Resumo - Renp
Resumo - Renp
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Regulamento e Normas de Procedimento – ReNP
Art. 1º Este Regulamento e Normas de Procedimento - ReNP, tem como objetivo: conforme parâmetros legais e metodológicos, regulamentar
atividades desenvolvidas no âmbito da SUAPI, bem como padronizar procedimentos da rotina diária das áreas de atendimento ao preso e
segurança das Unidades Prisionais subordinadas à Subsecretaria de Administração Prisional.
Parágrafo único. Em seus capítulos iniciais, com a finalidade de dar a conhecer o modus operandi da SUAPI a todos os servidores, alunos em
curso de formação ou aperfeiçoamento e terceiros interessados, o ReNP referido no caput deste artigo traz, em linhas gerais, a configuração
organizacional e a descrição das atividades desenvolvidas pelas áreas administrativas e técnicas envolvidas nos processos que asseguram o
funcionamento das Unidades que integram o Sistema Prisional.
Art. 2º O ReNP deverá ser observado e cumprido em todas as Unidades subordinadas à SUAPI que, por sua vez, se subordina à Secretaria de
Estado de Defesa Social do Estado de Minas Gerais – SEDS – MG, devendo ser aplicado, no que couber, nas Unidades Prisionais de Perícia e
Atendimento Médico conforme previsto no art. 89 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, a saber:
I - Hospital Psiquiátrico e Judiciário Jorge Vaz;
II - Centro de Apoio Médico e Pericial;
III - Hospital de Toxicômanos Padre Wilson Vale da Costa; e
IV - Centro de Referência da Gestante Privada de Liberdade.
Parágrafo único. O comando previsto no caput deste artigo deverá ser aplicado a outras Unidades Prisionais de Perícia e Atendimento Médico
que venham a ser assumidas pela SUAPI.
Art. 5º A Assessoria de Informação e Inteligência, conforme previsto no art. 65 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem por finalidade realizar
a atividade de inteligência prisional, obter subsídios informativos, produzir e salvaguardar informações e conhecimentos acerca do Sistema
Prisional.
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DA UNIDADE GESTORA DE MONITORAÇÃO ELETRÔNICA – UGME
Art. 7º A Superintendência de Segurança Prisional, conforme o art. 66 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem por finalidade estabelecer
diretrizes e normas, coordenar e controlar as atividades de vigilância interna e externa de Unidades Prisionais da Subsecretaria de Administração
Prisional e escolta de presos
Art. 8º A Diretoria de Segurança Interna, conforme previsto no art. 67 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem por finalidade orientar, fiscalizar e
definir os procedimentos de segurança interna das Unidades Prisionais.
Art. 9º O Núcleo Central de Tecnologia e Segurança Eletrônica – NCTSE, conforme previsto no inciso I do art. 67 do Decreto Estadual nº
46.647/2014 é subordinado à DSI/SSPI e tem por finalidade o assessoramento técnico e operacional relativo aos recursos tecnológicos voltados
para segurança eletrônica, notoriamente no que tange às atividades de vídeo monitoramento das Unidades Prisionais.
Art. 11. No âmbito do Núcleo Central de Tecnologia e Segurança Eletrônica deverá funcionar o Núcleo Central de Vídeo Monitoramento –
NCVM, por meio do qual serão gerenciados os Núcleos Setoriais de Vídeo Monitoramento – NSVM existentes nas Unidades Prisionais.
Art. 15. O Núcleo Central de Vídeo Monitoramento fornecerá imagens e informações, conforme procedimento autorizado pela DSI/SSPI,
mediante emissão de TERMO DE COMPROMISSO a ser assinado pelo requisitante no ato do recebimento do material contendo as gravações.
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Art. 17. O Canil Central, conforme previsto no inciso III do art. 67 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, será instalado em espaço a ser definido
pelo Subsecretário de Administração Prisional e deverá funcionar diretamente subordinado à Diretoria de Segurança Interna da SSPI, que é
responsável pela gestão administrativa e operacional, bem como da manutenção do local.
Art. 20. O Canil Central, na medida em que houver aporte de recursos, poderá prestar atendimento médico-veterinário a todos os canis da SUAPI
e, para tanto, contará com equipe de saúde animal composta por 03 (três) ASPs Cinófilos com comprovada qualificação para atuarem como
auxiliares. Parágrafo único. A função de Auxiliar de Veterinária, à falta de ASP Cinófilo qualificado, poderá, excepcionalmente, ser exercida
por outros servidores ou prestadores de serviço possuidores de comprovada habilitação profissional na área em questão.
Art. 26. A Diretoria de Segurança Interna – DSI, em conjunto com a Equipe do Canil Central, é responsável pela organização e funcionamento
dos Canis Regionais e Setoriais.
Art. 27. A Equipe do Canil Central será composta por:
- Coordenador Administrativo
- Coordenador de Segurança
- Líder de Equipe
- Instrutor
- Adestrador
- Condutor
Art. 29. Com a finalidade de tornar mais eficiente o apoio técnico aos Canis Setoriais, serão implantados Canis Regionais em determinadas
Unidades Prisionais, 01 (um) em cada Região Integrada de Segurança Pública - RISP, os quais ficarão subordinados diretamente ao Canil Central
e à DSI/SSPI.
Art. 31. Em cada RISP será designado pela DSI/SSPI um ASP que desempenhará a função de Coordenador de Referência - § 1º O Coordenador
de Referência deverá, até o 10º (décimo) dia útil de cada mês, enviar à DSI/SSPI, aos cuidados da Comissão Técnica do Canil Central, Relatório
sobre a situação do plantel de todos os Canis Setoriais de sua RISP.
Art. 34. É terminantemente proibida a hospedagem no Canil Central, bem como em seus Canis Regionais, de qualquer semovente canino que
não pertença ao patrimônio da SEDS, salvo se tal prática representa caso de interesse da SUAPI, devendo neste caso ser informado à Diretoria de
Segurança Interna DSI/SSPI, para análise e possível autorização.
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Art. 35. A Diretoria de Segurança Externa, conforme previsto no art. 68 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem por finalidade definir os
procedimentos de segurança externa das Unidades Prisionais.
Art. 36. O Núcleo Central de Radiocomunicação e Rastreamento Veicular – NCRRV, sob a égide do que dispõe o inciso I do art. 68 do Decreto
Estadual nº 46.647/2014, é responsável por apoiar as atividades de custódia externa dos presos, mediante operacionalização do Sistema de
Radiocomunicação Digital e Rastreamento dos veículos destinados à escolta de presos da Subsecretaria de Administração Prisional.
Art. 37. O NCRRV funcionará com atendimento vinte e quatro horas, inclusive nos finais de semana e feriados, sendo que os servidores
trabalharão em escala de plantão, em conformidade com as normas pertinentes em vigor, de modo que o serviço prestado não sofra
descontinuidades.
Art. 38. O rastreamento veicular destina-se a apoiar a atividade de escolta externa, bem como controlar a quilometragem, velocidade e percursos
realizados, de forma a prevenir, entre outras situações adversas, a ocorrência de acidentes e o cometimento de infrações de trânsito.
Art. 40. O Líder da Equipe deverá informar, imediatamente, ao NCRRV quaisquer intercorrências que fujam à normalidade da atividade de
escolta.
Art. 42. A Diretoria de Apoio Logístico, conforme previsto no art. 69 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem por finalidade coordenar e
controlar, junto a Subsecretaria de Inovação e Logística da SEDS, a execução de recursos financeiros destinados à aquisição de materiais,
equipamentos e serviços no âmbito da Superintendência de Segurança Prisional
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DO COMANDO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS – COPE
O Comando de Operações Especiais, além das prerrogativas previstas nos incisos deste artigo, constitui força especial de reação da Subsecretaria
de Administração Prisional e será integrado por Agentes de Segurança Penitenciários efetivos aprovados em processo seletivo interno.
I – planejar, distribuir, supervisionar e, quando for o caso, atuar diretamente na operacionalização de escolta de presos de alta
periculosidade, bem como realizar, sempre que solicitado pela Superintendência de Segurança Prisional, intervenções táticas e inspeções
no âmbito do Sistema Prisional, com a finalidade de manter a ordem e a disciplina em conflitos, motins e rebeliões ocorridos em Unidades
Prisionais;
II - intervir administrativamente nas Unidades Prisionais com a finalidade de recondução da ordem e disciplina em situações de crise,
quando autorizado pelo Subsecretário de Administração Prisional;
III - realizar operações locais, intermunicipais e interestaduais de escolta de preso, quando a sua periculosidade justificar tal medida;
IV - participar de inspeções no âmbito do Sistema Prisional, quando solicitado pelo Superintendente de Segurança Prisional;
V - prevenir e inibir atos que atentem contra o Sistema Prisional e seus integrantes, priorizando operações preventivas de
patrulhamento e escolta de Diretores da SUAPI, quando necessário;
VI - produzir e intercambiar informações, atuando de forma integrada com os demais Órgãos de Defesa Social, visando auxiliar nas
operações de recaptura de foragidos, bem como na proteção do Sistema Prisional; e
VII - propor políticas e normas que visem à atuação operacional integrada dos grupos de escoltas e intervenções do Sistema Prisional.
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Art. 44. O COPE, conforme art. 71 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, é composto da seguinte forma:
- Diretor Geral;
- Diretor Geral;
- Núcleo de Operações;
- Núcleo Administrativo;
- Núcleo de Treinamentos.
– Diretor Geral;
– Núcleo de Operações;
– Núcleo Administrativo;
– Núcleo de Treinamentos;
– Núcleo de Transporte e Manutenção de Viaturas;
– Núcleo de Informação e Distribuição – NID;
– Núcleo de Radiocomunicação;
– Setor de Intendência;
– Grupamento Tático de Escoltas – GTE;
– Grupamento de Operações Táticas – GOT.
Art. 61. Os Agentes de Segurança Penitenciários do COPE, no cumprimento de suas missões institucionais e em consonância com a legislação
pertinente, trabalharão em regime de dedicação exclusiva, uma vez que devem estar de sobreaviso a qualquer hora do dia ou da noite, dado o
caráter essencial do serviço prestado junto ao Sistema Prisional.
Art. 62. A permanência nos Grupamentos do COPE será de no mínimo 01 (um) ano, a contar da apresentação do Agente de Segurança
Penitenciário, buscando assegurar a continuidade na prestação de serviços operacionais.
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Art. 68. A Superintendência de Atendimento ao Preso, em conformidade com o art. 72 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem por finalidade
planejar, coordenar, orientar, controlar e avaliar as atividades relativas às áreas de classificação, educação regular e superior, ensino
profissionalizante, atividades socioculturais e esportivas, saúde, psicossocial, articulação do atendimento jurídico, assistência religiosa, políticas
sobre drogas e assistência prestada aos indivíduos privados de liberdade e suas famílias, nas Unidades Prisionais e Hospitais de Custódia da
SEDS.
Art. 69. A Diretoria de Trabalho e Produção, conforme o art. 73 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem por finalidade planejar, coordenar,
orientar e avaliar a execução das atividades relativas ao trabalho do sentenciado.
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Art. 70. A Diretoria de Ensino e Profissionalização, conforme art. 74 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem por finalidade planejar,
coordenar, orientar e avaliar a execução das atividades relativas à formação educacional regular e superior, profissional, sociocultural e esportiva
do preso.
Art. 71. A Diretoria de Saúde e Atendimento Psicossocial, conforme art. 75 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem por finalidade planejar,
coordenar, orientar e supervisionar as atividades de assistência à saúde biopsicossocial, assegurando a aplicação da legislação pertinente.
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Art. 72. À Diretoria de Articulação do Atendimento Jurídico e Apoio Operacional, conforme o art. 76 do Decreto Estadual nº 46.647/2014,
cumpre gerenciar a assistência jurídica prestada aos presos.
Art. 73. A Assessoria da Comissão Técnica de Classificação – ACTC, conforme o art. 77 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem por
finalidade subsidiar as Superintendências da Subsecretaria de Administração Prisional - SUAPI na política de expansão, modernização e
humanização adotada pelo Estado, por meio das Comissões Técnicas de Classificação - CTC, dentro das Unidades Prisionais de Minas Gerais.
Art. 74. O Programa Trabalhando a Cidadania tem, precipuamente, a finalidade de elaborar e desenvolver instrumentos administrativos capazes
de dar efetividade e concretude aos mandamentos constitucionais e demais premissas legais, afetos à assistência devida aos presos do Sistema
Prisional de Minas Gerais.
Art. 81. O Núcleo de Assistência à Família do Preso - NAF visa prestar atendimento aos familiares dos custodiados do Sistema Prisional
Mineiro.
Parágrafo único. O NAF tem como missão o desenvolvimento do atendimento ao familiar do preso a partir da consciência de alteridade, com
fundamento no princípio da dignidade humana, buscando o respeito às diferenças e a consequente aceitação do próximo.
Art. 83. A Coordenadoria de Assistência Religiosa é subordinada à Superintendência de Atendimento ao Preso.
§ 1º O NAR tem por finalidade diversificar e ampliar o desenvolvimento da espiritualidade, mediante incentivo às manifestações religiosas.
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Art. 86. A Superintendência de Articulação Institucional e Gestão de Vagas, conforme o art. 78 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem a
finalidade de estabelecer diretrizes e normas, coordenar e controlar as atividades relativas ao registro inicial e à movimentação de presos entre
Unidades Prisionais
Art. 87. A Diretoria de Gestão de Vagas, conforme o art. 79 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem a finalidade de gerenciar dados relativos à
distribuição dos presos.
Art. 88. A Diretoria de Gestão de Informações Penitenciárias, conforme o art. 80 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem a finalidade de buscar
o desenvolvimento, implantação e gerenciamento dos sistemas de informação inerentes ao Sistema Prisional, bem como a elaboração e
divulgação de dados estatísticos, levantamento de informações e dados estratégicos.
Art. 89. A Diretoria de Políticas de APAC e Cogestão, conforme art. 81 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, tem a finalidade de implementar a
metodologia APAC no âmbito do Estado de Minas Gerais.
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Art. 90. As Unidades Prisionais vinculadas à SEDS, conforme art. 82 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, têm por
finalidade:
* executar atividades de segurança e inteligência, bem como de atendimento ao preso, em conformidade com as
diretrizes das Assessorias e Superintendências da Subsecretaria de Administração Prisional;
* prestar informações sobre a administração da Unidade Prisional e relativas aos presos nela custodiados, quando
demandado e em conformidade com orientação da Subsecretaria de Administração Prisional; e
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Art. 91. As Unidades Prisionais se classificam em:
Centro de Remanejamento do Sistema Prisional – CERESP: Unidades Prisionais próprias para a custódia de presos
que serão remanejados para outras Unidades Prisionais;
Presídios: Unidades Prisionais próprias para custodiar presos provisórios, contudo, podem acolher presos
condenados até liberação de vagas em estabelecimentos adequados;
Complexo Penitenciário: Unidade Prisional própria para custodiar presos provisórios e/ou condenados nos regimes
fechado ou semiaberto;
Penitenciárias: Unidades Prisionais próprias para custodiar presos condenados nos regimes fechado ou semiaberto;
Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico e Centros de Apoio Médico e Pericial: Unidades próprias para
custódia e/ou realização de exames gerais e/ou tratamento ambulatorial de indivíduos inimputáveis ou semi-
imputáveis e/ou de presos acometidos pela superveniência de doenças mentais;
Casas de Albergado: Unidades Prisionais próprias para custódia de presos no regime aberto; e
Centros de Referência da Gestante Privada de Liberdade: Unidades Prisionais próprias para custódia de presas
gestantes e puérperas.
