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História Da Música Ocidental 3: Opus - Número Da Ópera BWVV Catálogo Das Obras de Bach No - em Relação Do Opus Aula 1

O documento aborda a história da música ocidental nos séculos XVIII e XIX, focando no fim do barroco, classicismo e romantismo. Destaca a evolução dos estilos musicais, a influência do iluminismo e o surgimento de novas formas de ópera, como a ópera cômica e o singspiel. Além disso, menciona a importância de compositores como Johann Adolf Hasse e Christoph Wilibald Gluck na transição para um estilo musical mais natural e expressivo.
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História Da Música Ocidental 3: Opus - Número Da Ópera BWVV Catálogo Das Obras de Bach No - em Relação Do Opus Aula 1

O documento aborda a história da música ocidental nos séculos XVIII e XIX, focando no fim do barroco, classicismo e romantismo. Destaca a evolução dos estilos musicais, a influência do iluminismo e o surgimento de novas formas de ópera, como a ópera cômica e o singspiel. Além disso, menciona a importância de compositores como Johann Adolf Hasse e Christoph Wilibald Gluck na transição para um estilo musical mais natural e expressivo.
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HISTÓRIA DA MÚSICA OCIDENTAL 3

Fim do barroco, rococó, classicíssimo e romantismo Séc. XVIII e XIX

Matéria ministrada pelo Prof. Dr. Francisco Azevedo

Resumo por Gabrielle Teixeira

Opus - número da ópera

BWVV – catálogo das obras de Bach

No - em relação do Opus

Aula 1

• Música se padroniza no fim do séc. XVIII Commented [GT1]: BWV 1052- Concerto No.1 in D
minor - JS Bach
• Barroco acaba na metade do séc. XVIII “com a morte de Bach”
Commented [GT2R1]: > o manuscrito mais antigo foi
• O barroco pode se resumir em contraponto e modos feito pelo seu filho
> Semelhança com "Grosso Magnata" de Vivaldi
CLASSICISMO > "Transmite um sentido enorme de poder elementar."
Commented [GT3]: BWV 1054 Concerto No. 3 in D
Estados poderosos: Espanha - França - Inglaterra Major - JS Bach

• Aumento populacional Commented [GT4R3]: >Quarteto de cordas+ cembalo


> 1738
• Diminuição da aristocracia > 3 movimentos: allegro(DM), adagio (Bm), allegro (DM)
> Barroco
• Música reflete intencionalidade >adaptação do seu próprio concerto para violino em E
major
“O estilo musical ideal mistura o que há de melhor na música de todas as nações.” > reformulada para cravo
> 2 movimento movido de C#m para Bm
ILUMINISMO

• A igreja sai do centro


• Métodos científicos
• Sapere aude “ouse saber”
• Posição humanitária
• Cuidado com os pobres
• Interesse na educação
• Patrocínio das artes e educação

na música:

• Patrocínio de cortes, governos e igreja continua, porém vai diminuindo


• Necessidade de financiamento para os músicos e compositores= público
• Concertos públicos
• Aumento do público (classe média)
• Criação de associações e series de concertos
• Música para “amadores” e “conhecedores”
• Mulheres tocavam como amadoras
• Jornais sobre música

estilos:

• Vários estilos musicais ao mesmo tempo


• Apoiados e criticados por seguidores
• Estilos nacionais na ópera (baseados na tradição de cada país)
• Música deixa de ser contraponto Commented [GT5]: Charles Burney - a General history
of music (1776-89)
• Melodias cantábiles em pequenas frases com acompanhamento leve

“A melhor música deve ser natural, livre de complicações, nobre e interessante,


expressiva dentro de limites e de fácil entendimento ao ouvinte.”

Novos estilos predominantes: Stilo Galante e Empfindsamer Stil

Estilo galante:

• Melodias feitas sobre gestuais curtos geralmente repetidos, organizados em


frases de dois, três ou quatro compassos, combinados em unidades maiores
• Origem na ópera italiana
• Acompanhamento de harmonia simples com textura leve
• Pontuados por cadências frequentes

Empfindsamer Stil:

• Estilo emocional e próximo do estilo galante


• Mudanças súbitas na harmonia
• Cromatismo
• Ritmos nervosos
• Melodias caráter falado e de rapsódia livre Commented [GT6]: Rapsódia é uma composição livre
que obedece características especiais ou clássicas, é
• Associado a fantasias e movimentos lentos das peças de Carl Phillipp Emanuel uma justaposição, de escassa unidade formal de
Bach melodias populares e de temas conhecidos, extraídos
com frequência de óperas e operetas.
Aula 2 Commented [GT7]: WC67- Piano concerto Op.3 No.6
em Eb - JC. Bach
Estilo clássico = generalização dos estilos Commented [GT8R7]: > Piano+ quarteto de cordas
> 2 movimentos: allegro + andante
ESTILO ANTIGO >1777
> galante "barroco"
• Periodicidade
• Motivo com importância rítmica e proposta de afeto
• Melodia
• Pontos de repouso frequentes que separam a melodia em segmentos que se
relacionam entre si como partes de uma estrutura maior
• Frases distintas
• Duas ou mais frases = período Commented [GT9]: Período: Ideia musical completa,
concluída por cadência
• Dois ou mais períodos = música completa
• Correspondência motivica

harmonia:

• Ritmo harmônico rápido


• Devido e sujeito às relações contrapontísticas entre as vozes
• Terminações em melodias independentes são mais importantes do que a
combinação vertical entre elas
• Relações contrapontísticas
• Combinações verticais

ESTILO NOVO

harmonia:

• A harmonia dá suporte a divisão da melodia em frases e períodos


• Hierarquia das cadências:
❖ Cadências fracas: fim de frases internas
❖ Cadências fortes: fim dos períodos
❖ Cadências “mais fortes”: fim das seções e movimentos

I-V-I no micro (frases)

I-V-I no macro (movimento)

• Harmonia articula frases e não “empurra” continuamente até o fim da peça


• Como o ritmo harmônico é mais lento do que no estilo antigo (também por
causa do sustain dos cravos e pianos), os compositores criaram formas de
“animar” o acompanhamento
• Geralmente em padrões para não ofuscar a melodia
• Baixo de Alberti (Domenico Alberti, 1710- 1746)

formas:

• Coerência
• Funções claras
• Material do Início, material do meio e material do fim
• No micro e no macro
• Contraste de emoção: duas emoções contrastantes
• No barroco, cada movimento apresentava uma única emoção, seguindo a ideia
de que “uma emoção ativa só vai ser interrompida quando uma nova emoção
for provocada”
• Exceção: duas emoções contrastantes em árias da capo ou ritornelos
• Novos estudos na fisiologia (circulação, sistema nervoso) e psicologia humana
demonstraram que sentimentos estão sempre ativos e podem mudar
repentinamente
• No novo estilo, os compositores começaram a introduzir sentimentos diferentes
em várias partes do movimento e até dentro dos próprios temas

ÓPERA NA MÚSICA VOCAL NO INÍCIO DO CLÁSSICO

• Ópera italiana, popular na Itália e mais de 20 cortes Alemãs e Polonesas, se


espalhou pela Europa inteira no Séc. XVIII
• Madri, Londres, São Petesburgo, Dinamarca, Suécia...
• Novos interesses no drama encontrados em Aristóteles e outros escritores
clássicos fez com que os libretistas eliminassem personagens cômicos em
óperas sérias
• Isto fez com que novos gêneros de ópera cômica fossem criados, abrindo
espaço para a crítica social e com grande apelo ao público

ÓPERAS COMICAS (opera buffa, drama giocoso, dramma comico, commedia per
musica)

• Operas com 6 ou mais personagens


• Cantada por inteiro (diferente em outros países)
• Tramas centradas em pessoas normais do dia a dia
• Iniciou sendo apresentada para a classe média, mas ganha preferência pela
Aristocracia
• Divertia e servia um propósito moral pela caricatura das fraquezas de
aristocratas e pessoas comuns
• Diálogos apresentados em recitativos rápidos com acompanhamento de baixo
contínuo (as vezes cravo solo)

Ópera buffa – estilo galante

INTERMEZZO Commented [GT10]: La serva padrona (1733)

• Executado em duas ou três partes entre os atos de uma ópera séria ou de uma
peça teatral
• Contraste com a peça principal, às vezes com paródias dos seus excessos
• Dois ou três personagens, com árias e recitativos
• “Acessório” da peça principal para os aristocratas
• Mais elementos da ópera seria no intermezzo com a popularidade

ÓPERA SÉRIA Commented [GT11]: Pietro Metastasio

• 3 atos com alternância entre recitativo e aria


• Recitativo simples ou em momentos dramáticos, acompanhado pela orquestra
• Árias onde os personagens principais expressam seus sentimentos ou reagem à
cena anterior
• Duetos ocasionais, poucos grupos e raramente grandes corais
• Exceto na abertura, orquestra para acompanhar cantores
• Com o passar do tempo, ganha mais importância
• Pietro Metastasio (1698- 1782) (poeta italiano)
• Temas heroicos baseados na Grécia antiga ou em contos em latim
• Moralidade através de governantes piedosos e esclarecidos
• Preferência por personagens grandiosos, tiranos
• Amor x dever
• Dois pares de amantes e personagens em volta
• Fim raramente traz tragédia
• Heroísmo e renúncia sublime dos personagens principais
• La clemenza di Tito

ARIA Commented [GT12]: Johann Adolf Hasse - Cleofide

• Centro de importância na ópera italiana


• Forma preferida: da capo (ABA)
• Padrão de texto em dois versos (Matastasio)
• Possibilidade de grande ornamentação na repetição
• Algumas poucas A1 e A2, ou dal segno
• No início do século, árias em um único sentimento, ou desenvolvendo este
sentimento
• (Sentimentos contrastantes em A e B)
• Alessandro Scarlatti
• A partir dos 1720s e 30s, mais emoções e ideias musicais diferentes

Início da padronização:

♦ A: tônica e X
♦ B: X levando para a tônica
♦ A: Tonica e tônica
• Música vocal e instrumental
• Orquestra com acompanhamento, dando espaço para o cantor (contraste com
o trabalho contrapontístico do estilo antigo)
• Contraste Commented [GT13]: Cleofide (1731)
> Elegância
JOHANN ADOLF HASSE (1699-1783) > Motivos que enaltecem o texto e a acentuação das
palavras
> Variação rítmica
• Dos principais nomes da ópera dos 1720-70s > Fundo orquestral estável
• Nascido em Hamburgo, muito contato com a Itália - estilo italiano
• 80 óperas
• Grande uso dos libretos de Metastasio – alguns 2 ou 3 vezes
• Variação rítmica (ritmos lombardicos- snaps)
• A ópera séria manteve as suas características por toda a Europa
• A ópera cômica se moldou
• Vernáculo
• Influências musicais nacionais
• Cresceu muito em importância depois de 1750 e suas características entraram
no mainstream, por duas razões:
> demanda por música (canto, melodias) simples, clara, natural
> crescimento de tradições nacionais separadas
• Personagens de classe média e baixa
• Demanda por música simples, clara e natural

França Commented [GT14]: Querelas dos bufões


Commented [GT15R14]: 1752-54 Paris
• Disputa a partir de uma companhia de ópera cômica italiana fazer muito
sucesso em estadia em Paris
• Opera italiana X Opera Francesa
• Pensadores, políticos e comuns
• Ênfase na capacidade da melodia em expressar sentimentos (Rousseau) -” ...
uma única melodia para o ouvido, um único sentimento para a mente”
> Frases balanceadas, harmonia simples
> Foco na melodia, acompanhamento subordinado
• Ópera com diálogos
• “História de resgate”

Inglaterra Commented [GT16]: The beggar's opera


> herói substituído por ladrões e prostitutas
• Ballad ópera Commented [GT17R16]: >1728
• Diálogos falados > Música de J. C. Pepush (1667-1752)
> Libreto de John Gay (1685-1732)
• Canções com letras originais sobre melodias emprestadas do folclore, música > Sátira sobre a ópera cômica italiana
> Sátira sobre a sociedade londrina
popular e de árias conhecidas de outras obras
> Uso material musical de canções folclóricas inglesas,
• Auge: 1730, mas continuou até o fim do século escocesas e irlandesas, e de árias de Purcell e Haendel

• Deixa de usar melodias conhecidas gradualmente em favor de material original


• Sátira de cômica italiana
• Sátira dobre a sociedade londrina
• Mistura de música séria com letras e situações cômicas Commented [GT18]: J. A Hiller
• Evita a repetição “ária da capo atrasa o desenrolar da história” Commented [GT19]: "Singspiel" era o mais popular

Alemanha e Áustria Commented [GT20R19]: > Percussor do teatro musical


de Mozart e Weber
• Ópera tradicional desde o século anterior
> Também com influências italiana, francesa e local

SINGSPIEL

• Mais popular
• Diálogo falado, números musicais e geralmente história cômica
• Primeira nos 1710s
• Ballad óperas traduzidas
• A partir dos 1750s, mais material original com melodias familiares e atraentes
• Principal nome J. A. Hiller (1728-1804)
• Muito popular: várias canções foram lançadas e coleções e acabaram virando
“música folclórica”, com transmissão oral
• Melodias vinham de músicas populares
• Música divertida

REFORMA DA ÓPERA

• A partir do meio do século, compositores buscavam mais o “natural”


♦ Mais flexível na estrutura, mais expressiva, menos ornamentado e com
fontes musicais mais variadas
♦ Novas formas para Ária
♦ Mais alternância entre recitativos e árias
♦ Maior uso de recitativos acompanhados e conjuntos
♦ Orquestra mais importante para invocar sentimentos e descrições
♦ Volta do coro, ausente há muito tempo na ópera italiana
• Tudo isso para dar mais importância a história e ao drama e a música do que
aos cantores.
• Compositores buscam o mais “natural”

Recitativo simples: acompanhamento contínuo

Recitativo acompanhado: orquestra

Aula 3

CHRISTOPH WILIBALD GLUCK (1714-1787)

• Estudou na Itália, trabalhou em Viena, famoso em Paris


• Misturou com sucesso os estilos alemão, francês e italiano
• Removeu os abusos que deformaram a ópera italiana
• A música serve à poesia e ao avanço do roteiro
• Menos ornamentos e exibicionismo
• Abertura como parte importante na ópera
• Adaptar a orquestra as necessidades dramáticas
• Diminuiu o contraste entre recitativo e aria
• “Linda simplicidade”
• Música molda o drama
• Solos, corais, orquestra e balé para produzir o efeito total da grandiosidade da
tragédia clássica
• Ópera mais completa para agradar o publico

CANÇÃO

• Composta e executada de forma caseira


• Refletindo o interesse dos amadores
• Geralmente simples, silábico, diatônico e estrófico
• Acompanhamento simples, para o cantor poder se acompanhar
• Muitas de caráter religioso, em estilo de hino
• Estilos distintos de canção secular apareceram em regiões diferentes

França: romance

♦ Estrófica, texto sentimental, melodia simples e expressiva, quase sempre


ornamentos, sobre um acompanhamento simples

Inglaterra: baladas

♦ Somente o texto era publicado, para serem cantados com uma melodia
popular. Publicados avulso ou em coleções

Alemanha: Lied Commented [GT21]: A canção era parte central da vida


musical e da estética
• Mais de750 coleções de lieder com acompanhamento de teclado, na segunda
metade do século

“A música e os instrumentos devem emular a voz cantada e deve ser simples e


expressiva.”

