PROJETO DE PESQUISA
A LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
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1 INTRODUÇÃO
A temática sobre a ludicidade como estratégia capaz colaborar no
processo de ensino-aprendizagem da educação infantil, tem sido muito discutida e
trazida aos poucos para os ambientes escolares, por ser a brincadeira é um dos
universos da criança. Mesmo com todos os estudos que tratam da eficácia do uso
de jogos nos ambientes escolares, ainda existe resistência por parte de alguns
educadores descrentes na possibilidade de unir a brincadeira ao conteúdo
pedagógico. Para estes profissionais brincar e aprender são duas instâncias
distintas que não devem ser utilizadas simultaneamente.
A escolha deste projeto com o tema sobre a ludicidade na educação
infantil se deu pela observação do âmbito escolar que o lúdico torna-se importante
para a alfabetização das crianças, onde se percebe que a ludicidade na educação
infantil torna-se importante, que influencia de forma severa a construção dos valores
humanos dos alunos, sendo que os mesmos se encontram em fase de consolidação
do seu carácter humano. A escola, o professor consegue enxergar o retrato dessa
influência em sala de aula, pois com o uso do lúdico as crianças conseguem ter uma
aprendizagem melhor e sair de atividades rotineiras.
Surge então a necessidade da escola, o professor se posicionar
diante dessa situação, demostrando este afeto que o aluno precisa; pois
entendemos que o afetivo também exerce forte influência no cognitivo, pois quando
a criança sente-se melhor com a brincadeira saindo da rotina. Nisto constatamos
que o uso dessa técnica na escola se torna de grande relevância, e facilita como um
todo de ambas as partes. Como professores precisamos refletir sobre a nossa
práxis, se queremos tanto a atenção de nosso aluno, bem como o controle de uma
turma, temos que procurar utilizar outras formas para que possamos chamar
atenção das crianças na educação infantil, procurar utilizar o lúdico como uma forma
de aprendizagem.
Transformar a sala de aula em um ambiente harmonioso é uma
tarefa que requer bastante esforço por parte do educador, pois deverá haver muita
compreensão e um olhar afetivo nas relações diárias em sala de aula com o aluno,
pois este aluno está em fase de amadurecimento da personalidade. A partir dos seis
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anos de idade a criança adquire uma nova forma de socialização, migrando do
estágio do egocentrismo para uma fase mais estruturada. É nesse ambiente das
novas relações com o mundo e com o outro que elas vão construindo/internalizando
atitudes, valores e conceitos. Daí a necessidade de trabalhar com a temática de
natureza afetiva nas séries iniciais.
Os jogos também devem ser valorizados por fazer parte da
cultura de um povo, onde possibilita uma aprendizagem significativa na
alfabetização, é a possibilidade da criança descobrir as palavras através do
lúdico. Todos os envolvidos na aprendizagem precisam estar conscientes da
importância em que os jogos e brincadeiras possuem na construção do
conhecimento da criança. As reflexões são necessárias e enriquecedoras, uma
vez que todos precisam estar envolvidos na educação.
Jogando, a criança consegue comparar, analisar, nomear,
associar, calcular, classificar, compor, conceituar e criar. Assim, os jogos trazem
o mundo para a realidade da criança, possibilitando o desenvolvimento de sua
inteligência, sua sensibilidade, habilidades e criatividade.
O processo de alfabetização da criança no campo escolar ainda
merece algumas reflexões, já que os avanços no ensino da leitura e da escrita
inseridos no ambiente escolar estão longe de serem considerados excelentes.
Caminhou-se bastante, porém, é preciso ir mais longe. A alfabetização tem sido
alvo de muitas discussões no mundo atual, isto porque apesar do
reconhecimento desse direito cidadão e das muitas medidas que vêm sendo
tomadas para garanti-lo, ainda existem elevados índices de evasão e repetência
escolar.
Para o desenvolvimento do trabalho do professor em desenvolver
essa prática de afetividade em sala de aula, propomos que fosse elaborada uma
pesquisa com os alunos, a respeito do papel do professor em sala de aula.
Solicitamos que os alunos opinassem com respeito às atitudes que um bom
professor deveria ter em sala de aula para que as aulas fossem mais harmoniosas e
afetivas. Após a pesquisa iremos analisar o perfil deste profissional apontado pelos
alunos como um bom professor.
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A avaliação desse projeto será uma avaliação reflexiva, que
proporcionará uma mudança comportamental que irá visar à ação e os efeitos de
uma prática afetiva no ambiente escolar num todo.
Por fim pretendemos através de um projeto de ensino que se
ampara em pesquisa bibliográfica, analisar e discutir como tem ocorrido a
afetividade do lúdico na educação infantil, e como os professores têm utilizado as
teorias de Cavalcante, Vygotsky e Bertoldo, os autores valorizam o uso da
ludicidade como métodos aliados à educação, para melhor aprendizado dos alunos.
