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Cartilha TCC

O documento é um guia sobre Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), explicando seu funcionamento, sinais que indicam a necessidade de terapia e a importância de um diagnóstico. Ele também aborda o papel do paciente e do psicólogo, a frequência das sessões e a definição de objetivos na terapia. O material é resultado de um projeto de extensão do Laboratório de Avaliação e Clínica Cognitiva (LACCog).

Enviado por

alana.g.almeida
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Cartilha TCC

O documento é um guia sobre Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), explicando seu funcionamento, sinais que indicam a necessidade de terapia e a importância de um diagnóstico. Ele também aborda o papel do paciente e do psicólogo, a frequência das sessões e a definição de objetivos na terapia. O material é resultado de um projeto de extensão do Laboratório de Avaliação e Clínica Cognitiva (LACCog).

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Guia de

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GUIA DE TERAPIA
COGNITIVO-
COMPORTAMENTAL
EQUIPE
HELENA FAVARINI KUHN
RICARDO FÉLIX LEÃO
PÂMELA ISADORA SCHUMANN
CLARISSA TOCHETTO DE OLIVEIRA

A reprodução total ou parcial do conteúdo é permitida desde que


seja citada a fonte e a finalidade não seja comercial.

2022
HELENA FAVARINI KUHN
Graduanda em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do
Laboratório de Avaliação e Clínica Cognitiva (LACCog). Estagiária em psicologia clínica com
ênfase em Terapia Cognitivo-Comportamental.

RICARDO FÉLIX LEÃO


Psicólogo graduado pela Faculdade Integrada de Santa Maria (FISMA). Pós-graduando em
Terapia Cognitivo-Comportamental pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
(PUCRS). Membro do Laboratório de Avaliação e Clínica Cognitiva (LACCog).
.

PÂMELA ISADORA SCHUMANN


Psicóloga graduada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Mestranda em
Psicologia pela UFSM. Membro do Laboratório de Avaliação e Clínica Cognitiva (LACCog).

CLARISSA TOCHETTO DE OLIVEIRA


Psicóloga graduada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Especialista em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental pela Wainer & Piccoloto.
Mestre em Psicologia pela UFSM. Doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio
Grande do Sul. Professora no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSM.
Coordenadora do Laboratório de Avaliação e Clínica Cognitiva (LACCog).
5

APRESENTAÇÃO
Será que existe alguma relação entre o que você está sentindo
agora e a necessidade de fazer terapia?

Você pode estar triste, ansioso ou com raiva. Pode ter


pensamentos como “eu preciso dar conta de tudo”, “meus
problemas não têm solução”, “eu não suporto a ideia de resolver
tudo sozinho”. Então, você fica paralisado, tenta fugir do
problema ou fazer de tudo para resolvê-lo, mas o ciclo se repete¹,
e nada parece resolver, afastando-o de uma solução efetiva.

Reconhecer esse padrão é o primeiro passo para a mudança².

A terapia cognitivo-comportamental é uma área da Psicologia,


testada pela ciência, que pode lhe ajudar a desenvolver
estratégias mais eficazes para enfrentar situações difíceis³.

O objetivo desta cartilha é explicar o funcionamento de uma


terapia e o modo como as sessões acontecem. Você também vai
aprender sobre como o cérebro processa informações e suas
consequências emocionais e comportamentais por meio de
exemplos e exercícios. Ao final, sugere-se onde buscar
tratamento.

Este material é resultado do projeto de extensão intitulado


CliniCog: prevenção e tratamento de quadros psicopatológicos
(052984) realizado pelo Laboratório de Avaliação e Clínica
Cognitiva (LACCog).
6

QUANDO DEVO BUSCAR TERAPIA?

Quais são os sinais de que eu preciso de terapia?

Você tem alterações no sono, está dormindo e acordando mais


tarde ou despertando com frequência durante a noite.⁴

Você se sente irritado com coisas pequenas, que antes não o


tiravam do sério.⁵

Você sente dificuldade de manter a atenção em coisas que são


importantes e sente que isso pode atrapalhar o seu futuro. ⁶

Você tem a impressão de que os outros nunca poderão


compreendê-lo de verdade.

Você costuma se rebaixar até quando comete um erro mínimo.

