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5.1 Mudanças Climáticas e Riscos Costeiros: Gráfico 1 - O Clima Dos Últimos 420.000 Anos - Antártida 1999

O documento aborda as mudanças climáticas e seus impactos nos ambientes costeiros, destacando a erosão e a ocupação desordenada das praias brasileiras. A análise geo-histórica da ocupação do litoral de Fortaleza, Caucaia e São Gonçalo do Amarante revela uma segregação socioespacial e a vulnerabilidade das áreas costeiras a processos erosivos. Além disso, são apresentados critérios de vulnerabilidade física que intensificam os riscos associados às mudanças climáticas na região.

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5.1 Mudanças Climáticas e Riscos Costeiros: Gráfico 1 - O Clima Dos Últimos 420.000 Anos - Antártida 1999

O documento aborda as mudanças climáticas e seus impactos nos ambientes costeiros, destacando a erosão e a ocupação desordenada das praias brasileiras. A análise geo-histórica da ocupação do litoral de Fortaleza, Caucaia e São Gonçalo do Amarante revela uma segregação socioespacial e a vulnerabilidade das áreas costeiras a processos erosivos. Além disso, são apresentados critérios de vulnerabilidade física que intensificam os riscos associados às mudanças climáticas na região.

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5.

1 Mudanças climáticas e riscos costeiros

As piteridófitas foram as plantas pioneiras que possivelmente deram origem as


árvores entre 300 e 200 milhões de anos. As praias são formações em sua maioria do período
quaternário época holocênica, algumas praias brasileiras foram formadas há 18 mil anos. Os
sedimentos quartzarênicos são oriundos de processos erosivos no interior do continente e nas
formações montanhosas ou mais elevadas. Tais sedimentos foram transportados pelos rios e
permaneceram por um tempo submersos até se depositarem nas praias (Girardi, 2007)
Ao longo de todas as formações e eventos, o clima foi variando e apresentando
períodos glaciais e interglaciais. O nível do mar continuará subindo, e a ocupação
desordenada e a sociedade do risco fortemente associada a uma sociedade consumista
colocará em risco muitos ambientes litorâneos (Sweet et al., 2017) e como resultando haverá
destruição de habitats e outras infraestruturas (Temmerman et al., 2013).
Nesse sentido, as mudanças se intensificaram e estima-se que em 900 mil anos até
o período pré-industrial a concentração de dióxido de carbono variou entre 173 (um dos
períodos glaciais) a 298 (períodos interglaciais) PPM (Partes Por Milhão). No período pós-
industrial os níveis de um dos gases estufa (CO 2) variaram de 278 a 420 ppm, enquanto CH4
variou de 715 para 1882 ppb(bilhão) com potencial mais nocivo (Petit et al. 1999). Conforme
o Gráfico 1 percebe-se que estamos inseridos em um período interglacial, entretanto a
evolução crescente dos valores de CO, CO 2, CH4, N2O, CFC’s e a evolução industrial pode
refletir em um conjunto de mudanças que poderá intensificar o aquecimento do planeta e
provocar desastres incontáveis. Há gases que potencialmente são mais nocivos, mas o CO 2
tem um potencial de retentor de calor da radiação infravermelha refletida.

Gráfico 1 - O clima dos últimos 420.000 anos – Antártida 1999


Fonte: Petit et al. (1999).

A definição do clima médio para uma determinada região e período, geralmente, é


de 30 anos (Kumar et al., 2019). A mudança climática é um dos fatores que afetam todo o
mundo. Apesar dos eventos e das oscilações em nível global, não se concebe cientificamente,
uma temperatura global e, portanto, não há um clima global, neste sentido quando se
menciona uma mudança no clima global na verdade se enfatiza, que em diferentes contextos
há oscilações que potencializam os riscos de intempéries, chuvas escassas ou intensas,
tempestades, secas, deslizamentos, processos erosivos e outras problemáticas. A escala local é
ponto de percepção dos eventos; tal escala é enfoque desse trabalho que vislumbra uma
perspectiva local, mas que utiliza dados regionais e nacionais. A escala temporal ilustrada
pela figura 17, denota a efemeridade da existência humana e a longa duração dos fenômenos
geológicos de formação da terra.
Figura 1 – Ilustração da tabela cronoestratigráfica

Fonte: IUGS, 2023.


.
Gráfico 2 – Oscilações da temperatura e CO² ao longo das Eras.

Fonte: RAKESH et al., 2019.


Gráfico 3 - Oscilações da temperatura média atual

Fonte: IPCC (2018) e Kumar et al., 2019.

Os Gráficos 1, 2 e 3 ilustram as oscilações de temperatura média e a associação ao


tempo geológico; nota-se que, no período recente, as oscilações se mantiveram um terciário
quente e um quaternário mais frio, destaca-se que o quaternário apresenta uma oscilação para
uma era interglacial, mas tal oscilação está ocorrendo em escala tecnogênica e não gradual
como a escala geológica ou cronoestratigráfica. O elemento tempo é o grande balizador dos
eventos, como menciona Mendonça (2020), o tempo é relativo, pois a escala da natureza pode
atuar em processos vinculados a milhares de anos ou em desfechos repentinos de processos
que atuam no tempo presente, compreende-se que o ser humano enquanto ser vivente é parte
da natureza, mas também se relaciona em sociedade e vivência experiências diferentes das
naturais, formando conexões e redes artificiais.

5.2 Abordagem Geo-histórica da ocupação do litoral de Fortaleza,


Caucaia e São Gonçalo do Amarante

A posse pelo domínio português ocorreu, a partir de 1611 a partir da presença de


Martim Soares Moreno ao construir na Barra do Ceará, o forte São Sebastião, na Barra do
Ceará em Fortaleza (Costa, 2014).
A ocupação do território e sua organização é produto de múltiplas vontades. A
vila de Fortaleza a margem do Riacho Pajeú, com origem por interesses militares apresentava
entre outras características litoral aberto, terra não produtiva e expansão voltada para o
interior, essa descrição feita em 1810 e perdurada até o início do século XX ( Silva Paulet, 1813).
O litoral leste sentido Mucuripe, apresentava pouca expressividade das ocupações, assim
como o litoral oeste sentido Pirambu e a atual Barra do Ceará, as margens do Rio Ceará,
conforme se verifica na Figura 18 a planta de Fortaleza.

Figura 2 - Planta de Fortaleza 1813

Fonte: Castro, 1982.

A manutenção da vila como estilizada e elitizada, custou a prisão de imigrantes


oriundos da seca Crato, Cariús, Senador Pompeu, Quixeramobim, Ipu e Fortaleza, somando
mais de 70 mil presos. Os processos foram intensos entre 1877 a 1933, em Fortaleza (capital
do Ceará desde 1799), foram registrados 3 campos de concemtração: o campo do Alagadiço
(atual São Gerardo), em 1915 e os campos do Matadouro (bairro Otávio Bonfim) e do Uburu
(bairro Pirambu), em 1932, localizado no entorno da antiga Rede de Viação Cearense (RVC)
(G1 Ceará, 2019).
A segregação socioespacial no litoral de Fortaleza é perceptícel e não dialoga com
o planejamento por que as práticas da época do Brasil império produziram uma realidade de
miséria onde se considerava, à época, periferia, e que atualmente está integrada a cidade e em
processo de gentrificação, movimento que força a enobrecimento da periferia, a partir da
especulação e migração da população periférica para áreas mais afastadas.
A horizontalidade no sentido oeste do litoral e a verticalidade no sentido leste é
ilustrado nas figuras 19, 20, 21 e 22. Sua observação possibilita perceber o contraste de duas
realidades presentes no mesmo cenário. Destaca-se que o bairro do Pirambu foi escolhido
para aplicação da metodologia por critérios técnicos e pela ausência recente de intervenções;
acontece que esse trecho do litoral apresenta baixo poder de resistência ao risco, o que é
relevante para a pesquisa, pois é possível captar a nítida percepção dos moradores que exibem
uma vivência prolongada.

As figuras 19, 20, 21 e 22 também ilustram o contraste social, econômico e


ambiental que se vivencia na capital cearense. Nota-se intensa segregação socioespacial, o
Pirambu orla oeste apresenta padrão de horizontalidade e a aldeota orla Leste com padrão
verticalizado e equipamentos sociais em pleno funcionamento. Para ilustrar o poder politico e
social desde 2009, a orla da Praia do Pirambu passa por requalificação com o projeto Vila do
Mar, enquanto isso, houve uma obra de expansão da orla na aldeota que durou cerca de 2 anos
(2021-2022). Ressalta-se que as Figuras 21 e 22 são meramente ilustrativas, pois a pesquisa
elencou areas de foco com base no relatório do Ministério do Meio Ambiente sobre processos
erosivos no litoral e destacados mais recentemente pela pesquisa de análise espaço temporal e
modelagem preditiva da linha de costa do Estado do Ceará (Leite, Almeida, 2023)

Figura 3 - Praia do Pirambu em Fortaleza (Oeste-Leste)

Fonte: Elaborado pelo autor.


Figura 4 – Praia do Pirambu em Fortaleza (Oeste-Leste)

Fonte: Elaborado pelo autor.

Figura 5 - Praia de Iracema (sentido Centro - costa leste)

Fonte: Elaborado pelo autor.


Figura 6 - Obra do aterro da Praia de Iracema (sentido Centro - costa leste)

Fonte: Elaborado pelo autor.

Observa-se que o contexto das obras se voltam para problemas no litoral


vinculados ao uso e ocupação. O crescimento da cidade de Fortaleza e criação e expansão da
estrutura portuária a partir de 1940 produziu um cenário que alterou a dinâmica sedimentar e
com isso aprofundou o processo de erosão na costa, sentido oeste do porto do Mucuripe
(Dantas, 2009).
Observa-se que o bairro do Pirambu em Fortaleza (Figura 23), formou-se a partir
da ocupação vinculada aos campos de concentração, e posteriormente parcialmente
remodelado em suas adjacências a Avenida Leste-oeste pelo processo de gentrificação,
contribuindo para aumento de preços.
Figura 7 – Pirambu em fotos aéreas
Fonte: Elaborado pelo autor.

A praia do Pacheco em Caucaia foi o segundo trecho em que se realizou a


aplicação metodológica. O município é permeado por uma série de interesses tradicionais
(indígenas e outras comunidades extrativistas de recursos pesqueiros) e não tradicionais:
comunidades residentes, empresários oriundos da especulação pelo turismo e a classe média
Fortalezense (Paula et al., 2019).
A pressão por ocupação foi massiva sobretudo a partir da década de 1970, 1980 e
1990, fortemente ligada a vilegiatura conforme descreve o trabalho de Paula et al., (2019),
que enfatiza que em Caucaia havia grandes propriedades inicialmente ligadas a influência
agrária; sendo que a vocação ao turismo, inserida pela lógica do Programa Nacional de
Desenvolvimento e Estruturação do Turismo (PRODETUR), dinamizou a economia e
transformou diversas praias pela ocupação, sobretudo Icaraí e Cumbuco.
A ocupação imobiliária está presente em outros bairros e praias, mas se verificam
ainda a presença de moradias ocupando grande área acima de 400 m², com famílias que estão
na localidade a muito tempo ou que venderam e servem para turistas que alugam, é o caso de
algumas propriedades no Pacheco.
As segundas residências foi possível a partir da consolidação da classe média de
Fortaleza, consolidação do litoral orientado a urbanização corrente e busca por atividades
vinculadas ao turismo (Magalhães, 2014). Apesar dos investimentos a dinâmica sofreu
intempéries ligadas a dinamica costeira e ao processo de regressão da linha de costa.
O conjunto de figuras 24 e 25, além da beleza paisagística, exibe também
diferentes aspectos da orla, estruturas rígidas são necessárias a manutenção das moradias. Tais
figuras são da praia do Pacheco – Caucaia.

Figura 8 - Praia do Pacheco em fotos

Fonte: Elaborado pelo autor.


Figura 9 - Praia do Pacheco sentido Leste-Oeste

Fonte: Elaborado pelo autor.

O municipio de são Gonçalo do Amarante está distante em cerca de 70 km de


Fortaleza e sua ocupação está ligada aos povos tradicionais, colonizadores e catequizadores.
Por muitos anos esteve ligada a formação de Paracuru e Trairi até que em 1898 foi criada uma
capela dedicada a São Gonçalo, com o povoamento dos arredores em 1921 São Gonçalo foi
elevada a vila e a emancipação definitiva somente viria a ocorrer em 11 de dezembro 1958
(Magalhães, 2014).
Segundo dados do IPECE, em 1991 o total populacional era de 29.286, em 2000 o
total registrado era de 35.608, em 2010 o total era de 43.890 e em 2022 o censo registrou
54.143 (IPECE, 2022). Destaca-se que o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP)
foi inaugurado em 2002, promovendo intenso fluxo e dinâmica populacional vinculada a
oferta de emprego, este fato está diretamente associado ao aumento expressivo da população
em uma década.
O litoral da Taíba em São Gonçalo do Amarante, Ceará foi a terceira área ede
aplicação da metodologia (Figuras 26 e 27). Destaca-se, além da beleza cênica, atividades
diversas de turismo, pesca, infraestrutura e casas que servem de moradia permanente e
segunda moradia. Notou-se em comparação com o trecho 2 menos intervenções privadas para
manutenção das infraestruturas.
A Taíba é um dos 8 distritos do município de São Gonçalo do Amarante: São
Gonçalo do Amarante (sede), Cágado, Croatá, Pecém, Serrote, Siupé, Taíba e Umarituba.
Desses apenas Taiba e Pecém tem praia. O município inserido na lógica do PRODETUR e
considerado atrativo para vilegiatura, com uma taxa de 20% de segundas residências, também
(Paula et al., 2009).
Diante do crescimento populacional e da demanda por ocupação parte expressiva
da orla foi ocupada por moradias de diferentes padrões econômicos, característica de uma
ocupação desigual e da possibilidade de um risco desigual, a depender da manutenção do
status.
Figura 10 - Praia da Taíba sentido oeste leste

Fonte: Elaborado pelo autor.


Figura 11 - Praia da Taíba sentido leste-oeste

Fonte: Elaborado pelo autor.

5.3 Vulnerabilidade e risco

Para a análise em escala local foram utilizados critérios apontados em outros


trabalhos e adaptados para a presente perspectiva. Nesse sentido, cada critério e variável
(Quadro 8) apresenta um componente que pode intensificar a vulnerabilidade e o risco
potencial. Aos processos erosivos foram elencadas as seguintes variáveis para vulnerabilidade
física: Geomorfologia, Declividade costeira (%), Nível Médio do Mar (NMM) (mm/ano),
Taxa de variação da linha de costa (m/ano), Amplitude média das marés (m), Altura
Significativa de Onda (ASO) (m). Embora alguns dados sejam produzidos em escala regional,
por conta da especificidade de coleta em órgãos ambientais, a exemplo do NMM e ASO,
coletados por meio de solicitação a Marinha do Brasil via e-mail, dados coletados nas áreas
portuárias do Pecém e do Mucuripe, utilizando uma bóia em alto mar.
Os critérios foram elaborados com base em trabalhos sobre vulnerabilidade no
litoral á luz de Farinaccio e Tessler (2010), Negrão et al., (2022); Lins de Barros (2017),
Lopes, (2021) e Mavormatidi et al., (2018). E alguns outros que surgiram recentemente e
foram citados conforme a oportunidade. Nota-se que praias abertas arenosas, com baixa
declividade, geralmente perfil suave, com nível médio do mar considerado alto pela Marinha
acima de 1,36, taxa de regressão média de linha de costa superior a 2 metros, amplitudes de
maré consideradas baixas (2 metros) e altura significativa de onda superior a 2,60 m/ano,
obtido por meio das tábuas de marés, significa intensa vulnerabilidade aos processos erosivos.
Quadro 1 - Critérios de Vulnerabilidade física
VARIÁVEIS VULNERABILIDADE FÍSICA

MUITO BAIXA BAIXA MODERADA ALTA MUITO ALTA


Critérios da vulnerabilidade a processos erosivos

1 2 3 4 5
Áreas vegetadas não Áreas vegetadas com Tabuleiros Costeiros Falésias com escarpa Dunas móveis; falésias
Geomorfologi

ocupadas pelo baixa ocupação humana e (sem escarpa e não não suscetível a erosão vivas;
homem. praias com contenção erodidos) e praias com e praias com Praias abertas sem
natural de beach rocks. obra pública de resposta intervenção particular. intervenção.
ao risco.
a

>7 7–6 6–4 4–2 <2


costeira (%)
Declividade

< -1,21 -1,21 – 0,21 0,1 – 1,24 1, 24 – 1, 36 >1,36


NMM (mm/ano)
< 2,0 Acreção 1,0 – 2,0 -1,0 – +1,0 -1,0 – -2,0 < -2,0 Erosão
Altura significativa de Amplitude média Taxa de
variação

> 8,0 8,0 – 6,0 6–4 4–2 < 2,0


das marés (m)

< 1,1 1,1 – 2,0 2,0 – 2,25 2,25 – 2,60 > 2,60
onda (m)

Fonte: Elaborado pelo autor.


