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Arte

O capítulo aborda a relação entre o Impressionismo e a fotografia, destacando como a invenção da fotografia levou os artistas impressionistas a reinventarem a pintura, focando na captura de impressões pessoais e sensações visuais. Artistas como Claude Monet, Edgar Degas e Pierre-Auguste Renoir são mencionados, enfatizando suas técnicas e temas, como a luz e a vida cotidiana. O texto também menciona a importância de exposições independentes, como o 'Salão dos Recusados', que ajudaram a popularizar o Impressionismo.

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Rosilene Aranha
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O capítulo aborda a relação entre o Impressionismo e a fotografia, destacando como a invenção da fotografia levou os artistas impressionistas a reinventarem a pintura, focando na captura de impressões pessoais e sensações visuais. Artistas como Claude Monet, Edgar Degas e Pierre-Auguste Renoir são mencionados, enfatizando suas técnicas e temas, como a luz e a vida cotidiana. O texto também menciona a importância de exposições independentes, como o 'Salão dos Recusados', que ajudaram a popularizar o Impressionismo.

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ÇDQR

Volume 4

Capítulo 4
Impressionismo e fotografia 2
4
capítulo
Impressionismo e
fotografia
©Museu Marmottan Monet, Paris, França

MONET, Claude. Impressão: nascer do sol. 1872. 1 óleo sobre tela, color., 50 × 65 cm. Museu Marmottan Monet, Paris, França.

Antes da fotografia, a pintura era a principal forma de


o que você
representação da realidade. Os artistas costumavam pintar
vai conhecer
retratos sob encomenda, cenas de guerra, cenas religiosas,
x Impressionismo nas artes paisagens, naturezas-mortas. No entanto, quando tudo isso
visuais e na música passou a ser captado com as fotografias, a pintura teve de se
x História da fotografia reinventar. Nesse contexto, surgem os impressionistas.
x Formas musicais e
tipos de orquestra Neste capítulo, além da fotografia e do Impressionis-
x Mimo e pantomima mo, você vai explorar algumas formas teatrais, mais espe-
x Teatro de sombras cificamente a pantomima e o teatro de sombras.
2 Ç

DQRÉ9ROXPH
DQRÉ9ROXPH
objetivos do capítulo
x Identificar as características do movimento impressionista.
x Conhecer alguns artistas e obras impressionistas.
x Conhecer as origens e alguns conceitos da fotografia.
x Saber mais sobre a música impressionista e as formas
musicais eruditas.
x Aprender sobre o mimo e a pantomima.
x Saber mais sobre o teatro de sombras.

Impressionismo
Um grupo de artistas franceses revolucionou

©Museu Nacional de Cardiff, Reino Unido


o mundo da arte com suas pinturas, influencian-
do até mesmo a música e a literatura. Eram os im-
pressionistas, apelido pejorativo dado pelo crítico
de arte Louis Leroy, que pretendeu ridicularizar o
título Impressão: nascer do sol, uma das pinturas
GH&ODXGH0RQHWH[SRVWDHP{3RULVVRHVVD
obra, apresentada na página anterior, até hoje sin-
tetiza e expressa a estética impressionista, mes-
mo que não seja a mais significativa de Monet.
Ao usar esse adjetivo, o crítico quis dizer que
aqueles pintores não tinham conhecimento sólido
e achavam que a mera impressão de um momento
em uma tela era suficiente para realizar obras de
qualidade. Em pouco tempo, os próprios artistas
já usavam o nome Impressionismo para falar de
suas pinturas.
MANET, Édouard. Efeito da neve em Petit-
Alguns princípios comuns podem ser percebi- Montrouge. 1870. 1 óleo sobre tela, color.,
61,6 × 50,4 cm. Museu Nacional de Cardiff,
dos na pintura impressionista: representação da País de Gales, Reino Unido.
experiência cotidiana, favorecida pela pintura ao ar
livre; temas da natureza, registrados com base em impressões pessoais e sensações visuais ime-
diatas; pinceladas fragmentadas e justapostas; aproveitamento da luz.
A recusa de uma pintura acadêmica, bem elaborada e perfeccionista, deu origem a essa
forma de pintar aparentemente mais solta, que parece esboçada, inacabada. Coube ao Im-
pressionismo, depois da invenção da fotografia, captar as impressões do artista sobre o
mundo ao seu redor e não mais reproduzir a realidade de forma realista ou acadêmica.
Artistas impressionistas como Claude Monet, Edgar Degas, Camille Pisarro, Paul Cézanne,
entre outros, levaram a pintura a transcender a mera reprodução de uma imagem, abrindo
caminhos para novas estéticas.

Arte 3
? curiosidade
Salão dos recusados
Em 1863, a banca examinadora do famoso Salão de Paris recebeu cinco mil inscrições
de trabalhos, mas recusou três mil deles, incluindo as pinturas dos impressionistas. Dian-
te dessa realidade, Napoleão III exigiu que se criasse uma exposição paralela ao salão da
DFDGHPLDSDUDUHXQLUWRGDVDVREUDVUHFXVDGDVTXHDFDERXVHFKDPDQGR{6DORQGHV5H-
fusés ("Salão dos Recusados", em português). A mostra atraiu uma multidão de curiosos,
que desejavam saber como eram as obras dos recusados, entre eles os pintores Édouard
Manet e Paul Cézanne. Logo, o evento se tornou um forte concorrente ao salão da acade-
mia, inspirando a organização de exposições independentes, entre elas a realizada pelos
impressionistas em 1874.

