Arte
Arte
Volume 4
Capítulo 4
Impressionismo e fotografia 2
4
capítulo
Impressionismo e
fotografia
©Museu Marmottan Monet, Paris, França
MONET, Claude. Impressão: nascer do sol. 1872. 1 óleo sobre tela, color., 50 × 65 cm. Museu Marmottan Monet, Paris, França.
Impressionismo
Um grupo de artistas franceses revolucionou
Arte 3
? curiosidade
Salão dos recusados
Em 1863, a banca examinadora do famoso Salão de Paris recebeu cinco mil inscrições
de trabalhos, mas recusou três mil deles, incluindo as pinturas dos impressionistas. Dian-
te dessa realidade, Napoleão III exigiu que se criasse uma exposição paralela ao salão da
DFDGHPLDSDUDUHXQLUWRGDVDVREUDVUHFXVDGDVTXHDFDERXVHFKDPDQGR{6DORQGHV5H-
fusés ("Salão dos Recusados", em português). A mostra atraiu uma multidão de curiosos,
que desejavam saber como eram as obras dos recusados, entre eles os pintores Édouard
Manet e Paul Cézanne. Logo, o evento se tornou um forte concorrente ao salão da acade-
mia, inspirando a organização de exposições independentes, entre elas a realizada pelos
impressionistas em 1874.
MONET, Claude. Catedral de Rouen. Fachada. 1892. 1 MONET, Claude. Catedral de Rouen, portal ao meio-dia.
óleo sobre tela, color., 100,4 × 65,4 cm. Museu de Arte 1893. 1 óleo sobre tela, color., 106 x 73 cm. Sterling e
de Pola, Japão. Francine Clark Instituto de Arte de Williamstown
4 ÇDQRÉ9ROXPH
GALERIA
Arte 5
Ideias em ação
Crie um trabalho inspirado na obra de Monet. Para isso, escolha uma paisagem e contemple-a, observan-
do os efeitos da luz que incide sobre ela. Em seguida, reproduza essa imagem no espaço abaixo. Assim
como fez Monet, realize diversas versões da mesma paisagem, estudando a luz em diferentes horas do
dia. Para isso, use folhas avulsas e lápis de cor.
Os resultados desta atividade podem ser expostos no evento Artes em festa, com outras obras reali-
zadas pela turma.
6 ÇDQRÉ9ROXPH
O pintor francês Pierre-Auguste
©Coleção particular
DEGAS, Edgar. Dançarina no palco com um buquê. 1876. 1 pastel sobre monotipia em papel. Coleção particular.
Arte 7
O pintor francês Édouard Manet{ HVWXGRXQD(VFRODGH%HODV$UWHVGH3DULV
Seu trabalho inspirou o movimento impressionista, mas ele se negou a ser identificado como
representante desse estilo de pintura. Em suas obras, Manet retratava a vida da sociedade
francesa da época por meio de jogos de luz e sombras, texturas apenas sugeridas e formas
simplificadas.
? curiosidade
A obra Música nas Tulherias foi a primeira pintura em que Manet retratou a vida na
cidade moderna. Uma banda está tocando (embora não se vejam os músicos) para uma
multidão de pessoas vestidas de acordo com a moda da época. Entre os personagens da
tela, Manet incluiu amigos, familiares, ele mesmo e artistas conhecidos, como o poeta
%DXGHODLUH RFRPSRVLWRU-DFTXHV2IIHQEDFK HQWUHRXWURV
MANET, Édouard. Música nas Tulherias. 1862. 1 óleo sobre tela, color., 76,2 × 118,1 cm. Galeria Nacional, Londres,
Inglaterra.
pesquisa
Em grupos, façam uma pesquisa sobre um artista impressionista, escolham uma obra e
apresentem para turma o que caracteriza a obra como impressionista.
