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Programa Fundamental Módulo I - Roteiro 1

O documento apresenta um programa de estudo sobre a Doutrina Espírita, abordando seu contexto histórico no século XIX, conceitos fundamentais e aspectos científicos, filosóficos e religiosos. Inclui roteiros didáticos com atividades em grupo, leitura e discussão sobre temas como revoluções, fenômenos mediúnicos e os pontos principais da Doutrina. O objetivo é promover a compreensão e o interesse dos participantes sobre o Espiritismo e sua codificação.

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mr.neubaner
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Programa Fundamental Módulo I - Roteiro 1

O documento apresenta um programa de estudo sobre a Doutrina Espírita, abordando seu contexto histórico no século XIX, conceitos fundamentais e aspectos científicos, filosóficos e religiosos. Inclui roteiros didáticos com atividades em grupo, leitura e discussão sobre temas como revoluções, fenômenos mediúnicos e os pontos principais da Doutrina. O objetivo é promover a compreensão e o interesse dos participantes sobre o Espiritismo e sua codificação.

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PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO I – Introdução ao Estudo do Espiritismo

ROTEIRO 1 O contexto histórico do século XIX na Europa


Objetivo específico
Identificar o contexto histórico do século XIX na Europa, por ocasião do surgimento da
Doutrina Espírita.
Conteúdo básico
■ O século XIX desenrolava uma torrente de claridades na face do mundo,
encaminhando todos os países
para reformas úteis e preciosas [...]. Emmanuel: A caminho da luz. Cap. 23.
■ Esse século, por direito, pode ser chamado o século das revoluções, porque nenhum
– até agora – foi tão
fértil em levantes, insurreições, guerras civis, ora vitoriosas, ora esmagadas. Essas
revoluções têm como
ponto comum o fato de serem quase todas dirigidas contra a ordem estabelecida [...],
quase todas feitas em
favor da liberdade, da democracia política ou social, da independência ou unidade
nacionais. René Rémond:
O século 19 – Introdução.
■ No século XIX as [...] lições sagradas do Espiritismo iam ser ouvidas pela
Humanidade sofredora. Jesus, na
sua magnanimidade, repartiria o pão sagrado da esperança e da crença com todos os
corações. Emmanuel:
A caminho da luz. Cap. 23.
Sugestões didáticas Introdução
■ Iniciar a reunião fazendo uma apresentação geral do tema, por meio da técnica
expositiva, destacando as
idéias introdutórias dos subsídios deste Roteiro. Utilizar projeções ou cartazes.
Desenvolvimento
■ Pedir aos participantes que formem grupos para a realização das seguintes
atividades, tendo como base os
subsídios:
Grupo 1 Leitura, comentários e resumo escrito do item 1.1– A Revolução Francesa e as
suas conseqüências.
Grupo 2 Leitura, comentários e resumo escrito do item 1.2 – A Revolução Industrial e
as suas repercussões.
Grupo 3 Leitura, comentários e resumo escrito do item 1.3 – Manifestações artísticas e
culturais do século
XIX.
■ Solicitar aos relatores dos grupos que façam a leitura do resumo, em plenária.
■ Destacar pontos fundamentais da apresentação dos relatores, esclarecendo
possíveis dúvidas.
Conclusão
■ Fazer o fechamento do assunto, destacando os principais pontos constantes do item
1.4 dos subsídios
(manifestações filosóficas, políticas, religiosas, científicas e sociais do século XIX), os
quais tiveram o poder
de influenciar as gerações posteriores.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os participantes demonstrarem interesse e
desenvolverem as
tarefas com entusiasmo.
Técnica(s): Exposição; trabalho em pequenos grupos.
Recurso(s): Cartazes ou transparências; subsídios deste Roteiro; lápis, papel.
ROTEIRO 2 Espiritismo ou Doutrina Espírita: conceito e objeto
Objetivo específico Conceituar Doutrina Espírita, destacando o seu objeto.
Conteúdo básico
■ Diremos [...] que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do
mundo material com
os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas,
ou, se quiserem, os
espiritistas. Allan Kardec. O livro dos espíritos – Introdução, item 1.
■ O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos,
bem como de suas
relações com o mundo corporal. Allan Kardec: O que é o espiritismo – Preâmbulo.
■ O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina
filosófica. Como ciência
prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como
filosofia, compreende
todas as conseqüências morais que dimanam dessas mesmas relações. Allan Kardec:
O que é o espiritismo –
Preâmbulo.
■ Assim como a Ciência propriamente dita tem por objeto o estudo das leis do
princípio material, o objeto
especial do Espiritismo é o conhecimento das leis do princípio espiritual. Allan Kardec:
A gênese. Cap. 1, item
16.
Sugestões didáticas Introdução
■ Apresentar, no início da reunião, os objetivos do tema, realizando breves
comentários a respeito.
■ Pedir aos participantes que, individual e silenciosamente, leiam os subsídios deste
Roteiro, assinalando
com um traço as idéias que melhor correspondem ao conceito e objeto da Doutrina
Espírita.
