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Recs

O Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio e Serviços (RECS) estabelece diretrizes para a certificação energética de edifícios, visando melhorar seu desempenho energético. O Decreto-Lei 118/2013 integra o Sistema de Certificação Energética (SCE) e abrange edificações novas, grandes intervenções e edificações públicas com áreas específicas. Exceções incluem instalações industriais, religiosas e edifícios em ruínas, entre outros.

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O Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio e Serviços (RECS) estabelece diretrizes para a certificação energética de edifícios, visando melhorar seu desempenho energético. O Decreto-Lei 118/2013 integra o Sistema de Certificação Energética (SCE) e abrange edificações novas, grandes intervenções e edificações públicas com áreas específicas. Exceções incluem instalações industriais, religiosas e edifícios em ruínas, entre outros.

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Regulamento de Desempenho Energético dos

Edifícios de Comércio e Serviços (RECS)

TEMA 1 – ÂMBITO DA APLICAÇÃO DO SCE

1
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
EVOLUÇÃO LEGISLATIVA EM PORTUGAL

Decreto-Lei 40/90 – Regulamento das Características de


1990 Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE)
Decreto-Lei 118/98 - Regulamento dos Sistemas Energéticos de
1998 Climatização em Edifícios (RSECE)

Diretiva 2002/91/CE – Desempenho Energético dos Edifícios


2002 EPBD
Decreto-Lei 78/2006 - Sistema Nacional de Certificação
2006 Energética e da Qualidade do Ar Interior dos Edifícios (SCE)
Decreto-Lei 79/2006 - Regulamento dos Sistemas Energéticos de
Climatização em Edifícios (RSECE)
Decreto-Lei 80/2006 - Regulamento das Características de
Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE)

2
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
EVOLUÇÃO LEGISLATIVA EM PORTUGAL

Diretiva 2010/31/UE - Desempenho Energético dos Edifícios


2010 EPBD (revisão)
Decreto-Lei 118/2013
2013 Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE)

Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios


de Habitação (REH)
Regulamento de Desempenho
Energético dos Edifícios de Comércio e Serviços (RECS)

3
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
NOVA LEGISLAÇÃO
 Decreto - Lei 118/2013 – SCE / REH / RECS
 Lei 58/2013 – Técnicos do SCE

Portarias
 Portaria n.º 349-A/2013 – Funcionamento do SCE
 Portaria n.º 349-B/2013 - REH – Requisitos e metodologias
 Portaria n.º 349-C/2013 – Procedimentos para licenciamento e folhas de cálculo
 Portaria n.º 349-D/2013 - RECS – Requisitos e metodologias
 Portaria n.º 353-A/2013 - Ventilação e Qualidade do Ar Interior – Requisitos e metodologias
 Portaria n.º 66/2014 – Requisitos de acesso e de exercício das atividades de PQ e TIM

Despachos

 15793-C/2013 – Layout e afixação de certificados


 15793-D/2013 – Fatores de conversão
 15793-E/2013 – Regras de Simplificação nas grandes intervenções e edifícios existentes
 15793-F/2013 – Dados climáticos
 15793-G/2013 – Ensaio e receção de instalações e PM

4
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013
ARTIGO 1.º - Objeto

1 - O presente diploma visa assegurar e promover a melhoria do desempenho


energético dos edifícios através do Sistema de Certificação Energética dos
Edifícios (SCE), que integra o Regulamento de Desempenho Energético dos
Edifícios de Habitação (REH), e o Regulamento de Desempenho Energético dos
Edifícios de Comércio e Serviços (RECS).

2 – O presente diploma transpõe para a ordem jurídica nacional a Diretiva n.º


2010/31/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de maio de 2010,
relativa ao desempenho energético dos edifícios.

5
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013
ARTIGO 3.º - Âmbito de aplicação positivo

Edifícios Novos
Pedido de Licença ou autorização/construção
n.º 1
Edifícios sujeitos a Grande Intervenção
Pedido de Licença ou autorização/construção

Edifícios de Comércio e Serviços


n.º 3 Área útil superior a 1000m2 ou 500m2 (centros
comerciais, hipermercados, supermercados e piscinas cobertas)
Edifícios Públicos
Propriedade pública e com área útil, ocupada por uma
entidade pública e frequentemente visitada pelo público,
superior a 500 m2 (ou 250 m2 a partir de 1 de Julho de 2015)

Todos os edifícios
n.º 4 Sempre que entrem em processo de venda ou locação
(arrendamento)

6
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013
Edifício Novo
Edifício cujo processo de licenciamento tenha data de entrada junto das
entidades competentes, determinada pela data de entrada do projeto de
arquitetura, posterior à data de entrada em vigor do presente diploma, ou seja,
1 de Dezembro de 2013

Edifício Existente
Todos os outros edifícios, ou seja, todos os edifícios existentes e edifícios com
comunicação de construção entregue nas Câmaras Municipais até ao dia 30 de
Novembro de 2013, inclusive.