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2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Historicamente desde a antiguidade o método sintético vigorou de
forma unívoca no sistema educacional até meados do século XVIII. Este método
considera a leitura como processo somatório que parte do simples para o composto,
ou seja, trata-se de unir os elementos básicos: as letras e sílabas em novas
palavras.
No século XVII até o início do século XX surge o método analítico.
Tal método vai se ocupar com a capacidade que o sujeito tem de decompor as
palavras nos elementos mais básicos: sílabas e letras. “Nessa metodologia o ensino
parte de unidades maiores da língua: oração ou conto, chegando ás partes menores:
sílabas e letras.” (CAVALCANTE; FREITAS, 2008, p.4).
No século XX essas metodologias começam a ser criticadas por não
darem conta de alfabetizar o grande número de alunos. Nesse sentido pode-se
observar o surgimento de estudos sobre a alfabetização voltados para a
necessidade de mudanças em relação à alfabetização e para a expansão dos
aspectos referentes à aquisição da linguagem escrita. Portanto há uma importância
em frisar que a união dos estudos sobre método sintético e analítico de
alfabetização com o método de alfabetização lúdica desenvolvida por Paulo Nunes
de Almeida no Brasil a partir de 1980, deve ser um elemento considerado na prática
docente.
Ferreiro e Teberosky (1985) em seus estudos fizeram com que o
interesse sobre como o professor ensina se deslocasse para como o aluno aprende.
Para as autoras cada criança desenvolve sua própria maneira de aprender a ler e
escrever, buscando construir seu conhecimento através de elaboração de hipóteses
e do produto de um conflito cognitivo que permita ela avanços frente ao sistema de
escrita.
Para Vygotsky (2007), explica que é na situação de brincar que
as crianças se colocam questões e desafios além de seu comportamento diário,
levantando hipóteses, na tentativa de compreender os problemas que lhes são
propostos pela realidade na qual interagem. Assim, ao brincarem, constroem a
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consciência da realidade e, ao mesmo tempo, vivenciam a possibilidade de
transformá-la.
Pode-se afirmar que o lúdico é qualquer atividade que executamos e
que pode dar prazer, que tenhamos espontaneidade em executá-la. Nesse sentido,
na visão de Bertoldo (2011), quando fazemos porque queremos, pôr interesse
pessoal. Isto se refere tanto à criança quanto para o adulto, é aí que começamos a
perceber a possibilidade, a facilidade de se aprender, quando estamos brincando,
pois na atividade lúdica, como na vida, há um grande número de fins definidos e
parciais, que são importantes e sérios, porque consegui-los é necessária ao sucesso
e, consequentemente, essencial à satisfação que o ser humano procura, a
satisfação oculta, neste caso seria o de aprender.
Nesse sentido, o lúdico vem ganhando atenção no meio acadêmico
pela crescente quantidade de contribuições para a sua conceituação e reflexão, mas
poucos têm constatado sua aplicação e sistematização enquanto ferramenta
pedagógica, visto que, através das atividades lúdicas, as crianças adquirem marcos
de referenciais significativos que lhes permitem conhecer a si mesmas, descobrir o
mundo dos objetos e o mundo dos outros, experimentando também, situações de
aventura, ação e exploração, como características impostergáveis da infância.
Assim, Wayskop (1997) destaca que com o jogo, as crianças fixam convicções de
justiça, solidariedade e liberdade. São resolvidas situações problemáticas,
adaptando-se de forma ativa a sociedade em que vivem.
De acordo com Gomes (2004, p.47), a ludicidade é uma dimensão
da linguagem humana, que possibilita a “expressão do sujeito criador que se torna
capaz de dar significado à sua existência, ressignificar e transformar o mundo”. E
mais na frente conclui: “Dessa forma, a ludicidade é uma possibilidade e uma
capacidade de se brincar com a realidade, resinificando o mundo” (GOMES, 2004, p.
145). Ainda falando do lúdico, Gomes nos dá a chave para estabelecer a premissa
básica de nossa abordagem quando escreve:
Como expressão de significados que tem o brincar como referência,
o lúdico representa uma oportunidade de reorganizar a vivência e
reelaborar valores, os quais se comprometem com determinado
projeto de sociedade. Pode contribuir, por um lado, com a alienação
das pessoas: reforçando estereótipos, instigando discriminações,
incitando a evasão da realidade, estimulando a passividade, o
conformismo e o consumismo; por outro, o lúdico pode colaborar
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com a emancipação dos sujeitos, por meio do diálogo, da reflexão
crítica, da construção coletiva e da contestação e resistência à ordem
social injusta e excludente que impera em nossa realidade. (GOMES,
2004, p. 146)
Portanto no processo educativo, em especial, na Educação Infantil, o
desenvolvimento de atividades lúdicas deve ser considerado como prioridades no
delineamento de atividades pedagógicas contidas no planejamento escolar realizado
pelos professores e coordenadores. Essa inclusão visa, portanto com essa
flexibilização e dinamização das atividades realizadas ao longo de toda a prática
docente, oportunizando a eficácia e significação da aprendizagem.
