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DIP II Prática

O documento aborda a evolução do direito penal internacional e a responsabilidade individual em relação a crimes internacionais, destacando a importância dos tribunais de Nuremberga e Tóquio. Também discute a criação do Tribunal Penal Internacional e seus objetivos, além de explorar o direito internacional econômico e o impacto das instituições como o FMI e o Banco Mundial. Por fim, menciona críticas a essas instituições e a necessidade de regulação das relações econômicas entre os Estados.

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cris2006moon
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DIP II Prática

O documento aborda a evolução do direito penal internacional e a responsabilidade individual em relação a crimes internacionais, destacando a importância dos tribunais de Nuremberga e Tóquio. Também discute a criação do Tribunal Penal Internacional e seus objetivos, além de explorar o direito internacional econômico e o impacto das instituições como o FMI e o Banco Mundial. Por fim, menciona críticas a essas instituições e a necessidade de regulação das relações econômicas entre os Estados.

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24/03/2022

Indivíduo sujeito internacional

O inimigo ao ser sujeito de direito internacional pode ser julgado pelo tribunal penal
internacional.

Direito Penal Internacional


Responsabilidade internacional: (caso prático – pode sair exame)
1º Temos que saber se queremos julgar um Estado ou um indivíduo.

Estatal: tribunal internacional de justiça, os Estados são julgados pela violação de


normas internacionais (veiculam Estados), a sua responsabilidade é mais alargada.

Individual: tribunal penal internacional, só julgados quando cometem crimes


internacionais, ele não tem só responsabilidade criminal, mas também civil.
Responsabilidade mais reduzida e recente.

Começamos a ter direitos então também temos que respeitar os direitos humanos uns
dos outros. (os nossos limites são no início dos direitos do próximo)
A comunidade e estados começaram a evoluir no sentido de haver responsabilidade, e os
indivíduos começaram a ter responsabilidade porque um homicídio massivo não tinha
consequências, mas dentro do país já tinha. (não era contabilizada muita gente, porque
um grupo de pessoas em cada país, mas contabilizando todas que já morreram de todos
os países, daria uma quantidade elevada)

Convenções de Haia e de Genebra


Direito humanitário: refere-se ao indivíduo, tem a ver com a ação de cada um. Distinção
entre civis e militares (estes não devem reagir contra civis)
Conjunto de normas que diz como se deve fazer a guerra, regulam o conflito.

1 guerra mundial tentaram implementar o direito penal com Kaiser mas não correu bem,
depois mais tarde, deu origem à 2 guerra mundial e é aqui que dá origem aos tribunais
de Nuremberga e Tóquio (tribunais ah hoc para aplicar o direito penal)

1ª guerra:
Tentativa de julgá-lo (Kaiser), mas teve asilo, e foi absolvido porque estava a agir sob
ordens.
Tentaram julgar jovens turcos, mas também não foi pra frente porque criava mais
instabilidade social.
Falhanço do direito internacional da 1 guerra provocou um sentimento de impunidade.

2ª guerra:
Julgaram criminosos de guerra, julgaram apenas os Nazis por Tribunal de Nuremberga.
1 crime: agir com força, depois também foram julgados por crimes de guerra e crimes
contra a humanidade.
Tribunal de Tóquio:
General americano: MacArthur criou este, e deu início ao processo de julgamento dos
japoneses.
Estes 2 tribunais trouxeram princípios materiais, trouxeram formas processuais e formais
que ainda hoje são discutidos, estes tribunais foram determinantes para o futuro.

Curiosidades
Tribunal de Nuremberga:
● Estatutos aprovados por aliados, não conseguiam chegar em acordos entre si
(EUA e URSS) estava difícil.
● Afirmação do crime de agressão como o mais grave - romper a paz, usar a força,
esta ideia veio de um jurista soviético Aron Trainin.
● 12 foram condenados à morte (enforcamento), as execuções também não foram
feitas de forma correta. Já sabiam que era assim que ia acabar criaram o
julgamento só para justificar. (disfarçar)
Tóquio:
● Alargaram o âmbito da jurisdição, julgamentos de há muito tempo atrás e que na
altura não havia lei a prever as situações que aconteceram. Julgavam coisas
antes da guerra ainda.
● Criado pelo general MacArthur mandou as detenções ainda antes dos aliados
concordarem.
● Nenhum membro da família imperial japonesa foi sujeito a julgamento. Eles eram
chefes políticos que tinham a ver com a guerra, provavelmente foi alguma ligação
que eles tinham com o General.
Críticas aos tribunais:
● São os vencedores a regular, no tribunal internacional temos juristas
imparciais/neutros, isto foi importante para sabermos que juristas queríamos para
o futuro.
O julgamento foi sobre os Nazis, a URSS e Japão não sofreram julgamentos.
● Leis retroativas: importante para a segurança jurídica dentro de um estatal, mas
há coisas contra a Justiça.
Ex. Holocausto não era preciso dizer que era crime, podia não estar escrito, mas
eles sabiam que estava errado. Ideia contra a retroatividade
● Os julgamentos foram realizados com o objetivo de educar, para os alemães que
estavam no país perceberem as atrocidades que tinham sido cometidas, eles nem
eram contra o partido Nazi após a guerra, porque eles nem sabiam o que
acontecia devido à publicidade/propaganda do próprio país. Quer se assegurar
que a verdade chegue a todos.
Associado a uma associação criminosa pelo tribunal.

Legado dos tribunais de Nuremberga e Tóquio:


O indivíduo passa a ter mais importância no papel internacional e foram criando
tribunais.
1948 convenção de genocídio
1849 convenções de genebra

Tribunais ad hoc:
Julgar criminosos por determinados crimes. Jugoslávia - julgava no contexto das guerras
da Jugoslávia e o tribunal de Ruanda sobre o genocídio que aconteceu na Ruanda.
Ambos os tribunais ainda estão ativos, são órgãos subsidiários da ONU, tinham
independência (os juízes), os outros eram mais politizados (Nuremberga e Tóquio).

Características dos tribunais ad hoc:


● Pena de morte deixa de ser aplicada
● Dupla jurisdição, já não é só uma decisão
● Julgamentos à revelia (quando a pessoa não se apresenta) - hoje em dia, isto é
contrário a todos os princípios porque a pessoa tem que estar presente para
defender se.
● Princípio non bis in idem (ninguém julgado mais do que 1 vez pelo mesmo crime)
- importante para a justiça internacional ligar se com a justiça nacional. Estes
tribunais surgem para complementar quando a justiça nacional não faz o que
deveria ou é insuficiente.

Insuficiências dos tribunais ad hoc:


● Grande defeito era serem temporários e não permanentes
● Jurisdição limitada
● Precariedade institucional
Eles foram criados só para julgar, e na sequência destes que vamos evoluir para o
tribunal penal internacional

Processo de criação:
● 1994 ideia de onu
● 1998 e 99 os estados reunem se
● 2002 entrada em vigor (após ter as ratificações necessárias, por isso só entrou
em 2002)
Tribunal não julga qualquer crime que tenha acontecido antes, por questão de não
retroatividade.
Por este ser tão relevante dizem que tem efetividade jurídico internacional erga omnes,
mesmo que não tenham dado ratificação estão sujeitos a este na mesma. Os EUA foi um
dos grandes impulsionadores aos julgamentos, mas hoje são os que mais se opõem a
este tribunal.

Objetivos do Tribunal penal internacional (slide)


● Preservação da paz e segurança internacionais
● Combate ao terror, tortura e tirania
● Proteção dos direitos humanos
● Promoção de uma cultural global
● Prevenção de vinganças que pudessem gerar guerra
● Reconciliação nacional entre povos
● Combate ao terrorismo internacional
● Combate à cultura de impunidade dos crimes internacionais

Fins das penas internacionais:


São aplicados aos crimes internacionais
● Pedagogia moral e jurídica: ensinar, dar a conhecer às pessoas os fatos que
aconteceram no seu próprio país que a propaganda proibiu saber
● Preservação de registos historiográficos: assegurar que fique registado para saber
o que de fato aconteceu.

Composição do tribunal penal:


● Presidência (quem manda)
● Gabinete do procurador que levam a cabo a investigação
● Secretaria conjunto de funcionários do tribunal
● Secções temos 18 juízes

Requisitos de acesso: EXAME CASO PRATICO


1. Complementaridade e subsidiariedade da intervenção do TPI : não tem reserva de
jurisdição (não há crimes apenas julgados por eles, de preferência deve ser
julgado em tribunais nacionais) e o TPI existe porque os tribunais nacionais por
vezes não conseguem tratar do caso. Art. 1, 17 e 20 ETPI.
Só intervém quando os tribunais nacionais não conseguem levar o processo de
forma imparcial e conforme as regras do process (processo justo, dar garantias,
direito de defesa, de ser ouvido, ao silêncio, tipo de provas - process).
TPI avalia se já há tribunal a julgar e se está de forma correta, só se não houver
tribunal ou que não cumpre o process só ai podera intervir e ainda avalia se é
grave suficiente para estar no TPI: importante exame
Este juízo é subjetivo, 2 pessoas a pensar no mesmo caso, podem não obter a mesma
opinião isto é um problema do TPI, é difícil ultrapassar esta dificuldade.
2. TPI só julga 4 tipos de crimes:
● Genocídio - intenção de destruir de um grupo específico
● Contra a humanidade - cometidos num ataque generalizado à população civil
(sociedade em geral)
● Crimes de guerra - violação do direito humanitário
● Crime de agressão - conferência de Kampola, iniciar guerra sem legitimidade
para tal, perturbar a paz internacional sem motivo justificativo
3. Âmbito temporal: não julga acontecimentos de antes
4. Âmbito pessoal:
a) Há 2 critérios:
1) O TPI pode julgar pessoas que o Estado aderiu ao estatuto de Roma
2) ainda se a pessoa cometeu o crime no país que aderiu ao estatuto de Roma, ou
ainda se o país reconheceu a competência do TPI àquele caso ex. Rússia ou EUA
b) julga só pessoas maiores de 18 anos e não olha à qualificação da pessoa (chefes
de estado e governo - não tem imunidades aqui)