7
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013
Edifício sujeito a Grande Intervenção

A intervenção em edifício que não resulte na edificação de novos corpos e em que se


verifique que:

(i)o custo da obra relacionada com a envolvente ou com os sistemas técnicos


preexistentes seja superior a 25% do valor da totalidade do edifício, compreendido,
quando haja frações, como o conjunto destas, com exclusão do valor do terreno em que
este está implantado
ou
(i)tratando-se de ampliação, o custo da parte ampliada exceda em 25% o valor do edifício
existente (da área interior útil de pavimento, no caso de edifícios de comércio e serviços)
respeitante à totalidade do edifício, devendo ser considerado, para determinação do
valor do edifício, o preço da construção da habitação por metro quadrado fixado
anualmente, para as diferentes zonas do País, pela portaria a que se refere o artigo 4.º do
Decreto-Lei n.º 329 -A/2000, de 22 de dezembro

8
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013
Edifício de Comércio e Serviços

Edifício, ou parte, licenciado ou que seja previsto licenciar para utilização em


atividades de comércio, serviços ou similares

9
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013

ARTIGO 4.º - Âmbito de aplicação negativo

Estão excluídos do SCE:

a)Instalações industriais, agrícolas ou pecuárias


b)Edifícios utilizados como locais de culto ou para atividades religiosas
c)Edifícios exclusivamente destinados a armazéns, estacionamento, oficinas e similares
d)Edifícios unifamiliares com área até 50 m2
e)Edifícios de comércio e serviços devolutos, até à sua venda ou locação
f)Edifícios em ruínas
g)Infraestruturas militares
h)Edifícios individualmente classificados
i)Edifícios integrados em conjuntos ou sítios classificados
j)Edifícios de comércio e serviços em instalações ao abrigo do DL 71/2008

10
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013

ARTIGO 5.º - Pré-certificado e Certificado

A existência de pré-certificado ou de certificado SCE deve ser verificado


aquando:

a)Do controlo prévio de operações urbanísticas (serviços camarários)


b)Da celebração de contratos de compra/venda/locação
c)Da Fiscalização das atividades económicas

As referidas entidades têm o dever de comunicar à Entidade Gestora quando


não seja evidenciada a existência de certificado energético

11
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013

ARTIGO 6.º - Objeto da certificação

4 - Deve ser certificado todo o edifício de comércio e serviços que disponha de


um sistema de climatização centralizado para parte ou para a totalidade das
suas frações, estando neste caso dispensadas de certificação as frações

12
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013

ARTIGO 6.º - Objeto da certificação

Critério de decisão:
Fração + Sistema de Climatização (SC)

 Frações servidas por SC centralizados dispensadas

 Frações sem sistemas ou com SC individuais tem certificado individual

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ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013

ARTIGO 8.º - Afixação do certificado


Obrigatória a afixação, em edifícios de comércio ou serviços, em posição visível e de
destaque:
[Link]ícios Novos
a) Au > 500 m2
b) Au > 250 m2 (a partir de 1 de Julho de 2015)
[Link]ícios existentes
a) Au > 1000 m2
b) Au > 500 m2 (centros comerciais, hipermercados, supermercados, piscinas
cobertas)
c) Au > 500 m2 (propriedade e ocupação por entidade pública)
d) Au > 500 m2 (a partir do momento da venda )

14
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013

ARTIGO 13.º - Técnicos do SCE

1 – São técnicos do SCE os PQ e os TIM.


2 – O acesso e exercício da atividade dos técnicos do SCE, o seu registo junto da
ADENE e o regime contraordenacional aplicável são regulados pela Lei n.º
58/2013, de 20 de agosto.
3 – Compete aos PQ: fazer a avaliação energética dos edifícios a certificar;
identificar e avaliar as oportunidades e recomendações de melhoria do
desempenho energético; emitir os certificados; etc..

4 – Compete ao TIM coordenar ou executar as atividades de planeamento,


verificação, gestão da utilização de energia, instalação e manutenção relativo
a edifícios e sistemas técnicos, nos termos previstos neste diploma.

15
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013

No anterior regulamento:

TRF – responsável pelo bom funcionamento dos sistemas energéticos de


climatização, incluindo a sua manutenção, e pela QAI, bem como pela gestão
da respetiva informação técnica. Estes técnicos são indicados pelo proprietário,
pelo locatário, ou pelo usufrutuário ao organismo responsável pelo SCE.

TRF TIM

16
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013

Competências do TIM

Coordenar ou executar as atividades de:


•Instalação dos sistemas técnicos aquando da construção de edifícios novos;
•Verificação/ realização dos ensaios de receção aquando da construção de
edifícios novos;
•Realização do Plano de Manutenção;
•Manutenção de edifícios e sistemas técnicos;
•Gestão da utilização de energia, contribuindo assim para uma melhoria do
desempenho energético dos edifícios.