O pintor francês &ODXGH0RQHW{  IRLFRQVLGHUDGRXPGRVPDLVLPSRUWDQWHV


artistas da escola impressionista. Monet era um grande estudioso dos efeitos da luz nas su-
perfícies. Ele produziu diversas obras explorando os efeitos da luz sobre água, por ser uma
ótima superfície refletora. Além disso, pintava cenas ao ar livre, algo incomum na época.
Um exemplo disso são as 31 telas em que Monet retrata a Catedral de Rouen em dife-
rentes horas do dia, revelando os efeitos de luz, que variavam de acordo com a incidência
dos raios solares.
Museu de Arte de Pola, Japão.

©Clark Instituto de Arte, Williamstown, EUA

MONET, Claude. Catedral de Rouen. Fachada. 1892. 1 MONET, Claude. Catedral de Rouen, portal ao meio-dia.
óleo sobre tela, color., 100,4 × 65,4 cm. Museu de Arte 1893. 1 óleo sobre tela, color., 106 x 73 cm. Sterling e
de Pola, Japão. Francine Clark Instituto de Arte de Williamstown

4 ÇDQRÉ9ROXPH
GALERIA

©Museu de Orsay, Paris, França

©Museu de Orsay, Paris, França


RENOIR, Pierre-Auguste. Baile no Moulin de la Galette.
1876. 1 óleo sobre tela, color., 175 × 131 cm. Museu de
Orsay, Paris, França.

DEGAS, Edgar. Balé. 1876.


1 pastel, color., 58,4 × 42 cm.
Museu de Orsay, Paris, França.
©Museu Marmottan Monet, Paris, França

MONET, Claude. O parlamento


refletido sobre o Tâmisa. 1905.
1 óleo sobre tela, color.,
81,5 × 92 cm. Museu Marmottan
Monet, Paris, França.

Arte 5
Ideias em ação

Crie um trabalho inspirado na obra de Monet. Para isso, escolha uma paisagem e contemple-a, observan-
do os efeitos da luz que incide sobre ela. Em seguida, reproduza essa imagem no espaço abaixo. Assim
como fez Monet, realize diversas versões da mesma paisagem, estudando a luz em diferentes horas do
dia. Para isso, use folhas avulsas e lápis de cor.
Os resultados desta atividade podem ser expostos no evento Artes em festa, com outras obras reali-
zadas pela turma.

6 ÇDQRÉ9ROXPH
O pintor francês Pierre-Auguste

©Museu de Orsay, Paris, França


5HQRLU{   IH] Y¼ULDV SLQWXUDV DR
ar livre, em parques e bosques nas proximi-
dades de Paris, com o objetivo de captar as
diferentes nuances da luz solar e as sombras
sobre as paisagens.
Além da beleza e dos encantos da cida-
de de Paris, Renoir pintou cenas da alegria e
dos prazeres da classe média francesa, dos
cafés, teatros e descansos no campo.
O pintor, gravurista, fotógrafo e escul-
tor francês (GJDU'HJDV{  HPER-
ra não se considerasse impressionista, par-
ticipou das mostras como se fosse. Com sua
excepcional percepção cromática, esse artis-
ta produziu trabalhos caracterizados por um
traço inconfundível, refinado e exigente.
Diferentemente dos impressionistas,
que pintavam cenas ao ar livre e com luz na-
tural, Degas preferia o estúdio. Seus temas
mais recorrentes eram cavalos, mulheres RENOIR, Pierre-Auguste. O balanço. 1876. 1 óleo sobre tela,
trabalhando e bailarinas. color., 92 × 73 cm. Museu de Orsay, Paris, França.

©Coleção particular

DEGAS, Edgar. Dançarina no palco com um buquê. 1876. 1 pastel sobre monotipia em papel. Coleção particular.

Arte 7
O pintor francês Édouard Manet{  HVWXGRXQD(VFRODGH%HODV$UWHVGH3DULV
Seu trabalho inspirou o movimento impressionista, mas ele se negou a ser identificado como
representante desse estilo de pintura. Em suas obras, Manet retratava a vida da sociedade
francesa da época por meio de jogos de luz e sombras, texturas apenas sugeridas e formas
simplificadas.

? curiosidade
A obra Música nas Tulherias foi a primeira pintura em que Manet retratou a vida na
cidade moderna. Uma banda está tocando (embora não se vejam os músicos) para uma
multidão de pessoas vestidas de acordo com a moda da época. Entre os personagens da
tela, Manet incluiu amigos, familiares, ele mesmo e artistas conhecidos, como o poeta
%DXGHODLUH  RFRPSRVLWRU-DFTXHV2IIHQEDFK  HQWUHRXWURV

©Galeria Nacional, Londres, Inglaterra

MANET, Édouard. Música nas Tulherias. 1862. 1 óleo sobre tela, color., 76,2 × 118,1 cm. Galeria Nacional, Londres,
Inglaterra.

pesquisa

Em grupos, façam uma pesquisa sobre um artista impressionista, escolham uma obra e
apresentem para turma o que caracteriza a obra como impressionista.