Fase de processo:
● Denúncia pelo estado ou conselho de segurança da ONU ou procurador obtém de
uma fonte legítima e aqui tem de haver autorização do juízo de instrução (juiz).
● Inquérito: o procurador que recebeu a notícia vai perceber se pode ou não ser
julgado pelo TPI e só depois inicia o inquérito (há análise preliminar).
Investiga e no fim diz se há provas ou não razoáveis para seguir, se não, o caso
cai e se sim passa a instrução:
 Instrução: Passa para o juiz e este vai dar uma vista de olhos e reaprecia toda a
investigação e no final conclui se vai para julgamento ou não. (o juiz de
julgamento nunca é o mesmo do que o juiz de instrução).
● Julgamento: por votação ou absolvição
● Recurso: O procurador ou o condenado pode recorrer ou quem é julgado ver no
art. 81
● Revisão de sentença condenatória ou de pena: o processo já estava
fechado, a pessoa presa há anos, e reabre se o processo por surgir novas provas

Princípios e garantias processuais:


● Princípio ne bis in idem: TPI não intervém se já foi julgado e de maneira certa
● Princípio da irrelevância do cargo ou posto oficial: os que mandaram fazer
as ordens são tão responsáveis quanto os que fizeram o ato.
● Princípio de presunção de inocência: a pessoa é inocente até se comprovar o
contrário.

Limitações da jurisdição penal internacional:


Instrumentalização política
Natureza transpessoal dos crimes: por já terem sido julgados genocídios, eles
aconteceram novamente
Exclusão das pessoas coletivas: devido às empresas transnacionais, o TPI só julga
indivíduos, e, portanto, estas não.
Desadequação ao combate ao terrorismo: é difícil e não é um dos 4 tipos de crime
previstos
Desafios da justiça transnacional e restaurativa: criou se comissões para julgar as
pessoas do país para não se dividir como seria no TPI porque não ia restaurar, enquanto
nas comissões sim, é um meio complementar (não é um tribunal).
Difícil acomodação de meios alternativos: é preciso abordar os problemas por trás que
fizeram acontecer o crime (discriminação, racismo,…) e é necessários meios auxiliares
para abordar a violência.

31/03/2022

Direito internacional económico:


Abrange todo o tipo de normas que regulem atividades económicas e financeiras, surge
quando os estados começaram a relacionar se entre si, a estabelecer relações
económicas. Foi um ramo com um crescimento exponencial.
Estas convenções condicionam em boa medida a atuação dos estados também
internamente, tem impacto a nível interno dos países (não tem autonomia total – subir
impostos).
Com a globalização houve grande expansão deste direito internacional económico:
maior eficácia das normas, eficiência de recursos, assim chegávamos a um ponto ótimo
da produção, do comercio.
Mas também há aspetos negativos em termos ambientais e sociais. E por isso, surge
também outros instrumentos de regulação (para regular os mercados, como funcionam).
Sistema de Bretton woods – regulação das relações em termos económicos
Antes da 1ª guerra mundial: todas as moedas que existiam eram valorizadas em relação
ao ouro: padrão-ouro
Apos 1ªguerra, final da 2ªguerra: houve desordem económica, período da grande
depressão não ajudou, e os Estados valorizam e desvalorizavam as suas moedas
livremente (significou um caos no plano internacional – os valores mudavam sempre), e
porque reconheceu se este caos e era necessário recuperar a economia surge o método
Bretton woods.
Deve haver organismos neutros (acima dos estados) que regulam essas relações: Banco
Mundial e FMI.
1944 em julho, a guerra ainda não tinha terminado, mas já havia tendência para a
guerra terminar.
O objetivo na conferencia era um novo sistema económico que permitisse a reconstrução
e ocorreu em 1944, com 2 economistas:
- John Maynard Keynes: britânico, representava a Europa
- Harry Dexter White: americano, representava novas potencias dos EUA.
Ainda hoje, a europa segue mais o Keynes, este queria criar um Banco Mundial que iria
ter uma moeda própria para intervir em tempos de crise – realizar despesa publica,
reproduzir o que ele achava que o Estado deveria fazer.
White: era mais individualista, confirmava que deveria haver organizações reguladoras
neutras, mas sem grandes poderes.
Ascensão dos EUA apos 2ª guerra mundial – espalha se pelo mundo a sua teoria
económica

FMI: dirige se mais a questões financeiras (créditos)


Objetivos:
 Liberalização de pagamentos
 Estabilidade monetária
 Estabilidade dos câmbios
Neste modelo, a moeda estava associada ao dólar e este associado ao ouro. Hoje
em dia, todas estão associadas nomeadamente ao dólar e ao euro.
Em termos de crise, o FMI deveria intervir, não deve ter uma atividade de grande prazo,
é mais auxiliar em tempos de crise

Banco Mundial: dirige se a questões económicas (cada estado tenha uma economia
robusta – produção, emprego, consumo, oferta e procura)
Isto não é conjuntural, existe intervenção estrutural, atua através de conceção de
créditos para projetos em que os estados consigam obter uma economia mais estável.
Atua mais em países em desenvolvimento, porque as economias europeias e norte
americanas, não precisam tantas atuações estruturais. Intervém mais no sul global.
Atividades do banco mundial:
 Crédito a projetos
 Atividade mais de assessoria, elaborando propostas de reforma fiscal
 Promove o investimento estrageiro nestes estados (investimentos de empresas
ou entidades privadas – não há muito controlo destes)

Organização do BM:
Conselho de governantes
Conselho de diretores executivos: responsáveis pelo funcionamento quotidiano do Banco
Presidente: responsável pela gestão

Críticas ao banco mundial:


 Desconsidera o impacto da sua atuação a nível social (se estamos a criar
emprego para pessoas do local e não a trazer de fora; ou obrigar as pessoas a
fugirem de lá) e ambiental
 Contribui para a legitimação de governos autoritários e corrutos – o banco fecha
os olhos a este tipo de situações
 Defesa da privatização dos serviços públicos essenciais – países em
desenvolvimento ao privatizar é impedir que a cessem ao serviço
 Opacidade do funcionamento interno do Banco (não é democrático, e quando vai
se escolher diretores ou presidentes: os EUA tem poder de nomeação de pessoas
mais influentes)
O que acaba por facilitar isto é o acordo do banco proibir expressamente a
consideração dos fatores políticos e não económicos nas decisões – o
banco não deveria financiar projetos a estados autoritários ou quando
lesem direitos dos cidadãos.
Nota: Alem das críticas, são instituições necessárias, e as críticas servem para reformar
para mais transparente, legitima, e respeitar os direitos humanos. São criticas para
melhorar, e não para acabar com o BM.

Reformas do Banco Mundial (em face às críticas):


 Promover programas sociais: bem-estar das pessoas (saúde, educação, cuidados
materno-infantis)
 Incentivado a criação de empresas (setor privado no local – com as pessoas do
local, invés de estrangeiros)
 Elaboração de estudos de apoio a reformas fiscais – combate à corrupção e à falta
da transparência de pagamentos
 Luta contra a corrupção e pela transparência – reerguer em termos democráticos
e assegurar que tudo vai correr da melhor forma.
Painel de inspeção do BM: inspecionar os programas levados para este, para procurar o
que está errado.
Funcionamento:
- Recebe uma queixa – vão diretamente ao banco
- Apreciação da queixa
- Contestação do BM
- Formulação de recomendações e colaboração com os diretores do BM (é necessário
técnicos para fazer isto, permite maior flexibilidade mas também podem ser ignoradas) -
> o painel precisa de mais tempo para ter algum papel fundamental.

Fundo monetário internacional:


Atua no plano financeiro, com objetivo da estabilidade entre moeda e câmbios.
Surge sobretudo com o objetivo de ajudar as grandes dificuldades da grande depressão e
evitar uma situação parecida a esta.
Assim vai garantir que em termos financeiros está tudo equilibrado.
O grande passo que se dá com o FMI é passar de ouro para o dólar para haver maior
estabilidade.

Organização do FMI:
 Assembleia de governadores – representante de todos os estados
 Diretório executivo – eleitos pela assembleia de governadores
 Diretor geral e pessoal – encargo dos serviços
 Comité monetário e financeiro internacional – consulta

Mecanismos de intervenção: intervém para assegurar estabilidade, pagamentos e


moedas e câmbios mantem se estáveis
1. Políticas de crédito: (BM – estrutural e FMI - conjuntural) aqui são a curto prazo,
para crises.
São mais importantes, ajuda mais, mais eficaz.
2. Prestação de assistência técnica especializada: vê o estado que está o país e
produz relatório com soluções para ajudar a situação.
Nota: aqui são depositadas quotas de todos os países/estados, e por isso querem que
seja bem gerida e os créditos é deste dinheiro

Faz uma intervenção de emergência, o FMI dispõem de um conjunto de mecanismos, 2


dos instrumentos mais utilizados: stand-by credit facility e o extended fund facility (maior
gravidade)

Acordos Stand-BY: mais utilizados pelo FMI, é ajudar quando tem mais dividas do que
receitas em situações extremas. São concedidos por uma “carta de intenções” (o estado
tem de assinar) – tem um conjunto de critérios macroeconómicos de execução, ou seja,
como o Estado deve usar o dinheiro emprestado.
Estas cartas exigem: redução das despesas, deixar o mercado mais livre, limitação do
credito, privatização de empresas publicas, liberalização dos despedimentos,…(slide 18)
Isto para assegurar que os recursos sejam usados de forma adequada.