Para compreensão dos dados coletados apresenta-se o Quadro 13 com conceitos
importantes para que seja compreendida a origem dos dados e a escala. Variação da linha de
costa é um dado local e tem como foco a linha média da preamar, para identificar até onde a
costa é atingida. Por outro lado, o NMM e a ASO são dados de escala regional obtidos por
meio direto de coleta por sonda, mas considerado regional e indireto, pois foram coletados por
órgãos como o Diretoria Hidrografia e Navegação (DHN) e da Marinha do Brasil.

Quadro 2 - Conceitos básicos


Preia-mar (ou preamar) ou maré alta — o nível máximo atingido pelas águas de uma maré
cheia;
Baixa-mar ou maré baixa — nível mínimo atingido pelas águas após a vazante;
- Amplitude de marés — variação do nível das águas entre a preamar e a baixa-mar
imediatamente anterior ou posterior;
- Amplitude da maré - É a diferença vertical entre o nível atingido pela maior das marés
cheias e a menor das marés vazias.
Maré de sizígia — as maiores amplitudes de maré verificadas quando o Sol e a Lua estão
em sizígia, isto é sol e a lua estão alinhados e a influência desses astros se reforçam
mutuamente, produzindo as maiores marés altas e as menores marés baixas;
Variação da linha de costa – É a medida a partir do tracejado perceptível da maior maré
alta em que a coleta foi realizada em comparação com outras coletas.
Nível médio do mar - O NMM é a altitude média da superfície do mar medida em relação
a um determinado ponto na superfície terrestre de referência.
O nível médio do mar é por sua vez utilizado como ponto de referência a partir do qual
são medidas as altitudes das unidades de relevo e marcadas as curvas de nível e as
altitudes nos mapas e plantas (Mesquita, 2003; Sousa Neto, 2009).
Altura significativa da onda - A altura significativa de onda é uma definição estatística
que corresponde à média das maiores ondas, sendo estas um terço do total de ondas
observadas. Média da terça parte das ondas com maior altura registadas durante o tempo
considerado. Simboliza-se normalmente por Hs. O conceito foi originalmente
desenvolvido por Walter Munk no primeira parte da década de 1950 como forma de
traduzir matematicamente este importante parâmetro da onda (Munk, 1944).
Fonte: Elaborado pelo autor.

5.3 Vulnerabilidade físico/ambiental

Conforme o quadro abaixo é possível ilustrar os dados classificados por meio da


aplicação de questionário de verificação em campo. A classificação em muito alta, alta,
moderada, baixa e muito baixa tomou em consideração a pertinência da informação do quadro
12 alinhado com dados dos Quadros 14, 15 e 16.
Quadro 3 - Vulnerabilidade física do Pirambu
Dados físicos – trecho 1 – Praia do Pirambu
Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3
Geomorfologia Unidade Alta Moderada Moderada
geoambiental –
Praia – com alta
densidade de
ocupação
Declividade 7,115m ~6 ~10 ~8
costeira (%) moderada Muito baixa Muito baixa
vulnerabilidade vulnerabilidade vulnerabilidade
NMM (m/ano) 0,46 – 0,51 0,48 0,48 0,48
Taxa de Dsas – 76% Muito alta Alta Moderada
variação da Erososional -27 a -21 -8 a 10 10- 18
linha de costa
(m/ano)
Amplitude 65,048m 2023 - 75,53 70,82 100,41
média das 2022- 60, 89 59,69 99,65
marés (m) 2020 - 50, 95 8,68 8,60
2018, 67,45 120,31
2016 - 52,43
2011, 2004
59, 95
Altura Dados 154,59 1,55 1,55 1,55
significativa de até 2010
onda (m) Média 1,55 Entre 1 e 2 – Entre 1 e 2 – Entre 1 e 2 –
(2008-2024) V. Baixa V. Baixa V. Baixa
Fonte: Elaborado pelo autor.

Quadro 4 - Vulnerabilidade física Pacheco


Dados físicos – trecho 2 – Praia do Pacheco
Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3
Geomorfologia Falésias e Muito alta Alta Alta
praias com
moderada
ocupação
Declividade ~4,18m 5 até a base 6 2
costeira (%) 16m na falésia Moderada Alta
Moderada vulnerabilidade vulnerabilidade
vulnerabilidade
NMM Variação 2015- 0,48 0,48 0,48
(mm/ano) 2024

0,46 – 0,51
Taxa de DSAS – 82% Muito alta Muito alta Alta
variação da Ersosional
linha de costa
(m/ano)
Amplitude 33.306 Média 72,66 27,15 50,22
média das 100,92 71,83 56,75
marés (m)
Altura Média 1,55 1,55 1,55 1,55
significativa (2016-2017)
de onda (m)
Fonte: Elaborado pelo autor.

Quadro 5 - Dados físicos da Taíba


Dados físicos – trecho 3 – Praia da Taíba
Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3
Geomorfologia Praias e falésia Muito alta Alta Alta
rochosa – com
moderada
ocupação
Declividade 3.181 Falésia 16 6a7 4-6m
costeira (%) ~2.657 6 na praia Baixa Média
Vulnerabilidad Média Vulnerabilidade vulnerabilidade
e alta Vulnerabilidade
(trecho próximo
a colônia de
pescadores
taíba)
NMM 0,46 – 0,51 0,48 0,48 0,48
(mm/ano)
Taxa de DSAS – 8-10% MUITO BAIXA MUITO BAIXA
variação da EROSIONAL BAIXA
linha de costa
(m/ano)
Amplitude ~11.494 com MARÉ MAIS 43,61 50,35
média das estação total BAIXA 140, 27
marés (m) MARÉ Maré oscilando 70,74
OSCILANDO 115,51
127,83
ALTA 8,01 3,42
17,62
Altura Média 1,56 1,56 1,56 1,56
significativa de (2017-2024)
onda (m)
Fonte: Elaborado pelo autor.

Quadro 6 - Tipo de imagens utilizadas


IMAGENS DATA RESOLUÇÃO
QUICK BIRD/ZEEC 2004-2009 1m
EARTH 09/2011 - 2016 1m
CBERS 4 2017-2024 Pan – 2-5 m
2016
Observação: foram utilizadas imagens na maré baixa utilizando o limite entre o seco e
o molhado.
Fonte: Elaborado pelo autor.

5.3.1 Geomorfologia

A morfologia praial exibe formas com classificação delimitada para sistema de


micromaré (variação menor que 2 metros). Conforme a Figura 28, as praias em análise
apresentam características "estágios" ou "estados" morfológicos distintos associados a
regimes hidrodinâmicos característicos de regime intermediário.
Os quatro estágios intermediários apresentam características de ambos os
extremos: dissipativo (a zona de surfe é larga, apresenta baixo gradiente topográfico e elevado
estoque de areia na porção subaquosa da praia) e refletivo (é caracterizado por elevados
gradientes de praia e fundo marinho adjacente, o que reduz sensivelmente a largura da zona
de surfe. Tende a prevalecer em praias fortemente compartimentadas, em zonas protegidas
entre promontórios, na presença de areias grossas ou após longos períodos de acresção). São
geralmente caracterizados por uma progressiva redução da largura da calha longitudinal
(longshore trough), em decorrência da migração do banco submarino da zona de arrebentação
em direção à praia o que por sua vez é uma resposta às variações nas características
hidrodinâmicas (Calliari et al., 2003).
Figura 12 - Escola Australiana de Geomorfologia Costeira

Fonte: Calliari et al., (2003).

A praia do Pirambu apresenta características de modificação antrópica devido aos


processos erosivos, marcada pela dinâmica sazonal de sedimentos no período chuvoso déficit
e no período seco superávit, berma com altura entre 7 e 8 metros, presença de beach rocks na
zona de espraiamento e presença de terraço de baixamar.
Característica gerais da praia do Pacheco, presença de modificação antrópica
particular de resistência aos processos erosivos, intenso processo erosivo e trechos de falésia
viva associados a formação barreiras, atacada pelo regime de ondas. Em ambas as praias não
se observa vegetação e apresentam beach rocks; em 2 décadas há trechos que perderam mais
de 100 metros de praia (fonte).
Já a praia da Taíba possui declividade baixa 2-4 e trechos <2, sem intervenções
significativas, presença de moradias mais suscetíveis devido à proximidade da linha de costa.
Largura de praia varia, mas apresenta trechos de berma 20-30 metros na maré baixa. Apesar
do trecho mais visitado ter menos declive e suscetibilidade maior aos processos erosivos, a
praia apresenta maior parte dos trechos em acreção cerca de 92% e 8% em regressão linear.

5.3.2 Declividade costeira (%)

Conforme a figura 29, observa-se que há inúmeros bancos de areia submersos e


uma estagnação de sedimentos na proximidade do porto do Mucuripe, tal construção on shore
produziu inúmeros problemas de déficit de sedimentos na costa metropolitana a jusante do
porto. A variação da altitude das praias é fator que pode intensificar a vulnerabilidade, pois à
medida que há menor declividade o aumento do nível do mar poderá intensificar os riscos.

Figura 13 - Carta Náutica de Fortaleza

Fonte: DNH, 2024.


Além de dados coletados por meio de consulta em Modelos Digitais de Elevação,
foram coletados em pontos amostrais dados de perfil de costa por meio de Estação total
(Figura 30.)
Figura 14 - Estação total

Fonte: Elaborado pelo autor.

Com base na tabela 1 e gráfico 3, observa-se que a declividade na praia do


Pirambu teve variação de 7 metros e atingiu a distância de 107 metros da maré baixa até o
ponto mais alto do berma.

Tabela 1 - Perfil Praia do Pirambu


Praia do Pirambu
Altur Distância
a (m)
7 107
6,09 71
4,9 68
4,92 64,1
4 56
1,1 47
0 0
0
Fonte: Elaborado pelo autor.
Gráfico 4 - Perfil Praia do Pirambu

Praia do Pirambu

1 distância 107 71 68 64,1


2
3 Altura 7 6,09 4,9 4,92
4

Altura 7 6,09 4,9 4,92 distância 107 71 68 64,1


Fonte: Elaborado pelo autor.

A tabela 2 e o gráfico 4 ilustram a declividade na praia do Pacheco, que a uma


distância máxima de 65 metros extensão da praia, atingiu 4,2 metros altura em relação ao
nível do mar, a declividade baixa favorece a vulnerabilidade e alta incidência de riscos. É
necessário ressaltar que esse é o ponto em que há maior declividade, a média gira em torno de
2 metros.

Tabela 2 - Perfil Praia do Pacheco


Praia do
Pacheco
Altur Distânci
a a
4,2 65
3,3 53
3 34
0,3 0
0
Fonte: Elaborado pelo autor.
Gráfico 5 - Perfil Praia do Pacheco

Praia do Pacheco

1 Praia do Pacheco Distância


2
3 Praia do Pacheco Altura
4
5

Praia do Pacheco Altura Praia do Pacheco Distância


Fonte: Elaborado pelo autor.
A tabela 3 e o gráfico 5 apresentam altura 2,2m a uma distância de 40 metros,
considerando a maré baixa, significa que há a possibilidade de inúmeros riscos, contudo é
necessário que se mencione que em outros trechos da praia esse valor girou em torno de 4
metros de declividade.
Tabela 3 - Perfil Praia do Taíba
Praia da Taíba
altur distância
a
2,2 40
2,1 36
1,5 27
0,6 18
0 0
0
Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 6 - Perfil Praia do Taíba

Praia da Taíba

Praia da Taíba distância


Praia da Taíba

Praia da Taíba Praia da Taíba distância


Fonte: Elaborado pelo autor.
5.3.3 NMM (mm/ano)

O nível Médio do Mar, como visto no quadro 9, é uma medida média da altura do
mar em relação a uma bóia geoestacionária. O equipamento localizado em alto-mar nas
proximidades do Terminal Portuário do Pecém registrou entre 2017 -2023, valores crescentes
de 0,46-0,51, sendo a taxa média 0,48 e o nível atual é cerca de 0,51mm/ano, valor
considerado alto (Lopes, 2021).

5.3.4 Taxa de variação da linha de costa (m/ano)

Shoreline Change Envelope (SCE)

O envelope de mudança de linha de costa (SCE) relata uma distância (em metros),
não uma taxa. O valor SCE representa a maior distância entre todas as linhas de costa que
cruzam um dado transecto. Como a distância total entre duas linhas de costa não tem sinal, o
valor para SCE é sempre positivo. O arquivo de taxa de transecto pode ser recortado para este
intervalo para fins de exibição.
Três dos cálculos exigem apenas duas posições de linha de costa para serem
executadas (envelope de mudança de linha de costa [SCE], movimento de linha de costa
líquida [NSM] e taxa de ponto final [EPR]); enquanto as estatísticas de regressão (taxa de
regressão linear [LRR], regressão linear ponderada [WLR] exigem três ou mais linhas de
costa para calcular as taxas com sucesso. Se um limite de interseção de dois for especificado,
pode haver transectos para os quais não há interseções de linha de costa suficientes para
calcular estatísticas de regressão, caso em que o DSAS retorna um valor <nulo> para LRR e
WLR nesses transectos. Se o limite for definido como quatro, pode haver instâncias em que os
cálculos de taxa são ignorados em transectos que não cruzam linhas de costa suficientes,
mesmo que possam atender ao requisito mínimo (duas linhas de costa) para as estatísticas
EPR, SCE e NSM.

Linear Regression Rate/Taxa de regressão linear (LRR)

Uma estatística de taxa de mudança de regressão linear pode ser determinada


ajustando uma linha de regressão de mínimos quadrados a todos os pontos da linha de costa
para um transecto (Figura 35, trazer essa figura para perto do texto). A linha de regressão é
colocada de forma que a soma dos resíduos quadrados (determinada pelo quadrado da
distância de deslocamento de cada ponto de dados da linha de regressão e somando os
resíduos quadrados) seja minimizada. A taxa de regressão linear é a inclinação da reta. O
método de regressão linear inclui estes recursos: (1) todos os dados são usados,
independentemente de mudanças na tendência ou precisão, (2) o método é puramente
computacional, (3) o cálculo é baseado em conceitos estatísticos aceitos e (4) o método é fácil
de empregar (Dolan e outros, 1991; Crowell e outros, 1997). No entanto, o método de
regressão linear é suscetível a efeitos discrepantes e tende a subestimar a taxa de mudança em
relação a outras estatísticas, como EPR (Dolan e outros, 1991; Genz e outros, 2007).