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Art.93. As Unidades Prisionais, em conformidade com o art. 90 do Decreto Estadual nº 46.647/2014, assim se organizam:
I – Diretoria Geral:
a) Diretoria Adjunta;
b) Assessoria de Inteligência;
c) Conselho Disciplinar - CD;
d) Comissão Técnica de Classificação – CTC; e
e) Coordenação de INFOPEN.
II - Diretoria Administrativa:
a) Núcleo de Recursos Humanos;
b) Núcleo de Finanças;
c) Núcleo de Almoxarifado;
d) Núcleo de Manutenção; e
e) Núcleo de Transporte.
IV – Diretoria de Segurança:
a) Núcleo de Segurança Interna – NSI; e
b) Núcleo de Segurança Externa – NSE.
Art. 101. O Conselho Disciplinar somente funcionará com a totalidade de seus membros, reunindo- se, ordinariamente, uma vez por semana,
mantendo a constância do dia, o qual será fixado pelo Diretor Geral.
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Parágrafo único. O Conselho Disciplinar poderá se reunir em caráter extraordinário, sempre que convocado pelo Diretor Geral.
Art. 103. As faltas disciplinares deverão, preferencialmente, ser apuradas na Unidade Prisional em que ocorreram, contudo, quando tal não for
possível, em razão de eventual urgência de transferência do preso, o procedimento disciplinar deverá ter continuidade na Unidade Prisional de
destino.
Art. 104. À Comissão Técnica de Classificação – CTC de que trata o inciso VIII do art. 91 do Decreto Estadual nº 46.647/2014 será presidida
pelo Diretor Geral, o qual poderá delegar a competência ao Diretor Adjunto ou Diretor de Atendimento ao Preso.
Art. 106. Para elaboração do Programa Individualizado de Ressocialização – PIR é necessário que a equipe da CTC esteja completa.
§1º As Unidades Prisionais que não possuam CTC por não disporem de todos os membros necessários à composição desta, quais sejam aqueles
elencados no diploma legal pertinente, mas, que disponham de, no mínimo, 01 (um) Psicólogo ou 01 (um) Assistente Social, elaborarão “Estudo
de Caso”, a título de medida administrativa excepcional e emergencial.
elaborar o relatório conclusivo do PIR relativo aos presos condenados que venham a ser desligados da Unidade Prisional em decorrência
de:
a) término da pena;
b) livramento condicional;
c) prisão domiciliar;
d) indulto, anistia, graça e perdão judicial;
e) extinção de punibilidade; e
f) encaminhamento para Associação de Proteção e Assistência ao Condenado - APAC.
Art. 110. O Núcleo Setorial de Vídeo Monitoramento, em consonância com as diretrizes do Núcleo Central de Vídeo Monitoramento da
DSI/SSPI, atua analisando imagens captadas pelas câmeras de segurança nas áreas internas e externas, bem como registrando as ocorrências e
prevenindo situações que possam perturbar a ordem e a disciplina no âmbito da Unidade Prisional.
§ 2º O Núcleo Setorial de Vídeo Monitoramento deverá funcionar em regime de tempo integral, ou seja, 24 (vinte e quatro) horas, inclusive finais
de semana e feriados.
Art. 114. Os Sistemas de Vídeo Monitoramento funcionarão conectados, exclusivamente, ao Núcleo Central por meio de rede lógica ou outra
forma segura de transmissão de dados disponibilizada pela SEDS, possibilitando a visualização e a gravação remota das imagens captadas pelas
câmeras de segurança, a fim de garantir a eficiência dos serviços realizados, bem como a proteção das informações e dados armazenados.
Art. 122. Os equipamentos de gravação de imagens dos Sistemas de Vídeo Monitoramento (Gravadores Digitais de Vídeo - DVRs) deverão ser
configurados e lacrados exclusivamente pela Equipe de Segurança Eletrônica da DSI/SSPI e não deverão, sob nenhuma hipótese, ter seus lacres
violados.
Art. 124. As pessoas que venham a visitar o ambiente interno do Núcleo Setorial de Vídeo Monitoramento deverão ter seus nomes, bem como
data, horário e motivo da visitação, registrados no Livro de Atas do Setor.
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Art. 125. É proibida a entrada de qualquer tipo de equipamento eletrônico capaz de realizar gravação em áudio e/ou vídeo, bem como registrar
imagens de qualquer forma, salvo quando portado por pessoal expressamente autorizado pela DSI/SSPI.
Art. 150. O Núcleo de Transporte e Serviços Gerais é subordinado ao Diretor Administrativo e é formado por servidores qualificados, aptos a
atuarem, quando solicitado, em situações que requeiram habilidades em áreas diversas, tais como:
I – condução, higienização e manutenção de veículos oficiais;
II – elétrica e hidráulica predial;
III – serralheria e marcenaria; e
IV – alvenaria e outras áreas correlatas.
Art. 153. O Núcleo Jurídico é subordinado ao Diretor de Atendimento ao Preso e é o setor responsável pela assistência jurídica aos presos, a qual
é realizada pelos Analistas Executivos de Defesa Social / Analista Técnico Jurídico – ANEDS / ATJ e Assistentes Executivos de Defesa Social /
Auxiliares Administrativos.
Art. 157. O Núcleo de Ensino e Profissionalização da Unidade Prisional, subordinado ao Diretor de Atendimento ao Preso, é responsável por
garantir o acesso dos presos às atividades educacionais em geral, bem como em cursos de capacitação e profissionalização, sendo constituído
pelos seguintes profissionais:
– Pedagogo - Assistente Executivo de Defesa Social / Auxiliar Administrativo
§ 2º A equipe da escola subordinada à Secretaria de Estado de Educação ou à Secretaria Municipal de Educação, embora tenha interlocução com
o Núcleo de Ensino e Profissionalização, não faz parte de sua composição, entretanto, deverão sempre trabalhar em conjunto.
Art. 158. O Núcleo de Trabalho e Produção é responsável pelo controle das ferramentas e materiais utilizados nas oficinas criadas e
administradas pela Unidade Prisional, competindo-lhe gerenciar a produção de recursos, bem como desenvolver a melhor forma possível de
estimular e coordenar as atividades laborais dos presos.
Art. 160. O Núcleo de Trabalho e Produção, responsável por assegurar o acesso dos presos às atividades laborativas, é constituído pelos seguintes
servidores:
I – Gerente de Trabalho e Produção; e Assistente Executivo de Defesa Social / Auxiliar Administrativo.
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Art. 165. Atendendo imperativos da Lei de Execução Penal – LEP e da própria Constituição Federal, será assegurado o direito de acesso ao
trabalho e profissionalização na medida em que a estrutura prisional possibilitar, respeitadas a capacidade e aptidão peculiares a cada preso.
Art. 173. O preso poderá desenvolver o trabalho como autônomo mediante atividade que não necessite de parcerias, todavia tal atividade, via de
regra artesanal, deve ter relevância econômica e/ou caráter profissionalizante.
Art. 177. A jornada de trabalho do preso não poderá ser superior a 08 (oito) horas diárias e deverá ser respeitado o descanso semanal,
preferencialmente, aos domingos.
Art. 179. O trabalho do preso, conforme art. 28, § 2° da LEP, não está sujeito, necessariamente, ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho
– CLT.
Art. 180. Parágrafo único. A instituição parceira estipulará projeção da produtividade, considerando que o valor pago ao preso, conforme art. 29
da LEP, não poderá ser inferior a ¾ do salário mínimo vigente, contudo, resguardada esta condição, o parceiro somente pagará pelo que
realmente for produzido.
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Art. 182. O preso terá direito à remição de 01 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias trabalhados, considerando que a jornada normal de trabalho
não será inferior a 6 (seis) nem superior a 8 (oito) horas, com descanso nos domingos e feriados.
Art. 188. Parágrafo único. O Atestado de Dias Trabalhados para Fins de Remição de Pena somente poderá ser assinado pelo Diretor Geral,
Diretor Adjunto ou Diretor de Atendimento ao Preso.
Art. 192. A instituição parceira de trabalho deverá ressarcir o Estado, mensalmente, pelo uso de energia elétrica, água e esgoto nas atividades que
desenvolva nas Unidades Prisionais nas quais utiliza a mão de obra dos presos.
Art. 198. O Gerente de Trabalho e Produção ou outro servidor credenciado, mediante preenchimento de formulário específico e juntada de toda a
documentação exigida, realizará a prestação de contas junto à DCF em, no máximo, 40 (quarenta) dias corridos contados da disponibilização da
ordem de pagamento referente à verba de despesa miúda.
Art. 200. Os Núcleos de Segurança Interna e Externa das Unidades Prisionais assim se organizam:
I – Coordenador de Segurança:
a) Núcleo de Segurança Interna - NSI:
1. Líder de Equipe;
2. Grupo de Intervenção Rápida – GIR;
3. Equipe do Canil;
4. Equipe de Trânsito Interno;
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5. Núcleo Setorial de Vídeo Monitoramento; e
6. Demais Agentes de Segurança Penitenciários – ASPs.
Art. 205. Ao Agente de Segurança Penitenciário, conforme legislação pertinente, cabe planejar, executar e promover as ações da área de
segurança no âmbito das Unidades Prisionais, com o objetivo de garantir o acesso do preso às atividades educacionais, sociais,
profissionalizantes, de trabalho, assistência jurídica, saúde, cultura, esporte, lazer, entre outras voltadas ao processo de ressocialização,
competindo-lhe:
I - garantir a ordem e a segurança no interiordas Unidades Prisionais;
II - desempenhar ações de vigilância interna e externa das Unidades Prisionais, inclusive muralhas e guaritas, bem como em
Órgãos e locais vinculados ou de interesse do Sistema Prisional;
III - participar de reuniões, quando convocado pelo Corpo Diretivo;
IV - executar operações de transporte, custódia e escolta de presos em movimentações externas, bem como de transferências
interestaduais ou entre Unidades no interior do Estado;
V - permanecer atento a toda e qualquer movimentação nas atividades intra e extramuros;
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VI - realizar revistas nos familiares e visitantes dos presos;
VII - prestar segurança a profissionais diversos que fazem atendimentos especializados aos presos nas Unidades Prisionais;
VIII - conduzir presos à presença de autoridades;
IX - adotar as medidas necessárias ao cumprimento dos alvarás de soltura, obedecidas às normas próprias;
X - informar ao preso sobre seus direitos e deveres, em conformidade com o Regulamento Disciplinar Prisional - REDIPRI e
demais normas vigentes;
XI - verificar sobre a necessidade de encaminhar presos a atendimentos especializados;
XII - vistoriar as correspondências e pertences enviados ao preso;
XIII - prestar assistência em situações de emergência: primeiros socorros, incêndios, transportes de enfermos, rebeliões, fugas
e outras assemelhadas;
XIV - preencher formulários, redigir e digitar relatórios e comunicações internas; participar de comissões de classificação e de
disciplina, quando designado;
XV - desempenhar ações preventivas e repressivas para coibir nas Unidades Prisionais:
a) tráfico e uso de substâncias ilícitas;
b) crimes ou transgressões;
c) comunicação não autorizada de presos com o mundo exterior; e
d) entrada e permanência de armas, objetos ou instrumentos ilícitos que atentem contra a segurança da Unidade Prisional ou
integridade física de qualquer pessoa.
XVI - pautar as relações interpessoais, inclusive no trato com os presos, de forma ética e respeitosa;
XVII - exercer atividades de escolta e custódia, cuidando de conferir a documentação necessária à movimentação externa do
preso;
XVIII - guardar sigilo das informações a que tiver acesso nas Unidades Prisionais;
XIX - desempenhar ações de vigilância interna e externa nas Unidades Prisionais, inclusive nas muralhas e guaritas, bem
como em Órgãos e locais vinculados ao Sistema Prisional;
XX - garantir a organização do seu posto de trabalho;
XXI - registrar, no livro de ocorrências, as irregularidades e fatos importantes para o atendimento ao preso e para orientação
das ações da equipe de segurança;
XXII - proceder à identificação e revista do preso, efetuando vistoria nos seus pertences, durante o ingresso, escoltas,
desligamentos, transferências e movimentações internas;
XXIII – vistoriar, periodicamente e sempre que necessário, os núcleos, alojamentos, celas e pertences dos presos, oficinas,
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salas de aula, refeitório, quadra de esportes e demais dependências da Unidade, de modo a evitar a guarda ou acúmulo de
materiais ilícitos ou proibidos;
XXIV - proceder à identificação e revista de todas as visitas, efetuando vistoria nos seus pertences;
XXV - monitorar o comportamento dos presos e visitantes em dia de visitação social;
XXVI - cadastrar, registrar e acompanhar a entrada e saída de visitantes, bem como as ocorrências de irregularidades durante a
visitação;
XXVII - realizar revista diária em funcionários e prestadores de serviço e vistoria em seus pertences;
XXVIII - realizar diariamente a conferência de estrutura das celas da Unidade e a contagem de presos mediante chamada
nominal;
XXIX - vistoriar e acompanhar veículos que irão ingressar na Unidade;
XXX - conduzir veículos oficiais, aeronaves e embarcações para os quais esteja habilitado, bem como viaturas de transportes
de presos;
XXXI – fazer a custódia de presos e zelar pelos veículos oficiais utilizando todos os recursos de segurança eletrônica ao seu
alcance, quando aplicável;
XXXII - acompanhar as movimentações internas e externas, bem como os atendimentos aos presos, de forma a garantir a
segurança da Unidade Prisional;
XXXIII - intervir, direta ou indiretamente, em situações de emergência na Unidade Prisional;
XXXIV - fiscalizar o fornecimento de alimentação aos presos;
XXXV – escoltar o profissional do Núcleo de Saúde da Unidade Prisional, zelando pela sua segurança durante suas incursões
pelos pavilhões, alas ou galerias a fim de efetuar atendimentos ou administrar medicação aos presos,
XXXVI - entregar medicamentos aos presos, observada a prescrição médica.
