
b) 0,7 s e 17,5 m.
c) 5,7 s e 80,0 m
d) 4,3 s e 45,0 m
e) 5,0 s e 17,5 m
RESOLUÇÃO:
[C]
Distância percorrida pelo veículo desde o momento em que ele avista a vaca até o acionamento dos freios:
Äs=
1 v1Ä=
t1 25 ⋅ 0,7
Äs1 = 17,5 m
Distância percorrida pelo veículo entre o instante em que ele aciona os freios até parar:
v 2 v 02 + 2aÄs
=
0= 252 − 2 ⋅ 5 ⋅ Äs2
Äs2 = 62,5 m
A L F A C O N
2. 2º encontro dos corpos:
2.1 Exemplo 2:
No instante em que um sinal de trânsito fica verde (instante de tempo t = 0 s), um carro, partindo do repouso, inicia
2
seu movimento com uma aceleração constante cujo módulo é de 2m s . No mesmo instante em que o carro parte do
repouso, um micro-ônibus, que se move com uma velocidade constante de módulo 36 km/h, ultrapassa o automóvel.
Em qual instante de tempo (t > 0 s) ocorrerá, novamente, o encontro entre o carro e o micro-ônibus?
a) 2 s
b) 6 s
c) 10 s
d) 20 s
e) 30 s
RESOLUÇÃO:
[C]
Dados:
= s2 ; v 36km
ac 2m= = h 10m s.
Funções horárias:
a 2 2
S0 + v 0 t + c t 2 ⇒ Sc =
Carro → MUV : Sc = t ⇒ Sc = t 2
2 2
Ônibus → MU : So =
S0 + v t ⇒ So = 10 t
No encontro:
Sc = So ⇒ t 2 = 10 t ⇒ t = 10 s
3. 3º ultrapassagem:
3.1 Exemplo 3:
Um carro a 108 km/h se encontra prestes a iniciar uma ultrapassagem de um caminhão que está a 72 km/h, conforme
a figura. Ambos realizam um movimento retilíneo uniforme durante todo percurso.
A L F A C O N
O tempo, em segundos, que o carro leva para ultrapassar o caminhão (ponto A chegar à mesma posição do ponto B,
em relação ao referencial x) é igual a
a) 1
b) 2,4
c) 2,7
d) 3
RESOLUÇÃO:
[C]
4.1 Exemplo 4:
A figura a seguir apresenta o comportamento gráfico da posição x em função do tempo t para os objetos A (linha cheia)
e B (linha tracejada), que se movem ao longo de duas pistas retas, paralelas e de origens coincidentes.
A L F A C O N
a) Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
RESOLUÇÃO:
[E]
[1] Verdadeira. Analisando-se o gráfico, nota-se que o móvel A executa um movimento retilíneo uniforme progressivo
com velocidade constante e igual a:
Äx 30 − 0
v= = ∴ v= 2 m s
Ät 15 − 0
[3] Verdadeira. O objeto B mantém sua posição enquanto o tempo corre, ou seja, este objeto está parado na posição
30 metros desde o início do movimento.
[4] Verdadeira. A posição do objeto A no início do movimento é a origem das posições, isto é, na posição zero.
A L F A C O N
CINEMÁTICA
Lançamento vertical e
queda dos corpos
Versão Condensada
Sumário
Queda livre e lançamento vertical��������������������������������������������������������������������������������� 3
1.1 Definição������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 3
2
A L F A C O N
Queda livre e lançamento vertical
1. Queda livre
1.1 Definição
É um movimento acelerado apenas com a aceleração da gravidade onde um corpo é abandonado ou solto de uma certa
altura, sem forças de atrito ou resistência do ar.
É um MRUV, com aceleração da gravidade, ou seja, a = g, logo a única força agindo sobre o corpo é a força peso.
v: velocidade ( m/s)
g = 10 m/s²
t: tempo (s)
g: 10 m/s²
t: Tempo (s)
A L F A C O N
V: Velocidade final (m/s)
g: 10 m/s²
v: velocidade ( m/s)
g = 10 m/s²
t: tempo (s)
g: 10 m/s²
t: Tempo (s)
g: 10 m/s²
t: Tempo (s)
NA ALTURA MÁXIMA O VETOR VELOCIDADE É ZERO, mas a aceleração contínua sendo a aceleração da gravidade, ou
seja, acontece uma inversão de movimento nesse ponto.
A L F A C O N
CINEMÁTICA
Lançamento horizontal de
projéteis
Versão Condensada
Sumário
Lançamento horizontal�������������������������������������������������������������������������������������������������� 3
1.3 Importante��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 4
2
A L F A C O N
Lançamento horizontal
Esse tipo de pergunta é muito importante, pois primeiramente precisamos reconhecer qual o tipo de lançamento esta-
mos lidando. O lançamento horizontal não tem velocidade para cima, apenas para frente, eixo X, e para baixo, eixo Y.
Observe na imagem os dois movimentos que acontecem simultâneos.
Os movimentos acontecem simultaneamente mas para facilitar a visualização e os cálculos dividimos os movimentos,
chamamos isso de independência dos movimentos.
