Comissão de Controle de Infecção
Hospitalar (CCIH)
Infecção Hospitalar
Infecção é uma ação exercida no organismo decorrente da
presença de agentes patogênicos, podendo ser por bactérias,
vírus, fungos ou protozoários.
Infecção Hospitalar (IH) é a infecção adquirida após a admissão
do paciente na Unidade Hospitalar e que se manifesta durante
a internação ou após a alta.
A infecção hospitalar poderá surgir mesmo após a alta, e estar
relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares
realizados.
Finalidade da CCIH:
• Detectar casos de infecção hospitalar, seguindo critérios de diagnósticos
previamente estabelecidos.
• Conhecer as principais infecções hospitalares detectadas no serviço e
definir se a ocorrência destes episódios de infecção estão dentro dos
parâmetros aceitáveis.
• Elaborar normas de padronização para os procedimentos realizados na
instituição, visando protocolo de técnicas assépticas.
• Colaborar no treinamento de todos os profissionais da saúde no que se
refere à prevenção e controle das infecções hospitalares.
• Realizar controle da prescrição de antibióticos, evitando que os mesmos
sejam utilizados de maneira descontroladas no hospital.
• Recomendar medidas de isolamento no caso de doenças transmissíveis,
quando se tratar de pacientes hospitalizados, ou em caso de bactérias
multirresistentes.
• Oferecer apoio técnico à administração hospitalar para a aquisição correta
de materiais e equipamentos e para o planejamento adequado da área
física das unidades de saúde.
Como acontece uma
infecção?
Prevenção de IRAS associadas a dispositivos
1 _ PAAS (Pneumonia associada à assistência à saúde)
A pneumonia hospitalar é considerada a mais importante infecção
associada à assistência à saúde devido à sua grande
morbimortalidade. Cerca de 9 a 27% dos pacientes em VM adquirem
PNM. > Mortalidade 4% a 9%; > Aumento de custos.
2 _ Infecção de corrente sanguínea associada ao
Acesso venoso Periférico e Cateter Venoso Central
3 _ Infecção do Trato Urinário - Associada à cateter
vesical de demora
1 - Pneumonia associada a Assistência à Saúde
1 - Pneumonia associada a Assistência à Saúde – Medidas de prevenção
• Precaução respiratória : Restrição de visitas com quadro gripal deve ser
implementada devido ao risco de transmissão intra-hospitalar de vírus respiratórios.
*** Nos pacientes com quadro de doenças respiratória viral medidas de precaução devem
ser implementadas de acordo com as diretrizes de precaução e isolamento.
• Rotina de troca de equipamentos de terapia respiratória: Os
equipamentos respiratórios tem grande importância na gêneses na PNM associada à
VM principalmente aqueles que ficam úmidos favorecendo a colonização bacteriana.
• Higiene Oral: Fundamental na redução da microbiota da boca, hidratação da
mucosa oral e prevenção de cáries e outras doenças de gengiva, dentes e boca.
(Deverá ser realizada no mínimo 3x dia e sempre que necessário.
• Higiene das mãos: Pontos de atenção (Inserção do Tubo orotraqueal;
Aspiração orotraqueal com técnica asséptica, Manipulação dos circuitos;
Manipulação dos equipamentos ventilatórios).
PAV > Pneumonia Associada a Ventilação Mecânica
- Pacientes em IOT + Ventilação mecânica
- Pacientes com TQT + Ventilação mecânica
Bickenbachet al. Minerva Anestesiol. 2013;79:1406–14.
Casertaet al. BMC InfectiousDiseases2012, 12:234
braz j infect dis 2016;2 0(5):444–450
2 - Infecção de corrente sanguínea associada a Acesso venoso Periférico - Cateter
Venoso Central (CVC).
Vias de Entrada do Microrganismo
2 - Infecção de corrente sanguínea associada a Acesso venoso
Periférico - Cateter Venoso Central (CVC) – Medidas de prevenção.
• Aplicar os 5 momentos da higiene das mãos.
• Manutenção de Técnica Asséptica e Redução de Colonização
- Deve-se realizar a desinfecção das conexões antes de cada acesso ou manipulação,
Realizar a desinfecção dos conectores com swab de álcool à 70% antes, entre e após
todos os acessos.
No momento do banho,
proteger o acesso e evitar com
que caia água no local – isso
pode ser feito com plástico;
• Preparo, manutenção e manipulação
asséptica de medicamentos.
• Manipulação e troca periódica do sistema de
infusão e conectores com técnica asséptica.
• Cuidados com o sitio de inserção.
3 _ Infecção do Trato Urinário - Associada à cateter vesical de demora
3 _ ITU associada à cateter vesical de demora – Medidas de prevenção.
- Após a inserção asséptica do cateter urinário, manter um sistema de drenagem fechado.
- Se ocorrer quebra na técnica asséptica, desconexão ou vazamento, substitua o cateter e o
sistema coletor usando técnica asséptica e equipamento estéril.
- Manter o fluxo de urina desobstruído e o cateter e o tubo coletor livres de dobras.
- Mantenha a bolsa coletora sempre abaixo do nível da bexiga. Não apoie a bolsa no chão.
- Esvazie a bolsa coletora regularmente usando um recipiente coletor separado e limpo para
cada paciente; evite respingos e evite o contato da torneira de drenagem com o recipiente
coletor não estéril.
- Realizar higiene íntima diária (por exemplo, limpeza da superfície do meato e períneo
durante o banho diário).
- Observar diariamente sinais de irritação (vermelhidão, secreção, inchaço).
- Deve ser observado: ausência de drenagem de urina, cor, odor forte, presença de sangue
ou pus.
- Atenção aos sinais de febre, calafrios, desconforto intenso ou saída acidental da sonda.
- Cuidado para não tracionar a Sonda.
- Observar o aspecto e a quantidade de urina drenada.
- Manter uma boa fixação da sonda, intercalando as fixações a cada troca.
Normas Básicas de Prevenção e
Controle de Infecção Hospitalar
Medidas de prevenção e controle de infecção hospitalar:
• Lavar sempre as mãos antes de realizar qualquer procedimento é um dos
mais importantes meios para prevenir a infecção cruzada;
• Manter os cabelos longos presos durante o trabalho, pois quando soltos
acumulam sujidades, poeira e microrganismos, favorecendo a
contaminação do paciente e do próprio profissional;
• Manter as unhas curtas e aparadas, pois as longas facilitam o acúmulo de
sujidades e microrganismos;
• Evitar o uso de joias e bijuterias, como anéis, pulseiras e demais adornos,
que podem constituir-se em possíveis fontes de infecção pela facilidade de
albergarem microrganismos em seus sulcos e reentrâncias, bem como na
pele subjacente;
• Não encostar ou sentar-se em superfícies com potencial de contaminação,
como macas e camas de pacientes, pois isto favorece a disseminação de
microrganismos.
Assepsia, Antissepsia, Desinfecção,
Descontaminação e Esterilização
LIMPEZA é a remoção de sujidade e detritos de artigos e áreas hospitalares
utilizando água e sabão associado à ação mecânica (FRICÇÃO), não elimina todas as
formas de microorganismos. EX: bandejas, cubas, materiais de uso comum do
postinho de enfermagem.
Limpeza da unidade do paciente
Objetivos: evitar a propagação de infecção, proporcionar conforto e
segurança ao paciente, manter a unidade limpa e agradável.
É a limpeza total da unidade do paciente (paredes,
LIMPEZA TERMINAL pisos,teto,janelas, porta e sanitários). Realizada após a
alta hospitalar, óbito, transferência ou a cada 15 dias
de permanência no mesmo leito.
É a limpeza diária da unidade do paciente (grades, parte
superior e lateral do colchão, travesseiro, mesa de
LIMPEZA CONCORRENTE alimentação, cabeceira, cadeira, suporte de soro, pés
da cama e escadinha), iniciando da área considerada
mais limpa para a mais suja.