Você percebe que os problemas sempre se repetem e se


preocupa em não conseguir resolvê-los.⁷

Essa lista contém exemplos de sinais de que você pode estar


precisando conversar com um psicólogo, porém não se esgota
apenas nesses itens. O acúmulo de pequenos conflitos pode ser
como uma faísca - inofensiva se isolada, mas que pode virar um
grande incêndio se combinada com outros fatores de risco.
7

Qualquer pessoa pode fazer terapia, mas nem todas necessitam. Se


você consegue se virar sozinho, sem prejudicar a vida dos outros
nem a sua, talvez o nível de urgência de uma terapia seja baixo
nesse momento³. Porém, ao perceber que você ou as pessoas ao
seu redor estão sentindo dificuldade em lidar com situações como:

dificuldade de tomar
decisões importantes⁸

dificuldades interpessoais,
seja em casa, no trabalho diálogos difíceis, como dizer
ou com outras pessoas “não” ou pedir ajuda⁹
importantes⁹

perdas repentinas⁹ dores no corpo


intensificadas pelo
humor ¹¹

raiva, tristeza e medo


descontrolados¹⁰
busca de propósitos
na vida¹²

Talvez essa seja a hora de investir no cuidado da sua saúde.


8

Eu preciso de terapia só se
tiver um diagnóstico?

Sabe quando você está com o nariz escorrendo e isso incomoda? Se


com o tempo isso não se resolver, o esperado é que você consulte
um médico para analisar se isso é um resfriado, uma alergia ou até
mesmo uma gripe mais grave. Independente do resultado, algo pode
ser feito para que o nariz pare de escorrer.

é uma alergia?
uma gripe?
um resfriado?

A mesma lógica funciona para a saúde mental. Para descobrir se


você possui um diagnóstico de transtorno mental, pode procurar um
psicólogo e/ou psiquiatra¹³ ¹⁴.

Um diagnóstico nada mais é que um conjunto de sintomas que


caracterizam uma condição. Ele serve para que os psicólogos e
psiquiatras saibam quais as melhores opções de tratamento para
cada transtorno já estudado pela ciência³.
9

Por outro lado, aquilo que lhe incomoda pode não ser suficiente para
justificar um diagnóstico, ainda que cause sofrimento. Neste caso,
seus sintomas continuam relevantes e você pode se beneficiar de
terapia para lidar melhor com eles.

Esse nariz
escorrendo não
melhora nunca!

Essa ansiedade
não melhora
nunca!

A repetição do mesmo assunto em terapia pode ser um


sinal de que o problema permanece. Um bom clínico é
capaz de identificar isso e guiá-lo na busca da
resolução do conflito.
10

QUAL TIPO DE TERAPIA ESCOLHER?

Como saber se a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)¹⁵ é o


que estou procurando? Marque os itens da lista que você concorda:

Gostaria que meu psicólogo utilizasse estratégias de


tratamento com comprovação científica, isto é: aqueles que
a ciência mostra que trazem bons resultados.

Eu até gostaria de falar sobre a minha história, mas tem uma


série de coisas atuais que me incomodam bastante e seria
legal se minha terapia focasse nisso.

Gostaria de saber identificar sinais de que estou entrando


em crise. Seria bacana também conseguir relacionar isso
com minha história de vida.

Gostaria que meu psicólogo e eu pudéssemos combinar um


ou mais objetivos e focar as sessões neles. Afinal, se eu for
investir em terapia, quero ver resultado e não ter a sensação
de estar perdendo tempo e dinheiro.
11

Eu já tenho uma boa noção de quais são os meus problemas


e suas origens, eu preciso mesmo é de ajuda para resolvê-
los.

Gostaria de conseguir aplicar as coisas que aprendo na


terapia na minha vida, e que o investimento que estou
realizando não se restringisse apenas àqueles 50 minutos de
sessão.

Tenho curiosidade de saber como é a terapia para o


psicólogo que me atende: o que ele anota, como interpreta,
por que diz o que diz. Gostaria que ele compartilhasse
comigo o que está escrito no meu prontuário. Essa
transparência contribuiria para eu compreender e confiar no
trabalho que está sendo feito.