• Os poemas líricos eram estróficos e compositores buscavam criar uma única


melodia que fosse usada em todas as estrofes, geralmente de forma silábica
• Não era para impressionar

No fim do século:

Estrutura flexível e acompanhamento mais independente

MÚSICA NA IGREJA Commented [GT22]: Giovanni Batista Pergolesi

• Stabet Mater (1726) - Giovanni Battista Pergolesi


• Mesma vertente de La serva Padrona
• Melodias exuberantes
• Descrição sonora da cena
• Alguns achavam impróprio o uso de artifícios da ópera dentro da igreja
• Tornou-se bastante popular
• + tradicionalismo - inovação
• Deixa de ser a geradora de novos estilos

Igreja luterana

• Influência do iluminismo
• Cantatas e obras corais muito elaboradas consideradas fora de moda
• Música para serviço: hinos compostos ou adaptados ao novo estilo galante
• Oratório (não litúrgico) se tornou o principal gênero e se manteve assim até o
fim do século XIX
• C. H. Graun – Der Tod Jesu (1755)

SONATA, SINFONIA E CONCERTO

• Influência da ópera
• Nova proeminência
• Agradar performers e audiência: muito consumo doméstico
• Piano substitui o cravo e o clavicórdio
• Raízes no barroco, mas o novo idioma centrado na melodia possibilitou novas Commented [GT23]: Estilo galante
formas para movimentos individuais
• Forma sonata e outras adaptações de forma binária
• Criação de conjuntos de câmara e quartetos de corda
• Música feita (escrita, vendida e tocada) para atividades sociais, para a
satisfação do próprio performer
• Classe média e alta: para a família e amigos
• Aristocracia: músicos contratados para eventos
• Orquestras amadoras e profissionais tocavam em concertos públicos e
privados
• Música para atividade social e satisfação
• Muita música para dança, desde as compostas para orquestra até as de
transmissão oral

PIANO

• Substituiu gradativamente o cravo, ainda existente no fim do século


• Bartolomeo Cristofari (1655- 1732) - Pianoforte, Florenza - 1700
• Pianoforte- um instrumento capaz de fazer mais dinâmicas
• Possibilidade maior de dinâmicas, expressões e contrastes
• Grand piano e piano doméstico
• Forte pianos, para diferenciar do instrumento moderno
• O piano se inicia no baixo contínuo (como outros instrumentos harmônicos)
• Nos 70s e 80s começa a ter mais partes escritas, sendo acompanhado por
outros instrumentos
• Origem: música feita em casa
• Filhas eram boas no piano, já que a música era algo a ser cultivado pelas
meninas
• Filhos não tinham “obrigação”
• No momento da performance, meninas ganhavam mais atenção pela
habilidade, enquanto meninos também conseguiam participar

Aula 4

MÚSICA DE CAMARA

• Comum em cordas
• 2 a 5 participantes

Quarteto de cordas (origem trio sonata)

• Inicialmente, o primeiro violino com material temático importante, cello no


baixo e vozes intermediarias preenchendo a harmonia
• Quarteto concertante: interesse nas outras vozes
• Como outras peças para câmara, interesse inicial em satisfazer os músicos,
mas também muito tocado em público
• Burkholder: música de câmara nos XVIII: baralho nos anos XX

Música de câmara

• Sopros
• Vem do uso militar
• Clarinete: inventado nos anos 1710, comum nos anos 1780s junto com outras
palhetas duplas e flautas
♦ Grupos franceses: 2 oboés ou 2 clarinetes, 2 trompas e 2 fagotes
• Sem grupos amadores, por ser muito difícil (exceção da flauta)
• Inapropriado para mulheres

Orquestra

• Muito menor do que pensamos hoje


• Haydn 1760-1785
• Raramente mais de 25 músicos
♦ Flauta, 2 oboés, 2 fagotes, 2 trompas e cerca de 12 cordas (violino 1, violino 2,
viola, violoncelo e violone) e cravo, trompetes e tímpanos ocasionais(caserna)
• Viena 1790s:
• Geralmente menos de 35 músicos, incluindo clarinetes aos acima
• Direção sai do tecladista para o primeiro violinista
• Material principal nas cordas
> Madeiras e metais preenchem com cor e reforço
> Inclusão de partes não escritas
> Mais tarde, ganham maior importância
• Gêneros característicos do barroco caem em desuso
> Prelúdios, tocatas, fugas, corais e danças
• Músicas para piano: variações, fantasia, danças continuam, mas em declínio
> Sonata de 2 a 4 movimentos com sentimentos e andamentos contrastantes,
vira a moda
• Música de câmara para solista(s) e piano: Sonata
> Duetos, trios, quartetos, quintetos
• Principais gêneros orquestrais:
• Concerto- derivado do concerto barroco
• Sinfonia – derivada da sinfonia, ou abertura italiana e do concerto para
orquestra

Sonata

• Duetos, trios, quartetos, quintetos


• Ênfase no retorno na tônica
• Séc XVIII- binária
• Séc XIX- ternária
• Frases com finais mais claros e pausas
• Tema inicial na dominante
• Binário pequeno como tema

Concerto: derivado do barroco

Sinfonia: abertura italiana e concerto para orquestra Commented [GT24]: Forma rápido-lento-rápido

Sonata – 3 movimentos

Sinfonia – 4 movimentos Commented [GT25]: No fim do século

• Grande preferência no modo maior


• Vivaldi tinha mais de um quarto dos concertos em modo menor
• JS Bach, metade
• JC Bach, Haydn, Mozart e outros, menos de 10%
“Mais prazeroso e natural, emoções mais agradáveis”

• Contraste usando o modo menor

PARADIGMA DA FORMA CLÁSSICA

Movimentos do tema maior estável e agradável com frases previsíveis para os


“perigos” e “desafios” do menor com modulação frequente e frases instáveis.

Retorno ao maior.

• Estes gêneros vêm em desenvolvimento desde o século XVII, onde já eram


importantes
• A diferença principal está na forma e no conteúdo
• Absorção das características do estilo galante
• A maioria das formas no Período Clássico são baseados na harmonia:
• Saindo da tônica
• Indo para a dominante (ou relativa quando no modo Menor)
• De volta para casa (tônica)
> Diretamente ou depois de aventuras harmônicas no ponto mais distante da
tônica.
• Pontos importantes dentro deste plano são geralmente marcados pela
presença de material no fraseado, textura e outros parâmetros
• A maioria das formas também é baseada na forma binária

Forma binária

❑ Simples
❑ Balanceada
❑ Recorrente

Forma sonata

• Ênfase no retorno da tônica


> Reapresentando a ideia inicial
> Restabelecendo na tônica o material que estava na dominante
• Também chamada de “forma do primeiro movimento”
> Muito comum
• Duas propostas de análise (padrões percebidos, não leis)
• Séc XVIII – Koch = Binária
Melhor para a análise de música pré Haydn e Mozart
• Séc XIX = Ternária
muito influenciada pela música de L. v. Beethoven
> Melhor para música pós 1800
> Repetições
>Foco no material temático
>Expansão das partes
• Forma ternária
• Exposição (geralmente repetida):
♦ Primeiro tema, ou grupos de temas, na tônica:
♦ Transição para tônica ou relativa:
♦ Segundo tema, ou grupos, na nova tonalidade (geralmente mais lírico)
♦ Tema de fechamento, ou codetta, ou ambos
• Desenvolvimento:
Motivos ou temas da exposição são apresentados em novos aspectos ou
combinações, modulando por locais longe da tônica:
Retransição: ênfase na dominante, para encerrar neste acorde (V da tônica)
• Re- exposição ou recapitulação:
Material da exposição restabelecido totalmente na tônica
• (introdução e coda)
• Duas propostas de análise (padrões percebidos, não leis)

Aula 5

Rondó

• Padrão ABACA
• Comum nos últimos movimentos

Sinfonia Commented [GT26]: Exploração em:


> expressão
• Demanda para composição > estilo
> forma
• Grande número de peças para teclado

DOMENICO SCARLATTI

• Compositor de peças para piano


• Trabalhou só para a corte
• Sonatas pensadas para tocar em conjunto
• Influência da música espanhola
• Violão e castanholas

CARL PHILLIP EMANUEL BACH

• Serviu Frederico o Grande em Berlim


• Compôs oratórios, canções e sinfonias
• Ajuda a estabelecer o padrão de 3 movimentos, R L R.
• Características do estilo galante
• Múltiplos padrões rítmicos e melódicos
• Embelezamento assimétrico
• Imitando diálogos e recitativos

Sinfonia Commented [GT27]: Origem:


> Sinfonia (ópera)
• Principal gênero instrumental > Concerto para orquestra (Torelli)
> Sonata para igreja
• Geralmente 3 ou 4 movimentos > Suíte orquestral

JOHANN STAMITZ

• Amplitude na dinâmica
• Crescendo e diminuendo
• Finale presto
• Segundo tema contrastante depois da modulação para a dominante
• Sinfonias em Viena e Paris
• Sinfonia concertante

Concerto

• Continua popular
• R–L–R
• Primeiro movimento com forma sonata alterada
• Segundo e terceiro: formas tradicionais

JC BACH Commented [GT28]: Concerto Eb Op7 No 5

• Trabalhou na Itália
• Estilo galante
• Inspirou Mozart aos 8 anos

Aula 6

Música para entretenimento

• Fora dos padrões de música para concerto Commented [GT29]: Quarteto em Eb major Op 33 No2
(a piada)
No fim do séc. XVIII os compositores trabalhavam nas igrejas e nas cortes ensinando. Commented [GT30R29]: Economia = tema com
somente uma ideia (3 motivos)
JOSEPH HAYDN (1732- 1809) variações no movimento melódico
Sensação de continuidade (não resolve no pulso forte)
“Joseph Haydn foi o mais celebrado compositor de seu tempo. Prolifico em todos os Expansão da ideia, para criar um balanço na forma
Harmonia mantem tensão até o fim do período
meios (e gêneros), é mais bem lembrado por suas sinfonias e quartetos de corda, que (Compasso 8)
ditaram padrões de QUALIDADE, ESTILO, CONTEÚDO, FORMA E EXPRESSIVIDADE que Breve retorno do tema inicial depois do comp 16
Drama (na dominante) antes do retorno "real", através de
outros compositores utilizaram.” (Burkholder) expansão
Dinâmica, acordes diminutos, pedal
• “Dá vida ao novo estilo” Inteligência em colocar tanto drama em algo alegre e
saltitante
• Principais obras: O tema do inicio é também o final
106 sinfonias, 20 concertos, 68 quartetos de corda, 29 trios com teclado, 126
trios para baryton, 47 sonatas para teclado, 15 óperas, 12 missas, oratórios, “A
criação”, “As estações” e várias outras obras para grupos
• Trabalhava para a corte
• Ideais iluministas – bom caráter, piedoso e gentil
• Empreendedor ambicioso e excelente homem de negócios
• Capaz de seriedade e humor, satisfaz patrões e audiência
• Nasceu em Rohrau (50km de Viena)
• Aos 7, coralista da Catedral de Santo Estevão
• Aprendeu canto, cravo e violino
• Saiu aos 17, quando mudou a voz
• Pouca renda como performer
• Estudou contraponto com Gradus ad Parnassum (Fux) e com músicas de outros
compositores
• Estudou com Nicola Porpora
• Em 1757 se tornou diretor musical do Code Morzin, para quem provavelmente
escreveu suas primeiras sinfonias
• Em 1960, casou-se com Anna Maria Keller (paixão pela irmã, que se tornou
freira)
Casamento infeliz
Sem filhos e vários casos extraconjugais
• Em 1761, conseguiu o emprego que moldaria sua carreira: vice mestre de
capela do Principe Paul Anton Esterhazy (Hungria) em Esterhaza
• Servo de alto escalão, mas ainda precisava vestir uniforme
• Em 1766, Kappelmeister
• Palácio Esterháza
• Dois teatros (para óperas e para marionetes)
• Duas amplas e impressionantes salas de música
• Responsável para tocar o que o príncipe pedisse: apresentar concertos ou
óperas semanalmente
• Também auxiliar na música de câmara, treinar e supervisionar os músicos e
manter os instrumentos
• Por muito tempo, as obras eram propriedade do Principe
• Enorme produção
> Oportunidade de ouvir música em excelente qualidade (também de visitas)
> Experimentar novas ideias
> Isolado e “forçado a ser original”
• Morte de Paul Anton (1762), entra seu irmão Nikolaus = aumento de sálario
• Encontra Mozart em 1784
• Trabalha para Londres no fim da vida

Estilo

• Considerado individual, porém moldado de várias fontes


• Criado para satisfação do patrão, dos músicos e o público
• Buscava apelo imediato através de:
> Elaboração de temas que soam familiares na primeira escuta
>Adoção de convenções em frase, harmonia e forma
> Uso do inesperado
• Características que se reforçam:
> Familiar enriquecido com contrastes
> Confiança nas convenções criando expectativas, possibilitando surpresas
> Conteúdo que deixa a forma explicita
> Variedade intrínseca para evocar do sublime ao engraçado
• Principal fonte: estilo galante
• Combinado com outros elementos:
> Epfindsam: ênfase em tirar o máximo da melodia através de variações e
desenvolvimento
> Contraponto
> Elementos de outros gêneros, nações e classes sociais
> De elementos da ópera á hinos, de fanfarras á folclore
• Extremamente sofisticado
• Grande apelo (amadores e conhecedores)
• Processo: cria um tema e procura a melhor maneira de apresentá-lo
• Tema com somente uma ideia
• Sensação de continuidade
• Variação inteligente
• Drama e humor
• Catálogo Hoboken
• “O pai da Sinfonia”
• Individuais, porém com características comuns
• Nomes (poucos dados pelo próprio Haydn)
• No séc XIX, eram as sinfonias mais antigas executadas
• Sinfonias com “apelidos”
• Padrões de 4 movimentos:
- I- Rápido em forma sonata
- II- Lento – tonalidade vizinha
- III- Minueto e trio
- IV – Finale
• Primeiras sinfonias em 3 movimentos
• A partir da 68: mais maduro e imaginativo
• Em 73: mais expressivas
• Em 1780: mais escrita para o público
• Chamado de “O pai do quarteto de cordas” pois ele estabelece o gênero (não é
o primeiro a compor)
• Ao contrário das sinfonias, feito para amadores
• Conversa entre os músicos
• Acompanha o desenvolvimento da sinfonia
• Música de câmara = música caseira
• Músicas vocais são as mais importantes de acordo com Haydn
• Óperas
• Tomavam o maior tempo como compositor
• 6 óperas pequenas para marionetes
• Ao menos 15 óperas italianas, na sua maioria cômicas
• 3 óperas sérias “Armida” (1784)
• Musicalmente excelentes e famosas no seu tempo
• Não chegou à popularidade das de Gluck e Mozart
• Obras vocais: Missas
• Primeira e última obras completas foram Missas (1749 e 1802)
• Últimas 6 são grandiosas e festivas
> 4 solistas vocais
> Coral
> Orquestra com trompetes e tímpano
• Extravagantes e alegres
• Mistura de elementos tradicionais e novas tendencias
> Contraponto e fuga
> Proeminência da orquestra e elementos sinfônicos
• Obras vocais: Oratórios
• Influência direta de Haendel
• “A criação” (1798) e ‘As estações” 91801)
• A criação - textos da Bíblia e de “O paraíso perdido” de John Milton
• “A descrição do caos”
> Extrema qualidade na descrição musical
> “e fez- se a luz”
• “Exemplo supremo do sublime em música”
• Distinção entre o sublime e o belo
> Belo causa prazer: é pequeno, polido, claro
> Sublime causa fascínio e perplexidade: grandioso, negligente, obscuro-
brilhante
Elementos “especiais”

• Sinfonia 45 “Do adeus” – finale

• Sinfonia 94 “Surpresa” – ii moV.