É imprescindível enxergar com novos olhos o verdadeiro universo
mágico e encantador do lúdico em sala de aula e consequentemente, entendendo-
se aí toda a prática cotidiana do aluno, visto que, é na educação infantil que as
crianças são capazes de construir a aprendizagem através do brincar, criando e
imaginando situações de representações simbólicas entre o mundo real e o mundo a
ser construído com base nas suas expectativas e anseios.
E nessa perspectiva, é através da atividade lúdica que a criança se
prepara para a vida, assimilando a cultura do meio em que vive, a ele se integrando,
adaptando-se às condições que o mundo lhe oferece e aprendendo a competir,
cooperar com seus semelhantes e conviver como um ser social. Portanto, os
professores, na posição não de meros transmissores de informações e
conhecimentos sistemáticos, mas como mediadores desse conhecimento, devem
oportunizar condições para que por meio do desenvolvimento dessas atividades, a
criança possa construir de forma autônoma o seu próprio conhecimento.
É difícil encontrar alguém que não se relacione com a música “[...]
escutando, cantando, dançando, tocando um instrumento, em diferentes momentos
e por diversas razões” (BRITO 2003, p. 31).
É certo que a música pode auxiliar na alfabetização e na
memorização de conteúdos e que os alunos ficam alegres e adoram o
desenvolvimento de atividades com a música. Todos trabalham as cantigas de
rodas, que são técnicas antigas, porém extremamente necessárias para trazer de
volta a cultura de nossos antepassados, culturas regionais e o folclore.
Contudo, a música deve ser apresentada para as crianças de forma
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lúdica por intermédio de recreação, assim poderá proporcionar uma forma mais
simples de assimilação do conhecimento, com alegria e animação.
A música também tem o poder de estimular movimentos,
contribuindo assim para o desenvolvimento físico, afetivo e intelectual da criança. A
música e sua ligação com diferentes áreas do conhecimento beneficia o processo
educacional permitindo múltiplas abordagens interdisciplinares.
Quando há algo que possa ser de agressividade em relação às
brincadeiras desenvolvidas na escola, cabe ao professor conduzi-las de forma
harmoniosa. Segundo Almeida (2003, p. 123) “o bom êxito de toda a atividade
lúdico-pedagógica depende exclusivamente do bom preparo e liderança do
professor”.
Cabe ao professor mediar às brincadeiras e propô-las de acordo
coma fase de desenvolvimento a qual as crianças se encontram, ressaltando a
importância da convivência em grupo.
De uma forma geral os professores da educação infantil tem uma
tarefa de estar trabalhando com esses métodos para o melhor desempenho da
aprendizagem das crianças e devem sempre estar preparados para trabalhar com a
ludicidade dentro e fora da sala de aula, pois vão se redescobrindo, trocando
experiências com as crianças e reconhecendo através de suas vivências que
brincadeira é coisa séria.
A educação lúdica contribui e influencia na formação da criança,
possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento
permanente, integrando-se ao mais alto espírito democrático
enquanto investe em uma produção séria do conhecimento. A sua
prática exige a participação franca, criativa, livre, crítica, promovendo
a interação social e tendo em vista o forte compromisso de
transformação e modificação do meio (ALMEIDA, 2003, p. 41).
Contudo, educar com ludicidade é um ato planejado
carinhosamente, de forma que a proposta venha seduzir e envolver seus alunos ao
prazer de conhecer.
É fato que o trabalho com jogos são instrumentos pedagógicos
importantes e determinantes para o desenvolvimento da criança, neles elas
desenvolvem habilidades necessárias para o seu processo de alfabetização e
letramento, constituindo-se então uma das linguagens mais significativas das
12
crianças, por programar capacidades intelectuais, afetivas e sociais para sua
realização.
Com os jogos, o mundo da criança é revelado, já que ela
demonstra sua afetividade e a sua realidade: “na brincadeira, a criança explora
as formas de interação humana, aprende a lidar com a espera, a antecipar
ações, a tomar decisões, a participar de uma ação coletiva”. (BRASIL, 2007, p.
9)
A aprendizagem basicamente se define como o modo em que o
ser humano compreende o mundo. Dessa forma, algo extremamente ligado à
aprendizagem é a relação do sujeito, com o objeto da aprendizagem.