Gostaria que a terapia me ajudasse a entender com mais


detalhes o meu funcionamento, como um “manual de
instruções”.
12

Se você concordou com mais de uma opção, provavelmente ficaria


satisfeito com a TCC. Psicólogos que trabalham com esta
especialidade podem ajudar a reconhecer o quanto sua percepção
das situações estão interferindo na forma como você reage a elas.
Para compreender o que isso quer dizer, pense em um óculos
borrado de sujeira.

Quando você inicia a terapia, é como se usasse lentes borradas para


enxergar as situações¹⁶, o que pode o levar a tropeçar em muitas
pedras pelo caminho.

Durante o processo terapêutico, é como se você limpasse as


lentes dos óculos e começasse a ver as situações de forma mais
definida e realista. Você ainda pode tropeçar nas pedras, mas
escolhe desviar.
13

Nesse momento,
estou enxergando
esta situação sob
um ponto de vista
pessimista

Esse reconhecimento e mudança são feitos dentro e fora da


terapia, pois a TCC parte da ideia de que a identificação do
problema é importante¹⁵, mas não é suficiente. Ainda é
necessário desenvolver habilidades para resolvê-lo e
implementá-las.

Isso não quer dizer


que você não possa
utilizar estratégias
para enxergar de uma
forma diferente!
14

QUAL É O MEU PAPEL E O DO PSICÓLOGO?

A TCC requer do paciente um papel mais voltado à ação¹⁵. Aquilo


que for trabalhado em terapia, na maior parte das vezes, é usado
fora de sessão.

Imagine que você quer se alimentar melhor. Não basta consultar com
uma boa nutricionista. É necessário que ela avalie seus objetivos e
estilo de vida para que possa propor um plano alimentar adequado à
sua realidade. Dificilmente, você atingirá seu objetivo se você não
seguir o plano na sua rotina, mesmo que continue consultando a
nutricionista, certo?

A mesma lógica se aplica à TCC. O psicólogo, com base no seu caso


e objetivos, formulará um plano de tratamento¹⁵. É possível que você
perceba algum resultado se comparecer às consultas semanais, mas
será muito mais rápido se conseguir implementar o plano no seu dia-
a-dia. Desta forma, gradualmente, irá adquirir maior entendimento e
capacidade de resolução de seus problemas.
15

QUANTAS SESSÕES SÃO NECESSÁRIAS?

Os manuais clínicos orientam em torno de 14 sessões para


transtornos depressivos¹⁷ e 16 para transtornos de ansiedade¹⁸, por
exemplo. Contudo, o número de sessões depende de uma série de
fatores, como:

a frequência das
sessões
a natureza do
problema que motivou
a qualidade da rede de
a busca por terapia
apoio (família e
amigos)

há quanto tempo este se há diagnóstico de


incômodo está um ou mais
presente transtornos mentais

participação do
paciente no processo
terapêutico

O tratamento poderá ser concluído quando você e seu psicólogo


julgarem que seu objetivo foi atingido¹⁵. Ainda assim, você pode
suspendê-lo a qualquer momento, a seu critério, ou quando o
psicólogo considerar que os benefícios possíveis já foram
alcançados.
16

AS SESSÕES PRECISAM SER SEMANAIS


OU PODEM SER QUINZENAIS?

A frequência das sessões varia de acordo com suas


necessidades¹⁵. Você e seu terapeuta decidirão, de forma
colaborativa, o espaçamento entre seus encontros. No início,
as sessões tendem a ocorrer semanalmente¹⁵. Contudo, isso
não é uma regra imutável.

Com o avanço da terapia, você se sentirá mais capaz de lidar


com as situações que antes eram conflitantes. Conforme
esses resultados aparecerem, as sessões poderão ser
espaçadas (quinzenalmente e, depois, mensalmente), tendo
em vista que você estará munido de recursos para enfrentar
os momentos que lhe causam estresse¹⁵.

Vale ressaltar que casos que envolvam risco à vida ou outras


crises graves podem requerer acompanhamento mais
frequente (duas ou até mais sessões na semana)¹².
17

OS OBJETIVOS PRECISAM ESTAR CLAROS

O que você gostaria que fosse diferente na sua vida nesse momento?
O quão satisfeito você está com as áreas da sua vida?