Desenvolvimento
■ Enquanto os participantes realizam a leitura recomendada, afixar no mural da sala
de aula dois cartazes
intitulados, respectivamente: a) Conceito de Espiritismo; b) Objeto do Espiritismo.
■ Em seguida, entregar, aleatoriamente, a cada participante, uma tira de cartolina
contendo frases copiadas
dos subsídios, referentes ao conceito e ao objeto do Espiritismo.
■ Pedir à turma que, sem consulta ao texto lido, faça a montagem do mesmo, colando
cada tira de cartolina
em um dos cartazes afixados. Explicar também que essa montagem deve ser
auxiliada por um colega,
formando, assim, duplas para a troca de idéias e realização do trabalho.
■ Verificar se a montagem do texto está correta, solicitando às duplas breves
comentários a respeito das
frases que lhes couberam. Conclusão
■ Após os comentários, fazer considerações sobre o trabalho realizado, destacando
pontos relevantes.
Avaliação
O Estudo será considerado satisfatório se: a) os participantes selecionarem,
acertadamente, as frases das
tiras de cartolina que deverão ser coladas nos cartazes; b)os comentários das duplas
refletirem
entendimento do assunto.
Técnica(s): leitura; montagem de texto. Recurso(s): subsídios deste Roteiro; cartazes,
tiras de cartolinas com
frases copiadas dos subsídios; cola ou fita adesiva.
ROTEIRO 3 Tríplice Aspecto da Doutrina Espírita
Objetivo específico Identificar os aspectos científico, filosófico e religioso do
Espiritismo.
Conteúdo básico
■ O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas
irrecusáveis, a existência e
a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo. Allan
Kardec: O evangelho
segundo o espiritismo – Cap. 1, item 5.
■ O Espiritismo é uma doutrina essencialmente filosófica, embora seus princípios
sejam comprovados
experimentalmente, o que lhe confere também o caráter científico. [...] O caráter
filosófico do Espiritismo
está, portanto, no estudo que faz do Homem, sobretudo Espírito, de seus problemas,
de sua origem, de sua
destinação. Pedro Franco Barbosa: Espiritismo básico – Segunda parte – O espiritismo
filosófico.
■ O [...] Espiritismo repousa sobre as bases fundamentais da religião e respeita todas
as crenças; [...] um de
seus efeitos é incutir sentimentos religiosos nos que os não possuem, fortalecê-los nos
que os tenham
vacilantes. Allan Kardec: O livro dos médiuns – Primeira parte. Cap. 3, item 24.
■ O Espiritismo é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos, como qualquer filosofia
espiritualista, pelo
que forçosamente vai ter às bases fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma e
a vida futura. Mas, não
é uma religião constituída, visto que não tem culto, nem rito, nem templos e que,
entre seus adeptos,
nenhum tomou, nem recebeu o título de sacerdote ou de sumo-sacerdote. Allan
Kardec: Obras póstumas –
Ligeira resposta aos detratores do espiritismo.
■ No sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos vangloriamos por isto,
porque é a Doutrina
que funda os vínculos da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre
uma simples convenção,
mas sobre bases mais sólidas: as próprias leis da natureza. Allan Kardec: Revista
espírita. Dezembro de 1868 – discurso de abertura pelo senhor Allan Kardec.
Sugestões didáticas Introdução:
■ Projetar, no início da reunião, três imagens (ou ícones) que caracterizem,
respectivamente, a Ciência, a
Filosofia e a Religião, como incentivo inicial.
■ Fazer correlação entre essas imagens e o significado do tríplice aspecto da Doutrina
Espírita, tendo como
base os subsídios do Roteiro.
Desenvolvimento:
■ Dividir a turma em três grupos, orientando-os na realização das seguintes
atividades:
a) Grupo 1 – leitura, troca de idéias, e resumo escrito do item 2 dos subsídios (O
aspecto científico); b) Grupo
2 – leitura, troca de idéias, e resumo escrito do item 3 dos subsídios (O aspecto
filosófico); c) Grupo 3 –
leitura, troca de idéias, e resumo escrito do item 4 dos subsídios (O aspecto religioso).
Observação: Cada grupo deve indicar um participante para resumir as conclusões e
um relator para
apresentá-las em plenário.
■ Ouvir os relatos dos grupos, destacando os pontos mais importantes das conclusões.
Conclusão:
■ Concluir o estudo apresentando, em transparências de retroprojetor, as
características do tríplice aspecto
da Doutrina Espírita, segundo a orientação kardequiana (veja referências bibliográficas
1 a 7). Atividade
extraclasse para a próxima reunião de estudo Solicitar aos participantes a leitura do
item 6, da introdução de
O Livro dos Espíritos – que trata dos pontos principais da Doutrina Espírita –, e o
resumo por escrito dos
pontos assinalados por Allan Kardec. Avaliação O Estudo será considerado satisfatório
se os relatos das
conclusões do trabalho em grupo indicarem que houve entendimento do tríplice
aspecto do Espiritismo.
Técnica(s): exposição; estudo em pequenos grupos.
Recurso(s): subsídios deste roteiro; transparências; retroprojetor, lápis/ caneta; papel.