17
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013

Atuação do TIM

 O TIM II pode atuar em edifícios com sistemas técnicos instalados ou a


instalar limitados a 100 kW de potência térmica nominal

 O TIM III pode atuar em edifícios com sistemas técnicos instalados ou a


instalar superiores a 100 kW de potência térmica nominal

18
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
LEI 58/2013

ARTIGO 3.º - Qualificações profissionais dos TIM

a)O TIM qualificado para atuar em edifícios com sistemas técnicos instalados
ou a instalar limitados a 100 kW de potência térmica nominal, enquanto
profissional de categoria TIM-II, deve possuir qualificação de nível 2 do
Quadro Nacional de Qualificações em eletromecânico de refrigeração e
climatização do Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ);

b)O TIM qualificado para atuar em edifícios com sistemas técnicos instalados
ou a instalar com mais de 100 kW de potência térmica nominal, enquanto
profissional de categoria TIM-III, deve possuir qualificação de nível 4 do
Quadro Nacional de Qualificações em eletromecânico de refrigeração e
climatização do Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ);

19
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
LEI 58/2013
ARTIGO 13.º - Norma transitória

Os PQ’s e TIM’s reconhecidos ao abrigo do D.L. 78/2006 mantêm-se válidos


O acesso a TIM II pode ser atribuído aos técnicos com experiência profissional mínima
de 2 anos em área da eletromecânica de refrigeração e climatização, com escolaridade
mínima obrigatória e aprovação em exame realizado pela entidade gestora do SCE
O acesso a TIM III pode ser atribuído aos técnicos com experiência profissional mínima
de 3 anos em área da refrigeração e climatização, com escolaridade mínima obrigatória e
aprovação em exame realizado pela entidade gestora do SCE
O anterior TRF (técnico responsável pelo funcionamento do edifício) equipara-se a um
TIM III mediante declaração em como pretendem exercer funções como TIM III
O anterior TQAI (técnico de qualidade do ar interior) equipara-se a um TIM II, mediante
declaração em como pretendem exercer funções como TIM II

20
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013

ARTIGO 14.º - Obrigações dos Proprietários dos Edifícios ou Sistemas

1 – Constituem obrigações dos proprietários dos edifícios e sistemas técnicos


abrangidos pelo SCE:

c) No caso de GES, conforme o disposto no RECS:


i) Dispor de TIM adequado para o tipo e características dos sistemas
técnicos instalados;
ii) Quando aplicável, assegurar o cumprimento do plano de
manutenção elaborado e entregue pelo TIM;

21
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013

ARTIGO 15.º - Tipo e validade do pré-certificado e do certificado

Pré-certificado
O certificado SCE para edifícios novos ou frações em edifícios novos, bem como para
edifícios ou frações sujeitas a grandes intervenções, emitido em fase de projeto antes do
início da construção ou grande intervenção

Certificado SCE
O documento com número próprio, emitido por perito qualificado para a certificação
energética para um determinado edifício ou fração, caracterizando-o em termos de
desempenho energético

Estão previstos modelos para as seguintes categorias de edifícios:


Habitação
Grandes edifícios de comércio e serviços
Pequenos edifícios de comércio e serviços

22
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013

ARTIGO 15.º - Tipo e validade do pré-certificado e do certificado


Tipo Validade
Pré-certificado 10 anos
Certificado SCE Habitação 10 anos
Certificados SCE para PES 10 anos
1º Certificado SCE para GES novos 3 anos
Certificados SCE para GES existentes 6 anos
Edifícios em tosco 1 ano (a)
Edifícios que não disponham de TIM e/ou PM, quando obrigatório 1 ano (b)
Edifícios sujeitos a PRE, desde que este tenha sido submetido 6 anos (b)
Edifícios devolutos 1 ano (a)

(a) – prorrogável mediante solicitação à ADENE; (b) – não prorrogável

23
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
D.L. 118/2013

Edifício devoluto
O edifício considerado como tal nos termos do disposto no Decreto-Lei n.º 159/2006, de 8
de Agosto

Edifício em tosco
O edifício sem revestimentos interiores nem sistemas técnicos instalados e de que se
desconheçam ainda os detalhes de uso efetivo

24
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO SCE
PORTARIA N.º 66/2014

A 12 de março de 2014 foi publicada a Portaria n.º66/2014 que define o sistema


de avaliação dos Peritos Qualificados (PQ) e dos Técnicos de Instalação e
Manutenção de Edifícios e Sistemas (TIM).

Artigo 3.º - Conteúdos programáticos dos exames teóricos e práticos para


TIM

25
Regulamento de Desempenho Energético dos
Edifícios de Comércio e Serviços (RECS)

TEMA 2 – REQUISITOS DE CONCEÇÃO PARA EDIFÍCIOS NOVOS

26
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

Requisitos específicos:

Comportamento Eficiência Qualidade do ar Instalação


térmico sistemas interior Condução
técnicos Manutenção
Novos Sim Sim Sim 1) Sim
Grandes Sim Sim Sim 1) Sim
Intervenções
Existentes Não Não Sim 2) Sim