O eixo x tem um MRU acontecendo, ou seja, a velocidade não é alterada, pois não temos resistência do ar e nem atrito
são considerados nesse tipo de exercício, logo podemos usar a única equação desse tipo de movimento:
Mas para facilitar o entendimento e compreensão utilizaremos uma mudança nas letras dessa equação, já que podemos
considerar So=0 e S = A (alcance horizontal), então a equação do eixo X, ficará da seguinte forma:
Sendo:
Lançamento horizontal 3
A L F A C O N
1.2 Eixo y: queda livre – MRUV - Movimento retilíneo uniformemente variado
Para a queda livre usaremos duas equações do MRUV, a primeira que relaciona espaço e tempo:
Mas vamos fazer algumas alterações para tornar mais simples nosso estudo de queda livre no lançamento horizontal,
trocaremos o espaço S, por H (altura de queda), o espaço inicial (So), vamos igualar a zero por questão de uso do
referencial, a velocidade inicial de uma queda livre é zero e a aceleração é a gravidade, logo a equação ficará assim:
Onde:
A segunda equação será relacionando velocidade de queda e tempo, usaremos a seguinte equação:
Porém vamos fazer algumas adaptações de variáveis e também de características da queda livre, como igualar a zero
a velocidade inicial e usar a aceleração da gravidade, então a equação da velocidade para a queda livre no lançamento
horizontal ficará:
Sendo:
1.3 Importante
A única variável em comum entre os dois movimentos, eixo X e eixo Y, é o tempo de queda do corpo, então basicamente
você trabalhará com uma equação onde você encontrará o tempo de queda e substituirá na outra para encontrar o valor
que o exercício solicita, serão sempre dois cálculos a serem realizados.
Lançamento horizontal 4
A L F A C O N
CINEMÁTICA
Lançamento oblíquo de
projéteis
Versão Condensada
Sumário
Lançamento oblíquo������������������������������������������������������������������������������������������������������3
2
A L F A C O N
Lançamento oblíquo
Esse tipo de pergunta é muito importante, pois primeiramente precisamos reconhecer qual o tipo de lançamento esta-
mos lidando. O lançamento oblíquo tem velocidade para cima e para frente, ou seja, o projétil se movimenta no eixo X,
em MRU, e para cima e depois para baixo no eixo Y. Este lançamento sempre terá um ângulo de lançamento entre 0°
e 90°, não podendo ser 0° pois este ângulo caracteriza lançamento horizontal e nem 90°, pois esse ângulo caracteriza
lançamento vertical.
A curva característica desse movimento é uma parábola onde o vértice, que chamamos de altura máxima tem
velocidade no eixo Y, igual a zero, ou seja, acontece a inversão do movimento, bem no meio do percurso, logo
o TEMPO de subida é o mesmo que o tempo de DESCIDA.
Os movimentos acontecem simultaneamente mas para facilitar a visualização e os cálculos dividimos os movimentos,
chamamos isso de independência dos movimentos.
Podemos relacionar as duas componentes da velocidade inicial com seu módulo (v0) por meio do Teorema de Pitágoras,
uma vez que vx e v0y são perpendiculares uma em relação à outra:
Lançamento oblíquo 3
A L F A C O N
1.1 Eixo x: MRU – movimento retilíneo uniforme
A componente da velocidade inicial é divindade, uma parte ficará no eixo X, é dada por:
Sendo:
E sabemos que a gravidade atua apenas na vertical, então o movimento em x não sofre influência de nenhuma acele-
ração, seu movimento na horizontal é um MRU, logo a equação do alcance em função do tempo é:
Sendo:
A fórmula do alcance máximo, mostra a distância máxima (Amáx) que um projétil é capaz de atingir a partir de sua
posição de lançamento, observando apenas o eixo X, sem levar em consideração a sua altura atingida. Essa equação
fica da seguinte forma:
Sendo:
Lançamento oblíquo 4
A L F A C O N
sen(2θ) – seno do ângulo 2θ
A subida do projétil é sempre contra a ação da gravidade, tratando-se, portanto, de um movimento uniformemente
retardado, tal como em lançamento vertical, movimento de subida. Durante a descida, como o movimento está a favor
da gravidade, ele é uniformemente acelerado, tal como o lançamento vertical de queda. Além disso, os tempos de subida
e de descida são sempre iguais para esse tipo de lançamento.
Sendo:
t: tempo (s)
g: gravidade (m/s²)
Quando um corpo é lançado obliquamente, ele pode atingir a altura máxima. Nesse momento, sua velocidade no eixo
Y, torna-se zero, já que, a partir de lá, inicia-se a inversão do movimento, ou seja, o movimento de queda.
Podemos calcular a altura máxima (Hmáx) atingida por um projétil em lançamento oblíquo por meio da seguinte equação:
Lançamento oblíquo 5
A L F A C O N
CINEMÁTICA
Movimento circular
- características do
movimento e equações
Versão Condensada
Sumário
Movimento circular uniforme���������������������������������������������������������������������������������������� 3
2
A L F A C O N
Movimento circular uniforme
O movimento circular uniforme tem como característica a presença de uma aceleração centrípeta, esta que é respon-
sável pela mudança no vetor velocidade, porém deixando o módulo dela constante, alterando então direção e sentido
da velocidade, justificando as curvas feitas pelos corpos.
A aceleração centrípeta sempre aponta para o centro da trajetória, independentemente da posição que o corpo ocupa nela.
Sendo:
A L F A C O N
1.2 Velocidade linear
O movimento circular uniforme tem suas equações particulares, porém bem próximas das equações do MRU, para melhor
compreendermos vamos analisar o caso do MCU comparando com o MRU.
Acima temos uma circunferência com a variação do espaço percorrido pelo corpo linearmente e durante um tempo
, desta forma podemos calcular a velocidade do corpo, pela equação da velocidade média, medida em metros/segundos.
Em comparação a isso podemos ter nossa equação da velocidade angular, ou seja, o quando o corpo desloca angular-
mente durante o tempo , desta forma, temos a equação da velocidade angular , medida em radianos/segundos:
O tempo que um corpo leva para completar uma volta completa, ou uma sequência de eventos sucessivos repetidos.