• Sinfonia 100 “Militar- fanfarra militar-i mov

• Sinfonia 101 “Relógio” – i mov.

• Sinfonia 103 – elementos remetem ao folclore

• Sinfonia 104 – “Bagpipe”- gaita de fole e dança camponesa – finale

Resumo
• Grande número de obras
• Muito lembrado por uma pequena fração
• Sinfonias e quartetos dos 1779’s aos 1790’s
• Dois últimos oratórios
• Populares entre músicos e público
• “Base” para outros compositores
• Parte do repertório permanente
• Elementos musicais:
> Grande elaboração a partir de pequenas ideias
> União opostos: grandes contrastes de forma equilibrada
> Balanço entre forma e expressão
> Inteligencia, elegancia e humor

WOLFGANG AMADEUS MOZART Commented [GT31]: K332 fá major


Concerto No 23 k488
• Nasceu em Salzburg em 27 de janeiro de 1756
• Morreu em Viena em 5 de dezembro de 1791
• Sétimo e último filho de Leopold Mozart e Anna Maria Perti
• Maria Anna “Nannerl” 91751 – 1829)
• Infância:
• Nasceu em Salzburgo (governado pelo arcebispo)
• Pai – Leopold Mozart (1719 – 1787)
> Violonista e compositor
> Kappelmeister substituto para o Arcebispo de Salzburg (1763)
> Tratado sobre os princípios fundamentais para tocar violino (1756)
• “Freelance”
• Ótimo cravista aos 5 anos
• Turnês com o Leopold e Nannerl da 1752 á 1773.
• Tocava peças prontas e lia à primeira vista
• Improvisava variações, fugas, fantasias e árias
• Era testado por especialistas: “maravilha da natureza”
• Composições: primeiros minuetos aos 5, primeira sinfonia antes dos 9 e
primeira ópera aos 12
• Graças ao pai-professor e às viagens, conheceu toda a música sendo feita no
oeste europeu
• 1763, toda a família viajou por 3 anos, com longas paradas em Paris e Londres
• Em Paris, teve contato com a música de Johann Schobert
> Simulação da orquestra no cravo
> Texturas cordais densas e figurações rápidas
• Em Londres, contato com JC Bach:
Características da ópera italiana
Temas cantáveis, ornamentação, graciosa, appoggiaturas, ambiguidades
harmônicas
Uso de temas contrastantes e da forma sonata
Mozart orquestrou sonatas de JC Bach como concertos para piano
• Em 1769, Nannerl não pode mais acompanhar as viagens
• Entre 1769-73, tres importantes viagens para a Italia
Estudou contraponto com Padre Martini em Bologna e compôs suas 2 primeiras
óperas sérias e os primeiros quartetos
Contato com Sammartini e outros sinfonistas italianos
• Conflito entre ser um autônomo X desejo de trabalhar para uma corte
• Em 1972, apontado como terceiro mestre de concertos, sem pagamento, pelo
Arcebispo Colloredo
• Viena em (1781- 1791)
• Grande sucesso de “O rapto do serralho” (1782)
• Várias fontes de renda:
Tantos pupilos quanto quisesse, de pianistas amadores a compositores
Pianista em concertos públicos e privados (“o melhor pianista de Viena”)
Empresário de suas próprias produções
Compositor para concertos próprios e para publicação
• Em 17878, apontado como compositor de câmara do Emperador Joseph II

>Pequeno, mas constante salário

> Parte como recompensa por ele estar em Viena

• 1788-90, declínio no patrocínio (Guerra com os turcos)


• Problemas financeiros
> Menos aparições como pianista, menos encomendas da corte
> “Melhora” no estilo de vida
> Problemas com apostas
> Pedidos de empréstimos
• Embora muitas obras notáveis sejam do período de Salzburg, as obras imortais
vieram do período em Viena
• Entre 25 e 35 anos
• “Síntese extraordinária”
> Forma e conteúdo
> Estilo galante e estilo “estudado”
> Polidez e charme com emocional profundo
• Contato com as obras de Haydn, JS Bach e Haendel
> Baron Gottfried van Swieten
> Arranjos e orquestrações
• Música para piano
• Pianista virtuose
• Sonatas, fantasias, variações, rondós e duetos
> Para pupilos, música “doméstica” e publicação
• 19 sonatas para piano
• Pré- Viena: exploração de todas as possibilidades e desafios para os pianistas
• Música para violino
• 5 concertos escritos em 9 meses aos 19 anos
• “progresso equivalente a 30 anos”
• Passagens em serenatas mais desafiadoras que a de concertos

Características musicais

• Haydn = variação de pequenos motivos


• Mozart = Melodiosos, estilo canção (influência italiana)
• Cada gesto reflete graça, bom gosto e elegância
• Frases geralmente balanceadas em antecedente e consequente
Frequentemente, o consequente é expandido
• Ideia contrastante ainda dentro do primeiro tema, mas repetindo a cadência
• Outros compositores usavam o contraste para delinear a forma, mostrar
sentimentos e criar variedade
• Prosa simétrica x balanço poético
• Primeira frase em estilo cantábile
> Acompanhamento em baixo de Alberti
• Consequentemente, introduz imitação e contraponto = estilo “estudado” -
antigo
• Segunda ideia sugere estilo de caça com melodia que pode ser tocada na
trompa somente com a série harmônica
• Transição no estilo Sturm und Drang
❑ Fortes e expressivo em modo menor
❑ Ritmos rápidos, textura cheia
❑ Cromatismo e dissonâncias fortes
• Música de Câmara
• 16 quartetos no início dos 1770s
• 6 entre 1782 e 1785- Op, 10 “Quartetos Haydn”
❑ Explora o “desenvolvimento temático” proposto por Haydn
❑ Características próprias + texturas contrapontísticas
• Quinteto para piano e sopros K. 452 (1784)
• Quartetos e quintetos para sopro solo e cordas
• Concertos para piano
• Segundos movimentos:
Lembram árias líricas
IV, V (menos comum) ou relativa menor
• Terceiros movimentos:
Geralmente em rondó
Temas com caráter popular
Uma ou mais oportunidades para cadenze
• Serenatas e Divertimentos
• Muito populares em Salzburg
> Para performance ao ar livre
> Casamentos, festas e concertos em casas de amigos ou patrões
• Gêneros frequentemente pensados para a música de fundo
> Levados a sério por Mozart
> Tratamento próximo à sinfonia, mas sem perder o caráter de “música
simples” apropriado para seu uso
• Pequena serenata noturna K.525 (1787)
• Serenata em C menor para 2 ob. 2d. 2tmp. K.388(1783)
• Sinfonias
• Perto de 50 antes de Viena
> Problemas com catalogação
> Uso como “abertura” em concertos
> Geralmente (primeiras) ainda em 3 movimentos
• 6 em Viena
> Importantes no programa e na composição
> 4 movimentos
• Paralelas com as Sinfonias Londres de Haydn
> Algumas serviram de modelo
> Grandiosidade, demanda aos músicos (especialmente sopros)
> Complexidade harmônica e contrapontística
> Movimentos finais climáticos, ao invés de leves
• Sinfonias (de Viena)
• Primeiro movimento
• Quando apresentam lento antes do rápido, mais suspense e expectativa do que
“saudação” (Haydn)
• Finales
• “Muito mais do que despedir com algo alegre”
• Balanço entre a seriedade do primeiro movimento X humor-leveza altamente
elaborado

Resumo

• Maior independência e importância do que antes


• Foco na melodia (estilo galante, enpfindsam still)
> Vindo do canto - ópera
• Novo gêneros e seus estabelecimentos
> Sinfonias, concertos, sonatas, quarteto de cordas
• Forma sonata
• Consumidores interessados: amadores e conhecedores
• Transição: Haendel e JC Bach- Haydn e Mozart
• Mas com vários outros com estilos “individuais”
• Compositores trabalhavam em:
− Cortes, cidades, igrejas
− Tocando e ensinando
− Compondo para encomendas e-ou publicações
• Música com amplo apelo: conhecedores + amadores
• Joseph Haydn e Wolfgang Amadeus Mozart
• Principais exemplos de músicos profissionais
− Corte
− “Freelance”
• Fusão de estilos = exemplos do que se tornou padrão

AULA 7

Óperas

• “A flauta mágica” (Die Zauberfióte - 1791)


• Singspiel com diálogos ao invés de recitativos e cenas de “comédia
popular”, porém cheio de simbologias
• “Primeira grande ópera germânica”
• Ligação forte com ensinamentos e ritos da Maçonaria
• Vários estilos e tradições de séc XVIII
> Opulência vocal da ópera séria
> Humor popular do singspiel
> Ária solo, conjuntos “buffos”, corais solenes, prelúdio coral barroco
> Novo estilo de acompanhamento para diálogos em alemão
> Reconciliação do “velho com o novo” na abertura: sonata e fuga

Música para igreja

• Poucas fazem parto Importante no catálogo


>Grande Missa em Cmenor K427(1783), Ave Verum Corpus K618 (1791),
Requien K626 (1791)
• Maioria em estilo sinfônico com fugas em locais apropriados
• Coro e solistas em alternação Livre
• "Requiem"(1791)
• Encomendado pelo Conde Wallseg em julho, mas deixado de lado por causa
das óperas
• Retornado no fim do ano
• Deixado incompleto: até o compasso 9 de lacrimosa
• Completo por Franz Xayer Sossmayr, a pedido de Constanza
• A partir de materiais já existentes

Resumo:

• Absorveu muitos estilos ainda criança (prodígio)


• Usados em combinação
• Com ou sem contraste
• Enorme produção: principalmente para piano, orquestra, câmara e óperas
• Freelancer, não conseguiu assumir o grande cargo de Kappelmeister na
Catedral de São Estevão (morreu antes)
• Popstar
• Muito influenciado por Haydn, conseguiu expandir as propostas
• Equilíbrio perfeito entre o balanço (forma) e sentimento

Audições obrigatórias: (!!!)

• Aberturas

>Bodas do Figaro (e ária Deh vient non tardar)

>Don Giovanni (o duo lá ci darem la mano)


>Flauta Mágica (o ária da Rainha da Noite)

• Sonatas para Piano

>No.11 K331(iii mov. Rondó Alta Turca)

>Na.12 em Fá Maior K332

• Concertos para piano

> No21 K. 467(a famosíssimo)

> No23 K.489

• Quinteto para Clarinete K.581


• Sinfonias 35, 38, 39, 40 e 41
• Ave verum corpus
• Requiem

___________________________________________________________________________

• Revolução Industrial

>Mudança do rural para o urbano

> Produção em massa e distribuição

• Crescimento da Classe Média: influente


• Pianos e edições musicais acessíveis
> Música feita em casa: demanda para canções e peças para piano
• Aumento do público leva ao aumento dos meios
> Orquestras, óperas, teatros
• Música geralmente ligados ao público:
> Tocando em orquestras, concertos, compondo ou ensinando
Duas principais propostas:
• Se especializar om um Instrumento ou na composição para um meio
• Compor uma música "nova, individual, evocativa, espetacular, nacionalista,
exótica ou de alguma outra forma distinta, mas ainda atrativa" (características
da música romântica)
• Novos estilos para atrair o público da classe média
• Revolução Francesa
• Primeira fase 1789-92:
> Reforma, queda da Bastilha, abolição de velhos privilégios, nova constituição
Declaração dos Diretos do Homem e Cidadão.
• Segunda fase 1792-94:
>Execução do Rei e Declaração da República, Era do Terror
• Terceira fase 1794-99:
• Constituição mais moderada para reestabelecer
• Napoleão Bonaparte
> 1799- Primeiro Consul 1804 se coroa Imperador
> Expansão do território - Guerras Napoleônicas
> Propostas da revolução: governo mais eficiente, sistema legal mais uniforme e
taxação menos pesada.
• Mudanças na sociedade europeia

“Liberté, egalité, tratermité”

> Conceito de nação e cidadãos com diretos iguais

• Revolução Industrial
• Começo na Inglaterra (fim do séc. XVII)
• Do campo para a cidade

> Do manual para o feto à máquina

> Início na Indústria têxtil (tear - 1733, máquina de fiar- 64, descaroçador de
algodão - 93)

> Máquina à vapor (1769) substitui o engenho

> Fábricas de equipamentos

> Produção em massa = queda nos preços

• Mudança na sociedade

> Ameaça ao estilo tradicional

> Enriquecimento da classe média o dos mercantes

> Problema para a aristocracia e para a classe baixa

(pausa dramática)

LUDWING VAN BEETHOVEN

Compositor que melhor reflete a virada do século


• Impregnado pelos ideais iluministas
• Absorveu a música de Haydn e Mozart
• Foi afetado pela Revolução Francesa
• idolatrou e depois se iludiu com Napoleão
• Sofreu com a ocupação e privação econômica causada por NB
• Viveu seus últimos 12 anos sob repressão política
• Piano virtuoso quando jovem, abandonou pela perda da audição
• No fim da vida, primeiro compositor a viver "somente" das composições
• Novas demandas aos músicos e aos ouvintes