XXXVII - informar aos presos sobre seus direitos e deveres conforme normas vigentes, bem como executar o que foi proposto
no PIR;
XXXVIII - zelar pelos equipamentos de segurança de uso individual e coletivo, bem como pelas instalações da Unidade,
utilizando com perícia e prudência o armamento que esteja sob seus cuidados, procedendo à sua manutenção, conservação e
reposição quando necessário, sob pena de responsabilização administrativa, cível e criminal;
XXXIX - participar da Comissão Técnica de Classificação, do Conselho Disciplinar e sindicâncias administrativas, quando
designado;
XL – integrar, quando designado e devidamente capacitado, as equipes de ASPs Cinófilos, atuando, conforme a necessidade
e conveniência da atividade, junto ao Canil Central, Canis Regionais ou Canis Setoriais;
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XLI – integrar, quando designado e capacitado, os Grupos de Intervenção Rápida e Grupos de Escolta Externa, atuando,
conforme a necessidade e conveniência da atividade, junto às Unidades Prisionais em que sejam lotados ou em apoio a outras
Unidades Prisionais, desde que devidamente autorizados pela DSI/SSPI;
XLII - zelar pela imagem institucional, por meio do asseio e boa apresentação pessoal, utilizando corretamente o fardamento,
em conformidade com Resolução Específica da SEDS;
XLIII - cumprir atribuições previstas no Plano de Emergência;
XLIV - atender às determinações do corpo diretivo e desempenhar atividades de coordenação e fiscalização dos demais
Agentes de Segurança Penitenciários;
XLV - primar pela própria segurança, evitando postar informações sobre sua profissão e rotina de trabalho, como local de
atuação e horários, bem como não divulgar sua localização por meio de recursos do tipo check-in, além de preservar seus
dados pessoais e informações de seus familiares e amigos; e
XLVI - exercer atividades correlatas e outras que vierem a ser incorporadas ao cargo por força de dispositivos legais ou
determinações da SUAPI.
Art. 206. As situações emergenciais, bem como as que envolvam maior grau de complexidade, deverão contar com o apoio dos ASPs do Grupo
de Intervenção Rápida – GIR, previsto no inciso IV do Art. 67 do Decreto Estadual nº 46.647/2014.
Art. 207. A atuação do GIR nas intervenções que demandem o uso da força deve ser pautada pelo emprego de técnicas e Instrumentos de Menor
Potencial Ofensivo – IMPO e armas carregadas com munições não letais, observando criteriosamente os princípios do Uso Progressivo da Força,
de modo a preservar vidas e minimizar danos à integridade física e moral das pessoas envolvidas.
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Art. 209. Quando autorizado pela SSPI, o GIR atuará operacional e administrativamente vinculado ao COPE em eventos de grande porte em
qualquer Unidade Prisional do Estado, sem prejuízo às demandas da Unidade de origem.
§ 1º Excepcionalmente, nas Unidades Prisionais em que não houver Agentes de Segurança Penitenciários efetivos, o GIR poderá ser constituído
por Agentes de Segurança Penitenciários prestadores de serviço, mediante análise e autorização do Superintendente de Segurança Prisional ou de
servidor por ele, formalmente, designado.
§ 2º Excepcionalmente, em caráter emergencial e mediante autorização formal do Superintendente de Segurança Prisional, a exigência de
experiência mínima de 01 (um) ano no exercício da função de Agente de Segurança Penitenciário, prevista no inciso II deste artigo, poderá ser
dispensada.
Art. 214. Os integrantes do GIR só poderão ser desligados a pedido, após 02 anos na função, ressalvados os casos de interesse da Administração
Pública ou nas seguintes situações:
I - deixarem de preencher, a qualquer época, os requisitos previstos neste Regulamento;
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II – forem indiciados por prática de crimes ou sofrer trânsito em julgado desfavorável em processo administrativo disciplinar;
III – praticarem atos incompatíveis com o desempenho das atividades; e
IV – solicitarem o próprio desligamento com antecedência de 30 (trinta) dias, observado o prazo estabelecido no caput deste artigo.
Art. 219. O emprego do cão no Sistema Prisional deve ser encarado como instrumento de menor potencial ofensivo, traduzindo-se em mais um
mecanismo de defesa na atuação do cotidiano operacional, por meio do uso seletivo da força, considerada a extensão do risco e respeitados os
princípios da legalidade, necessidade, proporcionalidade, conveniência e moderação.
Art. 220. Os Cães Prisionais poderão ser empregados em procedimentos de guarda interna e/ou externa, a saber: Prevenção, vistoria e revista,
patrulhamento, recaptura e intervenção.
Art.253. § 2º O Sistema de Vídeo Monitoramento, em hipótese alguma, suprirá o trabalho e a presença física do Agente de Segurança
Penitenciário.
Art. 257. A escolta externa de presos será realizada, preferencialmente, pelo Grupo de Escolta Tático Prisional – GETAP, constituído por ASPs
capacitados para o manuseio de equipamentos de segurança e armamentos diversos.
§ 1º A equipe de escolta não poderá transitar pela área interna da Unidade Prisional portando arma de fogo com munição letal, salvo quando no
exercício de suas atribuições, em virtude da peculiaridade da atividade desenvolvida, não devendo, contudo, ultrapassar zona limítrofe
estabelecida pelo Diretor Geral consideradas as características físicas de cada Unidade Prisional.
§ 3º A equipe do GETAP será composta por no mínimo 03 (três) ASPs, respeitado em todos os procedimentos o princípio da Supremacia de
Força.
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Art. 259. A escolta será realizada nas seguintes ocasiões:
- transferência de presos entre Unidades da SUAPI;
- solicitação de autoridade policial ou judicial;
- condução de presos para atendimento de saúde rotineiro ou emergencial;
- acompanhamento de preso em velório de ascendentes, descendentes, irmãos e cônjuges; (somente em cemitérios ou velórios municipais);
- acompanhamento de presos em visitas a ascendentes, descendentes, irmãos e cônjuges que estejam hospitalizados;
- acompanhamento de presos a cartórios e bancos; e demandas interestaduais.
Art. 271. A escolta em ambulância contará com um ASP, desarmado, presente junto à equipe de socorristas no compartimento de pacientes
durante todo o trajeto, sendo que na cabine do motorista haverá outro ASP devidamente armado.
§ 2º A ambulância do SUS que esteja transportando presos, além da presença dos ASPs junto ao preso e ao motorista, será escoltada por uma ou,
de preferência, duas viaturas do Sistema Prisional.
Art. 276. O controle e manutenção preventiva, bem como a limpeza dos materiais bélicos e demais equipamentos de segurança, é realizado pela
Intendência, que deverá funcionar em tempo integral e com equipe fixa, a fim de atender às necessidades da Unidade Prisional, devendo, em
todos os plantões, haver, no mínimo, um Intendente escalado.
Art. 280. Todo armamento que estiver acautelado em postos fixos deverá passar por manutenção preventiva e limpeza a cada 15 (quinze) dias, no
mínimo.
Art. 286. As armas de porte – armas curtas - são utilizadas em escoltas de presos pelo GETAP, bem como na contenção externa nas portarias de
acesso das Unidades Prisionais.
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Parágrafo único. Aos ASPs do GETAP, preferencialmente, deverão ser acauteladas Pistolas de calibre .40 S&W.
Art. 287. As armas portáteis - armas longas - são comumente usadas em muralhas, portarias, GIR e GETAP, a exemplo das carabinas,
espingardas calibre 12 - GA e do fuzil 556.
§ 1º A espingarda calibre 12 - GA pode ser utilizada em ambientes internos, em intervenções do GIR e do COPE, bem como nas portarias como
suporte e contenção de sinistros.
§ 2º Em ambientes internos, o emprego da espingarda calibre 12 - GA será feito com munição não letal.
Art. 292. As munições letais serão usadas em Muralhas, Portarias e escoltas de presos.
Art. 293. As munições não letais serão usadas em situações de emprego e uso progressivo da força, tais como intervenções do GIR e COPE,
escoltas prisionais e outras executadas em âmbito interno e ou externo das Unidades Prisionais.
DA TROCA DE PLANTÃO
Art. 304. Ao final de cada plantão, o ASP que estiver terminando seu turno de trabalho deverá:
I - realizar a contagem e a chamada nominal dos presos, mediante contato visual a fim de garantir sua presença;
II - conferir se os cadeados e as portas estão fechados e trancados, bem como devolver os equipamentos de trabalho e as chaves que
estão sob sua responsabilidade;
III - verificar situação de organização e limpeza do setor; e
IV - informar verbalmente ao ASP que o substituirá, quanto às intercorrências relevantes do plantão.
Art. 311. Todas as pessoas – servidores, prestadores de serviço, visitantes de presos, entre outros que necessitem adentrar na Unidade Prisional
serão revistadas, bem como deverão ter os seus pertences devidamente vistoriados.
Art. 312. Nos termos da Lei Estadual nº. 13.955 de 20 de julho de 2001, e sem prejuízo da aplicação de outras normas pertinentes à espécie,
terão livre acesso à Unidade Prisional, mediante prévia e expressa comunicação ao Diretor Geral até 72 (setenta e duas horas) antes da visita:
I - o membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos;
II - o membro do Conselho Estadual de Defesa Social;
III - o titular de órgão oficial de defesa dos direitos humanos ou representante por ele designado; e
IV - o titular de entidade civil de defesa dos direitos humanos comprovadamente em funcionamento por, no mínimo, dois anos ou representante
por ele designado.
Art. 313. Nos termos da Lei Estadual nº. 13.955 de 20 de julho de 2001, e sem prejuízo da aplicação de outras normas pertinentes à espécie,
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terão livre acesso às Unidades Prisionais, sem necessidade de prévia comunicação, desde que no exercício de suas atribuições legais:
I – Magistrados, Promotores e Defensores Públicos;
II - Presidente, Governador e Prefeito;
III - Senadores e Deputados;
IV - Vereadores do Município sede da Unidade Prisional;
V - Secretários de Estado, Ouvidores e Corregedores do Estado;
VI - Membros dos Conselhos do Estado;
VII – Subsecretários, Assessores, Superintendentes e Diretores da SEDS; e
VIII - Policiais devidamente identificados.
Art. 316. É vedado ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel e outros
aparelhos eletroeletrônicos e/ou de informática na Unidade Prisional.
§ 1º Será permitida a entrada de celulares institucionais, limitada a sua utilização e circulação nas dependências administrativas da Unidade
Prisional.
§ 2º Até que seja disponibilizado aparelho de telefone celular institucional, o Diretor Geral poderá entrar na Unidade Prisional com seu aparelho
celular particular, limitada sua utilização e circulação nas dependências administrativas da Unidade.
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§ 3º O Diretor Geral poderá utilizar o celular institucional na área interna restrita apenas quando intercorrências relevantes, de segurança e/ou
saúde, o justificarem.
§ 4º Área interna restrita é aquela delimitada por muros, cercas ou alambrados e destinada à custódia e convivência dos presos.
§ 5º O Diretor Adjunto, Diretor Segurança e o Assessor de Inteligência poderão entrar e utilizar celular particular no âmbito da área
administrativa da Unidade Prisional, desde que:
I – o Diretor Geral tenha baixado normativa interna informando o número de série (Imei), a marca, o modelo do aparelho, a operadora
e o número do telefone. A normativa interna deverá ser arquivada no Núcleo de Segurança Interna para fins de fiscalização;
II – o Diretor Geral deverá reportar à Assessoria de Informação e Inteligência da SUAPI, por memorando, as pessoas autorizadas a
entrarem e utilizarem celulares particulares dentro da Unidade Prisional, informando os dados previstos no inciso I deste parágrafo.
§ 6º Ficam autorizados, quando em diligências na Unidade Prisional, Magistrados, Promotores de Justiça, Defensores Públicos, Membros dos
Departamentos Penitenciários, Membros do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e Membros do Conselho Penitenciário,
portarem aparelhos telefônicos móveis, no âmbito das dependências administrativas do Estabelecimento.
Art. 318. Durante o procedimento de revista os menores de idade deverão estar acompanhados do responsável legal ou pessoa por este indicada.
Art. 319. O visitante portador de deficiência física que o impeça de ser submetido à revista poderá requerer cadastramento e credenciamento para
visita assistida, mediante apresentação de laudo técnico emitido por médico-especialista.
Art. 320. Não poderão adentrar na Unidade Prisional pessoas que estejam usando:
I – bermudas e “piercing”;
II – roupas transparentes e/ou decotadas e/ou insinuantes; e
III – roupas que façam alusão a times ou apologia à violência, às drogas e/ou similares.
§ 1º Excetuados os Agentes de Segurança Penitenciários, por ocasião de estarem uniformizados, não poderão adentrar na Unidade Prisional
pessoas trajando roupas camufladas.
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§ 2º Excetuados os presos, não poderão adentrar na Unidade Prisional pessoas trajando roupas vermelhas.
Art. 323. As pessoas que se recusarem a passar pela inspeção no scanner corporal ou que em virtude de recomendação não possam passar pelo
equipamento, deverão passar pelo procedimento de revista padronizado por este Regulamento, sob pena de serem impedidas de adentrar na
Unidade Prisional.
§ 2º A revista íntima será realizada nos termos da Lei Estadual nº 12.492/97, exceto nas funcionárias das Unidades Prisionais, observado o
preceito da Lei Federal 13.271/2016.
Art. 326. Havendo necessidade de revista íntima, as pessoas poderão ser encaminhadas a outra Unidade Prisional que disponha de scanner
corporal, contudo, quando tal não for possível, as pessoas serão submetidas ao referido procedimento, o qual será realizado sempre que se fizer
necessário, observados os limites e termos da Lei Estadual nº 12.492/97, a saber:
- a revista íntima será realizada exclusivamente com expressa autorização do Diretor do estabelecimento prisional, baseada em grave suspeita ou
em fato objetivo específico que indique que determinado visitante pretende conduzir ou já conduz algum tipo de arma ou droga em cavidade do
corpo.
- previamente à realização da revista íntima, o Diretor da Unidade Prisional fornecerá ao visitante declaração escrita sobre os motivos e fatos
objetivos que justifiquem o procedimento.
- quando não houver tempo suficiente para sua expedição prévia, o documento a que se refere o inciso II deste artigo será fornecido até 24 (vinte
e quatro) horas depois da revista íntima, sob pena de sanção administrativa.
- a revista íntima será efetuada de forma a garantir a privacidade do visitante, por pessoa do mesmo sexo, nos termos da Lei Estadual nº
12.492/97.
DA REVISTA INVERTIDA
Art. 327. Quando a estrutura da Unidade Prisional for adequada, bem como quando não comprometer a segurança desta, a Equipe de Segurança da
Unidade Prisional poderá realizar a revista invertida nos moldes de procedimento operacional padrão específico previsto neste Regulamento, ou
seja, o preso visitado é quem, de fato, passará pelo procedimento de revista, o mais minucioso possível, antes e depois de haver recebido a visita. O
visitante, neste caso, deverá, obrigatoriamente, ser revistado por detector de metais e, no caso de necessitar usar o banheiro, deverá usar o exclusivo
de visitantes.
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Art. 329. Conforme previsto na Lei nº. 12.492, de 16 de abril de 1997 e Resoluções Conjuntas específicas, serão submetidos à revista apenas com
detector de metais:
Magistrados, Promotores e Defensores públicos;
Presidente, Governador e Prefeito;
Senadores e Deputados;
Vereadores do município sede da Unidade Prisional;
Secretários de Estado, Ouvidores e Corregedores do Estado;
Membros dos Conselhos do Estado;
Subsecretários, Assessores, Superintendentes e Diretores da SEDS;
Policiais devidamente identificados;
Advogados devidamente regulamentados junto à OAB;
Estagiários de Direito devidamente inscritos junto à OAB, nos termos de Resoluções Conjuntas SEDS/OABMG;
Servidores e estagiários da Defensoria Pública, desde que devidamente identificados e acompanhados dos Defensores Públicos em
diligência junto às Unidades Prisionais;
Servidores e estagiários do Ministério Público, desde que devidamente identificados e acompanhados dos Promotores de Justiça em
diligência junto às Unidades Prisionais; e
Servidores e estagiários do Poder Judiciário, desde que devidamente identificados e acompanhados dos Magistrados em diligência
junto às Unidades Prisionais.