Net Shoreline Movement/Movimento líquido da linha costeira (NSM)

O movimento líquido da linha costeira (NSM) é a distância entre as linhas


costeiras mais antigas e mais jovens para cada transecto; portanto, as unidades estão em
metros. Se essa distância for dividida pelo tempo decorrido entre as duas medições da posição
da linha costeira, o resultado é a taxa de ponto final descrita na seção 7.2 (tem essa seção no
seu trabalho?). Se o PDB for aplicado, duas versões dessa estatística são relatadas: “NSM”
inclui o PDB nos cálculos; “NB_NSM” omite o PDB (Himmelstoss et al, 2018).
Para aplicação metodológica foi considerado o principal cálculo foi o LRR que
mede a regressão entre linhas passadas e futuras indicando as mudanças mais significativas
em regressão e progressão. As linhas podem ser observadas nas Figuras 27, 28, 29, 30, 31, 32
e 33 (fiquei perdida na identificação que você se refere dessas figuras), na ordem praia do
Pirambu em Fortaleza, praia do Pacheco em Caucaia e Praia da Taíba em São Gonçalo do
Amarante.
Figura 15 - Linha de costa Pirambu em 2004
Fonte: Elaborado pelo autor (google earth).

Destaca-se que houve diversas alterações em Fortaleza, sobretudo pelo projeto do


Vila do mar, que indenizou e realocou parte da população promovendo reordenamento urbano
na faixa de praia. Vale ressaltar que parte da população ainda continua ocupando a faixa de
praia e está submetida a um risco potencial.
Na praia do Pacheco o avanço do mar destruiu casas, sobretudo no trecho de
falésias. Através do mapa (qual mapa?) muitos eventos se perdem e nesse sentido a partir de
uma visita de campo ficou constatada que algumas casas foram desocupadas por risco de
desabamento.
Na praia da Taíba a dinâmica do mar altera a prática da pesca, principal atividade
da área, além disso por meio da imagem é possível notar que houve aumento da ocupação
entre 2004 e 2016, tal aumento está realacionado a segunda moradia e ao crescimento da
atividade portuária e aumento da demanda por uso e ocupação do solo. (chamada das figuras
abaixo 32 a 37)
Figura 16 - Linha de costa 2009 (local)
Fonte: Elaborado pelo autor.
Figura 17 - Linha de costa 2016 (local)
Fonte: Elaborado pelo autor.
Figura 18 - Linha de costa 2018 (Pirambu)
Fonte: Elaborado pelo autor.

Figura 19 - Linha de costa 2020 (Pirambu)


Fonte: Elaborado pelo autor.
Figura 20 - Linha de costa 2022(Pirambu)
Fonte: Elaborado pelo autor.

Figura 21 - Linha de costa 2023 Pirambu


Fonte: Elaborado pelo autor.

As Figuras 38 e 39 e 40 ilustram imagens utilizadas para compor as respectivas


linhas de costa com processamento realizado pela ferramenta Digital Shoreline Analysis
System (DSAS). As imagens do satélite CBERS 4A com Pansharpening tem resolução de 2
metros e em comparação com as imagens do Quickbird (2004 e 2009) de 1 metro e outras
imagens do google Earth anos 2011, 2016 e 2018. Tais imagens ajudaram a compor a
variação da linha de costa com LRR (taxa de regressão linear).

Figura 22 - Tipos de imagens coletadas no Cbers

Fonte: Elaborado pelo autor (INPE/CBERS).


Figura 23 - Imagens coletadas no Cbers 2020

Fonte: Elaborado pelo autor (INPE/CBERS).

Figura 24 - Banda Pancromática

Fonte: Elaborado pelo autor (INPE/CBERS).

Em 2023 foi publicada uma pesquisa na revista de Geociências da Universidade


Estadual Paulista (UNESP), intitulado de análise espaço temporal e modelagem preditiva da
linha de costa do estado do Ceará; o objetivo foi realizar uma análise espaço-temporal da zona
costeira do estado do Ceará para os últimos 35 anos (1984-2020), analisando dados de
sensores remotos (LANDSAT) através das variáveis estatísticas presentes no Digital
Shoreline Analysis System. A meu ver precisa fazer as chamadas dos mapas 42 a 50.São 9
mapas com muitas informações.
A pesquisa citada foi realizada com imagens Landsat 5 TM com resolução de 30
metros identificou padrões que estão apresentados com maior riqueza de detalhamento na
atual pesquisa, que priorizou o uso de imagens com nível de detalhamento de 5 a 1 metro. Ela
revelou que 56% da linha de costa apresenta tendências erosivas enquanto cerca de 49% do
litoral cearense poderá apresentar tendências erosivas conforme o filtro de Kalman (Leite,
Almeida (2023). Tal pesquisa corrobora a necessidade de realização de outras análises em
escala local para que seja possível fazer predições verossímeis. Dados do trabalho de Leite,
Almeida (2023) figura 41 revelou que em áreas com redução maior que 3 metros tem-se
processo de erosão severa, redução de 3 a 2 erosão moderada e redução de 2 a 1 incipiente.

Figura 25 - Mapa de taxa de regressão

Fonte: Leite, Almeida (2023).


O mapa (Figura 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49 e 50) é passível de comparação, pois
em uma escala mais detalhada, nota-se que praia do Pirambu, litoral oeste de Fortaleza, Praia
do Pacheco, litoral leste de Caucaia, e praia da Taíba, litoral oeste de São Gonçalo do
Amarante apresentaram regressão linear, com trechos que estão perdendo praia.
Figura 26 - Mapa variação LRR na Praia do Pirambu

Fonte: Elaborado pelo autor.

Figura 27 - Mapa variação NSM na Praia do Pirambu


Fonte: Elaborado pelo autor.
Figura 28 - Mapa variação SCE na Praia do Pirambu

Fonte: Elaborado pelo autor.


Figura 29 - Mapa variação LRR na Praia do Pacheco

Fonte: Elaborado pelo autor.


Figura 30 - Mapa variação NSM na Praia do Pacheco

Fonte: Elaborado pelo autor.


Figura 31 - Mapa variação SCE na Praia do Pacheco

Fonte: Elaborado pelo autor.


Figura 32 - Mapa variação LRR na Praia da Taíba

Fonte: Elaborado pelo autor.


Figura 33 - Mapa variação NSM na Praia da Taíba

Fonte: Elaborado pelo autor.


Figura 34 - Mapa variação SCE na Praia da Taíba

Fonte: Elaborado pelo autor.


5.3.5 Amplitude média das marés (m)

A amplitude é a medida de onde a maré alcança na baixamar e na preamar do


mesmo dia. Geralmente ao meio-dia há o alinhamento dos astros, é o momento em que há
ocorrência da maré alta, em outros horários se verifica maré baixa e é possível fazer a
comparação, por meio do SIG, e foi realizada amostra por meio da estação total para verificar
o erro na variação. O formato de linhas perpendicular a linha de costa traduz a amplitude de
maré, Figura 51.

Figura 35 - Amplitude de maré

Fonte: Elaborado pelo autor.


Fonte: Elaborado pelo autor.

5.3.6 Altura significativa de onda (m)

A ondas do mar são movimentações formadas pelo vento e apresentam crista,


cava, altura, inclinação, nível basal amplitude, período e velocidade. A maré é um tipo de
onda que chega até a costa e varia conforme forças astronômicas do sol e da lua em
alinhamento.
A altura da superfície do mar é medida por um ondógrafo, que além disso, mede
temperatura, direção e deslocamento. A altura significativa da superfície do mar pode ser
visualizada por meio da Figura 52 que ilustra a variação em 01 de agosto de 2023 e conforme
dados fornecidos pela marinha manteve esse perfil médio no ano.

Figura 36 - Altura significativa da superfície do mar

Fonte: DHN, 2024.

A figura 53 ilustra o mesmo dado em 06 de maio de 2024, nota-se um padrão de


aumento, observando os dados, embora crescente foi feita uma média dos valores tabulados e
ficou centrada em 0,48 (DHN, 2024). Durante atividade da sonda entre 2017 e 2023 houve um
aumento progressivo na média de altura do nível médio do mar, ilustrado pela figura 49.
Figura 37 - Altura significativa da superfície do mar

Fonte: DNH, 2024.

Somado aos valores médios e resumido em média simples, nota-se aumento


progressivo registrados por meio de um sistema que coleta dados próximos a portos, por meio
do projeto da Rede Marégráfica Permanente para Geodésia (RMPG); trata-se de um sistema
de estações maregráficas que monitora o nível do mar ao longo da costa brasileira, faz parte
do IBGE e obedece as diretrizes Programa Gloss Brasil vinculado a CIRM.
A altura significativa da superfície do mar toma em consideração média da altura
da terça parte das ondas mais altas registradas em um determinado período de tempo, é
evidente que este trabalho não se debruça sobre a coleta do dado, apenas reutiliza dados da
Marinha e do IBGE para elaboração de um índice de vulnerabilidade costeira local.
A figura 54 ilustra a flutuação da amplitude de marés no dia do campo de perfis
para reconhecer se havia discrepâncias significativas no uso das imagens de satélites. Os
perfis foram realizados considerando o horário e o nível inicial de 0,5 metros às 9h e 50 min,
realizadas as devidas correções não houve erro considerável ou maior que 10% em relação as
imagens usadas.
Figura 38 - Amplitude média das marés (Campo dia 9 de março de 2024)

Fonte: Plataforma Surfguru, 2024

Foi realizado alguns momentos de campo durante a pesquisa um deles no dia 9 de


março de 2024, nesse dia a maré estava em torno de 0,3 metros (Figura 54), e foi possível usar
a estação total para extrair uma amostra da declividade, linha de costa e amplitude de maré. A
Figura 54 também ilustra a variação da onda por meio de ilustração da plataforma Surfguru.
Com base nas figuras 55, 56 e 57, é possível visualizar ondas predominantes no Ceará
semidiurna com pelo menos 2 marés altas e 2 baixas no dia lunar. A figura 57 ilustra a
variação da altura de ondas mensal da altura de ondas para o período de campo, no mês de
março de 2024.
Figura 39 - Altura das ondas

Fonte:
Figura 40 - Oscilação da altura de ondas no período do campo

Fonte: Plataforma Surfguru

A Figura 57 ilustra a oscilação de ondas no período do campo para a praia do


Pacheco, tomando em consideração o porto do Pecém. Os dias de campo foram escolhidos
com base na menor maré durante o dia, por isso há uma menor energia das ondas e uma
variação de ventos e que não se confunde com ondas swell. A Figura 57 mostra a oscilação
das ondas na praia do Pacheco. Esta figura ilustra como as ondas se comportam ao longo do
tempo, destacando variações na altura e frequência das ondas. A fonte desta informação é a
Plataforma Surfguru.

Figura 41 - Oscilação das ondas na praia do Pacheco

Fonte: Plataforma Surfguru


Figura 42 - inserir legenda

Fonte: Plataforma Surfguru.


Como pode ser observado na Figura 59, a altura da onda é maior a medida que se
afasta da costa e se reduz de 20 metros ao nível costeiro na zona de espraiamento. Durante o
mês de março de 2024 houve predomínio de ondas com altura de 1,5 metros como ilustra a
imagem (Figura 59) do dia 6 de março
Figura 43 - Altura total das ondas

Fonte: Plataforma Surfguru.


A Figura 60 no documento é intitulada "Mapa de variáveis físicas do Pirambu-Ce." 1. Este
mapa apresenta diversas variáveis físicas da região do Pirambu, localizada em Fortaleza,
Ceará. As variáveis físicas mapeadas incluem aspectos como a geomorfologia, declividade
costeira, variação da linha de costa, amplitude das marés e altura significativa das ondas 1.

Essas variáveis são essenciais para entender a dinâmica costeira da área, especialmente em
relação aos processos erosivos e à vulnerabilidade da costa. A geomorfologia, por exemplo,
ajuda a identificar as características do terreno e como ele pode ser afetado pela ação das
ondas e marés 1. A declividade costeira indica a inclinação do terreno, o que pode influenciar
a velocidade e a intensidade da erosão 1. A variação da linha de costa mostra como a linha de
costa tem mudado ao longo do tempo, o que é crucial para identificar áreas de maior risco 1.
A amplitude das marés e a altura significativa das ondas fornecem informações sobre a
energia das ondas que atingem a costa, o que também é um fator importante na análise da
vulnerabilidade costeira.
Figura 44 - Mapa de variáveis físicas do Pirambu-Ce.

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 61 apresenta um mapa temático da faixa costeira de Pacheco, localizada no
município de Caucaia, estado do Ceará, Brasil. O mapa é uma análise integrada de
características físicas e morfodinâmicas do litoral, representadas por diferentes faixas (A a F),
e mostra informações como geomorfologia, declividade costeira, variação da linha de costa,
marés, altura das ondas e urbanização.
📍 Localização Geográfica
Município: Caucaia, CE
Região: Nordeste do Brasil
Coordenadas aproximadas (UTM):
Extensão longitudinal: 538548 a 541048
Extensão latitudinal: 9582209 a 9582709
Área de Estudo: Faixa costeira da Praia de Pacheco, dividida em três trechos: Trecho 1,
Trecho 2 e Trecho 3, indicados por estrelas amarelas no mapa.
🔍 Faixas de Análise (A a F):
As faixas paralelas à linha de costa representam diferentes tipos de análise:
A – Geomorfologia da Praia:
Representada por cores e padrões.
As faixas indicam a presença de dunas frontais vegetadas, dunas móveis e praias com
estruturas de proteção costeira.
Exemplo: Área com vegetação e baixa urbanização, versus área com erosão ativa e elevada
urbanização.
B – Declividade Costeira (%):
Cores variam do verde ao vermelho:
2 a 4% (verde claro)
4,1 a 8% (verde)
8,1 a 10% (laranja)
11 a 12% (vermelho)
12% (vermelho escuro)
C – NMM (mm/ano):
NMM: Nível Médio do Mar.
Valor de 0,48 mm/ano representado na legenda.
D – Taxa de Variação da Linha de Costa (TVLC) (m/ano):
Representa erosão ou avanço da linha de costa:
1 m/ano (amarelo)
0 a 1 m/ano (verde)
0 a -0,1 m/ano (rosa)
< -1 m/ano (roxo escuro)
Zonas com recuo significativo indicam processos erosivos.
E – Amplitude Média das Marés (m):
Valor mostrado: 3,4 m
Influencia a dinâmica costeira, especialmente em zonas intermarés.
F – Altura Significativa de Onda (m):
Valor apresentado: 1,55 m
Importante para o balanço sedimentar e processos erosivos.
🧭 Elementos Cartográficos:
Escala gráfica: 100 a 200 metros.
Orientação: Norte indicado com seta.
Sistema de Coordenadas: UTM, Datum SIRGAS 2000 – Zona 24S.
Mapas de Enquadramento (canto inferior esquerdo):
Enquadramento Regional: Mostra a localização no Brasil.
Enquadramento Estadual: Localização dentro do Ceará.
Enquadramento Municipal: Detalha a área dentro do município de Caucaia.
📝 Resumo e Interpretação
A figura oferece uma análise detalhada da vulnerabilidade e dinâmica costeira da Praia do
Pacheco.
Destacam-se áreas com alta erosão (< -1 m/ano) e declividades acentuadas (>12%).
A urbanização densa nas faixas mais próximas da linha de costa influencia os processos
erosivos.
A presença de dunas vegetadas indica áreas com maior estabilidade ambiental.
Figura 45 - Mapa de variáveis físicas da Praia do Pacheco

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 62 apresenta um mapa temático da zona costeira da Praia da Taíba, no município de
São Gonçalo do Amarante, estado do Ceará, Brasil. O mapa mostra uma análise integrada das
condições morfodinâmicas da costa, destacando parâmetros físicos como geomorfologia,
declividade, variação da linha de costa, marés, altura das ondas e urbanização, ao longo de
três trechos principais da praia: Taíba (Trecho 1, 2 e 3).