Críticas ao FMI:
 O FMI impede os estados escolherem outras alternativas (impõe-lhe o caminho).
 Verificar se os critérios estão a ser cumpridos ou não, isto é subjetivo.
 A resposta que o FMI tenta dar, é uma resposta rápida, mas não quer dizer que a
estabilidade vá se manter após isto, é só o momento.
 São impostas sensivelmente a todos os estados da mesma maneira, e é diferente,
por ex. Portugal é estável a política é moderada, na Venezuela já não é, e
colocam as mesmas soluções e isto, pode gerar conflitos armados.
 Há favoritismo geopolítico (países preferidos).
 Desconsidera/ignora as variáveis as políticas e sociais, o retrocesso só deveria ser
proibido enquanto tivéssemos recursos e só reduções de subsídios nunca seria
acaba-los
 Sistemas políticos que não estão tão sedimentados
 Desrespeita os direitos de cada -> leva a conflitos
 Acordos não se referirem a recursos para alem do financeiro (gás, petróleo)
 Soberania dos estados é colocado muito em causa, porque é uma relação de
dependência em termos estruturais (ex. colonias dependiam de potencias), isto
mais para ex-colonias habituadas a subsídios.

Os estados depositam uma quota e não podem levantar o dinheiro, e há uma parte que o
Estado pode levantar livremente uma parte do dinheiro (isto é uma tranche de reserva
– mais para emergência sem pedir um credito)
Direitos de Saque especiais – os estados depositam a sua moeda, e o FMI tem a sua
moeda que vale no FMI e só os Estados podem usar isto para a relação entre eles (as
pessoas não poderão usar).

Apreciação critica do sistema de Bretton Woods:


1ª reforma proposta ao BM e ao FMI para deficiências organizatórias e procedimentais:
para ambos serem mais transparentes e democráticos
2ª Abrir espaço para alternativas (neoliberalismo) – provoca protestos muito radicais e
violentos
3ª Considerar mais os direitos
4ª Considerar o direito ambiental (consequências dos projetos)
5ª caracter neoliberalista, a maneira como são desenvolvidos os projetos

Exemplos: slide 23
Em termos ambientais, para diminuir o aquecimento global com base as quotas de cada
país, os países deixam de explorar no seu país e vão explorar para outro, porque assim
cumprem os objetivos. Ex. Reino Unido deixou de explorar o gás e petróleo no seu
território e foi explorar na África, e assim não conta para a sua contabilização.
Trabalho forçado.
Outro ex. Pessoas deslocados devido a projetos financiados do BM (e não é ninguém da
Europa);
Outro ex. muita dependência do FMI, preferem não terem investimento do que dividas
para o FMI que já têm uma elevada e talvez nunca consigam pagar.

Aspetos positivos:
 Repensar a maneira como atribui créditos (e os critérios aplicados nas cartas de
intenção), o género feminino é mais vulnerável
 Papel importante ao combate da corrupção e transparência financeira (estados
obrigados a discriminar onde gastam o dinheiro e assim não há muita margem
para desviar recursos) – absoluta transparência de gastos.
 Condicionalismo não é mau por si só, é a nível de controlo dos gastos
 Viraram mais para projetos não económicos, foi para programas de educação,
nutrição, saúde -importante
 FMI mitigar o apoio aos estados do sul global
 Combate à corrupção, mas assim proporciona estados mais democráticos
(supostamente não olham para o ponto político, mas em termos positivos falamos
sempre do lado político e assim obtém resultados mais benéficos)
 Preocupação ambientais e sociais nas suas intervenções.

07/04/2022
Comércio internacional económico – slide 27
Temos 2 partes: económico-financeiro (aula passada), agora comercio internacional
Bretton Woods e o FMI – mais financeiro
Banco mundial – situação económica em sentido amplo, estrutural

Dentro do sistema económico-financeiro temos um aspeto específico: comércio


internacional (relação de trocas entre fronteiras). Falamos de importações e exportações
de bens e serviços.
As importações e exportações está sujeito a direitos/taxas alfandegárias – imposto aos
produtos que vêm de fora – por isso está no DIP.
Mercado global totalmente livre, cada vez mais, as trocas serem liberalizadas – objetivo
do comercio internacional.
A liberalização das trocas conduz ao desenvolvimento económico e social (adam
Smith e ricard) se tivéssemos um mercado totalmente livre, as próprias forças de
mercado acabariam por se alocar em termos ótimos, a produção ia para onde era mais
eficiente e os trabalhadores também iriam para esses locais – o consumo seria mais
barato, isto é uma ideia de uno, mas apesar das tentativas de liberalização das trocas
têm grandes obstáculos a nível político. Então era para igualar taxas, até porque
necessitamos sempre bens/serviços do estrangeiro.
Desenvolvimento político e cultural por consequência da liberalização das trocas
económicas, teríamos progresso nos direitos dos cidadãos, diferente etnias, estados –
são superadas algumas barreiras neste plano politico e cultural.

1947 celebrado o acordo geral sobre tarifas e comercio pós 2 guerra mundial
colocada em centro de combate do comércio.
Vai ser aplicado provisoriamente porque o acordo esta previsto para funcionar segundo
um organismo: organização internacional do comercio, mas ela não conseguiu entrar
devido à falta de força dos EUA, para supervisionar o GATT.
Dentro do GATT existe vários acordos celebrados ao longo do tempo, o 1º foi em 1947 ->
então falamos de um sistema multilateral do comercio (há vários acordos
supervisionados)

O objetivo é sempre liberalizar o comercio cada vez mais, o GATT só vincula os Estados,
as empresas não eram vinculadas ao GATT, só eram indiretamente porque tinham de
obedecer ao Estado. O GATT permite à adesão de outros Estados, além dos Estados
querem aderir os outros têm de consentir essa adesão.

GATT de 1947 teve em base estes 3 princípios:


 Princípio da nação mais favorecida: nivelar pelo tratamento mais favorável,
taxas mais baixas aplicáveis a outros. O tratamento mais favorável a um tem que
ser aplicado a todos.
 Princípio do congelamento de direitos aduaneiros: em 47 fecharam se as
negociações de direitos aduaneiros (aos bens que entram e saiem), os direitos
aduaneiros que fixamos em 1947 não podem alterar para pior (só podemos tornar
mais favorável aos bens que vem de fora)
 Princípio tratamento nacional: depois dos bens passarem e já ter sido pago a
taxa, eles são tratados como bens que foram produzidos em Portugal, não pode
haver tratamento diferente, porque se fosse diferente os países estrangeiros
teriam que gastar mais (caixas diferentes por exemplo, seria um gasto maior) –
assim os exportadores não tinham interesse em mandar bens para esses países e
assim beneficiavam os bens nacionais e assim vai contra a liberalização do
comercio
Nota: Pode haver exceções, mas é em circunstância excecional.

GATT de 1994: OMC


Conversam entre si para ver como podem aprofundar a liberalização, houve várias
reuniões/atualizações, mas em 1994 foi a mais notável: Ronda de Uruguai:
 Melhorar o processo de liberalização (atualizar o acordo)

GATT: 1947 -> vários desenvolvimentos -> 1994 muito importante criação da OMC,
Trips

Em 1994: revemos o acordo do GATT e celebra-se 2 acordos extras:


 GATS: Serviços
 TRIPS: propriedade intelectual: direitos autores
Também tem tentado chegar a acordo sobre a agricultura, têxteis, anti-dumping
(impostos).

GATS: liberalização dos serviços (para não ficarmos presos aos nossos territórios, as
nossas qualificações só valeriam cá, só poderíamos ser advogados em Portugal)
Na EU já se reconhece, no plano internacional ainda não está totalmente.
O GATS prevê clausulas: (algumas obrigatórias a todos, outras facultativas
Obrigações futuras: ainda não temos muita liberalização, mas colocam objetivos em
datas
Excecionais: poder desvincular as vezes
Transparência e informação: é importante (não dizer que não saem como se formam os
médicos aqui ou advogados)
Não impedir que as pessoas circulem

TRIPS: patentes de criações, direito de autores (cultural – livros, filmes)


Criar regras comuns quanto a patentes e direitos de autores para não ser crime num país
e noutro não - centralizar as regras.
Obrigar aos Estados que participavam no acordo de fazer estas regras, criar sistema de
patentes para haver fiscalização.
Evitar disseminação das patentes, a pessoa que tivesse inventado a coisa se tivesse
poder absoluto não deixaria ninguém usar e isto não pode tem de haver equilíbrio

Proteção da propriedade intelectual já houve tensões sociais:


 Conflitos “patentes v pacientes”: quem cria uma vacina tem direito intelectual
sobre esta, querem assegurar que as regras de segurança sejam cumpridas. Se
temos patente de um bem, a empresa ao querer produzir esse bem tem que nos
pagar, e isto, incentiva muito a inovação porque assim decide o quer com ele.
O problema é por ex. na Sida ou nas vacinas do covid-19, quando é um problema
global, por vezes, há países sem poder económico para recorrer a estes
medicamentos – patentes das vacinas.
A UE estava contra isto inicialmente dizendo que ia contra a inovação, era preciso
mais vacinas, no entanto, a África não iria conseguir criar uma nova. Depois
refletiu-se sobre isto e a UE mudou a sua opinião apesar de ainda não ter sido
levantada as patentes das vacinas (ainda tem que pagar valores absurdos aos
farmacêuticos).
 Conflito “patentes sobre a vida”: queriam patentear sementes de maçã e alterá-la
como quisessem e ninguém poderia fazer nada sobre esta.
Mas não pode colocar se patentes sobre coisas da vida – eles queriam patentear
algo que não criaram (é componente da biodiversidade) -> resultou na convenção
sobre a biodiversidade. No entanto, esta questão ainda é complicada, há sempre
lacunas/falhas nas conceções

Conclusão:
Acordo de GATT 47, 94 as alterações pelo meio, o acordo de Marraquexe, TRIPS e o
acordo do GATTS.