8 ÇDQRÉ9ROXPH
artes em festa
O evento Artes em festa está chegando! Como estão os preparativos para essa gran-
de celebração das artes que vai reunir alunos, familiares e professores? A data já está
definida com a direção da escola? Vocês já combinaram com as outras turmas como farão
a divisão do uso dos ambientes? Cada grupo vai ocupar um espaço, ou eles serão compar-
tilhados? Haverá locais exclusivos para exposições e outros para apresentações ou serão
espaços híbridos? A organização dos espaços será temática? Os convidados poderão cir-
cular entre todas as salas? Haverá uma ordem sugerida dessa circulação ou ela será livre?
Discutam e tomem decisões sobre a organização do evento, tendo em mente a quan-
tidade de pessoas que devem estar presentes e a duração estimada tanto das visitas
às exposições quanto das apresentações de teatro, dança, música, performances e tudo
o mais que vocês tiverem selecionado. Esse é um momento fundamental para rever a
quantidade de obras e apresentações que será levada ao público. Essa não é uma tarefa
simples, mas é necessária para identificar possíveis excessos na quantidade ou lacunas
que ainda devem ser preenchidas. Pensar no tempo e nos espaços disponíveis ajuda a
refinar a curadoria.
E quanto aos convidados especiais? Algum artista participará dessa celebração? Ha-
verá apresentações seguidas de bate-papos? Artistas mais experientes farão oficinas
para a comunidade? Como será aproveitada a oportunidade de troca nesses encontros?
Como está a divulgação do evento Artes em festa? Estão sendo feitos cartazes,
banners, bilhetes, arquivos de áudio e de vídeo? Essa também é uma oportunidade para
estimular talentos criativos, uma vez que há a necessidade de desenvolver projetos grá-
ficos interessantes para as peças publicitárias, que organizem imagens e textos de for-
ma a chamar a atenção do público e instigá-lo a comparecer ao evento. Os textos dos
convites terão chamadas impactantes? O humor será utilizado nessa propaganda?
Definam um calendário para essa divulgação, de modo a atingir o público-alvo com
um estímulo programado, que pode antecipar o espírito festivo e mostrar um pouco do
que será visto no local, data e hora combinados.
(OGHU*DOY¾R'LJLWDO

Arte 9
atividade

Observe e compare as obras a seguir. O que há de semelhante e de diferente entre elas?

©Museu Metropolitano de Arte, Nova Iorque, Estados Unidos

©Museu de Orsay, Paris, França


GOYA, Francisco de. Majas no balcão. [ca. 1800-1810]. MANET, Édouard. O balcão. [1868-1869]. 1 óleo sobre tela,
1 óleo sobre tela, color., 194,9 × 125,7 cm. Museu color., 170 × 124,5 cm. Museu de Orsay, Paris, França.
Metropolitano de Arte, Nova Iorque, Estados Unidos.
©4X5 Collection/SuperStock/Glow Images

Ao apreciar uma obra, observe os seguintes


aspectos:
x forma – figuras semelhantes às da realidade
ou abstratas;
x tema e contexto – alguns artistas expres-
sam a realidade de seu tempo com base em
determinado tema (cenas religiosas, paisa-
gens, retratos, banhistas, bailarinas, etc.);
x KDUPRQLDGHFRUHV{s{HVFROKDGHFRUHVHFRP-
binações (muitas cores, tons de apenas uma
cor, predominância de cores primárias ou
secundárias, etc.);
x FRPSRVL¾R{s{FDGDDUWLVWDWHPXPDIRUPDSHV-
soal de organizar os elementos, criando ritmo,
explorando equilíbrio, simetria ou assimetria;
x ILJXUDV{s{DVIRUPDVV¾RFULDGDVFRPPDVVDV
MAGRITTE, René. Perspectiva II: o balcão de Manet.
1950. 1 óleo sobre tela, color., 84 × 65 cm. Museu de de cor e desenhos (ou das duas maneiras).
Belas Artes de Gante, Bélgica.

troca de ideias
Agora, converse com os colegas e o professor sobre o estilo de cada obra vista
anteriormente e as mensagens que elas podem transmitir.

10 ÇDQRÉ9ROXPH
Ideias em ação

Agora, use a sua criatividade para criar, assim como fez Magritte, uma composição onde
elementos não usuais ocupam a sacada de uma casa. Como os impressionistas, componha
sua cena com três elementos mais à frente, expostos à luz, e outro na penumbra, no canto
direito da obra.

Arte 11
Pontilhismo
O termo pontilhismo foi criado pelo crítico de arte francês Félix Fénéon, em 1886, ao des-
FUHYHUDJUDQGHSLQWXUD{ Uma tarde de domingo na Ilha de Grande Jatte, de Georges Seurat
(1859-1891). A técnica trabalha a justaposição de pontos, de forma a criar o efeito desejado
pelo artista. Os minúsculos pontos de cores puras e constrastantes, observados a certa dis-
tância, misturam-se pelo olhar em nosso cérebro.

©Instituto de Arte de Chicago, Estados Unidos


SEURAT, Georges. Uma tarde de domingo na Ilha de Grande Jatte. [1884-1886]. 1 óleo
sobre tela, color., 207,5 × 308 cm. Instituto de Arte de Chicago, Estados Unidos.

Como os impressionistas, os temas preferidos


de Seurat eram as atividades cotidianas nas cidades.
Quando criou o pontilhismo, ele já era um mestre do
desenho. No entanto, ao explorar a técnica da luz e
do mosaico, acabou sistematizando outros elemen-
tos da pintura. O artista dizia que cores e linhas eram
recursos para expressar as emoções. Assim, para ele,
as linhas ascendentes (como as das pessoas em pé)
e as cores quentes (da família do amarelo, laranja e
vermelho) passavam sensação de alegria; e as cores
frias (da família do azul, verde e violeta), sensação
Detalhe da técnica do
de tristeza.
pontilhismo na obra de Seurat.

12 ÇDQRÉ9ROXPH
Ideias em ação
As obras impressionistas costumam retratar cenas ao ar livre. Inspire-se na técnica do
pontilhismo, criada por Seurat, e faça uma obra que explore cenas ao ar livre durante o pe-
ríodo de quarentena de Covid-19 vivido por você. Para isso, utilize pontos multicoloridos.
Você também pode criar outras obras em folhas de papel avulsas para expor no evento
Artes em festa.