> O que os ouvintes esperam

> O que os ouvintes gostam

Três períodos - propostos por W. von Lenz após a sua morte

• Primeiro Período 1770 até 1802


♦ Dominou a linguagem musical e os gêneros de seu tempo e gradualmente
encontrou um estilo pessoal
♦ Infância em Bonn
♦ Estudou com o pai (violino e piano) e outros músicos locais
♦ Empregado pelo Eleitor de Colônia, Maximilíarn Franz, chamou atenção
como grande pianista e improvisador
♦ Antes dos 20, começou a Impactar como compositor e conquistou patrões
da nobreza local
♦ Em visita a Bonn, Haydn sugere o M. Franz que Beethoven deveria estudar
em Viena
♦ Viaja em novembro de 1792
♦ Viena- a partir de nov. de 1792
♦ Estudou com Haydn até 1794
♦ Contraponto com G Abrechtsberger
♦ Como musicar italiano com A. Salieri
♦ Enquanto isso, ganhava fama com a nobreza por ser um excelente
♦ pianista e improvisador em concertos privados e públicos e como professor
de plano para abastados.
♦ Em 1791, começou a vender suas composições para editores:
♦ Primeiras obras Importantes em 1795: Três trios para plano dedicados a
♦ Lichnowsky (um de seus patrões)
♦ Vivia bem sem um emprego fixo: (Mozart e Haydn só conseguiram isso no
fim da vida)
♦ Tocando, ensinando. publicando, e generosidade de patrocinadores
♦ Mesada do Lichnowsky
♦ Sonate patéthique Op. 13 em dó menor (1799)
♦ Título sugestivo e atraente para as vendas
♦ Primeiro movimento:
♦ Introdução dramática e dolorosa, lenta (comum em sinfonias, não em
sonatas
♦ sonatas), reaparece durante o movimento aprofundando o pathos.
♦ Allegro com tema enérgico
♦ "evoca as profundezas do sofrimento e sugere o desafio para superá-lo
♦ Segundo movimento:
♦ Calmo e profundo
♦ Terceiro movimento:
♦ Sonata-rondo sério e intenso (diferente dos leves dos antecessores)
♦ Tema derivado do segundo tema do I mov. com parte em Ab, tonalidade do
segundo movimento
♦ 6 Quartetos de Corda Op. 18 (1800)
♦ Beethoven esperou até estar bem estabelecido em Viena para publicar os
primeiros quartetos
♦ Evitar a comparação (injusta) com Haydn (o melhor vivo) e Mozart
♦ Ligados ao estilo de JH e M, sem ser imitações e com caráter próprio
♦ Características dos temas
♦ Mudanças frequentes nas frases
♦ Modulações não convencionais
♦ Sutilezas na forma
♦ Invocação e subversão simultânea da tradição
♦ Justaposição de emoções oposta
♦ Sinfonia No. 1 (1800)
♦ Segue os moldes das últimas sinfonias de Haydn e Mozart
♦ Distinções:
♦ O Introdução lenta que evita cadências definitivas na tônica, além da
primeira
♦ Níveis cuidadosos da dinâmica
♦ O Uso proeminente das madeiras
♦ Terceiro movimento em estilo scherzo
♦ Codas longas

AULA 8

• Segundo Período 1802 - 1814


♦ Desenvolveu um estilo que alcançava um novo nível de drama e expressão que
o tomou enormemente popular
♦ (crise devido à perda gradual da audição)
♦ Sua música se tomou mais introspectiva e mais difícil para os músicos tocarem
e para os ouvintes compreenderem
♦ (isolamento devido à surdez, problemas familiares, as condições políticas e
econômicas)
♦ A partir de 1803, Beethoven começou a escrever em um novo
♦ Estilo mais ambicioso
♦ O Permitido pela sua reputação e pelo início da perda auditiva
♦ Era considerado o principal pianista e compositor para
♦ Plano, sinfonias e quartetos de corda
♦ Financiado e protegido pelos patrões
♦ O Conhecedores da música
♦ Liberdade para compor
♦ Cobiçado pelos editores
♦ Muito pensamento no processo de composição
♦ Resulta em menos obras que os importantes anteriores
♦ Rascunhos com ideias
♦ Depois juntadas com grande sofisticação
♦ Em 1802, percebe que a sua perda de audição é gradual e contínua
♦ Crise psicológica
♦ Diminuição de performances públicas
♦ A crise leva a buscar algo novo em cada composição
♦ ‘Suas composições refletem as dificuldades de sua própria vida, se tornando
narrativas ou dramas"
♦ Experiências e sentimentos próprios X invocação de afetos gerais
♦ Material temático se torna um “personagem" com grande profundidade
♦ Música deixa de ser entretenimento e diversão
> Estendendo e ampliando o que Haydn e Mozart Iniciaram
♦ Expansão e dinamismo
> Senso de experiência de conflito dramático, clímax a catarse maior do que
qualquer compositor anterior
♦ Estilo:
> Continua construindo sobre as propostas do momento
Tradição
♦ Formas geralmente expandidas como nunca
♦ Econômico no material (como Haydn)
♦ Poucas ideias com intenso desenvolvimento
♦ Sinfonia No.3 em Eb Maior "Eroica" (1803-4)
> primeira dentro das novas propostas
Vai muito além de emoções e afetas
♦ Heroísmo do próprio compositor
> Nos moldes dos antigos gregos e romanos
> Personagem nobre, aceitação da própria circunstância
e determinação de superar obstáculos
♦ Dedicada a Napoleão Bonaparte
> Dedicatória retirada quando NB se autodeclarou imperador
• Primeiro Movimento:
♦ Motivo inicial vem de uma dança camponesa (deutsche)
Ternário rápido
Mais pastoral do que heroica (personagem de origem comum)
♦ Economia de material
♦ Motivo é transformado de várias maneiras (inclusive escondido dentro do
"novo tema" no desenvolvimento)
Antagonista: motivo de saltos no fim do tema
♦ Encerra com caráter de fanfarra, nobre, heroico, derrotando o
antagonista
Dificuldades e conquista
♦ Expansão da forma de forma inédita
• Segundo movimento
> Marcha fúnebre grandiosa e dramática
> Influenciado pelo estilo de marcha francesa e de hinos revolucionários
♦ Terceiro movimento
Scherzo rápido
♦ Finale
♦ Mistura de variações com fugas
♦ Descreve Prometeus (tema tirado do balé com este nome)
♦ Herói que trouxe sabedoria, ciência e as artes para a humanidade, com
grande custo a si mesmo.
♦ Mistura de variações com fugas
♦ Deixou de lado o balanço esperado entre amadores e conhecedores
♦ Liberdade para escrever o que queria
♦ Considerada a primeira sinfonia em estilo romântico
♦ Ópera Fidelio (Léonore em 1805, revisada em 1814)
> Única ópera - longa e música muito densa para o drama
♦ Música de câmara
> Desafio para os instrumentistas - crescendo em complexidade
> Quartetos Op.59 "Razumovsky"
♦ Concertos
> Grandiosos, igualdade de "tamanho" entre orquestra e solista (herói)
> Concerto para Plano No.5 em Eb "Imperador (1809-11) - cadenza antes do
tema Inicial
• Sinfonia No.5 em dó menor (1807-8)
"ou vou lutar com o destino; ele não vai me superar"
♦ Inicia como motivo mais famoso da música ocidental
♦ Aparece disfarçado nos outros movimentos
♦ Do caos para a luz (como na Criação de Haydn, em maior escala)
♦ Último movimento inicia com arpejo de Dó Maior, reforçado por
Trombones
• Sinfonia No.6 em Fá Maior "Pastoral” (1808)
> Vida no interior: pássaros no ii movimento, tempestade e calmaria
♦ Em 1814, Beethoven alcançou o seu pico de popularidade
♦ O caráter "heroico" (discutido em suas primeiras obras) agora
♦ era muito bem recebido pelo público
• Terceiro período - 1815 até 1827 (ano de sua morte)
♦ No alto da sua popularidade, vários fatores o levaram ao aumento do
isolamento, diminuindo o ritmo composicional e resultando em uma mudança
de foco e estilo
♦ Em 1818 já quase não ouvia

> Se afastou dos amigos e ficou mais temperamental e desconfiado

♦ Problemas na economia pós-guerra

> Reduziu seus rendimentos

> Se sentia financeiramente vulnerável

> Dificultou a produção de grandes obras

♦ Saúde frágil e problemas coma família - sobrinho

Mudança de panorama político: os ideais republicanos (Rev. Fr, admirados por


Beethoven) agora eram perigosos para o governo - vigia e investigação

♦ Características musicais:
♦ Peças quase exclusivamente para conhecedores: grades publicadas com as
partes dos quartetos (para estudo análise)
♦ Relação com o púbico passou a ser mais introspectivo
♦ As formas clássicas continuaram como base, mas bastante modificada
♦ Alto nível de contraste:
♦ Sublime e grotesco se encontram (9a e Missa Solemnis)
♦ Profundo e ingênuo (últimos quartetos e sonatas)
♦ Seriedade e comicidade
♦ Contrastes exagerados em temas e estados de espírito
♦ No estilo, figuração, caráter, métrica e tempo (Op. 109 I)
♦ Balanço através da continuidade
♦ Últimas grandes obras "públicas"
♦ Missa Solemnis Op.123 (1819-1823)
> Acabou ficando muito grande para uso litúrgico
> Obra para concerto
♦ Escrita coral ligada à Haendel, admirado por Beethoven
♦ Como nas últimas missas de Haydn, coros e grupos de solistas se alternam
dentro dos movimentos
♦ Sinfonia No.9 "Coral" Op.125 (1824)
♦ Os três primeiros movimentos são grandiosos (ainda mais do que a 3a e a 7a)
♦ Grande inovação no último movimento: uso de vozes solistas e coro
♦ Texto de Ode à Alegria, de Friedrich Schiller de 1785
> Já havia pensado em usar desde 1792
> Seleções que enfatizam companheirismo através da alegria e a sua base no
amor de um Pai eterno do paraíso
• Sinfonia No.9 "Coral Op. 125 (1824)
♦ Como enfrentou o desafio estético de incluir vozes e texto na sinfonia
> Introdução agitada (ligado ao "recitativo acompanhado" da ópera) -"caos"
> Lembranças de temas dos movimentos anteriores e rejeição através de um
recitativo instrumental
> Aceitação do "tema da alegria" pelo mesmo grupo Instrumental
> Exposição do tema pela orquestra - em quatro estrofes
> Retorno à introdução agitada - "caos"
> Recitativo do baixo-"O Freunde, nicht diese Tönel"
> Exposição coral-orquestral do tema – em 4 estrofes
Variação (marcha turca)
> Interlúdio orquestral longo com uma fuga dupla (uma das coisas GENIAIS
Já escritas!!!) e retorno da primeira estrofe com tutti
♦ Como enfrentou desafio estético de incluir vozes e texto na sinfonia
> Novo tema para a orquestra e coro
> Fuga dupla sobre os dois temas
> Coda coral brilhante em prestíssimo - trazendo de volta a percussão turca
Tema da alegria "aclamado em linhas da sublimidade incomparável
♦ Todas as partes são construídas em cima do tradicional, mas o total é
inédito
♦ Inovação e respeito ao tradicional
♦ Técnica suprema e profunda expressão emocional

Resumo:

• Várias composições (em especial dos 1790 aos 1810) ficaram popular
instantaneamente e duram até agora
• Repertório central: sinfônico, piano, quarteto
• Outros compositores têm de confrontar como modelo ou competidor
• Importante no estilo e técnica, além da concepção sobre música

"força disruptiva"

• Através de análises posteriores, acabou criando maneiras de analisar


harmonia, motivos e forma que viraram padrão para outras peças
• Coerência e unidade no desenvolvimento, relações entre tonalidades,
conexão motívica viraram padrão de qualidade
• A música deixa de ser algo criado a partir de uma necessidade (como em
anteriores) para se tornar a expressão pessoal do compositor
• Vai se tomar regra daqui por diante

- Ouvir obrigatoriamente!!!
- Quartetos
• No.1 Op. 18
• No.7 Op. 59 "Razumovsky"
• No.11 Op. 95 "Serioso"
• No.14 Op. 131
• Grosso Fugue Op.133
- Sonatas
• Piano No.8 Op.13 “Patétlca"
• Piano o Violino No.9 Op.47 "Kreutzer"
• Piano No.21 Op.53 "Waldstein "
• Piano No 29 Op.106 "Hammerklavier
• Piano No. 31, Op.110
• Concerto para Piano: 3, 4 e 5
• Concerto para Violino Op. 61
- Sinfonias: 3, 5, 6, 7 e 9
• Missa Solemnis
• Concerto Triplo Op. 52 No. 2
AULA 9

ROMANTISMO

Mais importante da música romântica: Lied

• SÉCULO XIX:
• Estilo Romântico
➢ Início e caraterísticas gerais
➢ Canção
➢ Música para Piano
➢ Música Orquestral (Cap. 26)
➢ Música de Câmara (Cap. 26)
➢ Música Coral (Cap. 26)
➢ Opera na primeira metade do século (Cap. 27)
➢ Opera na segunda metade do século (Cap. 28)
➢ Romantismo tardio na Alemanha e Áustria (Cap.29)
➢ Outras tradições no fim do século XIX (Cap.30)
Piano:
• Se tornou central na música caseira
• Inovações na fabricação diminuíram os preços e aumentaram a
disponibilidade (Américas e toda a Europa)
• Entre 1820-50, grande desenvolvimento do instrumento

> Pedal de sustain, harpa em metal, martelos com feltro, padrão de 6 oitavas
em 1820 e 7 em 1850, duplo escape

> Novas possibilidades sonoras


> O pianista agora podia se expressar como se fosse uma orquestra
• Se torna o instrumento essencial do século, tanto para a música
feita em casa quanto para concertos públicos
• Mulheres ao piano: seguindo a tradição
> Várias pianistas de alto nível (alunas de compositores-pianistas)
> Para a maioria, um "feito para atrair um marido e entreter familiares, e
não para seguir a carreira.”
• Revolução Industrial afetou muito a construção de instrumentos
> Quantidade - Qualidade - Desenvolvimento - Melhora de existentes
> Nos 1770's, cerca de 20 planos por ano
> Em 1800, John Broadwood & Sons (Londres) fabricou mais de 400
> Em 1850, cerca de 2000, com produção em massa e máquinas à vapor
• Harpas com pedais - 3,500 em 1820
> Nos 1810's, válvulas nos metais
> 1828 - Sistema Boehm na flauta
> Sistema Buffet no clarinete
• Saxofone
• Mecanismos de afinação nos tímpanos
• Cordas – mais e melhor som:
• Tensão das cordas, cavaletes mais altos
• Espelhos mais longos
• Arco moderno: melhor controle
• Romantismo:
-Novo estilo focado em:
• Melodia, emoção, inovação e individualismo
> Paralelo ao Romantismo da literatura e das artes
> Termo derivado do romance medieval:
• O Poema ou conto sobre personagens e eventos heroicos
• Implica em algo distante, legendário em um mundo fantástico, imaginário
ou ideal, distante da realidade do dia a dia
• Friedrich Schlegel - filósofo:
• Poesia clássica: objetivamente bela, escopo e tema limitados e válida
universalmente
• Poesia romântica: viola normas e limites, "expressando anseio insaciável e a
opulência da natureza”
• Como no liberalismo político e na filosofia idealista, a arte romântica foca no
individual e na autoexpressão.
• Compositores dos 1820's já se denominavam românticos
• Na metade do século, a diferença com o clássico era ainda mais pertinente
na música:
• O elegante, natural, simples, clara, formalmente fechada e com apelo
universal (e, portanto, "clássica") na música de Haydn e Mozart
• A busca pelo original, interessante, evocativo, individual, expressivo ou
extremo, na música dos românticos do primeiro quarto do século
• Possibilidades para o início:

> Alguns consideram todo o século XIX

> Outros consideram 1770s aos 1820s como transição Clássico-romântico,


onde compositores usavam as mesmas convenções de harmonia, ritmo e
forma, mas de maneiras diferentes

> Outros utilizam os eventos políticos e econômicos de 1815, e seus impactos


nos compositores, para explicar a música característica da época

• Romantismo como reação:


• Avanço pela ciência e tecnologia X Passado, sonhos, sobrenatural, irracional
• Importância da nova "nação" X Importância da gente comum
• Cidades abarrotadas X vida rural e natureza como refúgio e inspiração
• Sociedade de massa X valorização do individual e da solidão
• Rotina no trabalho e em casa X Novidade, exótico, ilimitado
• Capitalismo e dinheiro X busca por um novo ideal para esclarecer o mundo
através do acesso à uma realidade além do dia a dia
• Caspar David Friedrich:
• "O andarilho sobre o mar de névoas (1818)
• Romantismo encorajou compositores a seguirem caminhos individuais para
expressar intensas emoções como a melancolia, o anseio e a alegria.
• Respeitavam as convenções de forma e harmonia, mas a imaginação os
levava a ultrapassar limites e a explorar novas dimensões sonoras
• Música instrumental como ideal:

> Livre das palavras e suas representações visuais

> Podia invocar impressões, pensamentos e sentimentos além delas


• Música como arte autônoma:

> Paralela à nova situação dos compositores

• Ligação com a literatura e escrita:

> Berlioz e Schumann eram críticos profissionais

> Liszt e Wagner escreveram ensaios sobre música

> Wagner escreveu os próprios libretos

• Novos rótulos para a música


• Absoluta:

> música por ela mesma

• Descritiva ou Característica:

> Descreve ou sugere um estado de espírito, personalidade ou cena,


geralmente indicada no título

• Programática:

> Conta uma história, narrativa ou sequência de eventos, geralmente


apontada em um texto colocado em um programa

• Forma musical orgânica:

> Distanciamento da retórica

> A relação entre terma, seções, movimentos e outras partes com o todo (e
entre elas) é mais importante do que a estrutura retórica ou uma forma "forçada "e seu
plano harmônico.

• As canções refletem as características do período e eram o melo

preferido

> Voz e piano (muitas vezes com o próprio cantor ao piano)

• Uso claro das palavras: devem ser ouvidas

> Geralmente silábico, com gestos longos para ênfases especiais

• Desde melodias com acompanhamentos cordais simples, repetidos

nos versos seguintes

• Até dramas em miniaturas compostas inteiramente onde voz e piano


duelam/complementam-se em importância
• Mais tarde, uma linha clara é definida entre canções populares para venda
ao mais amplo público geral e canções-arte para conhecedores
• Principais: Lied Alemão -Canções de Salão Inglesas e Americanas
• No fim dos 1700's, compositores alemães se inspiraram na ballad inglesa

> Baseada no folclore

> Alternam narrativa e diálogo

> Aventuras românticas e acontecimentos sobrenaturais

> Maior tamanho e maior paleta de sentimentos e eventos

• Ampliação da forma e do conteúdo emocional


• Piano passa de acompanhamento para igual importância

> Ilustrando e intensificando o sentido da poesia

• Compositores geralmente publicavam coleções com uma característica:


autor do texto ou foco no tema
• Ciclo de canções, para serem cantadas em ordem

> Contar uma história, combinando a narrativa da ballad com a


expressividade do poema lírico

Franz Schubert (1797-1828) - pequena biografia

• Primeiro GRANDE nome do Lied Alemäo


• Nascido em Viena, filho de professor
• Contato com a música desde cedo
• Estudou piano, canto, violino, órgão, contraponto
• Composição com [Link]
• Deu aulas na escola de seu pai enquanto compunha
• Só em 1815, compôs 140 canções
• Dedicou-se à composição após a sua primeira publicação, em 1818
• Vivia basicamente das publicações
• Nos 1820's, começou a compor para grupos maiores: quartetos, sinfonias e
óperas
• Morreu aos 31, devido à sífilis ou ao tratamento com mercúrio
• Grande produção para uma carreira curta.
• Seguia a forma e o sentido do poema

> Se único sentimento ou imagem, usava a mesma música nas estrofes

> A maioria era estrófica, com mudanças frequentes para reforçar a


expressão
• Formas utilizadas

> Estrofe modificada: algumas estrofes repetem música, outras não

> Ternária: ABA ou ABA'

> Bar: AAB

> Contínua: em narrativas longas

> Mistura de declamação e arioso, como em uma ópera

• Sempre com temas recorrentes e planejamento harmônico para atingir uma


unidade
• Melodias que refletiam a situação ou caráter do poema

> Simples, ligadas ao popular e ao rural e coisas descomplicadas

> Impregnadas de doçura e melancolia

> Declamatórias e dramáticas

• Utilizava uma grande variedade de tipos de acompanhamentos, se


encaixando no humor do poema e na personalidade do protagonista
> Desde simples alternâncias baixo-acorde à tremolos dramáticos
• O acompanhamento frequentemente reflete uma imagem ou movimento do
poema, como um andar, um toque de violão, uma roda girando...
• Gretchen am Spinnrade (Gretchen na roda de fiar - 1814)

> Roda girando e pedais

> Mostram a excitação da personagem quando lembra do beijo e o retorno


ao sentimento inicial

• Harmonia

> Alternância entre maior e menor em um tom- acorde

> Modulações complexas: potencial expressivo

> preferência pela em terças

Winterreise D.911: Der Lindenbaum (1827)


• "No ciclo de 24 poemas de Müller, um amante rejeitado é levado pelo
desespero à uma jornada para dentro de sua própria alma, revisitando no
inverno os assombros do seu amor fracassado de verão. Neste poema, ele
lembra deitar-se embaixo de uma árvore, sonhando com seu amor. Agora ele
passa pela árvore, com um vento frio balançando as folhas, que parecem
que o chamam para o descanso - Ou a morte."
> Primeira estrofe: amor de verão (maior)
> Segunda estrofe: frio do inverno (menor)
> Terceira estrofe: reforça o frio com uma melodia declamatória
> Quarta estrofe: retorna ao maior, mas agora mais misteriosa do que
reconfortante
• O nível de representação musical vira o padrão procurado por compositores
posteriores
• ROBERT SCHUMANN (1810-1856) e CLARA SCHUMANN (1819-1896)
• Carreiras interligadas
• Depois de estudar direito, dedicou-se a virar um pianista solista
• > Acidente com a mão direita impediu
• Dedicou-se à composição e à crítica musical
• > Novo Jornal de Música (1834-1844)
• > Contra virtuosismo vazio, incitava o estudo de música "antiga" e foi um dos
principais apoiadores de Chopin, Brahms e da música instrumental de Schubert
• Compôs em épocas: piano até os 1840, depois Lieds, sinfonias, música de
câmara, oratório, drama e música para igreja
• Aos 20, era considerada uma das maiores pianistas da Europa e tinha várias
composições publicadas
• Os dois fizeram concertos por toda Europa, Robert regendo e Clara solando

ROBERT SCHUMANN

• Até 1840, publicou somente para piano


• A maioria são pequenas "Peças de Caráter"

Papillons, Carnaval, Fantasiestūcke, Kinderscenene e Kreisleriana Album für


die Jugend

• Algumas poucas mais longas


• Nomes sugestivos para indicar possibilidades de imaginação
• > "Explicar efeitos não usuais e grandes contrastes na música"
• > Personagens
• > Continuidade entre as peças (evita grandes cadências)
Clara Schumann
• Grande foco no compositor
> Não alterava o que estava escrito
> Também improvisava em suas performances
• Outros compositores de Lieder
• Lied Alemāo:
> Felix Mendelssohn, Fanny Hensel, Franz Liszt, Johannes Brahms, Hugo
Wolf, Gustav Mahler, Richard Strauss, Armold Schoenberg
• Especialistas em Lied: Louise Reichardt, Carl Loewe, Josephine Lang, Robert
Franz e Peter Cornelius
• Schubert foi bem recebido na França nos 1830's, o que ajudou a
• desenvolver a romance em algo parecido: mélodie
> Na época: Hector Berlioz
> Mais tarde : Jules Massenet, Gabriel Fauré e Claude Debussy
• O Lied Alemão também influenciou a canção na Bohemia, Polônia,
• Rússia, Escandinávia e outros
• Inglaterra e EUA
• Resultados diferentes da evolução das canções do séc. XVIII
• Ballads (Ing) e parlor songs (EUA)
• Principalmente para uso doméstico, mas também em musical theater
Forma: verso e refrão
Expressividade somente na parte vocal
Piano somente como acompanhamento
• Não é rígida: se espera que os músicos embelezem e alterem o
acompanhamento
• Stephen Foster (1826-1864)
> Compositor para menestrel e palco
> Oh! Susanna (1848) e Jeanie with the light brown hair (1853)
• Mais simples e populares (voltadas ao mercado)
• Coexistentes com Lieder
• Piano
• Praticamente empatado em importância com o Lied
> Ensino, performance particular e performance pública
• Três categorias principais:
> Estudos graduais, como os de [Link] e C. Czery
> Danças, peças líricas ao estilo Lied, Peças de Caráter e Sonatas
> Peças de bravura para virtuoses
• (em vários momentos, as categorias se misturam)
FRANZ SCHUBERT (1797-1828)
• Escreveu mais de 600 Lieder
> Maioria estreadas em Schubertiads (“festas” em casas de amigos)
• Musicou poemas de diversos autores, incluindo 59 de Goethe
• Entre os mais importantes:
Die Schõne Müllerin (1823) e Winterreise (1827) -Wihelm Müller (texto)
• Se esforçava para colocar a música no nível das palavras, não somente
sua moldura
• Incorporava a pessoa falando, a descrição do personagem, a cena, a
situação e as emoções, através da melodia, acompanhamento,
harmonia e forma.
• Robert Schumann é o primeiro GRANDE sucessor de Schubert nos
Lieder
• Escreveu mais de 120 Lieder no seu "ano Lieder” -1840
• Foco em canções de amor, inspirados no desejo impedido de casar-se
com Clara Wieck
> Paixões e frustrações do amor
> Síntese de seus grandes interesses -música e literatura
(também forma de ganhar dinheiro com um gênero lucrativo)
• Dichterliebe (O amor do poeta)
• Frauenliebe und-leben (0 amor e vida da mulher)
• "A música deve capturar a essência do poema nos próprios termos e a
voz e o piano devem ser parceiros iguais”
>, porém, também dava importância ao piano em longas introduções,
interlúdios ou poslúdios
• Frequentemente, cada Lied tinha única figuração para o sentimento
central
• Escreveu diversas peças para o mercado amador e duetos para mais
avançados, destaques:
> 6 Momentos Musicais (1823-8) e 8 Impromptus (1827)
• "Wanderer Fantasy (1822)
> Continuidade musical através de material comum entre movimentos
> Reflete o interesse na relação harmônica por terças (outros copiam
depois)
• Completou 11 sonatas
> Lírico sempre presente
> "Problemas" com a forma sonata
- Temas expandidos e extensões da forma
* Novos "momentos", mas sem utilizar desenvolvimento motivico

FANNY MENDELSSOHN HENSEL (1805-1847)

• Ao contrário de Clara Schumann, tinha a música quase que


integralmente doméstica
• Estudou piano na infância e composição na adolescência
> Comparável ao irmão
> Carreira inapropriada para mulheres da sua classe social
• Depois de casar-se, comandou apresentações em casa em reuniões
que envolviam membros da alta sociedade
• Compôs mais de 250 Lieds e 125 peças para piano
> Maioria curta, para uso doméstico
> Marido incentivou a publicação, mas Fanny faleceu depois da
primeira em 1846
• Nos últimos 40 anos, deixou de ser só a "irmã"
FRIDERYK CHOPIN (1810-1849)
• Polonês
• Primeira composição e concerto com orquestra aos 7
• Grande admiração na Polônia, pelo uso de gestos poloneses e
virtuosidade
• Mudou para Paris em 1831
> Importante círculo social (Rossini, Meyerbeer, Berlioz e Liszt)
> O mais procurado professor de piano
> Esta renda o possibilitou tocar somente em concertos privados
tornou o seu cachê mais caro-aulas mais caras
> Grande renda também de suas publicações
• Estudos
> 12 no Op.10 (1829-32); 12 no Op. 25 (1832-7) e 3 sem número
> Cada estudo pensado para uma questão técnica
• Primeiros com conteúdo artístico significante: criaram o gênero
"Estudo de Concerto"
• Prelúdios
• 24 Prelúdios (1836-9) - um em cada tom maior e menor
> Curtos humores
> Menos desafiadores, mas ainda com questões técnicas importantes
> Texturas e sonoridades ricas, influenciaram futuros compositores
• Danças
>Valsas, mazurcas e poloneses estilizadas
> Compostas para os estudantes
> idiomáticas e desafiadoras em um balanço perfeito para o amador
• Noturnos
> Peças de "humor com melodias ornamentadas sobre um
acompanhamento
> Influência do bel canto (em especial das óperas de Bellini)
> Trechos virtuosísticos sobre acompanhamento regular
• Baladas e scherzos
> Baladas: maiores e mais exigentes, influenciadas pelo estilo
de canção polonesa
• Scherzos
> Sérios e apaixonados, ao contrário da tradição, mas ainda com a
mesma proposta rítmica e temática
• Sonatas
> Todas em 4 movimentos
• Liberou o piano da imitação de coral e grupos instrumentais
> Virtuosismo com elegância
> Originalidade melódica, harmônica e no "pianismo"
> Resultante dos valores dos "salões" e do mercado
• Compôs quase exclusivamente para piano:
> Cerca de 200 peças solo
> 6 para piano e orquestra
> 20 Lieds
> 4 de câmara
• Reverenciado pela escrita idiomática
> Ampliou as possibilidades ao plano
> Apelo à amadores e conhecedores
• Peças voltadas ao ensino do piano, para amadores, para avançados
e para virtuoses (incluindo ele mesmo em suas performances)

FRANZ LISZT (1811-1886)