A organização mundial do comércio: Acordo de Marraquexe (1994)


Assegurar que estas normas todas e as que vem depois, assegurar que todas são
aplicadas e respeitadas, como a exercer funções em 95 e é composta por:
Conferência Ministerial: 1 representante de cada Estado e reúne a cada 2 anos, altos
representantes e toma se decisões mais importantes, cada um tem o voto
Conselho Geral: estes têm as mesmas competências acaba por desenvolver uma
atividade mais corriqueira, entendem quando tem de reunir e não são altas patentes do
Estado será um embaixador cada um tem um voto
Secretariado: diretor nomeado pela conferencia e isto seleciona pessoas para o
secretariado, assegura o dia a dia da OMC

Sistema de resolução de conflitos


OMC tem a principal função de resolver litígios comerciais quando não é cumprido, e
garantir que os tratados que existem sejam aplicados.
No diploma: tem regras para resolver conflitos
Dentro da OMC existe o órgão de resolver estes conflitos: MERL, funciona como tribunais.
As funções são parecidas com as ordens judiciais, mas este órgão não é composto por
juízes e funciona dentro de uma organização internacional.
MERL objeto de alguma polemica:
Argumentos a contra:
Diminui problemas económicos e questões políticas – olhar para isto em termos técnicos;
Critica às sanções económicas: é por ex. fechar o comercio a um país, as pessoas que lá
vivem deixam de ter acesso aos bens, mas não se pode fazer algo porque é com base na
politica que isto acontece (ex. Rússia)
Impedir os Estados chegar a consensos entre si, os tribunais têm esse problema de
tornar conflitos aprofundados, Estados afastam-se – excesso de jurisdição

O Órgão funciona e tem a legitimidade de resolver problemas que nunca seriam


resolvidos
Características do sistema:
 Todos os estados na OMC estão obrigados a cumprir as regras todas deste
contexto
 Impugnar incumprimento dos Estados, as ações da OMC não podem ser
impugnadas em órgão jurisdicional
 Interpretar e aplicar normas que constam nos acordos da OMC
 Na decisão das tarefas não deve só considerar acordos da OMC (comercio), mas
também o resto deve também considerar normas de direitos humanos (obrigado
a pensar nestas matérias)

Fases de procedimento:
 Queixa: um Estado a submeter a queixa, são estes que tem legitimidade,
excecionalmente também a União Europeia como conjunto, portanto a
Comunidade Europeia pode e também territórios com estatutos especiais
 Consulta: tentativa de discussão semi-amigável, entre o estado que apresenta
queixa e o outro de maneira a chegar a uma solução a ambos
 Painel: constituído por peritos avaliam situação, e alguns dados e depois temos a
decisão
 Decisão

Consultas: consultar o outro Estado para ver o que ele diz sobre a questão (porque a
queixa pode não ser verdade), daqui pode resultar 3 coisas:
- Estado responsável não quer dar declarações, não colabore
- Não consegue chegar se a decisão através da discussão
- Estado responsabiliza-se do incumprimento e o processo acaba aqui
Nas 2 anteriores não resultou, e, portanto, inicia-se no painel: conjunto de pedidos de
pessoas especializadas, reunindo factos e aplicando acordos para depois sugerir um
relatório/decisão final a um órgão de resolução de litígios (entregam ao painel porque
são imparciais).
Invés de ir para tribunal dá para recorrer conciliação, mediação sem colocar um 3 no
caso, e chegam a acordo, há menos formalidade.

Queixa, consultas e só depois painéis (criados por tribunais ah hoc)


Procedimento:
 Vão ver as queixas
 Recolher dados, fazer consultas
 Projeto de deliberação; proposta de decisão, esta é submetida às partes para
estas dizerem o que acham desta proposta, podem propor alterações, dizer se
concordam ou não. (podemos chegar a um acordo nos painéis, mesmo que não
tenhamos chegado nas consultas) se chegar a acordo – o problema acaba aqui,
não havendo litígio
Descreve os factos e propõe solução, as partes dizem o que acham
 Painel incorpora num novo projeto, relatório final

Caso não fique resolvido no relatório final e recorre se não concordar com ele.
Quem vai decidir este recurso é outro órgão dentro da OMC: órgão de recurso: apreciar
recursos da decisão do painel (tribunal ad hoc).
Características do recurso: (já é mais direito)
 60 a 90 dias
 Ratificação (relatório), alterá-lo ou então revoga-lo
 Depois da decisão de recurso volta ao órgão de resolução de litígios (aqui ou
aceita ou então pode recusar com voto de todos – todos contra)
 Vincula as 2 partes do conflito apenas
Decisão final é vinculativa e executória, e aqui existe um mecanismo para assegurar que
esta decisão é cumprida: fiscalização da execução das recomendações e decisões do
ORL.
Ninguém vai verificar se está a ser cumprido, terá de ser o país vítima a apresentar o
ocorrido mesmo incumprindo regras da OMC, e se continua a violar tem de pagar um
valor a outro.

Ronda de Doha: 2001


Reuniram-se Conferencia Minesterial, iam iniciar uma nova ronda de Doha, pretendia
alterar se os acordos do GATT, pretendia-se sobretudo aumentar a dimensão do GATT
aos países do sul especialmente na agricultura (café) – não tem pagamentos adequados,
são explorados.
Apesar de haver várias rondas, nunca se chegou a um resultado bom e não se alterou os
acordos (o último é de 94), única coisa que se fez foram conferencias na agricultura por
ex, mas não há mudanças significativas.
A Conferencia de Ronda foi um fracasso.

Direitos humanos e GATT/OMC


Dentro da OMC: problemas da competitividade dos países do norte e sul.
Há menos críticas à OMC do que ao FMI e Banco Mundial, o objetivo final da OMC é um
mercado perfeitamente livre (mas isto nunca poderá acontecer devido à pobreza que há
no sul)
Isto faz obstáculo o poderio económico das empresas multinacionais
Um não vive sem o outro, liberalização exige o cumprimento de direitos humanos e
emancipação de estados mais vulneráveis.

21/04
Identificar o tema
Enquadramento teórico
Aplicar ao caso

Caso 1 prático
Jurisdição do tribunal penal internacional, explicar o que este consiste
Tribunal penal julga pessoas, tem de ser pessoa singular, mais de 18 anos.
TPI podia dar início ao inquérito porque estamos em conflito nacional, houve golpe de
Estado, há étnicas – não haverá julgamento justo.
Ver se há ligação estadual, se o Estado adere ao Estatuto.
Ou a pessoa é de uma nacionalidade cujo o estado aceitou o estatuto, ou o estado que
aceitou o estatuto é onde está a ocorrer os factos.
2ª questão: Reúne se os critérios e o TPI pode intervir:
Abre-se inquérito, averiguação de factos, instrução, julgamento, recurso. (se na instrução
ou averiguação se virem que não há motivos para continuar, não o fazem.

Caso 2:
No TPI: há um coletivo de juízes
“homem médico”: saber o porquê de a pessoa querer tal coisa ex. das armas, pedem
armas com algum motivo.
Crime de genocídio tem 2 requisitos: tem de ser grupo particular, étnico e a intenção de
eliminar o grupo Hema (matar 200 civis não seria querer matar o grupo todo desta
etnia), como por ex. holocausto, Bósnia, Kosovo, Ruanda – difícil provar o crime de
genocídio, quando não conseguimos encaixamos nos crimes contra a humanidade. Estes
são contra uma determinada população (atos dirigidos para uma determinada população
por questões religiosas, étnicas).

Caso 3:
Próprio Estado comete os crimes
Se for pelo procurador ou Estado -> há os requisitos critério da territorialidade e da
nacionalidade.
Há outra hipótese, o conselho de segurança (este quase nunca intervém nestas
questões) fazer denuncia – TPI pode intervir e investigar
O Sudão não ser parte do estatuto não é relevante porque foi apresentado pelo conselho.
Crimes: Genocídio – intenção eliminar a população toda daquela étnica, crime contra a
humanidade também podes encaixar. E crimes de guerra podia se encaixar.
O crime de agressão seria difícil encaixar porque não há guerra contra outro Estado, é
guerra civil, interna.
O presidente poderia não estar lá, mas deveria saber as condutas do exército, se
não tinha conhecimento sobre isso, deveria ter. Responsabilidade pelas forças armadas
Art. 27 o TPI não olha à posição que ele lidera, se fosse no próprio Estado não poderia ser
julgado pela imunidade.

Direito internacional económico: casos práticos MERL, acordos de GATT – imp para
exame
Caso nº1
Explicar OMC, liberalização do comercio, tratamento internacional, congelamentos dos
direitos aduaneiros, acordos de GATT
1. As empresas não têm legitimidade ativa junto do ORL, participação de terceiros
(empresas: Embrear não podem participar nem como terceiros), caso ela fosse um
Estado poderia intervir.
2. O ORL quer organizar o comercio internacional, o objetivo é relacionarem-se e
resolver, não é reparar danos (indemnizações) é regularizar, é sempre melhor o
acordo. Quer o painel, quer a decisão final vai ser há ou não violação das normas,
caso haja ele apenas vai dizer então o Estado tem que começar a cumprir as
convenções – caso não faça, tentamos aplicar uma indemnização até ele cumprir e
em ultimo caso, o outro Estado pode aplicar medidas (por ex. taxas).