Arte 13
conectado
O Impressionismo também influenciou a literatura, embora não seja considerado um
movimento literário, mas, sim, uma atitude na expressão. Para os escritores que se iden-
tificaram com o Impressionismo, o mais importante não é a descrição das cenas, mas as
impressões, sensações e emoções que elas podem sugerir.
Imagine uma situação em que você bebe um chá e come um pedaço de bolo. Em se-
guida, descreva como você imagina essa cena e o que você pensa e sente a respeito dela.

Agora, observe como o escritor francês Marcel Proust (1871-1922) descreve a mesma
cena em uma de suas obras, que é um clássico da literatura universal com fortes caracte-
rísticas impressionistas.
Mas no mesmo instante em que aquele gole, de envolta com as migalhas do bolo, tocou o meu
paladar, estremeci, atento ao que se passava de extraordinário em mim. Invadira-me um prazer
delicioso, isolado, sem noção de sua causa. Esse prazer logo me tornara indiferente às vicissitu-
des da vida, inofensivos seus desastres, ilusória sua brevidade, tal como o faz o amor, enchendo-
-me de uma preciosa essência: ou antes, essa essência não estava em mim, era eu mesmo. Cessa-
va de me sentir medíocre, contingente, mortal. De onde me teria vindo aquela poderosa alegria?
Senti que estava ligada ao gosto do chá e do bolo, mas que o ultrapassava infinitamente e não
devia ser da mesma natureza. De onde vinha? Que significava? Onde aprendê-la?
PROUST, Marcel. Em busca do tempo perdido: no caminho de Swann. Tradução de Mario Quintana. São Paulo:
Globo, 2006, p. 71.

14 ÇDQRÉ9ROXPH
atividades

1 Como visto anteriormente, os impressionistas procuraram explorar temas como cenas do cotidiano
em suas obras, destacando a forma como as cores e luzes interagem entre os objetos que consti-
tuem a cena. Faça uma pintura de observação ao ar livre, explorando as luzes e cores do início, meio
ou fim do dia. Utilize o espaço abaixo para criar sua obra.

2 Agora, tente descrever quais sensações, sentimentos e impressões a sua pintura está transmitindo.

Arte 15
Fotografia
No século XIX, as descobertas da Física e da Química possibilitaram o desenvolvimento
da fotografia.
Em 1816, usando uma caixa de madeira, ou câmera escura, o francês Joseph Nicéphore
Niépce foi o primeiro a conseguir gravar uma imagem numa folha de papel sensibilizado
quimicamente. Entre 1820 e 1830, Louis Daguerre, que trabalhou em parceria com Nièpce,
FRQVHJXLXUHJLVWUDUFRPVXDF½PHUDLPDJHQVVREUHXPDSODFD{PHW¼OLFD{TXHHOHFKDPRXGH
daguerreótipo. O problema era que todo o processo produzia apenas um positivo, ou seja,
apenas uma fotografia.
Faltava, ainda, desenvolver um processo que possibilitasse a reprodução de várias cópias
em papel, ou seja, faltava inventar o negativo. A invenção foi atribuída, naquele mesmo ano,
ao cientista inglês William Henry Fox Talbot.
As primeiras câmeras eram grandes e pesadas e registravam as imagens em placas rígi-
das, não em filmes. No fim do século XIX, o inventor George Eastman criou o filme flexível
e uma câmera pequena e simples, e todas as imagens obtidas eram em preto e branco. Em
1963, surgiu o filme instantâneo colorido (conhecido pelo nome do fabricante, a Polaroid), e
as câmeras digitais foram criadas bem mais tarde, na década de 1990.

Câmara escura

Raios de luz
Caixa
Tela
Divo Padilha. 2019. Digital.

Buraco
na caixa Imagem
invertida
Objeto

No século XV, o artista e inventor Leonardo da Vinci constatou que, recortando um pequeno furo na janela
de um quarto totalmente escuro, a imagem do objeto do lado de fora da janela era projetada dentro do
quarto, de cabeça para baixo. As proporções, no entanto, eram perfeitas. Depois disso, vários artistas
adotaram caixas de madeira com um furo para reproduzir a realidade, as chamadas câmaras escuras.

16 ÇDQRÉ9ROXPH
Desde o surgimento

©akg-images/Album/Album/Fotoarena
da fotografia até a atua-
lidade, com as imagens
digitais, a fotografia e a
pintura sofrem influência
uma da outra e se trans-
formam. Os primeiros fo-
tógrafos eram pintores, e
o surgimento da fotogra-
fia fez com que todas as
artes passassem por uma
reflexão. Pelas suas ca-
racterísticas, ela libertou
a pintura da representa-
ção fiel e foi fundamen-
tal para o surgimento dos
movimentos artísticos do
século XX.

DAGUERRE, Louis. O estúdio do fotógrafo. 1837. 1 fotografia, p&b.


Imagem que Daguerre considerou como seu primeiro daguerreótipo bem sucedido.

? curiosidade

©Granger/Glow Images
A primeira selfie
Atualmente, com a popularização
dos smartphones, a fotografia e o vídeo
se tornaram bastante acessíveis. O cres-
cimento do uso desses aparelhos fez
nascer o fenômeno das selfies, autorre-
tratos tirados com a câmera do celular.
No entanto, engana-se quem pensa que
essa prática é recente.
Em 1839, Robert Cornelius, químico
alemão que vivia na Filadéfia, registrou
a primeira selfie da história. O objetivo
de Cornelius era conhecer e aperfeiçoar
o daguerreótipo. Para registrar seu au-
torretrato, ele ficou de pé e parado du-
rante cerca de 15 minutos, sem a certe-
za de que o registro daria certo ou não,
já que, na época, a fotografia era uma
tecnologia muito recente.