ROTEIRO 4 Pontos principais da Doutrina Espírita
Objetivo específico Apresentar os pontos principais da Doutrina Espírita, de acordo
com o resumo existente
na Introdução de O livro dos espíritos.
Conteúdo básico
■ Os pontos principais da Doutrina Espírita são: Deus, criador do Universo; o mundo
espírita, habitado pelos
Espíritos desencarnados; a encarnação e reencarnação dos Espíritos na Terra e em
outros mundos; o
melhoramento progressivo dos Espíritos, que passam pelos diversos graus da
hierarquia espírita até
atingirem a perfeição moral; a relação constante dos Espíritos desencarnados com os
homens (Espíritos
encarnados); a existência do perispírito, como envoltório semimaterial do Espírito, e os
ensinos morais dos
Espíritos Superiores, que podem ser sintetizados, como os do Cristo, na máxima
evangélica fazer aos outros
o que quereríamos que os outros nos fizessem. Allan Kardec: O livro dos espíritos.
Introdução – item 6.
Sugestões didáticas Introdução
■ Introduzir o tema, esclarecendo que uma doutrina (científica, filosófica ou religiosa),
para ser considerada
como tal, deve conter princípios norteadores dos seus ensinamentos. Similarmente, o
Espiritismo também
os possui, identificados por Allan Kardec como pontos principais da Doutrina.
■ Acrescentar que, tendo como base esses pontos principais, Allan Kardec codificou a
Doutrina transmitida
pelos Espíritos Superiores, no século XIX.
Desenvolvimento
■ Em seguida, solicitar aos participantes que façam leitura silenciosa dos pontos
principais do Espiritismo,
por eles resumidos na atividade extraclasse.
■ Aproveitar o período de tempo da leitura para afixar, no mural da sala de aula, três
folhas de papel pardo.
A primeira dessas folhas deve conter o registro de alguns pontos principais da
Doutrina Espírita,
identificados pelo Codificador do Espiritismo e inseridos na introdução 6 de O Livro dos
Espíritos.
■ Pedir à turma que, individualmente ou em grupo, escreva nas folhas em branco os
demais pontos
principais da Doutrina que estão faltando no cartaz parcialmente preenchido.
■ Verificar, junto com os participantes, se todos os pontos assinalados por Kardec
estão registrados nos
demais cartazes, acrescentando os que faltam ou eliminando os repetidos.
Conclusão ■ Fazer o fechamento da reunião indicando, nos registros, os pontos
principais da Doutrina
Espírita que estão mais relacionados às nossas necessidades de aprendizado no plano
físico. Avaliação O
Estudo será considerado satisfatório se: a) a maioria dos participantes realizarem
atividade extraclasse; b) os
registros nos cartazes indicarem que houve correto entendimento do assunto.
Técnica(s): exposição; leitura. Recurso(s): O Livro dos Espíritos; cartazes; pincéis
hidrográficos de cores
variadas; folhas de papel pardo; fita adesiva.
MÓDULO II A Codificação Espírita
ROTEIRO 1 Fenômenos mediúnicos que antecederam a Codificação: Hydesville e
mesas girantes
Objetivo específico
■ Justificar a importância dos fenômenos de Hydesville e das mesas girantes para o
surgimento do
Espiritismo.
Conteúdo básico
■ Em março de 1848, no humilde vilarejo de Hydesville, Estado de Nova Iorque,
surgiram fenômenos
mediúnicos que abalaram a opinião pública da época. Tais fenômenos ocorreram numa
tosca cabana,
residência da família Fox. Os acontecimentos a partir do primeiro diálogo com o
Espírito, em 31 de março de
1848, empolgaram a população do vilarejo, surgindo, em novembro de 1849, as
primeiras demonstrações
públicas, com as irmãs Fox, o que resultou na formação do primeiro núcleo de
estudantes do espiritualismo
moderno. Zêus Wantuil: As mesas girantes e o espiritismo. Cap. 1.
■ O acontecimento de Hydesville [...] repercutiria na Europa, despertando as
consciências e, ao lado dos
fenômenos das mesas girantes, prepararia o advento do Espiritismo. Pedro Barbosa: O
espiritismo básico. O
episódio de Hydesville.
■ Em Paris de 1853, principalmente, a recreação mais palpitante e mais original era a
das mesas girantes [...].
Os fenômenos constituíam para a generalidade dos assistentes um passatempo como
qualquer outro. Quase
ninguém se aprofundava no estudo da causa de tais manifestações extraordinárias. Às
vezes surgia uma que
outra pretenciosa explicação, que logo era desprezada, por não poder satisfazer aos
fatos observados. Zêus
Wantuil e Francisco Thiesen: Allan Kardec, vol. 2. A fagulha da renovação. Cap. 1, item
2.
■ Os [...] Espíritos, aproveitando-se da onda de curiosidade que invadira todas as
plagas [as nações
européias e alhures], nelas também se movimentaram intensamente, no grandioso e
abençoado objetivo de
despertamento progressivo dos homens para as realidades vivas da vida póstuma.
Zêus Wantuil: As mesas
girantes e o espiritismo. Cap. 10.
Sugestões didáticas Introdução
■ Informar à turma que o Módulo II trata da Codificação Espírita – as cinco obras
básicas –, dos assuntos que
giram em torno dela e do seu Codificador, Allan Kardec.