📍 Localização Geográfica
Município: São Gonçalo do Amarante, CE
Praia analisada: Praia da Taíba
Coordenadas UTM aproximadas:
Longitude: 510881 a 512081
Latitude: 9612247 a 9612747
Área Urbana: A faixa costeira urbana está ao longo da Avenida Capitão Inácio Prata e Rua
Antônio Marques.
⭐ Divisão em Trechos
Trecho 1, Trecho 2 e Trecho 3 estão indicados com estrelas amarelas ao longo da linha de
costa da Taíba.
🔍 Faixas de Análise (A a F)
A - Geomorfologia Costeira
Identifica características morfológicas do litoral:
Áreas com presença de estruturas de proteção costeira e alta urbanização (vermelho listrado).
Áreas com dunas frontais vegetadas e erosão ativa, também com alta urbanização (roxo
listrado).
B - Declividade Costeira (%)
Inclui zonas com diferentes inclinações:
2 a 4% (verde claro)
4,1 a 8% (verde)
8,1 a 10% (amarelo)
11 a 12% (laranja)
12% (vermelho escuro)
C - NMM (mm/ano)
Nível Médio do Mar: 0,48 mm/ano
Reflete o aumento gradual do nível do mar.
D - TVLC – Taxa de Variação da Linha de Costa (m/ano)
Mede erosão ou progradação:
1 m/ano (amarelo claro) → avanço da costa
0 a 1 m/ano (verde) → estabilidade
0 a -0,1 m/ano (rosa) → leve erosão
< -1 m/ano (roxo escuro) → erosão intensa
E - Maré (m)
Amplitude média das marés: 3,4 m
Influencia a dinâmica sedimentar e alagamentos intermarés.
F - Altura Significativa de Onda (m)
Altura média de ondas: 1,56 m
Indicativo de forte ação hidrodinâmica na região.
🧭 Elementos Cartográficos
Escala gráfica: 0 a 100 metros.
Orientação: Norte (seta no canto superior direito).
Sistema de Coordenadas: UTM – Zona 24S, Datum SIRGAS 2000.
Mapas de Enquadramento (inferior esquerdo)
Enquadramento Regional: Localização no Brasil.
Enquadramento Estadual: Estado do Ceará (CE).
Enquadramento Municipal: Município de São Gonçalo do Amarante.
📝 Análise e Interpretação
A região apresenta alta urbanização e áreas com estruturas de contenção costeira, o que sugere
riscos associados à erosão costeira.
A presença de erosão significativa (< -1 m/ano) é visível em trechos da faixa A, indicando
vulnerabilidade ambiental.
A altura de onda de 1,56 m combinada com marés de 3,4 m pode intensificar processos
erosivos, especialmente nas áreas com declividade mais acentuada.
Trechos com dunas vegetadas indicam ainda alguma preservação ambiental, apesar da pressão
urbana.
Figura 46 - Mapa de variáveis físicas na praia da Taíba

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 63 apresenta um mapa temático da zona costeira do bairro Pirambu,
localizado em Fortaleza, capital do estado do Ceará, Brasil. O mapa é uma avaliação da
vulnerabilidade física costeira, baseado em um modelo que considera seis variáveis físicas,
aplicadas a três trechos de análise ao longo do litoral urbano do bairro.

🧭 Localização Geográfica
Município: Fortaleza – CE
Bairro analisado: Pirambu, incluindo referência ao bairro vizinho Cristo Redentor
Coordenadas UTM aproximadas:
Longitude: 548381 a 550881
Latitude: 9590483 a 9590983

⭐ Divisão em Trechos
O mapa divide a orla de Pirambu em três trechos de análise indicados por estrelas amarelas:
Trecho 1: Região mais a leste, próxima ao limite com outros bairros da zona oeste de
Fortaleza.
Trecho 2: Região central da orla do Pirambu, próxima a áreas com infraestrutura costeira.
Trecho 3: Região oeste, próxima à Vila do Mar e ao bairro Cristo Redentor.

📊 Variáveis Analisadas (Faixas A a F)


Cada faixa representa uma variável usada no cálculo do Índice de Vulnerabilidade Física
Costeira (IVF). As cores indicam os níveis de vulnerabilidade:
Legenda de Vulnerabilidade Física:
Verde-claro: Muito Baixa
Verde-escuro: Baixa
Amarelo: Moderada
Rosa: Alta
Vermelho: Muito Alta

🔍 Faixas e Significado:
A – Geomorfologia
Abrange áreas urbanizadas com presença de obras costeiras.
Predominância de vulnerabilidade alta a muito alta em todo o litoral de Pirambu.
Trecho 2 e 3 apresentam faixas contínuas de vulnerabilidade alta (rosa/vermelho).
B – Declividade Costeira (%)
Faixa com mescla de vulnerabilidades.
Trecho 1 tem setores com baixa a moderada vulnerabilidade.
Trecho 2 exibe maior presença de setores críticos (vermelhos).
C – Nível Médio do Mar (NMM)
Reflete a elevação e tendência de aumento do nível do mar.
Trecho 2 e parte do Trecho 3 apresentam níveis críticos (vermelho).
Parte do Trecho 1 está em nível moderado (amarelo).
D – Taxa de Variação da Linha de Costa (TVLC)
Indica erosão ou progradação da costa.
Trecho 2 mostra altíssima vulnerabilidade (vermelho).
Trecho 3 contém setores com baixa ou moderada vulnerabilidade.
E – Amplitude Média das Marés
Mais homogênea, com vulnerabilidade moderada (amarelo) em todos os trechos.
F – Altura Significativa de Onda
Maior influência da dinâmica marítima.
Prevalece vulnerabilidade baixa a muito baixa (verde) ao longo da costa.
Indica que a ação das ondas, isoladamente, tem menor peso de risco em comparação a outros
fatores.

Ambiente Urbano e Infraestrutura


Região altamente urbanizada e com obras de contenção costeira visíveis (espigões e
contenções).
A presença do projeto Vila do Mar, próximo ao Trecho 3, é indicativo de tentativas de
mitigação dos riscos costeiros.
A infraestrutura urbana se sobrepõe a áreas com alta vulnerabilidade natural, especialmente
nos Trechos 2 e 3.

📝 Resumo por Trecho


✅ Trecho 1 (leste)
Vulnerabilidade mista, com áreas de baixa a moderada.
Melhor desempenho relativo entre os trechos.
Potencial para medidas preventivas e mitigadoras mais eficazes.
⚠️Trecho 2 (central)
Alta a muito alta vulnerabilidade em quase todas as variáveis.
Setor mais crítico, com erosão ativa e alta exposição urbana.
Intervenções costeiras mais urgentes devem priorizar este trecho.
⚠️Trecho 3 (oeste)
Também apresenta alta vulnerabilidade, mas com mais variabilidade entre as variáveis.
Região próxima ao Cristo Redentor e áreas de infraestrutura costeira (espigões).
Relevante para projetos de recuperação e contenção.
📌 Conclusão
O litoral de Pirambu é uma área com alta vulnerabilidade física costeira, especialmente nos
Trechos 2 e 3, exigindo atenção da gestão municipal e estadual.
Os principais fatores críticos são a geomorfologia modificada, a erosão da linha de costa e o
aumento do nível do mar.
Recomenda-se planejamento urbano costeiro baseado em soluções naturais e sustentáveis,
aliadas a monitoramento contínuo.
Figura 47 - Mapa de Vulnerabilidade das variáveis físicas Pirambu-Fortaleza

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 64 apresenta um mapa temático da vulnerabilidade física costeira da
praia do Pacheco, localizada no município de Caucaia, estado do Ceará, Brasil. O mapa
mostra a análise espacial da vulnerabilidade física (IVF) da linha de costa com base em seis
variáveis, divididas em faixas paralelas ao litoral (A a F), aplicadas em três trechos distintos
da praia.

📍 Localização Geográfica
Município: Caucaia – CE

Área Urbana: Bairro Pacheco

Coordenadas UTM aproximadas:

Longitude: 538548 a 541048

Latitude: 9582209 a 9582709

Sistema de Coordenadas: UTM – Zona 24S, Datum SIRGAS 2000

⭐ Trechos de Análise
Indicados por estrelas amarelas no mapa:

Trecho 1: Leste, próximo à foz do rio Iparana.

Trecho 2: Região central da orla do Pacheco.

Trecho 3: Oeste da praia, próximo ao Jardim Icaraí.

📊 Índice de Vulnerabilidade Física (IVF)


Cores e Níveis:

🟩 Muito Baixa

🟨 Baixa

🟧 Moderada
🟥 Alta

🟥 (tom mais escuro): Muito Alta

🔍 Faixas e Variáveis Analisadas


Faixa Variável

A Geomorfologia

B Declividade costeira (%)

C Nível Médio do Mar (NMM - mm/ano)

D Taxa de Variação da Linha de Costa (m/ano)

E Amplitude Média das Marés (m)

F Altura Significativa de Onda (m)

📌 Análise por Trecho


🟡 Trecho 1 – Leste

Geomorfologia (A): Vários setores com alta e muito alta vulnerabilidade, associada à
urbanização densa e ausência de proteção natural.

Declividade (B): Predominância de moderada a alta vulnerabilidade.

NMM (C): Áreas críticas com muito alta vulnerabilidade, refletindo elevação do nível do mar.

Linha de Costa (D): Setores com erosão intensa, marcando vulnerabilidade muito alta.

Maré (E): Principalmente baixa a moderada vulnerabilidade.

Ondas (F): Predominantemente baixa vulnerabilidade, com poucos setores moderados.

📌 Resumo: Trecho com alto risco costeiro, especialmente por erosão e pressão urbana.
🟡 Trecho 2 – Centro

Geomorfologia (A): Presença forte de vulnerabilidade alta a muito alta, com áreas
urbanizadas sobre dunas degradadas.

Declividade (B): Alternância entre baixa e moderada vulnerabilidade.

NMM (C): Faixa com alta vulnerabilidade contínua.

Linha de Costa (D): Faixa de erosão intensa (muito alta vulnerabilidade) em todo o trecho.

Maré (E): Vulnerabilidade baixa.

Ondas (F): Predominância de baixa vulnerabilidade.

📌 Resumo: Trecho mais homogêneo com vulnerabilidade alta generalizada, especialmente em


função da erosão e variações do nível do mar.

🟡 Trecho 3 – Oeste

Geomorfologia (A): Alternância entre setores com alta e moderada vulnerabilidade.

Declividade (B): Mais áreas com baixa a moderada vulnerabilidade, sugerindo maior
estabilidade do relevo.

NMM (C): Setores com alta e muito alta vulnerabilidade, embora menos intensos que no
Trecho 2.

Linha de Costa (D): Erosão ainda presente, com vulnerabilidade alta em várias áreas.

Maré (E): Predominância de vulnerabilidade baixa a moderada.

Ondas (F): Baixa vulnerabilidade predominante.

📌 Resumo: Trecho com nível de risco intermediário, mas com áreas críticas ligadas à erosão e
maré.

🧠 Conclusão Geral
A Praia do Pacheco apresenta nível elevado de vulnerabilidade física costeira, com destaque
para:

Erosão intensa e avanço do nível do mar (faixa D e C)

Geomorfologia modificada por urbanização (faixa A)

Trecho 2 é o mais crítico e homogêneo em termos de risco.

Trecho 3 é o mais estável, mas ainda exige monitoramento e possíveis ações mitigadoras.
Figura 48 - Mapa de Vulnerabilidade das variáveis físicas Pacheco-Caucaia

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 65 mostra um mapa temático da vulnerabilidade física costeira da Praia
da Taíba, situada no município de São Gonçalo do Amarante, no estado do Ceará, Brasil. O
mapa classifica a costa em três trechos de análise e utiliza seis variáveis ambientais para
avaliar o Índice de Vulnerabilidade Física (IVF) da zona costeira frente a processos erosivos e
avanço do mar.

📍 Localização Geográfica

Município: São Gonçalo do Amarante – CE

Área analisada: Orla urbana da Praia da Taíba

Coordenadas UTM aproximadas:

Longitude: 510881 a 512081

Latitude: 9612347 a 9612847

Sistema de Coordenadas: UTM – Zona 24S, Datum SIRGAS 2000

⭐ Trechos de Análise

Destacados por estrelas amarelas:

Taíba (Trecho 1): Leste, próximo à foz de pequenos cursos d’água.

Taíba (Trecho 2): Região central da orla, com concentração de edificações.

Taíba (Trecho 3): Oeste, próximo à Pousada Roane e ao fim da Av. Capitão Inácio Prata.

🧪 Variáveis Analisadas (Faixas A a F)

Faixa Variável

A Geomorfologia

B Declividade costeira (%)

C Nível Médio do Mar (NMM – mm/ano)

D Taxa de Variação da Linha de Costa (m/ano)


Faixa Variável

E Amplitude Média das Marés (m)

F Altura Significativa de Onda (m)

🎨 Legenda de Vulnerabilidade Física (IVF)

🟩 Muito Baixa

🟢 Baixa

🟨 Moderada

🟥 Alta

🟥 (intensa): Muito Alta

📌 Análise por Trecho

⭐ Trecho 1 (Leste)

Geomorfologia (A): Faixas com alta e muito alta vulnerabilidade, associadas à urbanização
em áreas frágeis, como dunas alteradas.

Declividade (B): Predominantemente moderada, com pontos de alta vulnerabilidade.

NMM (C): Faixa com alta vulnerabilidade, refletindo a elevação do nível do mar.

Linha de Costa (D): Presença significativa de erosão com trechos em vermelho (muito alta
vulnerabilidade).

Maré (E): Moderada a baixa vulnerabilidade.

Ondas (F): Baixa vulnerabilidade na maioria da área.

📌 Resumo: Trecho com vulnerabilidade alta, devido à erosão costeira e ocupação urbana
próxima à linha da maré.

⭐ Trecho 2 (Centro)
Geomorfologia (A): Faixas com vulnerabilidade muito alta, indicando alterações severas na
paisagem costeira.

Declividade (B): Mistura de alta a moderada vulnerabilidade.

NMM (C): Faixas em rosa e vermelho (alta e muito alta vulnerabilidade).

Linha de Costa (D): Situação crítica, com vários trechos em vermelho, indicando recuo da
linha de costa.

Maré (E): Vulnerabilidade moderada a baixa.

Ondas (F): Predomínio de baixa vulnerabilidade.

📌 Resumo: Trecho mais vulnerável da Praia da Taíba, com concentração de fatores críticos
(erosão, elevação do mar e ocupação em áreas frágeis).

⭐ Trecho 3 (Oeste)

Geomorfologia (A): Presença significativa de vulnerabilidade muito alta, associada à


urbanização em áreas sensíveis.

Declividade (B): Combinação de baixa, moderada e alta vulnerabilidade.

NMM (C): Faixas em rosa (alta) e amarelo (moderada).

Linha de Costa (D): Algumas áreas com alta vulnerabilidade, mas também zonas mais
estáveis.

Maré (E): Predominantemente moderada a baixa.

Ondas (F): Baixa vulnerabilidade geral.

📌 Resumo: Trecho com vulnerabilidade alta a muito alta, mas com zonas pontuais mais
estáveis. Risco relevante, especialmente nas áreas mais urbanizadas.

🧠 Conclusão Geral – Praia da Taíba

A Praia da Taíba apresenta níveis altos de vulnerabilidade física costeira, com destaque para:
Trecho 2, com a maior concentração de riscos relacionados à erosão e alterações
geomorfológicas.

As principais variáveis críticas são: Geomorfologia (A), NMM (C) e Linha de Costa (D).