A L F A C O N
1.7 Relação: velocidade linear x angular
Para tratarmos de voltas completas podemos melhorar as equações apresentadas anteriormente, uma vez que o
em uma volta é a circunferência 2πR e o tempo para uma volta chamamos de período, e que o inverso do período, em
segundos, é a frequência, em Hertz, temos que:
ou
Já para a velocidade angular não temos dependência do raio da circunferência, logo utilizamos uma volta completa como
360° em radianos, ou seja, radianos, e o tempo para completar uma volta, chamamos de período, em segundos, e
o inverso desse período, chamamos de frequência, em Hertz, a equação fica da seguinte forma:
ou
A relação entre as duas velocidades é simples, basta entender que a velocidade angular não depende do raio e a velo-
cidade linear depende dele, logo a relação fica assim:
A L F A C O N
TRANSMISSÃO DO
MOVIMENTO CIRCULAR
2
Como podemos ver na imagem acima, cada polia possui um raio diferente, logo terão uma
VELOCIDADE ANGULAR diferente, consequentemente uma FREQUÊNCIA diferente.
Matematicamente, podemos dizer que:
Dessa maneira, juntando as duas equações temos uma relação inversamente proporcional
entre VELOCIDADE e FREQUÊNCIA.
Sendo:
Transmissão do movimento circular 3
Como mostra na imagem acima, tudo vai girar com mesma velocidade angular, matematica-
mente temos que:
4
Desta maneira, temos que a velocidade angular de A é igualada a de B e a relação entre velo-
cidade linear e raio é diretamente proporcional.
Observação importante:
As unidades de medida não seguem um padrão determinado pelo sistema internacional, por se tratar de uma
transmissão de movimento, precisamos ter as unidades coerentes, isso quer dizer que não podemos utilizar
unidades diferentes em cada lado da equação.
DINÂMICA:
LEIS DE
NEWTON
2
EXEMPLO PRÁTICO:
Imagine uma caixa pesada sendo empurrada por duas pessoas (uma de cada lado). Essas
pessoas têm a mesma forma e, por isso, a caixa permanecerá no mesmo lugar, pois como as forças
são iguais, elas se anulam.
Porém, se há uma pessoa mais forte do que a outra, a caixa irá se movimentar, consequente-
mente terá uma aceleração, dessa forma deixará de ter inércia, ou seja, não estará mais na primeira
lei de Newton, pois a soma das forças não será nula.
dinâmica: LEis de Newton 3
EXEMPLO:
Um corpo (azul) está com aceleração igual a zero na primeira imagem, ou seja, em inércia, até
que uma força é aplicada sobre o corpo, então ele adquire uma aceleração, logo a sua força pode
ser calculada pelo produto da massa pela aceleração.
ͫ Matematicamente temos:
Observação:
As unidades para esses cálculos são muito importantes, para mantermos um padrão lógico sempre
utilizaremos a massa em Kg e a aceleração em m/s².
A soma das forças vão acontecer para cada eixo, permitindo que tenhamos inércia no eixo Y e lei
fundamental no eixo X, por exemplo.
TIPOS DE
FORÇA
2
TIPOS DE FORÇA
FORÇA PESO
É a força que todo corpo que tem massa e esta sob alguma aceleração da gravidade, ou seja, a
força peso é uma força que surge da atração gravitacional entre dois corpos constituídos de massa,
sabendo disso, podemos calculá-lo pela multiplicação entre a massa de um desses corpos, medida
em quilogramas, e a aceleração da gravidade local, em m/s².”
Para calcular o módulo da força peso, temos:
CUIDADO:
“O peso é uma força, medida em newtons (N), a massa de um corpo é a quantidade de matéria
nele contida, medida em quilogramas (kg), no entanto a massa permanece invariável se mudarmos
de gravidade local, a massa independente do lugar onde este corpo se encontra, já a força peso
muda pois é dependente da gravidade. ”
Módulo:
Direção: Na linha que une o corpo e o centro da Terra.
Sentido: Para o centro da Terra.
FORÇA NORMAL
A força normal é a reação do contato, esse vetor sempre estará oposto ao contato, com 90 graus
a superfície que o corpo esta apoiado, a força normal não tem uma fórmula de calcular ela, logo ela
será sempre calculada dependo de interpretação e das outras forças agindo, isso é bem difícil de se
compreender, então vamos tentar separar em 3 diferentes casos para facilitar nosso entendimento.
1º Caso: Um corpo em um plano reto.
Em um plano reto ficará bem fácil visualizar a força normal agindo, sempre em oposição ao
contato e perpendicular a superfície em que o bloco esta apoiado.
tipos de força 3
Neste caso, como só existe essas duas orças agindo, a força peso em módulo é igual a força
normal. Não significa que as duas são um par de ação e reação, como veremos na 3º lei de Newton.
2º Caso: Um corpo sendo apertado na parede.
Neste caso, a força normal é oposta ao contato, ou seja, perpendicular a parede na qual ele
esta sendo esmagado, sua força normal é igual a força F aplicada, então a força peso não tem
interferência direta na força normal.
3º Caso: Um corpo no plano inclinado.
No terceiro caso o corpo tem sua força normal relacionada parcialmente com a força peso.
A força normal é igual a uma componente da força peso, pois temos um ângulo entre o eixo X e
a força peso, para facilitar, vamos decompor vetorialmente a força peso, para cada componente ficar
em cima do eixo X e Y, essas componentes serão chamadas de Px e Py, conforme a figura a seguir:
4
FORÇA ELÁSTICA:
A força elástica é chamada de força restauradora, pois sempre quer restaurar a posição de
equilíbrio de uma mola ou elástico. A força elástica sempre surgirá de uma deformação de uma mola
ou elástico, esta deformação depende da constante elástica da mola, esta que define o quanto de
força eu preciso para deformar a mola.