Limpeza terminal – Procedimento
1. Soltar as roupas de cama
2. Colocar toda roupa de cama no hamper
3. Desocupar a mesa de cabeceira
4. Lavar as mãos
5. Preparar o material e levá-lo à unidade
6. Colocar o balde no chão
7. Afastar a cama da parede deixando o espaço suficiente para a realização da
limpeza
8. Colocar pequena quantidade de solução desinfetante na bacia
9. Limpar o suporte de soro e a cadeira, com exceção dos pés
10. Dobrar o impermeável em leque, limpar um dos seus lados e colocá-lo na
metade distal do col
11. Limpar um dos lados do travesseiro e colocá-lo na metade distal do colchão.
12. Limpar a metade proximal do colchão, inclusive a face lateral
13. Virar o travesseiro sobre a área limpa do colchão , limpar o outro lado e colocá-
lo sobre a cadeira
14. Virar o impermeável sobre a área limpa do colchão, limpar o outro lado e colocá-
lo sobre a cadeira.
15. Passar para o outro lado e limpar a outra metade do colchão, inclusive a face
lateral.
16. Colocar o colchão sobre a grade aos pés da cama, expondo a metade superior do
estrato
17. Limpar a grade, molas e estrato da cabeceira.
18. Virar o colchão, apoiando sobre a cabeceira, sempre parte limpa do colchão com
parte limpa da cama.
19. Limpar a grade aos pés da cama e o restante das molas e estrato.
20. Colocar o colchão de modo que a parte suja fique para cima e proceder à limpeza
do mesmo.
21. Limpar a parte inferior da bandeja e colocá-la sobre o colchão.
22. Limpar a mesa de cabeceira, os pés da cama, da cadeira e do suporte do soro e
por último a escadinha.
23. Manter a unidade em ordem e lavar o material utilizado.
Cuidados importantes
• Avaliar as condições da unidade
• Utilizar água e sabão se houver excesso de resíduos
• Comunicar a(o) enfermeira(o) da unidade quando os móveis estiverem danificados
Assepsia, Antissepsia, Desinfecção,
Descontaminação e Esterilização
Assepsia Antissepsia
Conjunto de ações que visam impedir Conjunto de ações que visam reduzir
a entrada de microrganismos em locais ou eliminar microrganismos
que não estão infectados. principalmente aqueles contidos em
Redução da carga microbiana em seres vivos (pele e mucosas).
superfícies e objetos. Desinfectantes/ Antissépticos EX:
Ex: uso de EPIS. Álcool 70%, clorexidina e outros.
Conjunto de ações preventivas. Locais já contaminados.
Assepsia, Antissepsia, Desinfecção,
Descontaminação e Esterilização
DESINFECÇÃO: é a “redução” de germes patogênicos situados fora
do organismo mediante a aplicação direta de meios físicos ou
químicos. Elimina, fungos, vírus e bactérias (esporos NÃO).
A desinfecção pode ser de:
• Alto nível: artigos críticos - quando há eliminação de todos os
microrganismos e de alguns esporos bacterianos;
• Nível intermediário ou médio: artigos semi críticos - quando há
eliminação de microbactérias (bacilo da tuberculose), bactérias na forma
vegetativa, muitos vírus e fungos, porém não de esporos;
• Baixo nível: artigos não críticos (superfícies, termômetro, estetoscópio)
Àlcool 70%, hipoclorito. quando há eliminação de bactérias e alguns fungos e
vírus, porém sem destruição de microbactérias, nem de esporos.
Assepsia, Antissepsia, Desinfecção,
Descontaminação e Esterilização
Descontaminação: Processo que visa destruir microrganismos patogênicos,
em artigos contaminados ou em superfície ambiental, tornando-os,
consequentemente, seguros ao manuseio. Pode ser realizada por processo
químico, mecânico ou por processo físico.
Esterilização: eliminação total de todas as formas microbiológicas até
esporos bacterianos, por meio do uso de agentes físicos: Vapor Saturado
sobre Pressão: Autoclave; Vapor Seco: Estufa; Esterilização Química: óxido de
etileno, plasma de peróxido de hidrogênio, formaldeído, glutaraldeído e ácido
peracético.
Importância da lavagem das mãos na
prevenção de infecção
A principal via de transmissão das infecções hospitalares são as mãos, em
geral da equipe de saúde, sua adequada lavagem é de grande
importância.
Sua finalidade consiste em eliminar microrganismos, evitando propagar
infecções, eliminar da pele substâncias tóxicas e medicamentosas e
proteger-se contra agressões do meio.
A lavagem das mãos é de extrema importância para a segurança do
paciente e do próprio profissional, haja vista que, no hospital, a
disseminação de microrganismos ocorre principalmente de pessoa para
pessoa, através das mãos.
Campanha lavagem das mãos
[Link]
[Link]
Passos da lavagem das mãos
Deve-se esfregar as mãos com água e sabão por 40 a 60 segundos.
Fricção antisséptica com álcool 70% duração de 20 a 30 segundos.
• Abrir a torneira;
• Umedecer as mãos;
• Acionar o dispensador de sabão líquido e umedecer as palmas das mãos;
• Espalhar a solução fazendo movimentos de fricção com as palmas das mãos;
• Fechar a torneira e a seguir ensaboá-la e esfregá-la;
• Friccionar o punho com movimentos rotatórios com o auxílio da palma da mão oposta;
• Repetir o movimento no punho oposto;
• Friccionar o dorso das mãos com auxílio da mão oposta;
• Repetir o movimento para a mão oposta.
• Unir as palmas das mãos, friccionando-as;
• Friccionar a região perineal dos dedos da mão com as pontas dos dedos da mão oposta;
• Repetir o movimento para a outra mão;
• Abrir a torneira;
• Enxaguar as mãos iniciando pelo punho sem repetir os movimentos;
• Enxaguar a torneira e fechá-la;
• Pegar o papel toalha e enxugar as mãos, seguindo a mesma sequência da lavagem ou
posteriormente utilizar álcool glicerinado;
• Desprezar o papel toalha
Técnica de Lavagem das Mãos
[Link]
Uso de Luvas
Técnica de calçar luvas estéreis:
• Verifique se a numeração corresponda ao tamanho da sua mão;
• Abra o pacote de luvas posicionando a abertura do envelope para cima e o
punho em sua direção;
• Toque somente a parte externa do pacote, mantendo estéreis a luva e a área
interna do pacote.;
• Segure a luva pela dobra do punho, pois é a parte que irá se aderir à pele ao
calçá-la, única face que pode ser tocada com a mão não enluvada - desta
forma, sua parte externa se mantém estéril.
• Para pegar a outra luva, introduza os dedos
da mão enluvada sob a dobra do punho e
calce-a, ajustando-a pela face externa.
• Calçando a luva, mantenha distância dos
mobiliários e as mãos em nível mais
elevado, evitando a contaminação externa
da mesma.
Calçando Luvas Estéreis
Técnica de calçar luvas estéreis:
Calçando Luvas Estéreis
Calçando Luvas Estéreis
Calçando Luvas Estéreis
Calçando Luvas Estéreis
Calçando Luvas Estéreis
Após calçar a luva só poderá colocar as mãos em
locais estéreis. Calçando Luvas Estéreis
Uso de Luvas
Após o uso, as luvas estão contaminadas. Durante sua retirada,
a face externa não deve tocar a pele. Para que isto não ocorra,
puxe a primeira luva em direção aos dedos, segurando-a na
altura do punho com a mão enluvada; em seguida, remova a
segunda luva, segurando-a pela parte interna do punho e
puxando-a em direção aos dedos.
Esta face deve ser mantida
voltada para dentro para
evitar autocontaminação e
infecção hospitalar.
Retirando Luvas Estéreis
O USO DE LUVAS NÃO dispensa a
necessidade de álcool gel/70% ou
higienização das mãos
Os patógenos acessem as mãos
dos cuidadores por meio de
pequenos defeitos nas luvas ou
pela contaminação das mãos
durante a remoção das luvas.
Os profissionais de saúde devem
ser lembrados de que a não
remoção das luvas entre pacientes
ou ao se deslocar entre diferentes
partes do corpo do mesmo
paciente pode contribuir para a
transmissão de microrganismos.