1)Por via do cumprimento de caudais mínimos de ar novo


2)Limiares de proteção para as concentrações de poluentes do ar interior

27
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

PRINCÍPIOS GRANDES
RECS NOVOS EXISTENTES
GERAIS INTERVENÇÕES

COMPORTAMENT
Art. 34 Art. 38 Art. 42 Art. 46
O TÉRMICO

EFICIÊNCIA DOS
SISTEMAS Art. 35 Art. 39 Art. 43 Art. 47
TÉCNICOS

QUALIDADE DO
Art. 36 Art. 40 Art. 44 Art. 48
AR INTERIOR

INSTALAÇÃO,
CONDUÇÃO E
MANUTENÇÃO DE Art. 37 Art. 41 Art. 45 Art. 49
SISTEMAS
TÉCNICOS

28
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS
ARTIGO 34º - COMPORTAMENTO TÉRMICO
Os edifícios devem ser avaliados e sujeitos a requisitos tendo em vista
promover a melhoria do seu comportamento térmico, a prevenção
de patologias e o conforto ambiente incidindo nas caraterísticas da
envolvente opaca e envidraçada

Generalidade dos requisitos semelhantes aos aplicáveis aos edifícios


de habitação (REH)

Requisitos de qualidade:

 Qualidade térmica da envolvente opaca

 Fatores solares de envidraçados

29
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 35º - EFICIÊNCIA NOS SISTEMAS TÉCNICOS

1. Os sistemas técnicos dos edifícios abrangidos pelo presente capítulo devem


ser avaliados e sujeitos a requisitos, tendo em vista promover a eficiência e a
utilização racional de energia, incidindo, para esse efeito, nas componentes de:

•climatização
•preparação de água quente sanitária
•Iluminação
•sistemas de gestão de energia
•energias renováveis
•elevadores e de escadas rolantes

30
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 35º - EFICIÊNCIA NOS SISTEMAS TÉCNICOS

2 - Para os efeitos do número anterior, o presente capítulo estabelece, entre


outros aspetos:
a)Requisitos de conceção e de instalação dos sistemas técnicos nos edifícios novos e
de sistemas novos nos edifícios existentes sujeitos a grande intervenção
b)Um IEE para caracterização do desempenho energético dos edifícios e dos
respetivos limites máximos no caso de edifícios novos, de edifícios existentes e
de grandes intervenções em edifícios existentes
c)A obrigatoriedade de fazer uma avaliação energética periódica dos consumos
energéticos dos edifícios existentes, verificando a necessidade de elaborar um
plano de racionalização energética com identificação e implementação de
medidas de eficiência energética com viabilidade Económica.

31
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 36º - VENTILAÇÃO E QUALIDADE DO AR INTERIOR

Com vista a assegurar as condições de bem-estar e saúde dos


ocupantes são estabelecidos na Portaria n.º 353-A/2013:

a)Valores mínimos de caudais de ar novo em função de:


 ocupação
 características do espaço/edifício
 sistemas de climatização

b)Limiares de proteção para concentrações de poluentes

32
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 37º - INSTALAÇÃO, CONDUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS


TÉCNICOS

Os sistemas técnicos dos edifícios abrangidos pelo RECS devem ser instalados, conduzidos e
mantidos de modo a garantir o seu funcionamento em condições otimizadas de eficiência
energética e de promoção da qualidade do ar interior.
Estas funções pertencem ao TIM que deve ter em particular atenção:

a)Os requisitos de instalação

b)A qualidade, organização e gestão da manutenção, incluindo o respetivo planeamento,


os registos de ocorrências, os detalhes das tarefas e das operações e outras ações e
documentação necessárias para esse efeito

c)A operacionalidade das instalações através de uma condução otimizada que garanta o
seu funcionamento em regimes de elevada eficiência energética

33
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 39º - EFICIÊNCIA DOS SISTEMAS TÉCNICOS

[Link] sistemas técnicos de edifícios novos de comércio e serviços ficam obrigados


ao cumprimento dos requisitos de conceção definidos na Portaria n.º 349-D/2013

2.O valor do indicador de eficiência energética previsto (IEEpr) de um edifício de


comércio e serviços novo não pode exceder o valor do indicador de eficiência
energética de referência (IEEref), calculados como definido na Portaria n.º 349-
D/2013

[Link] dos requisitos demonstrando explicitamente nas peças escritas e


desenhadas do projeto do edifício, bem como, no final da obra, em projeto
atualizado e restantes comprovativos da boa e correta execução.

4.A 1ª avaliação energética de edifícios novos deve ocorrer até ao final do 3º ano
de funcionamento

34
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 39º - EFICIÊNCIA DOS SISTEMAS TÉCNICOS

5. O desempenho energético dos edifícios de comércio e serviços novos


que se encontrem em funcionamento deve ser avaliado periodicamente
com vista à identificação da necessidade e das oportunidades de
redução dos consumos específicos de energia.

