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Programa Fundamental Módulo I - Roteiro 3

O documento aborda a existência e a sobrevivência do Espírito, citando provas e fenômenos que demonstram a individualidade da alma após a morte. Também discute a progressão dos Espíritos e a influência deles em nossos pensamentos e ações, além de esclarecer o conceito de mediunidade e suas características. As atividades sugeridas visam promover a compreensão e a discussão sobre esses temas entre os participantes.

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mr.neubaner
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Programa Fundamental Módulo I - Roteiro 3

O documento aborda a existência e a sobrevivência do Espírito, citando provas e fenômenos que demonstram a individualidade da alma após a morte. Também discute a progressão dos Espíritos e a influência deles em nossos pensamentos e ações, além de esclarecer o conceito de mediunidade e suas características. As atividades sugeridas visam promover a compreensão e a discussão sobre esses temas entre os participantes.

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ROTEIRO 3 Provas da existência e da sobrevivência do Espírito

Objetivo específico
■ Citar provas da existência e da sobrevivência do Espírito.
Conteúdo básico
■ A alma do homem sobrevive ao corpo e conserva a sua individualidade após a morte
deste. Allan
Kardec: Obras póstumas. Primeira parte, item 7.
■ Provam a existência da alma os atos inteligentes do homem, por isso eles hão de ter
uma causa
inteligente e não uma causa inerte. Que ela independe da matéria está demonstrado
de modo
patente pelos fenômenos espíritas que a mostram agindo por si mesma [...]. Allan
Kardec: Obras
póstumas. Primeira parte, item 6.
■ A sobrevivência desta [da alma] à morte do corpo está provada de maneira
irrecusável e até certo
ponto palpável, pelas comunicações espíritas. Sua individualidade é demonstrada pelo
caráter e
pelas qualidades peculiares a cada um. Essas qualidades, que distinguem umas das
outras as almas,
lhes constituem a personalidade. [...] Além dessas provas inteligentes, há também a
prova material
das manifestações visuais, ou aparições, tão freqüentes e autênticas, que não é lícito
pô-las em
dúvida. Allan Kardec: Obras póstumas. Primeira parte, item 7.
Sugestões didáticas Introdução
■ Iniciar a reunião com a apresentação dos resultados – previamente tabulados – da
pesquisa
indicada, na semana anterior, como atividade extraclasse.
■ Passar a palavra a cada participante para apresentação do seu trabalho.
Desenvolvimento
■ Fazer comentários pertinentes aos resultados apresentados, destacando, por
exemplo, se o
número de respondentes que acreditam na sobrevivência do Espírito é significativo;
quais foram as
melhores provas apresentadas, etc.
■ Em seguida, pedir à turma que se organize em oito duplas. Cada dupla tem a
incumbência de
fornecer provas da existência e sobrevivência do Espírito, após a leitura de texto
específico dos
subsídios. A organização das duplas é a seguinte:
• dupla nº 1 – texto: fenômeno de exteriorização da alma;
• dupla nº 2 – texto: casas mal-assombradas;
•dupla nº 3 – textos: fenômeno de mesas girantes e manifestação dos Espíritos pela
audição e pela
palavra;
•dupla nº 4 – texto: manifestação dos Espíritos pela escrita;
•dupla nº 5 – texto: aparições e materializações dos Espíritos;
•dupla nº 6 – textos: xenoglossia e transcomunicação instrumental;
•dupla nº 7 – textos: experiência de quase morte e visões no leito da morte;
•dupla nº 8 – texto: fenômenos que demonstram a reencarnação.
• Aumentar ou diminuir a quantidade de duplas de acordo com o número de
participantes. A
atividade pode ser realizada também em grupos de três ou mais pessoas.
■ Pedir às duplas que citem, em plenário, as provas da existência e sobrevivência do
Espírito,
retiradas do texto lido.
Conclusão
■ Para fechar a reunião, fazer comentários gerais a respeito das apresentações,
utilizando as idéias
constantes da primeira página dos subsídios deste Roteiro.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se as provas apresentadas pelos participantes,
a partir da
pesquisa realizada e do trabalho desenvolvido pelas duplas, demonstrarem que houve
comprovação da existência e sobrevivência do Espírito.
Técnica(s):
Pesquisa; estudo em duplas.
Recurso(s): questões e dados da pesquisa; : subsídios do Roteiro; lápis/ caneta; papel.
ROTEIRO 4 Progressão dos Espíritos
Objetivos específicos
■ Explicar, em linhas gerais, como se dá a progressão dos Espíritos.
■ Identificar a hierarquia dos Espíritos, segundo a escala espírita.
Conteúdo básico
■ Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que se melhoram?
São os
próprios Espíritos que se melhoram e, melhorando-se, passam de uma ordem inferior
para outra
mais elevada. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 114.
■ Os Espíritos são classificados em [...] ordens, conforme o grau de perfeição que
tenham
alcançado. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 96.
■ As ordens ou graus de perfeição dos Espíritos são [...] ilimitadas em número, porque
entre elas
não há linhas de demarcação traçadas como barreiras, de sorte que as divisões
podem ser
multiplicadas ou restringidas livremente. Todavia, considerando-se os caracteres
gerais dos
Espíritos, elas podem reduzir-se a três principais. Na primeira, colocar-se-ão os que
atingiram a
perfeição máxima: os puros Espíritos. Formam a segunda os que chegaram ao meio da
escala: o
desejo do bem é o que neles predomina. Pertencerão à terceira os que ainda se
acham na parte
inferior da escala: os Espíritos imperfeitos. A ignorância, o desejo do mal e todas as
paixões más
que lhes retardam o progresso, eis o que os caracteriza. Allan Kardec: O livro dos
espíritos, questão
97.
Sugestões didáticas Introdução
■ Explicar, em linhas gerais, como se dá a progressão dos Espíritos (primeira página
dos subsídios)
Desenvolvimento
■ Pedir aos participantes que leiam, em voz alta e seqüencialmente, o item 2 (dois)
dos subsídios,
de forma que todos possam contribuir com a leitura de um pequeno trecho.
■ Solicitar a formação de três grupos de estudo, entregando folhas de papel em
branco e
lápis/caneta a cada equipe.
Esclarecer que o trabalho em grupo deve ser realizado assim:
a) o grupo 1 escreve numa folha de papel em branco duas características dos Espíritos
da terceira
ordem da escala espírita: Espíritos imperfeitos (item 2.1 dos subsídios); o grupo 2
escreve duas
características dos Espíritos da Segunda ordem: Bons Espíritos (item 2.2 dos
subsídios); o grupo 3
escreve duas características dos Espíritos da primeira ordem: Espíritos puros (item 2.3
dos
subsídios);
b) terminada essa etapa do trabalho, recolher as folhas de papel, redistribuindo-as
entre os grupos,
como num rodízio: as anotações do grupo 1 vão para o grupo 2; as do grupo 2, para o
grupo 3; as
do grupo 3, para o grupo 1. Pedir aos grupos que escrevam mais duas características
dos Espíritos,
segundo a ordem da escala espírita que têm em mãos;
c) continuar na execução do rodízio, repetindo o procedimento descrito no item «b»,
até que todas
as características dos Espíritos tenham sido registradas nas folhas de papel;
d)recolher as anotações, solicitar a presença de três voluntários à frente da turma
(cada voluntário
deve representar um grupo), pedindo-lhes que leiam as características dos Espíritos,
registradas
pelos grupos e identificadas por Allan Kardec na escala espírita (questões 100 a 107
de O Livro dos
Espíritos). Observação: O controle do tempo é fundamental na execução dessa
atividade. Sendo
assim, estabelecer a média de 2 minutos, por rodízio, nos grupos de até 8
participantes (turma de
24 pessoas).
Conclusão:
■ Verificar se alguma característica importante foi excluída, fazendo as correções
necessárias.
Encerrar a reunião, ressaltando a importância do próximo módulo (Comunicabilidade
dos Espíritos),
em razão de ter sido a mediunidade o instrumento pelo qual a revelação espírita
chegou até nós.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes executarem a atividade com
ordem e
entusiasmo, escrevendo, na folha de papel, as características dos Espíritos, de acordo
com a escala
espírita.
Técnica(s):
Exposição; leitura seqüencial; rodízio de textos.
Recurso(s):
Subsídios do Roteiro; folhas de papel em branco; lápis/caneta.
MÓDULO V Comunicabilidade dos Espíritos
OBJETIVO GERAL Possibilitar entendimento do processo de comunicação dos Espíritos
com o
mundo corporal.
ROTEIRO 1 Influência dos Espíritos em nossos pensamentos e atos, e nos
acontecimentos da vida
Objetivos específicos
■ Identificar a natureza da influência dos Espíritos em nossos pensamentos e atos, e
nos
acontecimentos da vida.
■ Explicar como se processa essa influência.
■ Indicar a forma de neutralizar as más influências espirituais.
Conteúdo Básico
■ Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Muito mais do que
imaginais.
Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem. Allan Kardec: O livro
dos espíritos,
questão 459.
■ Como distinguirmos se um pensamento sugerido procede de um bom Espírito ou de
um Espírito
mau? Estudai o caso. Os bons Espíritos só para o bem aconselham. Compete-vos
discernir. Allan
Kardec: O livro dos espíritos, questão 464.
■ Atuando sobre a matéria, podem os Espíritos manifestar-se de muitas maneiras
diferentes: por
efeitos físicos, quais os ruídos e a movimentação de objetos; pela transmissão do
pensamento, pela
visão, pela audição, pela palavra, pelo tato, pela escrita, pelo desenho, pela música,
etc. Numa
palavra, por todos os meios que sirvam a pô-los em comunicação com os homens.
Allan Kardec:
Obras póstumas. Primeira parte – Manifestações dos Espíritos, item 14.
■ Por que meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos? Praticando o bem
e pondo em
Deus toda a vossa confiança. [...]. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 469.
Sugestões didáticas Introdução
■ Apresentar o assunto e os objetivos da aula.
■ Mostrar, em transparência ou cartaz, a questão 459 de O Livro dos Espíritos, e
solicitar aos
participantes que, em grupos de três, expliquem o conteúdo da referida questão.
Desenvolvimento
■ Ouvir as idéias expostas pelos grupos, comentando-as. Ressaltar que a possibilidade
de os
Espíritos nos dirigirem está subordinada ao acolhimento que lhes damos em nossos
pensamentos.
■ Dividir a turma em pequenos grupos, que deverão realizar as seguintes tarefas:
1. Ler os subsídios do roteiro.
2. Responder às seguintes perguntas:
a) Como distinguir se um pensamento que nos é sugerido procede de um bom Espírito
ou de um
Espírito imperfeito?
b)Qual a relação entre a nossa conduta moral e a natureza da influência que
recebemos dos
Espíritos?
c) Dizem os Espíritos Superiores que temos a liberdade de seguir os bons Espíritos ou
os Espíritos
imperfeitos. Que procedimentos, então, deveremos adotar para atrair a atenção dos
bons
Espíritos?
■ Ouvir o relato dos grupos, prestando-lhes os esclarecimentos necessários.
■ Explicar como se processa a influência dos Espíritos em nossos pensamentos e atos,
e nos
acontecimentos da vida.
■ Distribuir entre os participantes cópias da narrativa do Espírito Neio Lúcio intitulada
O poder das
trevas (Jesus no Lar, item 39), fazendo uma leitura em voz alta da mesma.
■ Destacar, em conjunto com os participantes, pontos significativos da narrativa.
Conclusão
■ Concluir a aula ressaltando a determinação dos Espíritos imperfeitos no sentido de
nos atrair para
o mal e a vigilância que devemos ter, sobre nós mesmos, a fim de neutralizar-lhes a
ação e não
perder as oportunidades de progresso que as leis divinas nos oferecem.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes realizarem corretamente os
trabalhos de
grupo.
Técnica(s):
Exposição; trabalho em pequenos grupos; leitura reflexiva.
Recurso(s):
Cartaz/transparência; textos; papel; lápis/caneta.
ROTEIRO 2 Mediunidade e médium
Objetivos específicos
■ Emitir conceito de mediunidade e de médium.
■ Esclarecer a finalidade da mediunidade.