Exemplo: Uma mola de caneta tem constante elástica pequena, pois não é necessária muita
força para gerar uma deformação na mola, já uma mola utilizada em veículos tem uma grande
constante elástica, pois para criarmos uma deformação nela precisamos de muita força.
A lei de Hooke que mostra como a deformação da mola (x) age em relação a constante elástica
da mola (k).
Vetorialmente sabemos que a força elástica tem um sinal negativo na frente da equação, justamente
para mostrar essa característica de restauração dela, mas para calcularmos a força elástica (Fel),
utilizamos a equação mais simples, ou seja:
Vetorialmente: Para calcular o módulo, temos que:
LEIS DE
NEWTON
2
LEIS DE NEWTON
3º LEI: AÇÃO E REAÇÃO
Toda ação tem uma reação – A reação tem mesmo módulo, ou seja, o mesmo valor, a mesma
direção, ou seja, o mesmo eixo e o sentido oposto, por exemplo: se a força for para cima a reação
será para baixo.
A ação e reação de um corpo forma um par, chamamos de par Ação – Reação, esse par tem
que ser de forças de MESMA NATUREZA e atuar em CORPOS DIFERENTES, não podemos ter a ação
e reação no mesmo corpo, precisamos de dois corpos, como por exemplo:
“Terra nos puxa para baixo e nós puxamos a Terra para cima com a mesma intensidade,
porém, a aceleração que é produzida sobre nós é muito maior do que aquela que é produzida
sobre a Terra.”
Considerando apenas a força resultante exercida pelos três grupos, o módulo da aceleração,
em m/s2, que atua sobre o recipiente é igual a:
a) 2,9
b) 2,4
Exemplo de aplicação das leis de newton 3
c) 1,5
d) 1,3
GABARITO: [C]
Comentário:
Módulo da força resultante em x:
Fx = 160 N − 40 N = 120 N
Uma pessoa pressiona com amão o centro de um livro que está apoiado sobre uma mesa,
aplicando sobre o livro uma força F, vertical e que aponta para baixo, como indica a figura.
A força de reação correspondente à força, F, aplicada sobre o livro aponta
a) para baixo e está aplicada na mesa.
b) para cima e está aplicada na mão.
c) para baixo e está aplicada na mão.
d) para cima e está aplicada na mesa.
e) para cima e está aplicada no livro.
GABARITO: [B]
A força de reação possui o mesmo módulo e direção de F, mas tem sentido contrário. Ou seja, aponta para cima
e deve estar aplicada na mão da pessoa.
O funcionário de um supermercado recolhe as mercadorias deixadas nos caixas e as coloca
em carrinhos. Após certo tempo de trabalho, as mercadorias recolhidas ocupam quatro carrinhos,
interligados pelas correntes I, II e III para facilitar a locomoção, como ilustra a imagem. Ao deslocar
os carrinhos, o funcionário exerce uma força F de intensidade igual a 8 N.
4
Considere que cada carrinho, com os produtos neles contidos, possui massa de 10 kg.
Desprezando os atritos, a tração na corrente II, em newtons, corresponde a:
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
GABARITO: [C]
Comentário:
Aceleração do sistema:
F = 4ma
8 = 40a
a = 0,2 m s2
O sistema figurado abaixo, que mostra dois blocos pendurados nas extremidades de um fio
inextensível, de massa desprezível e que passa por uma roldana fixa, chama-se Máquina de Atwood.
Sendo mA = 8 kg e mB = 4 kg, assinale V, para verdadeiro e, F para falso:
Dados: g = 10 m s2
Exemplo de aplicação das leis de newton 5
PA − PB= mtotal ⋅ a
(mA − mB ) ⋅ =
g ( mA + mB ) ⋅ a
(mA − mB ) ⋅ g ( 8 − 4 ) kg ⋅ 10 m s2 10
=a = = ∴a m s2
(mA + mB ) ( 8 + 4 ) kg 3
A tração na corda pode ser obtida em qualquer um dos corpos, aplicando-se a 2ª lei de Newton. Para o corpo B:
T − PB = mB ⋅ a
T = PB + mB ⋅ a = mB ⋅ ( g + a )
10 160
T= 4 kg ⋅ 10 + m s2 ∴ T= N ≈ 53,33 N
3 3
( ) Verdadeira. Se as massas fossem iguais para os dois corpos, a força resultante seria nula, então eles pode-
riam estar em equilíbrio estático (parados) ou dinâmico (em movimento uniforme).
10
=
( ) Verdadeira. Calculada no item [02], a aceleração éa m s2 ≈ 3,33 m s2 .
3
6
2. A pele humana detecta simultaneamente, com uma sensibilidade que sistemas artificiais
não conseguem reproduzir, vibrações, forças estáticas, textura e escorregamento de ob-
jetos sobre sua superfície. Sensores tácteis que apresentassem respostas análogas à pele
humana seriam muito desejáveis. A figura a seguir ilustra um modelo simples, utilizado
no
estudo da resposta da pele humana. Na referida figura, estão representados o peso
P do bloco, a força normal N, a força de atrito f at aplicada pela superfície da pele no
bloco de massa m e uma força externa F aplicada na mola. A constante de mola é k = 10
N/m, e a massa do bloco é m = 4 g. Na iminência de movimento, a deformação da mola é
em relação ao seu comprimento de equilíbrio. Qual é o coeficiente de atrito
estático entre o bloco e a pele?