Arte 17
Fotografia feita com pin-hole
Pin-hole{ GRLQJOÅVEXUDFRGHDJXOKD ÄXPDP¼TXLQDIRWRJU¼ILFD
alternativa, sem lente, que permite fotografar de um jeito muito inte-
ressante e divertido. Trata-se de uma câmara escura, ou seja, um com-

Pith
partimento fechado, totalmente sem luz, com um pequeno

s/
©P. Imagen
orifício.
O processo de fotografar com uma pin-hole exige
um tempo maior de exposição do papel fotográfico
à luz por ser um processo artesanal. A pin-hole gera
uma fotografia em negativo. Também é possível a uti-
lização de negativo fotográfico.
Uma lata de panetone com um
pequeno furo pode se transformar em
uma pin-hole.

atividade

Vamos produzir uma imagem em preto e branco usando uma pin-hole? Para isso, você vai precisar
construir a sua câmera com as orientações do professor. O processo não é difícil, mas é preciso uti-
lizar os materiais apropriados e seguir corretamente o modo de fazer.

conectado
Mesmo com os avanços na produção de fotografias, as imagens em preto e branco
continuam sendo apreciadas e produzidas nos mais diversos contextos.
A fotografia em preto e branco é um marco do início dessa arte. Mesmo com o advento
da cor, ela continuou sendo explorada como uma escolha do fotógrafo, ou seja, como um
estilo visual artístico.
©Shutterstock/Radharani ©Shutterstock/Serkan Ogdum ©Shutterstock/Izz Hazel

18 ÇDQRÉ9ROXPH
Ideias em ação
Além da revolução causada na área das artes, a evolução da fotografia no século XX fez
surgirem alguns gêneros fotográficos, como a fotografia jornalística. A fotografia jornalísti-
ca tem como objetivo narrar um acontecimento de forma clara, com valor informativo. Qual
informação ou acontecimento relevante você registraria? Faça uma fotografia jornalística,
imprima e cole no espaço abaixo, e, posteriormente, escreva uma legenda com informações
relevantes sobre ela. Vocês também podem preparar uma exposição na sala de aula e outra
no evento Artes em festa.

Arte 19
Música impressionista
A música impressionista surgiu no século XIX, na França, e desenvolveu-se até meados do
século XX. Entre os compositores que se destacaram nesse período, estão Claude Debussy e
Maurice Ravel.
Nas composições impressionistas, predominavam os efeitos sonoros que instigavam a
imaginação de cenas e paisagens. É como se a música pudesse refletir as percepções diante
da contemplação visual de um dia luminoso, por exemplo. As obras recebiam nomes que
faziam referência à natureza, e as melodias eram sinestésicas
sinestésicas, sensoriais e remetiam ao su-
blime, ao espiritual.

&ODXGH'HEXVV\{  IRLXPPÕVLFRHFRPSRVLWRUIUDQFÅV


IUDQFÅV
Desde criança, já demonstrava talento como pianista. Explorava
va al-
terações rítmicas e voz em tons baixos, que chegavam ao sussur-
sur-
ro. Suas obras tinham um caráter descritivo, com títulos poéti-
ti-
FRVFRPR{${FDWHGUDOVXEPHUVD{Jardins sob a chuva{A manhã ã
de um dia de festa{Nuvens{H{sereias.

o m m o ns
&RPDREUD{ O marGH'HEXVV\UHYROXFLRQRXRTXH

ed ia C
sinfonia,
KDYLDGHPDLVVDJUDGRQDPÕVLFDGDTXHODÄSRFDD{sinfonia
tanto na composição e na disposição dos elementos da or--

ki m i
©:
questra quanto no abandono da tonalidade tradicional. Sem m
se ater a esquemas preestabelecidos e com sua forma aberta, ta,
fazia com que o som se movesse como as linhas, as cores ou o vo-
lume de uma pintura abstrata.

0DXULFH5DYHO{  QDVFHXQR3DÈV%DVFRFRPXQLGDGHDXWÏQRPD


ar en a
espanhola, mas, muito cedo, se mudou com sua família para a residir bum/Foto
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e Gabriel Fauré.
Suas peças musicais exigiam empenho de quem as tocas-
VH8PDSHÂDGHGLIÈFLOH[HFX¾RÄR{ Concerto de piano para
a mão esquerda FULDGD SDUD R SLDQLVWD DXVWUÈDFR 3DXO :LWW-
JHQVWHLQTXHKDYLDSHUGLGRREUDÂRGLUHLWRQD3ULPHLUD*XHU-
ra Mundial.
(P  5DYHO FULRX VXD SULPHLUD REUD RUTXHVWUDO SDUD
D R
EDOÄ{ Daphnis e Chloé HQFHQDGR SHOD FRPSDQKLD %DOÄV 5XVVRV
VVRV
GRHPSUHV¼ULR6HUJHL'LDJKLOHY(PDSHGLGRGDEDLODULQD,GD
DULQD,GD
Rubinstein, criou %ROHUR, uma das suas obras mais conhecidas.

sinestésicas: que geram sinestesia, experiência sensorial em que sensações correspondentes a um sentido são associadas a outro
(por exemplo, um som pode evocar uma imagem, um cheiro pode lembrar um gosto, etc.).
sinfonia: a palavra vem do grego e quer dizer reunião de vozes. Trata-se de uma composição para ser tocada por uma orquestra,
com muitos instrumentos, destinada ao grande público. É dividida em partes, ou movimentos, que levam o nome do andamento
(velocidade) predominante. Por exemplo: allegro{ U¼SLGR {andante{ OHQWRPRGHUDGR DGDJLR OHQWR SUHVWR UDSLGÈVVLPR 

20 ÇDQRÉ9ROXPH
pesquisa
Na internet, pesquise composições de Claude Debussy e Maurice Ravel e escute-as com atenção.
Depois disso, compare o estilo desses artistas com composições de músicos contemporâneos que
você costuma escutar e admira. Que principais diferenças você consegue reconhecer? Anote o que
você pesquisou e apresente à turma suas conclusões.