8 ÇDQRÉ9ROXPH
artes em festa
O evento Artes em festa está chegando! Como estão os preparativos para essa gran-
de celebração das artes que vai reunir alunos, familiares e professores? A data já está
definida com a direção da escola? Vocês já combinaram com as outras turmas como farão
a divisão do uso dos ambientes? Cada grupo vai ocupar um espaço, ou eles serão compar-
tilhados? Haverá locais exclusivos para exposições e outros para apresentações ou serão
espaços híbridos? A organização dos espaços será temática? Os convidados poderão cir-
cular entre todas as salas? Haverá uma ordem sugerida dessa circulação ou ela será livre?
Discutam e tomem decisões sobre a organização do evento, tendo em mente a quan-
tidade de pessoas que devem estar presentes e a duração estimada tanto das visitas
às exposições quanto das apresentações de teatro, dança, música, performances e tudo
o mais que vocês tiverem selecionado. Esse é um momento fundamental para rever a
quantidade de obras e apresentações que será levada ao público. Essa não é uma tarefa
simples, mas é necessária para identificar possíveis excessos na quantidade ou lacunas
que ainda devem ser preenchidas. Pensar no tempo e nos espaços disponíveis ajuda a
refinar a curadoria.
E quanto aos convidados especiais? Algum artista participará dessa celebração? Ha-
verá apresentações seguidas de bate-papos? Artistas mais experientes farão oficinas
para a comunidade? Como será aproveitada a oportunidade de troca nesses encontros?
Como está a divulgação do evento Artes em festa? Estão sendo feitos cartazes,
banners, bilhetes, arquivos de áudio e de vídeo? Essa também é uma oportunidade para
estimular talentos criativos, uma vez que há a necessidade de desenvolver projetos grá-
ficos interessantes para as peças publicitárias, que organizem imagens e textos de for-
ma a chamar a atenção do público e instigá-lo a comparecer ao evento. Os textos dos
convites terão chamadas impactantes? O humor será utilizado nessa propaganda?
Definam um calendário para essa divulgação, de modo a atingir o público-alvo com
um estímulo programado, que pode antecipar o espírito festivo e mostrar um pouco do
que será visto no local, data e hora combinados.
(OGHU*DOY¾R'LJLWDO
Arte 9
atividade
troca de ideias
Agora, converse com os colegas e o professor sobre o estilo de cada obra vista
anteriormente e as mensagens que elas podem transmitir.
10 ÇDQRÉ9ROXPH
Ideias em ação
Agora, use a sua criatividade para criar, assim como fez Magritte, uma composição onde
elementos não usuais ocupam a sacada de uma casa. Como os impressionistas, componha
sua cena com três elementos mais à frente, expostos à luz, e outro na penumbra, no canto
direito da obra.
Arte 11
Pontilhismo
O termo pontilhismo foi criado pelo crítico de arte francês Félix Fénéon, em 1886, ao des-
FUHYHUDJUDQGHSLQWXUD{ Uma tarde de domingo na Ilha de Grande Jatte, de Georges Seurat
(1859-1891). A técnica trabalha a justaposição de pontos, de forma a criar o efeito desejado
pelo artista. Os minúsculos pontos de cores puras e constrastantes, observados a certa dis-
tância, misturam-se pelo olhar em nosso cérebro.
12 ÇDQRÉ9ROXPH
Ideias em ação
As obras impressionistas costumam retratar cenas ao ar livre. Inspire-se na técnica do
pontilhismo, criada por Seurat, e faça uma obra que explore cenas ao ar livre durante o pe-
ríodo de quarentena de Covid-19 vivido por você. Para isso, utilize pontos multicoloridos.
Você também pode criar outras obras em folhas de papel avulsas para expor no evento
Artes em festa.
Arte 13
conectado
O Impressionismo também influenciou a literatura, embora não seja considerado um
movimento literário, mas, sim, uma atitude na expressão. Para os escritores que se iden-
tificaram com o Impressionismo, o mais importante não é a descrição das cenas, mas as
impressões, sensações e emoções que elas podem sugerir.
Imagine uma situação em que você bebe um chá e come um pedaço de bolo. Em se-
guida, descreva como você imagina essa cena e o que você pensa e sente a respeito dela.