Necessidades Humanas Básicas
(A teoria de Wanda Horta)
Definição de Enfermagem segundo
Wanda Horta
"Enfermagem é ciência e a arte de assistir o ser
humano no atendimento de suas NECESSIDADES
BÁSICAS, de torná-lo independente desta
assistência através da educação; de recuperar,
manter e promover sua saúde, contando para
isso com a colaboração de outros grupos
profissionais"
[Link]
Necessidades Humanas Básicas
(A teoria de Wanda Horta)
Necessidades Humanas Básicas
Necessidades Humanas Básicas
(A teoria de Wanda Horta)
CLASSIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS
Necessidades psicobiológicas Necessidades psicosociais
Oxigenação, hidratação, nutrição,
Segurança, amor, liberdade,
eliminação, sono e repouso, exercício,
comunicação, criatividade,
sexualidade, abrigo, mecânica corporal,
aprendizagem (educação à saúde),
motilidade cuidado corporal,
gregária, recreação, lazer, espaço,
integridade cutâneo mucosa,
orientação no tempo e espaço,
integridade física, regulação térmica,
aceitação, autorrealização, autoestima,
hormonal, neurológica, hidrossalina,
participação, autoimagem, atenção,
eletrolítica, imunológica, crescimento
necessidadse psicoespirituais, religiosa
celular, percepção: olfativa, visual,
ou teológica, ética ou de filosofia de
auditiva, tátil, gustativa, dolorosa
vida.
ambiente, terapêutica.
Conforto do Paciente
O bem-estar é elemento comum nas definições de conforto. O conforto pode
ser definido como a experiência imediata de ter atendidas as necessidades
humanas básicas para alívio, calma e transcendência. Na medida em que o
paciente pode apresentar necessidades de conforto não atendidas, percebemos
a necessidade de intervenção da enfermagem para maximizar o conforto.
As situações de conforto que um paciente que irá submeter-se à cirurgia
relacionaram-se a: visita da família, estar na companhia de familiares, ser
bem medicado, receber orientações, visita e bom atendimento dos médicos
e enfermeiras, tranqüilidade, paz, calma, ausência de dor.
Conforto do Paciente
Assim como o conforto que uma pessoa necessita em uma residência,
a pessoa também necessita em um ambiente hospitalar que deve
incluir: espaço que permita a privacidade, calma e silêncio. Alguns
pacientes têm necessidade do toque e conversa bem como necessitam
ser ouvidos. O relacionamento harmônico com os profissionais de
saúde também influenciam no conforto do paciente pois este, precisa
se sentir seguro (sentir que está em boas mãos).
Conforto do Paciente
Medidas adotadas pela Enfermagem para proporcionar Conforto:
• Ambiente limpo, arejado, em ordem, temperatura adequada e leito
confortável;
• Boa postura do paciente: realizar mudança de decúbito;
movimentação ativa ou passiva;
• Respeito quanto à individualidade do paciente;
• Inspirar sentimento de confiança, segurança e otimismo;
• Recreação através de atrativos. Exemplos: TV, grupos de conversa,
trabalhos manuais, leituras.
• Realizar massagem de conforto;
• Realizar medidas para alívio da dor;
• Higiene corporal, sempre que necessário.
Conforto do Paciente
Pacientes que permanecem muito tempo acamados requerem
uma atenção especial. Os inconscientes geralmente apresentam
reflexos alterados, com diminuição ou abolição de movimentos
voluntários.
A imobilização facilita complicações
traqueobrônquicas; a circulação torna-
se deficiente em determinados pontos
da área corpórea, sofrendo maior
pressão, provocando ulcerações; o
relaxamento muscular e a posição
incorreta dos vários segmentos do
corpo pode provocar deformidades.
A mudança de decúbito, exercícios
passivos e massagem de conforto são
medidas utilizadas para prevenir.
Massagem de conforto
Conforto do Paciente
Técnica do procedimento:
1 - Aproximar o paciente na lateral do leito, onde se encontra a pessoa que irá
fazer a massagem;
2 - Virar o paciente em decúbito ventral ou lateral;
3 - Após lavar as costas, despejar na palma da mão pequena quantidade de
creme;
4 - Aplicar nas costas do paciente massageando com movimentos suaves e
firmes, seguindo a seguinte orientação:
• Deslizar as mãos suavemente, começando pela base da espinha e massageando em
direção ao centro, em volta dos ombros e dos lados das costas por quatro vezes;
• Realizar movimentos longos e suaves pelo centro e para cima da espinha,
voltando para baixo com movimentos circulares por quatro vezes;
• Realizar movimentos longos e suaves pelo centro da espinha e para cima,
retornando para baixo massageando com a palma da mão, executando círculos
pequenos;
• Repetir os movimentos longos e suaves que deram início a massagem, por três a
cinco minutos e continuar com o banho ou mudança de decúbito.
Mudança de Decúbito
Medidas de Prevenção:
A mudança de decúbito consiste em fazer
variar a posição do paciente acamado, a fim
de proporcionar maior conforto e evitar as
complicações devido à imobilidade
prolongada, como as contrações musculares
e úlceras de pressão.
Deve-se realizar o procedimento de
mudança de decúbito e o posicionamento
adequado em pacientes acamados.
Mudança de Decúbito
Procedimentos:
• Retirar travesseiros e coxins que possam estar com o paciente;
• Movimentar o paciente pelo lençol, em bloco, coordenando o
movimento do esforço;
• Após mobilização, utilizar coxins ou travesseiros para auxiliar o
posicionamento.
• Inspecionar as condições da pele do paciente, os pontos mais
sensíveis para o surgimento de úlceras, que merecem cuidadosa
inspeção em pacientes acamados ou restritos à cadeira;
• Proteger os pontos de apoio com os materiais disponíveis,
conforme prescrição de enfermagem;
• Manter lençóis esticados, evitando rugas sob o paciente.
Mudança de Decúbito
Posições no Leito:
Há diferentes formas de se posicionar o paciente no leito
com a finalidade de proporcionar conforto, realizar exames,
tratamentos e cirurgias. A enfermagem deve conhecê-las
para ajudar o paciente a adotar posições específicas.
Mudança de Decúbito
1 - Decúbito dorsal, horizontal ou supina:
O paciente se deita de costas no colchão, com extremidades
inferiores apoiadas em coxim e superiores sobre o abdome. Sob
a cabeça coloca-se um travesseiro. Cobre- se o paciente com
lençol. Esta posição é muito utilizada para exame físico.
Decúbito dorsal
Mudança de Decúbito
2 - Posição de Fowler:
Posição em que o paciente fica semissentado, com apoio sob
os joelhos. É indicada para descanso, para pacientes com
dificuldades respiratórias.
Mudança de Decúbito
3 - Decúbito ventral ou de prona:
É a posição em que o paciente fica deitado sobre o abdome, com a
cabeça lateralizada. É indicada para exames da coluna vertebral e
região cervical.
Mudança de Decúbito
4 - Decúbito lateral ou Sims:
O paciente assume posição lateral esquerda ou direita. O membro
inferior que está sob o corpo deve permanecer esticado e o membro
inferior acima deve permanecer flexionado. Essa posição é utilizada
para enemas, exames de próstata e repouso.
DLD DLE
Mudança de Decúbito
5 - Genupeitoral:
O paciente se mantém ajoelhado sobre o colchão com o tórax na cama.
Os membros superiores ficam flexionados nos cotovelos, repousam sobre
a cama, auxiliando a amparar o paciente. Esta posição é utilizada para
exames vaginais e retais.
Posição Genupeitoral
Mudança de Decúbito
6 – Ginecológica:
O paciente fica deitada de costas, com as pernas flexionadas sobre
as coxas, a planta dos pés sobre o colchão e os joelhos bem afastados um
do outro. Existem mesas apropriadas para exame ginecológico - as pernas
ficam apoiadas em suportes, as perneiras. Cobre-se a paciente com lençol
em diagonal. Esta posição é utilizada para cirurgias por vias baixas e
exames ginecológicos.
Posição Ginecológica
Mudança de Decúbito
7 - Litotômica:
É considerada uma modificação da ginecológica. A paciente é
colocada em decúbito dorsal, com ombros e cabeça ligeiramente
elevados. As coxas, bem afastadas uma da outra são flexionadas
sobre o abdome. Essa posição é utilizada para partos normais,
cirurgias ou exame do períneo, vagina, bexiga e reto.