Formas musicais
Conheça outras formas musicais clássicas, além da sinfonia.
 &RQFHUWR{ s VXUJLX GDV{ árias
árias{ H FHQDV RSHUÈVWLFDV FRP SDSHO
¼ULDV: peças musicais para uma voz
dramático desempenhado pelo instrumento ou cantor solista. cantante.
Divide-se em partes, chamadas de movimentos, entre os quais
os músicos fazem uma pausa. No século XV, o termo concerto era frequentemente usa-
do para denominar um conjunto de vozes e instrumentos. Depois, passou a designar uma
obra em que um instrumento ou um grupo instrumental solista contrasta com uma or-
questra. Hoje, a palavra concerto é utilizada para se referir a uma apresentação musical
realizada no teatro, além de designar uma obra musical criada especificamente para ser
executada por um instrumento solo, acompanhado pela orquestra.
 Cantata sSHÂDFDQWDGDRXVHMDXPDREUDSDUDYR]HVFRPDFRPSDQKDPHQWRLQVWUXPHQ-
tal. No século XVIII, o termo foi aplicado para uma grande variedade de obras sacras e
seculares, geralmente para coro e orquestra.
 2UDWÎULR sJHUDOPHQWHGHWHP¼WLFDUHOLJLRVDÄXPDKLVWÎULDQDUUDGDPXVLFDOPHQWHFRPD
SDUWLFLSD¾RGHVROLVWDVFRURHRUTXHVWUD$SUR[LPDVHGDÎSHUDPDVFRPÅQIDVHPDLRU
ao coro e sem a exigência de cenário, figurinos ou ação.
 3UHOÕGLR{sWHUPRXVDGRSDUDLQGLFDUXPPRYLPHQWRPXVLFDOTXHDQWHFHGHRXDQXQFLD
uma obra maior.
 )XJD{sFRPSRVL¾RSROLIÏQLFDTXHGHVHQYROYLDODUJDPHQWHXPPHVPRWHPDGHIRUPDV
variadas.
 5DSVÎGLD{sFRPSRVL¾RTXHWLQKDFRPRFDUDFWHUÈVWLFDRXQLYHUVRSRSXODUHVSHFLDOPHQWH
temas de melodias da cultura popular.
 5ÄTXLHP s PÕVLFD VDFUD H[HFXWDGD HVSHFLDOPHQWH QDV PLVVDV HP KRPHQDJHP DRV
mortos.
 6XÈWH{sFRPSRVL¾RPXVLFDOFRPPRYLPHQWRVLQVWUXPHQWDLVGLVSRVWRVRUGHQDGDPHQWH
GHPRGRDVHUHPH[HFXWDGRVVHPLQWHUUXSÂÐHV1R%DUURFRDVXÈWHHUDFRPSRVWDSRU
vários movimentos de uma mesma tonalidade, geralmente inspirados em estilos de
música e dança.
 7RFDWD{sIRUPDOLYUHGHFRPSRVL¾RPXVLFDOSDUDLQVWUXPHQWRVGHWHFODVHFRPPHQRV
frequência, para outros instrumentos.

Arte 21
Tipos de orquestra
Você já estudou que a orquestra é formada por um conjunto de instrumentos. Ela adqui-
riu esse formato durante o Classicismo, mas já teve outras configurações.
A palavra orquestra vem do grego e quer dizer lugar de dançar, porque indicava o espaço
semicircular em frente ao palco, onde o coro cantava e dançava. No século XVII, na França, a
SDODYUDSDVVRXDGHILQLURJUXSRGHPÕVLFRVTXHDFRPSDQKDYDDVÎSHUDV)RLVRPHQWHQRVÄ-
culo XVIII que a denominação de orquestra foi atribuída ao grupo de músicos, que passaram
também a se apresentar no palco.
Na atualidade, a orquestra moderna se organiza das seguintes formas:
 *UDQGHRUTXHVWUD{sGLUHFLRQDGD»H[HFX¾RGHREUDVVLQIÏQLFDVHRSHUÈVWLFDVSUHGRPL-
nantes do Classicismo aos dias atuais.
 Orquestra de teatro{sIRUPD¾RXWLOL]DGDHPPXVLFDLVEDOÄVHÎSHUDV

22 ÇDQRÉ9ROXPH
 2UTXHVWUD{GH{F½PDUD{sJUXSRPHQRUTXHWUDEDOKDHVSHFLDOPHQWHFRPSHÂDVFO¼VVLFDV
EDUURFDVHURP½QWLFDV
 2UTXHVWUDGHÄSRFD{sGHVWLQDGD»H[HFX¾RGHREUDVGHPÕVLFDUHQDVFHQWLVWDEDUURFDH
clássica, é composta por instrumentos originais de cada período.