Art. 332. No cadastramento e credenciamento, o familiar ou amigo do preso deverá ser informado de todas as normas, bem como das restrições
relativas aos objetos com os quais poderão adentrar na Unidade Prisional por ocasião da visitação.
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Art. 338. Os veículos, ao passarem pela cancela na entrada e saída, deverão ser vistoriados superficialmente e terem abertos os porta-malas e, ao
passarem pela portaria, deverão ser vistoriados de forma minuciosa.
Art. 340. Uma vez revistadas, as pessoas não poderão manter contato com quem ainda não passou pelo procedimento e, todas as vezes que
necessitarem sair da área de segurança da Unidade Prisional ou ter acesso a seus pertences deverão ser revistadas novamente.
Art. 347. A Superintendência de Articulação Institucional e Gestão de Vagas – SAIGV é o Órgão subordinado à Subsecretaria de Administração
Prisional - SUAPI com atribuições para gerenciar as vagas por meio de autorização de matrículas, internações ou transferências de presos entre as
Unidades Prisionais da SUAPI.
§ 2º Uma vez publicadas no Diário Oficial de Minas Gerais as vagas serão mantidas pelo prazo de 20 (vinte) dias.
Art. 357. Para os casos de transferências de presos de alta periculosidade o documento de solicitação de transferência encaminhado à SAIGV
deverá, obrigatoriamente, trazer as assinaturas de 03 (três) servidores, quais sejam:
I– Diretor Geral;
II – Assessor de Inteligência;
III – Coordenador do plantão que realizou a movimentação carcerária.
Art. 367. É vedada a admissão de adolescentes, a qualquer título, nas Unidades Prisionais da SUAPI, localizadas em cidades que contam com
Centros de Internação Socioeducativa administrados pela Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas – SUASE.
Art. 368. Nos casos de admissão por transferência, o preso será encaminhado juntamente com os respectivos prontuários padronizados e
medicação de uso controlado que por ventura faça uso, sob pena de não ser recebido pela Unidade Prisional de destino.
Parágrafo único. Os Prontuários Gerais Padronizados não serão encaminhados quando, por ocasião da implantação do SIGPRI, já estiverem
devidamente digitalizados e inseridos no Sistema.
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Art. 369. No ato da apresentação do preso à Unidade Prisional de destino, o mesmo terá o corpo revistado e os pertences vistoriados na presença
da equipe que o conduziu e, atentando-se, ainda, no sentido de que:
I - todo o procedimento de revista deverá ser realizado, preferencialmente, com supremacia de força;
II - todos os pertences e dinheiro encontrados com o preso serão listados em formulários próprios e recolhidos;
III - os ASPs determinarão que o preso confira os itens e o valor listados e assine os respectivos formulários;
IV - o dinheiro será recolhido em envelope lacrado e encaminhado ao responsável pelo setor financeiro, o qual, antes de dar o aceite no
protocolo, conferirá o montante na presença do ASP que encaminhou os valores;
V – o dinheiro recolhido fora do horário do expediente administrativo será conferido e repassado, mediante protocolo, ao Líder de
Equipe ou Coordenador de Segurança, que oportunamente o encaminhará ao setor financeiro;
VI - toda vez que o dinheiro for repassado de um setor para outro, seu valor deverá ser conferido pelo setor de destino, ainda na
presença do responsável pelo setor de origem e registrado em livro de protocolo; e
VII - os pertences serão empacotados e encaminhados para a censura, que determinará quais objetos poderão entrar na Unidade
Prisional.
Art. 370 - Parágrafo único. É vedada a entrada de roupa íntima contendo enchimento, aro ou barbatana.
Art. 371. Não será admitido na Unidade Prisional o preso que apresentar lesões em qualquer parte do corpo, salvo nos casos de apresentação do
exame de corpo delito ou sumário de alta hospitalar.
Art. 373. Quando encontrado objeto ou pertence ilícito de posse do preso, a ocorrência será comunicada imediatamente à direção da Unidade
Prisional para providências e eventual elaboração de boletim de ocorrência pela Polícia Militar.
Parágrafo único. Toda irregularidade deve ser registrada no comunicado interno da Unidade Prisional.
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Art. 375. Constatada a regularidade da documentação e do estado físico do preso e realizada a revista em seus pertences, bem como devidamente
encaminhados os montantes em dinheiro, o custodiado receberá kit básico contendo:
I - uniforme composto por:
a) duas calças;
b) uma bermuda;
c) duas camisas de malha;
d) uma blusa de frio; e
e) um par de chinelos de dedo de qualquer marca, contudo, deverá ser do tipo convencional “havaianas”.
II - objetos pessoais:
a) um tubo de creme dental;
b) um rolo de papel higiênico;
c) uma barra de sabão;
d) uma escova dental;
e) um copo plástico;
f) uma colher plástica;
g) um lençol;
Art. 376. Finalizado o procedimento de entrega do kit, a admissão do preso será registrada no INFOPEN.
§ 1º Durante o registro da admissão no INFOPEN, o preso será submetido à entrevista detalhada, ocasião em que serão lançadas no referido
Sistema as seguintes informações: Profissão; estado civil; religião; escolaridade; procedência (urbana ou rural); endereço; alcunha (caso
possua); outra identificação (caso possua); documentos pessoais; e quando se tratar de presos oriundos da Polícia Federal ou de outros Estados,
enquadramento e localidade de ocorrência do fato/crime.
§ 2º Ainda durante o processamento da admissão no Sistema INFOPEN e após o procedimento da entrevista, não necessariamente nesta ordem, o
preso será despido e submetido ao procedimento biométrico para imediato lançamento das seguintes informações:
- características físicas; medidas corporais; descrição de tatuagens, caso possua; e sinais físicos particulares.
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Art. 378. A fotografia será providenciada tão logo o preso esteja devidamente uniformizado e com o cabelo cortado.
§ 1º O corte de cabelo será realizado por preso, previamente autorizado, o qual utilizará máquina pente número 03 (três) ou equivalente quando o
corte for realizado com tesoura.
§ 2º O corte de cabelo não será obrigatório para mulheres e para as pessoas de orientação sexual prevista na Resolução Conjunta nº 1, de 15 de abril
de 2014.
Art. 379. A foto será tirada com o preso de costas e de lado para a régua padronizada do Sistema Prisional, frente, perfil esquerdo e perfil direito;
§ 1º Na foto frontal o preso ostentará placa padronizado do Sistema Prisional contendo o número do INFOPEN prontamente exposto.
§ 2º A foto deverá ser registrada imediatamente no INFOPEN/Biometria.
Art. 381. Concluída a admissão e tendo realizado contato telefônico com familiares e advogado, o preso, de acordo com determinação do Diretor
de Segurança, será encaminhado à cela que lhe seja apropriada.
§ 1º A cela apropriada será a que atenda às peculiaridades de cada caso, de forma a favorecer e resguardar a integridade física e moral do preso e
de terceiros, bem como a segurança da Unidade Prisional.
§ 2º As peculiaridades mencionadas no § 1º deste artigo envolvem fatores como:
a) estado de saúde;
b) identificação de comparsas, inimigos e problemas de convivência com os demais presos; e
c) ocorrência de gravidez e condições gestacionais.
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Art. 382. Finalizado o procedimento de admissão, o Diretor Geral, de imediato, comunicará o ato ao Juízo Criminal e/ou de Execução Penal
competente, ou seja, o responsável pelo processo, devendo, também, ser oficiado o Juízo Criminal da Comarca em que se localiza a Unidade
Prisional.
Art. 383. Visando assegurar a integridade moral e física dos custodiados oriundos de outros Estados, da Justiça Federal e da Polícia Civil de
Minas Gerais, bem como a segurança dos visitantes, servidores e da própria Unidade Prisional, sem prejuízo da comunicabilidade dos presos com
seus familiares, fica instituído período de 10 (dez) dias de observação e adaptação.
Art. 385. A acolhida é o procedimento por meio do qual o preso recém-admitido toma ciência dos seus direitos e deveres e das normas
institucionais, bem como dos serviços de atendimento que lhe serão oferecidos durante sua permanência no Sistema Prisional.
Art. 387. A Acolhida será realizada, preferencialmente, no dia da admissão do preso ou no prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis.
Art. 389. Considera-se Ressocialização do Preso o resultado alcançado face ao cumprimento de programação individualizada estruturada a partir
do trabalho da Comissão Técnica de Classificação e desenvolvida mediante ações de equipe multidisciplinar, quais sejam:
Assistência jurídica; assistência à saúde e psicossocial; assistência educacional; assistência religiosa e no campo das políticas sobre drogas;
encaminhamento a atividades laborais; participação em atividades recreativas, culturais e de lazer; e contato com familiares por meio de visita,
correspondências e telefones.
Art. 390. Comissão Técnica de Classificação – CTC é o colegiado multidisciplinar responsável por elaborar, dirigir, orientar, coordenar,
controlar, analisar e acompanhar a evolução do Programa Individualizado de Ressocialização - PIR, zelando pelo cumprimento dos seus
objetivos.
As reuniões da CTC ocorrerão semanalmente.
Art. 392. As reuniões da CTC serão presididas pelo Diretor Geral da Unidade Prisional e documentadas e registradas em ata pelo gerente da
CTC.
Art. 393. O Programa Individualizado de Ressocialização - PIR é o conjunto de propostas multidisciplinares estruturadas a partir do
levantamento de informações relevantes relativas à vida e situação processual do preso, com vistas ao efetivo acompanhamento de sua trajetória
pelo Sistema Prisional, com fulcro na rigorosa observância e desenvolvimento de ações voltadas para a perspectiva de reintegração do custodiado
ao meio familiar e social.
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Art. 395. Expirada sua validade de 12 (doze) meses, o PIR será reavaliado para fins de possíveis adequações e ajustes ou mesmo de reelaboração
das propostas de atendimentos e acompanhamento da execução penal pelas áreas técnicas, pela área de segurança e assessoria de inteligência,
restando renovado o prazo de sua vigência por igual período.
§ 1º Conquanto o prazo de vigência do PIR seja de 12 (doze) meses, o lapso temporal máximo entre um atendimento e outro será de 06 (seis)
meses, assegurando a prestação anual de, no mínimo, 02 (dois) atendimentos ao preso pelas áreas técnicas, pela área de segurança e assessoria de
inteligência.
Art. 398. A classificação e elaboração do PIR deverão ser concluídas no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data de admissão do preso e,
mediante justificativa, prorrogáveis por igual período.
Art. 406. Os Técnicos da área de saúde e psicossocial e área jurídica deverão atender o preso, mesmo antes da classificação, caso haja necessidade.
Art. 412. Nos casos de transferência, dar-se-á prioridade à classificação do preso que ainda não havia passado pelo processo de CTC em sua
Unidade Prisional de origem e que se encontrava:
I - inserido em alguma relação de trabalho;
II – matriculado em instituição de ensino.
Art. 413. A elaboração do PIR ocorrerá após a classificação do preso por todos os Núcleos de Atendimento, de Segurança e de Inteligência,
respeitado o prazo total para ambas as etapas, de 30 (dias), contados da data de admissão do custodiado e, mediante justificativa, prorrogáveis por
igual período.
Art. 426. A evolução do PIR consiste na execução e acompanhamento do programa individualizado de ressocialização mediante atendimentos
rotineiros e cumprimento das propostas de trabalho dos profissionais técnicos, conforme acordado na reunião da CTC.
Art. 431. Os atendimentos da saúde e psicossocial, de caráter preventivo e/ou curativo, compreendem o trabalho referente à politicas sobre drogas
e os atendimentos médicos, psicológicos, odontológicos e farmacêuticos, bem como os de enfermagem, terapia ocupacional e serviço social.
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Parágrafo único. Os Agentes de Segurança Penitenciários são responsáveis por escoltar o profissional da saúde durante sua incursão nos
pavilhões e/ou alas e/ou galerias, a fim de proceder à administração da medicação devidamente prescrita.
Art. 436. Será garantida aos presos a oportunidade de participação nos grupos de apoio e prevenção sobre drogas, tais como:
- Alcoólicos Anônimos - AA; - Narcóticos Anônimos - NARANON; - Pastoral da Sobriedade; e outros grupos ou programas congêneres.
Art. 437. As ações desenvolvidas pelo Núcleo de Ensino e Profissionalização têm por objetivo garantir formação educacional e profissional, bem
como garantir possibilidades de inserção do preso em atividades socioculturais, artísticas e esportivas, visando à sua reintegração social.
Art. 442. A educação básica e a qualificação profissional são obrigatórias para os presos condenados, devendo ser consideradas suas aptidões
conforme demandas das escolas e oficinas de trabalho instaladas nas Unidades Prisionais.
Art. 458. O acompanhamento jurídico consiste no controle pontual e atualizado da situação processual do preso com vistas ao requerimento de
documentos jurídicos para instruir o PGPJ, bem como ao acionamento do Poder Judiciário, quando do preenchimento de requisitos objetivos e
subjetivos necessários ao deferimento de benefícios legais alcançados no decorrer da execução penal.
Art. 474. Entende-se por lazer no contexto do Sistema Prisional o banho de sol, a visitação e as atividades programadas e elaboradas em
conjunto pelas equipes técnica e de segurança.
Art. 475. Decorridos 12 (doze) meses da elaboração do PIR, o preso será submetido a novas entrevistas por todas as áreas técnicas, a fim de
avaliar sua evolução.
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Art. 479. As salas de atendimentos e as de aula, bem como as oficinas de trabalho devem ser estruturadas de modo a possibilitar a vigilância por
parte do Agente de Segurança Penitenciário, ao qual, via de regra, cumpre manter o preso dentro do seu campo de visão.
Art. 480. Parágrafo único. As movimentações de presos para atendimento serão realizadas, preferencialmente, entre 08h 00m e 17h 00m,
contudo, o horário poderá ser flexibilizado nos casos de:
I - assistência educacional permitida pela autoridade competente;
II - atendimento jurídico realizado por advogado particular;
III - atendimento à saúde, que será realizado sempre que necessário;
IV - trabalho do preso, com observância da natureza do serviço a ser executado;
V – urgência e emergência; e
VI - autorização do Diretor Geral.
Art. 481. Todos os pertences dos presos, ou a eles encaminhados, devem passar por vistorias antes de lhes serem entregues, direcionados a outros
setores ou ficarem armazenados no próprio Setor de Censura.
Art. 482. Os presos poderão receber, quinzenalmente, itens de complementação das necessidades básicas de higiene e alimentação, além de
material para artesanato.
§ 1º O recebimento, via correios, de itens de complementação previstos neste Regulamento, somente será permitido para presos cujos familiares
morem a mais de cem quilômetros da Unidade Prisional.
§ 2º Em se tratando de medicamentos com prescrição médica e documentos, ainda que os familiares morem a menos de cem quilômetros da
Unidade Prisional, poderá ocorrer o recebimento via correios.
§ 5º Os objetos e materiais lícitos, porém excedentes ou não permitidos, ficarão sob custódia da Unidade Prisional até que a pessoa autorizada
pelo preso os recolha, mediante a assinatura do Termo de Restituição.