Caso 2:
1. 60 dias, o Estado fazer consultas, se chegam a um acordo acaba ali, e se os meios
de resolução (mediação, arbitragem) se não trouxessem nenhum resultado.
2. Os estados podem dar as suas observações sobre o relatório.
3. Princ do GATT. Nacao mais favorecida: restricoes especificas ao Japao – viola,
direitos aduaneiros não há aumento de taxas, só se interpretássemos as
restrições com taxas acrescidas mas provavelmente não, tratamento nacional: há
testes adicionais, o tratamento é diferente.
Os princípios do GATT não são cumpridos, mas as medidas não são descabidas
devido ao acontecimento do petroleiro. Neste caso, temos as clausulas de salva
guarda, os princ são para ser respeitados, mas podem não ser respeitados para
proteger a saúde, segurança… neste caso está em causa a saúde publica.
4. Não. Orgao de recurso ta extinto desde 2019, os juízes são nomeados pelos
Estados, e desde então, os Estados não conseguiram nomear novos juízes é
necessário uma decisão de imanidade (todos concordar) mas os EUA está sempre
oposto à decisão, os seus argumentos são: acusam o OR de ativismo judicial (vão
para além dos acordos do GATT) vão para alem do direito escrito e criam direito
novo e têm intervenção além de juiz e era suposto só interpretar a lei e aplicar;
também criticam o OR a tratar as decisões como precedentes vincula com as
decisões a seguir em casos semelhantes e ainda o funcionamento interno (o juiz
está num caso e pode assumir outro – conflitos de interesse).
28/04/2022
Vamos ver os espaços que não pertencem aos países e são internacionais e o regime
aplicado a estes.
Espaços internacionais: todos aqueles que não estiverem incluídos nas áreas do território
de qualquer Estado.
Temos: Alto mar e fundos marinhos; espaço aéreo internacional; espaço extra
atmosférico; Antártida.
Espaços internacionais, interessa assegurar que o interesse da comunidade está
protegido, que todos a cessem a estas zonas em pé de igualdade: sejam explorados e
distribuídos igualmente, isto tem como objetivo dar recursos aos países mais fracos, sem
grandes recursos. Isto é proteger um valor que vai além dos Estados.

Compreensão conceitual
Como eram os espaços classificados antes do direito internacional intervir, era coisa de
ninguém “res nullius” – portanto, não havia jurisdição nestes espaços. Em 1980, o DIP
achou importante proteger os seus valores, surgindo o conceito desenvolvimento
sustentável, importante para o desenvolvimento internacional.

Modelos propostos para integrar os espaços internacionais:


 Teoria do domínio publico internacional: fazer paralelismo do espaço interno
e aplicar ao espaço internacional, tem que se pedir autorização para explorar
estas zonas. Neste caso, é de grande dimensão, portanto a teoria não foi para a
frente, cada barco que quisesse passar tinha de pedir autorização.
 Teoria do interesse da humanidade: os espaços internacionais têm que
respeitar a humanidade, isto é muito abstrato e indeterminado, cada um
interpreta este “interesse” da sua forma e seria difícil de controlar.
 Teoria do património comum da humanidade: É um regime intermedio, não
era preciso autorização, no entanto, estes espaços são geridos por um organismo
para ver o que acontece lá, é livre, mas é possível que os Estados precisem de
autorização para coisas mais graves e estão sob controlo.

O alto mar (CDM importante para exame)


Conjunto de todas as partes do mar não incluídas na zona económica exclusiva, no mar
territorial, nas aguas interiores ou nas aguas arquipelágicas dos Estados.
2 doutrinas sem controlo/intervenção, não havia regulação internacional, então estas
eram possíveis:
Mare Clausum: zonas que não eram de ninguém, e podiam se apropriar dessas zonas
Mare Liberum: (hugo grócio) todos tem direito a explorar.

Ius navegandi – todos tem direito navegar; ius mercandi – todos tem direito a trocar
comerciais. Os estados como maior poder politico e económico acabam por se apropriar
dos mares porque tinham possibilidades de o fazer
Até aqui não estava a resultar, os estados mais fortes apoderavam-se.

Doutrina reformulada do Mare Liberum: mar é de todos, em pé de igualdade.

Principais notas do regime do Alto Mar:


 Princípio da liberdade do alto mar: todos os Estados podem exercer as
atividades nomeadas desde que para utilização pacifica, e vamos ter restrições às
liberdades para proteger os valores: segurança nacional, proteção do ambiente e
dos recursos.

 Liberdade de navegação:
Todos os Estados (costeiros ou sem litoral) e todas embarcações ou navios tem direito de
navegar pelo alto mar, ou seja, não precisam de autorização para navegar no alto mar
(antes não era assim, havia o direito de passagem, mas não era algo tao libertador).
Nenhum Estado no Alto mar pode decidir intercetar o navio de outro Estado, todos os
navios têm de ter bandeira do seu Estado, e é para ai que devemos olhar a resolver
casos.
Há exceções:
 Apresamento de navios piratas: muito recorrente, maior objetivo da CDM
Permite que os Estados possam apresar navios, deter os tripulantes e apreender os bens
art. 105, tem que haver suspeitas fortes e provadas
 Direito de visita: (mais questionado) é a possibilidade de navios de guerra
visitarem a embarcação de outro Estado com o objetivo de combater a pirataria,
tráficos, na ausência da nacionalidade do navio ou ainda ter uma bandeira que
não corresponde à sua nacionalidade.
O navio que recebe visita não pode gozar de imunidade: navios de guerra ou
navios em serviço não comercial. Remissão do art. 110 para Art. 95 e 95
 Direito de perseguição: navios do Estado costeiro (próximo da costa de um
Estado) perseguir um navio estrangeiro por infringir a sua lei.
Requisitos para o direito de perseguição: art.111
- Suspeita fundada – incumpriu a lei do estado costeiro
- O navio que estava a incumprir, e ao fugir afasta da costa costeira, se a perseguição
começa no mar territorial permitem que continuemos a perseguição mesmo que saía
desse território perto da costa. Começar ainda no mar territorial.
- Navio faz a perseguição (militar ou ao serviço do Estado)

 Liberdade de pesca: todos os Estado têm direito a que os seus nacionais se


dediquem a esta tarefa. Não necessitam de uma autorização.
Há liberdade de instalação de cabos e ductos (traz gás natural) – são infraestruturas
muito perigosas, portanto tem de estar bem regulamentado.

 Liberdade de investigação científica: todos podem fazer investigação


científica no alto mar e realizar sempre esta atividade para fins pacíficos.

 Liberdade de sobrevoo: todos podem voar sem autorização – a organização


marítima internacional (representa a humidade) faz uma regulamentação:
supervisiona se está a ser cumprido a CDM, coordena, dá apoio técnico.

A área (plataforma continental, a continuação dela é a área, já fora da plataforma)


Os seus recursos são património comum da humanidade art.136: proibição da
apropriação territorial, obrigação estadual de controlo dos seus nacionais (controlar as
suas embarcações), utilização em benefício de toda a Humanidade e gestão
internacionalizada e institucionalizada.
A composição não é muito importante, as competências é que são importantes:
Elaborar normas para regulamentar,
fiscalizar o cumprimento das normas
emitir autorizações – mais para fazer perfurações no alto mar.

Espaço aéreo internacional: coluna do ar subjacente ao mar internacional.


Princípio da liberdade de sobrevoo
Aqui a perseguição começar no território nacional em princípio não pode dar
continuidade só se for um caso mesmo grave.
Instrumento de fiscalização: Convenção de Chicago.

O espaço extra-atmosférico: não há uma definição concreta de onde começa (começa


onde termina o espaço aéreo internacional).
Há autores que dizem que não há necessidade de definição, quando referimos espaço
todos sabem ao que nos referimos.
Há autores a favor da necessidade:
Evitar conflitos informáticos, exploração espacial por privados, e pode haver problemas a
surgir daqui.
Critérios propostos:
- Começa onde acaba a atmosfera
- Começa onde já não pode haver vida humana
- Até onde os aviões podem voar
- Altura mínima da orbita de um satélite

Este espaço é também património comum da humanidade: há proibição da apropriação


territorial, proibição de colocação de armas de destruição maciça, utilização em benefício
de toda a humanidade e liberdade de exploração.

Instrumentos têm aumentado, devido ao desenvolvimento tecnológico que tem surgido


mais coisas.

Antártida: fora da jurisdição dos Estados, nenhum é soberano sob este território.
Espaço neutro, é objeto de estudo científico, todos os Estados se sentam periodicamente
para decidir coisas sobre este território.
Recentemente a proteção do ambiente tem sido muito discutida.

Casos práticos:
Nº1:
China colocou ilhas artificiais no mar e vem a militarizar essas ilhas, e a fazer exercícios
militares. Armada americana exerceu direito de visita.
1. A china tem legitimidade para instalar as ilhas? A primeira coisa é vamos pressupor
que estamos no Alto mar (se fosse na jurisdição, o direito internacional não tem
nada a ver com o direito internacional). No alto mar há o principio da liberdade, os
Estados são livres de fazer o que entenderem, podem construir ilhas artificiais, mas
tem que ser com fins pacíficos, mas no caso a China começou a militarizar, aqui
podemos problematizar, será que já estão a sair da liberdade.
Estados não podem querer apropriar se de territórios para proteção da humanidade.
2. Direito de visita: os Estados têm acesso a este. Requisitos: tem de haver um navio
de guerra, fala de Armada Americana portanto temos o 1º requisito, o navio que
recebe a visita não pode estar com imunidade e tem que haver suspeita daquelas
causas: pirataria, tráfico de escravos,… Neste caso não parece haver nenhuma
destas circunstâncias. as leis e regulamentos do Estado Costeiro, o 3 requisito não
se verificaria; o 2º requisito não se verifica porque os navios de guerra têm
imunidade. Não podiam exercer este direito de visita.
3. Se estamos no alto mar, por cima do alto mar vamos ter o espaço aéreo
internacional, princípio fundamental: liberdade de sobrevoo – o aviso não faz
sentido, porque não é espaço chines e há sim liberdade de sobrevoar.

