Eu perdi 2 horas da minha vida
vendo o documentário de Stranger
Things pra você talvez nem assistir…
E O QUE DIABOS FOI ISSO?
Bem, o final claramente não agradou
a maioria — isso ficou bem óbvio. E a
dona Netflix, em vez de entregar o
episódio 9, simplesmente largou esse
documentário aí.
Agora, se eu disser que não me
entretive assistindo, eu estaria
mentindo. Mas se eu disser que não
passei raiva… também estaria
mentindo.
O roteiro
Com literalmente 2 minutos de
documentário, os irmãos Duffer já
começam falando sobre séries que
terminam mal e como o público
passa a desprezar tudo que veio
antes.
Bom… pelo menos disso eles
escaparam. As temporadas
anteriores têm um nível de produção
MUITO difícil de estragar.
Particularmente, Stranger Things
acabou na temporada 4.
No minuto seguinte eles já soltam
outra bomba: começaram a gravar o
episódio final sem o roteiro do
episódio final pronto.
E aí eu te lembro: eles tiveram TRÊS
ANOS.
Três.
Longos.
Anos.
Mais pra frente, eles continuam
batendo na tecla da falta de tempo
pra terminar o roteiro. E um dos
irmãos comenta que antes
trabalhava 7 dias por semana, mas
depois que teve filhos perdeu esse
ritmo.
E isso, por algum motivo, me faz
acreditar ainda mais naquela teoria
de que a ex-esposa do Ross Duffer
ajudava na escrita da série.
Explicando melhor: Ross Duffer era
casado com a diretora Leigh Janiak e
eles se divorciaram em 2024. Apesar
de nunca ter o nome dela associado
oficialmente à série, muitos fãs
acreditam que ela ajudava nos
bastidores, nas entrelinhas,
justamente por ser esposa.
E curiosamente… logo depois desse
divórcio, a série dá uma caída
absurda de qualidade.
Principalmente quando falamos das
personagens femininas, que eram
extremamente bem escritas nas
primeiras temporadas e acabam
perdendo muita essência nessa
última.
O que encaixa perfeitamente
naquela velha história de maridos se
apropriando das ideias das esposas
— já que, em nenhum momento dos
10 anos de produção da série, Leigh
foi creditada. E se isso fosse verdade
ia pegar MUITO MAL MESMO para
eles e o pessoal envolvido na escrita
da série.
Se você concorda ou discorda dessa
teoria, já comenta aqui embaixo
porque eu quero muito ler isso
E aproveita e se inscreve no canal,
porque isso aqui dá trabalho.
Produção da série
Como alguém que AMA cinema e é
completamente obcecada por
bastidores, assistir ao documentário
de Stranger Things — principalmente
às filmagens no set — foi uma
experiência muito boa.
É absurdo ver o nível de produção
dessa série.
E uma das partes mais legais é
justamente ver os profissionais que
trabalham atrás das câmeras, em
áreas que a gente simplesmente
esquece que existem.
Tipo o pessoal dos cenários. Os caras
literalmente constroem mundos pra
uma cena de alguns minutos. O
trabalho, o tempo e o cuidado que
isso exige é coisa de maluco.
Sem falar nas câmeras que valem
meus dois rins, e nos cameramans
dando a vida pra capturar cada
plano.
Se você curte esse tipo de conteúdo
mais aprofundado sobre cinema e
séries, já deixa o like e se inscreve no
canal porque tem muito mais vindo
por aí.
Vendo tudo isso, bate até uma
tristeza. Porque o nível absurdo de
cuidado com todos os aspectos da
série é surreal… enquanto o mais
importante de todos — O ROTEIRO
— foi deixado de lado.
Literalmente: gravaram, gastaram
480 milhões, e só depois foram
terminar de escrever.
Os irmãos explicam que tratam cada
episódio como se fosse um filme, já
que a duração realmente se
aproxima disso. Então, pra eles, cada
temporada é como gravar 8 filmes.
Por isso o tempo de produção é
sempre apertado.
Então, ok… até faz sentido os roteiros
serem escritos às pressas. A
temporada atrasou, teve greve de
roteiristas, e naturalmente eles já
estavam correndo contra o tempo.
Os empecilhos só pioraram a
situação.
REFERÊNCIA OU CÓPIA?
Os Duffer falam bastante sobre as
inspirações pra criar Stranger Things
e como isso moldou a série.