Agora, observe como o escritor francês Marcel Proust (1871-1922) descreve a mesma
cena em uma de suas obras, que é um clássico da literatura universal com fortes caracte-
rísticas impressionistas.
Mas no mesmo instante em que aquele gole, de envolta com as migalhas do bolo, tocou o meu
paladar, estremeci, atento ao que se passava de extraordinário em mim. Invadira-me um prazer
delicioso, isolado, sem noção de sua causa. Esse prazer logo me tornara indiferente às vicissitu-
des da vida, inofensivos seus desastres, ilusória sua brevidade, tal como o faz o amor, enchendo-
-me de uma preciosa essência: ou antes, essa essência não estava em mim, era eu mesmo. Cessa-
va de me sentir medíocre, contingente, mortal. De onde me teria vindo aquela poderosa alegria?
Senti que estava ligada ao gosto do chá e do bolo, mas que o ultrapassava infinitamente e não
devia ser da mesma natureza. De onde vinha? Que significava? Onde aprendê-la?
PROUST, Marcel. Em busca do tempo perdido: no caminho de Swann. Tradução de Mario Quintana. São Paulo:
Globo, 2006, p. 71.
14 ÇDQRÉ9ROXPH
atividades
1 Como visto anteriormente, os impressionistas procuraram explorar temas como cenas do cotidiano
em suas obras, destacando a forma como as cores e luzes interagem entre os objetos que consti-
tuem a cena. Faça uma pintura de observação ao ar livre, explorando as luzes e cores do início, meio
ou fim do dia. Utilize o espaço abaixo para criar sua obra.
2 Agora, tente descrever quais sensações, sentimentos e impressões a sua pintura está transmitindo.
Arte 15
Fotografia
No século XIX, as descobertas da Física e da Química possibilitaram o desenvolvimento
da fotografia.
Em 1816, usando uma caixa de madeira, ou câmera escura, o francês Joseph Nicéphore
Niépce foi o primeiro a conseguir gravar uma imagem numa folha de papel sensibilizado
quimicamente. Entre 1820 e 1830, Louis Daguerre, que trabalhou em parceria com Nièpce,
FRQVHJXLXUHJLVWUDUFRPVXDF½PHUDLPDJHQVVREUHXPDSODFD{PHW¼OLFD{TXHHOHFKDPRXGH
daguerreótipo. O problema era que todo o processo produzia apenas um positivo, ou seja,
apenas uma fotografia.
Faltava, ainda, desenvolver um processo que possibilitasse a reprodução de várias cópias
em papel, ou seja, faltava inventar o negativo. A invenção foi atribuída, naquele mesmo ano,
ao cientista inglês William Henry Fox Talbot.
As primeiras câmeras eram grandes e pesadas e registravam as imagens em placas rígi-
das, não em filmes. No fim do século XIX, o inventor George Eastman criou o filme flexível
e uma câmera pequena e simples, e todas as imagens obtidas eram em preto e branco. Em
1963, surgiu o filme instantâneo colorido (conhecido pelo nome do fabricante, a Polaroid), e
as câmeras digitais foram criadas bem mais tarde, na década de 1990.
Câmara escura
Raios de luz
Caixa
Tela
Divo Padilha. 2019. Digital.
Buraco
na caixa Imagem
invertida
Objeto
No século XV, o artista e inventor Leonardo da Vinci constatou que, recortando um pequeno furo na janela
de um quarto totalmente escuro, a imagem do objeto do lado de fora da janela era projetada dentro do
quarto, de cabeça para baixo. As proporções, no entanto, eram perfeitas. Depois disso, vários artistas
adotaram caixas de madeira com um furo para reproduzir a realidade, as chamadas câmaras escuras.