Próximo Ppw; responsabilidade do Estado – TIJ


Responsabilidade internacional: não existiu sempre. Responsabilizar um Estado fica
sempre aquém do que verdadeiramente está em causa.
Regime de responsabilidade paralelo ao regime de responsabilidade cívica: é reparar
danos, não é julgar.
As empresas coletivas e Estados não podem fazer crimes, é feito por pessoas e portanto
ficou responsabilidade cívica.
Se os Estados têm capacidade jurídica internacional (celebrar convenções) e são
soberanos (tem autodeterminação) é necessário haver responsabilidade.
Se estamos um ente plenamente autónomo, também tem de ser responsável.

Responsabilidade internacional: assunto de caso pratico


Por Estados:
Violacao de obrigações internacionais (qualquer norma)
Vamos para o TIJ e aqui condena se o Estado passar a estar a cumprir o direito
internacional e indemnizar os lesados por este comportamento: responsabilidade
reparatória.

Por Individuos:
São responsáveis por crimes internacionais: crimes de guerra, genocídio, agressão, e
crimes contra a humanidade.
Vao para TPI e vao sancionar a pessoa e aplicam lhe uma pena

Por organizações internacionais:


A ONU tem assumido responsabilidade por vontade própria, e as empresas também tem
se responsabilizado por danos humanos.

Regime jurídico
Responsabilidade internacional dos Estados – não existe convenção ratificada e em vigor,
o suporte é projeto de artigos sobre a responsabilidade do Estado por atos ilícitos
internacionais – o objetivo deste projeto é tornar se uma convenção, mas ainda não é
uma convenção formalmente.
Ainda assim o TIJ tem aplicado os artigos e utilizam como convenção, ainda não é visto
como costume, os Estados têm agido como estes artigos fossem direito em vigor e
vincula os Estados como elemento interpretativo.

Requisitos da responsabilidade
1. Ato ilícito
Pode estar em causa:
Obrigacoes inter partes: Portugal e Espanha – acordo e um não paga, está em violação
Obrigacoes erga omnes: tratados multilaterais, quando estão escritos é mais fácil
verificar o incumprimento.

Violação simples: definida por oposição a grave


Violação grave: critério da norma violada – norma fundamental: ius cogens e a gravidade
da conduta do Estado, o Estado agir de forma grosseira. Art. 40 DARS, não estando
reunido os 2 requisitos que são cumulativos então é uma violação simples.
Consequências:
Outros Estados (terceiros) são obrigados a cooperar com a conduta e não cooperar com
o estado que está a incorrer a conduta.

Causas de exclusão da ilicitude: o ato é contrario ao DIP, continua a ser, mas fingimos
que não é, retiramos a censura jurídica sobre ele. Alguem que usa força para se defender
da força que foi contra ele, é errado o uso da força, mas deve se levantar a censura
porque só fez isso para legitima defesa. Continua a ser ilícito, mas neste caso só há a
exclusão por ser legitima defesa e esta só dura enquanto houver o motivo. O ato ser
contrario ao DIP não significa que não pode reparar danos que possam vir dali.

2. Nexo de imputação: ligar o ato ao sujeito que queremos responsabilizar


3. Dano: tem de ser ligado ao ato que é ressarcido
4. Nexo de causalidade: o ato provocou o dano

Declaracao declaratória e inibitória: Não havendo dano, ainda assim pode haver
interesse em ir se para o TIJ não pedindo indemnização, mas dizer que há incumprimento
da norma.
Dimensao compensatória: Se houver dano, ai ainda há a indemnização, mas o
objetivo/interesse é sempre para voltar a cumprir as normas.
Em regra, só se recorrer ao tribunal quando há dano, ai o Estado irá recorrer.

05/05/2022 – terça prática


Projeto de artigos sobre responsabilidade do Estado por atos ilícitos
internacionais: imprimir
Quando há imputação e ilicitude internacional praticado pelo Estado, ele tem de deixar
de fazer esse ato. – Dimensão declaratória e inibitória
Se houver lesão ou danos, alem de o Estado ser condenado para parar de praticar esses
danos, também é condenado a reparar os estragos que fez. – Dimensão compensatória

Pratica de um ato ilícito: viola obrigações internacionais, pode decorrer do costume,


princípios, jurisprudência anterior,… independe é um ato ilícito.

Violação grave: se violar normas imperativas, fundamentais – direitos humanos,


humanitário (guerra), distinção entre civis e militares num contexto armado; esta
violação também é grosseira e sistemática: acontece várias vezes.
Consequências: gera para outros estados -> não cooperar com as atividades, e nem
reconhecer legitimidade jurídica a estes
Violação simples é tudo o que não é grave

a) Ato ilícitos: são contrários ao direito internacional, sempre que não cumprem estão em
ilicitude.
O ato em causa continua a ser ilícito, no entanto, “fechamos os olhos” à ilicitude, retirar
a censura sobre o ato, isto porque o legitimo o Estado ter agido assim, como por ex. em
legitima defesa.
Nota imp: o Estado invocar uma causa de exclusão da ilicitude – mas havendo ocorrência
de danos, tem que se reparar danos na mesma.

Causas de exclusão da ilicitude: art.20 do projeto de artigos


 Consentimento do lesado: quando o Estado lesado (sofreu prejuízos) consentiu na
atuação do estado (responsável), este consentimento tem limites:
1º requisito deve ser livre (sem ameaça) e esclarecido (não deve estar em erro)
2º requisito o consentimento nunca pode violar as normas imperativas.
 Legitima defesa: art.21 DARS para os artigos das nações unidas
(estudar para o uso da força internacional)
 Contramedidas: há um conflito entre A e B, contramedida seria o Estado B
responde com um ato ilícito ao A que tinha também cometido um ato ilícito, estas
são pacificas (não é tao violenta), a legitima da defesa não – tem o uso da força.
Limites: art.22 remeter a 51
1. o Estado B que vai usar uma contramedida contra o Estado A vai primeiro avisar que
ele está a incumprir para ver se o problema resolve se sem ir para contramedidas
2. Dever de notificar a intenção de contramedidas e tentar negociar antes de usar
contramedidas
3. Não podem ser tomadas as contramedidas que violem o art.50
4. Contramedida tem que ser proporcional em relação à medida anterior
5. Contramedidas deixam de ser legitimas se já não há danos: motivos ou se um tribunal
estiver a decidir: já não há motivos porque o tribunal está a decidir
 Força maior: eventos externos inesperados, o Estado não poderia prever e deixa
este numa situação de fragilidade, por ex. catástrofes naturais.
Requisitos:
1. imprevisível e incontrolável
2. não pode ser resultado de um comportamento do Estado, nem ele ter assumido este
risco.
 Perigo: situação de perigo/ameaça que gera no Estado uma perturbação e que
leva o Estado a agir neste estado de angústia ou perturbação.
Requisitos:
1. não há outro meio de salvar a vida do autor ou pessoas sob o seu cuidado, só temos
perigo quando alguma vida está em perigo.
2. Não pode ter sido provocado pelo Estado
3. A atuação que o Estado adota neste perigo, não pode desencadear um perigo do
mesmo tamanho ou maior do que o perigo que está a responder.
 Estado de necessidade: situação de ameaça, o que está em causa é uma ameaça
a bens ou interesses de um Estado, e por isso, pode afetar outro Estado.
Requisitos:
1. O ato que se pratica tem que ser o único meio disponível para proteger um interesse
fundamental/essencial do estado: segurança nacional, independência (ocupação do
território).
2. Este ato não pode interferir com outros estados ou comunidade internacional.
3. Não pode haver antes uma convenção que precluda a invocação de estado de
necessidade.
4. O Estado que tiver em estado de necessidade, ele não pode ter contribuído para esse
ato.

b) Nexo de imputação: o ato ilícito que estamos a julgar é atribuível ao Estado. O Estado
são entidades abstratas não é tao simples que um ato foi praticado por um Estado,
porque estes não praticam atos, são as pessoas que agem em “representação” do
Estado.
Hipóteses: capítulo 2 dos artigos
 Ato praticado por deputados, juízes, forças armadas, executivo: membros da
administração publica se tiverem em exercício dos seus poderes
 Sujeitos que atuam no exercício desses poderes, embora não façam parte deles.
Por ex. a administração publica contrata muito as suas tarefas a empresas
privadas
 Ato praticado por órgão de um Estado que colocou ao serviço do Estado; ex. um
Estado fosse auxiliar outro estado em conflito, as ações seriam responsáveis do
Estado que pediu auxílio
 Sujeitos privados que atuam como agentes de facto de Estado: ex. grupos
rebeldes, milícias levam a cabo as condutas violentas, o Estado que apoiar isto
também é responsável
 Ex. do art.8 ou 9: Quando temos um Estado onde há um golpe de Estado, há um
período onde o Estado já não existe, mas ainda não foi declarado ainda nenhum
Estado, o grupo que levou o golpe atua em substituição do estado e é responsável
por esses termos.
 Aqui vamos responsabilizar o Estado anterior ou o que surgiu agora, normalmente
imputa-se ao Estado que vem depois
 Ato no seu nome

Situações de corresponsabilização:
Auxilio/assistência; controlo ou direção; coerção – a responsabilidade principal é do
Estado A, mas se o Estado B presta auxiliavam financeira, armada, ameaça o Estado A
para mandar milícias fazer x ou y -> B também é responsável.
Ou seja, uma responsabilidade não exclui a outra, o Estado B ajudar A, não se exclui a
responsabilidade do Estado A.

c) Dano
Num ato ilícito, pode trazer dano: prejuízo em virtude do comportamento.
Danos materiais: suscetíveis de avaliação pecuniária – define se um valor por ex. igreja é
possível fazer uma estimativa de valor
Danos morais: não dá para fazer avaliação pecuniária -> são prejuízos intelectuais,
sofrimento, não é possível fazer avaliação, mas é lhe dado um valor, fixa se um valor
simbólico para os danos morais, estes são mais difíceis de provar.

d) Nexo de causalidade
Houve danos -> liga o ato ao dano, tem que se provar que os danos ocorridos são uma
consequência do ato do Estado. Os danos são suscetíveis de serem ligados ao
comportamento.