§ 6º Os itens excedentes ou não permitidos deverão ser retirados no prazo de 30 (trinta) dias contados a partir do recebimento do objeto,
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prorrogável por igual período.
§ 7º Expirado o prazo de que trata o § 6º deste artigo e não havendo comparecido nenhum responsável para a retirada dos pertences ou não sendo
possível localizá-lo, os bens serão descartados ou doados, mediante recibo de instituição beneficiada, contudo, cumpre salientar que as regras em
comento não se aplicam a joias, dinheiro, pedras preciosas e similares.
Art. 484. O recebimento e/ou repasse de pertences, salvo medicamentos e documentos, poderão ser suspensos, interrompidos ou adiados caso o
Diretor Geral julgue que o procedimento esteja colocando em risco a segurança da Unidade.
Art. 486. É defeso aos ASPs (é proibido), bem como aos demais servidores ou prestadores de serviço, a realização de compras para os presos.
Parágrafo único. Os servidores do setor administrativo, quando autorizado pelo Diretor Geral, poderão comprar para os presos, à titulo de
complementação, itens de necessidades básicas.
Art. 487. Serão vistoriados e, estando em conformidade com as regras de segurança, entregues aos presos os seguintes itens de complementação
às necessidades básicas:
I – de higiene:
a) aparelho de barbear: feito de material plástico;cabo vazado;máximo de duas lâminas; e reposição condicionada à devolução do usado.
b) desodorante em forma de creme;
c) shampoo 350 ml;
d) condicionador ou creme de cabelo 350 ml;
1. gel dental: forma líquida; e embalagem transparente de 100 g;
e)escova dental simples, cuja reposição se condiciona à devolução da usada;
f) sabonete em barra 90 g;
g) hidratante corporal 200 ml;
h) esponja de banho em tamanho máximo de 15 cm ou bucha vegetal sem forro em tamanho máximo de 15 cm;
i) papel higiênico;
j) um cortador de unha sem lixa, com entrega condicionada à devolução do anterior;
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k)um pente de plástico;
l) absorvente íntimo externo;
m)sabão em pó; e
n) pano de chão, cuja entrega se condiciona a troca.
II – de alimentação:
1. bolacha: sem recheio; tipo água e sal; maizena ou amanteigado; e máximo 800 gramas.
a) suco em pó adoçado de no máximo 01 kg.
III - diversos:
a) 10 (dez) envelopes;
b) 10 (dez) selos de tarifa comercial;
c) 01 (uma) caneta azul ou preta transparente, cujo recebimento se condição à devolução da anterior;
d) 01 (um) caderno tipo brochura com 96 (noventa e seis páginas);
e) 10 (dez) maços de cigarro;
f) cartão telefônico, quando se tratar de Unidade em que seja autorizado;
g) 01 (um) isqueiro transparente - exceto BIC – cuja reposição se condiciona à devolução do usado;
h) 01 (um) livro - exceto conteúdo pornográfico, cujo recebimento se condiciona à devolução do anterior; e
i) 01 (uma) Bíblia pequena de capa mole e sem zíper.
§ 1º Os itens constantes dos incisos deste artigo serão repostos periodicamente, mantida a quantidade e especificações descritas.
§ 2º A reposição de qualquer um dos itens de complementação, decorrente de uso inadequado, dependerá de autorização do Diretor de Segurança.
Art. 488. A relação de itens complementares às necessidades básicas poderá, desde que autorizado pela Diretoria de Atendimento ao Preso e pela
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Diretoria de Segurança da Unidade Prisional, ser acrescida em:
I – 01 (um) par de chinelos de dedo de qualquer marca, contudo, deverá ser do tipo convencional “havaianas”;
II – 01 (uma) calça de moletom vermelha sem estampas e lisa, bem como sem acolchoamento e zíperes;
III – 01 (uma) camisa de malha vermelha sem estampa e lisa;
IV – 01 (uma) blusa de frio de moletom vermelha, lisa e sem estampa ou acolchoamento ou forro, bem como sem capuz e zíperes;
V – peças de roupa íntima, se homem:
a) 04 (quatro) cuecas; e
b) 02 (dois) pares de meias comuns, vedado o meião de jogador de futebol. VI – peças de roupa íntima, se
mulher:
a) 04 (quatro) calcinhas sem detalhe;
b) 04 (quatro) soutiens sem aro ou detalhe; e
c) 02 (dois) pares de meias comuns, vedado o meião de jogador de futebol.
Parágrafo único. Além dos itens elencados neste artigo será permitida a entrada de 04 (quatro) fotografias de familiares, vedado conteúdo
erótico ou pornográfico e 01 (uma) televisão de até 22 (vinte e duas) polegadas, contudo, não poderá haver mais que 01 (um) aparelho em cada
cela.
Art.489. Parágrafo único. Nas Unidades Prisionais femininas ou destinadas ao público homossexual, todos os materiais de beleza autorizados
pelo Diretor Geral permanecerão no Setor de Censura, que os entregará aos presos em dias e horários previamente agendados.
Art. 490. Os valores depositados em beneficio dos presos ficarão retidos, mediante recibo, no Núcleo de Finanças da Unidade Prisional, uma vez
que não é permitida a posse de dinheiro nas celas.
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Art. 491. A comunicação com o mundo exterior será permitida, todavia, sempre que houver quaisquer suspeitas, as correspondências, sejam as
recebidas ou as que serão expedidas, deverão ser vistoriadas.
§ 2º As cartas serão enviadas por meio de selo comercial e, por consequência, deverão pesar no máximo 20 g, o equivale a aproximadamente três
folhas.
Art. 492. O NAF *( NÚCLEO DE ASSISTÊNCIA À FAMÍLIA DO PRESO) visa humanizar e tornar mais eficiente o atendimento aos
familiares dos presos, bem como aperfeiçoar a metodologia de cadastramento dos interessados em se credenciarem como visitantes aos presos.
Art. 501. O prazo para fornecimento de quaisquer documentos pelo NAF, assim como nas Unidades Prisionais será de 08 (oito) dias, prorrogável
por igual período mediante comunicação ao interessado.
Art. 505. O processo de cadastramento e credenciamento do visitante deverá ser concluído em no máximo 10 (dez) dias úteis a contar da
solicitação do interessado, de modo a possibilitar a tramitação dos documentos e apreciação do Assistente Social da Unidade Prisional.
Parágrafo único. As solicitações para cadastramento e credenciamento serão recebidas de 09h e 00m as 16h e 00m, em dias úteis, na Unidade
Prisional em que esteja o preso a ser visitado.
Art. 506. Uma vez autorizado, o credenciamento terá validade de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias e, findado este período, o visitante, caso
tenha interesse, se submeterá a novo processo de cadastramento e credenciamento.
Art. 508. Conforme previsto na Lei Federal de Execução Penal, constitui direito dos presos o recebimento de visitas do cônjuge, da companheira
ou companheiro, de parentes e amigos em dias determinados.
Art. 510. Cada preso só poderá ter credenciado 01 um visitante como cônjuge, companheiro ou companheira para fins de visita íntima.
§ 1º Em caso de desconstituição do casamento ou união estável resultando no descredenciamento do (a) visitante, dever-se-á observar prazo
mínimo de 06 (seis) meses para que se inicie novo procedimento de cadastramento e credenciamento.
§ 2º Uma mesma visita não poderá ser cadastrada e credenciada como íntima para mais de um preso.
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Art. 511. Na modalidade visita social poder-se-á cadastrar e credenciar vários visitantes, contudo, quando da efetivação do ato de visitação, a
entrada ficará limitada a 02 (dois) adultos.
§ 2º Os filhos com 18 (dezoito) anos incompletos, devidamente cadastrados e credenciados, desde que acompanhados do responsável legal ou,
nas hipóteses de acolhimento institucional, pela entidade responsável, independentemente de autorização judicial, nos termos da Lei 12.962, de
08 de abril de 2014, poderão entrar para visitar o pai ou mãe e não haverá limite preestabelecido quanto ao número deles por preso.
Art. 512. A solicitação de cadastramento e credenciamento será apresentada pelo interessado, pessoalmente, na Unidade Prisional onde pretenda
atuar como cooperador, juntamente com a seguinte documentação:
I - Carteira de Identidade e CPF;
II - comprovante de endereço residencial com data recente, de no máximo três meses, em seu nome ou em nome de parente de 1º grau;
e
III – carta de apresentação emitida por instituição religiosa e/ou de políticas sobre drogas devidamente constituída.
Art. 513. Para efeito de cadastro e credenciamento, o interessado em atuar como cooperador deverá preencher os seguintes requisitos:
I - ser maior de 18 (dezoito) anos de idade;
II - estar em situação de regularidade no país, se estrangeiro;
III - ser membro ativo da instituição religiosa e/ou de políticas sobre drogas a ser representada; e
IV – Não ter parente de até 4º grau preso em Unidade do Sistema Prisional.
Art. 514. O procedimento de cadastramento e credenciamento dos Advogados dos presos ocorrerá no dia da visitação.
§ 1º O Advogado deverá apenas apresentar Carteira da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, bem como prestar informações necessárias ao
controle institucional dos visitantes, em geral, que passam pelas Unidades Prisionais.
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DA VISITA SOCIAL
Art. 515. A visitação terá início às 8hs e 00m e término às 17h e 00m, porém, a entrada de visitantes poderá ocorrer até as 14h e 00m, no
máximo.
Parágrafo único. O encerramento da visitação poderá ocorrer ás 16hs00 mediante justificativa da Direção e anuência da SSPI.
Art. 516. A visitação será semanal ou quinzenal e poderá, a critério da Direção da Unidade Prisional, ocorrer no sábado ou no domingo,
limitando-se a entrada de O2 (dois) adultos.
Art. 517. Os dias de visitação que venham a incidir em datas festivas poderão ser alterados a critério do Diretor Geral, ouvido o Diretor de
Segurança e o Diretor de Atendimento ao Preso, devendo a SSPI ser informada das alterações.
Art. 519. Todos os visitantes, inclusive os menores de idade, devem passar por revista, sob pena de não poderem adentrar na Unidade Prisional.
Parágrafo único. A revista nos menores será acompanhada pelo respectivo responsável legal ou pessoa por ele indicada.
Art. 520. O visitante portador de deficiência física que o impeça de ser submetido à revista padronizada deste Regulamento poderá requerer
cadastramento e credenciamento para visita assistida, mediante apresentação de laudo técnico emitido por médico especialista.
Art. 522. É vedado *(proibido) ao visitante do preso adentrar à Unidade Prisional trajando:
I – bermuda ou short;
II – saias ou vestidos curtos, ou seja, acima do joelho;
III - roupas decotadas ou transparentes;
IV - camisas curtas, ou seja, acima do cós da calça;
V - camiseta sem manga;
VI - roupas justas ou insinuantes;
VII – roupas acolchoadas ou com forro;
VIII – roupas que tenham acima de 04 (quatro) bolsos;
IX – roupas com detalhes em metal;
X – roupas vermelhas ou pretas; e
XI – roupas íntimas com aro ou metais.
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Art. 523. O visitante não poderá usar cintos, capuz, boné, chapéu ou similares, bem como não poderá usar sapato fechado e/ou com solado
grosso e/ou com salto ou outros que sejam análogos.
§ 1º Será permitida a entrada apenas dos visitantes que estiverem usando chinelo de dedo convencional, de qualquer marca, contudo, deverá ser
semelhante ao chinelo “havaianas” simples.
§ 2º II – prendedores de cabelo serão permitidos desde que sejam do tipo “buchinha”.
Art. 524. O visitante não poderá trajar roupas que façam alusão a times de futebol ou apologia ao crime e/ou consumo de drogas, partidos
políticos, candidatos eletivos e forças de segurança, bem como não poderão se apresentar usando trajes similares aos utilizados:
I – pelas Forças Armadas;
II – pelos Agentes de Segurança Penitenciários; e
III – pelas Polícias Militar ou Civil.
Art. 527. Será permitido ao visitante social adentrar na Unidade Prisional de posse de alimentos, desde que estes estejam em vasilhames plásticos
transparentes, ficando proibida a entrada de:
I - alimentos que contenham recheio e/ou cobertura;
II - alimentos com osso, espinho ou caroço;
III – alimentos como:
a) salada de maionese;
b) macarronese;
c) estrogonofe e/ou salpicão com maionese; e
d) similares.
IV - alimento com muito caldo ou gordura;
V – alimentos ácidos, como vinagrete ou similares;
VI - alimentos em pó, tais como:
a) farinha;
b) leite;
c) achocolatado;e
e) similares.
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VII - bebidas com qualquer teor alcoólico;
VIII - suco embalado em caixinhas;
IX - iogurtes em geral;
X - doces com aspecto heterogêneo:
a) como os que contenham pedaços ou camadas; e
b) similares.
XI - frutas cítricas, abacaxi e uva;
XII - feijão com qualquer tipo de mistura:
XIII - quaisquer tipos de condimento e tempero;
XIV - uvas passas;
XV - azeitonas;
XVI - óleo ou azeite;
XVII - torresmo e bacon;
XVIII - queijo, exceto muçarela fatiada.
XIX - refrigerante de coloração escura; e
XX – embutidos:
a) salsicha;
b) linguiça; e
c) similares.
§ 2º O total de alimentos limita-se ao consumo do dia e não poderá ultrapassar cinco quilogramas por preso, vedada sua estocagem nas celas.
Art. 528. As bebidas serão limitadas, por preso, a:
I – 02 (dois) litros de refrigerante e/ou suco; e
II – 01 (um) litro de água mineral.
Art. 530. É proibida a entrada de talheres de metal e/ou vasilhames e/ou copos de vidro, os quais devem ser descartáveis.
Art. 532. No dia da visitação será permitida a entrada dos seguintes itens, por criança:
I – 03 (três) mamadeiras;
II – 02 (duas) mudas de roupa extra;
III – 04 (quatro) fraldas descartáveis;
IV - lenços umedecidos em quantidade suficiente para uso no dia.
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DA GARANTIA DA SEGURANÇA DURANTE A VISITAÇÃO SOCIAL
Art.533. Parágrafo único. O preso poderá permanecer no pátio somente enquanto seus visitantes estiverem presentes, devendo ser revistado e
reconduzido à cela imediatamente após a saída dos mesmos.
Art. 534. Todos os presos serão revistados antes e após a visita.
Art. 535. É vedado ao preso levar para local próprio de visitação qualquer objeto de sua cela.
Art. 536. É vedado ao preso e aos visitantes estender lençóis ou cobertores nos pátios de modo a dificultar a visão e a ação da equipe de
segurança da Unidade.
Art. 537. É vedada a prática de atos libidinosos durante a visitação social, sob pena de suspensão e/ou descredenciamento do visitante e
comunicação ao Conselho Disciplinar da Unidade Prisional para providências em relação ao preso.
Art. 538. Ao visitante é proibido entrar ou sair dos banheiros portando quaisquer objetos durante a realização da visita.
Art. 541. Parágrafo único. O menor casado poderá realizar visita social ao cônjuge sem acompanhamento de responsável legal e não necessitará
autorização judicial.
DA VISITAÇÃO ÍNTIMA
Art. 542. A visita íntima nas Unidades Prisionais cuja estrutura física seja apropriada ocorrerá nos dias úteis e dentro do horário que vai das 18h
e 00m às 06h e 00.