6. Exceção:

a) PES, desde que não enquadrados na alínea b) do n.º 3 art.º 3 (de


entidade pública)

b) Edifícios que não estejam em funcionamento e cujos sistemas


técnicos estejam desativados

35
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 39º - EFICIÊNCIA DOS SISTEMAS TÉCNICOS

7 - A avaliação energética periódica aos GES após a primeira avaliação, deve ser
realizada de seis em seis anos, sendo a correção e tempestividade da avaliação
comprovada pela:
a) Emissão do respetivo certificado no âmbito do SCE
b) Elaboração de um relatório de avaliação energética, acompanhado dos
elementos comprovativos que suportem a análise, bem como de toda a
informação que justifique as opções tomadas, devendo essa informação
permanecer disponível, preferencialmente em formato eletrónico, por um período
mínimo de seis anos

8 – No caso dos edifícios de Propriedade pública e com área útil, ocupada por
uma entidade pública e frequentemente visitada pelo público em que o edifício
não seja qualificado como GES, após emissão de certificado SCE a avaliação
energética referida no número anterior deve ser realizada de 10 em 10 anos

36
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 40º - VENTILAÇÃO E QAI

[Link] edifícios novos deve ser garantido o cumprimento dos valores mínimos de
caudal de ar novo determinados, para cada espaço do edifício, com base no
método prescritivo ou no método analítico, conforme definidos na Portaria n.º 353-
A/2013
[Link] edifícios devem ser dotados de sistemas e estratégias que promovam a
ventilação dos espaços com recurso a meios naturais, a meios mecânicos ou a
uma combinação dos dois, tendo em conta as disposições da Portaria n.º 353-
A/2013
[Link] edifícios devem ser projetados de forma a privilegiar o recurso à ventilação
natural, sendo a ventilação mecânica complementar para os casos em que a
ventilação natural seja insuficiente

37
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 40º - VENTILAÇÃO E QAI

[Link] sejam utilizados meios mecânicos de ventilação, o valor de caudal de ar


novo introduzido deve ter em conta a eficácia de redução da concentração de
poluentes definida na Portaria n.º 353-A/2013

[Link] edifícios novos dotados de sistemas de climatização ou apenas de


ventilação, deve ser garantido o cumprimento dos requisitos previstos na Portaria
n.º 353-A/2013

6.O cumprimento dos requisitos previstos deve ser demonstrado explicitamente nas
peças escritas e desenhadas do projeto do edifício, bem como no final da obra,
em projeto atualizado e demais comprovativos da boa e correta execução.

38
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 40º - VENTILAÇÃO E QAI

[Link] edifícios novos, após a obtenção da licença de utilização, ficam


sujeitos ao cumprimento dos limiares de proteção e condições de
referência dos poluentes constantes da Portaria n.º 353-A/2013

8.A fiscalização pelo IGAMAOT dos limiares de proteção é feita de acordo


com a metodologia e condições de referência previstas na Portaria n.º
353-A/2013

39
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 41º - INSTALAÇÃO, CONDUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS


TÉCNICOS

Os sistemas técnicos dos edifícios devem ser projetados, instalados e mantidos de forma a
serem facilmente acessíveis para manutenção

Os fabricantes ou instaladores dos sistemas técnicos para edifícios novos de comércio e


serviços devem:

a) Fornecer ao proprietário toda a documentação técnica, em língua portuguesa,


incluindo a marca, o modelo e as características de todos os principais constituintes dos
sistemas técnicos instalados no edifício

b) Assegurar, quando for o caso, que os equipamentos instalados ostentem, em local


bem visível, após instalação, a respetiva chapa de identificação e de características técnicas.

40
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 41º - INSTALAÇÃO, CONDUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS


TÉCNICOS

A instalação de sistemas de climatização deve ser feita por equipa que


integre um TIM com contrato de trabalho ou de prestação de serviços
com empresa habilitada para o efeito

No caso de edifícios novos com potência térmica nominal de


climatização instalada ou prevista superior a 25 kW, os respetivos sistemas
técnicos devem ser objeto de receção das instalações, de acordo com o
Despacho nº 15793-G/2013

41
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 41º - INSTALAÇÃO, CONDUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS


TÉCNICOS

Os sistemas técnicos dos edifícios novos de comércio e serviços são objeto de um


plano de manutenção elaborado tendo em conta o seguinte faseamento:

a) Na fase de projeto dos sistemas técnicos, devem ser estabelecidas as


premissas a que o plano deve obedecer em função das características dos
equipamentos e dos sistemas técnicos preconizados em projeto, as boas práticas
do setor e o definido pela DGEG;

b)Após a conclusão da instalação dos sistemas técnicos do edifício e


antes da sua entrada em funcionamento, deve ser elaborado por TIM o plano de
manutenção, devidamente adaptado às características dos sistemas técnicos
efetivamente instalados e respeitando as boas práticas na manutenção, as
instruções dos fabricantes e a regulamentação em vigor para cada tipo de
equipamento.