Estado ligamos ao ato ilícito e este ao dano.

Invocação da responsabilidade internacional


Quem ir para o tribunal de justiça arguir a responsabilidade internacional e onde?
Estado lesado: destinatário direto da obrigação violada pelo ato ilícito, ex. obrigação do
uso de não força: temos o estado que usou a força indevidamente e o Estado que levou
com a força, o Estado tinha obrigação de não usar a agressão, e eles tem o direito de
não ser agredidos.
Este vai ser titular dos direitos à cessação da conduta ilícita, não repetição, reparação e
adotar contramedidas.

Estados não lesados: não diretamente lesados, podem invocar a responsabilidade do


Estado quando está em causa obrigações internacionais que gera responsabilidade. Aqui
só podem exigir que o estado responsável cesse a conduta e não a repita, não há
reparação porque não há dano.
Estados lesados: dano particular na sua esfera
 Quando temos um tratado bilateral, e uma das partes não cumpre, o outro será o
lesado.
 Obteve o direito em causa de uma decisão judicial, o B viola obrigação que tinha
com A, e tem que pagar uma compensação, ele não só violou o direito
internacional como também não paga a indemnização. O B tinha uma dupla
responsabilidade, o A tem o direito à indemnização, a decisão judicial é
vinculativa
 Tratados multilaterais, o Estado seja especialmente afetado ou então a conduta
do Estado que queremos responsabilizar altera a posição dos estados
destinatários. Queremos verificar se dentro dos Estados todos, quais são os que
acabam por ficar numa situação mais débil, são especialmente lesados.

Estados não lesados: não foi lesado diretamente


Quando estes podem invocar a responsabilidade de outro Estado:
- Obrigação abrangente que visa proteger interesses coletivos
- Obrigação que resulta de ius cogens, obrigação violada é devida à comunidade
internacional: qualquer cidadão propõe ação quando está em causa interesses
superiores.

Que conteúdo terá essa responsabilidade:


Temos 2 dimensões:
Inibitória quando se verifica o ato ilícito e nexo de imputação:

Alem do anterior, se verificar-se também a sentença compensatória: Dano e nexo de


causalidade – só os estados lesados têm direito a esta parte da reparação, tem este
dever.
Dever de reparação: tem várias modalidades:
 Restituição natural: caminho preferível, voltar a reconstituir a situação que existia
se a conduta ilícita como não tivesse existido. Art. 35 DARS
Problema desta: às vezes não é possível “voltar atrás no tempo” e repor tudo
como estava antes da conduta acontecer.
 Indemnização por equivalente: pagamos pelas coisas que ficaram destruídas,
vidas perdidas quando já não é possível repor à situação anterior art.36 DARS
 Satisfação moral: complemento das outras 2, esta aplica-se quando as anteriores
não “deixa tudo bem”, para alem da indemnização, também tem que
publicamente reconheça que violou o direito internacional e faça pedido
desculpas ou demonstração de arrependimento. Art. 37 DARS

Casos práticos:
Caso nº1: Nicarágua diz que Colômbia violou a ZEE, porque várias embarcações foram
intercetar navios de pesca e de investigação de Nicarágua.
1. Sim, porque a ZEE cada Estado tem o direito de pesca e de investigação científica, o
comportamento da Colômbia constitui uma violação de norma de direito internacional:
direito do mar, há ato ilícito. Há nexo de imputação, são forças armadas. Não parece
que haja dano, também assim não há nexo de causalidade.
2.É lhe imposto o dever de cessação e de não repetição dos atos.

Caso nº2: Israel faz fronteira com a Síria, Israel tem conflito com o Irão e milícias
armadas do Irão. Estes fizeram parceria com a Síria, e junto à fronteira o Irão tem
milícias nesta.
1. ato ilícito de Israel, atacou estruturas, pode haver ilicitude? Devido ao estado de
necessidade, não temos um ataque, mas temos situação de ameaça, é de necessidade e
não de perigo porque são os interesses do Estado, a segurança do território.
Ao preencher os requisitos de ilicitude, sem ilicitude, só precisamos excluir uma vez,
deixa de haver essa possibilidade
2. não é concedível com a exclusão da ilicitude

Caso nº3: Congo teve atos de agressão por milícias e forças armada pelo Uganda, no seu
território.
1. Autorizou: exclusão de ilicitude – consentimento do lesado. Se estas agressões fossem
levadas a cabo em 1998 a 1999, as causas de exclusão de ilicitude só valem enquanto
vigorar só havia de 98 para a frente, quanto ao nexo de imputação, eram forças
particulares, mas apoiado por Uganda: nexo de causalidade.
2. Danos morais, pessoas obrigadas a sair das suas casas, não há como calcular o valor,
perceber se havia causalidade, havendo fome e outros tipos de desastres é difícil
perceber se elas foram deslocadas por causa da agressão mesmo.
Antes de 98 não havia responsabilidade, apos em 1998 havia responsabilidade.

11/05/2022
Por que vias podemos obrigar o Estado a cumprir deveres:
Princípio da resolução pacifica de litígios: fundamental, após a II guerra mundial –
assegurar segurança e paz nacional.
Resulta em:
Proibição do uso da força
Normativização das relações internacionais: instrumentos para alcançar a resolução de
conflitos
Igualdade soberana dos Estados
Boa-fé em relações internacionais
Proteção dos direitos humanos

Meios não jurisdicionais: não há decisão importa por 3º


Negociações: estabelecimento de diálogo de 2 partes em conflito até chegar a um
acordo.
Esta às vezes assume a forma de diálogo diplomata/politico.
Existe aqui o princípio da consensualidade.
Chegam a acordos não estritamente jurídicos.

Bons ofícios: tem um 3º interveniente, não vai ter uma função especifica, só vai tentar
fazer com que as pessoas se entendam entre diálogo. Este 3º pode ser Estado,
organização internacional, ONG,…

Mediação: faz a aproximação como mediador, propõe solução – mais formal. Dá ideias
de solução

Inquérito: averiguar, fazer um 3º ver e dizer o que aconteceu ou não, este tem que ser
imparcial. Este pode servir para a arbitragem com os factos todos determinados para
depois aplicar corretamente o direito.
Ex. Invasão do Iraque pelos EUA

Conciliação: Próxima da arbitragem e antecede esta, o nosso conciliador propõe uma


solução que tem força superior à que o mediador coloca. Esta é apenas uma proposta e
não é vinculativa (não tem de acolher a proposta).
Meios jurisdicionais: decisão por um 3º que elabora decisão e é obrigatório as partes
vincularem. Aqui são obrigados a cumprir a decisão, caso contrário, terão consequências.

Decisões arbitrais: monólogo


É realizado por um voluntário e quem decide é um árbitro e não um juiz
Decisões jurisdicionais: resulta numa sentença pelo juiz
Princípio da subsidiariedade: preferência de que os conflitos internacionais se
resolvam nos tribunais. Aqui o problema é as imunidades dos Estados, um Estado ser
julgado por tribunal de outro Estado – não gostam, preferem privacidade.
Arbitragem internacional:
1ºmeio de resolver litígios mais formalizado que surgiu no DIP, arbitragem é mais
voluntaria.
Temos o Tribunal permanente de arbitragem:
Dá mais segurança aos Estados, é privada, quem está lá é um privado. É uma instituição,
não tem juízes com poderes.
Partes tem um grande controlo do processo pelas partes, tem maior eficácia conclusiva
(não há tantas burocracias), é mais rápida.

Desvantagens da arbitragem:
Na falta de regras, o processo pode tornar-se lento se as partes não fizerem acordos
Falta da autoridade do tribunal: não há uma autoridade, não é tao confiável
Por ser privado, os custos são elevados para as partes

Pode ser um acordo:


Ex ante: acordo anterior ao conflito – os estados fazem parte de uma clausula que fala do
conflito em que são obrigados a recorrer à arbitragem em caso de conflito.

Ex post: surge com o próprio conflito, para resolver. Tem que haver 2 partes na
arbitragem, e um conjunto de regras que as partes concordam para diminuir o conflito.
As partes têm controlo do processo: o conteúdo a ser discutido, fixam as regras
Poderes de cognição: tribunais tem de considerar a decisão.
É obrigatório para as partes a sentença e as partes ao podem recorrer a decisão, não há
recurso, só podem pedir ao TIJ para confirmar a decisão, não pode mudá-la.

Jurisdição internacional em sentido estrito:


Multiplicação de tribunais internacionais
Decisões dos tribunais nacionais são considerados internacionais (assim como vamos
buscar direito internacional para aplicar, os nossos tribunais também tratam de direito
da UE e, portanto, podem usa lo).
Especialização cada vez mais há tribunais que tratam de matérias especificas e isto
também acrescenta independência a estes.
Os litígios modernos são mais policêntricos, decorrendo diante de vários tribunais ao
mesmo tempo
TIJ: órgão das nações unidas, está acessível à maioria dos Estados. Os estados da ONU
são ligados ao estatuto TIJ.
Tem 15 juízes eleitos pela Assembleia e Conselho de segurança
Tem de haver maioria de 9 para decidir, pode também funcionar em secção dividem-se
em várias secções quando não estão todos os juízes.
TIJ julga qualquer violação do direito internacional.
TIJ julga Estados, quais?
- os que aceitaram a legislação do TIJ: temos a adesão ao estatuto ou adesão ad hoc.