• Filho de um oficial de Esterházy (músico amador)
• Estudou como pai até os 6, quando mudaram para Viena (Czerny e
Salieri)
• Aos 11 inicia carreira de pianista
• Aos 13 muda para Paris (celebrado como grande virtuoso)
• Deixa os palcos aos 37 (composição, ensino e regência)
• De 1848 a 61, diretor da corte de Weimar
> Encorajou música nova
> Estreia de "Lohengrin" (RW) em 1850
• Fim da vida em Roma, Weimar e Budapeste
• O pianista virtuose mais "chocante" e um dos mais importantes
compositores da sua época
• Em Paris, ganha de presente o novo piano com escapamento duplo
• Frequentou salões com os grandes nomes da cultura da época
• Entre 1839 e 1847, deu mais de mil recitais pela Europa
> Recitais solo, repertório de Bach a contemporâneos
>Tocava de cor e pedia silêncio
• Muita influência na música Húngara (e cigana) + virtuosismo vienense
e parisiano + liricismo, rubato e outras "Chopinzises" (depois de 1831)
• Principal influência vem do desafio proposto por [Link] (1782-
1840): como ultrapassar os limites do instrumento
• Mais influencial e prestigiado repertório
• Exemplo do "Romantismo”
> Mistura de música e poesia
> Centrado nas expressões de sentimentos individuais
> Descrições musicais de imagens
> Aspectos do estilo popular
• Cresceu a partir da tradição das canções do séc. XVII
> Principalmente após 1800
> Uma publicação por mês no fim dos 1700, centenas em 1926
• Mudanças na poesia absorvidas pelos compositores
Elementos da tradição clássica e do popular

Temas frequentes: um indivíduo enfrentando as grandes forças da


natureza ou da sociedade, vulnerável, mas ainda enobrecido por esta
experiência; natureza como metáfora para a experiência humana
• Principais modelos: poetas líricos da Grécia e Roma e poemas
folclóricos

FELIX MENDELSSOHN BARTHOLDY (1809-1847)


• Um dos principais compositores germânicos
• Pianista, organista e regente
• Família no centro intelectual de Berlim
> Treinado por grandes professores
> Junto com a irmã Fanny
• Começou a compor aos 11, octeto aos 16 e "Sonho de..." aos 17
• Misturou influências de Bach, Handel, Mozart, Beethoven e
contemporâneos:
> Contraponto + forma clara + expressão romântica + melodias bonitas e
ritmos interessantes
> Preferência pela fluência técnica ao invés de exibicionismo,
virtuosidade "antiga": "a nova é acrobacia sem substância
A NOVA ORDEM (1815- 1848) - Declínio do financiamento aristocrático
• Classes médias e altas tinham condições de comprar instrumentos e
aprender música
• A música feita em casa era uma forma de aliviar tensões sociais
> Expressar anseios de igualdade e liberdade nacional, sem a ameaça de
censura ou prisão (tempo de guerras, economias problemáticas e repressão
política)
• A música também era um meio de controle social:
> Óperas patrocinadas pelo governo com mensagens políticas
> Grupos: corais amadores em igrejas, bandas de sopros em fábricas (evitar
a busca pela farra e alcoolismo)
> Mulheres ocupadas em casa com a música (classes, mas abonadas)
Sinal de status - Ocupadas com bordado e música
• Guerras e inflação empobreceram a aristocracia
> Mais de 100 pequenos Estados - redução de cortes financiando artes
• O músico "normal" perdeu o emprego nas cortes e virou autônomo
- Enquanto os patronos esperavam:
> Músicos que tocassem vários instrumentos
> Compusessem em diversos gêneros (Bach, Haydn)
• Músicos focaram em especialização
> Nascimento da figura do VIRTUOSE
> Nicolò Paganini - violino; Franz Liszt- piano
> Fryderyk Chopin - composição para piano; Giuseppe Verdi - ópera
• Criação de carreiras com o fim dos privilégios de antigos grupos
• Criação de Conservatórios abertos a qualquer pessoa
• Aumento da demanda por entretenimento - Revolução Industrial
• Todos estes amadores precisavam de música:
• Boom nas publicações e lojas
> Nos 1770, centenas de peças
> Nos 1820, dezenas de milhares de peças
• Criação da litografia barateou custos
• Maior número de peças compostas da qualquer outra época
• Composições originais e arranjos de peças de concerto
• Evolução de peças "simples" para "mais sofisticadas" e "inovadoras"
> Exploração das novas possibilidades sonoras do piano
> Títulos evocativos, figuras de retórica, associações ao nacional e ao
exótico
> Harmonias e progressões familiares X contrastes dramáticos
> Notas fora da harmonia, acordes cromáticos, ambiguidade tonal
> Melodias belas e cantáveis com harmonias surpreendentes

Características da harmonia de Franz Liszt:

• Movimentos cromáticos
• Elaboração e decoração de sonoridades dissonantes
> Expansão da sonoridade de “regiões” harmônicas
• Relações em terças
• Divisão da oitava em partes iguais
> Uso das tríades aumentadas e diminutas
> Escalas baseadas nelas: tons inteiros e octatonicas
• Peças e caráter, sonatas e Lieder: “Forma de dupla função”
> Ex: Forma sonata expandida, onde cada seção também tem uma forma
interna própria
• Paráfrases
> Compostos sobre obras ou partes de óperas de Mozart, Bellini, Donizetti e
Verdi
> Variando e combinando temas
• Transcrições
> Lieder de Schubert, Sinfonias de Beethoven, Fugas para o público em geral
> E obras tradicionais em forma de “veículo de virtuosidade”
• Grande influencia em compositores seguintes
> Piano
> Harmonia e forma
• Expandindo possibilidades, enquanto aprofundando o “sentimento”
• 'Talvez o compositor que mais incorporou as características – e contradições -
do Período Romântico’
• Canção e música para piano:
• Mudança na função
> De música “doméstica” para a música “arte”
> Música para amadores, mais, e depois menos, música
> Procura pela “essência”, expressão dos próprios sentimentos
• Aumento da presença feminina
• A importância melódica no Lied vai se tornar padrão em todos os outros gêneros
• Vários “individuais” dentro do estilo aumentam as possibilidades como nunca

AULA 10

• Crescimento da esfera pública


> Aumento de concertos públicos para todas as classes
> Renda vinda da venda de ingressos
• Público diversos
> Focado na grande classe média
• Maestro
> Nos 1840 se torna o “intérprete” da música

Música orquestral
• Orquestra se torna atração central em concertos públicos
• Aumento do número de orquestras
> Algumas de caráter amador
> Profissionais: emprego para músicos
> óperas, teatros, cafés, salões de dança...
• Aumento do tamanho
> Cerca de 40 no início do século
> Cerca de 90 no fim
> Melhora na tecnologia dos sopros = afinação em mais tons
> Instrumentos expandidos = aumento na possibilidade de cores
• Estabelecimento do repertório “clássico”
> A música começou a durar mais do que a própria geração
> Haendel, Haydn, Mozart, Beethoven
> Por causa disto, mistura entre velho e novo
• Grande impacto das sinfonias de Beethoven
• Peças mais fáceis de tocar do que as do momento
• Como comparação entre o “tradicional” e o “novo”
• Também entre o “virtuosismo” e o “desejado pelos conhecedores”
• Nova relação de seriedade entre a música e o público
> Silencio em concertos e recitais
• O resultado nos músicos
> Deixaram de tocar as suas próprias composições para tocar obras dos
grandes
• O resultado disso nos compositores e legado de Beethoven:
> Obras (principalmente orquestrais) como “declarações artísticas”
> Não mais “mero entretenimento”
> Compositores precisavam oferecer algo distinto, ao mesmo tempo que eram
comparados à Beethoven
• Uma possibilidade: manter a estrutura da sinfonia, mas incluir conteúdos
derivados do estilo desenvolvido nos Lieder e no piano
> Grande interesse em melodias cantáveis e harmonias “viajantes”
> Texturas inovativas e cores instrumentais encantadoras
> Fortes contrastes e emoções elevadas
• Temas mais importantes do que a forma, estrutura de frase e harmonia
• No Clássico:
Originalidade através do tratamento de material convencional
• No Romântico:
Material (e seu tratamento) o mais individual e memorável possível
• Schubert: “Sinfonia Inacabada” (1822)
• Somente dois movimentos (descobertos depois da sua morte)
• Primeiro tema difícil de ser fragmentado (para desenvolver) como em sinfonias
clássicas
• Segundo tema cantável (camponês)
• Os dois temas apresentam similaridades rítmicas, que trazem unidade
• Desenvolvimento e coda baseados na introdução (Haydn e Beethoven usariam
os temas 1 e 2)
• Schubert: Sinfonia em Dó Maior “A grande” (1825)
• Liricismo romântico + Drama Beethoveniano
• I mov: graaaaaaande expansão da forma para “acomodar” as melodias:
> Do Lied
> Exposição em três tonalidades
> Melodia do início retorna no segundo tema e no tema de fechamento, no
desenvolvimento e na coda
• Outra possibilidade: usar a sinfonia como uma obra programática,
permitindo que sua forma esteja sujeita ao programa
> Uma série de emoções para contar uma história
• Hector Berlioz (1803 – 1869)
• “Sinfonia Fantástica” (1830)
• (Subtítulo: Episódio na vida de um artista... em cinco partes)
• “Paixões estimuladas por seus pensamentos e fantasias sobre uma mulher a
qual pretende ganhar o amor”
• Programa escrito pelo compositor para auxiliar no entendimento
• Ideé fixe: ideia fixa- obsessão
> Melodia representando a amada
> Utilizada em todos os movimentos, transformada para se encaixar no humor e
situação de cada ponto da história
• Influências literárias: Fausto (Goethe) e Confissões de um comedor de ópio
inglês (Thomas de Q uincey)
• Influências musicais: Beethoven e ópera do momento
• Outra possibilidade: usar a sinfonia como uma obra programática, permitindo
que sua forma esteja sujeita ao programa
> Uma série de emoções para contar uma história
• Haroldo na Itália (1834)
• Roméo et Juliette (1839- 47)
• Grande symphonie funébre et triomphale (1840)
• Grande nome dos mais “radicais”
• Primeiro maestro a se sustentar da profissão
• Legado:
> Enriquecimento de sonoridade da orquestra, da harmonia, expressão e forma
>Sonoridade tão importante quanto melodia e harmonia
> Retorno de material em diferentes momentos
• Felix Mendelssohn
• Sinfonias iniciais para cordas
> Muito ligadas ao Clássico
• Sinfonia No.5 “Da Reforma” (1830)
Uso do coral de M. Lutero
• Sinfonia No. 4 “Italiana” (1833)
• Sinfonia No. 3 “Escocesa” (1842)
Influenciado pelas sonoridades locais: Ópera e dança
• Aberturas do concerto: se tornaram padrão do gênero
• Sonho de uma noite de verão (1826) - ampliada em 1843
• As Hébridas ou A gruta de fingal (1832)
• 4 concertos para piano
> Compostos para o próprio tocar
> Mais ligado à Beethoven do que a “moda” dos virtuoses: a expressão do
compositor é mais importante do que a virtuosidade do solista
• Concerto para Violino em E menor (1844)
> Um dos mais populares para o instrumento
> Conexão através do uso temático
> Equilíbrio perfeito entre o lírico e a virtuosidade
• Robert Schumann
• Sinfonia No. 4 (1851)
• “Fluxo contínuo”, como se os 4 movimentos fossem um só
> Influenciado pela Wanderer Fantasy (F. Schubert)
• Cada movimento tem temas relacionados com introdução do I
> Temas do I mov. Aparecem modificados nos outros 3
> Criando um todo “orgânico e unificado”
• Mistura da forma tradicional com processos contínuos de variação
• No macro:
I mov: introdução, exposição e início do desenvolvimento
II e III movs: continuação do desenvolvimento
IV mov: recapitulação e coda
• Elaboração sobre figuras rítmicas
> Diferenciando do contraste de padrões do Clássico
> “Algo novo em cada trabalho” x padrões clássicos

RESUMO

• Desafio da comparação com Beethoven


> Schubert, Belioz Mendelssohn e Schumann acharam novas propostas, mas
não substituíram LvB
• Possibilidades que vão influenciar compositores futuros:
> Berlioz e Mendelssohn = música programática e descritiva
> Mendelssohn e Schuman = ligação e continuidade entre movimentos
> Berlioz e Schuman = transformação dos temas
> Todos = integração da ênfase Romântica
- Na melodia
- Harmonias surpreendentes
- Novos efeitos orquestrais
• Música de Câmara
• Continuou tendo grande importância na música caseira
• Porém, cada vez mais os principais gêneros (quarteto de cordas, sonatas para
violino e piano trio) eram dirigidos para concertos públicos
> Assim como orquestras, criação de quartetos profissionais
• Também ficaram muito influenciados pela tradição de JH, WAM, e LvB
> Em especial, os quartetos do segundo período de Beethoven
• Meio conservativo, onde compositores se ligavam a tradição
• F. Schubert
• Escreveu vários quartetos “caseiros” na juventude (JH e WAM)
• Conseguiu grande apelo com o quinteto “A truta” (piano, vin, vla, vcl e cbxo)
inspirado no Lied de mesmo nome
• Importante produção nos últimos 5 anos
> Quarteto em Lá (1824)
> Quarteto em Ré “A Morte e a Donzela” (1824)
> Quarteto em Sol (1826)
> Quinteto de cordas em Dó (1828)
> Peças de concerto ao invés de pensamento no músico amador

AULA 11

• Felix Mendelssohn
• Grande produção na infância (influência de JH, WAM e JSBach)
• Octeto de cordas Op.20 (1825)
> Primeira obra prima
> Concepção sinfônica = tratamento independente dos 8 instrumentos
> Alta demanda dos instrumentistas = peça para concerto
Diferente das outras peças anteriores, que eram para divertimento caseiro
• Depois, grande influência dos quartetos tardios de LvB
• Principais obras:
Plano trio em D menor Op. 49
Plano trio em C menor Op. 66
> Influência do Lied
> Economia motivica e desenvolvimento tenso (LvB)
• Clara Schumann
• Piano Trio em Sol menor (1846)
> Sua obra mais importante
> Influência do marido
> Uso de elementos Barrocos, Clássicos e Românticos
• Robert Schumann
• Conversa entre os quatro instrumentos
• “Compositores devem construir em cima da tradição de JM, WAM e LvB, porém
sem imita-los"
• Influenciado por JSBach, introduziu uma linguagem mais polifônica em seus
trios para piano
> Influencia em compositores futuros (Brahms)

Música coral

• Caminho oposto à orquestra: cada vez mais voltado ao amador


> “Menos prestígio”
• Um dos primeiros meios voltados ao repertório do passado
• Três principais tipos:
> Oratórios para grupos grandes, voltados para o concerto ao invés da
encenação
> Peças corais curtas, com a melodia na voz superior e geralmente
acompanhados por piano ou órgão
> Obras litúrgicas hinos e outras peças sacras para igrejas, congregações e
performance caseira
• Sociedades corais
> Como um clube, com mensalidade para cobrir custos – processos
democráticos
> Diversas configurações: só feminino de trabalhadores, etc
> Social: tempo de lazer, senso de unidade, elevar gosto musical, encorajar
valores espirituais e éticos
• Festivais de corais

Oratórios

• Oratórios são os principais programas


> G.F. Haendel e [Link]
> “Redescobrimentos” da obra de JSBach
• F. Mendelssohn
> St. Paul (1836)
> Elijah (1846)
- Textos bíblicos e tratamento “alla Haendel”
• H. Berlioz
> Réquiem “Grande messe des morts” (1837)
> Te deum (1855)
> Grandiosos na concepção e no número de músicos
> Influenciados pela tradição patriótica (RF), não da igreja

Partsongs

• Canções ao estilo Lied, para 2 ou mais vozes com acompanhamento dobrando


as vozes
> Silábico
> Perfeito para fazer em casa
> Temas patrióticos, sentimentais e da natureza
• Schubert (cerca de 100), Mendelssohn, Hensel Schumann, Liszt etc.
• Música para o momento (e, portanto, acabou esquecida)

Música para o serviço religioso

• Igreja católica
> Continuou a tradição: cléricos e meninos cantores (mulher não pode)
> Promoção de composição de coros sem acompanhamento ao estilo de
Palestrina
> Rossini: traz elementos da ópera “atual” para dentro da igreja
• Igreja Protestante
> A “volta do JSBach” criou um interesse em “construir sobre o passado”
• Judaísmo
> A reforma “emprestou” ideias da Igreja Protestante - Solomon Sulzer
• Igreja Ortodoxa Russa
> D. Bortnyansky – ritmos livres, vozes sem acompanhamento e interesse nas
vozes graves (do coro imperial)
• EUA
> Início das igrejas somente para negros

Os papéis da Ópera:

• A primeira metade do século pode ser considerada a “era de ouro” da ópera


> Novos teatros para ópera, bancados por empresários para o lucro
> Audiência principal vinda das classes altas e médias (status)
• Excertos das óperas eram tocados em todos os lugares, tanto na elite quanto no
meio popular
> De árias a óperas inteiras
> Arranjos para piano e voz, aberturas viram peças de concerto
> Arranjos para peças de marionetes e teatro popular
> Árias em cafés e reuniões, pianolas etc.