Trecho 1 e Trecho 3 também apresentam vulnerabilidade significativa, exigindo atenção e


monitoramento contínuo.
Figura 49 - Mapa de Vulnerabilidade das variáveis físicas Taíba-SGA

Fonte: Elaborado pelo autor.


Quadro 7 - Comparativo de Vulnerabilidade Física Costeira
Praia / Geomorfologia NMM Linha de Costa
IVF Geral Observações Principais
Trecho (A) (C) (D)
Urbanização próxima à
Taíba 1 Alta/Muito Alta Alta Muito Alta Alta linha de maré, áreas
críticas de erosão
Trecho mais crítico da
Muito
Taíba 2 Muito Alta Muito Alta Muito Alta Taíba; erosão e avanço
Alta
do mar são intensos
Áreas mistas de
vulnerabilidade, porém
Taíba 3 Alta/Muito Alta Alta Alta Alta
maioria em níveis
elevados
Presença de erosão
Muito
Pacheco 1 Alta/Muito Alta Muito Alta Muito Alta severa e modificação
Alta
antrópica intensa
Processo erosivo
Pacheco 2 Alta Alta Muito Alta Muito Alta contínuo, com pressão
urbana moderada
Leve melhora na
estabilidade costeira,
Pacheco 3 Alta/Moderada Alta Alta Alta
mas ainda sob risco
relevante
Ação antrópica
Pirambu (estruturas costeiras)
Alta Moderada Alta Alta
1 visível; erosão ativa em
setores
Vulnerabilidade elevada
Pirambu
Alta Alta Alta Alta associada à declividade e
2
proximidade urbana
Melhor desempenho
Pirambu Moderada
Moderada/Alta Moderada Moderada/Alta relativo, mas ainda com
3 a Alta
áreas críticas de risco

Destaques
🌊 Mais vulnerável (Geral)
Pacheco (Trechos 1 e 2) e Taíba (Trecho 2) apresentam os maiores índices de vulnerabilidade
física.
Áreas com erosão intensa, modificação geomorfológica severa e elevação do nível do mar.
🔻 Menor vulnerabilidade relativa
Pirambu Trecho 3 apresenta melhor desempenho, com trechos em vulnerabilidade

moderada e alguma presença de estabilidade costeira.


Quadro 8 - Ações aplicáveis
Tipo de Ação Aplicável às Praias Descrição
Estruturas de contenção, espigões ou
Engenharia costeira Pacheco, Taíba
reabilitação de falésias
Recuperação Replantio de vegetação nativa, proteção de
Taíba, Pirambu
ambiental falésias e dunas e controle do acesso
Revisão do uso do Todas (especialmente Reduzir ocupação em áreas de alta
solo Pacheco e Taíba) vulnerabilidade
Monitoramento Programas de vigilância costeira com dados
Todas
contínuo topográficos e marinhos atualizados
Envolver a comunidade no cuidado e
Educação ambiental Todas
preservação da zona costeira
A figura 66, apresentada a seguir, mostra a análise espacial da vulnerabilidade
física costeira (IVF) da Praia do Pirambu, localizada no município de Fortaleza (CE), com
base em imagens de satélite e sobreposição de camadas temáticas. A área foi dividida em três
trechos de análise (Trecho 1, Trecho 2 e Trecho 3), que são destacados por estrelas amarelas.

Descrição Geral da Figura


Localização: Praia do Pirambu, Fortaleza – Ceará – Brasil.
Coordenadas aproximadas (UTM): Entre 548671 e 549871 E, e 9590579 e 9590279 N.
Base cartográfica: Imagem de satélite (provavelmente ortorretificada) com sobreposição de
dados vetoriais.
Escala gráfica: 1:2.500 (com barra de 200 metros).
Sistema de coordenadas: UTM / Datum SIRGAS 2000 – 24S.
Índice de Vulnerabilidade Física (IVF): Classificação baseada em cores:
🟩 Verde – Baixa vulnerabilidade
🟨 Amarelo – Moderada vulnerabilidade
🟥 Vermelho – Alta vulnerabilidade
🟥⚫ Escarlate – Muito alta vulnerabilidade

📌 Análise por Trecho


⭐ Trecho 1 (Leste – próximo ao molhe)
Localização: Extremo leste da praia, delimitado por um molhe artificial.
IVF predominante:
Alta a Muito Alta vulnerabilidade em boa parte da faixa.
Pequena presença de moderada vulnerabilidade.
Pressões identificadas:
Estruturas costeiras (molhes) alteram a dinâmica sedimentar.
Presença de áreas urbanizadas diretamente adjacentes à linha de praia.
Área estimada: Cerca de 250 metros de faixa litorânea contínua.
⭐ Trecho 2 (Central)
Localização: Entre os dois molhes centrais, próximo ao centro do bairro Pirambu.
IVF predominante:
Alternância entre moderada, alta e muito alta vulnerabilidade.
Presença de pequenas áreas de baixa vulnerabilidade.
Pressões identificadas:
Ocupação urbana densa e contínua até a faixa de areia.
Estrutura rígida influencia negativamente o fluxo de sedimentos.
Área estimada: Aproximadamente 300 metros lineares.
⭐ Trecho 3 (Oeste – em direção ao bairro Cristo Redentor)
Localização: Extremo oeste da praia, área de transição com o bairro Cristo Redentor.
IVF predominante:
Moderada e baixa vulnerabilidade nas extremidades.
Pontos com alta vulnerabilidade concentrados no centro do trecho.
Características:
Possível presença de vegetação costeira ou menor densidade urbana.
Menor influência de obras costeiras rígidas.
Área estimada: Em torno de 300 metros de faixa costeira.

📊 Resumo Comparativo dos Trechos


Trecho IVF Predominante Pressões Principais Área Aproximada
Trecho 1 Alta / Muito Alta Molhes, erosão, urbanização intensa 250 m
Trecho 2 Alta / Moderada Urbanização densa, pouca vegetação costeira 300 m
Trecho 3 Moderada / Baixa Menor urbanização, vegetação em trechos 300 m
📌 Observações Adicionais
A linha tracejada preta representa o limite da faixa de análise.
A linha rosa representa o limite dos bairros mapeados (Cristo Redentor e Pirambu).
A presença de obras costeiras (molhes) impacta diretamente a vulnerabilidade observada.
Figura 50 - Mapa IVF integrado Pirambu-Fortaleza

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 67 apresenta a avaliação da Vulnerabilidade Física Costeira (IVF) da
faixa litorânea do bairro Pacheco, no município de Caucaia (CE), com base em imagem de
satélite. A praia foi segmentada em três trechos de análise: Trecho 1, Trecho 2 e Trecho 3,
cada um com características distintas de ocupação e vulnerabilidade ambiental.

Descrição Geral da Figura


Local: Praia do Pacheco – Caucaia (CE), Brasil
Coordenadas UTM: 538960 a 540560 E e 9589538 a 9589723 N
Base cartográfica: Imagem de satélite de alta resolução
Sistema de coordenadas: UTM, Datum SIRGAS 2000 – Zona 24S
Escala gráfica: 1:2.000 (com barra de 200 metros)
Classificação da IVF (Índice de Vulnerabilidade Física):
🟨 Moderada
🟥 Alta
🟥⬛ Muito Alta

📌 Análise por Trecho


⭐ Trecho 1 (Setor Leste – próximo ao limite do bairro Iparana)
Localização: Extremo leste da área analisada.
IVF predominante:
Alta a Muito Alta em boa parte do trecho.
Faixa contínua vermelha e escarlate (zona de erosão e intensa urbanização).
Condições observadas:
Forte presença de estruturas costeiras e urbanização à beira-mar.
Ausência de vegetação de proteção.
Área estimada: Aproximadamente 300 metros de faixa costeira.

⭐ Trecho 2 (Área Central)


Localização: Região mais densa da faixa costeira analisada, com presença de residências e
ruas perpendiculares ao mar.
IVF predominante:
Alta vulnerabilidade, com pequenas áreas de vulnerabilidade moderada.
Condições observadas:
Urbanização média com presença de vias de acesso à praia.
Pouca ou nenhuma vegetação dunar.
Área estimada: Cerca de 300 metros de extensão.

⭐ Trecho 3 (Setor Oeste – transição para áreas menos densas)


Localização: Extremo oeste da área analisada.
IVF predominante:
Predomínio de vulnerabilidade alta, com alguns pontos moderados.
Condições observadas:
Presença de vegetação esparsa e urbanização menos densa.
Faixa de areia mais ampla em alguns trechos.
Área estimada: Aproximadamente 300 metros.

📊 Resumo Comparativo por Trecho


Trecho IVF Predominante Condições Locais Área Aproximada
Trecho 1 Alta / Muito Alta Urbanização intensa, ausência de vegetação ~300 m
Trecho 2 Alta / Moderada Urbanização média, vias costeiras ~300 m
Trecho 3 Alta / Moderada Vegetação esparsa, urbanização mais leve ~300 m

✅ Conclusões
A vulnerabilidade física costeira é preocupante nos trechos analisados, principalmente no
Trecho 1, com classificação muito alta.
A urbanização intensa e ausência de vegetação são fatores críticos que contribuem para o
aumento do risco.
Trechos 2 e 3, embora apresentem menor pressão antrópica, ainda mantêm níveis altos de
vulnerabilidade, demandando ações de gestão costeira.
Figura 51 - Mapa IVF integrado Pacheco-Caucaia

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 68 apresenta a análise da Vulnerabilidade Física Costeira (IVF) de um
setor do litoral da praia da Taíba, no município de São Gonçalo do Amarante (CE). A área foi
dividida em três trechos de análise (Trecho 1, 2 e 3), avaliando-se o grau de vulnerabilidade a
partir de imagem de satélite e modelagem espacial.

Descrição Geral da Figura


Local: Praia da Taíba – São Gonçalo do Amarante (CE), Brasil
Coordenadas UTM: 511020 a 511920 E e 9612144 a 9612764 N
Base cartográfica: Imagem de satélite de alta resolução
Sistema de Coordenadas: UTM (Zona 24S), Datum SIRGAS 2000
Escala gráfica: 1:2.000 (barra de 50 metros)
Classificação do IVF (Índice de Vulnerabilidade Física):
🟩 Baixa
🟨 Moderada
🟥 Alta

📌 Análise por Trecho


⭐ Trecho 1 (Setor Leste)
Localização: Próximo à embocadura de rio e vegetação ribeirinha.
IVF predominante:
Baixa e Moderada, com um setor pontual de vulnerabilidade Alta (em vermelho) na
extremidade leste.
Características:
Presença de vegetação e faixa de areia larga.
Menor grau de urbanização próxima à linha da costa.
Área estimada: Aproximadamente 300 metros de extensão costeira.

⭐ Trecho 2 (Área Central)


IVF predominante:
Baixa vulnerabilidade ao longo de quase todo o trecho.
Faixas moderadas pontuais, sugerindo alguma interferência antrópica ou morfodinâmica.
Características:
Urbanização próxima, mas com preservação parcial da vegetação e acesso mais controlado ao
litoral.
Área estimada: Cerca de 300 metros de extensão.

⭐ Trecho 3 (Setor Oeste)


IVF predominante:
Moderada, com presença de trechos de vulnerabilidade baixa.
Características:
Urbanização média, com presença de edificações e acessos à praia.
Faixa de areia relativamente estreita.
Área estimada: Aproximadamente 300 metros.

📊 Resumo Comparativo por Trecho


Trecho IVF Predominante Condições Locais Área Aproximada
Baixa / Moderada /
Trecho 1 Vegetação costeira e influência fluvial ~300 m
Alta
Urbanização baixa e vegetação
Trecho 2 Baixa / Moderada ~300 m
preservada
Urbanização média, faixa de areia
Trecho 3 Moderada / Baixa ~300 m
estreita

✅ Conclusões
A região da Taíba apresenta, de forma geral, baixo a moderado grau de vulnerabilidade física
costeira.
O único ponto crítico (classificação Alta) encontra-se no extremo leste do Trecho 1,
possivelmente devido a erosão local e ocupação antrópica intensa.
Os trechos 2 e 3 demonstram bons indicadores de estabilidade, favorecidos pela presença de
vegetação e menor pressão urbana direta.
Figura 52 - Mapa IVF integrado Taíba/São Gonçalo do Amarante (SGA)

Fonte: Elaborado pelo autor.


5.4 Vulnerabilidade social

O quadro 20 ilustra os critérios citados na metodologia; abaixo é ilustrado quadro


21, 22 e 23 relacionado a vulnerabilidade social elaborados por meio das leituras (Lopes,
2023) e aplicação de questionário. Cada variável instrui um tipo de vulnerabilidade,
segmentado por trecho em uma das praias. Sabe-se que, se o número de moradores é muito
alto, proporcionalmente aumentam-se os conflitos por uso e ocupação e tem-se uma
vulnerabilidade mais alta. Já, se há mais domicílios próprios há menos vulnerabilidade; se há
mais pessoas por domicílio há mais vulnerabilidade, visto que demandam mais por uso e
consumo. Enquanto isso domicílios com mais banheiros, ligados a rede de água e a rede de
energia, ligados a rede de esgoto, com menos domicílios ligados a fossa séptica, com acesso a
coleta de limpeza, com maior renda familiar e maior escolaridade do chefe da família
apresentam menor vulnerabilidade, visto que tem mais acesso a serviços e os fatores
estressores são menores do que pessoas a que estão submetidas a escassez de serviços básicos.
O balanço de pesos foi previamente definido na metodologia e contou com apoio de escritório
de geoestatística, ou seja, ainda que houvesse indicadores positivos e negativos foi possível
determinar a predominância da classe de vulnerabilidade.
Quadro 9 - Critérios Vulnerabilidade socioeconômica
VULNERABILIDADE SOCIOECONÔMICA
MUITO BAIXA BAIXA MODERADA ALTA MUITO ALTA
VARIÁVEIS
Critérios da vulnerabilidade socioeconômica

1 2 3 4 5

Menor percentual Percentual Percentual intermediário Percentual intermediário Maior percentual


de

intermediário
moradores/
trecho
Total

Maior percentual Percentual Percentual intermediário Percentual intermediário Menor percentual


Domicílios

intermediário
ocupados
próprios

Maior percentual Percentual Percentual intermediário Percentual intermediário Menor percentual


intermediário
Domicílios
próprios
Menor percentual Percentual Percentual intermediário Percentual intermediário Maior percentual

por
de
intermediário

domicílio
pessoas
Total

Maior percentual Percentual Percentual intermediário Percentual intermediário Menor percentual


intermediário
a com banheiro
Domicílios

Maior percentual Percentual Percentual intermediário Percentual intermediário Menor percentual


rede de água

intermediário
Domicílios
a ligados a rede ligados

Maior percentual Percentual Percentual intermediário Percentual intermediário Menor percentual


intermediário
Domicílios

de de energia

Maior percentual Percentual Percentual intermediário Percentual intermediário Menor percentual


intermediário
Domicílios
ligados
rede
Menor percentual Percentual Percentual intermediário Percentual intermediário Maior percentual
de Domicílio com
intermediário

fossa séptica

Maior percentual Percentual Percentual intermediário Percentual intermediário Menor percentual


intermediário
limpeza
da Coleta

Maior percentual Percentual Percentual intermediário Percentual intermediário Menor percentual


intermediário
família
do Renda

Maior percentual; Percentual Percentual intermediário Percentual intermediário Menor percentual;


Maior escolaridade; intermediário Menor escolaridade
chefe da família
Escolaridade

Fonte: Elaborado pelo autor.