Conteúdo Básico
■ A mediunidade é inerente a uma disposição orgânica, de que qualquer homem pode
ser dotado,
como da de ver, de ouvir, de falar. [...] A mediunidade é conferida sem distinção, a fim
de que os
Espíritos possam trazer a luz a todas as camadas, a todas as classes da sociedade, ao
pobre como ao
rico; aos retos, para os fortificar no bem, aos viciosos para os corrigir. [...] A
mediunidade não
implica necessariamente relações habituais com os Espíritos superiores. É apenas uma
aptidão para
servir de instrumento mais ou menos dúctil aos Espíritos, em geral. O bom médium,
pois, não é
aquele que comunica facilmente, mas aquele que é simpático aos bons Espíritos e
somente deles
tem assistência. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 24, item 12.
■ Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse
fato, médium.
Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo.
Por isso
mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois,
dizer-se que
todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam
aqueles em quem
a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes,
de certa
intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. Allan
Kardec. O
livro dos médiuns. Segunda parte. Cap. 14, item 159.
Sugestões didáticas Introdução
■ Apresentar o assunto e os objetivos da aula.
■ Solicitar aos participantes que se organizem, livremente, em duplas.
■ Entregar a cada dupla cinco tiras de papel (tamanho 21cm x 10cm,
aproximadamente), caneta
hidrográfica.
Desenvolvimento
■ Pedir às duplas que leiam atentamente os subsídios do Roteiro.
■ Em seqüência, propor-lhes as questões a seguir, cujas respostas deverão ser escritas
nas tiras de
papel recebidas (uma resposta em cada tira):
1. Que se entende por mediunidade?
2. Dar um conceito de médium.
3. Comentar a seguinte assertiva, constante nos subsídios: A mediunidade é
concedida sem
distinção (...).
4. Por que a mediunidade não implica relações habituais com os Espíritos Superiores?
5. Qual a finalidade da mediunidade?
Observação:
Após cada questão, dar tempo razoável para a resposta. Nesta fase da tarefa, não
deve haver
consulta aos subsídios do Roteiro.
■ Quando todas as respostas tiverem sido dadas, pedir a um representante de cada
dupla que afixe
as referidas tiras de papel à vista de todos, conforme o exemplo abaixo:
■ Depois de serem afixadas todas as tiras, pedir a dois participantes que marquem as
respostas
que julgarem adequadas, lendo-as a seguir. · Fazer a correção das respostas em
conjunto com a
turma, prestando os esclarecimentos devidos.
Conclusão
■ Concluir a aula reforçando os conceitos de mediunidade e de médium, e a finalidade
da
mediunidade.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes souberem emitir conceitos
corretos de
mediunidade e de médium, e esclarecer a finalidade da mediunidade.
Técnica(s): exposição; trabalho em duplas.
Recurso(s): subsídios do Roteiro; tiras de papel; canetas hidrográficas; questões; mural
ROTEIRO 3 Mediunidade com Jesus
Objetivo específico
■ Enumerar as características da mediunidade com Jesus.
Conteúdo básico
■ Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os
demônios. Dai
gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido. Mateus, 10:8.
■ Mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente. Se
há um gênero
de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a
mediunidade
curadora. [...] O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos; não tem
o direito de
vendê-lo. Jesus e os apóstolos, ainda que pobres, nada cobravam pelas curas que
operavam. Allan
Kardec: O evangelho segundo espiritismo. Cap. 26, item 10.
■ Os médiuns atuais [...] igualmente receberam de Deus um dom gratuito: o de serem
intérpretes
dos Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e
conduzi-los à fé,
não para lhes vender palavras que não lhes pertencem, a eles médiuns, visto que não
são fruto de
suas concepções, nem de suas pesquisas, nem de seus trabalhos pessoais. Deus quer
que a luz
chegue a todos; não quer que o mais pobre fique dela privado [...]. Tal a razão por que
a
mediunidade não constitui privilégio e se encontra por toda parte. Fazê-la paga seria,
pois, desviá-la
do seu providencial objetivo. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Cap.
26, item 7.
■ A par da questão moral, apresenta-se uma consideração efetiva não menos
importante, que
entende com a natureza mesma da faculdade. [...] É que se trata de uma faculdade
essencialmente
móvel, fugidia e mutável, com cuja perenidade, pois, ninguém pode contar. Allan
Kardec: O
evangelho segundo o espiritismo. Cap. 26, item 9.
Sugestões didáticas Introdução
■ Apresentar em transparência, ou cartaz, as seguintes palavras de Jesus: “Curai os
enfermos,
limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes,
de graça dai.”
(Mateus, 10:8).
■ Em seguida, solicitar aos participantes que manifestem seu entendimento sobre
esse ensino. Não
comentar as idéias emitidas.
Desenvolvimento
■ Dividir a turma em grupos de cinco participantes para a realização da seguinte
tarefa:
1. ler os subsídios do Roteiro;
2. trocar idéias a respeito do conteúdo lido, pedindo esclarecimentos ao monitor, se
necessário;
3. elaborar quatro perguntas, que serão, oportunamente, dirigidas aos demais grupos
(uma
pergunta para cada grupo).
■ A seguir, solicitar ao representante do grupo 1 que dirija as perguntas formuladas
pelo seu grupo
aos demais. O mesmo procedimento deverá ser adotado em relação aos outros
grupos.
Observação: À medida que os grupos vão respondendo às perguntas, um dos
participantes,
escolhido pelo monitor, marcará, no quadro de giz ou flip-chart, os pontos ganhos
pelas respostas
certas (um ponto para cada acerto).
■ Ao final da tarefa, destacar o grupo ou os grupos que mais acertaram. Em
seqüência, fazer uma
exposição sobre as características da mediunidade com Jesus, tendo por base os
subsídios e a
referência bibliográfica do roteiro, prestando os esclarecimentos necessários.
Conclusão
■ Voltar à citação evangélica apresentada na introdução, ressaltando o significado das
palavras de
Jesus: “De graça recebestes, de graça dai”.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes conseguirem caracterizar a
mediunidade
com Jesus.
Técnica(s): torneio entre grupos; exposição.
Recurso(s): subsídios do Roteiro; transparência/cartaz; quadro de giz / flip-chart;
giz/pincel
atômico; papel; lápis/ caneta
M Ó D U L O VI Reencarnação
OBJETIVO GERAL Possibilitar entendimento da reencarnação sob a ótica da Doutrina
Espírita
ROTEIRO 1 Fundamentos e finalidade da reencarnação
Objetivos específicos
■ Relacionar a doutrina da reencarnação com a manifestação da justiça divina.
■ Explicar a relação de causa e efeito no processo reencarnatório.
■ Citar as finalidades da reencarnação.
■ Esclarecer como atingir essas finalidades.
■ A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o Espírito muitas
existências
sucessivas, é a única que corresponde à idéia que formamos da justiça de Deus para
com os
homens que se acham em condição moral inferior; a única que pode explicar o futuro
e firmar as
nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por
novas
provações. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam. Allan Kardec: O livro dos
espíritos, questão
171 – comentário.
■ Se admitimos a justiça de Deus, não podemos deixar de admitir que esse efeito tem
uma causa; e
se esta causa não se encontra na vida presente, deve achar-se antes desta, porque
em todas as
coisas a causa deve preceder ao efeito [...]. Allan Kardec: O que é o espiritismo. Cap. 3
– O homem
durante a vida terrena, item 134.
■ Qual o fim objetivado com a reencarnação? Expiação, melhoramento progressivo da
Humanidade. Sem isto, onde a justiça? Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão
167.
■ A obrigação que tem o Espírito encarnado de prover ao alimento do corpo, à sua
segurança, ao
seu bem-estar, o força a empregar suas faculdades em investigações, a exercitá-las e
desenvolvê
las. Útil, portanto, ao seu adiantamento é a sua união com a matéria. Daí o constituir
uma
necessidade a encarnação. [...]. Allan Kardec: A gênese. Cap. 11, item 24.
Sugestões didáticas Introdução
■ Apresentar, no início da reunião, os objetivos específicos do tema, comentando-os
rapidamente.
Desenvolvimento
■ Propor à turma, em seguida, a realização de um exercício, fundamentado na técnica
buscando o
consenso, tendo em vista a necessidade de desenvolver as idéias expressas nos
objetivos. Explicar
que a correta execução da tarefa requisita a aplicação das seguintes regras:
a) leitura, silenciosa e individual, do item 2 dos subsídios (Finalidades da
reencarnação);
b)formação de grupos, após a leitura;
c) recebimento de uma listagem de 10 itens, relacionados ao conteúdo da aula, para
ser lida,
coletivamente, em cada grupo (veja anexo);
d) seleção, por consenso grupal, de 3 itens considerados como finalidades da
reencarnação, e de 1
item entendido como sendo fundamento da reencarnação. Fazer releitura do texto dos
subsídios,
se necessário;
e) enumeração dos itens selecionados de 1 a 4 – também por consenso do grupo –,
segundo a
importância atribuída a cada um deles (assim, o de nº 1 tem maior importância que o
de nº 4).
f) na busca do consenso, pedir à turma que evite o recurso do voto, do meio- termo ou
da
imposição da vontade. O importante é que o grupo aprenda a discutir, ceder ou
defender pontos de
vista, de forma equilibrada.
■ Pedir aos grupos que apresentem, em plenário, as conclusões do trabalho, assim
como as
justificativas que serviram de base para a seleção e a enumeração dos itens.
■ Colocar pincéis atômicos e folhas de papel pardo à disposição dos grupos, para
serem utilizados
nas apresentações.
■ Emitir comentários sobre as conclusões apresentadas, fazendo os possíveis ajustes.
Conclusão
■ Retomar os objetivos do tema, comentados no início da aula, destacando: a relação
que existe
entre a doutrina da reencarnação e a justiça divina; a relação de causa e efeito que
ocorre no
processo reencarnatório; as finalidades da reencarnação; como atingir essas
finalidades.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes souberem selecionar
corretamente os
fundamentos e as finalidades da reencarnação, tendo como base o texto dos subsídios
e as idéias
expressas pelo monitor no início da reunião.
Técnica(s): exposição; buscando o consenso.
Recurso(s): subsídios do Roteiro; listagem de itens sobre fundamentos e finalidades da
reencarnação; pincéis atômicos, folhas de papel pardo.
Anexo
Listagem de itens sobre fundamentos e finalidades da reencarnação I. «A obrigação
que tem o
Espírito encarnado de prover ao alimento do corpo, à sua segurança, ao seu bem-
estar, o força a
empregar suas faculdades em investigações, a exercitá-las e desenvolvê-las. Útil,
portanto, ao seu
adiantamento é a sua união com a matéria.» Allan Kardec: A gênese, cap. 11, item 24.
II. «Mediante as diversas existências corpóreas é que os Espíritos se vão expungindo,
pouco a
pouco, de suas imperfeições. As provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem
suportadas.
Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio que limpa as
chagas e cura o
doente.» Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo, cap. 5, item 10.
III. Pelo «[...] trabalho inteligente que ele [o Espírito] executa em seu proveito, sobre a
matéria,
auxilia a transformação e o progresso material do globo que lhe serve de habitação. É
assim que,
progredindo, colabora na obra do Criador, da qual se torna fator inconsciente.» Allan
Kardec: A
gênese, cap. 11, item 24.
IV. Os Espíritos Superiores esclarecem que há expiação nas diferentes existências no
plano material,
tendo em vista o «melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a
justiça?» Allan
Kardec: O livro dos espíritos, questão 167.
V. «Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram
passando
pelos diferentes graus da hierarquia espírita. [...] A vida material é uma prova que lhes
cumpre
sofrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta perfeição moral.» Allan
Kardec: O livro dos
espíritos, introdução 6, p. 24.
VI. «As diferentes existências corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca
regressivas
[...].» Allan Kardec: O livro dos espíritos, introdução 6, p. 25.
ROTEIRO 2 Provas da reencarnação
Objetivo específico
■ Citar provas da reencarnação.
Conteúdo básico
■ As qualidades inatas que as pessoas [...] trazem consigo constituem a prova de que
já viveram e
realizaram certo progresso. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 3,
item 13.
■ As lembranças espontâneas ou provocadas de existências passadas são evidências
da
reencarnação. Os casos espontâneos de lembranças reencarnatórias, manifestados
por crianças e
adultos, não são raros, como pode pensar-se. Hernani Guimarães Andrade:
Reencarnação no Brasil.
Cap. 1 – Casos resolvidos e não-resolvidos.