Exemplo de aplicação das leis de newton 3
a) 8,8 × 10-7
b) 1,1 × 10-6
c) 7,5 × 10-1
d) 1,3 × 100
Gabarito: [C]
Resolução:
Na iminência de movimento, a força de atrito atinge intensidade máxima. Como o corpo ainda está em repouso, a
resultante das forças sobre ele é nula. Então:
3. A dinâmica clássica é regida pelas leis de Newton. Em relação a essas leis, assinale V para
verdadeiro e F para falso.
( ) No caso de um corpo em queda livre na Terra, podemos afirmar que as forças de ação
e reação que agem no corpo se anulam.
( ) No caso do atrito estático, é possível que, em certas situações, essa força tenha o
mesmo sentido do movimento do corpo.
( ) Se a resultante das forças que atuam numa partícula é nula, esta poderá estar em
MCU (movimento circular uniforme).
( ) A grandeza massa, que é escalar, é uma medida da inércia do corpo, e năo da quan-
tidade de matéria que o constitui.
Gabarito: F, V, F, V
Resolução:
( ) Falsa. As forças de ação e reação são aplicadas em corpos distintos.
4
( ) Verdadeira. Para o caso de uma pessoa caminhando por exemplo, o pé “empurra” o chão para trás, fazendo com
que a força de atrito esteja dirigida no sentido do movimento.
( ) Falsa. Para um corpo em MCU, a resultante das forças está dirigida para o centro da trajetória circular (centrípeta).
( ) Verdadeira. A massa é uma grandeza escalar e mede a inércia de um corpo.
O bloco 1 de massa 20kg desliza ao longo de um plano horizontal que possui coeficiente de
atrito cinético ì = 0,40. Esse bloco está conectado, por um fio ideal ao bloco 2 de massa 5,0kg, como
mostrado na figura acima. Em um mesmo intervalo de tempo, o bloco 2 percorre uma distância duas
vezes maior que a distância percorrida pelo bloco 1. Sabendo que as polias são ideais, determine
as acelerações do bloco 1 e do bloco 2, respectivamente, em m s2 , e assinale a opção correta.
2
Dado: g = 10m s
a) 0,50 e 1,0
b) 0,50 e 2,0
c) 2,0 e 4,0
d) 2,5 e 5,0
e) 5,0 e 2,5
Gabarito: [A]
Resolução:
Isolando os blocos, temos:
Exemplo de aplicação das leis de newton 5
Bloco 2:
Bloco 1:
Como o bloco 2 percorre o dobro da distância do bloco 1, temos que a2 = 2a1. Logo, igualando (I) e (II), chegamos a:
5. O desenho esquemático a seguir representa uma superfície horizontal sobre a qual estão
apoiados dois blocos, A e B, ligados por um cabo. O coeficiente de atrito cinemático entre
a superfície horizontal e o corpo B vale ì B = 0,4; e entre o corpo A e essa mesma super-
fície vale ì A . O cabo tem massa desprezível e despreza-se também a resistência do ar.
Os corpos deslocam-se com uma aceleração igual a 2 m/s2. Em relação ao exposto acima,
assinale V para verdadeiro e F para afirmação falsa.
Dados: mA = 4 kg; mB = 1 kg; g = 10 m/s2; F = 40 N
Resolução:
As forças nos blocos estão representadas abaixo:
( ) Verdadeira. Calculando:
6. Uma caixa A de massa mA = 40 kg está apoiada sobre uma mesa plana e horizontal e, sobre
ela, está apoiada uma outra caixa B de massa mB = 20 k g, de modo que as superfícies em
contato dessas caixas sejam paralelas à mesa. Uma pessoa empurra a caixa B exercendo
sobre ela uma força horizontal e constante, conforme a figura.
Sabe-se que entre as superfícies das caixas A e B existe um coeficiente de atrito estático de valor
0,4 e que o atrito entre as superfícies da caixa A e da mesa pode ser desprezado. Adotando
g = 10 m/s2, a maior intensidade da força que pode ser aplicada sobre a caixa B para que ela
não se mova em relação à caixa A é
a) 80 N.
b) 100 N.
c) 120 N.
d) 160 N.
e) 200 N.
Gabarito: [C]
Resolução:
Das forças atuantes nas caixas, obtemos:
8
Aceleração do sistema:
F = (mA + mB )a
F = (40 + 20)a
F
a= m / s2
60
Fat = ì mB g
Fat = 0,4 ×20 ×10
Fat = 80 N
7. Um cubo de 10N de peso (em módulo) é empurrado contra uma parede vertical por uma
força constante de módulo F0, perpendicular ao plano da parede. Nessas condições o bloco
permanece parado em relação à parede. A partir de um instante inicial o módulo da força
perpendicular passa a ser igual a F. Dependendo do valor de F o bloco pode permanecer
parado ou descer escorregando pela parede. O coeficiente de atrito estático e o coeficien-
te de atrito cinético entre o bloco e a parede são, respectivamente, iguais a 0,6 e 0,5. O
módulo da força de atrito entre o cubo e a parede é representado por f. Sobre a situação
descrita, assinale V para verdadeiro e F para falso.
( ) Se F = 20N, então f = 12N.
( ) Se F = 18N, então f é igual ao módulo do peso do cubo.
( ) Se F = 15N, então o cubo desce com velocidade constante.
( ) Se F = 13N, então o módulo da força resultante sobre o cubo durante seu movimento
é maior que um terço do módulo do seu peso.
g
( ) Se F = 10N, então o cubo desce com aceleração 2 (em módulo), em que g é o módulo
da aceleração gravitacional.