A amostragem de dados foi realizada em 2023 entre os meses de outubro e
dezembro com pesquisa nos setores previamente estabelecidos. Cada trecho foi contado um
quantitativo proporcional de residências; em um dos setores de uma das praias foram
coletados apenas o dado de uma residência e devido ao número de domicílios voltados para o
turismo, a opção mais adequada foi manter visto que as informações ainda que de uma família
puderam representar o setor.
Indiretamente é possível verificar, conforme o Quadro 18, que 137 pessoas foram
representadas; este montante residia em 34 domicílios, a quadra com mais domicílios foi a
que mais teve contribuições e coincidentemente o trecho 1 é o setor em que a ocupação está
inserida na praia e que ainda será palco das obras que compõem o projeto vila mar. Observa-
se que diante de 3 trechos, cada praia contando de leste a oeste, considerando as quadras que
continham pouca ou nenhuma intervenção pública recente.
No trecho 1 foram 16 domicílios, com 82 moradores; 16 domicílios particulares
permanentes correspondendo a 100% dos domicílios pesquisados e cerca de 11 domicílios
68,75% do total de domicílios próprios, foram registrados cerca de 5,1 pessoas por domicílio.
Também foram contabilizados 20 banheiros 125% da amostra, em relação a rede de água
foram 14 cerca de 87,5%. Houve 16 domicílios ligados a rede de energia 100%, cerca de 15
domicílios tem acesso da rede de esgoto, cerca de 93,75% da amostra, apenas 1 domicílio
com fossa séptica cerca de 6,2%, a coleta de lixo foi realizada em 100% dos domicílios em 3
vezes por semana, destaca-se que muitos moradores reclamavam por ter que caminhar em
torno de 500 metros para deixar o lixo, a renda média dos moradores foi de 1.121,87 reais, no
trecho 1, os chefes de família indicaram escolaridade do total cerca de 18% são Analfabetos,
37% cursaram o fundamental incompleto 12,5% cursaram o fundamental completo, 25%
cursaram o ensino médio foram registradas ainda 62,5% mulheres chefes de família. (juro que
tentei entender, mas sempre me perdi no caminho.
No trecho 2 foram 11 domicílios, 34 moradores, 11 domicílios particulares
permanentes correspondendo a 100% dos domicílios pesquisados e cerca de 6 eram próprios,
cerca de 54,54% e nestes o total de pessoas por domicílio foi de 3,27. Domicílios com
banheiro foram 10 cerca de 90,90% da amostra, foram 8 domicílios ligados a rede de
energia, cerca de 72,72%, domicílios ligados a rede de energia foram 8 cerca de 72,72%,
domicílios ligados a rede de esgoto contabilizaram cerca de 27%. Domicílio com fossa
séptica contabilizaram 5 domicílios que correspondem a 45%, cerca de 6 domicílios
indicaram coleta de lixo, cerca de 54,54%. A renda média foi contabilizado 636.45, sobre
educação os chefes de família indicaram ser analfabetos (4) cerca de 36,36%, fundamental
incompleto (5) 45,45%, fundamental completo (2), cerca de 18,18%, mulheres chefes de
família foram 7, cerca de 63,63%.
No trecho 3 foi possível aplicar em 7 domicílios com total de 21 moradores e
todos eram domicílios particulares permanentes correspondendo a 100%, dos domicílios
pesquisados 7 eram próprios, cerca de 100% da amostra, total de pessoas por domicílio foi de
3,85. Domicílios com banheiro foram 7 cerca de 100%. Não houve domicílios ligados a rede
de água e domicílios ligados a rede de energia foram 7, cerca de 100%, ligados a rede de
esgoto 5 cerca de 71,42%, domicílio com fossa séptica contabilizaram 2 que correspondem a
28,57%, indicaram coleta de lixo, cerca de 14,28%, sobre a renda média foi contabilizado
1200,00, sobre educação os chefes de família indicaram ser analfabetos (1)14,28%,
fundamental incompleto (5) 71,42% fundamental completo, cursaram o Ensino Médio
(1)14,28%, foram registradas ainda (4)57,14% mulheres como chefes de família.
Quadro 10 - Vulnerabilidade da praia do Pirambu
VULNERABILIDADE SOCIOECONÔMICA – PRAIA DO PIRAMBU/FORTALEZA

VARIÁVEIS
Trecho 1 - Trecho 2 - Trecho 3 -
16 domicílios 11 domicílios 7 domicílios
Total de moradores/ trecho 82 34 21

Domicílios particular ocupados 16 11 7


100% 100% 100%

Domicílios próprios 11 6 7
Critérios da vulnerabilidade socioeconômica

68,75% 54,54% 100%

Total de pessoas por domicílio 5,1 3,27 3,85

Domicílios com banheiro 20 10 7


100% 90,90% 100%
Domicílios ligados a rede de água 14 8 0
87,5% 72,72% 0%
Domicílios ligados a rede de 16 8 7
energia 100% 72,72% 100%

Domicílios ligados a rede de esgoto 15 3 5


93,75% 27% 71,42%

Domicílio com fossa séptica 1 5 2


0,45 28,57%
Coleta de limpeza 100% 3 vezes 6 14,28%
54,54%
Renda da família 1.121,87 636.45 1200,00
Escolaridade do chefe da família 18% A (4)36,36%A (1)14,28%AN
37% FI (5) 45,45%FI 5) 71,42% FI
12,5% FC (2) 18,18% FC (1)14,28%EM
25% EM
Mulheres chefe de família 62,5% 7 (4)57,14%
63,63%
Fonte: Elaborado pelo autor.
Sobre a cobertura de saneamento a Figura 69 ilustra que os bairros costeiros têm
ampla cobertura, no entanto essa cobertura não é acessível a todos dos moradores, visto que
algumas amostras definiram que muitos moradores não têm acesso a rede de saneamento.

Figura 53 - Cobertura de saneamento básico em Fortaleza

Fonte: Assessoria de Comunicação Cagece via PMSB, 2016.

Na praia do Pacheco no trecho 1 foram 12 domicílios, com 40 moradores, 16


domicílios particulares permanentes correspondendo a 100% dos domicílios pesquisados e
dos quais 5, 41,66%, eram domicílios próprios e foram contabilizados 3,3 pessoas por
domicílio. Nesses havia 20 banheiros 158% da amostra, em relação a rede de água foram 9
cerca de 75%, foram 12 domicílios ligados a rede de energia 100%, cerca de 1 domicílios tem
acesso da rede de esgoto, cerca de 8,3% da amostra, há 11 domicílios com fossa séptica cerca
de 6,2%. A coleta de lixo foi realizada em 100% dos domicílios, pelo menos 1 vez por
semana. A renda média dos moradores foi de R$ 1,670.83 reais e no trecho 1 os chefes de
família indicaram escolaridade do total cerca de 18% são Analfabetos, 16,6% cursaram o
Fundamental Incompleto 8,3% cursaram o Fundamental Completo, 8,3% cursaram o Ensino
Médio incompleto foram registradas ainda 16,6%, Ensino médio completo 33,3% e nível
superior 8,3%, registrou-se ainda que 16,6% chefes de família eram mulheres, tal informação
é um critério social mencionado por diversos trabalhos como indicador de vulnerabilidade
devido a mulher muitas vezes não ter rede de apoio e enfrentar uma dupla jornada de trabalho
(Deschamps, 2008).
No trecho 2 foram 7 domicílios, 18 moradores, 7 domicílios particulares
permanentes correspondendo a 100% dos domicílios pesquisados e cerca de 3 eram próprios,
cerca de 42,85%, total de pessoas por domicílio foi de 2,5, domicílios com banheiro foram 8
cerca de 110% da amostra, foram 3 domicílios ligados a rede de água, cerca de 42,85%,
domicílios ligados a rede de energia foram 6 cerca de 85,75%, domicílios ligados a rede de
esgoto contabilizaram 0 da amostra, domicílio com fossa séptica contabilizaram 7 que
correspondem a 100%, cerca de 7 domicílios indicaram coleta de lixo, cerca de 100%, sobre a
renda média foi contabilizado R$ 1,571.4, sobre educação os chefes de família indicaram ser
analfabetos (4) cerca de 14,28%, fundamental incompleto (5) 14,28%, fundamental completo
(2), cerca de 28,57%, 14,28% têm Ensino Médio – incompleto 14,28% concluíram o Ensino
Médio, além disso, mulheres chefes de família foram 7, cerca de 63,63%.
No trecho 3, devido a baixa quantidade de domicílios ocupados de forma
permanente apenas um respondeu ao questionário foram 7 domicílios, 26 moradores, 7
domicílios particulares permanentes correspondendo a 100% dos domicílios pesquisados 7
eram próprios, cerca de 100% da amostra, total de pessoas por domicílio foi de 3,7. Além
disso domicílios com banheiro foram 7, foram 6 domicílio ligado a rede de água, cerca de
85,7% e cerca de 100% foram domicílios ligados a rede de energia, cerca de 100%, ligados a
rede de esgoto 0%, domicílios com fossa séptica contabilizaram 7 que correspondem a 100%,
indicaram coleta de lixo, cerca de 100%, sobre a renda média foi contabilizado R$1300,00,
sobre educação o chefe de família indicou ter nível superior, foram registradas ainda 100%
mulheres chefes de família.
Quadro 11 - Vulnerabilidade socioeconômica Praia do Pacheco
VULNERABILIDADE SOCIOECONÔMICA – PRAIA DO PACHECO/CAUCAIA

VARIÁVEIS
Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3
12 domicílios 7 domicílios 7 domicílios
Total de moradores/ trecho 40 18 26
Critérios da vulnerabilidade socioeconômica

Domicílios ocupados 12 7 7

Domicílios próprios 5 - 41,66% 3 - 42,85 7

Total de pessoas por domicílio 3,3 2,57 3,7

Domicílios com banheiro 100% têm 100% têm 100%


~1,58 banheiro por ~1,1
residência
Domicílios ligados a rede de água 75% 42,85% 100%
9 3
Domicílios ligados a rede de 100% 85,75% 100%
energia 12 6
Domicílios ligados a rede de 8,3% 0% 0%
esgoto 1
Domicílio com fossa séptica 91,66% 100% 100%
11 7
Coleta de limpeza 66,66% 42,85% 100%
12 7
Renda média familiar 1,670.83 1,571.4 1285,7

Escolaridade do chefe da família A -2 -16, 6% A - 1 -14,28% Superior – 28,57%


EFI – 8,3% EFI - 1 -14,28% ensino médio – 14,28%
EFC - 8,3% EFC – 2 -28,57% Ensino Fundamental
EM – incompleto 16, EMincompleto –1 - incompleto - 28,57%
6% 14,28%
EM – 4- completo EM – 4- completo 1 -
33,3% 14,28%
Superior -1- 8,3% Superior - 1 -14,28%

Mulheres chefe de família 2 3 28,57%


16,6% 42,85%
Fonte: Elaborado pelo autor
Na praia da Taíba no trecho 1 da Taíba, conforme quadro 21, foram 10 domicílios
com 24 moradores, 10 domicílios particulares permanentes correspondendo a 100% dos
domicílios pesquisados e cerca de 10 domicílios 90% do total de domicílios próprios, foram
registrados cerca de 2,4 pessoas por domicílio. Sobre a estrutura, foram contabilizados 16
banheiros cerca de 60% da amostra, em relação a rede de água foram 4 cerca de 40%, foram
10 domicílios ligados a rede de energia 100%, nenhum indicou ter acesso a rede de esgoto,
em contrapartida havia 10 domicílios com fossa séptica, cerca de 100%, a coleta de lixo foi
realizada em 90% dos domicílios em 3 vezes por semana. Já a renda média dos moradores foi
de 1.100,00 reais e os chefes de família indicaram escolaridade do total cerca de 20% são
analfabetos, 40% cursaram o fundamental incompleto, 12,5% cursaram o fundamental
completo, 16,6% cursaram o ensino médio incompleto 62,5% e ensino médio completo 40%,
foram registradas ainda 30% mulheres chefes de família.
O trecho 2 foram 10 domicílios com 33 moradores e 10 domicílios particulares
permanentes correspondendo a 100% dos domicílios pesquisados e cerca de 9 eram próprios,
cerca de 90% e o total de pessoas por domicílio foi de 3,3. Domicílios com banheiro
representaram 100% da amostra e havia 40% dos domicílios ligados a rede de água,
domicílios ligados a rede de energia cerca de 90%, Domicílios ligados a rede de esgoto
contabilizaram 1 da amostra, havia cerca de 10% da amostra com fossa séptica contabilizaram
90%, cerca de 90% domicílios indicaram coleta de lixo. Sobre a renda média foi contabilizado
R$ 2.130,00, além disso, com relação a educação os chefes de família indicaram ser
analfabetos (4) cerca de 10%, 10% indicaram que cursaram até o fundamental incompleto
(5), fundamental completo (2), cerca de 10%, (4) 40% cursaram o Ensino Médio completo,
20% cursaram nível Superior, destaca-se ainda que mulheres chefes de família foram 3, cerca
de 30%.
Já no trecho 3 foram questionadas 8 famílias, com 23 moradores, todos 8
domicílios eram particulares permanentes correspondendo a 100%, dos domicílios
pesquisados 4 eram próprios, cerca de 50% da amostra e o total de pessoas por domicílio foi
de 2,8. Moradias com banheiro foram 8 cerca de 100% e 3 domicílios eram ligados a rede de
água, cerca de 37,5%, domicílios ligados a rede de energia foram 8, cerca de 100%, ligados a
rede de esgoto 0% e domicílio com fossa séptica contabilizaram 90%. Indicaram coleta de
lixo, cerca de 90%. Sobre a renda média foi contabilizado 1.368,75, sobre educação os chefes
de família indicaram ter cursado nível fundamental incompleto 37,5%, cursaram o Ensino
Médio 37,5%, 12,5% indicaram ter concluído o nível Superior, foram registradas ainda 25%
mulheres chefes de família.
Quadro 12 – Vulnerabilidade socioeconômica da Praia da Taíba
VULNERABILIDADE SOCIOECONÔMICA – PRAIA DA TAÍBA/SÃO GONÇALO DO AMARANTE
VARIÁVEIS
Trecho 1 – 10 domicílios Trecho 2 – 10 domicílios Trecho 3 – 8 domicílios
Total de moradores/ trecho 24 33 23

Domicílios ocupados 10 10 8

Domicílios próprios 9 9 4
90% 90%

Total de pessoas por 2,4 3,3 2,8


domicílio
Critérios da vulnerabilidade socioeconômica

Domicílios com banheiro 100% 100% 100%


~1,6 ~1,7 ~1,6

Domicílios ligados a rede de 4 4 3


água 40% 40% 37,5%

Domicílios ligados a rede de 100% 90% 100%


energia

Domicílios ligados a rede de 0% 10% 0%


esgoto

Domicílio com fossa séptica 100% 90% 100%


10
Coleta de limpeza 90% 90% 75%
9 6

Renda da família 1.100,00 2.130,00 1.368,75

Escolaridade do chefe da A – 20% A – 10% A – EFI – 3-37,5%


família EFI – 40% EFI – 10% EFC -
EFC - EFC - 10% EM – incompleto
EM – incompleto 16, 6% EM – incompleto EM –completo 3-37,5%
EM – 4- completo 40% EM –completo 4-40% Superior -1-12,5%
Superior - Superior – 20%
Mulheres chefe de família 3 3 2
Fonte: Elaborado pelo autor.
Para análise da vulnerabilidade optou-se pela amostragem, pois os dados do censo
2022 só foram publicados em 2023 e 2024 parcialmente devido as análises que o IBGE está
realizando. Os dados por setores serão detalhados em conjunto com mapeamento e para
fomentar a discussão foram elaborados gráficos gerais que ilustram o quantitativo geral dos
dados amostrais; no tocante a vulnerabilidade social foram consideradas as estruturas de
moradia e condições socioeconômica dos moradores. O total de moradores em domicílios
próprios está exposto no gráfico 6, cerca de 71,4% têm moradias próprias em contraposição a
28,6% que moram em casas cedidas ou augadas. Em síntese significa que quase um terço não
teria condições de morar em outro local, pois a residência atual depende de fatores externos
como o pagamento de uma taxa ou permissão de outrem. Nesse sentido, aquele que depende é
mais vulnerável, pois diante do esgotamento da opção atual poderá sofrer mais e passa a
entrar em pauta a desigualdade que propaga a vulnerabilidade diferenciada.