Art. 544. Terão direito à visita íntima apenas os casados ou os que tenham escritura pública registrada em cartório ou sentença judicial
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declaratória de reconhecimento de união estável, vedado o acesso de namorados (as) a essa modalidade de visitação.
Art. 545. Na visitação íntima o visitante poderá adentrar na Unidade portando os seguintes pertences:
I – 01 (um) lençol;
II – 01 (uma) escova dental;
III – 01 (um) gel dental;
IV – 01 (uma) toalha;
V – 01 (um) sabonete; e
VI - 01 (um) conjunto de roupa íntima além da que estiver trajando.
Art. 547. É proibida a visita íntima por menor de 18 (dezoito) anos, salvo se legalmente casado com o preso a ser visitado.
DA VISITA ASSISTIDA
Art. 549. A visita assistida ocorrerá mediante análise de sua necessidade e conveniência pelo Corpo Técnico e após autorização da Direção da
Unidade Prisional.
Art. 550. A visita assistida será previamente agendada de acordo com a disponibilidade dos profissionais que integram o Corpo Técnico da
Unidade Prisional, observada a ordem cronológica das solicitações.
§ 3º A visita assistida terá duração máxima de meia hora e será acompanhada por um Agente de Segurança Penitenciário.
Art. 551. Qualquer visitante poderá solicitar visitação assistida, contanto que não tenha possibilidades de realizar a visita social e comprove
formalmente tal impossibilidade.
Art. 552. É vedado ao visitante levar alimentação para a visita assistida.
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DA VISITAÇÃO ENTRE PRESOS
Art. 553. Será permitida visitação social ou íntima entre os presos da mesma Unidade Prisional, desde que autorizado pela Comissão Técnica de
Classificação – CTC.
Art. 555. A visitação íntima entre presos da mesma Unidade Prisional independerá do fator orientação sexual, contudo, somente será autorizada
quando entre cônjuges ou entre indivíduos que possam comprovar união estável.
Art. 559. As pessoas que pretendam fazer visita em Unidades Prisionais da SUAPI e que tenham pendências em instituições policiais e/ou
perante o Poder Judiciário terão sua situação considerada da seguinte forma:
I – mero registro policial não configura restrição à visitação;
II – antecedentes criminais sem condenação: neste caso o visitante será cadastrado e credenciado, contudo, será alvo de especial
atenção quando da realização da visitação;
III – condenação em cumprimento de pena restritiva de direitos: neste caso o visitante será cadastrado e credenciado, contudo, será
alvo de especial atenção quando da realização da visitação;
IV – condenação baixada ou registro de INFOPEN: neste caso o visitante será cadastrado e credenciado, contudo, será alvo de especial
atenção quando da realização da visitação;
V – condenação em cumprimento de pena privativa de liberdade em regime aberto ou semiaberto ou gozo de saída temporária: nestes o
Diretor Geral poderá conceder visita assistida em dia ou horário diverso das demais modalidades de visitação, preferencialmente, com
o acompanhamento do Assistente Social;
VI – prisão domiciliar ou livramento condicional:
a) em se tratando de cônjuge, descendente ou irmão, o cadastramento e o credenciamento para visitação só poderá ocorrer decorrido o
prazo de 60 (sessenta) dias contados do desligamento do preso;
b) na hipótese de união estável, o cadastramento e o credenciamento para visitação só poderá ocorrer decorrido o prazo de 01 (um) ano
contados do desligamento do preso e, em caso de reincidência, a suspensão será contada em dobro; e
c) quanto às demais situações, o cadastramento e o credenciamento para visitação só poderá ocorrer decorrido o prazo de 06 (seis)
meses contados do desligamento do preso.
d) no caso de visitantes com histórico de detenção por tentativas de adentrar a Unidade Prisional com objetos proibidos e/ou ilícitos, a
visitação ficará suspensa pelo prazo de 06 (seis) meses a contar da data do fato.
e) Quando o cadastro for realizado pelo NAF, a Coordenação do mesmo deverá informar à direção da Unidade Prisional acerca das
restrições.
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DA VISITAÇÃO AO PRESO HOSPITALIZADO
Art. 560. O preso hospitalizado, quando se encontrar em iminente risco de morte ou demandar internação por mais de 07 (sete) dias, poderá
receber visita social do cônjuge, companheiro ou companheira, pais e filhos, todavia tal visitação fica condicionada à autorização do Diretor
Geral da Unidade Prisional em que o preso estiver admitido, ouvidos o Diretor de Segurança, o Diretor de Atendimento ao Preso e o Assessor de
Inteligência, os quais deverão considerar, entre outros fatores de ordem técnica e critérios objetivos, o grau de periculosidade do preso.
Art. 561. A visita ao preso hospitalizado, em decorrência da maior exposição do preso e dos Agentes de Segurança Penitenciários, bem como em
razão dos riscos a que ficam sujeitos os pacientes, funcionários, visitantes e demais pessoas que transitam no ambiente hospitalar, dar-se- á com
algumas restrições, a saber:
I – cada preso hospitalizado poderá receber 01 (um) visitante adulto;
II – a duração da visita será, no máximo, de 01 (uma) hora, compreendida dentro do horário de visitação do hospital, todavia quando as
normas do hospital estipularem menor período de tempo para permanência do visitante prevalecerá o estabelecido pela instituição
hospitalar; e
III – a partir do 8º (oitavo) dia de internação, o preso poderá fazer jus a, no máximo, 01 (um) dia de visitação a cada semana, respeitado
o procedimento previsto nesta subseção.
§ 1º A cada dia de visitação, o preso poderá receber 01 (um) adulto.
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DA VISITAÇÃO DOS COOPERADORES RELIGIOSOS E DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS
Art. 563. Em cada Unidade Prisional o Diretor Geral designará espaço para visitação e assistência religiosa aos presos, denominado "Espaço
Ecumênico e Inter-religioso".
Art. 566. A visitação de Cooperadores Religiosos e de Políticas sobre drogas será realizada dentro do horário compreendido entre 08h e 00m as
16h e 00m, preferencialmente nos dias úteis e específicos a serem determinados pelo Diretor Geral da Unidade Prisional.
Art. 571. Não será permitido ao cooperador atuar em Unidade Prisional em que exista preso com o qual tenha parentesco até o 4º (quarto) grau.
Art. 577. Será de 60 (sessenta) minutos, contados do ingresso no espaço reservado, o tempo para a realização da atividade ou assistência.
Parágrafo único. Nas Unidades Prisionais com capacidade superior a 1.000 (um mil) presos, o tempo de que trata o caput deste artigo poderá ser
de até 120 (cento e vinte) minutos.
Art. 582. O número de cooperadores a terem acesso aos presos no dia da visitação será de no mínimo 02 (dois) e no máximo 06 (seis) por
instituição representada.
§ 1º Nas Unidades Prisionais com a capacidade superior a 1.000 (um mil) presos, o número de que trata o caput deste artigo será de até 10 (dez)
cooperadores por instituição representada.
DA VISITA DO ADVOGADO
Art. 586. A revista corporal nos Advogados, quando em atendimento nas Unidades Prisionais, limitar-se-á ao procedimento realizado com
Detector de Metais.
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DA VISITAÇÃO EM GERAL
Art. 588. Os visitantes que venham a praticar condutas não permitidas serão suspensos, mediante ato fundamentado do Diretor Geral da Unidade
Prisional, por período que poderá variar de 01 (um) dia a 06 (seis) meses, dependendo da gravidade da ilicitude cometida.
Art. 590. Será garantida a preferência de ingresso na Unidade Prisional aos visitantes portadores de deficiência, gestantes ou maiores de 60
(sessenta) anos.
Art. 593. É vedado ao servidor/prestador de serviço da Unidade Prisional intermediar qualquer tipo de visita aos presos.
Art. 597. No momento da visitação o ASP responsável pela revista deverá informar ao visitante que caso sejam encontrados objetos cujo porte
possa configurar crime haverá a lavratura de boletim de ocorrência policial, bem como condução à Delegacia de Polícia para demais
providências.
Art. 603 É proibido o registro e/ou veiculação de quaisquer imagens ou áudios do interior das Unidades Prisionais em redes sociais, blogs e
outros meios de comunicação, digitais ou não.
Art. 606. O preso permanecerá recolhido à sua cela sempre que não estiver:
I - trabalhando ou estudando;
II – em atividades recreativas ou de lazer; e
III - em atendimento ou entrevista.
Art. 607. Durante o período compreendido entre 22h e 00m e 06h e 00m, os presos obedecerão ao “horário de silêncio” e deverão manter
desligados quaisquer aparelhos eletrônicos, salvo mediante autorização da direção.
Art. 610. Não será permitido qualquer tipo de negociação ou comercialização no interior da Unidade Prisional.
Art. 611. Não será reconhecida qualquer liderança exercida por preso, haja vista que todos dispõem de meios para formular pleitos à Direção da
Unidade Prisional.
Art. 614. A inclusão do protocolo de apuração de faltas disciplinares neste Regulamento Geral destina-se a padronizar nas Unidades Prisionais da
Subsecretaria de Administração Prisional, da Secretaria de Estado da Defesa Social de Minas Gerais, para a realização do Conselho Disciplinar,
normas básicas de conduta e disciplina dos presos, bem como seus direitos e deveres.
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§ 1º Estão sujeitos ao Regulamento Disciplinar os condenados à pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos, bem como o preso
provisório e pessoa sob monitoração eletrônica, sendo que este último, apenas naquilo que couber.
§ 2º - Também estão sujeitos à disciplina carcerária os presos sob a guarda ou custódia de servidores da Subsecretaria de Administração Prisional
ou de outras autoridades e seus agentes, nos seguintes casos:
I – durante a sua movimentação fora da Unidade Prisional;
II – durante o seu internamento em unidades de saúde; e
III- durante as audiências perante autoridades administrativas, legislativas ou judiciárias.
Art. 615. A disciplina consiste no cumprimento da ordem, na obediência às determinações das autoridades e no desempenho do trabalho.
Art. 616. Toda falta disciplinar cometida pelo preso e as respectivas sanções serão imediatamente lançadas no Sistema de Informação, assim
como o elogio e a recompensa por ele recebida.
Art. 617. O preso que, de qualquer modo, concorra para a prática de infração disciplinar incide na pena a ela cominada na medida de sua
culpabilidade.
§ 1º Pune-se a tentativa com a sanção correspondente à falta consumada.
§ 2º Nas faltas graves e violações por monitoração eletrônica, o Diretor Geral as representará ao Juiz da Execução para os fins dos artigos 118,
inciso I, 125 e 127 da Lei. 7.210 de 11/07/84.
Art. 618. Nenhum preso poderá desempenhar função ou tarefa disciplinar ou de liderança na unidade prisional.
Art. 619. O condenado à pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos e o preso provisório e em monitoração eletrônica, no início da
execução da pena ou da prisão, será cientificado das normas disciplinares da Subsecretaria de Administração Prisional.
Art. 620. Aplica-se ao preso provisório e ao submetido à medida de segurança e ou monitoração eletrônica, no que couber, o disposto neste
Regulamento.
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DOS DEVERES
Art. 621. Cumpre ao condenado, além das obrigações legais inerentes ao seu estado, submeter-se às normas de
execução da pena ou da medida de segurança.
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DOS BENEFÍCIOS
Art. 629. São benefícios:
I - o elogio; e
II - a concessão de regalias.
Art. 630. As concessões de benefícios têm em vista a não ocorrência de faltas disciplinares, o comportamento do preso, sua colaboração com a
disciplina e a sua dedicação ao trabalho e ao estudo.
Art. 631. A Comissão Técnica de Classificação, por proposta escrita de Diretor ou funcionário da Unidade Prisional, avaliará a concessão do elogio
ao preso que se destacar, bem como o comportamento do preso. Parágrafo único. A publicidade do elogio deverá levar em conta a integridade física
do preso.
Art. 632. O Diretor Geral da Unidade Prisional, levando em consideração a conduta e disciplina do preso, poderá fazer as seguintes concessões e
regalias:
I - visitas extraordinárias;
II - participação em práticas e espetáculos educativos e recreativos promovidos pela Unidade Prisional, tais como:
a) frequência à prática de esportes no âmbito da Unidade Prisional;
b) assistir a espetáculos artísticos, culturais ou de entretenimento; e
c) utilização da biblioteca ou empréstimo de livros para serem lidos na própria cela para os presos que não estudam.
III - utilização de aparelhos de rádio e televisão, de propriedade do preso, na própria cela, nos termos deste Regulamento.
Art. 633. Os benefícios serão gradativos e relacionados ao índice de aproveitamento das atividades escolares e laborativas, ao grau de adaptação
social e ao comportamento do preso.
Art. 634. Os benefícios não se aplicam ao preso incluído no Regime Disciplinar Diferenciado ou àquele que estiver cumprindo qualquer sanção
disciplinar.
Art. 635. São faltas disciplinares todas as ações e omissões que infrinjam este Regulamento.
Art. 636. Quando em um mesmo ato ocorrerem mais de uma falta, estas deverão ser julgadas na mesma sessão aplicando-se cumulativamente
a sanção.
Art. 637. Quando houver mais de uma falta, cometidas em momentos distintos, o julgamento se fará em seções distintas.
§ 1º Quando a soma das sanções ultrapassar 30 (trinta) dias, o infrator deverá cumprir 30 (trinta) dias de isolamento com intervalo de 10 (dez)
dias de convívio geral, para posterior cumprimento da sanção remanescente, sempre respeitando o intervalo de 10 dez dias, entre o cumprimento
de uma sanção e outra.
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§ 2º O período de isolamento sucessivo não poderá ser superior ao previsto no art. 52, I, da Lei Federal nº 7.210/1984.
Art. 52. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, quando ocasionar subversão da ordem ou disciplina internas,
sujeitará o preso provisório, ou condenado, nacional ou estrangeiro, sem prejuízo da sanção penal, ao regime disciplinar diferenciado, com as
seguintes características: I - duração máxima de até 2 (dois) anos, sem prejuízo de repetição da sanção por nova falta grave de mesma espécie;
Art. 638. Sempre que a falta disciplinar constituir fato delituoso, o Diretor Geral da Unidade Prisional deverá comunicá-la imediatamente à
autoridade policial, sem prejuízo da sanção disciplinar cabível.
Art. 639. As faltas disciplinares, segundo sua natureza, classificam-se em leves, médias e graves.
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DAS MEDIDAS CAUTELARES
Art. 644. O Diretor Geral da Unidade Prisional pode determinar, por ato motivado, o isolamento preventivo do preso, por período não superior a
10 (dez) dias. Parágrafo único. O isolamento preventivo só é possível quando houver indícios fundamentados da iminência ou do cometimento de
infração disciplinar grave, bem como para assegurar a disciplina, a integridade física dos custodiados e a segurança da Unidade Prisional.
Art. 645. A medida cautelar pode ser aplicada pelo Diretor Geral, de ofício ou a pedido do custodiado, quando houver risco a sua integridade física
ou moral.
§ 1º A Subsecretaria de Administração Prisional deverá adotar providências necessárias para a garantia da segurança coletiva e individual dos
custodiados que estiverem submetidos a medidas cautelares.