Para que a aprendizagem ocorra, faz-se necessário lançar mão
de desafios, já que, por meio destes, a criança buscará o conhecimento e a
aprendizagem. Desse modo, o professor jamais deve trabalhar com a criança,
partindo do que ela não sabe. Ou seja, é preciso partir da zona de
desenvolvimento proximal da criança (o que ela já sabe), para a zona de
desenvolvimento potencial (alargar o que ela sabe, por meio de desafios). Nesse
aspecto, os jogos são desafios para que se concretize a aprendizagem:
[...] o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal da
criança. No brinquedo, a criança sempre se comporta além do
comportamento habitual da sua idade, além do seu comportamento
diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que é na
realidade. Como no foco de lente de aumento, o brinquedo contém
todas as tendências do desenvolvimento sob forma condensada,
sendo, ele mesmo, uma grande fonte de desenvolvimento.
(Vygotsky, 2007, p.122)
Desse modo, o desenvolvimento ocorre do social para o
individual, em dois planos diferentes. Suas etapas passam a ser compreendidas,
levando-se em conta desses aspectos histórico-sociais e o lugar singular onde
as pessoas se encontram. Compreender o desenvolvimento dessa forma nos
permite pensar sobre as diferentes vertentes relacionadas ao ritmo do
desenvolvimento e da aprendizagem, diante da diversidade social, cultural e
econômica dos indivíduos.
É importante ressaltar que é por meio da brincadeira que a criança
pode desenvolver a sua própria liberdade e sua expressão, bem como sua
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criatividade ao manipulá-los. São na interação com os próprios brinquedos e o meio
que as crianças vão construindo os seus conhecimentos, ou seja, através das
atividades lúdicas dentro das suas variedades, elaborando e reelaborando.
De acordo com Oliveira (2002, p. 160):
Por meio da brincadeira, a criança pequena exercita capacidades
nascentes, como as de representar o mundo e de distinguir entre
pessoas, possibilitadas especialmente pelos jogos de faz-de-conta e
os de alternância respectivamente. Ao brincar, a criança passa a
compreender as características dos objetos, seu funcionamento, os
elementos da natureza e os acontecimentos sociais. Ao mesmo
tempo, ao tomar o papel do outro na brincadeira, começa a perceber
as diferenças perspectivas de uma situação, o que lhe facilita a
elaboração do diálogo interior característicos de seu pensamento
verbal. (OLIVEIRA, 2002, p. 160)
Podemos então dizer, o brinquedo pode tornar-se uma chance ou
oportunidade de desenvolvimento cognitivo, pelo qual as brincadeiras terminam
descobrindo, inventando e aprendendo através das suas habilidades mesmo sendo
criança. A partir disto, a brincadeira é como uma atividade social específica, ou seja,
ela é fundamental na interação e construção de conhecimentos da realidade das
crianças e a mesma faz com que se estabeleça um vínculo com a função
pedagógica da pré-escola.
Porém é importante relatar que é por meio da brincadeira que a criança pode
desenvolver a sua própria liberdade e sua expressão, bem como sua criatividade ao
manipulá-los. São na interação com os próprios brinquedos e o meio que as
crianças vão construindo os seus conhecimentos, ou seja, através das atividades
lúdicas dentro das suas variedades, elaborando e reelaborando. Para Oliveira (2002,
p. 160) fala que:
Por meio da brincadeira, a criança pequena exercita capacidades
nascentes, como as de representar o mundo e de distinguir entre
pessoas, possibilitadas especialmente pelos jogos de faz-de-conta e
os de alternância respectivamente. Ao brincar, a criança passa a
compreender as características dos objetos, seu funcionamento, os
elementos da natureza e os acontecimentos sociais. Ao mesmo
tempo, ao tomar o papel do outro na brincadeira, começa a perceber
as diferenças perspectivas de uma situação, o que lhe facilita a
elaboração do diálogo interior característicos de seu pensamento
verbal. (OLIVEIRA, 2002, p. 160)
Podemos considerar que os jogos, brinquedos e brincadeiras são e
serão elementos fundamentais para a infância, já que é por meio do ato de brincar
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que o brinquedo pode caracterizar a presença das demais crianças, e brincar é estar
junto com as crianças.
De acordo com Huizinga (2001), o jogo para criança não é igual ao
jogo dos adultos, pois é preciso pensar que para a criança trata-se de um momento
em que, em geral, ocorre aprendizagem e, em geral, par o adulto, é recreação. O
jogo para os adultos não tem o mesmo significado enquanto que, para as crianças, o
jogo tem muita importância, pois dali ela pode perceber que a brincadeira é uma
ótima ideia para se aprender. O jogo também favorece a auto-estima dos alunos,
pois a brincadeira faz a criança adquirir mais confiança e isso vai fazer diferença na
aprendizagem.
É fato que o trabalho com jogos são instrumentos pedagógicos
importantes e determinantes para o desenvolvimento da criança, neles elas
desenvolvem habilidades necessárias para o seu processo de alfabetização e
letramento, constituindo-se então uma das linguagens mais significativas das
crianças, por programar capacidades intelectuais, afetivas e sociais para sua
realização.