■ O conhecimento do pretérito, através das revelações ou das lembranças, chega
sempre que a
criatura se faz credora de um benefício como esse, o qual se faz acompanhar, por sua
vez, de
responsabilidades muito grandes no plano do conhecimento [...]. Emmanuel: O
consolador, questão
370.
■ A reencarnação pode ainda ser comprovada por outros meios, tais como: ditados
mediúnicos,
fenômenos de quase-morte e de transcomunicação instrumental.
Sugestões didáticas Introdução
■ Introduzir o tema, explicando, em linhas gerais, provas ou evidências da
reencarnação.
■ Apresentar um cartaz com duas colunas. A primeira coluna deve conter uma
listagem de provas
ou evidências da reencarnação (veja subsídios deste Roteiro). A segunda coluna traz
esclarecimentos ou exemplos de cada prova ou evidência citada.
Desenvolvimento
■ Pedir à turma que colabore no desenvolvimento do tema da reunião. Neste sentido,
esclarecer
que os participantes devem realizar, respectivamente, uma tarefa individual e uma
tarefa grupal,
de acordo com o seguinte roteiro:
Primeira etapa – trabalho individual
a) leitura de pequenos textos (veja anexo);
b)registro escrito dos fatos que comprovam a reencarnação em cada texto lido (se
necessário,
buscar orientação no cartaz afixado pelo monitor).
Segunda etapa – trabalho em grupo
a) integração num grupo de até seis pessoas;
b)leitura da síntese do Roteiro;
c) desenvolvimento de tarefa cooperativa que pressupõe: troca de idéias, seleção e
complementação do que foi realizado, individualmente, na primeira etapa;
d)elaboração de um relatório conclusivo do grupo, contendo: os fatos ou evidências
que
comprovam a reencarnação; a explicação sucinta do fato ou evidência assinalada;
e) indicação de relator que deverá apresentar as conclusões.
Conclusão
■ Ouvir os relatos com atenção, verificando se todas as provas, citadas e explicadas
nos subsídios,
foram atendidas. Caso contrário, fazer as correções devidas.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes citarem corretamente, no
relatório, as
provas da reencarnação.
Técnica(s): exposição; estudo cooperativo.
Recurso(s): subsídios do Roteiro; cartaz; textos; lápis/caneta; folhas de papel.
Anexo
Provas da reencarnação
1) «Qual a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudo
prévio, parecem
ter a intuição de certos conhecimentos, o das línguas, do cálculo, etc?» — «Lembrança
do passado;
progresso anterior da alma, mas de que ela não tem consciência.» Allan Kardec: O
livro dos
espíritos, questão 219.
2) «Podemos ter algumas revelações a respeito de nossas vidas anteriores?» — «Nem
sempre.
Contudo, muitos sabem o que foram e o que faziam. Se se lhes permitisse dizê-lo
abertamente,
extraordinárias revelações fariam sobre o passado.» Allan Kardec: O livro dos espíritos,
questão
395.
3) «Os [...] Espíritos não nos trazem um ato de notoriedade e sabe-se com que
facilidade alguns
dentre eles tomam nomes que nunca lhes pertenceram. [...] A identidade dos Espíritos
das
personagens antigas é a mais difícil de se conseguir, tornando-se muitas vezes
impossível, pelo que
ficamos adstritos a uma apreciação puramente moral. [...] Muito mais fácil de se
comprovar é a
identidade, quando se trata de Espíritos contemporâneos, cujos caracteres e hábitos
se conhecem,
porque, precisamente, esses hábitos, de que eles ainda não tiveram tempo de
despojar-se, são que
os fazem reconhecíveis e desde logo dizemos que isso constitui um dos sinais mais
seguros de
identidade.» Allan Kardec: O livro dos médiuns, cap. 24, itens 255 e 257.
4) Os Espíritos podem comunicar-se por diversas «[...] maneiras: por meio de
gravadores, de fitas
magnéticas, por telefone (secretária eletrônica), por computador e, também, por via
mediúnica.»
Hernani Guimarães de Andrade: A transcomunicação através dos tempos.São Paulo:
FÉ, 1997. Cap.
II.
5) No auxílio a Espíritos presos a idéias fixas, os benfeitores espirituais podem atuar
no centro da
memória desses infelizes sofredores. Por meio da movimentação fluídica e indução
verbal, é
possível fazê-los recordar traumas. No livro Entre a Terra e o Céu, o Espírito André Luiz
nos traz um
exemplo: «Ante a surpresa que se estampou no semblante da interpelada, a
orientadora, num
gesto que nos era conhecido, nas operações magnéticas de Clarêncio, acariciou-lhe a
fronte, de
leve, e repetiu: — Lembre-se! lembre-se!... Bafejada pelo poder de Irmã Clara, em
determinados
centros da memória, Antonina fez-se pálida e exclamou, controlando a própria
emoção: — Sim, sou
eu a cantora! Revejo, dentro de mim, os quadros que se foram!... Os conflitos no
Paraguai!... Uma
chácara em Luque!... a família ao abandono!... José Esteves, hoje Mário...» Francisco
Cândido
Xavier: Entre a terra e o céu. Rio de Janeiro: FEB, 2005, cap. 39.
6) O fenômeno de quase-morte «[...] é o estado de morte clínica experimentado
durante alguns
momentos, após os quais a pessoa retorna à vida do corpo físico. Os relatos do que se
passou,
feitos aos médicos e enfermeiras, por meio de indivíduos de várias culturas e credos,
coincidem
com o que diz o Espiritismo e demais religiões reencarnacionistas.» Hernani
Guimarães de Andrade:
Morte: uma luz no fim do túnel. São Paulo: FÉ, 1999, p. 16.
ROTEIRO 3 Retorno à vida corporal: o planejamento reencarnatório
Objetivo específico
■ Explicar como é realizado o planejamento reencarnatório.
Conteúdo Básico
■ De acordo com a Doutrina Espírita, o planejamento reencarnatório pode ser
concebido pelo
próprio Espírito que deseja reencarnar ou por Espíritos mais esclarecidos,
especialmente
designados para esta tarefa. Na primeira situação, o Espírito [...] escolhe o gênero de
provas por
que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio. Allan Kardec: O livro dos
espíritos, questão
258. Na outra situação, Deus lhe supre a inexperiência, traçando-lhe o caminho que
deve seguir,
como fazeis com a criancinha. Deixa-o, porém, pouco a pouco, à medida que o seu
livre-arbítrio se
desenvolve, senhor de proceder à escolha [...]. Allan Kardec: O livro dos espíritos,
questão 262.
■ Cada entidade reencarnarnante apresenta particularidades essenciais na
recorporificação a que
se entrega na esfera física [...]. Os Espíritos categoricamente superiores [...] podem
plasmar por si
mesmos [...] o corpo em que continuarão as futuras experiências [...]. Os Espíritos
categoricamente
inferiores, na maioria das ocasiões, [...] entram em simbiose fluídica com as
organizações femininas
a que se agregam [...] em moldes inteiramente dependentes da hereditariedade [...].
Entre ambas
as classes, porém, contamos com milhões de Espíritos medianos na evolução,
portadores de
créditos apreciáveis e dívidas numerosas, cuja reencarnação exige cautela de preparo
e esmero de
previsão. André Luiz: Evolução em dois mundos. Primeira parte, cap. 19 –
particularidades da
reencarnação.
Sugestões didáticas Introdução
■ Apresentar, no início da reunião, os objetivos específicos do tema, comentando-os
rapidamente.
Desenvolvimento
■ Explicar como é realizado o planejamento reencarnatório, tendo como base os
subsídios. É
importante que esta exposição seja objetiva e que destaque os principais pontos
necessários à
compreensão do tema. Se possível, utilizar projeções ou outro recurso que auxilie a
transmissão
das idéias.
■ Em seguida, solicitar à turma que se organize em grupos, formados por afinidade,
para a
realização das seguintes tarefas:
a) leitura do caso: A história de Stella (veja anexo 1);
b)anotações ou destaques que facilitem a compreensão do texto;
c) troca de idéias entre os colegas do grupo a respeito de pontos que revelam a
ocorrência de
planejamento reencarnatório para os personagens citados no texto lido;
d)respostas ao questionário inserido no anexo 2;
e) indicação de um participante para apresentar, em plenário, as conclusões do
trabalho em grupo.
■ Ouvir, atentamente, as respostas dadas pelos grupos, anotando os pontos
relevantes.
Conclusão
■ Fazer considerações sobre o trabalho realizado, destacando as impressões que o
caso despertou
na turma.
Observação: É importante que essas apresentações não fiquem repetitivas nem
monótonas.
Sugere-se, como exemplo de dinamização, que cada relator apresente somente a
resposta de uma
ou de duas perguntas do questionário. Os demais relatores participam com idéias
complementares,
enriquecendo, assim, a apresentação dos colegas.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se houve entendimento no assunto estudado.
Técnica(s): exposição; estudo de caso (simplificado).
Recurso(s): subsídios do Roteiro;transparências; retroprojetor; lápis/caneta; folha de
papel; texto:
A história de Stella; questionário.
Anexo 1
Estudo de caso simplificado:
A História de Stella
A seguinte história foi relatada por Edgar Cayce, notável médium americano, cuja
última
encarnação ocorreu no período de 1877-1945. Stela Kirby, uma senhora simpática,
tranqüila e algo
tímida, sempre teve vida difícil, sobretudo depois que, por motivos conjugais e
financeiros, se viu
na contingência de educar a única filha às próprias custas. Amigos aconselharam-na,
então, a
trabalhar na área de enfermagem. Tempos depois, Stella foi encaminhada a uma
família rica que
procurava alguém para cuidar de um parente enfermo. No acerto das condições de
trabalho, ficou
estipulado que Stella receberia bom salário e local para morar com a filha, em
aposentos próprios,
na residência dos seus empregadores. Quando Stella viu, pela primeira vez, o enfermo
do qual
deveria cuidar, quase desmaiou, chocada com a situação do mesmo. Tratava-se de um
homem de
57 anos, em completo estado de retardamento mental. Sua cama era cercada por
uma jaula de
ferro. O doente ficava, a maior parte do dia, sentado, rasgando a roupa que lhe
vestiam; recusava
se a comer, mantendo-se em permanente estado de imundície, devido à falta de
controle das
funções fisiológicas; o olhar era vago, perdido em si mesmo; a inexpressividade ao
falar indicava
que não tinha a menor consciência do que ocorria à sua volta. Tomada de coragem,
Stella entrou na
jaula para cuidar do seu paciente, mas, devido às condições reinantes, passou tão mal
que teve que
correr ao banheiro, por não poder controlar as náuseas. Presa de angustiante
sentimento de
desânimo, imaginou que a tarefa poderia ser superior às suas forças. Entretanto, ao
buscar auxílio
junto aos benfeitores espirituais, por intermédio da mediunidade de Edgar Cayce,
estes
esclareceram [...] que já duas vezes no passado os caminhos de Stella e daquele
homem se haviam
cruzado. No Egito, ele havia sido filho dela; o asco que ora sentia por ele, no entanto,
provinha de
uma existência no Oriente Médio, na qual ele fora um rico filantropo que, no entanto,
levava uma
vida de devassidão, numa espécie de harém, onde praticava abusos de toda sorte.
Stella fora,
então, uma das infelizes que tinham de se submeter aos seus caprichos. (*) O
reencontro de
ambos, na presente reencarnação, visava ao perdão mútuo, reajustando-os perante a
Lei de Deus.
Stella foi também esclarecida por Cayce que, se soubesse agir com afeto, o doente
responderia aos
seus cuidados. Cabia-lhe, portanto, aprender a amar o enfermo, disposta a reparar o
passado
desditoso. Abandoná-lo não seria [...] solução, porque a ligação entre os dois
continuaria em
suspenso, a invadir os domínios de futuras existências. Stella jamais ouvira falar de
reencarnação.
Cayce lhe disse, ainda, que numa outra existência, na Palestina, ela cuidara de
crianças defeituosas
e que, portanto, estava habilitada ao trabalho junto ao paciente. Ela voltou à tarefa
com nova carga
de coragem e nova compreensão dos seus problemas. Para encurtar a história: o
pobre homem de
fato respondeu ao tratamento carinhoso de Stella; começou a alimentar-se
espontaneamente, a
conservar-se limpo e vestido. Com o olhar pacificado ele seguia Stella, sem perdê-la
de vista um
minuto. (*)
Anexo 2
Estudo de caso simplificado:
Questionário 1.