I I I
0 5 10

I I I VIDA FAMILIAR
0 5 10

I I I TRABALHO/ESTUDOS
0 5 10

I I I RELACIONAMENTOS AMOROSOS
0 5 10

I I I EQUILÍBRIO EMOCIONAL
0 5 10

I I I BEM-ESTAR FÍSICO/SAÚDE
0 5 10

I I I LAZER
0 5 10

Seus objetivos na terapia serão definidos junto com seu psicólogo e


servirão como uma bússola para orientar a direção das sessões.¹⁹
18

QUANDO COMEÇO A ME SENTIR MELHOR?

Imagine que, ao longo da vida, você fugiu de situações em que tinha que
estar diante de outras pessoas. Ao apresentar um trabalho em sala de
aula, inventava alguma desculpa para não ir. Com o tempo, esse tipo de
comportamento tornou-se o seu padrão de funcionamento em situações
como essa, isto é, você passa a evitar situações de exposição social.

Agora, na sua vida adulta, você arranjou um emprego em que precisa


constantemente expor suas ideias. Sua empresa valoriza os funcionários
que demonstram engajamento nas reuniões da equipe. Então, você
decide procurar um psicólogo para apresentar suas ideias com
segurança.

Pode ser difícil quebrar padrões. Você estará indo contra um


funcionamento que lhe é familiar e que provavelmente foi importante em
algum momento em sua vida. O psicólogo construirá, junto do paciente,
um plano de ação que considere seus recursos, e que respeite suas
capacidades atuais²⁰.

A melhora em terapia, portanto, será mediada tanto por seus padrões de


comportamento e experiências prévias, quanto por sua capacidade de
por em prática o plano que você e seu psicólogo delinearam em
sessão²⁰.
19

QUANDO TERMINA A TERAPIA?

O término depende da percepção da sua melhora por seu


psicólogo. Ele vai saber o momento certo de espaçar as sessões
e de prepará-lo para alta.

Com o tempo, você já terá construído recursos para lidar com as


situações à sua volta. A terapia poderá ser espaçada porque
você provavelmente estará mais capacitado para lidar com
eventos que antes seu cérebro processava de maneira
catastrófica²¹. A ideia é que as ferramentas que foram
construídas com seu psicólogo agora façam parte de seu
cotidiano. Isso o ajudará a separar o que são situações,
pensamentos, emoções e comportamentos.

Quer descobrir como fazer isso?


20

COMO O CÉREBRO PROCESSA INFORMAÇÕES?

Você já deve ter enviado uma mensagem e ter sido deixado na


espera por um amigo. No esquema abaixo, repare como os eventos
são capazes de gerar pensamentos, emoções e comportamentos que
se influenciam mutuamente²⁰.

Exemplo 1: Exemplo 2:

Mandar mensagem Mandar mensagem


SITUAÇÃO para um amigo e para um amigo e
ele não responder ele não responder

Ele não deveria me Ele deve estar


PENSAMENTO ignorar, fez de ocupado
propósito

EMOÇÃO Raiva e tristeza Saudade

Não falar mais com Espera e chama o


COMPORTAMENTO o amigo amigo em outro
momento

Nos dois exemplos acima, a situação foi a mesma, porém as


interpretações foram diferentes. É comum que se confunda uma
situação com a própria interpretação dela, ou com as emoções. Isso
pode fazer com que se tome decisões com base no que se imagina
estar acontecendo (como a pessoa do exemplo 1), ou com base no
que se sente (como a pessoa do exemplo 2).
21

CONFUSÃO ENTRE SITUAÇÕES,


PENSAMENTOS E EMOÇÕES

Frequentemente, emoções são confundidas com pensamentos.


Os pensamentos são, normalmente, declarações sobre
situações, enquanto as emoções são sentimentos em relação às
situações ou aos pensamentos²². Uma forma de distinguir um
pensamento ou uma emoção é perguntar se aquilo é verdadeiro
ou falso. Quando você tem uma emoção o seu corpo diz uma
verdade, quer você queira ou não²².

Os pensamentos podem ser encarados como se fossem fatos²².


Eu poderia dizer: “Ele acha que pode se aproveitar de mim” e
pensar que estou absolutamente certo - mas também poderia
estar errado.