Com os jogos, o mundo da criança é revelado, já que ela
demonstra sua afetividade e a sua realidade: “na brincadeira, a criança explora
as formas de interação humana, aprende a lidar com a espera, a antecipar
ações, a tomar decisões, a participar de uma ação coletiva”. (BRASIL, 2007, p.
9)
O termo Lúdico vem do latim Ludus, que significa jogo, divertimento,
gracejo, escola. Este brincar também se relaciona à conduta daquele que joga que
brinca e se diverte. Por sua vez, a função educativa do jogo oportuniza a
aprendizagem do indivíduo: seu saber, seu conhecimento e sua compreensão de
mundo. Na história de nosso desenvolvimento, sabemos que o ser humano tem
recebido inúmeras designações: Homo Sapiens, porque possui como função o
raciocínio para aprender e conhecer o mundo; Homo Faber, porque fabrica objetos e
utensílios; e, Homo Ludens porque é capaz de dedicar-se às atividades lúdicas, ou
seja, ao jogo. Pode-se dizer que o ato de jogar é tão antigo quanto à própria
humanidade. Jogar é uma atividade natural do ser humano. Através do jogo e do
brinquedo, o mesmo reproduz e recria o mundo a sua volta.
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Os jogos e as atividades lúdicas se tornam significativas, à
medida que a criança se desenvolve, com a livre manipulação de materiais
variados, ela passa a reconstituir e reinventar as coisas, o que já exige uma
adaptação mais completa. Essa adaptação só é possível a partir do momento
em que em que ela própria evolui internamente, transformando essas atividades
lúdicas (que é o concreto da vida dela) em linguagem escrita (que é o abstrato).
(PIAGET, 1976)
O ambiente escolar deve ser um local onde se busque
constantemente a eficácia no processo educativo através de momentos em que
os jogos podem ser um lúdico que devem estar inseridos para se auxiliar a
construção de conhecimentos de maneira eficaz e contagiante.
A relevância de brinquedos para a criação da situação imaginária.
As experiências são extremamente importantes em nossas vidas. Todo o acervo de
brincadeiras constituirá o banco de dados de imagens utilizados em nossas
interações. Dispor de tais imagens é fundamental importância para a construção do
conhecimento e sua socialização. Ao brincar a criança movimenta-se em busca de
parceria e na exploração de objetos comunica-se com seus pares; se expressa
através de múltiplas linguagens; descobre regras e toma decisões. (BAQUERO.
2000.p. 27)
Porém os jogos e as atividades lúdicas se tornam significativas, à
medida que a criança se desenvolve, com a livre manipulação de materiais
variados, ela passa a reconstituir e reinventar as coisas, o que já exige uma
adaptação mais completa.
Para que a aprendizagem ocorra, faz-se necessário lançar mão
de desafios, já que, por meio destes, a criança buscará o conhecimento e a
aprendizagem. Desse modo, o professor jamais deve trabalhar com a criança,
partindo do que ela não sabe. Ou seja, é preciso partir da zona de
desenvolvimento proximal da criança (o que ela já sabe), para a zona de
desenvolvimento potencial (alargar o que ela sabe, por meio de desafios). Nesse
aspecto, os jogos são desafios para que se concretize a aprendizagem.
(VYGOTSKY, 2007, P.122)
[...] o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal da
criança. No brinquedo, a criança sempre se comporta além do
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comportamento habitual da sua idade, além do seu comportamento
diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que é na
realidade. Como no foco de lente de aumento, o brinquedo contém
todas as tendências do desenvolvimento sob forma condensada,
sendo, ele mesmo, uma grande fonte de desenvolvimento.
(Vygotsky, 2007, p.122)
Dessa maneira, o desenvolvimento ocorre do social para o
individual, em dois planos diferentes. Suas etapas passam a ser compreendidas,
levando-se em conta desses aspectos histórico-sociais e o lugar singular onde
as pessoas se encontram. Compreender o desenvolvimento dessa forma nos
permite pensar sobre as diferentes vertentes relacionadas ao ritmo do
desenvolvimento e da aprendizagem, diante da diversidade social, cultural e
econômica dos indivíduos.
Considera-se que a aprendizagem envolve os hábitos, aspectos
da vida afetiva, assimilação de valores culturais, funcionais e procede de toda
estimulação ambiental recebida pelo indivíduo no decorrer da vida e, também,
ao sofrer interferências intelectuais, psicomotoras, físicos e sociais. (COLL;
SOLÉ, 1997)
A criança modifica seu meio, é modificada por ele e, para que
ocorra a assimilação dos conceitos científicos, é necessário que haja um tecido
conceitual já amplamente elaborado e desenvolvido pela atividade espontânea
do pensamento. A assimilação dos conceitos científicos se dá por meio dos
conceitos espontâneos, anteriormente elaborados por atos de pensamentos
diversos.