Posição Litotômica
Mudança de Decúbito
8 - Trendelemburg:
Posição em que o corpo fica inclinado, com a cabeça em plano mais
baixo que o restante do corpo. É indicada para facilitar drenagem de
secreções brônquicas e para melhorar o retorno venoso.
Posição de Trendelemburg
Nutrição
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a maioria dos governos tem
publicado recomendações de ingestão diária de nutrientes para
indivíduos saudáveis, que, por sua vez, sofrem adaptações, para mais ou
para menos, em situações de doença. Em situações normais, uma pessoa
que mantém uma alimentação balanceada, intercalando e integrando os
elementos da pirâmide alimentar, consegue suprir grande parte das
necessidades nutricionais requeridas para o pleno funcionamento do
organismo.
Nutrição
O cuidado nutricional
Os pacientes
impossibilitados de se
alimentarem sozinhos
devem ser assistidos pela
enfermagem, a qual deve
providenciar os cuidados
necessários de acordo com
Para pacientes hospitalizados
o grau de dependência
- O ratamento nutricional torna-se
complexo existente.
- Acompanhamento da ingestão de
alimentos
- Adequação da alimentação de acordo
com a patologia que afeta a pessoa.
- Aconselhamento sempre que
necessário.
Nutrição
Classificação das Dietas Terapêuticas:
Quanto à consistência - normal; branda; pastosa; semilíquida/ líquida
pastosa; líquida restrita/ líquidos claros/ líquida sem resíduos;
Quanto aos nutrientes - hipercalórica; hiperproteica; hiperglicídica;
hipoglicídica; hipolipídica; hipossódica; hipocalêmica;
Quanto à qualidade - constipante; laxante; sem irritantes gástricos;
Quanto à forma de administração - oral; enteral; parenteral.
Alimentação do Paciente
Método para alimentar o paciente acamado, capaz de alimentar-
se sozinho:
• Verificar se a dieta está de acordo a prescrição médica;
• Auxiliar o paciente a sentar-se;
• Colocar a bandeja sobre a mesa de refeição;
• Colocar o prato, copos e talheres ao seu alcance, cortar carnes, pães se
for necessário;
• Se o paciente recusar a refeição ou deixar de comer alimentos
adequados à sua dieta, persuadi-lo, explicando-lhe o valor dos mesmos;
• Terminada a refeição, retirar a bandeja
e oferecer materiais para higiene oral e
lavagem das mãos; Deixar o paciente
confortável;
• Registrar alterações observadas.
Alimentação do Paciente
Método para alimentar o paciente acamado, incapaz de alimentar-
se sozinho:
• Verificar se a dieta está de acordo com a prescrição;
• Colocar o paciente em posição de fowler, se não houver contraindicações;
• Colocar a bandeja sobre a mesa de refeição;
• Servir pequenas porções do alimento de cada vez, com cuidado e
paciência, estimulando o paciente a aceitar toda a refeição;
• Se o paciente estiver impossibilitado de ver e descrever os alimentos antes
de começar a alimentá-lo;
• Limpar a boca do paciente,
sempre que necessário;
• Terminada a refeição, oferecer-
lhe água; Remover a bandeja;
• Realizar a higiene oral do
paciente, deixá-lo confortável e a
unidade em ordem;
Alimentação do Paciente
Realizar anotação: hora da alimentação, tipo de dieta, reações
do paciente, aceitação da dieta e alterações observadas.
Evitar interromper a alimentação do paciente para qualquer
outro cuidado. Os alimentos quentes devem ser servidos
quentes e frios, servidos frios, os alimentos devem estar
adequados às condições de mastigação do paciente.
Alimentação do Paciente
Alimentação por Gavagem:
• A nutrição enteral consiste na administração de nutrientes por meio de
sondas nasogástrica - introduzida pelo nariz, com posicionamento no
estômago - ou transpilórica (nasoenteral), introduzida pelo nariz, com
posicionamento no duodeno ou jejuno, ou através de gastrostomia ou
jejunostomia.
• Desde que a função do trato gastrintestinal esteja preservada, a nutrição
enteral (NE) é indicada nos casos em que o paciente esteja impossibilitado
de alimentar-se espontaneamente através de refeições normais.
• A fórmula para nutrição enteral (NE) é consumido somente sob orientação
médica ou de nutricionista, especialmente processado ou elaborado para
ser utilizado de forma exclusiva ou complementar na alimentação de
pacientes com capacidade limitada de ingerir, digerir, absorver ou
metabolizar alimentos convencionaisA administração pode ser realizada
de forma contínua ou intermitente.
Alimentação do Paciente
Alimentação por Gavagem:
Na administração intermitente o volume a ser administrado varia em torno de 350
ml/vez, de 4 a 6 vezes ao dia. A introdução da alimentação pode ser feita com uma
seringa, com fluxo lento, para evitar a ocorrência de náuseas, diarreia, aspiração,
distensão e cólicas.
A melhor forma desse tipo de administração é o gotejamento por gravidade, num
período de 20 a 30 minutos, ou por bomba de infusão. A administração contínua
pode ser feita por meio de gotejamento gravitacional. Neste caso, deve-se
estabelecer rigoroso controle do gotejamento (aproximadamente a cada 30
minutos).
Alimentação do Paciente
Nutrição Enteral
Sonda nasoenteral/gástrica (SNE/SNG): A introdução da sonda é
realizada preferencialmente por via nasal com sua terminação em
ambiente gástrico. O acesso ao tubo digestivo por meio do cateter
nasoenteral é o mais utilizado.
SNG
SNE
Alimentação do Paciente
Nutrição Enteral
Jejunostomia - abertura cirúrgica no intestino delgado, chama-se
jejunostomia por ser feita no jejuno. Método usado quando é
preciso evitar a passagem pelo estômago. Proporciona
comunicação com o meio externo, com o objetivo de alimentar ou
drenar secreções.
Alimentação do Paciente
Nutrição Enteral
Gastrotomia
Gastrostomia - abertura cirúrgica do
estômago, para introdução de uma
sonda com a finalidade de alimentar,
hidratar e drenar secreções estomacais.
Alimentação do Paciente
Indicações:
Pacientes inconscientes;
Pacientes que recusam alimentação;
Cirurgias em cavidade oral que exigem
mucosa oral limpa e em repouso;
Pacientes debilitados ou com
impossibilidade de deglutição.
Materiais:
Suporte para frasco de alimento;
Equipo;
Frasco com o alimento;
Seringa de 20 ml;
Estetoscópio;
Luvas de procedimentos.
Alimentação do Paciente
Método:
• Explicar o procedimento ao paciente;
• Preparar o ambiente, desocupando mesa de cabeceira;
• Lavar as mãos e calçar as luvas;
• Separar e organizar o material, retirando o ar do equipo com a própria
dieta;
• Levar o material para o quarto e colocar o frasco de dieta no suporte,
protegendo equipo;
• Dobrar a extremidade da sonda, adaptar a seringa, aspirar para
verificação de conteúdos gástrico. Se houver conteúdos, comunicar a
enfermeira ou médico sobre a quantidade e aspecto;
Alimentação do Paciente
Observações:
• Dobrar extremidade da sonda, retirar a seringa e adaptar o
equipo da dieta, controlando gotejamento cautelosamente;
• Após o término de cada horário de dieta, injetar 50 ml de água
filtrada ou mineral na sonda, com uma seringa descartável de
20 ml. O jato de água serve para limpar a sonda.
• Fechar a sonda; Deixar o paciente confortável, em posição de
fowler ou decúbito lateral direito;
• Providenciar a ordem e a limpeza do local. Anotar o cuidado,
descrevendo observações.
Cuidados diários de enfermagem com SNE
Cuidados de enfermagem na gastrostomia / jejunostomia:
Avaliar e repor curativo que cobre a gastrostomia caso ele fique umedecido
(comum sangramento e drenagem sérica após procedimento).
Examinar a pele em torno da sonda diariamente (avaliar cicatrização).
Verificar sutura que prende a sonda (evitar migração da sonda).
Observar e relatar hiperemia ou maceração tissular.
Limpar a pele com solução antimicrobiana, após primeira semana usar água e sabão.