42
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 41º - INSTALAÇÃO, CONDUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS


TÉCNICOS

Após a instalação dos sistemas técnicos, os edifícios novos devem ser


acompanhados, durante o seu funcionamento, por:
a) Um TIM que garanta a correta manutenção do edifício e dos seus
sistemas técnicos, supervisione as atividades realizadas nesse
âmbito e assegure a gestão e atualização de toda a informação
técnica relevante;
b) Outros técnicos habilitados que seja exigida pela legislação em
vigor

43
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 41º - INSTALAÇÃO, CONDUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS


TÉCNICOS

Os sistemas técnicos são objeto de um plano de manutenção elaborado tendo em


conta:
a) Na fase de projeto devem ser estabelecidas as características de acordo
com as premissas das boas práticas do sector e o definido no Despacho nº
15793-G/2013
b) Após a conclusão da instalação deve ser elaborado por TIM

44
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 41º - INSTALAÇÃO, CONDUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS


TÉCNICOS

O acompanhamento do TIM deve constar de documento escrito que comprove a existência


do vínculo

As alterações introduzidas nos sistemas técnicos dos edifícios de comércio e serviços devem:
a) Cumprir os requisitos definidos no n.º 1 do artigo 37.º (otimização)
b) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou na documentação técnica do
edifício, garantindo a atualização desta
c) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do edifício, o qual deve efetuar as
devidas atualizações no plano de manutenção

45
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS NOVOS

ARTIGO 41º - INSTALAÇÃO, CONDUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS


TÉCNICOS

Estão dispensados da verificação dos requisitos previstos os edifícios novos que:


a) À data da emissão da respetiva licença de utilização tenham uma potência térmica
nominal para climatização inferior a 250 kW, com exceção do disposto na alínea a)
do n.º 6, no caso de instalações com mais de 25 kW de potência nominal de
climatização instalada ou prevista instalar

b) À data da avaliação a realizar para efeitos de emissão do respetivo certificado SCE,


não se encontrem em funcionamento e os seus sistemas técnicos estejam
desativados

46
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
GRANDES REABILITAÇÕES

ARTIGO 43º - EFICIÊNCIA DOS SISTEMAS TÉCNICOS

Cumprimento dos requisitos definidos na Portaria n.º 349-D/2013

IEEpr < IEEref afetado de coeficiente de majoração definido na Portaria n.º


349-D/2013

Ampliações têm obrigatoriamente que cumprir

47
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
GRANDES REABILITAÇÕES

ARTIGO 43º - EFICIÊNCIA DOS SISTEMAS TÉCNICOS


Caso existam incompatibilidades de ordem técnica, funcional, de viabilidade
económica ou de valor arquitetónico com a aplicação de um ou mais requisitos de
conceção pode o técnico autor do projeto adotar soluções alternativas para os
sistemas técnicos do edifício ou para as componentes da instalação técnica onde
se verifiquem tais incompatibilidades, desde que para isso:
a) Justifique as incompatibilidades existentes e a impossibilidade de cumprimento
integral dos requisitos
b)Demonstre que, com as soluções alternativas preconizadas, o desempenho do
edifício não diminui em relação à situação anterior à grande intervenção

5. As situações de incompatibilidade, respetivas soluções alternativas e


potenciais consequências fiquem explícitas no pré-certificado e no certificado SCE,
conforme o caso. No caso de GES, todas as alterações devem:
a) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou documentação técnica do
edifício
b) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM, que deve efetuar as devidas
atualizações ao Plano de Manutenção

48
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
GRANDES REABILITAÇÕES

ARTIGO 44º - VENTILAÇÃO


Se a intervenção incidir sobre sistemas de ventilação, deve cumprir os mesmos
requisitos que os edifícios novos
Pode justificar-se incompatibilidades e impossibilidade de cumprimento dos
requisitos, desde que:
 Cumpra os requisitos de CAN (prescritivo ou analítico), considerando uma
redução de 30% do valor obtido e não comprometendo a boa QAI
Devem as incompatibilidades ficar explicitadas no Pré-Certificado e Certificado
No caso de GES, todas as alterações devem:
 Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou documentação técnica do
edifício
 Ser realizadas com o acompanhamento do TIM, que deve efetuar as devidas
atualizações ao Plano de Manutenção
Ampliações têm obrigatoriamente que cumprir

49
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
GRANDES REABILITAÇÕES

ARTIGO 45º - INSTALAÇÃO, CONDUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS TÉCNICOS

De acordo com o art.º 41 (novos)

O TIM acompanha e supervisiona os trabalhos e assegura actualização do


plano de manutenção

Cumprimento deve ser demonstrado em peças escritas e desenhadas

50
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS EXISTENTES

ARTIGO 47º - EFICIÊNCIA DOS SISTEMAS TÉCNICOS

[Link] requisitos
2.O desempenho deve ser avaliado de forma periódica, exceto:
a) PES, desde que não enquadrados na alínea b) do n.º 3 do art.º 3 (de
uma entidade pública)
b) Edifícios que não estejam em funcionamento e cujos sistemas
técnicos estejam desativados
[Link], avaliados de 6 em 6 anos comprovado por:
a) Emissão de CE
b) Elaboração de relatório de avaliação energética

51
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS EXISTENTES

ARTIGO 48º - QUALIDADE DO AR INTERIOR

[Link] dos limiares de proteção e condições de referência dos


poluentes constantes da Portaria n.º 353-A/2013

2.A fiscalização dos limiares de proteção é feita pelo IGAMAOT de acordo


com a metodologia e condições de referência a que se refere a Portaria
n.º 353-A/2013

52
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS EXISTENTES

ARTIGO 49º - INSTALAÇÃO, CONDUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS TÉCNICOS

[Link] Plano de Manutenção se a potência de climatização for superior


a 25 kW.