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Desde o surgimento
©akg-images/Album/Album/Fotoarena
da fotografia até a atua-
lidade, com as imagens
digitais, a fotografia e a
pintura sofrem influência
uma da outra e se trans-
formam. Os primeiros fo-
tógrafos eram pintores, e
o surgimento da fotogra-
fia fez com que todas as
artes passassem por uma
reflexão. Pelas suas ca-
racterísticas, ela libertou
a pintura da representa-
ção fiel e foi fundamen-
tal para o surgimento dos
movimentos artísticos do
século XX.
? curiosidade
©Granger/Glow Images
A primeira selfie
Atualmente, com a popularização
dos smartphones, a fotografia e o vídeo
se tornaram bastante acessíveis. O cres-
cimento do uso desses aparelhos fez
nascer o fenômeno das selfies, autorre-
tratos tirados com a câmera do celular.
No entanto, engana-se quem pensa que
essa prática é recente.
Em 1839, Robert Cornelius, químico
alemão que vivia na Filadéfia, registrou
a primeira selfie da história. O objetivo
de Cornelius era conhecer e aperfeiçoar
o daguerreótipo. Para registrar seu au-
torretrato, ele ficou de pé e parado du-
rante cerca de 15 minutos, sem a certe-
za de que o registro daria certo ou não,
já que, na época, a fotografia era uma
tecnologia muito recente.
Arte 17
Fotografia feita com pin-hole
Pin-hole{ GRLQJOÅVEXUDFRGHDJXOKD ÄXPDP¼TXLQDIRWRJU¼ILFD
alternativa, sem lente, que permite fotografar de um jeito muito inte-
ressante e divertido. Trata-se de uma câmara escura, ou seja, um com-
Pith
partimento fechado, totalmente sem luz, com um pequeno
s/
©P. Imagen
orifício.
O processo de fotografar com uma pin-hole exige
um tempo maior de exposição do papel fotográfico
à luz por ser um processo artesanal. A pin-hole gera
uma fotografia em negativo. Também é possível a uti-
lização de negativo fotográfico.
Uma lata de panetone com um
pequeno furo pode se transformar em
uma pin-hole.
atividade
Vamos produzir uma imagem em preto e branco usando uma pin-hole? Para isso, você vai precisar
construir a sua câmera com as orientações do professor. O processo não é difícil, mas é preciso uti-
lizar os materiais apropriados e seguir corretamente o modo de fazer.
conectado
Mesmo com os avanços na produção de fotografias, as imagens em preto e branco
continuam sendo apreciadas e produzidas nos mais diversos contextos.
A fotografia em preto e branco é um marco do início dessa arte. Mesmo com o advento
da cor, ela continuou sendo explorada como uma escolha do fotógrafo, ou seja, como um
estilo visual artístico.
©Shutterstock/Radharani ©Shutterstock/Serkan Ogdum ©Shutterstock/Izz Hazel
18 ÇDQRÉ9ROXPH
Ideias em ação
Além da revolução causada na área das artes, a evolução da fotografia no século XX fez
surgirem alguns gêneros fotográficos, como a fotografia jornalística. A fotografia jornalísti-
ca tem como objetivo narrar um acontecimento de forma clara, com valor informativo. Qual
informação ou acontecimento relevante você registraria? Faça uma fotografia jornalística,
imprima e cole no espaço abaixo, e, posteriormente, escreva uma legenda com informações
relevantes sobre ela. Vocês também podem preparar uma exposição na sala de aula e outra
no evento Artes em festa.
Arte 19
Música impressionista
A música impressionista surgiu no século XIX, na França, e desenvolveu-se até meados do
século XX. Entre os compositores que se destacaram nesse período, estão Claude Debussy e
Maurice Ravel.
Nas composições impressionistas, predominavam os efeitos sonoros que instigavam a
imaginação de cenas e paisagens. É como se a música pudesse refletir as percepções diante
da contemplação visual de um dia luminoso, por exemplo. As obras recebiam nomes que
faziam referência à natureza, e as melodias eram sinestésicas
sinestésicas, sensoriais e remetiam ao su-
blime, ao espiritual.
o m m o ns
&RPDREUD{ O marGH'HEXVV\UHYROXFLRQRXRTXH
ed ia C
sinfonia,
KDYLDGHPDLVVDJUDGRQDPÕVLFDGDTXHODÄSRFDD{sinfonia
tanto na composição e na disposição dos elementos da or--
ki m i
©:
questra quanto no abandono da tonalidade tradicional. Sem m
se ater a esquemas preestabelecidos e com sua forma aberta, ta,
fazia com que o som se movesse como as linhas, as cores ou o vo-
lume de uma pintura abstrata.