Fixar sonda junto ao abdômen e cuidar para que a mesma não dobre e nem
que haja tração da pele.
Alimentação do Paciente
Sondagem Gástrica:
É a introdução de uma sonda gástrica
plástica através da narina até o
estômago. A instalação da sonda
tem como objetivos retirar os fluidos
e gases do trato gastrintestinal
(descompressão), administrar
medicamentos e alimentos
(gastróclise) diretamente no trato
gastrintestinal, obter amostra de
conteúdo gástrico para estudos
laboratoriais e prevenir ou aliviar
Medição da Sonda Gástrica
náuseas e vômitos.
Alimentação do Paciente
Materiais:
• Sonda gástrica;
• Lubrificante anestésico (xilocaína gel);
• 1 seringa de 20 ml;
• Micropore / esparadrapo;
• Gazes;
• Luvas de procedimentos;
• Tesoura;
• Algodão umedecido com álcool a 70%;
• Estetoscópio;
• Toalha de rosto ou papel toalha.
Alimentação do Paciente
Método:
• Realizar lavagem das mãos;
• Reunir o material;
• Explicar o procedimento ao paciente;
• Colocar os materiais sobre a mesa de cabeceira;
• Colocar o paciente em posição de fowler;
• Colocar a toalha sobre o tórax do paciente;
• Calçar as luvas.
Alimentação do Paciente
Medindo a sonda em posição gástrica:
• Medir a sonda do lóbulo da orelha até a ponta
do nariz, seguindo ao apêndice xifoide e
marcar com um pedaço de esparadrapo
discreto;
• Passar a xilocaína na sonda a ser introduzida;
• Fletir a cabeça do paciente para frente com a
mão não dominante, a fim de fechar o acesso
da sonda e as vias respiratórias;
• Orientar o paciente que ao sentir a sonda em
região orofaríngea o mesmo deve deglutir;
• Introduzir a sonda na narina do paciente até o
ponto demarcado;
Alimentação do Paciente
Medindo a sonda em posição gástrica:
• Testar localização da sonda através da aspiração de conteúdos e/ ou
ausculta de ruídos em região epigástrica injetando 10 ml de ar com a
seringa e auscultando com o estetoscópio;
• Fixar a sonda de modo que não atrapalhe o campo visual e não
traumatize a narina;
• Recolher o material;
• Manter ambiente limpo e organizado;
• Anotar o procedimento realizado, número da sonda, volume e aspecto
de secreções drenadas e intercorrências.
Hidratação
Constituído de mais de 60% do corpo humano, de água se faz
fundamental para a vida.
Todo o funcionamento do organismo depende da água. Além de
distribuir os nutrientes pelos diferentes órgãos do corpo, a água ajuda a
regular a temperatura do corpo, eliminar as toxinas através da urina e
da transpiração e a estimular o trânsito intestinal.
Eliminamos cerca de dois litros através da urina, do suor e das fezes, o
que nos obriga a repor a água perdida diariamente.
Se o líquido de nosso corpo não for reposta, entramos num processo de
desidratação e intoxicação. Além disso, nosso rim fica sobrecarregado e
não têm as condições ideais para realizar o processo de filtração de
toxinas.
Hidratação
Nesse processo perdemos também sais minerais, principalmente
potássio e sódio. Então, se por um lado é preciso tomar água para
facilitar a filtração pelos rins, por outro, ela não pode ser ingerida em
excesso.
Os especialistas aconselham a ingestão de no mínimo dois litros de água
por dia, que devem ser ingeridos em quantidades e intervalos regulares.
A sede, que é causada pela baixa quantidade de água dentro das células,
diminuindo a eliminação de água pelos rins e por meio da saliva, é um
sinal do organismo indicando que o indivíduo deve beber água.
Visando evitar que o paciente se desidrate, a enfermagem deve
observar o atendimento de sua necessidade de hidratação.
Hidratação do Paciente
Desde que não haja impedimento para que receba líquidos por via oral,
cabe ao Serviço de Nutrição e Dietética fornecer água potável em
recipiente apresentável e de fácil limpeza, com tampa, passível de
higienização e reposição diária, para evitar exposição desnecessária e
possível contaminação.
Nem sempre os pacientes atendem adequadamente à necessidade de
hidratação, por falta de hábito de ingerir suficiente quantidade de água,
fato que, em situações de doença, pode levá-lo facilmente à desidratação
e desequilíbrio hidroeletrolítico.
Considerando tal fato, é importante que a enfermagem o oriente e
incentive a tomar água, ou lhe ofereça auxílio se apresentar dificuldades
para fazê-lo sozinho.
Eliminações fisiológicas
As eliminações fisiológicas são processos naturais do organismo para
remover substâncias que não são mais necessárias. Entre as principais,
temos as eliminações urinárias e as fecais.
Nosso organismo possui um sistema de purificação e eliminação de
toxinas para manter sua higiene interna.
Quando a eliminação está equilibrada e adequada às necessidades da
pessoa, o material tóxico acumulado em áreas sensíveis do corpo é
eliminado com maior rapidez, promovendo o equilíbrio orgânico e
ativando a renovação celular por células mais fortes e saudáveis.
A eliminação deficiente faz com que o sangue que circula fique
intoxicado, e este, ao banhar áreas mais frágeis, favorecerá a
assimilação de material tóxico por células deficientes, facilitando a
formação de doenças.
Eliminações fisiológicas
Como colocar e retirar comadre do paciente acamado:
Materiais necessários para o procedimento:
• Comadre;
• Papel higiênico;
• Biombos;
• Bacia com água morna;
• Toalha de banho;
• Sabonete.
Eliminações fisiológicas
Como colocar e retirar comadre do paciente acamado: (orientado)
Técnica do procedimento
• Lavar as mãos;
• Identificar o paciente;
• Cercar a cama com biombos;
• Explicar ao paciente o que vai ser feito;
• Reunir o material necessário junto a unidade;
• Colocar as luvas de procedimento;
• Aquecer a comadre (fazendo movimentos de fricção em sua superfície, com a
extremidade sobre o lençol ou colocando-a em contato com água quente);
• Pedir ao paciente para levantar os quadris e se ele estiver impossibilitado,
levantar por ele, com a ajuda de outro funcionário da Enfermagem;
• Colocar a comadre sob os quadris;
• Deixar o paciente sozinho, sempre que possível, (Ficar por perto).
Eliminações fisiológicas
Técnica do procedimento
• Entregar papel higiênico ao paciente, orientando-o sobre a higiene intima e se
necessário, realize por ele.
• Se fezes, realizar a higiene dos genitais todas as vezes que se fizer necessário.
• Pedir novamente ao paciente ajuda, que levante o quadril, colocando força na
planta dos pés na cama, e se necessário, realize o procedimento com ajuda.
• Retirar a comadre; após a higiene.
• Fornecer bacia com água para que o paciente lave as mãos;
• Fornecer toalha para que ele enxugue as mãos;
• Lavar o material;
• Colocar o material restante no lugar;
Eliminações fisiológicas
Como colocar e retirar comadre do paciente acamado:
Técnica do procedimento
• Deixar o paciente em posição confortável;
• Desprezar as luvas e lavar as mãos;
• Anotar no prontuário.
Observação - Não deixar um paciente esperando pela comadre,
por se tratar de um ato fisiológico a espera pode levar a angústia
física e emocional, podendo ocorrer diminuição do tônus dos
esfíncteres. Por se tratar de um momento íntimo, muitos
pacientes tem que ficar sozinhos, pois se sentem inibidos, não
conseguindo evacuar perto de outras pessoas.
Higiene
A higiene pessoal é muito importante para a saúde do
indivíduo e, também, para o seu relacionamento com a
sociedade. O asseio com o corpo, ou a falta dele,
demonstra o grau de compromisso que o indivíduo tem
consigo mesmo. Uma pessoa asseada é facilmente aceita
pelos demais membros de seu grupo social, tem sua
autoestima elevada e, consequentemente, vive mais feliz.
Diferente de uma pessoa sem zelo com o seu próprio
corpo, que pode ficar com sua autoestima baixa, além de
sofrer perseguições e apelidos por parte dos seus
companheiros.