A seguir, há exemplos de distorções que você pode ter sobre


coisas que pensa e as emoções que sente.
22

CATEGORIAS DE PENSAMENTOS DISTORCIDOS

Leitura mental: Você acredita que sabe o que outras


pessoas pensam sem ter evidências suficientes.²² Por
exemplo: “Ela acha que eu sou chato”.

Catastrofização: Acha que os eventos serão tão terríveis


ou catastróficos que serão insuportáveis.²² Por exemplo:
“Seria terrível se ela me rejeitasse” ou “Minha ansiedade
vai me matar”.

Pensamento em preto e branco: Vê os acontecimentos ou


as pessoas em termos de tudo ou nada – totalmente bons
ou totalmente ruins, sem considerar um meio termo.²² Por
exemplo: “Todo mundo me rejeita” ou “Foi uma perda de
tempo”.

E se?: Faz uma série de perguntas do tipo “e se” e não fica


satisfeito com nenhuma resposta.²² Por exemplo: “E se eu
ficar ansioso?” ou “E se eu não conseguir recuperar o
fôlego?”.
23

CATEGORIAS DE CRENÇAS SOBRE EMOÇÕES

Culpa: crença de que você não deveria ter determinados


sentimentos. Por exemplo: achar que é errado sentir raiva.²²
Ou você vê as emoções como humanas e naturais?

Visão simplista da emoção: crença de que você não deve ser


ambivalente sobre si mesmo ou sobre outra pessoa. Por
exemplo: achar que não pode sentir amor e raiva ao mesmo
tempo.²²
Ou você acha que a vida é complicada e, portanto, ter
sentimentos “contraditórios” faz sentido algumas vezes?

Racionalidade excessiva: crença antiemoção, ou seja, você acha


que o certo é ser racional e que as emoções atrapalham.²²
Ou você percebe que há experiências além da lógica e da
racionalidade?

Não aceitação das emoções: crença de que você não consegue


tolerar ou aceitar as emoções. Por exemplo: preciso fazer de
tudo para não me sentir ansioso.²²
Ou você pensa que pode aceitar, tolerar e permitir-se os
sentimentos que tem?

Ruminação: persistência em determinados pensamentos


relacionados a uma situação.²² Por exemplo: lembrar
repetidamente certa situação, mesmo sem querer.
Ou você nota uma emoção, mas é capaz de evitar a ruminação?

Se você identificou alguma dessas distorções, um profissional


pode lhe auxiliar a trabalhar pensamentos, sentimentos e
comportamentos também.
24

ONDE ENCONTRAR PROFISSIONAIS?

Você pode buscar atendimento particular, com profissionais da


Psicologia, ou em serviços-escola de cursos de Psicologia da
sua cidade.

UFSM

Na UFSM

Clínica de Estudos e Intervenções em Psicologia (CEIP)


Telefone: (55) 3220-9229
E-mail: ufsmceip@[Link]
Endereço: Av. Roraima 1000, Cidade Universitária, Bairro
Camobi, Prédio 74-B, térreo, CEP 97105-900.

CliniCog
Projeto de extensão que oferece atendimentos clínicos na
abordagem cognitivo-comportamental gratuitamente além de
ações psicoeducativas. As vagas são divulgadas pelo perfil
no Instagram: @[Link]
25