WHYHDXODVFRPJUDQGHVFRPSRVLWRUHVFRPR&KDUOHVGH%ÄULRW RW
ro
©O
e Gabriel Fauré.
Suas peças musicais exigiam empenho de quem as tocas-
VH8PDSHÂDGHGLIÈFLOH[HFX¾RÄR{ Concerto de piano para
a mão esquerda FULDGD SDUD R SLDQLVWD DXVWUÈDFR 3DXO :LWW-
JHQVWHLQTXHKDYLDSHUGLGRREUDÂRGLUHLWRQD3ULPHLUD*XHU-
ra Mundial.
(P 5DYHO FULRX VXD SULPHLUD REUD RUTXHVWUDO SDUD
D R
EDOÄ{ Daphnis e Chloé HQFHQDGR SHOD FRPSDQKLD %DOÄV 5XVVRV
VVRV
GRHPSUHV¼ULR6HUJHL'LDJKLOHY(PDSHGLGRGDEDLODULQD,GD
DULQD,GD
Rubinstein, criou %ROHUR, uma das suas obras mais conhecidas.
sinestésicas: que geram sinestesia, experiência sensorial em que sensações correspondentes a um sentido são associadas a outro
(por exemplo, um som pode evocar uma imagem, um cheiro pode lembrar um gosto, etc.).
sinfonia: a palavra vem do grego e quer dizer reunião de vozes. Trata-se de uma composição para ser tocada por uma orquestra,
com muitos instrumentos, destinada ao grande público. É dividida em partes, ou movimentos, que levam o nome do andamento
(velocidade) predominante. Por exemplo: allegro{ U¼SLGR {andante{ OHQWRPRGHUDGR DGDJLR OHQWR SUHVWR UDSLGÈVVLPR
20 ÇDQRÉ9ROXPH
pesquisa
Na internet, pesquise composições de Claude Debussy e Maurice Ravel e escute-as com atenção.
Depois disso, compare o estilo desses artistas com composições de músicos contemporâneos que
você costuma escutar e admira. Que principais diferenças você consegue reconhecer? Anote o que
você pesquisou e apresente à turma suas conclusões.
Formas musicais
Conheça outras formas musicais clássicas, além da sinfonia.
&RQFHUWR{ s VXUJLX GDV{ árias
árias{ H FHQDV RSHUÈVWLFDV FRP SDSHO
¼ULDV: peças musicais para uma voz
dramático desempenhado pelo instrumento ou cantor solista. cantante.
Divide-se em partes, chamadas de movimentos, entre os quais
os músicos fazem uma pausa. No século XV, o termo concerto era frequentemente usa-
do para denominar um conjunto de vozes e instrumentos. Depois, passou a designar uma
obra em que um instrumento ou um grupo instrumental solista contrasta com uma or-
questra. Hoje, a palavra concerto é utilizada para se referir a uma apresentação musical
realizada no teatro, além de designar uma obra musical criada especificamente para ser
executada por um instrumento solo, acompanhado pela orquestra.
Cantata sSHÂDFDQWDGDRXVHMDXPDREUDSDUDYR]HVFRPDFRPSDQKDPHQWRLQVWUXPHQ-
tal. No século XVIII, o termo foi aplicado para uma grande variedade de obras sacras e
seculares, geralmente para coro e orquestra.
2UDWÎULR sJHUDOPHQWHGHWHP¼WLFDUHOLJLRVDÄXPDKLVWÎULDQDUUDGDPXVLFDOPHQWHFRPD
SDUWLFLSD¾RGHVROLVWDVFRURHRUTXHVWUD$SUR[LPDVHGDÎSHUDPDVFRPÅQIDVHPDLRU
ao coro e sem a exigência de cenário, figurinos ou ação.