Onde, na história, encontramos evidências de um planejamento reencarnatório?
2. Que idéias o texto oferece para justificar as evidências indicadas na resposta
anterior?
3. Que trecho da história indica que, efetivamente, não há improvisação nos
procedimentos que
antecedem as experiências reencarnatórias?
4. Seria correto afirmar que todos os personagens citados na história conceberam, por
livre
iniciativa, o próprio planejamento reencarnatório? Por quê?
5. Tendo como referência as informações que os Espíritos transmitiram a Cayce, que
hipóteses
poderiam ser concebidas para justificar o estado de debilidade mental do enfermo?
6. Por que o afeto de Stella, em especial, teve o poder de melhorar as condições
espirituais do
doente?
7. Por que outras pessoas, inclusive os familiares do enfermo, não conseguiram obter
os resultados
alcançados por Stella?
8. Um ponto – que não escapa à história – diz respeito ao enfermo: ter renascido em
uma família
rica, a qual poderia assegurar-lhe conforto e recursos materiais. Que explicação
espírita
poderíamos dar para tal fato, considerando a exposição que foi realizada pelo monitor
no início da
aula?
9. Será que o médium Edgar Cayce estaria, de alguma forma, vinculado à
problemática evidenciada
na história? Justifique a resposta.
10. E os pais do enfermo? Teriam eles alguma ligação com Stella? Por que tiveram que
passar pela
provação de receber aquele Espírito, em especial, como filho?
ROTEIRO 4 Retorno à vida corporal: união da alma ao corpo
Objetivo específico
■ Explicar o processo da união da alma ao corpo.
Conteúdo básico
■ Em que momento a alma se une ao corpo? A união começa na concepção, mas só é
completa por
ocasião do nascimento. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 344.
■ Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um
laço fluídico,
que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atrai
por uma força
irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o gérmen se desenvolve, o
laço se
encurta. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito, que
possui certas
propriedades da matéria [do plano físico], se une, molécula a molécula, ao corpo em
formação,
donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio do seu perispírito, se enraíza, de
certa
maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra. Quando o gérmen chega ao seu
pleno
desenvolvimento, completa é a união; nasce então o ser para a vida exterior. Allan
Kardec: A
gênese, cap. 11, item 18.
■ A partir do instante da concepção, começa o Espírito a ser tomado de perturbação,
que o adverte
de que lhe soou o momento de começar nova existência corpórea. Essa perturbação
cresce de
contínuo até o nascimento. Nesse intervalo, seu estado é quase idêntico ao de um
Espírito
encarnado durante o sono. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 351.
■ Em [...] milhares de renascimentos, na Terra, os princípios embriogênicos funcionam,
automáticos, cada dia. A lei de causa e efeito executa-se sem necessidade de
fiscalização da nossa
parte. Na reencarnação, basta o magnetismo dos pais, aliado ao forte desejo daquele
que regressa
ao campo das formas físicas. André Luiz: Entre a terra e o céu. Cap. 28.
■ O útero funciona [...] como um vaso anímico de elevado poder magnético ou um
molde vivo
destinado à fundição e refundição das formas, ao sopro criador da Bondade Divina
[...]. André Luiz:
Entre a terra e o céu. Cap. 28.
Sugestões didáticas Introdução
■ Apresentar, no início da reunião, o objetivo do roteiro, realizando breves comentários
a respeito
do processo de união da alma ao corpo.
Desenvolvimento
■ Dividir a turma em quatro grupos, orientando-os na realização das seguintes
atividades:
Grupo 1 – leitura, troca de idéias e resumo escrito do item 1 dos subsídios (União da
alma ao
corpo), até o primeiro parágrafo da continuação 1;
Grupo 2 – leitura, troca de idéias e resumo escrito do item 1 dos subsídios (União da
alma ao
corpo), a partir do segundo parágrafo, subitens a, b, c, d;
Grupo 3 – leitura, troca de idéias e resumo escrito do item 1.1 dos subsídios (O
processo da
concepção ou fecundação);
Grupo 4 – leitura, troca de idéias e resumo escrito do item 1.2 dos subsídios (Gravidez
ou gestação).
■ Cada grupo deve indicar um participante para apresentar as conclusões em plenário.
■ Ouvir os relatos dos grupos, destacando os pontos mais importantes.
Conclusão
■ Retomar o objetivo, apresentado no início da reunião, explicando o processo de
união da alma ao
corpo, de acordo com a orientação constante da referência bibliográfica 2, 5, 7, 11 e
12 deste
Roteiro.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se as conclusões do trabalho em grupo
indicarem que houve
correto entendimento do assunto.
Técnica(s): leitura; trabalho em grupo.
Recurso(s): Subsídios do Roteiro; referências bibliográficas indicadas
ROTEIRO 5 Retorno à vida corporal: união da alma ao corpo
Objetivo específico
■ Justificar a passagem do Espírito pelo estado de infância
Conteúdo básico
■ Qual, para este [o Espírito], a utilidade de passar pelo estado de infância?
Encarnando, com o
objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante este período, é mais acessível às
impressões que
recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os
incumbidos de
educá-lo. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 383.
■ A partir do nascimento, suas idéias [do Espírito] tomam gradualmente impulso, à
medida que os
órgãos se desenvolvem, pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o
Espírito é
verdadeiramente criança, por se acharem ainda adormecidas as idéias que lhe
formam o fundo do
caráter. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 8, item 4.
Sugestões didáticas Introdução
■ Introduzir o tema por meio de uma pergunta: — Por que temos que passar pelo
estado de
infância?
■ Projetar, simultaneamente, uma imagem de crianças brincando com alegria e
descontração.
Desenvolvimento
■ Anotar no quadro as colocações feitas pelos participantes com referência à
pergunta.
■ Propor, em seguida, a leitura individual do subsídios, para posterior discussão em
plenária. Para
melhor condução do debate, ter como referência as questões 183, 199, 383 e 385 de
O Livro dos
Espíritos, e o item 4 do capítulo VIII de O Evangelho segundo o Espiritismo.
■ Conduzir o debate de forma a possibilitar a participação de todos, levando a uma
ampla discussão
do assunto.
Conclusão
■ Ao final, o monitor deverá reagrupar as idéias dispersas, realizando um fechamento
do assunto.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes debaterem o assunto com
interesse,
demonstrando entendimento das idéias desenvolvidas no estudo.
Técnica(s): leitura individual e debate.
Recurso(s): quadro de giz ou pincel, retroprojetor, transparência e subsídios do Roteiro.
ROTEIRO 6 O esquecimento do passado: justificativas da sua necessidade
Objetivo específico
■ Justificar a necessidade do esquecimento do passado.
Conteúdo básico
■ Por que perde o Espírito encarnado a lembrança do seu passado? Não pode o
homem, nem deve,
saber tudo. Deus assim o quer em sua sabedoria [...]. Esquecido de seu passado ele é
mais senhor
de si. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 392.
■ Em vão se objeta que o esquecimento constitui obstáculo a que se possa aproveitar
da
experiência de vidas anteriores [...]. Com efeito, a lembrança traria gravíssimos
inconvenientes.
Poderia, em certos casos, humilhar-nos singularmente, ou, então, exaltar-nos o
orgulho e, assim,
entravar o nosso livre-arbítrio. Em todas as circunstâncias, acarretaria inevitável
perturbação nas
relações sociais. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 5, item 11.
■ Não temos, é certo, durante a vida corpórea, lembrança exata do que fomos e do
que fizemos em
anteriores existências; mas temos de tudo isso a intuição, sendo as nossas tendências
instintivas
uma reminiscência do passado. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 393 –
comentário.
Sugestões didáticas Introdução
■ Projetar, em transparência, a pergunta 392 de O Livro dos Espíritos.
■ Pedir aos participantes que respondam à indagação, emitindo livremente opiniões.
■ Ouvir as respostas, apresentando, em outra transparências, a que foi dada a Kardec
pelos
Espíritos Superiores. Prestar esclarecimentos a respeito dessas orientações
Desenvolvimento
■ Dividir a turma em dois grandes grupos, orientando-os na realização das seguintes
atividades:
a) Grupo 1 – recebimento de uma folha de papel pardo e de alguns pincéis atômicos.
Os
participantes deste grupo devem escrever, no cartaz, justificativas sobre a
importância do
esquecimento das experiências reencarnatórias anteriores.
b) Grupo 2 – recebimento de uma folha de papel pardo e de alguns pincéis atômicos.
Os
participantes deste grupo devem escrever, no cartaz, justificativas sobre a
importância de se
recordar experiências reencarnatórias anteriores.
■ Pedir aos grupos que afixem os cartazes no mural da sala de aula e que defendam,
em plenário,
as idéias anotadas. Fazer as intervenções consideradas úteis ao bom desenvolvimento
do trabalho.
■ Em seguida, entregar aos participantes um texto contendo uma síntese dos
conteúdos das
referências bibliográficas 2, 3 e 7.
■ Solicitar a leitura silenciosa e atenta da síntese.
■ Terminada a leitura, sugerir à turma que faça:
• uma avaliação dos pontos de vista emitidos, anteriormente, no trabalho em plenário;
• possíveis correções nas idéias anotadas nos cartazes, adequando-as ao pensamento
espírita.
Conclusão
■ Encerrar o estudo apresentando a orientação que o Espírito Emmanuel dá sobre o
tema, e que
consta de sua mensagem Olvido temporário (veja no livro Emmanuel, o capítulo XIV,
psicografia de
Francisco Cândido Xavier, editora FEB).
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes demonstrarem aceitação e
entendimento das idéias que tratam da necessidade do esquecimento do passado.
Técnica(s): explosão de idéias; defesa e avaliação de idéias.
Recurso(s): cartazes; pincel atômico; textos.
M Ó D U L O VII Pluralidade dos Mundos Habitados
OBJETIVO GERAL Possibilitar conhecimento a respeito da existência, da formação e das
diversas
categorias de mundos habitados.
ROTEIRO 1 O fluido cósmico universal
Objetivos específicos
■ Explicar o que é fluido cósmico universal.
■ Esclarecer a respeito do fluido vital.
Conteúdo básico
■ Há um fluido etéreo que enche o espaço e penetra os corpos. Esse fluido é o éter ou
matéria
cósmica primitiva, geradora do mundo e dos seres. São-lhe inerentes as forças que
presidiram às
metamorfoses da matéria, as leis imutáveis e necessárias que regem o mundo. Allan
Kardec: A
gênese, cap. 6, item 10.
■ A matéria cósmica primitiva continha os elementos materiais, fluídicos e vitais de
todos os
universos que estadeiam suas magnificências diante da eternidade. Ela é a mãe
fecunda de todas as
coisas, a primeira avó e, sobretudo, a eterna geratriz. Allan Kardec: A gênese, cap. 6,
item 17.
■ Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos: o de
eterização ou
imponderabilidade, que se pode considerar o primitivo estado normal, e o de
materialização ou de
ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele. O ponto intermédio é o
da
transformação do fluido em matéria tangível. Allan Kardec: A gênese, cap. 14, item 2.
■ O fluido vital, existente em todos os corpos vivos da Natureza, […] tem por fonte o
fluido
universal. É o que chamais fluido magnético, ou fluido elétrico animalizado. Allan
Kardec: O livro
dos espíritos, questão 65.
Sugestões didáticas Introdução
■ Fazer breve exposição sobre as idéias existentes no conteúdo básico deste roteiro,
de forma que
fique especificado:
• o que é fluido cósmico universal;
• as características dos dois estados apresentados por este fluido;
• o que se deve entender por fluido vital.
Desenvolvimento
■ Dividir a turma em grupos de acordo com o número de participantes. Cada grupo
recebe um
envelope contendo uma questão e dois textos com idéias afins (veja anexo 1).
■ Em seguida, orientar os grupos na realização das seguintes atividades:
a) discussão das idéias evidenciadas na questão e nos textos;
b)seleção do texto cujas idéias mais se relacionam à questão apresentada, justificando
a escolha;
c) indicação de um colega para apresentar, em plenária, as conclusões do trabalho em
grupo;
■ Ouvir as conclusões, projetando em transparência ou cartaz, a questão e os textos
estudados em
cada grupo e a respectiva chave de correção (anexo 2).