Gabarito: F, V, F, V, V
Resolução:
( ) Falsa. A força de atrito estático máxima possível é equivalente à força peso, ou seja, seu valor é de 10 N. Assim,
o valor mínimo da força perpendicular aplicada para que o corpo permaneça parado é:
( ) Verdadeira. Sendo a força aplicada acima desse valor mínimo, a força de atrito segue igual ao peso e neste caso,
aumenta também o coeficiente de atrito estático. Para forças menores que esse valor, o corpo começa a deslizar
para baixo e o atrito passa a ser dinâmico.
( ) Falsa. Se F = 15N, haverá uma força resultante e, de acordo com a 2ª lei de Newton, haverá também uma acele-
ração responsável por aumentar a velocidade de queda de modo linear.
( ) Verdadeira. Se F = 13N, tem-se:
E a força resultante é:
Repare que a força que ele fará será a força peso, primeiramente calculamos isso, ou seja,
O módulo da força de tração que o homem fará não será alterada, logo o módulo da tração
será 100 N, apenas o sentido da força irá se alterar com o uso da roldana nesse caso.
POLIA MÓVEL:
A polia móvel tem uma função diferente que a polia fixa, ela tem como principal objetivo reduzir
o módulo força que o usuário fará, CADA ROLDANA MÓVEL inserida dividirá a força pela metade.
máquinas simples, polias movéis e fixas. 3
Vejamos um exemplo: Uma caixa tem 30 kg de massa e esta sendo levantada com 3 polias
móveis e uma fixa, conforme a figura abaixo.
Sabemos que peso do objeto é 300 N, então para calcular a força feita pelo homem basta
dividir pela metade três vezes, logo a força ficará: 37,5 N.
Para evitarmos ficar dividindo várias vezes pela metade, temos uma relação que mostra a
relação entre a força (F) efetivamente executada e o peso (P) do objeto.
Onde n é o número de polias móveis no sistema, F é a força efetivamente feita e P é o peso
do objeto.
PLANO INCLINADO E
EXEMPLOS DE USO
COM BLOCOS
2
Quando um objeto é apoiado sobre o plano inclinado, a força peso que o puxa em direção ao
centro da Terra é dividida em duas componentes, chamadas de Px e Py, distribuídas ao longo das
direções horizontal e vertical, conforme abaixo:
A força peso também aparece, mas de uma maneira mais simples, perpendicular ao contato,
ou seja, paralelo ao eixo Y, conforme abaixo:
plano inclinado e exemplos DE USO com blocos 3
Na próxima figura, temos a junção dessas duas forças, que são a base para nosso entendimento
do plano inclinado, observe abaixo:
Após entendermos isso podemos facilitar bastante, observando sempre a força peso por suas
componentes e sabendo que podemos dividir entre dois eixos e que pode ter mais forças agindo,
como for exemplo força de atrito e tração de algum fio, para facilitarmos o entendimento observe
os exercícios abaixo:
Considere o fio e a roldana ideais, os atritos desprezíveis, o trecho do fio entre o bloco e a
roldana paralelo ao plano inclinado e g = 10 m/s2.
O módulo da força exercida pelo piso horizontal sobre o homem é
a) 800 N.
b) 600 N.
c) 500 N.
d) 300 N.
e) 200 N.
4
Gabarito: [C]
Resolução:
O diagrama de forças é:
Aplicando-se a segunda lei de Newton no sistema e sabendo-se que não há atrito no plano inclinado e que a força
resultante é nula, tem-se:
Analisando as afirmações:
[I] Incorreta. Há equilíbrio na direção perpendicular ao plano inclinado:
6
[III] Incorreta. Com a retirada do dinamômetro, a força resultante sobre o bloco passa a ser a componente tangencial
do peso do bloco (Px).
3. Um bloco de massa m constante foi colocado num plano inclinado de ângulo de inclinação
è, conforme mostra a figura a seguir.
Há atrito entre o plano inclinado e o bloco, sendo que o coeficiente de atrito estático vale
µc e o coeficiente de atrito cinético vale µe O bloco está sujeito à ação gravitacional além da
força de reação normal e da força de atrito geradas pelo plano inclinado. Na situação em que
o bloco esteja estático, mas na iminência de começar a deslizar, de modo que a força de atrito
estática é máxima, vale a relação:
a) µe = tgθ
b) µe = cosθ
c) µe = senθ
d) µe =secθ
e) µe = cotgθ
Gabarito: [A]
Resolução:
O equilíbrio de forças no plano inclinado é dado pela igualdade da força de atrito estático máximo e a componente
do peso neste plano.
Mas observa-se que a força normal possui o mesmo módulo da componente perpendicular do peso em relação
ao plano.
N = m ⋅ g ⋅ cosθ
plano inclinado e exemplos DE USO com blocos 7
4. Uma pessoa desceu uma ladeira, inclinada de um ângulo 30° em relação à horizontal, em
um carrinho de rolimã, com aceleração média de 1,5 m s2 . Considere que a aceleração
gravitacional fosse 10 m s2 , que a massa do conjunto pessoa e carrinho fosse 60 kg, que
sen30° = 0,50 e que cos30° = 0,87. Se, durante a descida, o conjunto foi impulsionado
apenas pelo próprio peso, a intensidade média da resultante das forças de resistência que
atuaram sobre o conjunto foi de
a) 300 N.
b) 210 N.
c) 520 N.
d) 390 N.
e) 90 N.