Eles citam muito a fotografia de
filmes do Tim Burton e do Spielberg
— o que, convenhamos, não é
surpresa nenhuma. Com referências
tão boas, é óbvio que as primeiras
temporadas teriam uma direção e
uma estética tão bonitas.
O problema é que, nessa última
temporada, parece que essas
referências simplesmente… somem.
Ou pelo menos deixam de ser tão
evidentes quanto antes.
Não é que Stranger Things seja uma
cópia.
Mas também é impossível negar que
a série nunca teria chegado onde
chegou sem os clássicos de terror
dos anos 80.
A primeira temporada só foi tão
marcante porque bebeu diretamente
dessas fontes
Eu não vou ficar apontando erro por
erro do roteiro e da direção da
quinta temporada aqui porque eu já
fiz um vídeo inteiro sobre isso — ele
tá nos cards.
Inclusive, se você ainda não viu,
depois desse vídeo corre lá
Ah, e uma coisa completamente
aleatória que me chamou atenção:
tinha gente gravando algumas cenas
com celular
Eu sei que é normal, mas eu tenho
uma visão meio idealizada de set de
filmagem, então ver alguém ali no
meio segurando um iPhone foi
simplesmente engraçado.
O ELENCO MERECIA MAIS
Ver o elenco de criança no set é uma
coisa muito boa.
Eu xinguei bastante os irmãos Duffer
ao longo desse vídeo, mas uma coisa
é inegável: eles sabem muito bem
lidar com atores mirins.
Na metade do documentário, eu já
tava seriamente planejando como
virar diretora.
Como eu falei antes, eu sou
completamente apaixonada por
bastidores e pela parte de produzir a
mídia em si. E os irmãos sabem
mostrar muito bem o quanto eles
também amam o que fazem.
Eles gostam de estar ali. Eles gostam
de criar.
Por isso dói ainda mais ver decisões
tão ruins no roteiro.
Se você chegou até aqui, deixa o like,
se inscreve no canal e comenta sua
opinião sobre a quinta temporada.
Eu leio todos os comentários.
ERROS E MAIS ERROS
Tem uma cena específica no
documentário que mostra o processo
de escrita de algumas cenas.
Nela, um dos irmãos tá escrevendo
no Google Docs — provavelmente A
BOMBA DO ROTEIRO QUE NINGUÉM
TERMINAVA.
E adivinha o que tinha aberto nas
abas ao lado?
Sim
Ele.
O ser que você mais teme.
ChatGPT.
Tinha uma aba com o ChatGPT
aberta no notebook. E também uma
do Reddit.
E eu acredito fortemente que eles
NÃO USARAM O REDDIT EM
MOMENTO NENHUM.
Porque se tivessem lido pelo menos
10 teorias malucas de fãs, aquele
final seria completamente diferente.
Em outro momento, uma moça
comenta que os demogorgons
estavam aparecendo demais, que
tava saturando.
E talvez… talvez seja por isso que no
episódio final eles simplesmente
tiraram férias e pularam as 7
ondinhas no Ano Novo.
A EXPECTATIVA FINAL
Uma coisa que fica muito clara no
documentário é que todo mundo ali
acreditava muito no que estava
fazendo.
Principalmente o pessoal que não
tava diretamente ligado à narrativa.
O pessoal dos cenários, da
composição de cena, da fotografia…
o tempo todo comentando como
aquelas cenas seriam marcantes,
inesquecíveis.
Mas, sinceramente?
A única realmente memorável foi
aquela em que o Will ganha os
poderes.
Se você acha que teve outra,
comenta aqui embaixo porque eu
quero saber.
No fim das contas, o que mais
marcou o encerramento da série não
foi o final em si.
Foi a teoria do Conformity Gate.
CONFORMOTY GATE.
Daqui a alguns anos, ninguém vai
falar do final de Stranger Things.
Vão falar sobre como um fandom
inteiro criou uma teoria gigantesca
pra não aceitar o final de uma série
— e basicamente enlouqueceu no
processo.
A teoria teve uma força surreal
porque fazia muito sentindo mesmo
quando o roteiro não deixa buracos
na historia em sim crateras, o que é
muito estranho para uma série que
nunca fez isso.
E se você gostou desse vídeo, se
inscreve no canal, deixa o like e
comenta. Isso ajuda mais do que
você imagina.