Conclusão
■ Terminadas as apresentações, fazer as considerações finais, esclarecendo possíveis
dúvidas.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes souberem selecionar o texto
cujas idéias
mais se relacionem à questão apresentada.
Técnica(s): exposição; trabalho em grupo; correlação de idéias.
Recurso(s): questões; textos; transparência ou cartaz
Anexo 1
Correlação de assuntos doutrinários (exemplos)
Questão 1. De onde se originam os corpos materiais existentes no Universo? Textos
a) Sob a orientação das Inteligências Divinas, os Sistemas da Imensidade se
construíram, em serviço
de Co-Criação em plano maior, de conformidade com os desígnios do Todo-Poderoso.
b)Há um fluido etéreo que enche o espaço e penetra os corpos, chamado fluido, éter
ou matéria
cósmica primitiva. Nesta substância primordial, encontramos os elementos materiais,
fluídicos e
vitais de todos os universos que estadeiam suas magnificências diante da eternidade.
(se
necessário, consultar as referências 2, 3 e 12 citadas no subsídios)
Questão 2. O fluido cósmico é o princípio elementar do Universo. Ele assume dois
estados distintos:
o de eterização ou imponderabilidade, e o de materialização ou de
[Link] assim, é
correto afirmar: Textos
a) A atmosfera da Terra é formada de diferentes gases, os quais, devido às suas
propriedades,
podem ser considerados como sendo uma matéria tangível.
b) O oxigênio, hidrogênio e nitrogênio são exemplos de gases existentes na atmosfera
do nosso
planeta. Eles devem ser considerados fluidos imponderáveis, elementos de transição
entre o fluido
cósmico, propriamente dito, e a matéria tangível. (se necessário, consultar as
referências 4 e 5
citadas no subsídios)
Questão 3. O fluido que dá vitalidade aos corpos orgânicos tem como fonte o fluido
universal. É
também conhecido como: Textos
a) Princípio vital, fluido magnético, fluido elétrico animalizado.
b) Fluido elétrico, fluido luminoso, fluido calorífico. (se necessário, consultar as
referências 8, 9, 10
e 11 citadas no subsídios)
Anexo 2
Chave de correção
Questão 1. De onde se originam os corpos materiais existentes no Universo? Texto
■ Há um fluido etéreo que enche o espaço e penetra os corpos, chamado fluido, éter
ou matéria
cósmica primitiva. Nesta substância primordial, encontramos os elementos materiais,
fluídicos e
vitais de todos os universos que estadeiam suas magnificências diante da eternidade.
Questão 2. O fluido cósmico é o princípio elementar do Universo. Ele assume dois
estados distintos:
o de eterização ou imponderabilidade, e o de materialização ou de ponderabilidade.
Sendo assim, é
correto afirmar: Texto
■ Oxigênio, hidrogênio e nitrogênio são exemplos de gases existentes na atmosfera do
nosso
planeta. Eles devem ser considerados fluidos imponderáveis, elementos de transição
entre o fluido
cósmico, propriamente dito, e a matéria tangível.
Questão 3. O fluido que dá vitalidade aos corpos orgânicos tem como fonte o fluido
universal. É
também conhecido como: Texto
■ Princípio vital, fluido magnético, fluido elétrico animalizado.
ROTEIRO 2 Elementos gerais do universo: matéria e espírito
Objetivo específico
■ Explicar matéria e espírito, à luz do entendimento espírita.
Conteúdo básico
■ Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito? Sim e acima de
tudo Deus, o
criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de
tudo o que
existe, a trindade universal. Mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido
universal, que
desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita,
por demais
grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela. Allan Kardec: O livro dos
espíritos,
questão 27.
■ A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que este se serve e
sobre o qual, ao
mesmo tempo, exerce sua ação. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 22-a.
■ O espírito [ou princípio inteligente] independe da matéria, ou é apenas uma
propriedade desta,
como as cores o são da luz e o som o é do ar? São distintos um do outro; mas, a união
do Espírito e
da matéria é necessária para intelectualizar a matéria. Allan Kardec: O livro dos
espíritos, questão
25.
Sugestões didáticas Introdução
■ Apresentar aos participantes dois cartazes ou transparências, contendo,
respectivamente, as
seguintes expressões: PRINCÍPIO MATERIAL OU MATÉRIA PRINCÍPIO INTELIGENTE OU
ESPÍRITO
■ Realizar breve exposição sobre o assunto, explicando aos participantes por que, em
O Livro dos
Espíritos, o vocábulo Espírito aparece, ora escrito em letra maiúscula, ora em
minúscula.
Desenvolvimento
■ Dividir a turma em dois grupos de estudo, orientando-os na realização das
atividades que se
seguem.
Grupo 1
a) leitura dos subsídios deste Roteiro, item 1 (Formação da matéria);
b)troca de idéias sobre o assunto lido;
c) realização de uma síntese que explique o que é matéria ou elemento material, à luz
do
entendimento espírita.
d) apresentação da síntese, em plenário, por um colega indicado pelo grupo.
Grupo 2
a) leitura dos subsídios deste Roteiro, item 2 (Formação do princípio inteligente);
b)troca de idéias sobre o assunto lido;
c) realização de uma síntese que explique o que é princípio inteligente, à luz do
entendimento
espírita.
d)apresentação da síntese, em plenário, por um colega indicado pelo grupo.
■ Ouvir as apresentações dos relatores dos grupos, realizando as devidas correções,
se necessário.
Conclusão
■ Encerrar o assunto com apresentação, em cartaz ou transparência, do teor das
questões 18 e 28
de O Livro dos Espíritos, as quais revelam, respectivamente: primeiro, que as nossas
limitações
evolutivas dificultam o real entendimento da origem e formação dos dois elementos
gerais do
Universo. Segundo, não nos basta o conhecimento científico sobre o princípio das
coisas, sem que
tenha ocorrido o aprimoramento moral do nosso Espírito, uma vez que Deus
estabelece limites que
não podem ser ultrapassados. O aprimoramento moral e intelectual propicia
compreensão de tudo
aquilo que, por enquanto, permanece oculto. Avaliação O estudo será considerado
satisfatório se
os participantes elaborarem corretamente a síntese, explicando o que é espírito
(princípio
inteligente) e matéria (princípio material).
Técnica(s): exposição; trabalho em grupo com realização de síntese.
Recurso(s): cartaz ou projeção; subsídios deste Roteiro; O Livro dos Espíritos.
Pelo número atômico, facilmente identificamos sua localização na tabela periódica.
Assim obtemos:
■ sua massa atômica;
■ sua distribuição eletrônica. Em tabelas sofisticadas, encontramos:
■ ponto de fusão e ebulição;
■ densidade;
■ eletronegatividade;
■ potencial de ionização, etc. Cada coluna vertical da tabela periódica agrupa uma
família de
elementos. Geralmente, aqueles que fazem parte da mesma família apresentam
propriedades
químicas muito semelhantes. Por meio da tabela periódica, tomamos conhecimento
das
propriedades químicas e físicas dos elementos, o que facilita os trabalhos de pesquisa
e análise
quí[Link] resumo: a tabela periódica é o «dicionário da química», de onde
retiramos
importantes informações dos elemen tos para usá-las adequadamente, conforme os
parâmetros da
linguagem da ciência química, cujos propósitos básicos são a montagem de fórmulas e
a elaboração
e uso das equações químicas. Veja informações mais detalhadas sobre cada um dos
elementos
químicos da Tabela no site: [Link]
ROTEIRO 3 Formação dos mundos e da Terra
Objetivo específico
■ Explicar, à luz dos ensinamentos espíritas, a criação dos mundos e do planeta Terra.
Conteúdo básico
■ A matéria cósmica primitiva continha os elementos materiais, fluídicos e vitais de
todos os
universos que estadeiam suas magnificências diante da eternidade. Ela é a mãe
fecunda de todas as
coisas, a primeira avó e, sobretudo, a eterna geratriz. [...] A substância etérea, mais
ou menos
rarefeita, que se difunde pelos espaços interplanetários; esse fluido cósmico que
enche o mundo,
mais ou menos rarefeito, nas regiões imensas, opulentas de aglomerações de estrelas
[...], nada
mais é do que a substância primitiva onde residem as forças universais, donde a
Natureza há tirado
todas as coisas. Allan Kardec: A gênese. Cap.6, item 17.
■ A história da formação da Terra está escrita nas camadas geológicas [...]. Allan
Kardec: A gênese.
Cap. 7, item 1.
■ Poder-se-á conhecer o tempo que dura a formação dos mundos: da Terra, por
exemplo? Nada te
posso dizer a respeito, porque só o Criador o sabe [...]. Allan Kardec: O livro dos
espíritos. Questão
42.
Sugestões didáticas Introdução
■ Apresentar o assunto e o objetivo da aula.
■ Mostrar, num cartaz, a seguinte pergunta de Kardec aos Espíritos Superiores (O Livro
dos
Espíritos, questão 38): Como criou Deus o Universo?
■ Solicitar aos participantes que respondam a essa pergunta segundo os seus próprios
conhecimentos.
■ Ouvir as respostas e, em seguida, pedir a um dos participantes que leia a resposta
dada pelos
Espíritos.
■ Fazer os esclarecimentos cabíveis. Desenvolvimento
■ Dividir a turma em dois grupos, solicitando-lhes a realização das seguintes tarefas:
Grupo 1:
a) ler os subsídios, item 1 (Formação dos mundos);
b)trocar opiniões a respeito do assunto lido;
c) registrar num cartaz as idéias principais relativas à formação dos mundos;
d)escolher um relator para apresentar em plenário as conclusões do trabalho em
grupo.
Grupo 2:
a) ler os subsídios, item 2 (Formação da Terra);
b)trocar opiniões a respeito do assunto lido;
c) registrar num cartaz as idéias principais relativas à formação da Terra;
d)escolher um relator para apresentar em plenário, as conclusões do trabalho em
grupo.
■ Ouvir os relatos, esclarecendo pontos que não ficaram claros.
Conclusão
■ Fazer a integração do assunto apresentando, em cartaz, as seguintes palavras
contidas na
resposta à questão 38 citado no início da aula: “E disse Deus: haja luz. E houve luz.”
(Gênesis, 1:3)
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes explicarem corretamente a
formação dos
mundos e da Terra, segundo o Espiritismo.
Técnica(s): trabalho em grupo; exposição.
Recurso(s): subsídios do Roteiro; cartazes; pincéis de cores variadas.
ROTEIRO 4 Os reinos da natureza: mineral, vegetal, animal e hominal
Objetivo específico
■ Caracterizar os reinos da natureza, segundo a interpretação espírita.
Conteúdo básico
■ Do ponto de vista material, apenas há seres orgânicos e inorgânicos. Do ponto de
vista moral, há
evidentemente quatro graus. Esses quatro graus apresentam, com efeito, caracteres
determinados,
muito embora pareçam confundir-se nos seus limites extremos. A matéria inerte, que
constitui o
reino mineral, só tem em si uma força mecânica. As plantas, ainda que compostas de
matéria inerte
[mineral], são dotadas de vitalidade. Os animais, também compostos de matéria
inerte e
igualmente dotados de vitalidade, possuem, além disso, uma espécie de inteligência
instintiva,
limitada, e a consciência de sua existência e de suas individualidades. O homem,
tendo tudo o que
há nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência
especial,
indefinida, que lhe dá a consciência do seu futuro, a percepção das coisas
extramateriais e o
conhecimento de Deus. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 585 e questão 585

comentário..
Sugestões didáticas Introdução
■ Citar o objetivo da aula.
■ Explicar que o assunto deste Roteiro será apresentado por meio de uma exposição,
ao final da
qual os participantes terão oportunidade de fazer perguntas.
Desenvolvimento
■ Fazer uma exposição detalhada do conteúdo do Roteiro, usando os recursos
disponíveis:
cartazes/transparências/data show.
■ Em seguida, abrir espaço para que sejam feitas as perguntas dos alunos,
previamente elaboradas
durante a explanação do assunto.
■ Esclarecer outras questões colocadas pelos participantes até que o assunto esteja
bem
compreendido.