■ Em breve exposição, explicar aos participantes que em meados do século XIX houve
uma série de
fenômenos considerados extraordinários, e que causaram forte impacto na opinião
pública, tendo mesmo
atingido os intelectuais da época: os fenômenos de Hydesville e as mesas girantes.
(Veja: As Mesas Girantes
e o Espiritismo, p. 7 e Allan Kardec, vol. 2, p. 52, por exemplo.)
■ Mostrar, então, figuras ilustrativas dos dois fenômenos, fazendo breves comentários
sobre cada um deles.
Desenvolvimento
■ Em seqüência, dividir a turma em quatro grupos e solicitarlhes que leiam,
silenciosamente, os subsídios
deste Roteiro.
■ Terminada a leitura, propor-lhes a realização das tarefas abaixo descritas:
Grupo I: narrar, de forma resumida, os episódios de Hydesville, ou, se o grupo preferir,
dramatizar o diálogo
de Kate e Margareth Fox com o Espírito batedor.
Grupo II: retirar dos subsídios, item 1 (Os fenômenos de Hydesville), os aspectos que o
grupo julgar mais
importantes, e comentá-los de modo sucinto.
Grupo III:fazer a síntese do item 2 (As mesas girantes).
■ Após essa tarefa, pedir aos grupos que apresentem as conclusões.
■ A seguir, afixar em lugar visível a todos um cartaz contendo a seguinte pergunta:
Qual a importância dos
fenômenos de Hydesville e das mesas girantes, para o surgimento do Espiritismo?
■ Com o auxílio da técnica explosão de idéias, pedir aos alunos que respondam à
pergunta do cartaz,
anotando as respostas no quadro-de-giz / quadro branco ou no flip-chart.
■ Fazer breves comentários sobre as idéias emitidas pelos participantes.
Conclusão
■ Considerando o objetivo da aula, destacar a importância do papel dos fenômenos
que antecederam a
Codificação: “invasão organizada” pela Espiritualidade Superior, com vistas à chegada
de uma Era Nova para
a Humanidade. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os alunos
realizarem, de forma correta, o
trabalho em grupo e participarem efetivamente da explosão de idéias.
Técnica(s): Exposição; leitura silenciosa; estudo em grupo; explosão de idéias.
Recurso(s): subsídios do Roteiro; roteiro para o trabalho em grupo; cartaz; quadro-de-
giz / quadro branco /
flip-chart.
Atividade extraclasse para a próxima reunião de estudo Informar à turma que o roteiro
seguinte – Allan
Kardec: o professor e o codificador – será estudado por meio de um simpósio. Explicar
resumidamente a
técnica, pedindo a colaboração de quatro alunos, que deverão preparar os temas (10
minutos para a cada
exposição), da seguinte maneira:
1º expositor: o menino Hyppolyte – nascimento; primeiros estudos; o Instituto de
Yverdon.
2º expositor: o professor Rivail: as obras didáticas; o ensino intuitivo; o exercício das
funções diretivas e
educativas.
3º expositor: Kardec e a missão: os primeiros contatos com os fenômenos mediúnicos;
os primeiros estudos
sérios de Espiritismo; notícias e desempenho da missão.
4º expositor: Kardec e as obras espíritas: o nome Allan Kardec; as obras espíritas; a
atuação de Kardec na
codificação da Doutrina Espírita. Solicitar à turma que leia com atenção os subsídios
do roteiro 2, para
participar com proveito do simpósio. Reunir-se, oportunamente, com os expositores
para prestar-lhes
esclarecimentos a respeito do trabalho, o que os tornará seguros e motivados para a
execução da tarefa.
ROTEIRO 2 Allan Kardec: o professor e o codificador
Objetivos específicos
■ Evidenciar os aspectos mais importantes da vida de Allan Kardec e os traços
marcantes da sua
personalidade.
■ Destacar a missão de Allan Kardec.
Conteúdo básico
■ Nascido em Lião [França], a 3 de outubro de 1804, de uma família antiga que se
distinguiu na magistratura
e na advocacia, Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail) não seguiu essas
carreiras. Desde a primeira
juventude, sentiu-se inclinado ao estudo das ciências e da filosofia. Allan Kardec:
Obras póstumas. Biografia
de Allan Kardec.
■ Mais tarde, como professor, tornou-se muito conhecido pelas obras didáticas
publicadas e pelo trabalho
realizado no campo da Educação. Através de sua carreira pedagógica, exercitou a
paciência, a abnegação, o
trabalho, a observação, a força de vontade e o amor às boas causas, a fim de melhor
poder desempenhar a
gloriosa missão que lhe estava reservada. Zêus Wantuil: Grandes espíritas do Brasil.
Homenagem especial a
Allan Kardec.
■ Allan Kardec renasceu [...] com a sagrada missão de abrir caminho ao Espiritismo, a
grande voz do
Consolador Prometido ao mundo pela misericórdia de Jesus Cristo. Emmanuel: A
caminho da luz. Cap. 22.
