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Galeria de Atividade S: Por Que É Preciso Filosofar?

Filos do conhe

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aler ia de a t ividades

G
1. Junte-se a um colega para ler e comparar as definições de Filosofia apre- 1. Leia a resposta no Manual
do Professor.
sentadas por Aristóteles e por Gilles Deleuze e Félix Guattari. Em segui-
da, no caderno, aponte as semelhanças e as diferenças entre elas.

Por que é preciso filosofar?


Há casos em que, aceitando todos os significados de uma palavra, é
possível demolir a posição sustentada pelo adversário, fazendo a refe- contemplação
rência a cada significado. Por exemplo, suponhamos que alguém diga filosófica: ato
de alcançar as
que não é preciso filosofar: pois “filosofar” tanto quer dizer “procurar se
ideias por meio
é preciso filosofar ou não” quanto “buscar a contemplação filosófica”, do exercício do
mostrando que essas duas atividades são próprias do homem, destruire- pensamento
mos por completo a posição defendida pelo adversário. racional.
Além do mais, há ciências que produzem todas as comodidades da prescrições:
vida e outras que usam as primeiras, assim como há algumas que servem recomendações
práticas, regras de
e outras que prescrevem: nestas últimas, na medida em que são mais aptas
conduta, normas que
a dirigir, está o que é soberanamente bom. Daí – se só a ciência que tem definem como algo
a retidão do julgamento, que usa a razão e que contempla o bem em sua deve ser.
totalidade (isto é, a filosofia) é capaz de usar todas as outras e de lhes dar
prescrições conformes à natureza – ser preciso, de qualquer modo, filo-
sofar, já que só a filosofia contém em si o julgamento correto e a sabedoria
prescritiva infalível.
ARISTÓTELES. Da geração e da corrupção, seguido
de convite à filosofia. São Paulo: Landy, 2001. p. 150-151.

Assim, pois, a questão...


A filosofia, mais rigorosamente, é a disciplina que consiste em criar
conceitos. [...] Criar conceitos sempre novos é o objeto da filosofia. É
porque o conceito deve ser criado que ele remete ao filósofo como
àquele que o tem em potência, ou que tem sua potência e sua com-
petência. [...] Os conceitos não nos esperam inteiramente feitos, como
corpos celestes. Não há céu para os conceitos. Eles devem ser inven-
tados, fabricados ou antes criados, e não seriam nada sem a assinatura
daqueles que os criam. Nietzsche determinou a tarefa da filosofia quan-
do escreveu: “os filósofos não devem mais contentar-se em aceitar os
conceitos que lhes são dados, para somente limpá-los e fazê-los reluzir,
mas é necessário que eles comecem por fabricá-los, criá-los, afirmá-
-los, persuadindo os homens a utilizá-los. Até o presente momento,
tudo somado, cada um tinha confiança em seus conceitos, como num
dote miraculoso vindo de algum mundo igualmente miraculoso”, mas é
necessário substituir a confiança pela desconfiança, e é dos conceitos
que o filósofo deve desconfiar mais, desde que ele mesmo não os criou
[...]. Platão dizia que é necessário contemplar as Ideias, mas tinha sido
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