§ 2º A medida será sempre reversível quando cessada a ameaça ou a requerimento do custodiado.
Art. 646. O preso em cumprimento de medida cautelar deverá ser separado do convívio geral.
Art. 647. O tempo de isolamento preventivo do infrator será sempre computado na sanção disciplinar aplicada.
Art. 648. A sanção disciplinar objetiva preservar a disciplina e tem caráter preventivo e educativo.
Art. 649. Não haverá falta nem sanção disciplinar sem expressa e anterior previsão legal ou regulamentar.
Art. 650. São proibidos, como sanções disciplinares, os castigos corporais, clausura em cela escura, sanções coletivas, bem como toda punição
cruel, desumana, degradante e qualquer forma de tortura.
Art. 651. Aplicam-se aos presos infratores as seguintes sanções disciplinares:
I - advertência verbal;
II - repreensão;
III - suspensão ou restrição de direitos – vide artigo 627, parágrafo único, deste Regulamento;
IV - isolamento na própria cela ou, quando se tratar de preso que esteja em cela coletiva, em local adequado, respeitadas as possibilidades das
Unidades Prisionais, dadas as características físicas de cada uma; e
V - inclusão no regime disciplinar diferenciado, conforme disposição legal.
Art. 652. As sanções dos incisos I a IV do artigo anterior serão aplicadas por ato motivado do Diretor Geral da Unidade Prisional, ouvido o
Conselho Disciplinar, e a do inciso V, por prévio e fundamentado despacho do juiz competente.
Parágrafo único. A motivação para a inclusão do preso em regime disciplinar diferenciado dependerá de requerimento circunstanciado
elaborado pelo Diretor Geral da Unidade Prisional ou pelas Superintendências de Segurança Prisional e de Articulação Institucional e Gestão
de Vagas ou da Subsecretaria de Administração Prisional.
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Art. 653. A Unidade Prisional que não possuir cela própria para o cumprimento da sanção deverá providenciar uma cela de isolamento que
deverá ter as mesmas condições das celas comuns, com higiene, aeração e iluminação satisfatórias, bem como a assistência material.
Art. 654. Consideram-se sanções administrativas que podem ser aplicadas isoladamente ou cumulativamente com as sanções previstas no artigo
651 deste Regulamento:
I - perda ou suspensão de regalias, conforme disposições deste Regulamento;
II - suspensão de visitas concedidas em caráter de regalias; e
III - retenção de objetos. Parágrafo único. Os objetos retidos em virtude de sanção disciplinar, que não forem restituídos, deverão ficar à disposição
para a família, conforme regulamentação da Subsecretaria de Administração Prisional.
Art. 655. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave quando ocasionar subversão da ordem ou da disciplina interna e sujeita
o preso provisório ou condenado, sem prejuízo da sanção penal, ao Regime Disciplinar Diferenciado com as seguintes características:
I - duração máxima de trezentos e sessenta dias, sem prejuízo de repetição da sanção por nova falta grave da mesma espécie, até o limite de um
sexto da pena aplicada;
II - recolhimento em cela individual;
III - visitas semanais de duas pessoas, sem contar as crianças, com duração de duas horas; e
IV - o preso terá direito à saída da cela por 02 (duas) horas diárias para banho de sol.
Atenção: considerar o texto abaixo, pois a Lei de Execução Penal foi alterada pelo Pacote Anticrime e os respectivos artigos referentes ao
Regime Disciplinar Diferenciado:
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Art. 52. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, quando ocasionar subversão da ordem ou disciplina internas,
sujeitará o preso provisório, ou condenado, nacional ou estrangeiro, sem prejuízo da sanção penal, ao regime disciplinar diferenciado, com as
seguintes características: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
I - duração máxima de até 2 (dois) anos, sem prejuízo de repetição da sanção por nova falta grave de mesma espécie;(Redação dada pela Lei nº
13.964, de 2019)
II - recolhimento em cela individual;(Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
III - visitas quinzenais, de 2 (duas) pessoas por vez, a serem realizadas em instalações equipadas para impedir o contato físico e a passagem de
objetos, por pessoa da família ou, no caso de terceiro, autorizado judicialmente, com duração de 2 (duas) horas; (Redação dada pela Lei nº
13.964, de 2019)
IV - direito do preso à saída da cela por 2 (duas) horas diárias para banho de sol, em grupos de até 4 (quatro) presos, desde que não haja contato
com presos do mesmo grupo criminoso;(Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
V - entrevistas sempre monitoradas, exceto aquelas com seu defensor, em instalações equipadas para impedir o contato físico e a passagem de
objetos, salvo expressa autorização judicial em contrário; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
VI - fiscalização do conteúdo da correspondência; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
VII - participação em audiências judiciais preferencialmente por videoconferência, garantindo-se a participação do defensor no mesmo ambiente
do preso. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 1º O regime disciplinar diferenciado também será aplicado aos presos provisórios ou condenados, nacionais ou estrangeiros: (Redação dada
pela Lei nº 13.964, de 2019)
I - que apresentem alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
II - sob os quais recaiam fundadas suspeitas de envolvimento ou participação, a qualquer título, em organização criminosa, associação criminosa
ou milícia privada, independentemente da prática de falta grave. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 2º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 3º Existindo indícios de que o preso exerce liderança em organização criminosa, associação criminosa ou milícia privada, ou que tenha atuação
criminosa em 2 (dois) ou mais Estados da Federação, o regime disciplinar diferenciado será obrigatoriamente cumprido em estabelecimento
prisional federal. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 4º Na hipótese dos parágrafos anteriores, o regime disciplinar diferenciado poderá ser prorrogado sucessivamente, por períodos de 1 (um) ano,
existindo indícios de que o preso: (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
I - continua apresentando alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal de origem ou da sociedade; (Incluído pela Lei nº
13.964, de 2019)
II - mantém os vínculos com organização criminosa, associação criminosa ou milícia privada, considerados também o perfil criminal e a função
desempenhada por ele no grupo criminoso, a operação duradoura do grupo, a superveniência de novos processos criminais e os resultados do
tratamento penitenciário. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
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§ 5º Na hipótese prevista no § 3º deste artigo, o regime disciplinar diferenciado deverá contar com alta segurança interna e externa,
principalmente no que diz respeito à necessidade de se evitar contato do preso com membros de sua organização criminosa, associação criminosa
ou milícia privada, ou de grupos rivais. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 6º A visita de que trata o inciso III do caput deste artigo será gravada em sistema de áudio ou de áudio e vídeo e, com autorização judicial,
fiscalizada por agente penitenciário. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 7º Após os primeiros 6 (seis) meses de regime disciplinar diferenciado, o preso que não receber a visita de que trata o inciso III do caput deste
artigo poderá, após prévio agendamento, ter contato telefônico, que será gravado, com uma pessoa da família, 2 (duas) vezes por mês e por 10
(dez) minutos. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 1º O Regime Disciplinar Diferenciado também poderá abrigar presos provisórios ou condenados, nacionais ou estrangeiros, que apresentem
alto risco para a ordem e para a segurança da Unidade Prisional ou da sociedade.
§ 2º Estará igualmente sujeito ao regime disciplinar diferenciado o preso provisório ou o condenado sobre o qual recaiam fundadas suspeitas de
envolvimento ou participação, a qualquer título, em organizações criminosas, quadrilhas ou bando.
Art. 656. Observar-se-á, quando da introdução do Regime Disciplinar Diferenciado, no mínimo, os seguintes aspectos:
I - sistema de rodízio mensal entre os Agentes de Segurança Penitenciários que entrem em contato direto com os presos provisórios e condenados;
II - normas que assegurem o sigilo e demais dados pessoais dos Agentes de Segurança Penitenciários lotados nas Unidades Prisionais de segurança
máxima;
III - critérios restritivos de acesso dos presos provisórios e condenados aos meios de comunicação e de informação; e
IV - normas que disciplinem o cadastramento e agendamento prévio das entrevistas dos presos provisórios ou condenados com seus advogados,
regularmente constituídos nos autos da ação penal ou processo de execução criminal, conforme o caso.
Art. 657. No caso de motim, apurada a autoria, o Diretor Geral da Unidade Prisional, se julgar necessário e com anuência da autoridade
administrativa competente, providenciará a transferência do preso, comunicando-a ao juiz competente no prazo de até 24 (vinte quatro) horas.
Art. 658. Na aplicação das sanções disciplinares, levar-se-ão em conta a natureza, os motivos, as circunstâncias e as consequências do fato,
bem como a pessoa do faltoso e seu tempo de prisão.
Parágrafo único. Nas faltas graves aplicam-se as sanções previstas nos incisos III e IV do artigo 651 deste Regulamento.
Art. 659. O isolamento, a suspensão e a restrição de direitos não poderão exceder a 30 (trinta) dias, ressalvada a hipótese do Regime Disciplinar
Diferenciado.
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Art. 660. Todo isolamento deverá ser sempre comunicado ao juiz competente.
Art. 661. As sanções disciplinares poderão ser aplicadas isoladas ou cumulativamente.
Art. 662. São circunstâncias que atenuam a sanção:
I- ausência de falta anterior;
II - a pouca importância da participação do preso na falta;
III - a confissão espontânea;
IV - colaboração para a elucidação da falta; e
V – ter cometido a falta por motivo de relevante valor social ou moral.
Art. 663. São circunstâncias que agravam a sanção:
I - a reincidência;
II - a coação ou indução de outros presos à prática da falta;
III - a prática de falta pelo preso em virtude de confiança nele depositada;
IV - a ação em concurso com outro preso; e
V - a prática da falta em local público.
Parágrafo único. Será considerado reincidente o preso que tiver cometido qualquer outra falta disciplinar.
Art. 664. Extingue-se a punibilidade da sanção disciplinar, no âmbito administrativo, no prazo de 12 (doze) meses, a partir da data do
conhecimento do fato.
§ 1º Nos casos de fuga interrompem-se os prazos da extinção da punibilidade na data de sua ocorrência, voltando a contar a partir da data da
recaptura do preso.
§ 2º No caso de recaptura do preso, a Unidade Prisional deverá comunicar imediatamente ao juiz competente, à Superintendência de
Articulação Institucional e Gestão de Vagas e à Unidade Prisional na qual o preso se encontrava recolhido por ocasião da fuga solicitando o
prontuário e demais documentações necessárias, a fim de se instaurar o procedimento disciplinar.
§ 3º Na situação prevista no § 2º deste artigo, não serão solicitados prontuários e/ou outros documentos quando, por ocasião da implantação do
SIGPRI, já estiverem devidamente digitalizados e inseridos no Sistema.
Art. 665. A execução da sanção disciplinar será suspensa por motivo de saúde quando o órgão médico do Sistema Prisional assim o aconselhar,
em parecer acolhido pelo Diretor Geral da Unidade Prisional.
Art. 666. Será garantido ao preso, na execução de sanção disciplinar de isolamento, o direito de ir à escola, desde que a sanção disciplinar de
isolamento não tenha vínculo com a atividade educacional em que o mesmo estiver regularmente matriculado.
Parágrafo Único. Será assegurado ao preso, na execução de sanção disciplinar de isolamento, o banho de sol após o cumprimento de, no mínimo,
um terço da sanção, fato condicionado ao seu bom comportamento e a critério do Diretor Geral.
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Art. 667. É isento de sanção disciplinar o preso que praticar a falta em consequência de alteração comprovada de sua saúde mental.
Parágrafo único. Na hipótese de cometimento de falta disciplinar por preso internado em Unidade Médico-Prisional para cumprimento de
medida de segurança e tratamento psiquiátrico temporário, a Unidade deverá:
I - manter o preso provisoriamente isolado à disposição do profissional responsável pelo seu tratamento, resguardando a integridade física dos
demais pacientes;
II - providenciar para que o profissional responsável pelo tratamento do preso emita parecer sobre suas condições clínicas e mentais; e
III - encaminhar a ocorrência ao Conselho Disciplinar ou à Comissão Técnica de Classificação para que, com fulcro no parecer médico, deliberem
sobre o fato.
DA GRADAÇÃO DAS SANÇÕES DISCIPLINARES
Art. 668. A sanção será correspondente à falta cometida devendo ser observado as atenuantes e as agravantes.
Art. 669. É vedada a total incomunicabilidade do custodiado durante o isolamento. Parágrafo único. Durante o isolamento são garantidos todos os
direitos, ressalvado o disposto no artigo 624, parágrafo único, deste Regulamento.
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DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
DOS PRINCÍPIOS E DISPOSIÇÕES LEGAIS
Art. 673. O procedimento administrativo disciplinar - PAD que trata este Regulamento segue o rito sumaríssimo, orientando-se pela oralidade,
economia processual, celeridade e exercício da ampla defesa e contraditório.
Art. 674. O Procedimento Administrativo Disciplinar deverá ser concluído em 30 (trinta) dias, contados da data do fato.
§ 1º Não concluído no prazo, o procedimento disciplinar poderá ser prorrogado uma única vez, por igual período, devendo o secretário do Conselho
disciplinar, por meio de pedido fundamentado e relatório das diligências realizadas, solicitar a prorrogação ao Diretor Geral.
§ 2º Quando forem solicitadas diligências, interrompe-se o prazo previsto no caput deste artigo, até a sua conclusão.
Art. 675. Havendo indícios da falta disciplinar será lavrado comunicado interno relatando os fatos para que seja instaurado procedimento
disciplinar visando à sua apuração.
I - O servidor que presenciar ou tiver ciência do cometimento de qualquer infração disciplinar deverá providenciar a formalização do comunicado
com a descrição detalhada dos fatos, individualização dos envolvidos e rol de testemunhas; e
II – Havendo concorrência de dois ou mais presos deverá ser lavrada apenas uma ocorrência interna, contendo a identificação de todos os
possíveis envolvidos.
Parágrafo único. A emissão de juízo de valor depreciativo ou quaisquer informações passionais torna inepto o comunicado.
Art. 676. Formulada e registrada a ocorrência, o Coordenador de Segurança deverá submetê-la, de imediato, ao Diretor de Segurança que a
encaminhará ao Diretor Geral, que decidirá a respeito.
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I – Sempre que houver indícios de cometimento de ilícito penal deverá ser lavrada ocorrência policial, sem a qual a falta administrativa não
poderá ir a julgamento pelo Conselho Disciplinar.
II - Em caso de agressão, a vítima e o autor deverão ser encaminhados à autoridade policial para expedição da guia de encaminhamento para
exame de corpo de delito.
Art. 677. O Diretor Geral, ao receber o comunicado interno, proferirá despacho motivado no prazo de 24 (vinte e quatro) horas ou no máximo
no primeiro dia útil subsequente em caso de feriado e/ou final de semana, determinando:
I – O arquivamento, quando a conduta não estiver prevista como falta disciplinar ou quando não existir indícios suficientes de sua autoria.
II – A instauração do procedimento disciplinar, decidindo sobre:
a) capitulação da falta disciplinar;
b) isolamento preventivo do infrator, conforme disposto no art 644, bem como comunicar o Juiz competente; e
c) remeter o Procedimento Administrativo Disciplinar para o secretário do Conselho Disciplinar que dará sequência ao processo.
Art. 678. Havendo necessidade de apuração complementar, o Diretor Geral encaminhará imediatamente a documentação de que já dispõe ao
secretário do Conselho Disciplinar, para providências decorrentes do fato.