Sugestões didáticas Introdução
■ Iniciar a aula retomando o que foi dito na anterior, isto é, que haveria um simpósio
sobre o assunto: Allan
Kardec - o professor e o codificador.
■ Explicar sucintamente a técnica, definindo a função de cada um dos seus
participantes, a saber: o
coordenador do simpósio (que, no caso, é o próprio monitor da turma); os expositores,
ou simposistas (os
alunos convidados), e os participantes do auditório (os próprios alunos). Esclarecer,
ainda, que, durante as
apresentações, os participantes anotarão suas dúvidas, com vistas à formulação de
perguntas a serem
posteriormente encaminhadas aos expositores. (Veja a técnica de simpósio na apostila
Técnicas
Pedagógicas, edição FEB, 2003)
■ Apresentar os quatro simposistas, indicando a parte do tema que cada um deles irá
desenvolver, de
acordo com o previsto na atividade extraclasse, descrita ao final do roteiro 1.
Desenvolvimento
■ Em seqüência, passar a palavra ao primeiro expositor, para que ele desenvolva a
sua parte, procedendo de
igual modo com relação aos demais.
■ Após isso, convidar o auditório a formular perguntas, e, de acordo com o seu
conteúdo, encaminhá-las aos
respectivos expositores para as respostas.
Conclusão
■ Terminadas as perguntas e esgotado o tempo, fazer a exposição final (síntese das
idéias desenvolvidas
pelos simposistas), e encerrar o simpósio. Avaliação O estudo será considerado
satisfatório se as exposições
estiverem dentro dos objetivos propostos, e as respostas forem esclarecedoras.
Técnica(s): simpósio.
Recurso(s): subsídios do Roteiro; lápis/ caneta; papel; recursos visuais.
ANEXO Esboço do Sistema Pestalozziano (*) Analisando o livro de Pestalozzi – Como
Gertrudes ensina seus
filhos (1801), H. Morf, considerado o autor de uma das melhores biografias do mestre
zuriquense, sumariou
lhe assim os princípios pedagógicos:
I – A intuição é o fundamento da instrução.
II – A linguagem deve estar ligada à intuição.
II – A época de ensinar não é a de julgar e criticar.
IV – Em cada matéria, o ensino deve começar pelos elementos mais simples, e daí
continuar gradualmente,
de acordo com o desenvolvimento da criança, isto é, por séries psicologicamente
encadeadas.
V – Deve-se insistir bastante tempo em cada ponto da lição, a fim de que a criança
adquira sobre ela o
completo domínio e a livre disposição.
VI – O ensino deve seguir a via do desenvolvimento e jamais a da exposição
dogmática.
VII – A individualidade do aluno deve ser sagrada para o educador.
VIII – O principal fim do ensino elementar não é sobrecarregar a criança de
conhecimentos e talentos, mas
desenvolver e intensificar as forças de sua inteligência.
IX – Ao saber é preciso aliar a ação; aos conhecimentos, o savoirfaire [saber fazer].
X – As relações entre mestre e aluno, sobretudo no que concerne à disciplina, devem
ser fundadas no amor
e por ele governadas.
XI – A instrução deve constituir o escopo superior da educação. Acontece que a
experiência de Pestalozzi em
Berthoud, junto dos colaboradores, modificaria em alguns pontos o seu método.
Ademais, novos ensaios e
experiências realizados em Yverdon levariam-no a reformular conceitos, a desenvolver
e desdobrar sua
doutrina pedagógica. Daí a razão das dificuldades a que aludimos, o que faria um
crítico dizer, com evidente
exagero, que, sob o ponto de vista do método, o maior mérito de Pestalozzi foi não ter
tido ele método. O
acadêmico lusitano Sousa Costa enunciou, em poucas palavras, os princípios basilares
da educação
pestalozziana: desenvolvimento da atenção, formação da consciência, enobrecimento
do coração. Segundo
o biógrafo P. P. Pompée, Pestalozzi achava que todo bom método devia partir do
conhecimento dos fatos
adquiridos pela observação, pela experiência e pela analogia, para daí se extraírem,
por indução, os
resultados e se chegar a enunciados gerais que possam servir de base ao raciocínio,
dispondo-se esses
materiais com ordem, sem lacuna, harmoniosamente. Para Pestalozzi a arte da
educação devia aproximar-se
da natureza, e o melhor método de ensino seria aquele que dela se aproximasse.
Princípios enunciados e
seguidos pelo discípulo (*) Logo em sua primeira obra, Denizard Rivail relaciona em
seis itens os princípios
que lhe parecem mais adequados ao ensino à criança, fazendo-o em harmonia com o
sistema pestalozziano,
como era de se esperar de um discípulo do mestre suíço. Eis os princípios que o
nortearam na elaboração do
seu Cours d´Arithmétique [Curso de Aritmética], alguns dos quais o guiariam, bem
mais tarde, nos estudos e
nas pesquisas espíritas e bem assim na Codificação da Doutrina:
1º – Cultivar o espírito natural de observação das crianças, dirigindo-lhes a atenção
para os objetos que as
cercam.
2º – Cultivar a inteligência, observando um comportamento que habilite o aluno a
descobrir por si mesmo as
regras.