ESTUDOS QUE EMBASARAM A


CONSTRUÇÃO DESTA CARTILHA
1 Spinhoven, P., Klein, N., Kennis, 5 Walker, M. (2018). Mudanças no
M., Cramer, A. O., Siegle, G., sono ao longo da vida. In M. Walker
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(2018). The effects of cognitive- ciência do sono e do sonho (pp.93-
behavior therapy for depression on 123). Rio de Janeiro: Editora
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therapy, 106, 71-85. 6 Bulzacka, E., Lavault, S., Pelissolo,
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04.002 neuropsychology: repenser la
réhabilitation neuropsychologique à
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Dudley, R. (2009). Duas cabeças L'Encéphale, 44(1), 75-82.
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Kuyen, C. A. Padesky & R. Dudley 7.03.006
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colaborativa: O trabalho em equipe 7 Leahy, R. L. (2016). Use as
com pacientes em terapia cognitivo- emoções ao invés de se preocupar
comportamental (pp.78-112). Porto com elas. In R. L. Leahy (Ed.). Como
Alegre: Artmed. lidar com as preocupações: sete
passos para impedir que elas
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(2022). Modelos diagnósticos em Alegre: Artmed.
psicopatologia. In A. L. Moreno, &
W. V. Melo (Ed.). Casos Clínicos em 8 Simonelli, L. (2020). Estresse
Saúde Mental: Diagnóstico e ocupacional e alternativas de
Indicação de Tratamentos Baseados intervenção: um estudo
em Evidências (pp.9-17). Porto bibliométrico. Research, Society and
Alegre: Artmed. Development, 9(3), e67932401-
e67932401.
4 Walker, M. (2018). Dormir... In M. [Link]
Walker (Ed.). Por que nós dormimos: v9i3.2401
A nova ciência do sono e do sonho
(pp.5-20). Rio de Janeiro: Editora
Intrinseca.
26

ESTUDOS QUE EMBASARAM A


CONSTRUÇÃO DESTA CARTILHA
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Del Prette & A. Del Prette (Ed.). Conceituação de Psicodiagnóstico
Competência social e habilidades na atualidade. In C. S. Hutz, D. R.
sociais: manual teórico-prático Bandeira, C. M. Trentini, & J. S. Krug
(pp.1-12). Curitiba: Editora Vozes. (Ed.). Psicodiagnóstico (pp.1-11).
Porto Alegre: Artmed.
10 Del Prette, Z. A. & Del Prette, A.
(2018). Competências Sociais. In 14 Camargo, C. H. P, Bolognani, S. A.
Z.A Del Prette & A. Del Prette(Ed.). P., & Zucollo, P. F. (2014). O exame
Competência social e habilidades
neuropsicológico e os diferentes
sociais: manual teórico-prático
contextos de aplicação. In D.
(pp.13-32). Curitiba: Editora Vozes.
Fuentes, L. F. Malloy-Diniz, C. H. P.
11 Rudnick, T., Hayasida, N. M. D. Camargo, & R. M. Cosenza (Ed.).
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& W. V. Melo (Ed.). Casos Clínicos 15 Wright J. H., Brown G. K., Thase
em Saúde Mental: Diagnóstico e M. E., & Al. E. (2019). A relação
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em Evidências (pp. 212-232). Porto em sessão. In J. H. Wright, G.K.
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12 Marback, R. F. & Pelisoli, C. comportamental: um guia ilustrado
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comportamental no manejo da
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27

ESTUDOS QUE EMBASARAM A


CONSTRUÇÃO DESTA CARTILHA
17 Markowitz, J. C., Milrod, B., 20 Beck, J. S. (2013). Planos de
Bleiberg, K., & Marshall, R. D. ação. In J. S. Beck (Ed.).
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15(2), 133–140. 21 Lorimer, B., Kellett, S., Nye,
[Link] A., & Delgadillo, J. (2021).
00348366.34419.28 Predictors of relapse and
recurrence following cognitive
18 Weightman, M. (2020). Digital
behavioural therapy for anxiety-
psychotherapy as an effective and
related disorders: a systematic
timely treatment option for
review. Cognitive Behaviour
depression and anxiety disorders:
Implications for rural and remote Therapy, 50(1), 1-18.
practice. Journal of international [Link]
medical research, 48(6), 73.2020.1812709
0300060520928686.
[Link] 22 Leahy, R. L. (2020).
20928686 Pensando sobre as emoções. In
R. L. Leahy (Ed.). Não Acredite
19 Kuyken, W., Padesky, C. A., & em Tudo Que Você Sente:
Dudley, R. (2009). "Por que isso Identifique seus Esquemas
continua acontecendo comigo?". In Emocionais e Liberte-se da
W. Kuyen, C. A. Padesky & R. Ansiedade e da Depressão (pp.
Dudley (Ed.). Conceitualização de 34-46). Porto Alegre: Artmed.
casos colaborativa: O trabalho em
equipe com pacientes em terapia
cognitivo-comportamental (pp.180-
222). Porto Alegre: Artmed.

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