Orquestra sinfônica e orquestra filarmônica


&KDPDPRVGHRUTXHVWUDVVLQIÏQLFDVDTXHODVTXHJHUDOPHQWHV¾RPDQWLGDVHDGPLQLVWUD-
das pelo Estado, na esfera municipal, estadual ou federal.
-¼DVILODUPÏQLFDVHPVXDPDLRULDV¾RSDWURFLQDGDVRXDGPLQLVWUDGDVSRUPHFHQDV SHV-
VRDFRPSRVVHVTXHSDWURFLQDPDVDUWHV HPSUHVDVSULYDGDVRXLQVWLWXLÂÐHVSDUWLFXODUHV
$PEDVV¾RFRPSRVWDVGHFHUFDGHFHPPÕVLFRVTXHVHDSUHVHQWDPHPJUDQGHVDXGLWÎ-
rios e, geralmente, executam música erudita.

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2UTXHVWUD6LQIÏQLFDGR(VWDGRGH6¾R3DXORs2VHVS

Arte 23
atividades

Escute com atenção as duas músicas que seu professor irá reproduzir em sala e faça um desenho
nos espaços abaixo representando as sensações e impressões que cada música lhe causou.

Música 1

Música 2

24 ÇDQRÉ9ROXPH
Pantomima e mimo
3DQWRPLPDHPLPR são formas de repre-
sentação teatral que exploram a expressividade
facial e corporal.
O mimo nasceu na Grécia Antiga e se populari-
zou pela imitação dos tipos e costumes da época. As
apresentações tinham diálogos, canto e dança. Em tem-
pos modernos, tornou-se uma arte silenciosa, centrada
nas emoções de gestos e movimentos.

©Shutterstock/Yuriy Golub
„+HUYH%58+$7*DPPD5DSKR
Já a pantomima teve sua origem na Roma
Antiga e era também um tipo de espetáculo
muito popular, mas voltado a temas mais eleva-

via Getty Images


dos. Utilizava elementos da tragédia para criar
KLVWÎULDV GUDP¼WLFDV SULQFLSDO-
mente por meio de gestos.
As mãos ganhavam gran-
de força expressiva, já que os
atores utilizavam máscaras que
impediam a visão de suas expres-
sões faciais e limitava a fala. O pan-
tomimus FRPR HUD FKDPDGR R DWRU 
geralmente atuava sozinho, acompa-
nhado por diversos instrumentistas.
A pantomima e o mimo se de-
senvolveram nos séculos seguintes
e tiveram grandes representantes na
França e no cinema estadunidense. O
francês Marcel Marceau foi um dos mais Marcel Marceau, importante
populares mímicos do século XX. mímico do século XX, com seu
LFÏQLFRSHUVRQDJHP%LS

Arte 25
troca de ideias
Você já reparou que o nosso rosto reflete exatamente aquilo que sentimos? As emoções trans-
formam as formas dos olhos, da boca e das sobrancelhas. Cada vez que uma nova emoção surge,
nosso rosto expõe as mudanças: do medo para o alívio; da tristeza para a alegria; do espanto
para a indiferença; do choro para o riso.
1 Com que expressão você está agora? É uma expressão concentrada? Calma? Combine com um
colega que ele será o seu espelho e vice-versa, para vocês testarem a habilidade de ler a expres-
V¾RIDFLDOXPGRRXWUR3RUH[HPSORSHQVHHPXPDHPR¾RFRPRDDOHJULDHIDÂDXPDH[SUHV-
V¾RDOHJUH3HÂDDRVHXFROHJDTXHREVHUYHHDGLYLQKHRTXHYRFÅHVW¼VHQWLQGR([SHULPHQWH
variar as emoções: espanto, terror, tristeza, raiva, nervosismo, comoção. Depois, invertam os
papéis.
2 (PILOPHVYRFÅM¼GHYHWHUYLVWRFHQDVHPF½PHUDOHQWDHPTXHRVPRYLPHQWRVV¾RPRVWUDGRV
um de cada vez. Como isso poderia funcionar no teatro e na dança? Com o auxílio do professor, a
turma deve se organizar em dois grupos, dispostos em fileiras ou semicírculos. Cada grupo deve-
U¼H[HFXWDUPRYLPHQWRVEHPOHQWDPHQWHFRPRVHHVWLYHVVHPHPF½PHUDOHQWD3ULPHLUDPHQWH
GDQFHPXPDPÕVLFDEHPDQLPDGDHGHSRLVHVFROKDPRXWUDPDLVPHODQFÎOLFD
3DUDDMXGDUQHVVDH[HFX¾RVLJDPRVSDVVRVDVHJXLU
 Em grupos, escolham as duas músicas e, para cada uma delas, explorem variações entre movi-
mentos cotidianos e movimentos dançados.
 3UHSDUHPILJXULQRVSDUDDH[HFX¾RGDVGDQÂDV
 ([SHULPHQWHPH[HFXWDURVIDWRUHVGRPRYLPHQWRHPF½PHUDOHQWDGHVFULWRVDEDL[R
 7HPSRs&RPRVHULDPRYHURFRUSRGHPDQHLUDDJLWDGDHGHSRLVYDJDURVD"
 3HVRs&RPRGLIHUHQFLDUXPPRYLPHQWROHYHGHXPSHVDGR"
 )OXÅQFLDs+¼OLEHUGDGHQDPRYLPHQWD¾R"6HQ¾RK¼FRPRUHSUHVHQWDULVVRFRUSRUDOPHQWH"
 (VSDÂRs&RPRRFXSDURHVSDÂRGDVDODFRPVHXFRUSR"
Vocês podem fotografar e filmar essa atividade e, se quiserem, preparar uma apresentação para
o evento Artes em festa. Em seguida às apresentações, conversem com os colegas e troquem
experiências sobre o processo criativo de cada grupo e sobre as facilidades e desafios que en-
FRQWUDUDPQDFULD¾RGDVGXDVGDQÂDVH[HFXWDGDVHPF½PHUDOHQWD