3º – Proceder sempre do conhecido para o desconhecido, do simples para o composto.
4º – Evitar toda atitude mecânica (mécanisme), levando o aluno a conhecer o fim e a
razão de tudo o que
faz.
5º – Conduzi-lo a apalpar com os dedos e com os olhos todas as verdades. Este
princípio forma, de algum
modo, a base material deste curso de aritmética.
6º – Só confiar à memória aquilo que já tenha sido apreendido pela inteligência.
ROTEIRO 3 Metodologia e critérios utilizados na Codificação Espírita
Objetivos específicos
■ Justificar a importância da aplicação do método experimental para a elaboração da
Doutrina Espírita.
■ Explicar por que a generalidade e a concordância se constituem na garantia dos
ensinos dos Espíritos.
Conteúdo básico
■ O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o
Espiritismo, se acha na
impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo,
sem a Ciência,
faltariam apoio e comprovação. Allan Kardec: A gênese. Cap. 1, item 16.
■ Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que
as ciências positivas,
aplicando o método experimental. [...] Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida;
assim, não
apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o
perispírito, nem a
reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos
Espíritos, quando essa
existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira
quanto aos outros
princípios. [...] As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos
se basearam sobre o
método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era
aplicável à matéria, ao passo
que o é também às coisas metafísicas. Allan Kardec: A gênese. Cap. 1, item 14.
■ Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja
entre as revelações que
eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos
uns aos outros e em
vários lugares. Allan Kardec: O Evangelho segundo o espiritismo. Introdução. Item 2.
■ Essa coletividade concordante da opinião dos Espíritos, passada ao demais pelo
critério da lógica, é que
constitui a força da Doutrina Espírita e lhe assegura a perpetuidade. Para que ela
mudasse, fora mister que a
universalidade dos Espíritos mudasse de opinião e viesse um dia dizer o contrário do
que o dissera. Allan
Kardec: A gênese. Introdução.
Sugestões didáticas
■ Essa coletividade concordante da opinião dos Espíritos, passada ao demais pelo
critério da lógica, é que
constitui a força da Doutrina Espírita e lhe assegura a perpetuidade. Para que ela
mudasse, fora mister que a
universalidade dos Espíritos mudasse de opinião e viesse um dia dizer o contrário do
que o dissera. Allan
Kardec: A gênese. Introdução. Introdução
■ Iniciar a aula escrevendo no quadro-de-giz / quadro branco a seguinte pergunta: Pelo
fato de ter a
Doutrina Espírita aspecto científico, pode-se deduzir que Allan Kardec seja um
cientista?
■ Propor aos alunos – utilizando a técnica explosão de idéias – que respondam à
questão, justificando a
resposta. Destinar cinco minutos para essa atividade.
■ Esgotado o tempo, expor o conteúdo do primeiro parágrafo dos subsídios,
ressaltando as condições
indispensáveis ao espírito científico, atribuídas a Kardec. Desenvolvimento
■ A seguir, pedir à turma que leia silenciosa e atentamente os subsídios do roteiro (10
minutos).
■ Finda a leitura, afixar em lugar visível a todos um cartaz contendo a síntese do
conteúdo do item 1 dos
subsídios (Ver anexo 2).
Dar tempo necessário para que os alunos leiam a síntese. Em seqüência, expor o
assunto correspondente,
esclarecendo possíveis dúvidas. Dar continuidade à aula, agindo como no passo
anterior, conforme
orientação a seguir: afixar, ao lado do primeiro cartaz, um segundo, contendo a
síntese do conteúdo do item
2; dar tempo para a leitura; expor o assunto correspondente e esclarecer possíveis
dúvidas. Agir de igual
modo quanto aos terceiro e quarto cartazes, de forma que todos os itens sejam
explanados.
■ Em seqüência, dividir a turma em quatro grupos para a realização das tarefas que
seguem:
Grupo I Explicar as palavras de Kardec, com respeito ao método experimental por ele
utilizado: Não foram os
fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio
subseqüentemente explicar e resumir os
fatos. (Veja item 2 dos subsídios)
Grupo II Responder à pergunta: Por que foi importante, para a elaboração da Doutrina
Espírita, a aplicação
do método experimental?
Grupo III Explicar por que a generalidade e a concordância se constituem na garantia
dos ensinos dos
Espíritos.
■ Proceder à apresentação dos resultados do estudo em grupo, prestando
esclarecimentos cabíveis.
■ Fazer a integração do assunto, com base nos cartazes que estão afixados, dispostos
em ordem, formando
um mural.
Conclusão
■ Encerrar a aula enfatizando a importância da aplicação do método experimental, na
investigação e
comprovação do fato mediúnico, e da adoção dos critérios de generalidade e
concordância dos ensinos dos
Espíritos na elaboração da Doutrina Espírita.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os alunos realizarem, de forma correta, o
trabalho em grupo.
Técnica(s): explosão de idéias; exposição; leitura silenciosa; trabalho em grupo.
Recurso(s): subsídios do
Roteiro; orientação para o trabalho em grupo; quadro-de-giz / quadro branco;
cartazes; mural; lápis /
caneta; papel.