As crianças iniciam seu aprendizado antes mesmo de entrarem
para a escola, justamente o aprendizado dos conceitos espontâneos. Para ele,
qualquer situação de aprendizado apresenta uma história prévia e, portanto, as
crianças já possuem suas primeiras hipóteses sobre os conteúdos a serem
trabalhados, o aprendizado e o desenvolvimento estão inter-relacionados desde
o primeiro dia de vida dos sujeitos. (VYGOTSKY, 2007)
Os jogos não devem ser vistos como mero passatempo, mas sim
como um instrumento enriquecedor, no processo ensino-aprendizagem. É nele
que os indivíduos procuram levantar hipóteses, solucionando problemas para a
construção de seu conhecimento formal.
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O jogo de regras marca o enfraquecimento do jogo infantil e a
passagem ao jogo adulto, que é a atividade lúdica do ser socializado,
possibilitando desencadear os mecanismos cognitivos de equilíbrio e é também
um poderoso meio para favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem dos
alunos. (ZACHARIAS, 2002)
Então se faz necessário estimular e trabalhar os jogos educativos
como coadjuvantes no processo de ensino aprendizagem, já que através desse
tipo de atividade a criança consegue através de hipóteses e solução de
problemas o desenvolvimento de raciocínio.
A importância do jogo está na satisfação da necessidade da
criança quanto à assimilação da realidade à sua própria vontade. Essas
necessidades são geradas porque as crianças não compreendem o mundo dos
adultos, as regras, como por exemplo: hora de dormir, comer, tomar banho, não
mexer em certos objetos. (PIAGET, 1978)
Os jogos educacionais são um recurso enriquecedor, por meio
dos quais se busca o aumento de possibilidades de aquisição de aprendizagem,
construção de autoconfiança e motivação em relação o conteúdo formal a ser
apreendido.
O fato é que o aluno, ao interagir com jogos e a manipulação de
materiais concretos, tem a possibilidade de visualizar e abstrair conceitos,
desencadeando processos reflexivos desta ação, produzindo aprendizagens
significativas. (BRASIL, 1988)
Os jogos constituem uma forma interessante de propor problemas,
pois permitem que estes sejam apresentados de modo atrativo e
favorecem a criatividade na elaboração de estratégias de resolução e
busca de soluções (...), estimula o planejamento das ações e
possibilitam a construção de uma atitude positiva diante dos erros,
uma vez que as situações se sucedem rapidamente e podem ser
corrigidas de forma natural, no decorrer da ação, sem deixar marcas
negativas. (BRASIL, 1998, p.46)
Portanto o jogo deve ser um meio de oferecer às crianças um
ambiente de aprendizagem prazeroso, motivador e planejado, planejado porque
o jogo pelo o jogo não consegue se pode traduzir em possibilidades de
aprendizagem de várias habilidades, só com um planejamento e adequação do
conteúdo aos jogos é que será possível se atingir os objetivos propostos.
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3 PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE ENSINO
3.1 Tema e Linha de Pesquisa
O projeto de ensino tem como norte central a ludicidade no processo
de ensino aprendizagem da educação infantil. Nossa linha de pesquisa veio de
encontro a autores que amparassem a perspectiva da influência do lúdico na
educação infantil no âmbito da aprendizagem escolar e na aprendizagem da vida
como um todo. Esse tema foi escolhido, pois está intimamente ligado a todo
processo educativo em geral. Essa temática contribui para a reflexão do uso dessa
ferramenta para o professor em sala de aula, como ele contribui para o
desenvolvimento da criança na educação infantil, se durante o uso dessa ferramenta
a criança na fase de alfabetização melhora o seu desempenho. Tenho certeza que
após a leitura deste trabalho sairemos ainda mais compromissados com a nossa
missão de educar.
3.2 Justificativa
Este projeto justifica-se sobre a ludicidade é que o brincar deve ser
uma atividade livre, repleta de fantasia, momentos de se conhecer e de oportunizar
a conhecer o outro. O lúdico exerce uma influência positiva em todas as fases do
desenvolvimento infantil, inclusive na escola. Para uma criança a brincadeira é uma
necessidade relativamente importante, tanto quanto comer e vestir, fazendo parte da
essência da infância, e deve ser sem dúvida, uma ação prazerosa na educação
infantil.
Posteriormente o lúdico foi trazido como um forte instrumento da
educação. Frobel, em sua proposta para a educação infantil, realizou estudos nos
quais foi atribuída grande relevância ao brinquedo. Estudiosos como Vygotsky e
Cavalcante fizeram análises de todo o processo do desenvolvimento infantil,
mostrando a importância da presença do jogo na vida humana demonstrando que
eles favorecem não apenas a aprendizagem, mas também o desenvolvimento e a
interação social do indivíduo.
