ESTUDO
EXPERIMENTAL DO
PÊNDULO SIMPLES
Disciplina: Física Experimental I
Docente: Prof. Dr. Adeilson Pessoa
Discentes: Gabriel Silva, Caio Fonseca,
Maurício José, Geise Viana, Wolney Santos,
Deivison Nascimento
Local: Laboratório 37 – IFS/AJU
Data: 02/2026
CONCEITO DO EXPERIMENTO
• DEFINIÇÃO: Sistema idealizado constituído por uma partícula (massa m)
suspensa por um fio leve e inextensível de comprimento L.
• CONDIÇÕES IDEAIS:
• Fio com massa desprezível;
• Ausêcia de atrito (ar e eixo);
• Oscilações de pequena amplitude (𝜽 ≤ 𝟏𝟓°).
• DINÂMICA: O movimento é regido pela componente tangencial da força peso
(𝑃𝑡 = −𝑚𝑔 sin 𝜃) .
CONTEXTO HISTÓRICO
Galileu Galilei (1564–1642) Christiaan Huygens (1629 - 1695)
Figura 01- Gerada por inteligência artificial. Figura 02- Gerada por inteligência artificial.
• A DESCOBERTA: Isocronicidade • IMPORTÂNCIA: Revolução na
(o período independe da precisão da marcação do tempo
amplitude para pequenos e nos primeiros cálculos da
ângulos). gravidade terrestre.
MOTIVAÇÃO E APLICAÇÕES NO COTIDIANO
• MOTIVAÇÃO ACADÊMICA: Validar experimentalmente as equações
diferenciais do Movimento Harmônico Simples (MHS).
• APLICAÇÕES PRÁTICAS:
• Metrologia: Calibração de instrumentos de tempo.
• Gravimetria: Prospecção de petróleo e minerais (medindo variações em 𝑔).
• Engenharia Civil: Amortecedores de massa sintonizada (pêndulos gigantes)
em arranha-céus contra terremotos.
RESUMO
• O CENÁRIO: Investigação de um sistema oscilatório real em laboratório.
• A VARIÁVEL DE CONTROLE: Foco exclusivo na influência do comprimento
(𝑳) sobre o período (𝑻).
• A ESTRATÉGIA: Isolamento de outras variáveis (como massa e grandes
ângulos) para testar a teoria "pura".
• A FINALIDADE: Coletar dados empíricos (do mundo real) para confrontar
com o modelo matemático (teórico).
OBJETIVOS
• GERAIS:
• Validar experimentalmente o modelo físico do Pêndulo Simples, confirmando
a dependência funcional entre o Período (𝑇) e a raiz quadrada do
Comprimento ( 𝐿).
• ESPECÍFICOS:
• Coleta Estatística: Mitigar erros aleatórios (como tempo de reação) através
de múltiplas medições para cada configuração.
• Avaliação Crítica: Discutir as limitações do experimento
• Determinação Gravimétrica: Calcular a aceleração da gravidade local (𝑔)
utilizando os coeficientes da relação experimental.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
• Força Restauradora: 𝐹𝑡 ≈ − 𝑚𝑔
𝑥
𝐿
• Observe que 𝐿 está no denominador da "constante elástica" equivalente.
• Isso implica que aumentar 𝐿 diminui a força de retorno, deixando o movimento
mais lento (maior 𝑇).
𝐿
• Equação do Período: 𝑇 = 2𝜋 .
𝑔
4𝜋2
• O Teste de Linearização: Elevando ao quadrado, temos 𝑇2 = 𝐿.
𝑔
• Se plotarmos 𝑇 2 contra 𝐿, devemos obter uma reta. Essa é a prova da relação.
MATERIAIS
Figura 02 – Smartphone
Figura 01 - Estrutura de Figura 03 – régua utilizada
utilizado como cronômetro
Suporte: Haste rígida com na medição da haste.
digital ±0,01𝑠.
fixação superior.
METODOLOGIA
RESULTADOS
RESULTADOS
RESULTADOS
• Conforme encurtamos o fio, o tempo de oscilação cai
sistematicamente. Não é aleatório, existe uma tendência clara e
suave, exatamente como a teoria prevê.
RESULTADOS
• Encontramos 𝒈 ≈ 𝟏𝟎, 𝟑𝟗 para todos os comprimentos.
• Isso prova que a proporção entre 𝑻𝟐 e 𝑳 se manteve
constante.
• Erro sistemático aceitável de ≈ 𝟓, 𝟗% .
CONCLUSÃO
• Relação Matemática 𝑻 𝜶 𝑳:
• Objetivo: Verificar a dependência da raiz quadrada.
• Resultado: Confirmado. Os dados mostraram que ao reduzir 𝐿, o
2
período diminui proporcionalmente, mantendo 𝑇 ൗ𝐿 constante.
• Determinação da Gravidade (𝒈):
• Encontramos 𝑔𝑒𝑥𝑝 ≈ 10,39 𝑚Τ𝑠2 , resultando em um erro de 5,91%.
• Confiabilidade dos Dados:
• Metodologia: Minimizar erros aleatórios via repetições.
• Análise: O desvio padrão baixo nas 100 medições valida a precisão do
método manual, apesar do erro sistemático de reação.
REFERÊNCIAS
• HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos
de Física, Vol. 2: Gravitação, Ondas e Termodinâmica. 10. ed. Rio
de Janeiro: LTC, 2016.
• NUSSENZVEIG, H. Moysés. Curso de Física Básica 2: Fluidos,
Oscilações e Ondas, Calor. 5. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2014.
• VUOLO, José Henrique. Fundamentos da Teoria de Erros. 2. ed.
São Paulo: Edgard Blücher, 1996.