Higiene
As doenças e problemas mais frequentes decorrente da
falta de higiene são:
• Micoses - manchas brancas ou vermelhas que surgem
na pele, podem resultar da falta de asseio;
• Pé-de-atleta - tipo de micose que acomete os dedos e
se propaga para a planta dos pés, provocando
coceiras. A contaminação ocorre quando a pessoa
caminha descalça em pisos úmidos e sujos;
• Piolhos - parasitas que atacam o couro cabeludo, a
ação dos piolhos provoca coceira;
• Mau hálito é provocado, dentre outros fatores, pela
presença de restos de alimentos entre os dentes; etc.
Higiene Corporal
Os hábitos relacionados ao banho, como frequência, horário e temperatura
da água, variam de pessoa para pessoa. Sua finalidade precípua, no entanto,
é a higiene e limpeza da pele, momento em que são removidos células
mortas, sujidades e microrganismos aderidos à pele.
Os movimentos e a fricção exercidos durante o banho estimulam as
terminações nervosas periféricas e a circulação sanguínea. Após um banho
morno, é comum a pessoa sentir-se confortável e relaxada. A higiene
corporal pode ser realizada sob aspersão (chuveiro), imersão (banheira) ou
ablução (com jarro, banho de leito).
A higiene do paciente é uma atividade atribuída à equipe de enfermagem e
tem um fator importante na recuperação do paciente. Os cuidados no
momento de se fazer a troca de roupas e arrumação do leito tem o objetivo
de evitar doenças infecciosas. Seguindo como sequência da cabeça aos pés.
Cuidados de Higiene Corporal
• Prezar pela segurança do paciente
• Separar materiais e rouparia ANTES!
• EPIs
• Garantir autonomia
• Enquanto toma banho trocar as roupas de cama
(técnica)
• Utilizar hamper (NUNCA ROUPAS PELO CHÃO)
• Sequência do menos contaminado para o
mais contaminado
• Céfalo caudal.
• Região genito urinária e anal por último.
• CURATIVOS SEMPRE DEPOIS DO BANHO
COM TÉCNICA ESTÉRIL.
• Cuidado com harmonia do quarto e
banheiro do paciente.
Higiene Corporal
Banho de aspersão (chuveiro):
• Providenciar todos os produtos de higiene e roupas requisitadas pelo
paciente;
• Colocá-los ao alcance do chuveiro;
• Auxiliar o paciente no banheiro;
• Abrir o chuveiro e equilibrar a temperatura da água, demonstrando ao
paciente para saber se está a gosto;
• Instruir o paciente para não trancar a porta do banheiro;
• Não sair do quarto. Devemos manter atenção. Enquanto o paciente realiza
seu banho, preparar cama aberta conversando com o mesmo a fim de
detectar anormalidades;
• Auxiliar o paciente a sair do chuveiro, se necessário auxiliá-lo a se enxugar;
• Auxiliar o paciente a se vestir e calçar os chinelos;
• Auxiliar o paciente a ir para o leito e deitar se necessário;
• Deixar o quarto do paciente em ordem e realizar a limpeza concorrente.
Higiene Corporal
Banho de ablução (no leito):
Para os pacientes acamados, o banho é dado no leito, pelo
pessoal de enfermagem. Convém ressaltar que a grande
maioria deles considera essa situação bastante
constrangedora, pois a incapacidade de realizar os próprios
cuidados desperta um sentimento de impotência e vergonha,
sobretudo porque a intimidade é invadida.
O banho no leito, como qualquer outro procedimento,
requer prévio planejamento e organização dos materiais e
roupas da unidade considerando as especificidades do
paciente.
Higiene Corporal
Banho de ablução (no leito):
Inicialmente, retirar o cobertor do leito do paciente, dobrá-lo e inseri-lo entre os
lençóis e colcha limpos, devidamente organizados na ordem de utilização.
Para facilitar a tarefa, solicitar ou trazer o paciente o mais próximo da borda da
cama. Antes de iniciar o banho, elevar um pouco a cabeceira da cama, para evitar
que o paciente broncoaspire.
Tradicionalmente, costuma-se lavar primeiro o rosto, braços, região ventral,
membros inferiores, dorso e genitais. A higiene deve ser realizada da região mais
limpa para a mais suja, evitando-se levar sujidade e contaminação às áreas limpas.
Ao se posicionar o paciente de lado, para
lavar o dorso, habitualmente se realiza
uma massagem de conforto para ativar a
circulação local.
Banho no Leito
Higiene Corporal
Materiais:
• Lençóis (de cima e de baixo);
• 1 lençol móvel;
• 1 cobertor; 1 colcha; 1 fronha;
• 1 toalha de banho;
• Compressas (esfregão);
• Sabão (de preferência líquido);
• 1 jarro;
• 1 bacia;
• 1 camisola;
• Biombo;
• Luvas de procedimentos
Banho no leito - Procedimento
• Explicar o procedimento ao paciente;
• Preparar as roupas de cama em ordem de uso, colocar biombo;
• Oferecer comadre ou papagaio ao paciente;
• Lavar as mãos;
• Abaixar grades laterais da cama se houverem, acomodar o paciente em
alinhamento corporal adequado;
• Retirar as roupas de cima e colocá-las no hamper, com exceção do lençol;
• Retirar a camisola do paciente. Se o paciente estiver com venóclise, retirar
primeiramente do membro superior
sem punção;
• Cobri-lo, levantar as grades;
• Encher o jarro com a água morna;
• Retirar o travesseiro se permitido;
• Dobrar o esfregão. Molhá-lo e torcê-lo;
• Lavar os olhos do paciente com água morna (sem sabão). Usar diferentes
áreas do esfregão para cada olho. Lavar os olhos da comissura palpebral
externa para a interna;
• Lavar região frontal, face, nariz, pescoço e orelhas;
Banho no leito – Procedimento
• Lavar o braço do paciente com água e sabão, fazendo movimentos longos e
firmes, partindo da área distal para a proximal e axila;
• Imergir a mão do paciente na bacia com água e lavá-la não esquecendo as
unhas;
• Com o esfregão molhado com água e sabão, lavar tórax com movimentos
longos e uniformes, trocando as áreas do esfregão;
• Em casos de mulheres pode ser necessário erguer as mamas;
• Lavar abdome, dando atenção especial ao umbigo;
• Cobrir peito e abdome. Expor pernas, cobrindo períneo;
• Flexione as pernas do paciente, imergir pé dentro da bacia com água, lavar do
tornozelo ao joelho e do joelho a coxa;
• Esfregar o pé, as interdigitais, unhas, retirar bacia;
• Lavar períneo (técnicas seguintes);
• Auxiliar o paciente a assumir posição lateral, lavar pescoço, tórax posterior,
região lombar, como movimentos firmes e longos. Por último, dobras da pele
das nádegas e ânus;
• Trocar o leito de acordo a técnica, colocando roupas sujas no hamper sem
balançá-las;
Banho no leito - Procedimento
• Hidratar e massagear pele do paciente;
• Colocar camisola sem dar nós ou laços;
• Pentear os cabelos;
• Colocar desodorante nas axilas;
• Realizar limpeza concorrente do leito.
• Auxiliá-lo no desjejum e higiene oral (técnicas seguintes);
• Elevar grades;
• Lavar as mãos manter material em ordem.
Observação:
• Os procedimentos devem ser repetidos do outro lado;
• Trocar água se necessário;
• Cobrir o paciente, não deixá-lo exposto;
• Se necessário realizar higiene dos cabelo, que deverá ser realizada
primeiramente logo após lavagem do rosto.
• Cortar unhas se necessário.
[Link]
Higiene dos Cabelos
A lavagem dos cabelos e do couro cabeludo visa proporcionar higiene, conforto e
estimular a circulação do couro cabeludo. Quando o paciente não puder ser
conduzido até o chuveiro, esta tarefa deve ser realizada no leito. A aparência e
sensação de bem estar em uma pessoa, geralmente, dependem da aparência e da
impressão dos cabelos.
Uma doença ou incapacidade pode impedir que o paciente cuide bem dos cabelos.
Os cabelos de um paciente imobilizado rapidamente tornam-se emaranhados.
Escovar, pentear e lavar são as medidas básicas de higiene para todos os
pacientes.