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3.3 Problematização
É notório perceber que a relação professor-aluno em sala de aula
com o uso do lúdico, influencia diretamente no resultado de sua aprendizagem. O
lúdico exerce uma influência positiva em todas as fases do desenvolvimento infantil,
inclusive na escola.
Diante disso levanta a questão norteadora: A visão do lúdico como
estratégia é capaz colaborar no processo de ensino-aprendizagem da educação
infantil?
Tem sido muito discutida e trazida aos poucos para os ambientes
escolares, por ser a brincadeira é um dos universos da criança. Mesmo com todos
os estudos que tratam da eficácia do uso de jogos nos ambientes escolares, ainda
existe resistência por parte de alguns educadores descrentes na possibilidade de
unir a brincadeira ao conteúdo pedagógico.
3.4 Objetivos
Objetivo Geral: refletir sobre a importância de técnicas lúdicas no
processo de ensino-aprendizagem na Educação Infantil na prática pedagógica do
professor.
Objetivos Específicos: apontar se os docentes utilizam técnicas
lúdicas no decorrer de sua atuação; diferenciar as técnicas usadas pelos
professores em sala de aula como o lúdico e comparar a importância que os
professores dão ao lúdico como uma ferramenta pedagógica.
3.5 Conteúdos
O conteúdo do projeto se fundamenta em teóricos que se baseiam
na reflexão da interação professor-aluno com o uso do lúdico, tendo como elo a
afetividade. Serão tratados temas como o uso do lúdico na educação infantil, a
influência do lúdico no processo de aprendizagem dos alunos e a reflexão da prática
profissional do professor dos anos iniciais na educação infantil.
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3.6 Processo de Desenvolvimento
O projeto será desenvolvido através de uma abordagem teórica
sobre a importância da afetividade na aprendizagem, fundamentada nos autores,
Freitas e Vygotsky.
Primeiramente, foi feita a leitura do roteiro do projeto de ensino, para
que fosse possível entendermos qual é a proposta de trabalho. Em seguida foi
realizada a leitura e uma pesquisa minuciosa nas obras dos autores mencionados
acima, buscando um embasamento teórico sobre a afetividade. Após ser realizada a
leitura e a pesquisa sobre o assunto, começamos a elaborar o projeto de ensino,
seguindo o roteiro proposto para esta atividade.
Começamos a introdução do projeto, abordando o tema sobre o uso
do lúdico no processo de ensino aprendizagem na educação infantil propondo esses
conteúdos nas disciplinas de Português, Matemática, Ciências, História e Artes.
Na elaboração do desenvolvimento do trabalho, utilizamos várias
referências como suporte na tese defendida no trabalho, que é o uso do lúdico na
educação infantil.
Procuramos argumentar de maneira concisa e clara, os objetivos
propostos na elaboração do projeto.
Utilizamos como recurso, uma pesquisa investigativa com os
professores, para identificarmos entre eles o que acham do uso do lúdico para o
ensino aprendizagem na educação infantil, a fim de refletirmos em cima do resultado
obtido, como tem sido a nossa prática pedagógica em sala de aula e qual tem sido o
olhar do nosso aluno para nós.
3.7 Tempo para a Realização do Projeto
O projeto será aplicado durante todo o ano letivo na escola dentro de
uma proposta lúdica com brincadeiras e jogos os professores dos 2 período deverão
utilizar jogos e brincadeiras para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos,
valorizando assim a ludicidade.
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A realização do projeto foi executada em três etapas:
1ª Etapa: (duração de 20 dias)
- Escolha do tema.
- Pesquisa bibliográfica sobre o tema “O Uso do Lúdico na Educação Infantil”.
- Escolha e Leitura da fundamentação teórica escolhida: de Piaget e Vygotsky
2ª Etapa: (duração 13 dias)
Elaboração do objetivo geral e dos específicos do projeto;
Início da elaboração da introdução do projeto;
Elaboração da redação do relatório do projeto no Word, conforme orientação
proposta na área acadêmica do aluno;
Início da elaboração do desenvolvimento do projeto de ensino, baseando na
fundamentação teórica escolhida;
3ª Etapa: (duração 07 dias)
Leitura e reflexão sobre o tema: “A Ludicidade na Educação Infantil”;
Término da Elaboração da revisão bibliográfica do projeto de ensino;
Avaliação do projeto de ensino e elaboração das considerações finais do
projeto.
3.8 Recursos Humanos e Materiais
Utilizamos vários recursos para este projeto. Podemos citar como
recursos materiais: os livros das obras literárias utilizados na fundamentação teórica,
notebook, lápis, borracha. Utilizamos também alguns recursos humanos, como: os
professores que responderam à pesquisa sobre o uso do lúdico em sala de aula
para melhor aprendizagem de seus alunos; e os professores que refletiram sobre o
tema do projeto e o resultado da pesquisa apresentada.