Gabarito: [B]
Resolução:
Usando a 2ª lei de Newton, determinamos a força resultante sobre o sistema:
No plano inclinado, definimos a expressão da força resultante com o auxílio da decomposição do peso e da força
de atrito:
Sendo:
m: massa do corpo – Kg
V: velocidade – m/s
R: Raio da curva - m
TORQUE OU
MOMENTO DE UMA
FORÇA
2
O torque ou momento é uma grandeza vetorial, logo tem módulo direção e sentido, desta
maneira temos uma equação para calcularmos o módulo desse torque:
Sendo:
M: Momento de uma força – N.m
F: Força aplicada para rotação.
d: distância do centro de rotação até o local onde aplica-se a força - m
Sen θ: seno no ângulo entre F e d.
Para sabermos a direção e o sentido do vetor torque precisamos usar a regra da mão direita,
observe a imagem abaixo:
O dedão aponta para onde o vetor torque esta e os dedos indicadores mostra se o giro esta
no sentido horário ou anti-horário.
NOME DO ASSUNTO
2
ENERGIA MECÂNICA
A energia mecânica é a capacidade de um corpo de realizar trabalho. Quando associada ao
movimento, é chamada energia cinética; mas se associada à posição, energia potencial.
A energia mecânica é a soma da energia cinética com a energia potencial. Nessa soma per-
cebe-se a conservação durante o movimento sob ação exclusiva de forças conservativas, como por
exemplo, na mecânica, a força peso e a força elástica.
ENERGIA CINÉTICA:
Essa forma de energia está relacionada com a massa, em kg, e a velocidade, em m/s, de um
corpo, ou seja, sem massa ou velocidade não podemos ter energia cinética, em joules.
Matematicamente, ela é dada pela equação:
Sendo:
K: Constante da mola, em N/m
X: Deslocamento da mola, em metros.
SISTEMA CONSERVATIVO:
É um sistema onde não existem forças dissipativas, como atrito e resistência do ar. Nesse
sistema a energia mecânica se mantem constante apenas se alterando ou dividindo-a em energia
cinética e potencial. Desta forma podemos afirmar:
Em início = Em final
ENERGIA MECÂNICA
2
ENERGIA MECÂNICA
EXEMPLOS DE ENERGIA MECÂNICA:
1. Considerando o trabalho realizado por uma força conservativa atuando sobre uma partícula
entre dois pontos X e Y do espaço, julgue as seguintes afirmações:
I. É nulo se a partícula sai de X em direção a Y e retorna para X.
II. Depende da trajetória que liga X a Y.
III. É não nulo se a partícula sai de X em direção a Y e retorna para X.
IV. Independe da trajetória que liga X a Y.
É correto o que se afirma somente em
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I e IV.
Resposta:
[D]
O trabalho de forças conservativas (W) independe da trajetória, podendo ser calculado pelo teorema da energia
potencial:
Essa expressão mostra que quando a partícula retorna à posição inicial, o trabalho da força conservativa é nulo.
2. Um motor é instalado em um dos andares (convés) de um navio da Marinha, com o obje-
tivo de elevar peças e maquinários situados em conveses inferiores, por meio de um duto vertical
e retilíneo que liga os conveses. Determine a potência (útil) que o motor terá que entregar para
erguer em 20 m, a velocidade constante, uma peça de 80 kg de uma bomba de esgoto em 10 s e
assinale a opção correta.
Dado: g = 10m/s2
a) 320 W
b) 1600 W
c) 3200 W
d) 16000 W
e) 32000 W
energia mecânica 3
Resposta:
[B]
A potência útil a ser entregue pelo motor vale:
A energia mecânica é igual a energia potencial elástica na posição de elongação máxima ou igual à energia cinética
na posição de equilíbrio.
4
4. Uma criança deixa cair de uma mesma altura duas maçãs, uma delas duas vezes mais pesada
do que a outra. Ignorando a resistência do ar e desprezando as dimensões das maçãs frente à altura
inicial, o que é correto afirmar a respeito das energias cinéticas das duas maçãs na iminência de
atingirem o solo?
a) A maçã mais pesada possui tanta energia cinética quanto a maçã mais leve.
b) A maçã mais pesada possui o dobro da energia cinética da maçã mais leve.
c) A maçã mais pesada possui a metade da energia cinética da maçã mais leve.
d) A maçã mais pesada possui o quádruplo da energia cinética da maçã mais leve.
e) A maçã mais pesada possui um quarto da energia cinética da maçã mais leve.
Resposta:
[B]
Se a resistência do ar é desprezível, o sistema é conservativo. Se as duas maçãs partem da mesma altura, elas
chegam ao solo com a mesma velocidade.
Sendo m2 = 2 m1, a partir da expressão da energia cinética, têm-se:
5. Uma pequena esfera é abandonada do repouso no ponto 1 e, após deslizar sem rolar pela
pista mostrada em corte na figura, perde contato com ela no ponto 2, passando a se mover em
trajetória parabólica, até atingir o solo horizontal.
Adotando g = 10 m/s2, desprezando o atrito e a resistência do ar, quando a esfera passar pelo
ponto 3, ponto mais alto de sua trajetória fora da pista, a componente horizontal da velocidade
vetorial da esfera terá módulo igual a
a) 1,0 m/s.
energia mecânica 5
b) 1,8 m/s.
c) 2,0 m/s.
d) 1,5 m/s.
e) 2,5 m/s.
Resposta:
[C]
Se o ponto 3 é o mais alto do lançamento oblíquo, o módulo da componente horizontal da velocidade é igual à
própria velocidade vetorial.