3UHOÕGLR{sWHUPRXVDGRSDUDLQGLFDUXPPRYLPHQWRPXVLFDOTXHDQWHFHGHRXDQXQFLD
uma obra maior.
)XJD{sFRPSRVL¾RSROLIÏQLFDTXHGHVHQYROYLDODUJDPHQWHXPPHVPRWHPDGHIRUPDV
variadas.
5DSVÎGLD{sFRPSRVL¾RTXHWLQKDFRPRFDUDFWHUÈVWLFDRXQLYHUVRSRSXODUHVSHFLDOPHQWH
temas de melodias da cultura popular.
5ÄTXLHP s PÕVLFD VDFUD H[HFXWDGD HVSHFLDOPHQWH QDV PLVVDV HP KRPHQDJHP DRV
mortos.
6XÈWH{sFRPSRVL¾RPXVLFDOFRPPRYLPHQWRVLQVWUXPHQWDLVGLVSRVWRVRUGHQDGDPHQWH
GHPRGRDVHUHPH[HFXWDGRVVHPLQWHUUXSÂÐHV1R%DUURFRDVXÈWHHUDFRPSRVWDSRU
vários movimentos de uma mesma tonalidade, geralmente inspirados em estilos de
música e dança.
7RFDWD{sIRUPDOLYUHGHFRPSRVL¾RPXVLFDOSDUDLQVWUXPHQWRVGHWHFODVHFRPPHQRV
frequência, para outros instrumentos.
Arte 21
Tipos de orquestra
Você já estudou que a orquestra é formada por um conjunto de instrumentos. Ela adqui-
riu esse formato durante o Classicismo, mas já teve outras configurações.
A palavra orquestra vem do grego e quer dizer lugar de dançar, porque indicava o espaço
semicircular em frente ao palco, onde o coro cantava e dançava. No século XVII, na França, a
SDODYUDSDVVRXDGHILQLURJUXSRGHPÕVLFRVTXHDFRPSDQKDYDDVÎSHUDV)RLVRPHQWHQRVÄ-
culo XVIII que a denominação de orquestra foi atribuída ao grupo de músicos, que passaram
também a se apresentar no palco.
Na atualidade, a orquestra moderna se organiza das seguintes formas:
*UDQGHRUTXHVWUD{sGLUHFLRQDGD»H[HFX¾RGHREUDVVLQIÏQLFDVHRSHUÈVWLFDVSUHGRPL-
nantes do Classicismo aos dias atuais.
Orquestra de teatro{sIRUPD¾RXWLOL]DGDHPPXVLFDLVEDOÄVHÎSHUDV
22 ÇDQRÉ9ROXPH
2UTXHVWUD{GH{F½PDUD{sJUXSRPHQRUTXHWUDEDOKDHVSHFLDOPHQWHFRPSHÂDVFO¼VVLFDV
EDUURFDVHURP½QWLFDV
2UTXHVWUDGHÄSRFD{sGHVWLQDGD»H[HFX¾RGHREUDVGHPÕVLFDUHQDVFHQWLVWDEDUURFDH
clássica, é composta por instrumentos originais de cada período.
)XWXUD3UHVV&ULVWLDQR7RPD]
2UTXHVWUD6LQIÏQLFDGR(VWDGRGH6¾R3DXORs2VHVS
Arte 23
atividades
Escute com atenção as duas músicas que seu professor irá reproduzir em sala e faça um desenho
nos espaços abaixo representando as sensações e impressões que cada música lhe causou.
Música 1
Música 2
24 ÇDQRÉ9ROXPH
Pantomima e mimo
3DQWRPLPDHPLPR são formas de repre-
sentação teatral que exploram a expressividade
facial e corporal.