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3.9 Avaliação
A avaliação deste projeto se dará por meio da promoção da reflexão
a respeito do tema proposto. Pretende-se alcançar uma conscientização do
professor em relação a sua postura e o uso do lúdico no processo ensino
aprendizagem dos alunos da educação infantil como importante ferramenta no
auxílio do processo de aprendizagem dos seus alunos.
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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através da pesquisa proposta neste projeto, pode-se compreender
melhor o papel do lúdico na educação infantil e que brincar para a criança é coisa
séria. De acordo com os relatos obtidos através das entrevistas feitas com
professores de educação infantil, podemos concluir que o lúdico para eles
representa: interesse, alegria, criatividade, motivação, interação, socialização e que
a união de todos esses elementos pode ser utilizada diariamente em sala de aula,
facilitando o processo de aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo, afetivo e
psicomotor da criança.
O brincar é importante, não porque é coisa de criança, mas porque é
a melhor forma de aproximar o mundo da fantasia do mundo real, que mesmo com
toda sua complexidade, se torna simples pelo olhar de uma criança. É fato que
brincando, jogando ou cantando a criança aprende valores e aprende também a lidar
com seus próprios sentimentos e frustrações.
A brincadeira faz parte de todo período infantil, no momento em que
brinca a criança trabalha com diversos aspectos como, físico, motor, emocional,
social e cognitivo, se constituindo um importante elemento no processo de
desenvolvimento e aprendizagem. Portanto podemos ressaltar que o lúdico como
uma dimensão significativa a ser explorada pelos profissionais que atuam na
educação infantil.
A brincadeira é uma ação natural da vida infantil, no momento em
que brinca a criança trabalha com diversos aspectos como, físico, motor, emocional,
social e cognitivo, se constituindo um importante elemento no processo de
desenvolvimento e aprendizagem. Portanto podemos ressaltar que o lúdico como
uma dimensão significativa a ser explorada pelos profissionais que atuam na
educação infantil.
A ludicidade se apresenta como requisito fundamental tanto para o
desenvolvimento cognitivo e motor da criança durante a alfabetização, quanto à
socialização e na aprendizagem. A alfabetização com esses métodos torna-se
divertida quando a criança brinca, e dessa maneira, vai construindo seu
aprendizado. Porém, é de suma importância que haja, da parte do professor, um
20
planejamento diversificado almejando, principalmente, o amplo desenvolvimento em
todas as dimensões levando-a ao aperfeiçoamento e avanço na aprendizagem.
Enquanto brinca a criança é ela mesma, sem medo de errar, sem
limites para sonhar. Desta forma, poderá aprender de uma maneira mais profunda e
significativa. A imaginação é transformadora, um pedacinho de pau, poderá ser um
cavalo veloz, e é esse o ponto alto da brincadeira, essa liberdade, a criatividade e o
simples fato de ser criança na sua verdadeira essência. Enquanto brinca a criança
se oportuniza a aprender e a aprendizagem se torna interessante para ela.
Apresentar novas situações as crianças a partir de uma visão de
mundo a que elas já estão habituadas, aproxima o conteúdo que se deseja trabalhar
com realidade das crianças tornando a ação de aprender prazerosa por estar
interligada com a brincadeira. As atividades lúdicas são importante no processo de
desenvolvimento e aprendizagem, sobretudo no sentido sensório-motor período
esse em que se encontram as crianças no nível escolar da educação infantil.
É válido e apropriado afirmarmos que é imprescindível a preparação
de um ambiente físico que convide ao lúdico, às descobertas e à diversidade, isto
exige das instituições de ensino planejamento sistematizado e organização de
espaços e tempos que disponibilizem materiais lúdicos. O professor como principal
agente que pode promover ou não, a ludicidade instrumento facilitador no processo
de alfabetização e letramento deve compreender a relevância do aspecto lúdico para
a criança ter uma aprendizagem de fato significativa.
Ressaltamos que é importante mostrar novas situações as crianças
a partir de uma visão de mundo a que elas já estão habituadas, aproxima o
conteúdo que se deseja trabalhar com realidade das crianças tornando a ação de
aprender prazerosa por estar interligada com a brincadeira. As atividades lúdicas
são importante no processo de desenvolvimento e aprendizagem, sobretudo no
sentido sensório-motor período esse em que se encontram as crianças no nível
escolar da educação infantil.
Concluindo, os benefícios didáticos dos jogos são procedimentos
altamente importantes, mais que um passatempo, é o meio indispensável para
promover a aprendizagem. É por meio deles que se consegue desenvolver e
estimular as crianças, em diversas situações educacional sendo um meio para,
21
analisar e avaliar a aprendizagens específicas, competências e potencialidades
das crianças envolvidas, construindo seu processo de ensino-aprendizagem em
diferentes meios e estratégias, fazendo assim um trabalho onde a criança tenha
mais estímulos e motivação para seu desenvolvimento acadêmico e social
22
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