arte brasileira
© Emidio Luisi

A peça 1RYD YHOKD KLVWÎULD é uma versão Cena da peça Nova


adulta de Chapeuzinho Vermelho, levada aos YHOKDKLVWÎULD, em
HQFHQDGDHP
palcos pelo autor e diretor Antunes Filho, em
fonemol
(OHFULRXXPLGLRPDSUÎSULRFKDPDGRGH
fonemol, em que todo o texto era falado com
uma língua inventada. Assim, durante o espetá-
culo, nenhuma palavra conhecida era usada, e o
sentido da cena era construído, principalmente,
pela expressão corporal dos atores e pelo tom
de voz utilizado no idioma fonemol.

26 ÇDQRÉ9ROXPH
Ideias em ação
$PÈPLFDÄXPDWÄFQLFDLPSRUWDQWHSDUDRDWRU3DUDFRORF¼ODHPSU¼WLFDSULPHLUDPHQWH
é preciso definir um roteiro de intenções. Depois, é preciso criar uma ação para cada intenção.
(PJUXSRVHVFROKDPXPDKLVWÎULDFRQKHFLGDFRPRChapeuzinho Vermelho, e criem cenas
para compor uma peça usando mímica. Depois de ensaiar a peça, apresentem-na à turma. Se
quiserem, adicionem alguns sons e palavras inventadas para compor a cena.

Teatro de sombras
Origem do teatro de sombras
'HVGHD3UÄ+LVWÎULDDVVRPEUDVTXHVHIRUPDYDPQDVSDUHGHVGDVFDYHUQDVLQVSLUDYDP
RVSRYRVDFRQVWUXÈUHPQDUUDWLYDV3RULVVRRWHDWURGHVRPEUDVSURYDYHOPHQWHIRLDSULPHL-
UDIRUPDWHDWUDOFULDGDSHODKXPDQLGDGHQRWHUULWÎULRGD&KLQD$QWLJD
1D¨QGLDRWHDWURGHVRPEUDVM¼H[LVWLDK¼PDLVGHDQRVD&HRVSHUVRQDJHQVHUDP
baseados na mitologia. Na Indonésia, o teatro de sombras se originou dos cultos ancestrais
javaneses e se desenvolveu, posteriormente, com a chegada do hinduísmo às ilhas, como a
de Java.

Novos formatos
O teatro de sombras adquiriu novos formatos, técnicas e temáticas à medida que grupos
HFRPSDQKLDVFRQWHPSRU½QHRVID]LDPH[SHULPHQWDÂÐHV2DWRUPDQLSXODGRUÄXPHOHPHQWR
central nesse tipo de linguagem do teatro. Seus saberes envolvem: a gestualidade das mãos;
a manipulação de figuras, objetos e bonecos; e o jogo de sombras com contornos corporais.

Sombras com silhuetas humanas

©Shutterstock/Dnai Amponndanai
3DUDRUJDQL]DUXPWHDWURGHVRPEUDVFRPVLOKXHWDV
humanas, são necessários: um lençol branco, fino e sem
emendas; uma armação de madeira para prender as
pontas do lençol, de modo a deixá-lo bem esticado; e
XPD O½PSDGD GH  ZDWWV $ O½PSDGD GHYH VHU LQVWD-
lada no centro e na altura correspondente ao peito dos
atores. As demais luzes do ambiente devem permanecer
„6KXWWHUVWRFN7KXQGHU:DIIOH

apagadas.

Sombras com formas recortadas


O teatro de sombras pode ser feito com o uso de fi-
guras planas recortadas na forma de animais, plantas
ou pessoas. Essas figuras podem ser feitas em papel-
-cartão e presas em varetas de madeira, para permitir a
manipulação.

Arte 27
o que já conquistei

Com base no que vocês aprenderam neste capítulo, reúnam-se em grupos para criar um teatro de
sombras. Vocês poderão apresentá-lo no evento Artes em festa, que já está para acontecer.
3UHSDUHPRVPDWHULDLV SDSHOFDUW¾RWHVRXUDFRODHYDUHWDVGHPDGHLUD QHFHVV¼ULRVSDUDDFULD-
¾RGHSHUVRQDJHQVHHOHPHQWRVFÅQLFRV8VDQGRODQWHUQDVRXO½PSDGDVH[SORUHPRVHIHLWRVGDV
VRPEUDVGRVREMHWRVSURMHWDGRVQDSDUHGH3DUDDFULD¾RGHVVDFHQDYRFÅVWDPEÄPSRGHPXWLOL]DU
músicas.
Utilizem o espaço abaixo para criar o texto que será encenado e fazer anotações sobre os demais
elementos da cena. Lembrem-se de registrar, em vídeo e fotografias, os momentos de ensaio e de
apresentação.

artes em festa
Chegou o momento de confraternização em torno das linguagens artísticas. Você,
VHXV FROHJDV H DV RXWUDV WXUPDV GR (QVLQR )XQGDPHQWDO s $QRV )LQDLV Y¾R DSUHVHQWDU
para familiares, amigos e comunidade escolar o resultado do trabalho realizado ao longo
do ano letivo.
Inspirado nas obras que você produziu durante o ano para o evento, crie, em folhas avulsas,
convites para o Artes em festa. Use sua criatividade!

28 ÇDQRÉ9ROXPH

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