Art. 679. O procedimento administrativo disciplinar deverá ser instruído pelo secretário com os seguintes documentos:
I – Comunicado interno com despacho do Diretor Geral;
II – Boletim de Ocorrência Policial (em caso de ilícito penal);
III – Cópia da guia de encaminhamento para exame de corpo de delito, quando for o caso;
IV – Termo de declaração dos envolvidos (autor, vítima e testemunha); e
V – cópia de ofício dando ciência à defensoria pública ou advogado constituído sobre a instauração do procedimento disciplinar e respectivos
prazos.
Art. 680. Durante a oitiva deve ser perguntado ao preso se o mesmo possui advogado constituído.
§ 1º Na existência de advogado constituído e sendo interesse do preso o acompanhamento na oitiva deverá ser o advogado intimado por todos os
meios possíveis e certificado para comparecer ao procedimento em data marcada pela Unidade Prisional.
§ 2º O não comparecimento implicará na designação do Analista Técnico Jurídico da Unidade Prisional para o acompanhamento e defesa do
preso.
Art. 681. A Unidade Prisional viabilizará a comunicação com o advogado constituído por meio do Núcleo de Assistência Social, na ausência do
Advogado constituído ou da Defensoria Pública a defesa será feita pelo ANEDS/ATJ.
§ 1º A defesa terá o prazo de 05 (cinco) dias úteis para manifestação, requerer diligências e/ou arrolar testemunhas.
§ 2º Caso tenha sido requerido diligências e/ou oitivas das testemunhas, a defesa será informada sobre a sua conclusão e terá 03 (três) dias úteis
para concluir a defesa.
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Art. 682. O infrator não será submetido à sessão de julgamento sem a presença de Advogado constituído ou Defensoria Pública ou, na ausência
destes, do ANEDS/ATJ da Unidade Prisional.
§ 1º Na ausência do Advogado constituído, com a devida justificativa será remarcada uma nova sessão.
§ 2º Caso o Advogado constituído não compareça à segunda sessão de julgamento, a Defensoria Pública será notificada e na ausência dela a defesa
será realizada pelo ANEDS/ATJ da Unidade Prisional. Art. 683. Admitir-se-á como prova todos os meios previstos em Direito.
Art. 684. A administração pública e a defesa podem arrolar 03 (três) testemunhas cada uma.
Art. 685. O Conselho Disciplinar poderá valer-se do auxílio técnico de qualquer pessoa, quando necessário.
Art. 686. O Conselho Disciplinar poderá usar os arquivos, registros, dados e informações existentes nos setores da Unidade Prisional.
DA SESSÃO DE JULGAMENTO
Art. 688. Será lido o comunicado interno, a indicação das diligências e apurações feitas no procedimento administrativo prévio.
Parágrafo único. O presidente do Conselho Disciplinar obrigatoriamente informará ao preso e aos membros do conselho a situação pregressa na
Unidade Prisional, momento em que será dada ao preso a oportunidade de fazer suas considerações.
Art. 689. A defesa poderá ser oral ou reduzida a termo, sendo a última obrigatória em casos de falta grave.
Atenção: No caso de FALTA GRAVE será necessário reduzir a termo, ou seja, por escrito.
Art. 690. Após ouvir a descrição dos fatos, o preso e a defesa serão retirados da sala, e os membros votantes do Conselho decidirão em votação
reservada por maioria simples pela absolvição ou condenação do acusado.
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Art. 691. Havendo arguição para desclassificação da falta, haverá votação pelos membros votantes do Conselho que decidirão por maioria
simples em favor ou contra a desclassificação da falta.
Art. 692. Os membros votantes do Conselho decidirão por maioria simples pela absolvição ou condenação do preso. A votação será oral e
reduzida a termo em ata.
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DO RECURSO DISCIPLINAR
Art. 697. A parte que insurgir quanto ao resultado do Conselho Disciplinar poderá solicitar a reconsideração, no prazo de 10 dias.
Art. 698. O recurso de que trata o artigo anterior será dirigido ao Diretor da Diretoria de Articulação do Atendimento Jurídico e Apoio Operacional
- DAJ da Superintendência de Atendimento ao Preso - SAPE, e deverá ser enviado através de cópia digitalizada de todo o procedimento para o e-
mail: dapsase@[Link], que terá o prazo de 10 (dez) dias úteis a contar da data do recebimento para decidir sobre o recurso,
podendo ser conferido caráter devolutivo ou suspensivo conforme o caso, bem como comunicando, imediatamente, sua decisão, devidamente
fundamentada, a parte recorrente, que assinará cópia a ser juntada aos autos de apuração.
Parágrafo único. Não poderá haver aumento de pena, nos casos em que o preso recorrer da decisão punitiva.
Art. 699. Somente após tornar-se definitiva, será a punição registrada no prontuário do preso.
Art. 700. A conduta do preso será definida pela análise de seu prontuário, da ficha disciplinar e do Programa Individual de Ressocialização
(PIR), onde serão anotadas todas as faltas por ele cometidas, as faltas em apuração, as sanções disciplinares aplicadas, como também os elogios e
recompensas recebidos, bem como pelo acompanhamento da Comissão Técnica de Classificação.
Art. 702. Nos casos omissos, o Direito Penal e o Processual serão fontes subsidiárias deste Regulamento, bem como as Normas Constitucionais e
os Princípios Gerais do Direito.
Art. 703. As dúvidas surgidas na aplicação deste Regulamento serão solucionadas pela Subsecretaria de Administração Prisional.
Art. 706. O Plano de Emergência objetiva estabelecer conceitos e procedimentos a serem adotados em situações que venham a configurar motim
ou rebelião no âmbito das Unidades Prisionais.
Parágrafo único. Os conceitos e procedimentos serão delineados de modo a propiciar um sistema operacional eficiente e capaz de auxiliar no
controle das emergências oriundas de motins ou rebeliões.
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DA CLASSIFICAÇÃO DAS EMERGÊNCIAS
Art. 707. Configura motim o evento coletivo de perturbação da rotina da Unidade Prisional, em que há adesão, proporcionalmente à população
carcerária, de grande número de presos, bem como dano ao patrimônio público e uso de força desproporcional à rotineira, podendo ser acionados
o GIR, o COPE ou a PM, de acordo com a necessidade.
§ 1º É necessária ocorrência conjunta dos pré-requisitos descritos no caput deste artigo para que o evento configure motim, ao passo que, do
contrário, o evento deverá ser classificado como subversão da ordem.
§ 2º A subversão da ordem caracteriza-se pela movimentação não cotidiana, individual ou coletiva, ou seja, em que não há perda de área de
segurança, não havendo, portanto, necessidade de acionamento do Plano de Emergência.
Art. 708. Configura rebelião o evento iniciado como motim em que há perda parcial ou total da área de segurança da Unidade Prisional, havendo
ou não refém.
Art. 709. O Gabinete de Gerenciamento de Crise - GGC é núcleo colegiado constituído para fazer frente ao gerenciamento de emergências
quanto à tomada de decisão em nível estratégico, bem como para apoiar as ações operacionais.
Art. 710. Os integrantes do GGC são responsáveis pela comunicação com o público externo e pela tomada de decisões nos âmbitos político e
estratégico.
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Art. 712. O controle às emergências será gerido e operacionalizado pela Equipe de Emergência, cuja forma de organização e estruturação deverá
possibilitar a execução das diretrizes prescritas neste Plano de Emergência.
Parágrafo único. A Equipe de Emergência será constituída por:
I - Diretor Geral;
II - Diretor de Segurança;
III - Coordenador de Segurança;
IV - Secretária do Diretor Geral;
V - Coordenador de Tráfego;
VI - Diretor Administrativo;
VII - Diretor de Atendimento e Ressocialização;
Sendo informado da situação, assumirá o comando e tomará as decisões necessárias para auxiliar no controle da emergência;
autorizar, quando necessário, auxílio de apoio externo como COPE, GIR de outra Unidade Prisional ou da Policia Militar.
receber do Diretor de Segurança o Relatório Padrão de Análise da Emergência, tomar as providências que se façam necessárias, e
encaminhá-lo, imediatamente, à Diretoria de Segurança Interna da SSPI.
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Art. 715. São atribuições do Diretor de Segurança:
I – no que se refere à preparação das equipes para atuar frente a situações de emergência:
a) coordenar os testes simulados de situações de emergência e avaliação de sua eficácia;
b) apoiar as áreas na elaboração e implementação dos procedimentos específicos para atendimento à emergência; e
c) disponibilizar os recursos humanos e materiais necessários para o atendimento à emergência.
II - quando da ocorrência da emergência:
informar o Diretor Geral da situação e das providências já tomadas, bem como alinhar os procedimentos a serem adotados;
controlada a emergência, determinar procedimento de vistoria do local da ocorrência, bem como realização de revista nos presos
envolvidos, no intuito de detectar possíveis irregularidades;
Art. 717. São atribuições da Secretária do Diretor Geral quando da ocorrência da emergência:
I - receber orientações do Diretor Geral;
II - dirigir-se ao local destinado para funcionar como central de comunicação e assumir o telefone;
III - controlar as ligações externas permitindo somente aquelas relativas à emergência e as solicitadas pelos demais coordenadores;
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Art. 718. É responsabilidade do Coordenador de Tráfego orientar e assegurar que os motoristas estacionem os veículos sempre de frente para a saída, de
modo a facilitar, caso necessário, uma rápida evacuação da área de abrangência da emergência.
Art. 720. São atribuições do Diretor Administrativo e/ou do Diretor de Atendimento ao Preso quando da ocorrência da emergência:
I – ao soar o alarme, ou sendo solicitado, encaminhar-se ao ponto de referência para encontro das equipes;
II – receber orientações do Diretor de Segurança e após sua autorização:
a) viabilizar a retirada de servidores e outras pessoas da área administrativa;
b) retornar, caso autorizado, às instalações administrativas para fazer a checagem em todas as salas de modo a garantir a evacuação total; e
c) retornar ao ponto de referência para encontro das equipes, viabilizando a manutenção da calma e da ordem.
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Art. 721. O Grupo de Intervenção Rápida – GIR integra a Equipe de Segurança e tem como atribuições:
I – ao soar o alarme, ou sendo solicitado, dirigir-se de imediato ao local exato da ocorrência e verificar o tipo de emergência;
II – quando se tratar de motim:
a) solicitar ao Coordenador de Segurança, se necessário, o apoio da Equipe do Canil e de outros recursos adicionais;
b) conter a ação dos presos de modo a controlar a emergência;
d) manter o Diretor de Segurança informado das medidas adotadas; e
e) controlada a emergência, apoiar os procedimentos de revista nos presos, nas celas e demais locais.
IV – quando se tratar de rebelião:
a) isolar a área estabelecendo perímetro de segurança;
b) monitorar a movimentação dos presos até a chegada do COPE e/ou Policia Militar;
c) atuar, quando autorizado, sob a orientação do COPE e/ou Polícia Militar; e
d) manter o Diretor de Segurança informado das medidas adotadas.
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Art. 722. Os ASPs Cinófilos integram a Equipe de Segurança e têm como atribuições:
I – ao soar o alarme providenciar, de imediato, os equipamentos de segurança necessários e disponíveis e permanecerem a postos;
Art. 723. Os ASPs da Portaria de Identificação integram a Equipe de Segurança e têm como atribuições:
I – permitir somente a entrada de integrantes da Equipe de Emergência, Autoridades da SEDS, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria
Pública, COPE, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e/ou SAMU;
II – mediante autorização do Diretor Geral, permitir a entrada de servidores do Sistema Prisional; e
III – executar, quando aplicável, procedimentos de vistoria ou revista.
Art. 724. São atribuições dos ASPs de serviço nos Pavilhões/Alas/Galerias integram a Equipe de Segurança e têm como atribuições:
I – quando se tratar de motim:
a) acionar o alarme ou comunicar, via HT, ao Líder de Equipe;
b) quando houver risco iminente à sua vida e/ou integridade física, sair do Pavilhão/Ala/Galeria e trancar os acessos;
c) identificar, se possível, o tipo de reivindicação, bem como o líder da movimentação dos presos; e
d) em situações que não coloquem em risco iminente a vida e/ou integridade do ASP:
1. acionar o alarme ou comunicar, via HT, ao Líder de Equipe;
2. permanecer dentro da gaiola;
3. identificar, se possível, o tipo de reivindicação, bem como o líder da movimentação dos presos;
4. após a chegada da equipe acionada, informar a situação;
5. permanecer no local e dar apoio quando solicitado; e
6. encerrada a emergência, prestar informações a fim de subsidiar a elaboração do Relatório Padrão de Análise da Emergência.
II – quando se tratar de rebelião:
a) acionar o alarme ou comunicar, via HT, o Líder de Equipe;
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b) verificar a gravidade e extensão da emergência;
c) retirar os servidores e outras pessoas que estejam na área de risco;
d) não sendo possível a retirada das pessoas, sair da área de risco e trancar os acessos;
e) identificar, se possível, o tipo de reivindicação, bem como o líder da movimentação dos presos;
f) após a chegada da equipe acionada, informar a situação;
g) permanecer no local e dar apoio, quando solicitado; e encerrada a emergência, prestar informações a fim de subsidiar a elaboração do Relatório
Padrão de Análise da Emergência
Art. 726. A Equipe de Manutenção será formada por servidores qualificados, aptos a atuarem, quando solicitado, em situações que requeiram habilidades
em áreas diversas, tais como:
I – elétrica e hidráulica predial;
II – serralheria e marcenaria; e
III – alvenaria e outras áreas correlatas.
Art. 728. A Equipe de Primeiros Socorros será composta por servidores com formação específica na área de saúde ou com qualificação para atuarem em
procedimentos de resgate e primeiros socorros e poderá ser integrada por:
I – médicos e/ou enfermeiros;
II – técnicos e/ou auxiliares de enfermagem; e/ou
III – servidores com qualificação e certificação.
Art. 733. São recursos e equipamentos de uso do GIR:
I - rádio HT;
II - lanterna;
III - tonfa;
IV - capacete antitumulto e/ou balístico;
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V - óculos táticos;
VI - colete balístico;
VII - caneleiras, joelheiras e cotoveleiras;
VIII - máscara de gás;
IX - escudo antitumulto e/ou balístico;
X - arma portátil com bandoleira (arma longa que requer o uso das duas mãos para operar); XI - arma de choque;
XII - arma de porte - arma curta que requer o uso apenas de uma mão para operar quando em área externa;
XIII - algemas;
XIV - espargidor; e XV - granadas, munições químicas e não
letais.
DO RELATÓRIO PADRÃO DE ANÁLISE DA EMERGÊNCIA – REPAE
Art. 739. Ao término da emergência as equipes envolvidas deverão se reunir para procederem à elaboração do REPAE, conforme Anexo XIV.
Art. 740. O REPAE deverá ser imediatamente encaminhado às Superintendências de Segurança Prisional, de Articulação Institucional e Gestão de Vagas, de
Atendimento ao Preso, bem como à Assessoria de Informação e Inteligência.
Parágrafo único. Caberá à Diretoria de Segurança Interna da SSPI classificar o evento, nos termos deste Plano de Emergência, e lançar no Sistema
INFOPEN as Informações relativas à emergência.
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