Conclusão
■ Encerrar o estudo, enfatizando o seguinte conteúdo, existente no final dos subsídios
deste
Roteiro: [...] que os reinos vegetal, animal e hominal existem em todos os mundos
destinados à
encarnação dos Espíritos. [...] As plantas, porém, são sempre plantas, como os animais
sempre
animais e os homens sempre homens. Atividade extraclasse para a próxima reunião
■ Pesquisar na internet, em livros, em revistas etc, os resultados mais recentes da
Ciência acerca da
existência de vida em outros planetas, em especial os relacionados ao planeta Marte.
Avaliação O
estudo será considerado satisfatório se ao final do estudo, os participantes
demonstrarem
compreensão das características dos reinos da natureza, segundo o Espiritismo.
Técnica(s): exposição.
Recurso(s): cartazes / transparência /data show / e perguntas.
ROTEIRO 5 Diferentes categorias de mundos habitados
Objetivos específicos
■ Relacionar o ensino dos Espíritos sobre as diferentes categorias de mundos
habitados com a
expressão evangélica há muitas moradas na casa de meu Pai.
■ Enumerar as diferentes categorias de mundos habitados, caracterizando-os,
segundo o
Espiritismo.
Conteúdo básico
■ São habitados todos os globos que se movem no espaço? Sim e o homem terreno
está longe de
ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Allan
Kardec: O livro dos
espíritos, questão 55.
■ Há muitas moradas na casa de meu Pai. João, 14:2.
■ A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no
espaço infinito
e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao
adiantamento dos
mesmos Espíritos. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 3, item 2.
■ Muito [...] diferentes umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau
de
adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes [...]. Nos mundos inferiores, a
existência é
toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. À medida
que esta se
desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais
adiantados, a
vida é, por assim dizer, toda espiritual. Allan Kardec: O evangelho segundo o
espiritismo. Cap. 3,
item 3.
■ Nos mundos intermédios, misturam-se o bem e o mal, predominando um ou outro,
segundo o
grau de adiantamento da maioria dos que os habitam. Allan Kardec: O evangelho
segundo o
espiritismo. Cap. 3, item 4.
■ De acordo com a classificação dada por Kardec, os mundos podem ser: [...]
primitivos, destinados
às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e provas, onde
domina o mal;
mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem
novas forças,
repousando das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal;
mundos celestes ou
divinos, habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. Allan
Kardec: O
evangelho segundo o espiritismo. Cap.3, item 4.
Sugestões didáticas Introdução
■ Mostrar um cartaz com a seguinte pergunta: Existe vida em outros planetas?
■ Solicitar à turma que, em grupos de três, troque idéias a respeito do assunto,
respondendo à
pergunta. ■ Ouvir as respostas dos grupos.
Desenvolvimento
■ Exibir dois cartazes com os seguintes conteúdos: 1º cartaz: “Não se turbe o vosso
coração; crede
em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não
fosse assim, eu
vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar.” (João, 14:1-2) 2º cartaz: São habitados
todos os
globos que se movem no espaço? Sim e o homem terreno está longe de ser, como
supõe, o
primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. (O Livro dos Espíritos, questão
55)
■ Em seguida, juntamente com os participantes, relacionar o ensino de Jesus com o do
Livro dos
Espíritos, enfatizando os seguintes tópicos:
a) a semelhança desses ensinos;
b) a diferença da constituição física desses diversos mundos e a conseqüente
diversidade de
organização dos seres que os habitam (O Livro dos Espíritos, questões 56 e 57).
■ Trocar idéias com os participantes a respeito das pesquisas científicas em torno
deste assunto,
baseando-se, inclusive, no resultado da atividade extraclasse. Referir-se,
especificamente, às
informações transmitidas pelo Espírito Humberto de Campos sobre o planeta Marte
(Novas
Mensagens, ed. FEB), ressaltando as diferenças de manifestação da vida no Universo,
ainda não
detectadas pelos instrumentos da nossa Ciência.
■ Dividir a turma em cinco grupos para a leitura dos subsídios do Roteiro, devendo
cada um deles
estudar uma categoria de mundo habitado. Em seqüência, cada grupo deverá
preparar um resumo
referente à categoria de mundo que lhe coube estudar.
■ Pedir aos representantes dos grupos que leiam os resumos elaborados. ■ Prestar os
comentários
cabíveis.
Conclusão
■ Pedir aos participantes que enumerem as diferentes categorias de mundos
habitados, solicitando
a um voluntário que as escreva num cartaz, colocado em local visível a todos.
Avaliação O estudo
será considerado satisfatório se os participantes souberem:
a) relacionar os ensinos de Jesus com o dos Espíritos;
b) enumerar e caracterizar as diferentescategorias de mundos habitados.
Técnica(s): exposição dialogada; trabalho em pequenos grupos.
Recurso(s): subsídios do Roteiro; cartazes; textos/figuras da internet/ revistas; papel;
lápis/ caneta;
pincel atômico; folha de papel pardo ou cartolina.
ROTEIRO 6 Encarnação nos diferentes mundos
Objetivo específico
■ Esclarecer a respeito das encarnações nos diferentes mundos.
Conteúdo básico
■ Os Espíritos que encarnam em um mundo não se acham a ele presos
indefinidamente, nem nele
atravessam todas as fases do progresso que lhes cumpre realizar, para atingir a
perfeição. Quando,
em um mundo, eles alcançam o grau de adiantamento que esse mundo comporta,
passam para
outro mais adiantado, e assim por diante, até que cheguem ao estado de puros
Espíritos. Allan
Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 3, item 5.
■ Da mesma forma que diariamente ocorrem partidas e chegadas de Espíritos entre os
planos
material e espiritual, promovendo renovações intelecto-morais, [...] igualmente [essa
movimentação] se efetua entre os mundos, quer individualmente, nas condições
normais, quer por
massas, em circunstâncias especiais. Há [...] emigrações e imigrações coletivas de um
mundo para
outro, donde resulta a introdução, na população de um deles, de elementos
inteiramente novos.
Novas raças de Espíritos, vindo misturar-se às existentes, constituem novas raças de
homens. Allan
Kardec: A gênese. Cap. 11, item 37.
Sugestões didáticas Introdução
■ Referir-se à mensagem do Espírito Humberto de Campos – citada na aula anterior –
sobre Marte,
ressaltando que alguns Espíritos já nos trouxeram informações a respeito da vida
nesse planeta e
em outros: Júpiter, por exemplo (Revista Espírita de
março/abril/maio/agosto/setembro, de 1858).
■ Esclarecer que as comunicações em referência se baseiam na interpretação dos
Espíritos
informantes, as quais, embora não contradizendo o ensino geral contido na
Codificação Espírita,
devem ser acolhidas como material de estudo, sujeito sempre à comprovação.
Desenvolvimento
■ Dividir a turma em pequenos grupos para realizarem a seguinte tarefa:
1. ler a mensagem do Espírito Humberto de Campos supracitada;
2. listar as principais características da vida em Marte, conforme descrito pelo referido
autor
espiritual.
Observação: Se não for possível colocar à disposição dos grupos a obra em referência,
entregar a
cada um deles uma cópia da mencionada comunicação.
■ Ouvir as respostas dos grupos, prestando os esclarecimentos cabíveis.
■ Em seguida, fazer uma exposição dialogada com base nos subsídios e na referência
bibliográfica
do roteiro, usando os recursos disponíveis: cartazes/ transparências / flip-chart /
quadro de giz /
pincel etc.
■ Logo após, fazer perguntas – tipo «pinga-fogo» – a respeito do conteúdo da
exposição. Ouvir as
respostas, prestando os esclarecimentos necessários.
Conclusão
■ Apresentar uma foto ou desenho contendo uma visão parcial do Universo,
ressaltando que,
dentre as diversas moradas da Casa do Pai, muitas são orbes venturosos, que nos
aguardam após
cumprirmos os nossos compromissos com a Terra.
Observação:
■ Pinga-fogo: trata-se de uma técnica objetiva de perguntas e respostas concisas.
Avaliação O
estudo será considerado satisfatório se os alunos participarem ativamente da aula e
responderem
corretamente às perguntas do «pinga-fogo».
Técnica(s): exposição; trabalho em pequenos grupos; exposição dialogada; «pinga-
fogo».
Recurso(s): subsídios do Roteiro;livros / textos; cartazes / transparências; quadro de
giz / pincel /
flip-chart /retroprojetor; papel, lápis / caneta.
ROTEIRO 7 A Terra: mundo de expiação e provas
Objetivos específicos
■ Identificar a Terra como mundo de expiação e provas. ■ Explicar como a Terra se
transformará
num mundo melhor.
Conteúdo básico
■ A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, razão por que aí vive
o homem a
braços com tantas misérias. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 3,
item 4.
■ A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que
a Terra não é
um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das
mãos do
Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já
viveram e
realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram
propensos
constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou Deus num
mundo ingrato,
para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que
hajam merecido
ascender a um planeta mais ditoso. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo.
Cap. 3, item
13.
■ Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem
Espíritos bons,
encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o
tempo,
grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal,
ainda não
tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta
transformado, serão
excluídos [da Terra] (...). Substituí-los-ão Espíritos melhores, que farão reinem em seu
seio a justiça,
a paz e a fraternidade. Allan Kardec: A gênese. Cap. 18, item 27.
■ A Terra [...] não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de
súbito uma
geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo,
sem que haja
mudança alguma na ordem natural das coisas. Allan Kardec: A gênese. Cap. 18, item
27.
Sugestões didáticas Introdução
■ Sondar o entendimento dos participantes a respeito das expressões final dos tempos
e fim do
mundo, escrevendo as idéias apresentadas no quadro de giz ou flip-chart (não fazer
comentários no
momento).
Desenvolvimento
■ Dividir a turma em pequenos grupos para realizarem a seguinte tarefa:
1. ler os subsídios do Roteiro; 2. responder às seguintes perguntas:
a) O que é expiação e o que são provas?
b) Que razões nos levam a considerar a Terra um mundo de expiação e provas?
c) De que forma a Terra se transformará num mundo melhor?
■ Ouvir as respostas dos representantes dos grupos.
■ Prestar os esclarecimentos necessários à boa compreensão do assunto. Na
oportunidade, fazer a
correlação entre as idéias apresentadas na introdução da aula e as respostas dadas à
pergunta da
letra «c», item 2 do trabalho de grupo.
Conclusão
■ Encerrar a aula destacando a nossa responsabilidade no processo de ascensão da
Terra na
hierarquia dos mundos.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes, no trabalho em grupo,
identificarem a
Terra como mundo de expiação e provas, e explicarem como o nosso planeta se
transformará num
mundo melhor.
Técnica(s): explosão de idéias; exposição; trabalho em pequenos grupos.
Recurso(s): subsídios do Roteiro; quadro de giz / flip-chart; papel; lápis / caneta.
MÓDULO VIII Lei Divina ou Natural
OBJETIVO GERAL Propiciar entendimento da lei divina ou natural.
ROTEIRO 1 Lei natural: definição e caracteres
Objetivos específicos
■ Definir lei natural.
■ Identificar as características fundamentais da lei natural.
■ Citar a classificação da lei natural, segundo a Codificação Espírita.
Conteúdo básico
■ A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem.
Indica-lhe o que
deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta. Allan Kardec: O
livro dos
espíritos, questão 614.
■ A Lei Natural tem como características ser eterna e imutável como o próprio Deus.
Allan Kardec:
O livro dos espíritos, questão 615.
■ Todas as leis da [...] Natureza são leis divinas, pois que Deus é o autor de tudo. Allan
Kardec: O
livro dos espíritos, questão 617.
■ Entre as leis divinas, umas regulam o movimento e as relações da matéria bruta: as
leis físicas,
cujo estudo pertence ao domínio da Ciência. As outras dizem respeito especialmente
ao homem
considerado em si mesmo e nas suas relações com Deus e com seus semelhantes.
Contêm as regras
da vida do corpo, bem como as da vida da alma: são as leis morais. Allan Kardec: O
livro dos
espíritos, questão 617 – comentário.
Sugestões didáticas Introdução
■ Introduzir o tema da reunião, transmitindo aos participantes informações gerais
sobre a definição
e as características fundamentais da lei natural.
Desenvolvimento
■ Em seguida, dividir a turma em pequenos grupos, orientando-os na realização das
seguintes
atividades:
a) leitura dos subsídios deste Roteiro;
b)troca de opiniões sobre o assunto;
c) seleção, no texto lido, de idéias relacionadas à definição, às características e à
classificação da lei
natural;
d)transcrição das idéias selecionadas para um formulário, entregue pelo monitor pós a
conclusão
da etapa «c» (veja anexo 1);
e) indicação de um representante para relatar, em plenário, as idéias selecionadas
pelo grupo.