[Link] acompanhados por TIM, com contrato, e outros técnicos habilitados


exceto se:
a) Potência de Climatização < 25 kW
b) Edifícios que não se encontrem em funcionamento e os seus
sistemas esteja desativados

53
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
EDIFÍCIOS EXISTENTES

ARTIGO 49º - INSTALAÇÃO, CONDUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS TÉCNICOS

3. O acompanhamento pelo TIM assenta em contrato escrito que


concretize a atuação devida durante o funcionamento do edifício.
4. Todas as alterações introduzidas nos sistemas técnicos dos edifícios de
comércio e serviços existentes devem:
a) Cumprir com os requisitos definidos no n.º1 do artigo 37.º e nos n.º1 a 3
do artigo 41.º;
b) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou na documentação
técnica do edifício, garantindo a atualização desta;
c) ser realizadas com o acompanhamento do TIM do edifício, o qual
deve efetuar as devidas atualizações no plano de manutenção.

54
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
RESUMO

INSTALAÇÃO, CONDUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS TÉCNICOS

EDIFÍCIOS NOVOS:

•Documentação técnica
•Instalação acompanhada por TIM
•P>25 kW – ensaios de receção e TIM
•P>250 kW – PM elaborado por TIM
•Contrato com TIM
•Alterações registadas no PM

55
REQUISITOS DE CONCEÇÃO
RESUMO

INSTALAÇÃO, CONDUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS TÉCNICOS

GRANDES INTERVENÇÕES:

•Igual aos Novos

EDIFÍCIOS EXISTENTES:

•P>25 – tem de ter TIM e PM

56
Regulamento de Desempenho Energético dos
Edifícios de Comércio e Serviços (RECS)

TEMA 3 – REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS

57
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES

Sistemas de Iluminação
climatização

Requisitos sobre os sistemas técnicos: Elevadores

Aquecimento de
águas sanitárias
e piscinas
Sistemas de
Sistemas de
Regulação e
Energias renováveis
controlo

58
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos dos Sistemas Técnicos:

A Portaria n.º 349-D/2013 estabelece os requisitos de conceção para edifícios


novos e grandes intervenções.
O Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio e
Serviços (RECS) é parte integrante desta Portaria.

7. Sistemas de Climatização

7.1. Requisitos Gerais

a) As instalações de climatização com potência nominal superior a 25kW


devem ser objeto de elaboração de projeto de AVAC;

59
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

b) A potência elétrica para aquecimento por efeito de joule não pode exceder
5% da potência térmica global de aquecimento até ao limite de 25kW;
Potência total aquecimento = 30 kW
3 VCs do tipo 15 c/ resistência elétrica
3 x 0,8 kW < 25 kW (Regulamentar)
3 x 0,8 = 2,4 kW > 5% x 30 kW = 1,5 kW
(Não Regulamentar)

60
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

c) Nos sistemas destinados exclusivamente a arrefecimento é permitida a


instalação de equipamento destinado a reaquecimento terminal, cuja potência
não pode exceder 10% da potência térmica global de arrefecimento a instalar,
sendo admissível o recurso a resistência elétricas dentro das condições
especificadas na alínea anterior;

d) Sempre que a soma dos caudais de ar de insuflação de todos os


equipamentos seja superior a 10.000 m3/h nos sistemas de climatização do tipo
“tudo ar”, será obrigatória a instalação de dispositivos que permitam o
arrefecimento gratuito;

61
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

e) Na estação de aquecimento, será obrigatório realizar a análise de viabilidade


económica, da instalação de recuperação de energia no ar de rejeição com uma
eficiência mínima de 50%, sempre que a soma da potência térmica de rejeição
seja superior a 80 kW;

f) Nos sistemas de climatização com potência instalada de climatização


superior a 100 kW, dotados de ventilação mecânica que sirvam espaços com
ocupação permanente, em que a ocupação média destes, durante o período de
funcionamento, é inferior a 50% da ocupação máxima, será obrigatória a
instalação de um sistema de caudal de ar novo variável que permita o ajuste
dos caudais em função da utilização e ocupação dos espaços;

62
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

7.2. Requisitos de Produção


7.2.1 Sistemas de ar condicionado, bombas de calor e chillers

Os sistemas de ar condicionado, bombas de calor com ciclo reversível e chillers


de arrefecimento devem obedecer aos requisitos mínimos de eficiência
indicados em tabelas do regulamento, baseados na classificação Eurovent de
acordo com a classe de eficiência mínima exigida na Tabela seguinte:

63
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

No caso dos sistemas referidos na alínea anterior que não se enquadrem na


respetiva categoria Eurovent, mas cujo desempenho tenha sido avaliado pelo
mesmo referencial normativo, aplica-se o requisito equivalente, em termos de
EER e COP, que resulta do definido na Tabela I.13, tendo por base o menor
valor do intervalo previsto na respetiva matriz de classificação indicada nas
tabelas I.14 a I.17;

64
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

65
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

66
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

67
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

68
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

Aquecimento: Classe A
Arrefecimento: Classe A

fonte: daikin

69
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

7.2.2. Sistemas de aquecimento e/ou preparação de AQS com caldeiras ou


esquentadores

As caldeiras a combustível líquido ou gasoso devem obedecer aos requisitos


mínimo de eficiência indicados na Tabela I.18, na forma de classe de eficiência
obtida de acordo com o disposto na tabela I.19, no caso de caldeiras, e da
potência, no caso de esquentadores a gás.