O mimo nasceu na Grécia Antiga e se populari-
zou pela imitação dos tipos e costumes da época. As
apresentações tinham diálogos, canto e dança. Em tem-
pos modernos, tornou-se uma arte silenciosa, centrada
nas emoções de gestos e movimentos.
©Shutterstock/Yuriy Golub
+HUYH%58+$7*DPPD5DSKR
Já a pantomima teve sua origem na Roma
Antiga e era também um tipo de espetáculo
muito popular, mas voltado a temas mais eleva-
Arte 25
troca de ideias
Você já reparou que o nosso rosto reflete exatamente aquilo que sentimos? As emoções trans-
formam as formas dos olhos, da boca e das sobrancelhas. Cada vez que uma nova emoção surge,
nosso rosto expõe as mudanças: do medo para o alívio; da tristeza para a alegria; do espanto
para a indiferença; do choro para o riso.
1 Com que expressão você está agora? É uma expressão concentrada? Calma? Combine com um
colega que ele será o seu espelho e vice-versa, para vocês testarem a habilidade de ler a expres-
V¾RIDFLDOXPGRRXWUR3RUH[HPSORSHQVHHPXPDHPR¾RFRPRDDOHJULDHIDÂDXPDH[SUHV-
V¾RDOHJUH3HÂDDRVHXFROHJDTXHREVHUYHHDGLYLQKHRTXHYRFÅHVW¼VHQWLQGR([SHULPHQWH
variar as emoções: espanto, terror, tristeza, raiva, nervosismo, comoção. Depois, invertam os
papéis.
2 (PILOPHVYRFÅM¼GHYHWHUYLVWRFHQDVHPF½PHUDOHQWDHPTXHRVPRYLPHQWRVV¾RPRVWUDGRV
um de cada vez. Como isso poderia funcionar no teatro e na dança? Com o auxílio do professor, a
turma deve se organizar em dois grupos, dispostos em fileiras ou semicírculos. Cada grupo deve-
U¼H[HFXWDUPRYLPHQWRVEHPOHQWDPHQWHFRPRVHHVWLYHVVHPHPF½PHUDOHQWD3ULPHLUDPHQWH
GDQFHPXPDPÕVLFDEHPDQLPDGDHGHSRLVHVFROKDPRXWUDPDLVPHODQFÎOLFD
3DUDDMXGDUQHVVDH[HFX¾RVLJDPRVSDVVRVDVHJXLU
Em grupos, escolham as duas músicas e, para cada uma delas, explorem variações entre movi-
mentos cotidianos e movimentos dançados.
3UHSDUHPILJXULQRVSDUDDH[HFX¾RGDVGDQÂDV
([SHULPHQWHPH[HFXWDURVIDWRUHVGRPRYLPHQWRHPF½PHUDOHQWDGHVFULWRVDEDL[R
7HPSRs&RPRVHULDPRYHURFRUSRGHPDQHLUDDJLWDGDHGHSRLVYDJDURVD"
3HVRs&RPRGLIHUHQFLDUXPPRYLPHQWROHYHGHXPSHVDGR"
)OXÅQFLDs+¼OLEHUGDGHQDPRYLPHQWD¾R"6HQ¾RK¼FRPRUHSUHVHQWDULVVRFRUSRUDOPHQWH"
(VSDÂRs&RPRRFXSDURHVSDÂRGDVDODFRPVHXFRUSR"
Vocês podem fotografar e filmar essa atividade e, se quiserem, preparar uma apresentação para
o evento Artes em festa. Em seguida às apresentações, conversem com os colegas e troquem
experiências sobre o processo criativo de cada grupo e sobre as facilidades e desafios que en-
FRQWUDUDPQDFULD¾RGDVGXDVGDQÂDVH[HFXWDGDVHPF½PHUDOHQWD
arte brasileira
© Emidio Luisi
26 ÇDQRÉ9ROXPH
Ideias em ação
$PÈPLFDÄXPDWÄFQLFDLPSRUWDQWHSDUDRDWRU3DUDFRORF¼ODHPSU¼WLFDSULPHLUDPHQWH
é preciso definir um roteiro de intenções. Depois, é preciso criar uma ação para cada intenção.