■ Solicitar aos relatores que apresentem os resultados do trabalho, evitando repetir
informações
anteriormente prestadas pelos demais representantes dos grupos.
■ Fazer, se necessário, alguns ajustes nas conclusões apresentadas.
Conclusão
■ Apresentar, então, em cartaz ou projeção, o formulário (anexo 1) corretamente
preenchido, para
que os participantes o comparem com as suas respostas.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes souberem selecionar
corretamente, nos
subsídios, as idéias referentes à definição, características e classificação da Lei Divina.
Atividade
extraclasse para a próxima reunião de estudo: Solicitar aos participantes leitura do
texto: A luta
contra o mal, do Espírito Humberto de Campos (anexo 2), e a realização do exercício
proposto.
Técnica(s): exposição; trabalho em pequenos grupos.
Recurso(s): subsídios do Roteiro; formulário de Compreensão da Lei Divina ou Natural;
cartaz ou
projeção.
Anexo 2
Atividade extraclasse: leitura de texto e exercício
A LUTA CONTRA O MAL*.
Humberto de Campos De todas as ocorrências da tarefa apostólica, os encontros do
Mestre com os
endemoninhados constituíam os fatos que mais impressionavam os discípulos. A
palavra «diabo»
era então compreendida na sua justa acepção. Segundo o sentido exato da expressão,
era ele o
adversário do bem, simbolizando o termo, dessa forma, todos os maus sentimentos
que
dificultavam o acesso das almas à aceitação da Boa Nova e todos os homens de vida
perversa, que
contrariavam os propósitos da existência pura, que deveriam caracterizar as
atividades dos adeptos
do Evangelho. Dentre os companheiros do Messias, Tadeu era o que mais se deixava
impressionar
por aquelas cenas dolorosas. Aguçavamlhe, sobremaneira, a curiosidade de homem,
os gritos
desesperados dos Espíritos malfazejos, que se afastavam de suas vítimas sob a
amorosa
determinação do Mestre Divino. Quando os pobres obsidiados deixavam escapar um
suspiro de
alívio, Tadeu volvia os olhos para Jesus, maravilhado de seus feitos. Certo dia em que
o Senhor se
retirara, com Tiago e João, para os lados de Cesaréia de Filipe, uma pobre demente lhe
foi trazida, a
fim de que ele, Tadeu, anulasse a atuação dos Espíritos perturbadores que a
subjugavam.
Entretanto, apesar de todos os esforços de sua boa-vontade, Tadeu não conseguiu
modificar a
situação. Somente no dia imediato, ao anoitecer, na presença confortadora do
Messias, foi possível
à infeliz dementada recuperar o senso de si mesma. Observando o fato, Tadeu caiu em
sério e
profundo cismar. Por que razão o Mestre não lhes transmitia, automaticamente, o
poder de
expulsar os demônios malfazejos, para que pudessem dominar os adversários da
causa divina? Se
era tão fácil a Jesus a cura integral dos endemoninhados, por que motivo não
provocava ele de vez
a aproximação geral de todos os inimigos da luz, a fim de que, pela sua autoridade,
fossem defi
nitivamente convertidos ao reino de Deus? Com o cérebro torturado por graves
cogitações e
sonhando possibilidades maravilhosas para que cessassem todos os combates entre
os
ensinamentos do Evangelho e os seus inimigos, o discípulo inquieto procurou avistar-
se
particularmente com o Senhor, de modo a exporlhe com humildade suas idéias
íntimas. * Numa
noite tranqüila, depois de lhe escutar as ponderações, perguntoulhe Jesus, em tom
austero: —
Tadeu, qual o principal objetivo das atividades de tua vida? Como se recebesse uma
centelha de
inspiração superior, respondeu o discípulo com sinceridade: — Mestre, estou
procurando realizar o
reino de Deus no coração. — Se procuras semelhante realidade, por que a reclamas no
adversário
em primeiro lugar? Seria justo esqueceres as tuas próprias necessidades nesse
sentido? Se
buscamos atingir o infinito da sabedoria e do amor em Nosso Pai, indispensáveis se
faz
reconheçamos que todos somos irmãos no mesmo caminho!... — Senhor, os espíritos
do mal são
também nossos irmãos? – inquiriu, admirado, o apóstolo. — Toda a criação é de Deus.
Os que
vestem a túnica do mal envergarão um dia a da redenção pelo bem. Acaso poderias
duvidar disso?
O discípulo do Evangelho não combate propriamente o seu irmão, como Deus nunca
entra em luta
com seus filhos; aquele apenas combate toda manifestação de ignorância, como o Pai
que trabalha
incessantemente pela vitória do seu amor, junto da humanidade inteira. — Mas, não
seria justo –
ajuntou o discípulo, com certa convicção – convocarmos todos os gênios malfazejos
para que se
convertessem à verdade dos céus? O Mestre, sem se surpreender com essa
observação, disse: —
Por que motivo não procede Deus assim?... Porventura, teríamos nós uma substância
de amor mais
sublime e mais forte que a do seu coração paternal? Tadeu, jamais olvidemos o bom
combate. Se
alguém te convoca ao labor ingrato da má semente, não desdenhes a boa luta pela
vitória do bem,
encarando qualquer posição difícil como ensejo sagrado para revelares a tua
fidelidade a Deus.
Abraça sempre o teu irmão. Se o adversário do reino te provoca ao esclarecimento de
toda a
verdade, não desprezes a hora de trabalhar pela vitória da luz; mas segue o teu
caminho no mundo
atento aos teus próprios deveres, pois não nos consta que Deus abandonasse as suas
atividades
divinas para impor a renovação moral dos filhos ingratos, que se rebelaram na sua
casa. Se o
mundo parece povoar-se de sombras, é preciso reconhecer que as leis de Deus são
sempre as
mesmas, em todas as latitudes da vida. É indispensável meditar na lição de Nosso Pai
e não
estacionar a meio do caminho que percorremos. Os inimigos do reino se empenham
em batalhas
sangrentas? Não olvides o teu próprio trabalho. Padecem no inferno das ambições
desmedidas?
Caminha para Deus. Lançam a perseguição contra a verdade? Tens contigo a verdade
divina que o
mundo não te poderá roubar, nunca. Os grandes patrimônios da vida não pertencem
às forças da
Terra, mas às do Céu. O homem que dominasse o mundo inteiro com a sua força teria
de quebrar a
sua espada sangrenta, ante os direitos inflexíveis da morte. E, além desta vida,
ninguém te
perguntará pelas obrigações que tocam a Deus, mas, unicamente, pelo mundo interior
que te
pertence a ti mesmo, sob as vistas amoráveis de Nosso Pai. Que diríamos de um rei
justo e sábio
que perguntasse a um só de seus súditos pela justiça e pela sabedoria do reino
inteiro? Entretanto,
é natural que o súdito seja inquirido acerca dos trabalhos que lhe foram confiados, no
plano geral,
sendo também justo se lhe pergunte pelo que foi feito de seus pais, de sua
companheira, de seus
filhos e irmãos. Andas assim tão esquecido desses problemas fáceis e singelos? Aceita
a luta,
sempre que fores julgado digno dela e não te esqueças, em todas as circunstâncias,
de que
construir é sempre melhor. Tadeu contemplou o Mestre, tomado de profunda
admiração. Seus
esclarecimentos lhe caíam no espírito como gotas imensas de uma nova luz. — Senhor
– disse ele –,
vossos raciocínios me iluminam o coração; mas, terei errado externando meus
sentimentos de
piedade pelos Espíritos malfazejos? Não devemos, então, convocá-los ao bom
caminho? — Toda
intenção excelente – redargüiu Jesus – será levada em justa conta no céu, mas
precisamos
compreender que não se deve tentar a Deus. Tenho aceitado a luta como o Pai ma
envia e tenho
esclarecido que a cada dia basta o seu trabalho. Nunca reuni o colégio dos meus
companheiros
para provocar as manifestações dos que se comprazem na treva; reuni-os, em todas
as
circunstâncias e oportunidades, suplicando para o nosso esforço a inspiração sagrada
do
TodoPoderoso. O adversário é sempre um necessitado que comparece ao banquete
das nossas
alegrias e, por isso, embora não o tenha convocado, convidando somente os aflitos, os
simples e os
de boa-vontade, nunca lhe fechei as portas do coração, encarando a sua vinda como
uma
oportunidade de trabalho, de que Deus nos julga dignos. O apóstolo humilde sorriu,
saciado em sua
fome de conhecimento, porém acrescentou, preocupado com a impossibilidade em
que se via de
atender eficazmente à vítima que o procurara: — Senhor, vossas palavras são sempre
sábias;
entretanto, de que necessitarei para afastar as entidades da sombra, quando o seu
império se
estabeleça nas almas?!... — Voltamos, assim, ao início das nossas explicações –
retrucou Jesus –,
pois, para isso, necessitas da edificação do reino no âmago do teu espírito, sendo este
o objetivo de
tua vida. Só a luz do amor divino é bastante forte para converter uma alma à verdade.
Já viste
algum contendor da Terra convencer-se sinceramente tão-só pela força das palavras
do mundo? As
dissertações filosóficas não constituem toda a realização. Elas podem ser um recurso
fácil da
indiferença ou uma túnica brilhante, acobertando penosas necessidades. O reino de
Deus, porém, é
a edificação divina da luz. E a luz ilumina, dispensando os longos discursos. Capacita-
te de que
ninguém pode dar a outrem aquilo que ainda não possua no coração. Vai! Trabalha
sem cessar pela
tua grande vitória. Zela por ti e ama a teu próximo, sem olvidares que Deus cuida de
todos. Tadeu
guardou os esclarecimentos de Jesus, para retirar de sua substância o mais elevado
proveito no
futuro. No dia seguinte, desejando destacar, perante a comunidade dos seus
seguidores, a
necessidade de cada qual se atirar ao esforço silencioso pela sua própria edificação
evangélica, o
Mestre esclareceu ao seus apólogos singelos, como se encontra dentro da narrativa de
Lucas: —
«Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, procurando, e não
o achando
diz: — Voltarei para a casa de donde saí; e, ao chegar, acha-a varrida e adornada.
Depois, vai e leva
mais sete Espíritos piores do que ele, que ali entram e habitam; e o último estado
daquele homem
fica sendo pior do que o primeiro.» Então, todos os ouvintes das pregações do lago
compreenderam que não bastava ensinar o caminho da verdade e do bem aos
Espíritos
perturbados e malfazejos; que indispensável era edificasse cada um a fortaleza
luminosa e sagrada
do reino de Deus, dentro de si mesmo.
ROTEIRO 2 O bem e o mal
Objetivos específicos
■ Conceituar o bem e o mal.
■ Esclarecer por que o homem instruído tem mais responsabilidade em praticar o bem
Conteúdo básico
■ O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário.
Assim, fazer o
bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la. Allan Kardec: O
livro dos
espíritos, questão 630.
■ A lei de Deus é a mesma para todos; porém, o mal depende principalmente da
vontade que se
tenha de o praticar. O bem é sempre o bem e o mal sempre o mal, qualquer que seja a
posição do
homem. Diferença só há quanto ao grau da responsabilidade. Allan Kardec: O livro dos
espíritos,
questão 636.
■ Tanto mais culpado é o homem, quanto melhor sabe o que faz. Allan Kardec: O livro
dos espíritos,
questão 637.
■ As circunstâncias dão relativa gravidade ao bem e ao mal. Muitas vezes, comete o
homem faltas,
que, nem por serem conseqüência da posição em que a sociedade o colocou, se
tornam menos
repreensíveis. Mas, a sua responsabilidade é proporcionada aos meios de que ele
dispõe para
compreender o bem e o mal. Assim, mais culpado é, aos olhos de Deus, o homem
instruído que
pratica uma simples injustiça, do que o selvagem ignorante que se entrega aos seus
instintos. Allan
Kardec: O livro dos espíritos, questão 637 – comentário.
Sugestões didáticas Introdução
■ Solicitar aos participantes que releiam, silenciosa e individualmente, o texto A luta
contra o mal,
indicado na atividade extraclasse da reunião anterior (veja o anexo 2 do roteiro 1).