70
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

71
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

Caldeira: Classe A

Fonte: BAXIROCA

72
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

7.3. Requisitos de Distribuição


7.3.1 Unidades de Tratamento de ar

As unidades de tratamento de ar devem pertencer a uma gama certificada e


classificada pela Eurovent e obedecer aos requisitos mínimos de eficiência
indicados na tabela I.20, em função da sua classificação segundo a norma EN
13053.

73
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

7.3.1 Unidades de Tratamento de ar N°: 07.03.341 Range: KG/KGW TE

No caso de unidades de tratamento de ar que não constem


da lista de produtos certificados na respetiva categoria
Eurovent mas cujo desempenho energético tenha sido
avaliado pelo mesmo referencial normativo, aplica-se o
requisito equivalente que resulta do definido na tabela
I.20. Os ensaios relativos à avaliação de desempenho pelo
referencial normativo aplicável devem ser realizados por
entidade acreditada para o efeito e comprovadas pelo
respetivo relatório de ensaio. D

74
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

7.3.1 Unidades de Tratamento de ar

Fonte: Wesper

75
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

7.3.2 Bombas e Ventiladores


Os elementos propulsores dos fluidos de transporte devem cumprir com os requisitos de
eficiência previstos na tabela I.21.

76
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

7.3.2 Bombas e Ventiladores

Equivalências:

IE 1 - Standard Efficiency <-> EFF2


IE 2 – High Efficiency (correspondência EFF1)
IE 3 – Premium Efficiency (sem correspondência na antiga norma) – esta classificação
representa uma redução nas perdas entre 15% a 20% relativamente à IE2
IE 4 – Super-Premium Efficiency –norma IEC 60034-31 (revisão da IEC 60034-30)

77
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

7.3.2 Bombas e Ventiladores

EN13779 - Ventilation for non-residential buildings – Performance


requirements for ventilation and room-conditioning systems

78
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

7.3.3 Redes de transporte de fluidos


[Link] Todas as redes de transporte de fluidos e respetivos componentes
devem:

a) Ser termicamente isoladas, devendo as espessuras de isolamento obedecer


aos valores mínimos definidos nas tabelas I.22, 23 e 24 em função da dimensão
dos componentes a isolar, do tipo de isolamento e da temperatura do fluido de
circulação;

b) Ter barreira contra vapor que evite a formação de condensações superficiais


e intersticiais, no caso de tubagens e condutas onde o fluido se encontra a
temperatura inferior à do ambiente.

79
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

80
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

81
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

7.3.3 Redes de transporte de fluidos


[Link] Na aplicação do previsto nas tabelas I.22, 23 e 24 devem ser observadas
as seguintes considerações e disposições:

a)Os diâmetros apresentados serão exteriores sem isolamento

b)Os valores das espessuras do respetivo isolamento térmico deverão ser


incrementados, no mínimo, em 10 mm, quando os componentes das redes de
tubagem e/ou condutas se encontrem instalados no exterior, exceto no caso de
tubagens de fluido frio com D>60 mm em que o incremento deverá ser, no
mínimo, de 20 mm

82
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

7.3.3 Redes de transporte de fluidos


[Link] Na aplicação do previsto nas tabelas I.22, 23 e 24 devem ser observadas
as seguintes considerações e disposições:

c) As espessuras de isolamento apresentadas serão válidas para materiais com


uma condutibilidade térmica de 0,040 W/m.ºC a 20ºC, sendo que para materiais
com condutibilidade térmica diferente, o requisito de espessura mínima deverá
ser corrigido de forma a garantir a mesma resistência térmica.

Resistência térmica = Espessura do isolamento [m2.ºC/W]


Condutibilidade térmica do isolamento

83
REQUISITOS DOS SISTEMAS TÉCNICOS
EDIFÍCIOS NOVOS E GRANDES INTERVENÇÕES
Requisitos do Sistema de Climatização:

7.3.3 Redes de transporte de fluidos

Exemplo: Resistência térmica


Depósito de AQS com superfície superior a 2 m2, com isolamento de 100 mm
de espessura e uma condutibilidade de 0,055 W/m.ºC.
Cumpre com o requisito?

R = 0,01 / 0,055 = 0,182 m2.ºC/W

R = 0,008 / 0,040 = 0,20 m2.ºC/W (valor regulamentar)

Não cumpre, o valor deverá ser de pelo menos 0,20 m2.ºC/W.

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