Nacionalismo

• RF e Guerras Napoleônicas ajudaram a espalhar o conceito de nação como um


grupo de pessoas com origem comum, ao invés de súditos de um governante
> Mesma linguagem, cultura, tradições, rituais, instituições
> Identidade nacional criada intencionalmente para alcançar objetivos sociais e
políticos
• Apoiava ou contrariava o status quo
• Maioria das óperas carregam o nacionalismo cultural
> Seja posta pelos compositores- libretistas ou pela interpretação do público
• Isto também vai causar a procura de coisas estrangeiras, pelo exótico

Ópera e teatro musical até o meio do século: Ópera Francesa

Ópera italiana: Gioachino Rossini (1792-1868)

• Filhos de músicos - mãe cantora


• Estudou a música de JH e WAM
• Primeira ópera aos 18 e reputação intencional aos 21
• Diretor do Teatro San Carlo em Nápoles
• Compunha muito rápido, para participar da produção e ganhar $$$
> Muitas vezes aproveitava material já criado
> Sempre escreveu com cantores específicos em mente
• Mudou-se para Paris e se aposentou aos 39
• No fim da vida, escreveu peças para piano e canções, na maioria paródias de já
existentes (influencia no futuro neoclassicismo)
• Mais importante compositor em meados soa 1810’s
• Hoje conhecido por suas óperas cômicas, na época era pelas óperas sérias
> L’italiana in Algeri (1813) e Barbeiro de Sevilla (1816)
> Ottelo (1816), Moisés no Egito (1818) e Guilherme Tell (1829)
• Misturava elementos sérios e cômicos nos dois gêneros
> Aproximando ao caráter humano, mais variado – apelo ao público
• Suas convenções vão perdurar por mais de meio século e vão influenciar a
ópera na França, Alemanha e outros países
• Elemento mais importante: a voz
> Mais do que a história, orquestra, figurino e cenário
• Bel canto
> Termo para diferenciar com o estilo que veio depois da metade do século
(mais dramático)
• “Rossini pedia um estilo de canto elegante caracterizado pela técnica
aparentemente sem esforço, beleza igual em todos os registros, agilidade,
flexibilidade e controle sobre todo tipo de melodias, desde longas linhas líricas
até embelezamento floridos dos quais muitos eram improvisados.”

Estilo:

• Melodias atraentes e cativantes, com ritmos ágeis e frases claras


• Linhas vocais combinando exibicionismo vocal e expressividade, demonstrando
as características de cada personagem
• Usa repetições de ideias com “reviravoltas”, com um grande “timing” de cena
• Orquestra modesta em tamanho, para dar suporte aos cantores
• Harmonias originais e poucos complexas – uso de modulação por terças
• “Crescendo de Rossini” repetição de uma frase, cada vez mais forte (e às vezes
aguda) demonstrando “um mundo fora de controle”
• Libretos com histórias fortes, personagens interessantes e grande apelo ao
público
> De grandes épicos á histórias folclóricas
> Repercussões éticas e políticas á emoções e relações privadas
> Locais distantes e tempos passados
> Literatura atual e clássicos
• Tentando atingir os anseios do público
> Balanço do amor com a lealdade da família ou da nação (Les Hugenots e
Norma)
> Desejo da independência feminina (Barbeiro de Sevilha e Lucia di
Lammermoor)
> Luta pela liberdade (William Tell e La muette de Portici)
> Medo do mal (Die Freischutz)
• No início a ópera italiana continuou focada no “canto bonito”
• Na ópera francesa e alemã, as sonoridades da orquestra ficavam em reforçar o
ambiente e os sentimentos
> Influencia a ópera italiana a partir dos 1840
• Os cantores eram mais prestigiados do que os compositores
> Chamavam o público
• As partes da ópera eram modificadas pelo pedido de cantores, empresários ou
censores
• Com o tempo, compositores começam a ter mais importância
> O compositor vira o chamariz
> Criação do repertório “clássico” como nos outros gêneros

Gaetano Donizetti (1797-1848)

• Um dos mais prolíficos compositores do segundo quarto do século


• Óperas sérias
> Anna Bolena (1830)
> Lucia di Lammermoor (1835)
− Quebra o padrão de cena conforme a necessidade da cena
• Óperas buffas
> L’elisir d’amore (1832)
> Don Pasquale (1843)
• Sentimentalismo com comédia
• “Move o drama para frente”
• As partes da cena funcionam em perfeita continuidade
• Motivo reminiscente
• O motivo do dueto de amor do primeiro até reaparece um último ato, quando a
personagem fica louca

Ópera italiana

• Continua a mais importante


• Tocada fora da Itália em teatros especializados em Ópera Italiana
> Às vezes, traduzida para outras línguas
• As árias mais famosas eram transcritas para serem realizadas em casa
• Entram no “repertório permanente”

Ópera francesa

• Gênero com mais prestígio


• Grande influência da Ópera Italiana
• Preferência por tragédias - Opéra Comique
• NB - Declínio do patrocínio aristocrata
• Louís XVIII (1814 – 24) - retorno do patrocínio
• Grand Opera
> Foco no amor romântico durante conflitos
> Espetáculo: balés, maquinário de palco, coros e cenas de multidão
• “uso de todas as técnicas possíveis para dramatizar a ação e satisfazer a
audiência”
• História de uma nação competindo com paixões e emoções de personagens
individuais
• Grande influencia em Wagner
• Opera Comique
> Continua com a tradição
> Diálogo ao invés de recitativo

Ópera Alemã

• Grande influência da literatura, assim como no Lied


• Uso de temas da história medieval, lendas ou contos de fadas
• Difere da temática da ópera de outros países
• Uso de melodias e com caráter folclórico
• Nacionalismo
• Aumento do uso da harmonia cromática
• Uso da orquestração para expressão dramática
• Orquestra com importância mais igual ao que está acontecendo no palco
> Diferente da italiana, onde o foco está no bel canto
• Carl Maria von Weber (1786-1826)
• Die Freischutz (1821)
• Orquestração e harmonia não usuais
• Uso de “pessoas comuns” no centro da atenção
> Representantes do “bem” e do “mal”
> Falando e cantando sobre seus anseios, amores e medos
> Cenas em lugares selvagens com seres sobrenaturais X vida camponesa
• Árias com várias seções
> Árias, coros rústicos, marchas danças
• Elementos do melodrama
> Falas sobre a música
• Associação de motivos e cenas contínuas
> Grande influencia em Wagner (e no cinema e tv...)

Ópera Russa

• Recebem ópera pela primeira vez em 1731


> Em 1755, a primeira ópera russa baseada em modelos italianos
• Nacionalismo russo = propaganda para o governo absolutista do Tsar
• Mikhail Glinka (1804-1857)
• Primeiro a trazer a ópera ao nivel do que estava acontecendo no resto da Europa
• “Uma vida para Tsar” (1836)
• Mistura de elementos
> Melodias “italianas”, drama e espetáculo, “francês”, contraponto e vida
camponesa “alemã”
> Misturado com características russas: melodias modais com influência do
folclore e local
• “Ruslan e Ludmlla” (1842)
> Uso do cromatismo, dissonância e tons inteiros para descrever o sobrenatural
• Nas Américas
• Interesse, pela elite, em ópera italiana, francesa e alemã
• Turnês de companhias europeias
• Adaptações com diálogos falados na vernáculo ao invés de recitativos
• Excertos das óperas publicados para performance caseira
• Nos EUA: Minstrel Shows
• Musicais cômicos com black face
> Atores com black face podiam agir fora do padrão social
• Demonstrava sentimentos ambivalentes dos brancos em relação aos escravos
africanos
> Mistura de fascinação e medo

Resumo

• No início do século XIX, a ópera era direcionada para o maior público possível
> Ricos, conhecedores, amadores e público em geral
• Na metade do século, várias das óperas faziam parte do repertório estabelecido
(como as sinfonias de LvB, JH e WAM, ópera de WAM etc.) e eram realizadas
muito frequentemente
• Na segunda metade, ocuparam o lugar de novas óperas no mundo inteiro
• Outros gêneros de cará, caíram de interesse, ter mais “popular "mas os seus
descendentes formaram um nicho importante que dura até agora

AULA 11

• Na segunda metade do século XIX:


• Continuação da forte tradição nacional nas operas da Alemanha, França e Itália
• O crescimento da escola russa na ópera e no balé
• Desenvolvimento de tecnologias
> Trem, eletricidade, medicina, agricultura
> Aumento da expectativa de vida = aumento da população
> Alfabetização = revistas e jornais mais baratos pela propaganda
> Nascimento da “corporação moderna” - consumo em massa – marcas
• Revoluções e reformas políticas
> Direitos políticos, trabalho, escravidão e servidão
> Unificação da Alemanha e Itália
• Influência mútua entre artes e nacionalismo
> Cultura nacional
− A favor da unidade (Alemanha e Itália)
− Contra a unidade (Império Austro-húngaro: Checos, Eslovacos, Poloneses,
Húngaros, sérvios etc.)

> Importante na criação do sentimento de nacionalidade

• Na música: uso de elementos regionais pela dramaticidade, e não pela


autenticidade
• Música instrumental Austro- germânica e ópera Italiana = ameaça às
sonoridades locais
> Compor em um estilo nacional reconhecível = autenticidade
• Exoticismo (como nunca) = música de regiões diferentes á do compositor
> Estranhamento e fascinação
> Abertura do Japão
• Realismo e fantasia:
• Realismo: crítica à sociedade moderna, mostrando a realidade do dia a dia, o
sofrimento dos pobres e as hipocrisias dos ricos
> C. Dickens, V. Hugo, G. Flaubert, F. Dostolevsky
• Aumento da preferência por realizar óperas que já fizeram sucesso, ao invés de
apostar em novas
> Se faz sucesso em uma cidade, logo é feita em outras
• Deixam de compor somente para empresários
> Para si mesmos e parcerias com editores, ganho nos royalties
> Maior autonomia financeira dos compositores, maior liberdade composicional
> Menos exigência de quantidade = maior tempo para cada
• Maior público = maiores teatros = mais potência dos cantores
> “menor flexibilidade (e beleza)”
>Melodias mais silábicas e menos ornamentadas
• Possibilidade de diminuir luzes no teatro = comportamento do público
• Dois principais polos
Alemanha – Wagner
Itália - Verdi

RICHARD WAGNER (1813 – 1883)

• Biografia:
• Nasceu em Leipzi, criado pelo padrasto (ator e roteirista)
> Interesse em Beethoven e Weber
• Estudou em Dressden e Leipzig
• Morou em Paris – Jornalista musical
• Em 1842, volta para Dessden
> Apontado como segundo kopelmeister para o rei
• Fugiu da Alemanha em 49, morando na Suíça
> Início o ciclo do anel
• Em 1954, ganha um novo fã - Rei Ludovico II da Bavaria
> Patrocinou Tristan und Isolde, Die Meistersinger von Nuremberg e as 2
primeiras do ciclo do anel
• Escritos sobre música
> Como a música operística pode vir ao drama
> Como Beethoven esgotou as possibilidades de música instrumental
− E como a 9a mostrou o futuro anexando as palavras

> Considerou – se o “verdadeiro” sucessor de Beethoven

• Outros escritos: literatura, drama, vegetarianismo, política, moral


• Nacionalismo e Antissemitismo
> Críticos apontam como sua obra é influenciada por Meyerbeer
> Nega e tenta isolar o seu trabalho através de ataques
> “fraco porque era Judeus e, portanto, lhe faltavam raízes nacionais, sem as
quais um compositor não pode ter um estilo autêntico”
> “arte alemã é pura, espiritual e profunda, ao posto do apelo superficial da
música francesa e italiana.”
> No futuro, uso como exemplo da superioridade alemã
• Principal nome da ópera romântica alemã
• Controle total nas principais = libretos próprios
• Nova proposta = Gesamtkunstwerk
> Obra de arte total baseada na música, mas incluindo as outras artes
− “a última sinfonia já foi escrita”
− “as artes isoladas são limitadas”

> Hierarquia inversa na relação orquestra x canto

− Orquestra carrega os aspectos internos


− A voz, os externos
• Primeiras óperas
• “ Rienzi” (1842) - nos moldes da grand opera de Meyerbeer
• “O holandês voador” (1843) - nos moldes de Weber
• Características comuns nas suas óperas:
> Libretto do próprio Wagner
− Baseado na lenda germânica