ANEXO
«A Experimentação Científica (*) é um método empregado para testar idéias e
descobrir os fatos sobre
qualquer coisa que um cientista possa controlar e observar. Os cientistas utilizam-no
para estudar os seres
vivos ou brutos, em vários campos das ciências físicas e da vida. [...] Qualquer
experimento científico válido
deve ser capaz de ser repetido, não só pelo pesquisador original, mas por outros
cientistas. Se eles
concordam com as conclusões, atribui-se ao pesquisador original o crédito de ter feito
uma importante
descoberta.»
■ Método dedutivo (**) é o processo de raciocínio pelo qual tiramos conclusões por
inferência lógica de
premissas dadas. Se começamos aceitando as proposições ‘Todos os gregos têm
barba’ e ‘Zenão é grego’,
podemos concluir validamente que «Zenão tem barba». Referimo-nos às conclusões
do raciocínio dedutivo
como válidas, ao invés de verdadeiras, porque precisamos distinguir claramente entre
aquilo que se
depreende logicamente de outras afirmações e aquilo que efetivamente é. As
premissas iniciais podem ser
artigos de fé ou suposições. Antes de podermos considerar as conclusões tiradas
dessas premissas como
válidas, precisamos demonstrar que elas são coerentes entre si e com a premissa
original. A matemática e a
lógica são exemplos de disciplinas que utilizam muito o método dedutivo. O método
científico exige uma
combinação de dedução e indução.»
■ Método indutivo (**) é o processo de raciocínio pelo qual de uma experiência
particular se passa a
generalizações. Pode-se começar com ‘Todas as maçãs que comi são doces’. A partir
dessa constatação,
conclui-se que ‘As maçãs são doces’. Mas a maçã seguinte pode não ser doce. O
método indutivo leva a
probabilidades, não a certezas. É a base do senso comum, segundo o qual uma
pessoa age. É também
empregado na descoberta científica. Os cientistas utilizam a indução e a dedução. Na
dedução, o cientista
começa com generalizações. Ele deduz afirmativas particulares a partir delas. Pode
testar suas suposições
pela experimentação, confirmá-las, revisá-las ou rejeitar suas generalizações originais.
Usando apenas a
dedução, o homem ignora a experiência. Empregando apenas a indução, ignora as
relações entre os fatos.
Pela combinação destes métodos, a ciência estabelece uma união entre a teoria e a
prática.»
Sugestões de sínteses para os cartazes
1- Espírito e matéria, segundo o Espiritismo, são duas constantes da realidade
universal. Assim, Espiritismo e
Ciência se completam reciprocamente. A Ciência, no entanto, é «incompetente para
se pronunciar na
questão do Espiritismo.»
2- O método adotado por Kardec na investigação e comprovação do fato mediúnico é
o experimental,
aplicado às ciências positivas, fundamentado na observação, comparação, análise
sistemática e conclusão.
3- A estrutura lógica do Espiritismo é de natureza indutiva, pois é a partir das
observações dos fatos positivos
que ele chega à realidade extrafísica. No entanto, o processo dedutivo está também
consagrado na Doutrina
Espírita.
4- Dois importantes critérios científicos foram adotados por Kardec, na tarefa de reunir
informações para a
elaboração da Doutrina Espírita: a generalidade (universalidade) e a concordância dos
ensinos dos Espíritos.
ROTEIRO 4 Obras básicas
Objetivos específicos
■ Elaborar o resumo de cada obra básica, a partir dos conteúdos apresentados nos
subsídios. ■
Correlacionar cada parte de O Livro dos Espíritos com a correspondente obra da
Codificação. ■ Reconhecer a
importância das obras básicas do Espiritismo na formação moral-intelectual do ser
humano.
Conteúdo básico
■ A Codificação Espírita compreende as seguintes obras, obedecendo à ordem de
publicação: O Livro dos
Espíritos (18 de abril de 1857); O Livro dos Médiuns (janeiro de 1861); O Evangelho
Segundo o Espiritismo
(abril de 1864); O Céu e o Inferno (agosto de 1865); A Gênese (janeiro de 1868).
■ O Livro dos Espíritos trata dos princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da
alma, a natureza dos
Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura
e o porvir da
Humanidade – Folha de rosto. O livro dos espíritos.
■ O Livro dos Médiuns contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos
os gêneros de
manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento
da mediunidade, as
dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo – Folha
de rosto. O livro dos
médiuns .
■ O Evangelho Segundo o Espiritismo oferece a explicação das máximas morais do
Cristo em concordância
com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida – Folha de
rosto. O Evangelho segundo
o espiritismo.
■ O Céu e o Inferno apresenta um [...] exame comparado das doutrinas sobre a
passagem da vida corporal à
vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e
demônios, sobre as penas, etc.,
e exemplos sobre as diferentes situações nos Espíritos desencarnados – Folha de
rosto. O céu e o inferno.
■ Em A Gênese consta que a Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e
concordante dos Espíritos. A
Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza – Folha de
rosto. A gênese.
Sugestões didáticas Introdução
■ Apresentar à turma as obras da Codificação, na ordem em que foram publicadas.