Desenvolvimento
■ Terminada a leitura, dividir a turma em pequenos grupos, orientando-os na
realização das
seguintes atividades:
a) troca de opiniões sobre o assunto desenvolvido no texto;
b)realização do exercício de interpretação de leitura, proposto no anexo 3 do Roteiro 1.
É
importante que a realização deste exercício tenha, como base, as contribuições
individuais
previstas na atividade extraclasse;
c) indicação de um colega para representar o grupo e relatar, em plenária, as
conclusões do
trabalho.
■ Solicitar aos representantes que apresentem o resultado do exercício desenvolvido
no trabalho
em grupo.
■ Em seguida, entregar a cada participante um número, pedindo à turma que forme
um grande
círculo. Mostrar, então, uma caixa que deverá circular pelo grupo. Esclarecer que a
caixa contém
tiras de papel, nas quais estão escritas frases com conceitos de bem e de mal,
extraídas dos
subsídios.
■ Informar que os participantes que receberam número ímpar devem retirar uma tira
de papel da
caixa, ler a frase em voz alta, e explicar se o conceito, aí existente, é de bem ou de
mal. Os demais
participantes – os que receberam número par – devem complementar a explicação do
colega.
■ Observação: o monitor deve ficar atento às colocações da turma, prestando
esclarecimentos
doutrinários, se for preciso.
Conclusão
■ Realizar, como fechamento do estudo, breve exposição sobre o conceito espírita de
bem e de
mal, esclarecendo que o homem instruído tem mais responsabilidade em praticar o
bem. Orientar
se pelo conteúdo dos subsídios deste Roteiro.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes realizarem corretamente o
exercício de
interpretação de leitura e explicarem corretamente os conceitos de bem e de mal.
Técnica(s): interpretação de texto; trabalho em pequenos grupos; discussão circular;
exposição.
Recurso(s): texto do Espírito Humberto de Campos: A luta contra o mal; subsídios
deste Roteiro;
exercício de interpretação de texto (anexo 3 do roteiro 1); frases-conceito de bem e de
mal.
MÓDULO IX Lei de Adoração
OBJETIVO GERAL Entender o significado e o objetivo da lei de adoração
ROTEIRO 1 Adoração: significado e objetivo
Objetivos específicos
■ Dizer em que consiste a adoração.
■ Explicar a maneira de adorar a Deus segundo o Espiritismo
Conteúdo básico
■ A adoração consiste [...] na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração,
aproxima o
homem sua alma. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 649.
■ A adoração está na lei natural, pois resulta de um sentimento inato no homem. Por
essa razão é
que existe entre todos os povos, se bem que sob formas diferentes. Allan Kardec: O
livro dos
espíritos, questão 652.
■ A adoração verdadeira é do coração. Em todas as vossas ações, lembrai-vos sempre
de que o
Senhor tem sobre vós o seu olhar. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 653.
■ É hipócrita aquele cuja piedade se cifra nos atos exteriores. Mau exemplo dá todo
aquele cuja
adoração é afetada e contradiz o seu procedimento. Allan Kardec: O livro dos espíritos,
questão
654.
Sugestões didáticas Introdução
■ No início da reunião, lembrar que, na década de 60, no século XX, os homens
estavam tão
inebriados com o progresso científico que, em diversos jornais e revistas, foram
publicados artigos
que decretavam a morte de Deus. Deus estava morto porque, com o avanço científico,
seria
possível demonstrar a inutilidade do poder divino na resolução dos problemas
humanos.
Entretanto, com o passar do tempo, vimos que a Ciência vem se revelando incapaz de
atender as
necessidades crescentes do homem, sejam elas físicas, emocionais, afetivas, sociais
ou espirituais.
Persiste, pois, a importância da crença em Deus e a necessidade de adorá-Lo, segundo
as
possibilidades de cada um.
■ Explicar também que a adoração é uma das leis naturais, porque é resultante de um
sentimento
inato no homem. Por esse motivo é que todos os povos sempre adoraram a Deus,
embora de
formas diferentes.
Desenvolvimento
■ Pedir, em seguida, aos participantes que, em duplas, emitam um conceito de
adoração. ■ Ouvir
as respostas das duplas.
■ Explicar em que consiste a adoração segundo o Espiritismo, esclarecendo sobre
diversas formas
de adoração conhecidas, de acordo com o progresso humano. ■
Solicitar à turma que leia os dois últimos parágrafos dos subsídios, e, em seguida,
informe, em
plenário, o significado de adoração, segundo a Doutrina Espírita.
■ Ouvir as interpretações dos participantes, esclarecendo possíveis dúvidas.
Conclusão
■ Concluir a aula, reforçando a idéia de que o processo de adoração acompanha a
evolução do
homem. Quanto mais este evolui, intelectual e moralmente, mais se aperfeiçoam a
sua concepção
de Deus e a forma de adorá-lo.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes, nos trabalhos realizados,
souberem
conceituar adoração e explicar a maneira de adorar a Deus segundo o Espiritismo.
Técnica(s): exposição; estudo em duplas; trabalho em pequenos grupos.
Recurso(s): subsídios do Roteiro; papel; lápis/caneta.
ROTEIRO 2 A prece: importância, eficácia e ação
Objetivos específicos
■ Conceituar prece.
■ Justificar a importância da prece.
■ Explicar a eficácia e a ação da prece.
Conteúdo básico
■ A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é
pôr-se em
comunicação com ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar,
pedir,
agradecer. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 659.
■ Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo
em suas
boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. Allan Kardec: O evangelho segundo o
espiritismo. Cap.
27, item 11.
■ Há quem conteste a eficácia da prece, com fundamento no princípio de que,
conhecendo Deus as
nossas necessidades, inútil se torna expor-lhas [...]. Sem dúvida alguma, há leis
naturais e imutáveis
que não podem ser ab-rogadas ao capricho de cada um; mas, daí a crer-se que todas
as
circunstâncias da vida estão submetidas à fatalidade, vai grande distância. Se assim
fosse, nada
mais seria o homem do que instrumento passivo, sem livre-arbítrio e sem iniciativa
[...]. Allan
Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 27, item 6.
■ O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de
transmissão do
pensamento, quer no caso em que o ser a quem oramos acuda ao nosso apelo, quer
no em que
apenas lhe chegue o nosso pensamento. Allan Kardec: O evangelho segundo o
espiritismo. Cap. 27,
item 10.
Sugestões didáticas Introdução
■ Apresentar um cartaz no qual estão escritas as palavras: orar e rezar.
■ Pedir aos participantes que façam distinção entre os dois vocábulos.
■ Ouvir as respostas, esclarecendo pontos que não ficaram claros na interpretação dos
alunos.
Desenvolvimento
■ Em seguida, fazer uma exposição dialogada a respeito do conceito de prece, de
acordo com o
item 1 dos subsídios do roteiro.
■ Favorecer a participação dos alunos, durante a exposição, dirigindo-lhes algumas
questões.
■ Organizar os participantes em pequenos grupos para a realização da seguinte
tarefa:
1. ler o conteúdo básico dos itens 2 e 3 dos subsídios, assinalando os pontos de maior
relevância;
2. trocar idéias entre si a respeito da importância, eficácia e ação da prece;
3. indicar um relator para apresentar as conclusões do trabalho em grupo, em
plenária.
■ Ouvir os relatos, esclarecendo possíveis dúvidas.
Conclusão
■ Encerrar a aula com a apresentação – em cartaz ou transparência – da prece Pai
Nosso (Mateus,
6:9-13), que deverá ser lida por um dos participantes. Avaliação O estudo será
considerado
satisfatório se os participantes demonstrarem, pela participação na aula, que
atingiram os objetivos
propostos no roteiro.
Técnica(s): exposição dialogada; trabalho em pequenos grupos; exposição.
Recurso(s): subsídios do roteiro; cartaz / transparência; prece: Pai Nosso.
ROTEIRO 3 Evangelho no lar
Objetivos específicos
■ Identificar, na reunião de Evangelho no lar, um ato de adoração a Deus.
■ Destacar a importância dessa reunião.
■ Explicar como deve ser realizada a reunião de Evangelho no lar
Conteúdo básico
■ Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em
espírito e em
verdade porque o Pai procura a tais que assim o adorem. (João, 4:23.)
■ Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio
deles. (Mateus,
18:20.)
■ O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte
onde o
Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. Emmanuel: Luz no lar,
cap. 1.
■ Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho. O Lar é o coração do
organismo
social. Em casa, começa nossa missão no mundo. Entre as paredes do templo familiar,
preparamo
nos para a vida com todos. Scheilla: Luz no lar, cap. 9.
■ O culto ou estudo do Evangelho no lar é um encontro semanal, previamente
marcado, com o
objetivo de reunir a família em torno dos ensinamentos evangélicos, à luz do
Espiritismo, e sob a
assistência dos Benfeitores Espirituais. Folheto do Evangelho no Lar, FEB.
Sugestões didáticas Introdução
■ Pedir à turma que leia e explique o significado da poesia Jesus em casa, do Espírito
Irene S. Pinto,
psicografada por Francisco Cândido Xavier (veja anexo).
■ Ouvir as explicações, esclarecendo possíveis dúvidas.
Desenvolvimento
■ Fazer uma breve exposição sobre a reunião do Evangelho no lar, orientando-se pelas
seguintes
questões:
• O que é Evangelho no lar?
• Qual a importância do Evangelho no lar?
• Que livros devem ser estudados nessa reunião?
• Qual o tempo de duração da reunião?
• É conveniente a manifestação de Espíritos?
• Pode-se colocar água para ser magnetizada?
• Pode-se aplicar passe nas pessoas antes do encerramento da reunião?
■ Terminada a exposição, apresentar as etapas de uma reunião do Evangelho no lar.
■ Em seguida, entregar a cada participante uma cópia do roteiro para a reunião do
Evangelho no lar
(veja subsídios, item 3) para leitura e troca de idéias.
■ Pedir-lhes que façam uma simulação do culto do Evangelho no lar, tendo como base
as instruções
contidas no roteiro que lhes foi entregue.
Observações:
■Colocar à disposição dos participantes exemplares de livros de mensagens espíritas
(tipo Pão
Nosso, Fonte Viva etc.) e do Evangelho segundo o Espiritismo. Não ultrapassar o
tempo de 15
minutos na simulação.
Conclusão
■ Fazer comentários pertinentes, se necessário.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes seguirem o roteiro de
realização do
Evangelho no lar, realizando-a corretamente a tarefa proposta.
Técnica(s): análise de texto; exposição; simulação de uma reunião do Evangelho no lar.
Recurso(s): poesia; subsídios deste Roteiro; O Evangelho segundo o Espiritismo e
outras obras
espíritas de mensagens.
Anexo
JESUS EM CASA
* Irene S. Pinto O culto do Mestre, em casa, É novo sol que irradia A música da alegria
Em santa e
bela canção. É a glória de Deus que vaza O Dom da Graça Divina, Que regenera e
ilumina O templo
do coração. Ouvida a bênção da prece, Na sala doce e tranqüila, A lição do bem cintila
Como um
poema a brilhar. O verbo humano enaltece A caridade e a esperança. Tudo é bendita
mudança No
plano familiar. Anula-se a malquerença, A frase é contente e boa. Quem guarda
ofensas, perdoa,
Quem sofre, agradece à cruz. A maldade escuta e pensa. É o vício da rebeldia. Perde a
máscara
sombria... Toda névoa faz-se luz! Na casa fortalecida Por semelhante alimento, Tudo
vibra
entendimento Sublime e renovador. O dever governa a vida, Vozes brandas falam
calmas... É Jesus
chamando as almas Ao Reino do Eterno Amor!
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. Estudar o Espiritismo? Por quê? Porque
temos
necessidade de ser felizes. Porque é importante saber de onde viemos, o que fazemos
aqui e qual
será a nossa destinação espiritual. O estudo da Doutrina Espírita nos conduz,
certamente, a essa
compreensão. Os primeiros passos começam aqui, nesta apostila, quando tomamos
conhecimento
das orientações básicas que os Espíritos Superiores transmitiram a Allan Kardec, tais
como: Deus,
Espírito, matéria, comunicabilidade dos Espíritos, reencarnação, pluralidade dos
mundos habitados,
o bem e o mal, a lei de adoração, entre outras.

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