> Herói é redimido pelo amor altruísta de uma heroína

> Mimetismo da natureza pela orquestra

> Temas recorrentes

• “Tanhãuser” (1845)
> Introduz um novo tipo de linha vocal semi- declamatória
• “Lohengrin”(1830)
• “Der Ring des Nibelungen” (estreia em 1878)
> “Das Rheingold” (1857)
> “Die Walkure” (1857)
> “Siegfried” (1857)
> “Gotterdãmerung” (1874)
• Epopeia Nacionalista Germanica – 19 horas de música
> Enredo fantástico
> Amor, ganância, poder, inocência, paixão e traição
> O valor do amor e a disposição das pessoas a trocarem por coisas mundanas
• Escrita para o teatro de Bayreuth
> Fosso profundo e música “em volta” do palco
> Luzes
• Festival após a morte
• Uso de Stabreim (aliterações)
> Enriquece o texto e favorece a música
• Cada uma é organizada em cima de um grupo de temáticas
• Leitmotiv – motivo condutor
> Apresentado pela orquestra quando algo aparece pela primeira vez
− Melodia, harmonia, instrumentação
− Personagem, item, ação, sentimento
− Ganha nome

> Reaparece como lembrança ou presença em cenas seguintes

− Acumula significado conforme a história acontece


− Motivos similares podem demonstrar conexão, em especial quando se
transformam um no outro
− Podem ser combinados por contraponto
> Pela repetição, unificam a obra

Leitmotiv – exemplos:

• Motivo do anel quando a donzela do Reno fala sobre ele mostrando o ouro
> Quando o castelo dos deuses aparece pela primeira, o seu tema inicial com
uma variação do tema do anel
• Relação melódica entre os temas de Alberich e Wotan, que compartilham a
ambição pelo poder
> Alberich – baseado na maldade e no tritono do motivo do anel
> Wotan – poder dos deuses, melodia diatônica baseada em terças
• Quando Alberich roga a praga sobre o anel, o tema aparece invertido
• “Se trabalhou para uma perfeita unidade: dificilmente há um compasso na
orquestra inteira que não é desenvolvida a partir de um motivo precedente”
• Diferente dos compositores anteriores, estes motivos são mutáveis e se
transformam no material temático base
• Nova sintaxe: continuidade da linha em uma melodia sem fim
• Códigos e significados entendidos já na primeira escuta
> Através de melodias
> Harmonias
> Música cromática e diatônica
> Passagens estáveis e não estáveis
> Combinação de timbres

Últimas óperas

• “Die Meistersinger von Nuremberg” (1862-67)


> Comédia mundana – sonoridades diatônicas
• “Parsifal" (1882)
> Lenda do Santo Graal
> Oposição entre o diatônico e o cromático
− Rendenção X Corrupção
• “Tristan und Isolde” (1850)
> Influência de Schopenhauer
− Visões pessimistas, Aparência X Desejo
• Força crua e vital do desejo: dois amantes em que o ardor só pode ser
consumado do que o inverso
• As palavras e ações no palco são mais uma representação da música do que o
inverso
• Óperas das mais importantes do repertório
• Temas tocados nos mais diversos formatos
• Gesamtkunstwerk influencia em toda ópera que segue
• Tratamento da orquestra
• Leitmotiv
• Temáticas
> Misturas: mitologia e filosofia: o erótico com o espiritual
• Compositor mais pesquisado
GIUSEPPE VERDI (1813 – 1901)
BIOGRAFIA
• Organista aos 9
• Sucesso da sua primeira ópera, Oberto (1839), lhe rendeu mais 3
encomendas
• Esposa e filhos morrem e segunda ópera fracassa
• Nabucco (1842) o lança como grande compositor
• Próximos 11 anos extremamente cheios: 1 ou 2 óperas por ano
> Rigolleto (1851), II Trovatore (1853), La traviata (1853)
• Poucas óperas entre 53 e 71 – Aida (1871)
• Se aposenta e vive de royalties no interior
• Últimas: Otello (1887) e Falstaff (1893)
• Grande procissão no seu enterro
• Foi influenciado e apoiava o Risorgimento Italiano (consolidação dos vários
estados em um único, o Reino da Itália)
> “Escapava” da censura camuflando mensagens patrióticas em dramas
históricos
> Identificação do público com os personagens
> Viva Verdi! Viva Vittorio Emanuele Re d’Itália
• Depois, manteve o interesse político
> Governantes complexos e consequências pessoais do ego e do poder

Características

• Primeiramente, obras de teatro


> Impacto através da caracterização, grandes contrastes
> Drama e música fluida e concisas
• Melodias que demonstram caráter, sentimentos e situações, de maneira “nova”
e familiar
• Conhecimento de harmonia, contraponto, “dos antigos” e de orquestração que
faziam tudo funcionar sem “extrapolar” os cantores
• Temas com ação rápida, contrastes surpreendentes, personagens não usuais e
fortes situações emocionais
> Muitos librettos de obras que funcionaram como teatro falado
> Shakespeare, F. Schiller, V. Hugo
• Pensava em cantores específicos, porém com a música subordinada ao
compositor
• Planejava para que os cantores tivessem árias, duetos e ensembles
• Escrevia as partes vocais com acompanhamento simples e só orquestrava
depois de ouvir as vozes nos primeiros ensaios
> Tinha tempo por causa do dinheiro dos copyrights
> Trabalhava para obter o maior impacto dramático no público
• Utilizava elementos de Rossini, Bellini e especialmente Donizetti
• Nabucco (1842)
Coro dos Hebreus - Vá pensiero
• Rigoletto (1852)
La donna é mobile
Quarteto – quatro estilos sobrepostos = amor, desprezo, decepção e raiva
• La Traviata (1853)
Uma das primeiras óperas trágicas baseadas no presente
Ligação com o realismo da literatura e artes: Mulher presa entre sua realidade, a
vontade de deixar esta vida, os costumes sociais que a mantém nesta posição e
a tuberculose que ameaça sua vida
Foco no canto, mas o drama é mais importante
− Tudo escrito
− Orquestra subordinada aos cantores – cores para realçar efeitos, montando
o clímax
− Grandes emoções e melodias “chiclete”

Verdi = ópera teatral

Wagner = Ópera

Oratório = Haedel

Sinfonia = Bethoveen

• Aida (1871)
Exótico
• Otello (1884)
Continuidade na música e na ação, motivos reminiscentes, orquestra mais
sinfônica
• Fallstaff (1893)
“ópera comica”
Grande Importância nos ensembles
• O italiano mais tocado nos 1850s
• Ultimamente, o maior número de óperas executadas
• Criou sombra sobre os outros compositores italianos
• Verismo
• Óperas baseadas no dia a dia de pessoas comuns, especialmente de classes
mais baixas, em situações familiares
Geralmente em eventos brutais ou sórdidos
• Reação ao idealismo romântico
Enredos mais realistas, com personagens multidimensionais, linguagem do dia
a dia, harmonia colorida, acompanhamentos não tradicionais
• Música responde ao texto
• Cavalleria Rusticana (1890) - P. Mascagni
• Pagliacci (1892) - R. Leoncavallo
• Giacomo Puccini (1858 – 1924)
• Terceira ópera, Manon Lescault (1803) catapultou a fama
• Preocupado com o Verismo
• Utilizava o exótico - Oeste norte-americano, Japão e China
• Mistura da melodia de Verdi com elementos de Wagner
• Partes da cena acontecem continuamente
Mistura entre recitativos e árias
• Utiliza diferentes estilos para “desenhar” personagens
• Lá Boheme (1896), Tosca (1900), Madama Butterfly (1904), La fanciulla del
west (1910), Gianni Schicchi (1918) Turandot (1926)
• Grande influencia na TV e cinema futuro
• Balé Frances
• Gran opera continuou, mas foi perdendo espaço para o ballet
• Copélia (1870) e Sylvia (1876) - Leo Delibes
• Exoticismo
• Carmen (1875) - G. Bizet
• Mistura o verismo e o exótico (Espanha)
Classificada como ópera comique (por conter diálogos falados)
Enredo realista com assassinato no final
Carmen - exótica (cigana) e vive pelo prazer do momento
Mistura entre sonoridades ciganas, espanholas e francesas (mas compostas
por Bizel)
• Ópera bouffe
• Mais leves
Alegres, satíricos
• “Orphée aux enfers” - J Offenbach (1819 – 1880)
• Cabarets
• Café - concert
• Operetta
• Apareceram em diversos lugares
• Propostas mais leves
Geralmente cômicas
Uso de características da ópera quando necessário
Com textos falados
• Johann Strauss (1825 – 1899)
Die Fledermaus (1874)
• W. S. Gilbert e Arthur Aullivan (1842- 1900)
HMS Pinafore (1878)
The Pirates of Penzance (1879)
The Mikado (1885)

Resumo

• Wagner e Verdi colocaram a ópera de seus países no topo, como nunca ou


depois.
Mesmo nível dos oratórios de Haendel e sinfonias de Beethoven
• Adaptações futuras: ambiência e cenário
• Ópera de outros países também entraram no repertório permanente:
• Nacionalismo importante
Centrado na tradição alemã, italiana, francesa e inglesa
Se opondo a essa centralidade
• Mantendo o interesse “universal” para além do mero exótico
• Influência da ópera no cinema
Max Steiner e Erich Wolfgang Korngold

AULA 12

Música absoluta: música por música

Música programática: música com história ou algo por trás

Romantismo tardio

• Na metade do século, balanço entre o repertório tradicional e a necessidade de


coisas novas
Como NUNCA
Estabelecimento ainda maior do repertório “clássico”
• A importância e seriedade da música começa a ampliar a separação entre a
música de concerto e a música popular
(pensar popular como a música escrita para entretenimento: Valsas de J.
Strauss II)
No início do século, Beethoven (também) utilizava temas populares e escrevia
peças de caráter popular
No fim do século, isso quase não existe mais
• Os músicos amadores consumiam todos os tipos de música
• Mas, os compositores cada vez mais se direcionavam para uma delas
• Publicação de coleções com obras dos grandes
Bach, Haendel, Palestrina, Mozart, Schuts, Lasso
• Estes eram “novidade” para o público

Beethoven, Mendelssohn, Chopin, Schumann e Schubert

Inicia na Alemanha e se espalha

• Brahms X Wagner (e Wagnerianos)


Novidade em cima da tradição X busca pela inovação
Música absoluta X música programatica
• Respeito e admiração mútua
Objetivo comum – suceder Beethoven
Vários elementos são usados por ambos os lados
• A tradição germanica fica importanteem relação aos nacionalistas
Tão forte na música instrumental quanto na ópera

JOHANNES BRAHMS (1833 – 1897)

• Principal compositor de sua época, exceto na ópera


• Pai trompista e contrabaixista
• Estudou piano, cello, trompa e teoria
Desenvolveu amor pela música de JSB, JH, WAM E LvB
• Trabalhou tocando música popular em eventos, contato com a música cigana
húngara
• Conheceu J. Joachim e os Schumanns e foi incentivado por eles
Ajudou a cuidar do Robert no fim da vida
• Se sustentava como pianista, maestro, compositor e editor
Regia peças alemãs do séc. XVI até os contemporaneos
Editou CPE Bach, Couperin, Schumann, Schubert e Chopin
• Grande conhecimento da música do passado
Mistura de elementos novos aplicados sobre o “tradicional”
• Muito autocritico
Trabalhou na primeira sinfonia por mais de 20 anos
Comparação com anteriores (lembrar que o repertorio estabelecido era a maior
parte dos programas realizados)
“Escrever algo que funcionalmente e esteticamente sejam como as grandes
obras estabelecidas, mas que sejam diferentes o suficiente para propor algo
novo e atrativo.”
• Sinfonias:
No. 1 (1876)
No. 2 (1877)
No. 3 (1883)
No. 4 (1885)
• Sinfonia No. 1 (1876)
• Carrega o peso e a história do gênero
• Ligações com Beethoven:
De C menor para C maior
4 movimentos tradicionais, porém, com um III lírico
Tonalidades dos movimentos em relações de terça
Introdução lenta no I e no IV movimento
Finale em estilo coral (ligação direta com Beethoven)
• Sinfonia No.3 (1883)
• Apresenta características muito comuns em toda a obra de JB
Loooooongas linhas melódicas
Relação cruzada entre as formas maior e menor de tríade da tônica
Ambiguidade nas divisões da métrica (2x3, 3x2)
• Sinfonia No.4 (1885)
• Finale em chacona, com temas e variação
• Mistura de elementos do idioma contemporâneos com outros de 3 séculos
atrás
• Resultado: música que soa altamente original, nova e individual
• Concerto para violino em D maior, Op.77 (1878)
Paralelo com o LvB em escopo e popularidade
• Concerto para piano No. 2 em Bb maior, Op 33 (1881)
Quatro movimentos
Grande integração entre piano orquestra, altamente sinfônico
• Música de câmara
• Quinteto para cordas e piano em F menor Op. 34 (1864)
• Tanto como na música orquestral sucessor de LvB
• Desenvolvimento contínuo de elementos germinais
O próprio tema inicial é formado a partir de elementos do primeiro compasso
• Música para piano
• Sonoridades cheias, enquanto mantém clareza
• Grande influência do popular, com grande requinte
Amizade com Johann Strauss II
• Lied
• Geralmente estróficas influenciadas pelo folclore
Frequente variação da figuração no acompanhamento
• Alquimia perfeita para amadores e conhecedores
• Música coral
• Também perfeito balanço
• Vários arranjos de folclore e algumas peças para coro e orquestra
• Requiem Alemão (1858)
• Influência de J. S. Bach e J. Schutz no uso do contraponto e no uso expressivo do
texto
Texto não litúrgico como em réquiens tradicionais

Resumo

• Na época chamado de conservador, mas na realidade um desbravador em


perceber o antigo e o contemporâneo como “um todo” a ser utilizado para
composições individuais e originais
Introduzindo novidade nas formas tradicionais
(Mais complexo do que somente inovar)
• Desenvolvimento de técnicas sutis e complexas, que influenciaram o futuro

FRANZ LISZT (1811 – 1886)

• Em 1848, deixou de fazer tours como pianista e dedica-se à composição


• Poemas sinfônicos
• 12 entre 48 e 58, 1 em 1883
• Peças programáticas de um só movimento
Com seções de caráter e tempo contrastantes
Poucos temas: desenvolvidos, repetidos, variados e-ou transformados
Vestígios de padrões tradicionais
• Transformação temática
Transformação do tema para refletir o programa
Grande ênfase na metamorfose (menos sutil que outras propostas parecidas)
• Gênero que vai ser utilizado por diversos compositores futuros
• Anton Bruckner (1824 – 1896)
• Mistura do estilo e ethos com a sinfonia tradicional e de procedimentos do séc.
XIX com a abordagem litúrgica a textos sacros
• Sinfonias
• Virtuose ao orgão
Influência na “massa sonora” das sinfonias
• Grande influência de L.v. Beethoven, em especial a Nona
Maioria dos ínicios das sinfonias com agitação nas cordas (como se estivesse
surgindo) e finales em estilo coral
• Influência de Wagner
Estruturas grandiosas, sinfonias longas, harmonias exuberantes e repetição
sequencial de passagens inteiras
• Música coral
Mistura de prática a capella do séc XVI com a harmonia atual
Grande amplitude dinâmica

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