Gráfico 7 - Total de moradores em domicílios próprios

Fonte: Elaborado pelo autor.

Outro ponto importante é a taxa de ocupação. A pesquisa revelou que as áreas que
possuem mais pessoas por domicílio geralmente têm um fator de impacto maior, sobretudo
em centros urbanos, o gráfico 7 destaca o total de moradores por domicílio. Ainda observando
os dados do gráfico 7, percebe-se que cerca de 21,2% dos imóveis eram ocupados por uma
pessoa; 15,3% dos imóveis eram ocupados por 2 pessoas; 21,2% dos imóveis eram ocupados
por 3 pessoas, entre crianças e adultos; 28,2% dos imóveis eram ocupados por 4 ou 5 pessoas;
12,9% dos imóveis eram ocupados por 6 a 8 pessoas e 1,2% dos imóveis eram ocupados por
mais de 8 pessoas.

Gráfico 8 - Total de moradores por domicílio

Fonte: Elaborado pelo autor.

Verificou-se que, conforme o gráfico 8, cerca de 71,3% dos domicílios estavam


ligados a rede de água, enquanto 28,7% dos imóveis não estavam ligados a rede de esgoto.
Nesse cenário ponderado que a rede não significa acesso e em muitos casos foram ponderados
que usam poço como alternativa, no entanto, os moradores que dependiam de um terceiro e os
moradores não tinham acesso a rede geral foram contabilizados como vulnerabilidade alta
devido a questão socioeconômica e de saúde, pois a água do poço em geral não é tratada e é
passível de contaminação.
Gráfico 9 - Rede de água

Fonte: Elaborado pelo autor.

Conforme o gráfico 9, verifica-se que a rede de energia preenche quase todos os


imóveis, pois cerca de 97,8% dos imóveis têm acesso a rede contrapostos a 2,2% que não
tinham acesso sobretudo por questões financeiras. Mesmo sendo estarrecedor a opção de não
ter acesso ao uso da energia e com ela da internet é uma forma de precarização que se traduz
em vulnerabilidade socioeconômica.

Gráfico 10 - Rede de energia

Fonte: Elaborado pelo autor.


Diferente da análise anterior e conforme o gráfico 10, verifica-se que a rede geral
de esgoto ou fossa séptica preenche a minoria dos imóveis, cerca de 69,9% dos imóveis têm
acesso apenas a fossa séptica contrapostos a 30,1% que tem acesso a rede de esgoto,
sobretudo por falta de disponibilidade do serviço em áreas que não tenham cobertura ou pelos
custos de ligação a rede externa a casa.

Gráfico 11 - Rede de esgoto ou fossa séptica

Fonte: Elaborado pelo autor.

O fator econômico está diretamente descrito no gráfico 11. Observando os dados


da renda mensal familiar percebe-se que cerca de 33,3% da amostra recebe menos de um
salário-mínimo, muitos dos quais citaram como fonte de renda benefícios governamentais de
assistência. Cerca de 43,7% recebiam um salário mínimo, contando os ganhos disponíveis. A
parcela que ganha entre 1 e 2 salários mínimos somou 14,9%; a que ganha mais de 2 e até 3
salários mínimos somou 4,6% e a que ganha mais de 3 somou 3,4%. A vulnerabilidade é
potencializada na categoria econômica pelo fato de 77% terem baixo poder aquisitivo, em um
mundo que para vestir, calçar, alimentar-se, residir e pagar por serviços é necessário ter
recursos os infortúnios tiram a paz sobretudo dos que não tem como se prevenir.
Gráfico 12 - Renda da família

Fonte: Elaborado pelo autor.

O fator renda é diretamente afetado pela educação, ou seja, quanto menos


qualificação, em geral, menor as chances da tomada de boas escolhas na vida. Nesse sentido,
o gráfico 12 ilustra o grau de escolaridade do chefe de família que em muitos casos foi a
pessoa que respondeu ao questionário. Sobre a amostra, analfabetos somaram cerca de 21,6%;
os que frequentaram até o ensino fundamental incompleto somaram 33%; aqueles que
responderam ter concluído o ensino fundamental representou 9,1%; cursaram parte do ensino
médio 3,4%; concluíram o ensino médio 25%; e os que já cursaram o ensino superior 8%. Em
resumo, a baixa qualificação pode limitar a oferta de empregos e a ascensão social por meio
do emprego, além disso, observa-se que o nível de conscientização permite maior desconforto
com as condições políticas impostas e maior participação social.
Gráfico 13 - Escolaridade do chefe de família

Fonte: Elaborado pelo autor.

Outro questionamento lançado para saber quem é o chefe de família foi – qual seu
gênero? A pergunta foi ilustrada pelo gráfico 13. A análise revelou que cerca de 47,2% são do
gênero masculino, enquanto 41,6% são do gênero feminino e ainda 11,2% declaram-se
transgênero, não-binário ou outros. Nesse cenário mulheres e pessoas trans, não-binários e
outros apresentam maior vulnerabilidade devido ao preconceito e a dupla jornada de trabalho
sobretudo das mulheres.

Gráfico 14 - Gênero do Chefe de família

Fonte: Elaborado pelo autor.


Somado ao gênero a etnia do sujeito antecipa um tema muito tratado na
contemporaneidade, que é o racismo ambiental, que indica que a maior parte das pessoas que
vão ser afetas pelas mudanças climáticas globais serão pessoas negras periféricas (Filgueira,
2021). No gráfico 14 percebe-se que negros somaram 19,3%, pardos 68,2% e brancos 12,5;
esse cenário ratifica o peso do racismo sobre quem de fato está mais suscetível a ser
penalizado com os riscos.

Gráfico 15 - Etnia do chefe de família

Fonte: Elaborado pelo autor.

A preocupação é intensificada quando se sabe que esses grupos são os que menos
tem representatividade política e necessitam de organização social para demandarem seus
interesses. Um dos objetivos do milênio é a redução das desigualdades, mas para isso deverá
haver intensas mobilizações em um cenário complexo de segregação e disputa social e
política. Em um dos campos durante a aplicação de questionário foi dito aos moradores que
criassem grupos de whatsapp como canal de diálogo, para que fizessem uma associação
posteriormente para demandar sobre as pautas da comunidade.

Total de moradores/ trecho


Variável A - A quantidade de entrevistas revelou uma quantidade de pessoas no
trecho, tal quantidade foi estimada por trecho ao se questionar quantas pessoas residentes no
domicílio. No trecho 1 foram 82 residentes estimadas por 12 questionários. No trecho 2 foram
34 moradores para 11 questionários aplicados, e no trecho 3 foram 21 residentes relacionados
a 12 questionários. Semelhante as pesquisas de Medeiros (2014) e Almeida (2012), a
quantidade de moradores concentradas em um espaço revelam maior vulnerabilidade por que
utilizam um espaço menor e o conjunto de usos pode ensejar conflitos e um baixo equilíbrio
no ambiente.
O Quadro 24 – Dados de Vulnerabilidade Socioeconômica da Praia do Pirambu
(Fortaleza/CE), organizados em três trechos de análise. Os dados foram estruturados com base
em variáveis de infraestrutura domiciliar, perfil familiar e escolaridade, com o objetivo de
indicar os níveis de vulnerabilidade social e econômica da população local.

📍 Descrição por Trecho


⭐ Trecho 1
📌 Total de domicílios: 16
👥 Moradores: 82
🏠 Pessoas por domicílio: 5,1
➤ Infraestrutura:
 💧 Ligação à rede de água: 87,5%
 ⚡ Ligação à energia: 100%
 🚽 Banheiro em domicílio: 100%
 🧼 Coleta de lixo: 100% (3 vezes/semana)
 ♻️Ligação à rede de esgoto: 93,75%
 Fossa séptica: 1 domicílio
➤ Renda familiar média: R$ 1.121,87
➤ Perfil social:
 🧑‍🎓 Escolaridade do chefe da família:
o 18% Analfabetos (A)
o 37% Fundamental incompleto (FI)
o 12,5% Fundamental completo (FC)
o 25% Ensino médio (EM)
 👩 Mulheres chefes de família: 62,5%
Resumo: Trecho 1 com boa infraestrutura, destaque positivo na coleta de lixo e
energia, porém apresenta significativa presença de chefes de família com baixa escolaridade e
famílias numerosas, fatores que elevam a vulnerabilidade social.
⭐ Trecho 2

Total de domicílios: 11
👥 Moradores: 34
🏠 Pessoas por domicílio: 3,27

➤ Infraestrutura:

💧 Ligação à rede de água: 72,72%

⚡ Ligação à energia: 72,72%

🚽 Banheiro em domicílio: 90,9%

🧼 Coleta de lixo: 54,54%

♻️Ligação à rede de esgoto: 27%

Fossa séptica: 5 domicílios (45%)

➤ Renda familiar média: R$ 636,45

➤ Perfil social:

🧑‍🎓 Escolaridade do chefe da família:

36,36% A

45,45% FI

18,18% FC

👩 Mulheres chefes de família: 63,63%

📌 Resumo: Trecho com alta vulnerabilidade, destacando-se pela baixa renda


média, infraestrutura precária (baixa coleta de lixo e ligação de esgoto), além de maior
percentual de analfabetismo.

⭐ Trecho 3

📌 Total de domicílios: 7
👥 Moradores: 21
🏠 Pessoas por domicílio: 3,85
➤ Infraestrutura:

💧 Ligação à rede de água: 0%

⚡ Ligação à energia: 100%

🚽 Banheiro em domicílio: 100%

🧼 Coleta de lixo: 14,28%

♻️Ligação à rede de esgoto: 71,42%

Fossa séptica: 2 domicílios (28,57%)

➤ Renda familiar média: R$ 1.200,00

➤ Perfil social:

🧑‍🎓 Escolaridade do chefe da família:

14,28% Analfabetos/Analfabetos novos

71,42% FI

14,28% EM

👩 Mulheres chefes de família: 57,14%

📌 Resumo: Apesar da melhor renda média, o Trecho 3 apresenta graves


deficiências de infraestrutura, especialmente com ausência total de água encanada e
baixíssima coleta de lixo, o que eleva o risco à saúde pública.

📌 Total de domicílios: 7
👥 Moradores: 21
🏠 Pessoas por domicílio: 3,85
➤ Infraestrutura:
💧 Ligação à rede de água: 0%
⚡ Ligação à energia: 100%
🚽 Banheiro em domicílio: 100%
🧼 Coleta de lixo: 14,28%
♻️Ligação à rede de esgoto: 71,42%
Fossa séptica: 2 domicílios (28,57%)
➤ Renda familiar média: R$ 1.200,00
➤ Perfil social:
🧑‍🎓 Escolaridade do chefe da família:
14,28% Analfabetos/Analfabetos novos
71,42% FI
14,28% EM
👩 Mulheres chefes de família: 57,14%
📌 Resumo: Apesar da melhor renda média, o Trecho 3 apresenta graves
deficiências de infraestrutura, especialmente com ausência total de água encanada e
baixíssima coleta de lixo, o que eleva o risco à saúde pública.
Quadro 13 – Dados de vulnerabilidade socioeconômica
VULNERABILIDADE SOCIOECONÔMICA – PRAIA DO PIRAMBU/FORTALEZA
VARIÁVEIS
Trecho 1- Trecho 2- Trecho 3-
16 domicílios 11 domicílios 7 domicílios
Total de moradores/ trecho 82 34 21
Domicílios particular ocupados 16 11 7
100% 100% 100%
Critérios da vulnerabilidade socioeconômica

Domicílios próprios 11 6 7
68,75% 54,54% 100%
Total de pessoas por domicílio 5,1 3,27 3,85
Domicílios com banheiro 20 10 7
100% 90,90% 100%
Domicílios ligados a rede de água 14 8 0
87,5% 72,72% 0%
Domicílios ligados a rede de energia 16 8 7
100% 72,72% 100%

Domicílios ligados a rede de esgoto 15 3 5


93,75% 27% 71,42%

Domicílio com fossa séptica 1 5 2


0,45 28,57%
Coleta de limpeza 100% 3 vezes 6 14,28%
54,54%
Renda da família 1.121,87 636.45 1200,00
Escolaridade do chefe da família 18% A (4)36,36%A (1)14,28%AN
37% FI (5) 45,45%FI 5) 71,42% FI
12,5% FC (2) 18,18% FC (1)14,28%EM
25% EM
Mulheres chefe de família 62,5% 7 (4)57,14%
63,63%
Fonte: Elaborado pelo autor.
Quadro 14 - Comparação entre trechos do Pirambu

Indicador Trecho Trecho 2 Trecho 3


1
Renda média (R$) 1.121,87 636,45 1.200,00
Pessoas por domicílio 5,1 3,27 3,85
Água encanada (%) 87,5% 72,72% 0%
Esgoto conectado (%) 93,75% 27% 71,42%
Energia elétrica (%) 100% 72,72% 100%
Coleta de lixo (%) 100% 54,54% 14,28%
Mulheres chefes de família (%) 62,5% 63,63% 57,14%
Chefe analfabeto (%) 18% 36,36% 14,28%

Fonte: Elaborado pelo autor.

Em resumo feito pelo quadro 25, o trecho 1 apresenta melhor infraestrutura geral,
apesar de desafios sociais e demográficos. Trecho 2: Apresenta maior vulnerabilidade
socioeconômica, com baixa renda, infraestrutura limitada e alto índice de analfabetismo dos
chefes de família. O trecho 3, apesar de apresentar maior renda, carece de infraestrutura
básica essencial como água e coleta de resíduos.

A figura 70 apresenta a análise espacial da vulnerabilidade socioeconômica da


Praia do Pirambu (Fortaleza/CE), com foco em indicadores demográficos e habitacionais. O
mapa está dividido em três trechos de análise (1, 2 e 3) e representa, por faixas (A a F),
variáveis como número de residentes, domicílios próprios, densidade domiciliar, renda média
e acesso a infraestrutura básica.

Descrição Geral da Figura


🔎 Legenda das Faixas (A-F):
A – Residentes (Total)
B – Domicílios (Total)
C – Domicílios Próprios (Total)
D – Habitantes por domicílio
E – Renda Média por domicílio (R$)
F – Domicílios com banheiro (%)
As cores representam intervalos de valores para cada variável:
Residentes e domicílios: faixas azuis/vermelhas
Habitantes/domicílio: roxos
Renda média: laranja e amarelo
Banheiro: cinza

📍 Análise por Trecho


⭐ Trecho 1
Localizado à direita do mapa.
A (Residentes): faixa vermelha escura → > 30 residentes
B (Domicílios): vermelho escuro → 7 a 10 domicílios
C (Domicílios próprios): vermelho escuro → 7 a 10 próprios
D (Habitantes/domicílio): roxo escuro → > 3 pessoas por domicílio
E (Renda): laranja → R$ 501 a 1.000
F (Banheiro): cinza escuro → 100% dos domicílios com banheiro
📌 Resumo: Alta densidade populacional e domiciliar com renda moderada e boas condições
sanitárias.

⭐ Trecho 2
Localizado na parte central.
A: vermelho escuro → > 30 residentes
B: vermelho escuro → 7 a 10 domicílios
C: vermelho médio → 4 a 6 domicílios próprios
D: roxo claro → 2,1 a 3 hab./domicílio
E: laranja → R$ 501 a 1.000
F: cinza claro → 61 a 90% dos domicílios com banheiro
📌 Resumo: Moderada densidade, menor número de domicílios próprios, menor taxa de
saneamento básico e renda semelhante ao Trecho 1.