Observações: Observar condições do couro cabeludo, se há
lesões, lêndeas, piolho.
Antes de iniciar a lavagem dos cabelos, determine se existe
qualquer risco que possa contra indicar o procedimento,
como nos casos de pacientes graves, submetidos a cirurgias
de cabeça e pescoço ou com traumatismo raquimedular.
Higiene dos Cabelos
Lavagem dos cabelos no leito:
• Explicar o procedimento ao paciente;
• Arrumar materiais em local conveniente;
• Colocar a bacia sob a cabeça do paciente;
• Colocar algodão no ouvido do paciente
• Com o jarro derramar água cuidadosamente aos cabelos;
• Realizar espuma, massageando bem o couro cabeludo, para estimular
a circulação.
• Enxaguar, até que os cabelos fiquem sem sabão;
• Repetir o processo sempre que necessário;
• Aplicar condicionador nas pontas se necessário;
• Pentear os cabelos iniciando das pontas para a raiz.
• Enrolar a cabeça do paciente na toalha.
Trabalhar em equipe é essencial na higiene
corporal !!!
Aula de higienização couro cabeludo. Prof:Sérgio
Higiene perineal feminino:
Cuidados perineais
• Orientar o paciente sobre o procedimento, observando as condições de higiene
• Colocar a comadre sob a paciente;
• Não deixar áreas do corpo expostas desnecessariamente;
• Auxiliar a paciente a flexionar os joelhos e afastá-los;
• Molhar a genitália, ensaboar a face interna das coxas, pubiana e perianal.
• Com a mão não dominante afastar pequenos lábios (expor o meato urinário e
introito vaginal) e lavar a região com o esfregão com água e sabão, em direção
anterior para a posterior (de cima para baixo), trocando as áreas do esfregão;
**Utilizar outra gaze, para limpar os grandes lábios e as outras partes da genitália
externa.
• Enxaguar;
• Lavar o ânus e região perianal por último
• Retirar comadre, enxugar a região.
Observação: se houver presença de fezes,
retirá-las primeiro com papel higiênico
antes de iniciar o procedimento.
Cuidados perineais
Higiene perineal masculina:
• Explicar o procedimento ao paciente;
• Colocar a comadre;
• Levantar o pênis. Segurá-lo com a mão dominante;
• Afastar cuidadosamente o prepúcio;
• Lavar a glande, meato urinário, em movimentos circulares, trocando
áreas do esfregão (retirar todo o esmégma);
• Com movimentos firmes e delicados lavar o corpo do pênis;
• Lavar cuidadosamente o escroto, levantá-lo e lavar o períneo, enxaguar;
• Retirar comadre e secar a região.
Observação: Sempre que possível, orientar
e estimular o paciente a auxiliar a limpeza.
• Manter o diálogo
• Ter postura séria e firme
• Respeitas a privacidade e cuidado com a
índole do paciente.
Ticotomia
• Retirada de pelos de uma determinada área.
• Objetivos: preparar uma área para cirurgia ou exames, facilitar a higiene.
• Pelos longos devem ser cortados com tesoura antes da raspagem.
• Em partes em que o osso está proeminente, ter cuidado para não cortar o
paciente.
• Manter a privacidade do paciente.
• Em paciente inconscientes conferir com familiares o desejo de realizar
(EX:retirada de bigode).
Higiene oral
A higiene oral frequente reduz a colonização local, sendo importante
para prevenir e controlar infecções (bucais,digestivas e
respiuratórias), diminuir a incidência de cáries dentárias, manter a
integridade da mucosa bucal, evitar ou reduzir a halitose (mau
hálito), além de proporcionar conforto ao paciente.
Em nosso meio, a maioria das pessoas está habituada a escovar os
dentes - pela manhã, após as refeições e antes de deitar e quando
isso não é feito geralmente experimenta a sensação de desconforto.
Avaliar a possibilidade de o paciente realizar a própria higiene, sendo
possível, colocar o material ao seu alcance e auxiliá-lo no que for
necessário.
Higiene oral
Materiais:
• Pasta de dente ou antisséptico bucal;
• Escova de dente ou material preparado com abaixador de língua e gazes;
• Copo com água;
• Cuba Rim.
Procedimento:
• Determinar a habilidade do paciente a segurar a escova de dentes;
• Explicar o procedimento.
Se o paciente não for debilitado:
• Colocar a pasta de dente na escova;
• Molhar a escova;
• Segurar a cuba rim e copo com água e auxilia-lo na escovação.
Se o paciente for dependente: Higiene oral
• Explicar ao paciente o procedimento e observas as condições da cavidade oral.
*** Em pacientes intubados, antes da higiene oral deve-se verificar a pressão
de cuff prevenindo aspirações;
• Colocar solução dentifrícia ou solução bicarbonatada no copo descartável;
• Envolver a espátula com gaze e umedecer com a solução dentifrícia.
• Abrir a boca do paciente com auxílio da espátula e, delicadamente friccioná-la
nos dentes, gengiva e bochechas internas.
• Repetir quantas vezes for necessário, trocar a gaze.
• Após o término é importante realizar a aspiração da secreção.
Atenção: retirar placas cuidadosamente para evitar sangramentos. Não enxaguar em
casos de antissépticos antibacterianos.
Atenção quanto a técnica de escovação:
De trás para a frente;
Escovar no mínimo 9 vezes cada grupo de 2 dentes :
• 3x superfícies voltadas para a bochecha
• 3x superfícies da mastigação
• 3x superfícies voltadas para a língua,
Palato: utilizar gaze
Sono e Repouso
Sono é o nome dado ao repouso que fazemos em períodos de cerca de 8 horas
em intervalos de cerca de 24 horas. Durante esse período nosso organismo
realiza funções importantíssimas com consequências diretas à saúde.
Durante o sono muitos dos principais órgãos do corpo e sistemas regulatórios
continuam a trabalhar ativamente.
Em estudo realizado pela Universidade de Chicago – EUA, onze pessoas com idades
entre 18 e 27 anos foram impedidas de dormir mais de quatro horas durante seis
dias. O efeito foi assustador. No final do período, o funcionamento do organismo
delas era comparado ao de uma pessoa de 60 anos de idade. E os níveis de insulina
eram semelhantes aos dos portadores de diabetes.
O sono é uma necessidade humana
básica, mas muitas pessoas desconhecem
sua importância e tentam se manter com
poucas horas de repouso.
Funções do sono
Durante o sono, o cérebro classifica
e armazena memórias e o corpo se
recupera dos desgastes do dia.
Dormir bem é essencial não apenas para ficar acordado no dia seguinte, mas,
para manter-se saudável e melhorar a qualidade de vida. Nosso desempenho
físico e mental está diretamente ligado a uma boa noite de sono.
O efeito de uma madrugada em claro é
semelhante ao de uma embriaguez leve: a
coordenação motora é prejudicada e a
capacidade de raciocínio fica comprometida,
ou seja, sem o merecido descanso o
organismo deixa de cumprir uma série de
tarefas importantíssimas.
Funções do sono
Na infância, cerca de 90% do hormônio do
crescimento é liberado durante o sono, crianças
que dormem mal têm mais chances de ter
problemas no seu desenvolvimento físico.
O hormônio do crescimento continua sendo
liberado mesmo na fase adulta, durante o sono.
Embora em doses menores, ele evita a flacidez
muscular e garante vigor físico.
Pessoas que conseguem dormir bem possuem
uma maior capacidade de concentração,
autocontrole e realização de tarefas pessoais e
profissionais. Quanto ao tempo de sono
necessário para um repouso adequado, não
O sono também contribui
existe um consenso entre os especialistas, mas
para o bem-estar mental
é comum em torno de sete horas de sono.
e emocional.
Fatores que influenciam a
qualidade do sono:
As interferências ao sono São classificadas em externas(trabalhos noturnos ou
turnos rotativos, os eventuais problemas com fusos horários, em casos de
viagens) e orgânicas(ronco, a apneia, a insônia, a narcolepsia, o bruxismo, a
síndrome das pernas inquietas e outras).
O ronco e o bruxismo, geralmente, incomodam mais quem dorme nas
proximidades do que quem apresenta o quadro clínico.