(PJUXSRVHVFROKDPXPDKLVWÎULDFRQKHFLGDFRPRChapeuzinho Vermelho, e criem cenas
para compor uma peça usando mímica. Depois de ensaiar a peça, apresentem-na à turma. Se
quiserem, adicionem alguns sons e palavras inventadas para compor a cena.
Teatro de sombras
Origem do teatro de sombras
'HVGHD3UÄ+LVWÎULDDVVRPEUDVTXHVHIRUPDYDPQDVSDUHGHVGDVFDYHUQDVLQVSLUDYDP
RVSRYRVDFRQVWUXÈUHPQDUUDWLYDV3RULVVRRWHDWURGHVRPEUDVSURYDYHOPHQWHIRLDSULPHL-
UDIRUPDWHDWUDOFULDGDSHODKXPDQLGDGHQRWHUULWÎULRGD&KLQD$QWLJD
1D¨QGLDRWHDWURGHVRPEUDVM¼H[LVWLDK¼PDLVGHDQRVD&HRVSHUVRQDJHQVHUDP
baseados na mitologia. Na Indonésia, o teatro de sombras se originou dos cultos ancestrais
javaneses e se desenvolveu, posteriormente, com a chegada do hinduísmo às ilhas, como a
de Java.
Novos formatos
O teatro de sombras adquiriu novos formatos, técnicas e temáticas à medida que grupos
HFRPSDQKLDVFRQWHPSRU½QHRVID]LDPH[SHULPHQWDÂÐHV2DWRUPDQLSXODGRUÄXPHOHPHQWR
central nesse tipo de linguagem do teatro. Seus saberes envolvem: a gestualidade das mãos;
a manipulação de figuras, objetos e bonecos; e o jogo de sombras com contornos corporais.
©Shutterstock/Dnai Amponndanai
3DUDRUJDQL]DUXPWHDWURGHVRPEUDVFRPVLOKXHWDV
humanas, são necessários: um lençol branco, fino e sem
emendas; uma armação de madeira para prender as
pontas do lençol, de modo a deixá-lo bem esticado; e
XPD O½PSDGD GH ZDWWV $ O½PSDGD GHYH VHU LQVWD-
lada no centro e na altura correspondente ao peito dos
atores. As demais luzes do ambiente devem permanecer
6KXWWHUVWRFN7KXQGHU:DIIOH
apagadas.
Arte 27
o que já conquistei
Com base no que vocês aprenderam neste capítulo, reúnam-se em grupos para criar um teatro de
sombras. Vocês poderão apresentá-lo no evento Artes em festa, que já está para acontecer.
3UHSDUHPRVPDWHULDLV SDSHOFDUW¾RWHVRXUDFRODHYDUHWDVGHPDGHLUD QHFHVV¼ULRVSDUDDFULD-
¾RGHSHUVRQDJHQVHHOHPHQWRVFÅQLFRV8VDQGRODQWHUQDVRXO½PSDGDVH[SORUHPRVHIHLWRVGDV
VRPEUDVGRVREMHWRVSURMHWDGRVQDSDUHGH3DUDDFULD¾RGHVVDFHQDYRFÅVWDPEÄPSRGHPXWLOL]DU
músicas.
Utilizem o espaço abaixo para criar o texto que será encenado e fazer anotações sobre os demais
elementos da cena. Lembrem-se de registrar, em vídeo e fotografias, os momentos de ensaio e de
apresentação.
artes em festa
Chegou o momento de confraternização em torno das linguagens artísticas. Você,
VHXV FROHJDV H DV RXWUDV WXUPDV GR (QVLQR )XQGDPHQWDO s $QRV )LQDLV Y¾R DSUHVHQWDU
para familiares, amigos e comunidade escolar o resultado do trabalho realizado ao longo
do ano letivo.
Inspirado nas obras que você produziu durante o ano para o evento, crie, em folhas avulsas,
convites para o Artes em festa. Use sua criatividade!
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