Para isso, pedir auxílio a
cinco participantes, que, de pé e diante dos colegas, as exibirão. Informar à classe que
esses cinco livros – o
pentateuco espírita – são as obras básicas do Espiritismo.
■ Realizar, a seguir, uma enquete relâmpago, para verificar, entre os alunos, o grau de
conhecimento das
obras básicas. Perguntar-lhes, então: Quem já leu O Livro dos Espíritos, ou parte dele?
Fazer a mesma
pergunta em relação às demais obras da Codificação. Registrar cada manifestação no
quadro/flip-chart.
■ Terminada essa etapa, fazer a contagem dos pontos referentes a cada livro e
apresentar o resultado da
enquete.
Desenvolvimento
■ Em seqüência, dividir a turma em cinco grupos para leitura dos subsídios
correspondente a cada uma das
obras básicas.
Por exemplo, o grupo número um ler o item 2.1 dos subsídios, referente a O Livro dos
Espíritos. E assim,
sucessivamente, com os demais subitens.
Oferecer aos participantes folhas de papel-pardo, canetas hidrográficas e o roteiro do
trabalho em grupo,
para a elaboração das seguintes tarefas:
1. fazer a leitura silenciosa do subitem dos subsídios, indicado para cada grupo;
2. elaborar o resumo do conteúdo desse subitem;
3. transcrever esse resumo para a folha de papel pardo;
4. afixá-lo, em seguida, em local visível a todos.
■ Em prosseguimento, examinar, juntamente com os alunos, os resumos por eles
elaborados, completando
informações, suprindo detalhes, verificando, enfim, se as idéias mais importantes
foram consideradas.
■ Dar continuidade à aula, expondo o conteúdo do item 3 dos subsídios, apoiando-se
no esquema inserido
no anexo.
Conclusão
■ Encerrar a aula enfatizando a importância das obras básicas para o progresso
intelecto-moral da
Humanidade. Pedir a um aluno que leia, em voz alta e de forma expressiva, o texto de
Emmanuel, colocado
ao final dos subsídios.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os alunos realizarem, de forma correta, o
estudo em grupo e
participarem com interesse da exposição que trata da conexão entre O Livro dos
Espíritos e as demais obras
da Codificação.
Técnica(s): Enquete relâmpago; trabalho em pequenos grupos; exposição. Recurso(s):
os livros da
Codificação; subsídios do Roteiro; orientação para o trabalho em grupo; quadro-de-
giz/flip-chart; folhas de
papel pardo; canetas hidrográficas; papel; lápis / caneta.

M Ó D U L O III Deus
OBJETIVO GERAL Apresentar Deus como a inteligência suprema e a causa primeira de
todas as
coisas.
ROTEIRO 1 Existência de Deus
Objetivos específicos
■ Explicar a necessidade da crença em Deus para o homem.
■ Conceituar Deus à luz da Doutrina Espírita.
Conteúdo básico
■ A idéia de Deus se afirma e se impõe, fora e acima de todos os sistemas, de todas as
filosofias, de
todas as crenças. Léon Denis: O grande enigma. Cap. 5.
■ A necessidade da crença em Deus está, instintivamente, alojada na mente humana,
e decorre do
axioma de que não há efeito sem causa. Foi por este motivo que Kardec perguntou
aos Espíritos
Superiores: — «Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os
homens trazem
em si, da existência de Deus?» A resposta foi a seguinte: — «A de que Deus existe;
pois, donde lhes
viria esse sentimento, se não tivesse uma base? É ainda uma conseqüência do
princípio — não há
efeito sem causa.» Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 5.
■ Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Allan Kardec: O
livro dos
espíritos, questão 1.
Sugestões didáticas Introdução
■ Iniciar a aula apresentando o assunto e os objetivos, conforme consta deste Roteiro.
■ Dividir a turma em duplas, solicitando aos integrantes que expliquem, um ao outro,
a sua idéia a
respeito da crença em Deus. Desenvolvimento
■ Ouvir as respostas das duplas, comentando-as ligeiramente.
■ Explicar que a crença em Deus está presente no homem desde a sua origem, mas
que se expressa
de acordo com a experiência evolutiva de cada um.
■ Em seqüência, dividir a turma em pequenos grupos e pedir que realizem a seguinte
tarefa:
1. ler os subsídios do roteiro;
2. analisar as conseqüências da idéia de Deus para a Humanidade, tendo como base a
leitura
realizada;
3. emitir um conceito de Deus, utilizando as próprias palavras;
4. escrever o conceito num cartaz, a ser posteriormente afixado na parede da sala de
aula.
■ Ouvir a leitura dos cartazes, prestando os esclarecimentos que se fizerem
necessários. Conclusão
■ Ao término, fazer uma síntese do assunto estudado, salientando a importância da
crença em
Deus, emitindo um conceito espírita de Deus.
Avaliação
O Estudo será considerado satisfatório se os participantes explicarem corretamente a
necessidade
da crença em Deus para o homem, emitindo um conceito de Deus segundo o estudo
realizado.
Técnica(s):
Estudo em duplas; trabalho em pequenos grupos; exposição. Recurso(s): subsídios do
Roteiro;
papel pardo / cartolina; lápis e papel.

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