Estados que fazem parte do estatuto: aderiram


Estados parte do estatuto: podem aderir ao tribunal
Todos os membros da ONU fazem parte do estatuto
E Estados não membros da ONU, mas que tenham aderido
Ambos vão recorrer a mecanismos iguais, podem aderir ao tribunal

Só Estados é que podem ir tribunal art.34, 35 do ETIJ dita as regras remissão ao art.93
CNU
O estado só sujeita à jurisdição do tribunal se aceitar

Estados que são parte: não basta apenas isso, 3 formas do estado dar consentimento à
jurisdição do tribunal em concreto
- Acordo ad hoc: caso concreto, perde efeitos quando esse caso acaba
- Convenção prévia: clausula que diz se houver conflito em relação à convenção X
- Clausula facultativa de jurisdição obrigatória: declaração unilateral dos Estados em que
aceitam a jurisdição.
- Forum prorogatum: não há uma base, ambos os estados têm de dar consentimento,
caso contrário não se pode avançar no processo. Estado dá consentimento tardio.

Estados partes do ETIJ: art.36 ETIJ


O tribunal ao ver se pode decidir o caso ou não, não é fácil porque há reservas das
clausulas e torna difícil o processo.

Funcionamento do tribunal:
Princípio do inquisitório: pode ordenar inquéritos para ter a certeza que a prova é
verídica
Princípio do pedido: o tribunal só pode decidir a questão que as partes tenham colocado
naquele caso concreto

Fases do processo:
- escrita: documentos, respostas
- oral: audição de testemunhas, conselhos
Características das sentenças do TIJ:
- Pode ser declarações de voto e votos de vencido (voto de um membro derrotado pela
posição que defendia)
- a decisão do TIJ tem efeitos para inter partes – a sua decisão é vinculante a ambas as
partes e tem que segui-la
- a decisão do tribunal não tem recurso, só caso surja outras provas pode haver uma
revisão
- Decisão definitiva e obrigatória: tem de se cumprir para não ter sentença
- Não há sistema de precedentes vinculativos (decisões/casos anteriores que o tribunal
use para resolver o conflito atual)

TIJ:
Função jurisdicional: resolve conflitos internacionais
Função consultiva: elabora juízes/decisões sobre problemas, questionamentos do direito
internacional

Legitimidade para requerer estas decisões ao TIJ: art. 65 e 96


- Assembleia geral da ONU
- Conselho de Segurança da ONU
- Órgãos e agências da ONU, caso a Assembleia geral autorize

19/05/2022
Caso prático sobre a resolução pacifica dos litígios:
Caso nº1:
Portugal alvo do processo jurisdicional, Jugoslávia colocou uma ação contra todos da
NATO (inclui Portugal).
Ser da ONU ou não importa para o TIJ? É importante, porque diz nos que o Estado aceitou
o estatuto deste.
Art.35 EITJ ao art.93 CNU
O Estado que não for membro das nações unidas, pode fazer parte do instituto se
aderir/aceitar condições da assembleia geral, caso não seja, art.35: aceitar as condições
do Conselho segurança.

Caso nº2:
Convencao denunciada:
No momento em que Nicarágua deu entrada inicial, temos de ver se ambos os estados
faziam parte da convenção, se não faziam parte (já havia denuncia) já não havia nada.
O pacto Bogotá dizia que cessava 1 dia após a denuncia, tinha passado 11 meses e 29
dias, faltava 1 dia para fazer um ano, ainda havia convenção. O importante é o dia que
entrou a peticao no tribunal.
2. é verdade, reconhecer que há incumprimento e recuperar danos: obrigações
internacionais também podem ser por fonte de tribunais interiores. Incumprem é
responsabilidade dos Estados.

Uso da força no DI:


O uso da força é prerrogativa do Estado, preservar a sua intimidade. A partir de Grócio
tentou justificar se o uso à força, antes ainda não era proibido, só não era recomendado.
Não recomendado usar a força > justificar quando se usar a força > evitar/proibido o uso

Carta das Nações Unidas


Há sempre conflitos armados, temos que ver o máximo para proibir o uso da força

Proibição do recurso à força:


Há 20 anos é proibida, porque há outras formas de recorrer sem ser o uso à força, e
menos graves e radicais. É mais fácil ver os conflitos entre países do que ataques
terroristas.
Plano internacional tem tentado enquadrar o que é uso à força ou não.

Carta das nações unidas cria o monopólio da coacao legitima:


Um polo tem o uso da força que é considerado legitimo, este é o Conselho de Segurança
das nações unidas. Estes tomam medidas ao que fazer quando há ameaças (art.39 e 42).
O Conselho de Segurança é responsável por exercer a força e fazer juízo de valor se
determinado uso da força é ou não legitimo. O conselho pode levar a cabo ações ele
próprio, no entanto, ela não tem uma força militarizada como tem os Estados.

Problemas que surge daqui:


Não ter uma força a nível militar é um problema, porque todos os outros Estados não
têm interesse em intervir em conflitos que não lhe dizem respeito. E devia de haver uma
intervenção humanitária por esta, uma força neutra pra intervir no terreno e não há.
A dependência da boa vontade dos Estados implica: se os estados não têm interesse em
intervir, a ONU fica sem força; por outro lado, faz com que a ONU seja mais permeável ao
controlo pelos Estados que intervem e ajudam-na.

Conselho de segurança tem monopólio de legitimidade, mas há excecoes:


- conselho de segurança autorizar um estado
- legitima defesa
- organizações regionais de segurança (NATO)
. ação contra antigos inimigos

Decisão do conselho de segurança: (intervém quando já há conflito prévio – o objetivo


dele é assegurar a paz)
Art.41 (sanções económicas) e 42 CNU
As medidas só são legitimas se forem proporcionais ao caso.

Art.43 e 47 > sistema de uso coletivo da força era pensado para um exército da ONU,
que nunca existiu, então funciona mais como autorização.
CS vota a favor ou contra sobre os Estados atuarem, mantem nível de controlo e direção
geral.

Legitima defesa:
Exclui a licitude do ato de agressão.
Esta exceção está prevista na CNU, mesmo que esta não tivesse na CNU, sempre seria
um instituto internacional reconhecido, nem que fosse costume.
Cada pessoa/Estado tem direito a auto-preservar e defender.

Quando o uso da força é considerado “defensivo”?


Legitima defesa clássica: quando uso da força cumpre as condições da CNU

Legitima Defesa preventiva: (extensão doutrinal) permite abusos, quando se permite


algo, vai querendo-se fazer outras coisas mais graves e não autorizadas.

Entendimento tradicional: art.51 – qualquer caso com legitima defesa: sai sempre
Legitima defesa pode ser individual ou coletiva.
Requisitos a cor:
1. Proteção de pessoas e bens contra ataque armado: só defesa com ataque prévio.
2. O ataque tem que ser atual e iminente
3. Provisoriedade do uso de força: CS tem que autorizar ou intervenção deste, exceto a
1ªação
4. Subsidiariedade do uso da força: não pode haver outra alternativa
5. Cumprimento do dever de notificação ao CS – remissão ao art.41
6. Respeito pelo princípio da proporcionalidade

Extensão doutrinal:
Questionar se 1. requisito e se o [Link] fosse atual e iminente se não era uma
exigências demasiadas. Se não reagirmos antes, já não vai valer de nada, já aconteceu

Legitima defesa preventiva: quando se sabe que há probabilidade de um ataque, antes


que ele aconteça – reagir.
Problema:
- arbitrariedade para ver se a ameaça é séria ou não
- abuso e manipulação das ameaças
Nota: elimina-se o requisito de haver ataque, mas a atualidade e iminência mantem se.

Apos 11 de setembro, se tivermos à espera de que vamos mesmo receber um ataque às


vezes era tarde demais.
Portando, quis se retirar os 2 primeiros requisitos
A Bush fez um ato de agressão ao Afeganistão, os talibãs que ajudavam em ataques
terroristas: ex. torre gémeas – esta ação na altura foi levada como legitima e não era
atualidade de conflito, apenas conjuntura.
Em 2003 fizeram outra invasão, a comunidade internacional começou a pensar como
poderia encaixar aquela ideia na legitima defesa
Surgiu a tese do dever de prevenir: acabar com o terrorismo
Esta invasão foi ao CS, não foi a favor porque a França não votou a favor, agiram na
mesma, mas houve uma condenação aos EUA por esta intervenção, mas nunca um
processo oficial de responsabilizar.

Organizações regionais de segurança:


Intervém para a segurança, podem intervir com ou sem autorização do CS:

Doutrina: Colinton Doctrine


A intervenção sem autorização do CS só justifica-se quando há estes requisitos
cumulativos:
1. atuacao de ultima ratio
2. Intervencao a cabo por estados que respeitam os direitos humanos
3. reparar o incumprimento de ius cogens da CNU
4. São violação muito graves a ius cogens
5. isto só pode se não houver uma resolução pelo CS, ou seja, os estados permanentes
não votem todos a favor, haja algum voto contra. Há um bloqueio do CS
Nestas circunstâncias exclui se a ilicitude com base em Estado de necessidade.

Ações contra os antigos inimigos: art.107 CNU (atacar a Alemanha, só porque sim)
Casos práticos:
Caso nº1:
EUA atacaram plataformas pretoliferas, tinha embarcações que não tinha nada a ver com
o conflito.
1. requisito verifica-se, o 2 também, 3 sim, 4 em principio sim, 5 sim.
Não ficou provado a legitima defesa, teria que atacar de onde veio o ataque e não se
sabe de onde veio. Não havia vinculo.

Caso º2:
1. Os EUA prestaram apoio às milícias no terreno, em relação à responsabilidade
2. legitima defesa coletiva existe, é necessário ver todos os requisitos. O Estado teve que
ter convite para ajuda lo na legitima defesa, os EUA disseram que foi requerido, mas os
EUA disse que foi, no entanto, os Estados disseram que não pediram ajuda. Não se
justificou a ação, não havia vinculo comprovado.

Caso nº3:
O objeto do litigio tem que precaver no âmbito da convenção, não basta Portugal e
espanha celebrar a convenção de barragens e depois ter outro conflito e justificar com
base a jurisdição da convenção das barragens.

c) estão legitima defesa preventiva, a NATO expandiu-se tanto porque era um perigo
para eles.

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