Então, sendo a velocidade inicial nula (v1 = 0), pela conservação da energia mecânica têm-se:
6. Um bloco de 0,200 kg de massa está, inicialmente, em repouso sobre uma superfície sem
atrito. A partir de um certo instante, o bloco começa a se deslocar horizontalmente, em linha reta,
com uma aceleração constante de 2,00 m/s2. Após 5,00 segundos, o bloco deixa de ser acelerado,
passando a se mover com velocidade constante, até se chocar com uma mola, que obedece à lei de
Hooke, de constante elástica k = 80,0 N/m, e para por ação exclusivamente da força elástica da mola.
Qual é a compressão da mola, em cm, quando esse bloco para?
a) 10,0
b) 25,0
c) 50,0
d) 100
Resposta:
[C]
Velocidade adquirida pelo bloco ao final dos 5 s:
Nessas condições e desprezando-se o atrito, é possível afirmar que a velocidade com que a
caixa atinge o final do plano (ponto D), em m s, é:
2
(considere g 10 m s )
a) 6
b) 36
c) 80
d) 18
e) 4
[A]
Por conservação da energia mecânica, a energia cinética no fim do trecho inclinado é igual à energia potencial
gravitacional, assim temos:
Ec = Epg
m ⋅ v2
= ü ⋅ ⋅
Isolando a velocidade fica: 2
m ⋅ v2
= m ⋅ g ⋅ h ⇒ v= 2⋅g⋅h
2
2. Um menino solta uma moeda, a partir do repouso, sobre um plano inclinado. Desprezan-
do-se o atrito, pode-se afirmar que a velocidade, ao final da rampa, é
a) igual a de qualquer ponto anterior à do final.
b) diretamente proporcional à altura do plano.
c) diretamente proporcional ao quadrado da altura do plano.
d) diretamente proporciona à raiz quadrada da altura do plano.
e) inversamente proporcional à altura do plano.
Energia mecânica em planos inclinados 3
[D]
Pela conservação da energia mecânica:
mv 2
= m gh ⇒ =
v 2gh ⇒ a velocidade é diretamente proporcional à raiz quadrada da altura do plano inclinado.
2
3. Considere as seguintes situações: na primeira, o menino deixa cair a moeda, do ponto mais
alto, a partir do repouso, e a moeda chega à base do plano inclinado com uma energia
cinética Ec ; na segunda, do ponto mais alto, o menino lança a moeda ao longo do plano
inclinado para baixo, com velocidade V = 2 m s, e ela, nessa segunda situação, chega a
base com uma energia cinética 20% maior do que na primeira situação.
2
Considerando-se a aceleração da gravidade g = 10 m s , pode-se afirmar que a altura vertical,
em metros, desse plano é
a) 1.
b) 1,5.
c) 2.
d) 2,5.
e) 3.
[A]
Observação: o enunciado deveria especificar que o atrito entre o plano inclinado e a moeda é desprezível.
Se o atrito é desprezível, pode-se aplicar a conservação da energia mecânica às duas situações:
(I) : Ec = m g h
m V2
m V2 (I) em (II) ⇒ 1,2 m g h =m g h + ⇒
(II) : 1,2
= Ec m g h + 2
2
V2 22
0,2 g h = ⇒ 2h= ⇒ h = 1m.
2 2
a) v = 84 m/s
4
b) v = 45 m/s
c) v = 25 m/s
d) v = 10 m/s
e) v = 5 m/s
[D]
Pela conservação da Energia Mecânica:
m v2
EMec
= EMec A ⇒ m g=
h v
⇒= 2 g=
h 2 (10 )( 5 ) ⇒
0 2
v = 10 m / s.
5. As figuras mostram uma pessoa erguendo um bloco até uma altura h em três situações
distintas.
TEOREMA DO IMPULSO
O teorema do impulso é simplesmente o teorema que mostra que a quantidade de movimento
de um corpo é alterada através de um impulso, ou seja, uma força aplicada por determinado tempo
em um corpo vai causar uma mudança na velocidade nele, então podemos dizer que:
COLISÕES
2
COLISÕES
São três tipos de colisões que estudaremos, você precisa conhecer como cada um ocorre e o
tipo conservação teremos em cada caso, além de entender sobre o coeficiente de restituição (e),
este que define se houve ou não conservação de energia cinética e calculamos ele da seguinte forma:
EXEMPLOS DE APLICAÇÃO:
1. Um carro de massa 2.000 kg colidiu com outro de massa 1.500 kg que estava parado no
semáforo. Considerando que após o choque os dois carros andaram juntos com uma
velocidade de 20 km/h, podemos considerar que, dentre as velocidades apresentadas a
seguir, a mais próxima de ser a do carro que provocou o acidente no exato momento da
colisão, corresponde, em km/h, a:
a) 35
b) 15
c) 45
d) 20
e) 100
[A]
Por conservação da quantidade de movimento, temos:
Qantes = Qdepois
m1v1 + m2 v 2 =(m1 + m2 ) v f
2000v1 + 1500=
⋅0 ( 2000 + 1500 ) ⋅ 20
2000v1 = 70000
∴ v1 =
35 km h
2. Em uma superfície plana sem atrito, um bloco A de massa 2,0 kg, com velocidade de 3,0
m/s, colide com o bloco B, idêntico ao A, inicialmente em repouso. O bloco B sai, após a
colisão, com velocidade 2,0 m/s, na mesma direção e sentido que o bloco A possuía origi-
nalmente. Qual é a razão entre a energia cinética final e a inicial do bloco A?
a) 1/16
b) 1/9
c) 1/6
d) 1/4
e) 1/2
4
[B]
Velocidade final do bloco A:
Qantes = Qdepois
m v A = m vB + m v A '
3= 2 + v A '
v A ' = 1m s
m v A '2
2 2
EA ' 2 vA ' 1 1
= = = =
EA 2
mvA vA 3 9
2