A apneia é o fechamento da passagem de ar ao nível da garganta pelos próprios
tecidos da mesma, por isso frequentemente está associada ao ronco, com
consequente parada da respiração. Esse fechamento pode demorar vários
segundos e até mesmo causar a morte súbita. Essa disfunção nem sempre a
percebe e apresenta noites com “dorme e acorda” que podem chegar a 300
vezes.
O ronco e a apneia podem ser evitados. Algumas providências podem ser tomadas como
desde um posicionamento correto na cama à eliminação do hábito de tomar bebidas
alcoólicas antes de dormir.A perda de peso pode eliminar depósitos de gordura na região
do pescoço que são prejudiciais à passagem de ar, mas, alguns casos persistem e
necessitam de tratamento.
Fatores que influenciam a
qualidade do sono:
Fatores que influenciam a
qualidade do sono:
As interferências ao sono São classificadas em externas(trabalhos noturnos ou
turnos rotativos, os eventuais problemas com fusos horários, em casos de
viagens) e orgânicas(ronco, a apneia, a insônia, a narcolepsia, o bruxismo, a
síndrome das pernas inquietas e outras).
O ronco e o bruxismo, geralmente, incomodam mais quem dorme nas
proximidades do que quem apresenta o quadro clínico.
A apneia é o fechamento da passagem de ar ao nível da garganta pelos próprios
tecidos da mesma, por isso frequentemente está associada ao ronco, com
consequente parada da respiração. Esse fechamento pode demorar vários
segundos e até mesmo causar a morte súbita. Essa disfunção nem sempre a
percebe e apresenta noites com “dorme e acorda” que podem chegar a 300
vezes.
O ronco e a apneia podem ser evitados. Algumas providências podem ser tomadas como
desde um posicionamento correto na cama à eliminação do hábito de tomar bebidas
alcoólicas antes de dormir.A perda de peso pode eliminar depósitos de gordura na região
do pescoço que são prejudiciais à passagem de ar, mas, alguns casos persistem e
necessitam de tratamento.
Fatores que influenciam a
qualidade do sono:
A dor em repouso é influenciada por fatores psicológicos (por
exemplo, ansiedade e depressão) e demográficos (por exemplo,
idade jovem, uma ou mais comorbidades e história de cirurgia) .
Dor de procedimentos: maior aumento da intensidade da dor:
inserção de cateter arterial, remoção de dreno torácico,
remoção de dreno da ferida, mobilização e reposicionamento e
aspiração traqueal.
• Aspiração traqueal
• Mudança de decúbito
• Curativo
• Tubo traqueal
• Trauma
• Lesão cirúrgica • Sonda nasogástrica
• Queimadura • Cateter central/ Cateter arterial
• Drenos
• Lesões
• Punção venosa ou arterial
• Faixas para restrição dos membros
Fatores que influenciam a
qualidade do sono:
Algumas prescrições de enfermagem para o diagnóstico de
Padrão do Sono Perturbado.
• Manter regularidade no horário de dormir e acordar.
• Não compensar uma noite mal dormida com prolongamento do sono pela
manhã ou com cochilos diurnos.
• Utilizar o quarto apenas para dormir ou para as relações íntimas, evitar
utilizá-lo para ler, ver televisão, comer...
• Evitar dormir com fome. Uma boa dica é beber um copo de leite morno.
• Evitar muitos líquidos a noite, pois ocorre a necessidade de urinar
interrompendo a sequência do sono...
• Dar intervalo de duas horas entre a refeição e a hora de deitar.
• Evitar uso de estimulantes como café, chá preto, pois causa ansiedade e
insônia.
• Tomar banho em temperatura agradável e fazer um pequeno lanche.
Fatores que influenciam a
qualidade do sono:
Os níveis de ansiedade e stress induzidos pela doença oncológica, por cirurgias de
grande porte, afetam o sono do paciente e seus acompanhantes.
O papel da enfermagem passa pela escuta ativa dos medos e receios do doente,
tentando desmistificar a cirurgia, a patologia ou simplesmente permitindo que o
cliente fale sobre seus problemas.
Também podemos usar de recursos e técnicas de relaxamento, encaminhamento
para a psicóloga, se necessário, juntamente com a administração da terapêutica
indutora do sono prescrita, são estratégias recomendadas para ajudar o doente a
satisfazer esta necessidade humana básica.
Quem dorme pouco costuma ter menos vigor físico, envelhece mais precoce, está
mais sujeito a infecções, obesidade, hipertensão e ao diabetes. A leptina,
hormônio que controla a sensação de saciedade é liberado durante o sono. A falta
de sono inibe a produção de insulina, o que faz a taxa de açúcar no sangue subir e
eleva a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse.
Arrumação da Cama Hospitalar
O preparo da cama hospitalar consiste em arrumá-la, de
acordo com as características do paciente que vai ocupá-la.
É importante ressaltar que um leito confortável,
devidamente preparado e biologicamente seguro, favorece o
repouso e sono adequado ao paciente.
Tipos de preparo:cama fechada, cama aberta e cama para
operado, as quais serão descritas a seguir.
Arrumação da Cama Hospitalar
1 - Cama fechada: é aquela que está desocupada, aguardando chegada
(admissão) do paciente, caso em que deve ser submetida à prévia
limpeza terminal.
Material:
• 2 lençóis (de cima e de baixo);
• 1 toalha de rosto;
• 1 toalha de banho;
• 1 fronha;
• 1 cobertor;
• 1 colcha.
Ordem na qual a roupa deverá ser colocada no espaldar da cadeira:
• Toalhas;
• Fronha;
• Colcha;
• Cobertor;
• Lençol de cima;
• Lençol de baixo.
Método (Cama fechada):
• Reunir o material necessário e levá-lo ao quarto.
• Afastar a mesa de cabeceira.
• Colocar a cadeira aos pés da cama e sobre ela, o travesseiro e o cobertor.
• Colocar a roupa na espaldar da cadeira, empregando a técnica de
dobradura, observando ordem de uso.
• Pegar o lençol sobre o centro do colchão.
• Ajeitar o primeiro lençol, prendendo-o por baixo fazendo a dobra ao cobrir
o canto.
• Estender o lençol de cima, colocando a bainha rente ao colchão, deixando-
o solto.
• Colocar o cobertor na mesma técnica e também deixa-lo solto.
• Colocar a colcha utilizando técnica anterior, prendendo o lençol de cima, o
cobertor e colcha (todos juntos), realizando a dobradura nos pés da cama.
• Na cabeceira superior dobrar as três peças juntamente (lembrar da
estética).
• Cobrir o travesseiro com a fronha, deixando-o em pé na cabeceira
superior.
• Ajeitar as toalhas na cabeceira inferior da cama.
2 - Cama aberta: é aquela que está sendo ocupada por um paciente.
Material:
• 2 lençóis (de cima e de baixo);
• Fronha;
• Cobertor;
• Colcha;
• Luvas de procedimentos.
Método (Cama aberta):
• Segue o procedimento da cama fechada.
• Neste método, o travesseiro permanece abaixado na cabeceira superior
e abre-se o lado que o paciente vai entrar e deitar na cama.
• Não esquecer de fazer a limpeza concorrente do colchão e cabeceiras.
3 - Cama para operado : É realizada para receber o paciente que está na sala de
cirurgia sob anestesia ou submetido a procedimentos diagnósticos ou terapêuticos
sob anestesia tem a finalidade de proporcionar conforto e segurança ao paciente,
facilitar colocação do paciente no leito.
Método (Cama para operado):
• Reunir o material necessário.
• Retirar toda a roupa da cama enrolando-as com cuidado e colocando-as
no hamper.
• Dobrar a roupa e colocá-la no espaldar da cadeira em ordem de uso.
• Realizar a limpeza concorrente do colchão e cabeceira.
• Estender o lençol de baixo na mesma técnica das camas anteriores.
• Colocar o lençol móvel no centro da cama.
• Colocar as demais roupas sem prender os cantos.
• Nos pés, dobrar as roupas até o meio do colchão.
• Na cabeceira, dobrar as roupas até o meio do colchão.
• Realizar dobradura (envelope) e enrolar.
• Dobrar o forro de cabeceira em leque.
• Não colocar travesseiro.
[Link]