⭐ Trecho 3
Localizado à esquerda.
A: vermelho claro → 21 a 30 residentes
B: vermelho claro → 4 a 6 domicílios
C: vermelho escuro → 7 a 10 domicílios próprios
D: roxo médio → 2,1 a 3 hab./domicílio
E: amarelo → R$ 1.001 a 1.500
F: cinza escuro → 100% com banheiro
📌 Resumo: Menor densidade populacional, mais domicílios próprios, melhor renda média e
excelente infraestrutura sanitária.
Conclusão
Trecho 1: Apresenta alta densidade, domicílios próprios e boa infraestrutura, mas renda mais
baixa.
Trecho 2: Alta densidade e menor infraestrutura, indicando maior vulnerabilidade.
Trecho 3: Menor densidade, maior número de domicílios próprios, melhor renda e
saneamento, sendo o trecho menos vulnerável entre os três.
Figura 54 - Mapa de variáveis sociais do modelo na praia do Pirambu-Fortaleza

Fonte: Elaborado pelo autor.


Total de moradores/ trecho
A quantidade de entrevistas revelou uma quantidade de pessoas no trecho, tal
quantidade foi estimada por trecho ao se questionar quantas pessoas residem no domicílio. No
trecho 1 foram 82 pessoas estimadas por 12 questionários. No trecho 3 foram 34 moradores
para 11 questionários aplicados, e no trecho 3 foram 21 relacionadas a 12 questionários.
Semelhante as pesquisas de Medeiros (2014) e Almeida (2012), a quantidade de moradores
concentradas em um espaço revelam maior vulnerabilidade por que utilizam um espaço
menor e o conjunto de usos pode ensejar conflitos e um baixo equilíbrio no ambiente.
A figura 71 apresenta uma análise socioeconômica da vulnerabilidade costeira da
Praia do Pacheco, no município de Caucaia (CE), com ênfase em indicadores domiciliares e
demográficos distribuídos em três trechos (1, 2 e 3). Os dados são espacializados em faixas
paralelas à linha da costa, de A a F, conforme os critérios descritos na legenda.

Descrição Geral da Figura


Área: Praia do Pacheco – Caucaia, CE
Fonte de dados: Mapeamento por imagem de satélite e dados de campo
Sistema de Coordenadas: UTM – Datum SIRGAS 2000, Zona 24S
🔎 Legenda das Faixas (A-F):
A – Residentes (Total)
B – Domicílios (Total)
C – Domicílios Próprios (Total)
D – Habitantes por domicílio
E – Renda Média por Domicílio (R$)
F – Domicílios com banheiro (%)

📍 Análise por Trecho


⭐ Trecho 1 (à direita do mapa)
Residentes (A): faixa vermelha escura → >30 moradores
Domicílios (B): vermelho escuro → 7 a 10 domicílios
Domicílios próprios (C): roxo escuro → 7 a 10 próprios
Habitantes/domicílio (D): violeta escuro → >3 pessoas
Renda (E): amarelo escuro → R$ 1.001 a 1.500
Banheiro (F): vermelho escuro → 100% com banheiro
📌 Resumo: Alta densidade populacional, todos os domicílios próprios e com banheiro, mas
com renda moderada. Sinaliza uma vulnerabilidade social por renda, apesar da boa
infraestrutura.

⭐ Trecho 2 (região central)


Residentes (A): vermelho escuro → >30 moradores
Domicílios (B): vermelho escuro → 7 a 10 domicílios
Domicílios próprios (C): roxo médio → 4 a 6 próprios
Habitantes/domicílio (D): violeta claro → 2,1 a 3 hab./domicílio
Renda (E): amarelo claro → R$ 1.501 a 1.999
Banheiro (F): vermelho escuro → 100% com banheiro
📌 Resumo: Alta densidade, menor número de imóveis próprios, melhor renda média e
infraestrutura sanitária completa. Este trecho apresenta menor vulnerabilidade entre os três.

⭐ Trecho 3 (à esquerda do mapa)


Residentes (A): vermelho médio → 21 a 30 moradores
Domicílios (B): vermelho claro → 4 a 6 domicílios
Domicílios próprios (C): roxo escuro → 7 a 10 próprios
Habitantes/domicílio (D): violeta claro → 2,1 a 3 hab./domicílio
Renda (E): amarelo escuro → R$ 1.001 a 1.500
Banheiro (F): vermelho escuro → 100% com banheiro
📌 Resumo: Menor densidade populacional, maior número de domicílios próprios, boa
infraestrutura e renda média. Indica vulnerabilidade baixa a moderada, com destaque positivo
para habitação.
Conclusão
Trecho 2 apresenta menor vulnerabilidade, com a melhor renda média e boa infraestrutura.
Trecho 1 tem alta densidade populacional e renda mais baixa, indicando maior
vulnerabilidade socioeconômica.
Trecho 3 equilibra boas condições habitacionais com renda e densidade intermediárias.
Figura 55 - Mapa de variáveis sociais do modelo na praia do Pacheco-Caucaia

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 72 apresenta a análise da vulnerabilidade socioeconômica associada à
infraestrutura domiciliar da área costeira da Praia do Pacheco (Caucaia – CE), dividida em
três trechos (1, 2 e 3). Os dados são representados em faixas paralelas à linha de costa (A a F),
com indicadores socioambientais relacionados à moradia, infraestrutura básica e composição
familiar.

Descrição Geral da Figura


Área mapeada: Praia do Pacheco – Município de Caucaia, CE
Sistema de Coordenadas: UTM – Datum SIRGAS 2000, Zona 24S
Fonte de dados: Levantamentos de campo e imagens de satélite
Faixas temáticas (A a F): Representam indicadores de vulnerabilidade domiciliar e social.
🧭 Legenda – Indicadores por faixa
Faixa Indicador
A Mulheres chefe de família (%)
B Domicílios ligados à rede de água (%)
C Domicílios ligados à rede de energia (%)
D Domicílios ligados à rede de esgoto (%)
E Domicílios com fossa séptica (%)
F Domicílios com coleta de lixo (%)
📍 Análise por Trecho
⭐ Trecho 1 (extrema direita)
A – Mulheres chefe de família: Faixa clara → 11% a 30%
B – Água: Verde claro → 61% a 90%
C – Energia: Azul escuro → 100% dos domicílios
D – Esgoto: Azul escuro → 61% a 90%
E – Fossa séptica: Verde → ≤10%
F – Coleta de lixo: Verde escuro → 100%

📌 Resumo: Trecho com infraestrutura básica bem desenvolvida (energia, esgoto, coleta).
Baixa presença de fossas sépticas e maior concentração de domicílios com coleta de lixo.
Apresenta baixa vulnerabilidade estrutural, com destaque positivo para saneamento.
⭐ Trecho 2 (centro da imagem)
A – Mulheres chefe de família: Bege → 31% a 60%
B – Água: Verde claro → 61% a 90%
C – Energia: Azul escuro → 100% dos domicílios
D – Esgoto: Azul claro → 31% a 60%
E – Fossa séptica: Verde escuro → 61% a 90%
F – Coleta de lixo: Verde escuro → 100%
📌 Resumo: Embora tenha energia e coleta de lixo universalizadas, esse trecho se destaca por
alta presença de fossas sépticas e cobertura intermediária de esgoto. Isso indica
vulnerabilidade moderada, sobretudo em termos de saneamento e organização urbana.

⭐ Trecho 3 (extrema esquerda)


A – Mulheres chefe de família: Bege → 31% a 60%
B – Água: Verde médio → 31% a 60%
C – Energia: Azul escuro → 100% dos domicílios
D – Esgoto: Amarelo claro → <10%
E – Fossa séptica: Verde escuro → 61% a 90%
F – Coleta de lixo: Verde escuro → 100%

📌 Resumo: Trecho mais vulnerável da área analisada, com baixíssima cobertura de esgoto
(<10%), elevada dependência de fossas sépticas e baixa cobertura de rede de água. Ainda que
haja 100% de coleta e energia, a carência em saneamento básico o coloca como área de alta
vulnerabilidade estrutural e ambiental.
Figura 56 - Mapa de variáveis sociais do modelo na praia do Pacheco-Caucaia

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 73 apresenta um mapa temático da vulnerabilidade socioeconômica da
zona costeira do bairro Pirambu, em Fortaleza (CE), segmentada em três trechos (Trecho 1,
Trecho 2 e Trecho 3), com base em seis indicadores socioestruturais relacionados à
infraestrutura básica dos domicílios.

Informações Gerais da Figura


 Área mapeada: Bairro Pirambu – Fortaleza (CE)
 Sistema de Coordenadas: UTM (Datum SIRGAS 2000 – 24S)
 Mapa dividido em trechos de análise costeira:
o Trecho 1: Extremo direito do mapa
o Trecho 2: Área central
o Trecho 3: Extremo esquerdo
 As faixas temáticas A a F representam variáveis de vulnerabilidade domiciliar ao longo da faixa
costeira.

🧾 Legenda e Variáveis Representadas


Faixa Indicador Representado Cores da Legenda
A Mulheres chefe de família (%) Bege (31–60%), Marrom (60–90%)
Verde claro (<10%), Verde médio (31–60%), Verde escuro (61–
B Domicílios ligados à rede de água (%)
90%)
Domicílios ligados à rede de energia
C Azul claro (61–90%), Azul escuro (100%)
(%)
Domicílios ligados à rede de esgoto
D Azul claro (11–30%), Azul escuro (61–90%)
(%)
E Domicílios com fossa séptica (%) Amarelo (<10%), Laranja (11–30%)
F Domicílios com coleta de lixo (%) Verde claro (31–60%), Verde escuro (61–90%)

📍 Análise por Trecho

⭐ Trecho 1 (extremo direito)


 A (Mulheres chefe de família): Marrom → 60 a 90%
 B (Água): Verde médio → 31 a 60%
 C (Energia): Azul escuro → 100%
 D (Esgoto): Azul escuro → 61 a 90%
 E (Fossa séptica): Laranja → 11 a 30%
 F (Coleta de lixo): Verde escuro → 61 a 90%
📌 Resumo:
Área com boa cobertura de energia e esgoto, coleta de lixo relativamente alta, mas baixa cobertura de rede de
água. Alta taxa de domicílios com mulheres chefes de família e uso significativo de fossas sépticas indicam
vulnerabilidade moderada a alta.

⭐ Trecho 2 (área central)


 A (Mulheres chefe de família): Bege → 31 a 60%
 B (Água): Verde escuro → 61 a 90%
 C (Energia): Azul escuro → 100%
 D (Esgoto): Azul claro → 11 a 30%
 E (Fossa séptica): Amarelo → <10%
 F (Coleta de lixo): Verde claro → 31 a 60%
📌 Resumo:
Boa infraestrutura de energia e água, mas esgotamento sanitário ainda precário. Coleta de lixo limitada.
Destaque positivo: baixo uso de fossas sépticas. Ainda assim, há indícios de vulnerabilidade estrutural moderada
devido à baixa cobertura de esgoto e coleta de resíduos.

⭐ Trecho 3 (extremo esquerdo)


 A (Mulheres chefe de família): Bege → 31 a 60%
 B (Água): Verde escuro → 61 a 90%
 C (Energia): Azul escuro → 100%
 D (Esgoto): Azul escuro → 61 a 90%
 E (Fossa séptica): Amarelo → <10%
 F (Coleta de lixo): Verde escuro → 61 a 90%
📌 Resumo:
Melhores condições entre os três trechos. Boa cobertura de água, energia, esgoto e coleta de lixo. Baixa presença
de fossas sépticas. A presença significativa de mulheres chefes de família não compromete o bom nível de
infraestrutura básica. Baixa vulnerabilidade estrutural.
Trecho 3 apresenta a melhor infraestrutura e menor vulnerabilidade social e estrutural.

Trecho 2 sofre com baixa cobertura de esgoto e coleta de lixo, o que aumenta sua vulnerabilidade.

Trecho 1 possui alta presença de mulheres chefes de família e uso significativo de fossas sépticas, além de baixa
cobertura da rede de água, o que aponta para vulnerabilidade mais acentuada.
Figura 57 - Mapa de variáveis sociais do modelo na praia do Pirambu-Fortaleza

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 74 apresenta um mapa temático do bairro Taíba, localizado no estado do
Ceará, com análise socioeconômica e infraestrutura básica da população em três trechos
costeiros, identificados como Trecho 1, Trecho 2 e Trecho 3. O mapa utiliza diferentes faixas
coloridas para representar seis indicadores sociais e econômicos, com destaque para a renda e
as condições domiciliares.

Informações gerais da figura:


Localização: Bairro Taíba, município de São Gonçalo do Amarante (CE)
Divisão territorial: Três trechos costeiros delimitados (Trecho 1, 2 e 3)
Sistema de Coordenadas: UTM, Datum SIRGAS 2000 - 24S
Indicadores analisados:
A: Total de residentes
B: Total de domicílios
C: Total de domicílios próprios
D: Total de habitantes por domicílio
E: Renda média por domicílio (R$)
F: Domicílios com banheiro (%)

Análise dos dados por trecho:


Trecho 1 (extremo direito):
A (Residentes): Área com entre 21 e 30 residentes.
B (Domicílios): Entre 4 e 6 domicílios.
C (Domicílios próprios): Entre 7 e 10.
D (Habitantes por domicílio): Entre 2,1 e 3 habitantes por domicílio.
E (Renda média por domicílio): Entre R$ 1.001 e R$ 1.500.
F (Domicílios com banheiro): 100% dos domicílios possuem banheiro.

Trecho 2 (área central):


A (Residentes): Entre 21 e 30 residentes, com uma pequena área com mais de 30 residentes.
B (Domicílios): Entre 4 e 6 domicílios.
C (Domicílios próprios): Entre 7 e 10 domicílios.
D (Habitantes por domicílio): Entre 2,1 e 3 habitantes por domicílio.
E (Renda média por domicílio): Área principal com renda entre R$ 1.001 e R$ 1.500, com
um pequeno setor destacado com renda superior a R$ 2.000.
F (Domicílios com banheiro): 100% dos domicílios possuem banheiro.

Trecho 3 (extremo esquerdo):


A (Residentes): Entre 21 e 30 residentes.
B (Domicílios): Entre 4 e 6 domicílios.
C (Domicílios próprios): Entre 7 e 10 domicílios.
D (Habitantes por domicílio): Entre 2,1 e 3 habitantes por domicílio.
E (Renda média por domicílio): Entre R$ 1.001 e R$ 1.500.
F (Domicílios com banheiro): 100% dos domicílios possuem banheiro.

Síntese e interpretação:
Todos os três trechos apresentam domicílios com 100% de cobertura de banheiro, o que
indica boa infraestrutura básica sanitária.
A renda média por domicílio situa-se majoritariamente entre R$ 1.001 e R$ 1.500, com
exceção de uma pequena área no Trecho 2, que ultrapassa os R$ 2.000, sugerindo alguma
variação socioeconômica pontual.
A quantidade de residentes por trecho é relativamente homogênea, com faixa entre 21 e 30
moradores por trecho, exceto uma área de maior densidade no Trecho 2.
A média de habitantes por domicílio varia entre 2,1 a 3 pessoas, mostrando domicílios com
tamanho médio pequeno.
A quantidade de domicílios próprios é relativamente elevada, entre 7 e 10 domicílios
próprios, indicando possível estabilidade habitacional.
Figura 58 - Mapa de variáveis sociais do modelo na praia da Taíba-SGA

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 75 apresenta um mapa regionalizado, onde uma área costeira é detalhada
em seis faixas horizontais identificadas pelas letras A a F. Cada faixa representa um dado
socioambiental específico sobre domicílios em uma região litorânea que faz divisa com o
Oceano Atlântico, em uma área próxima à cidade de Fortaleza, conforme mapas menores na
parte inferior esquerda.

Há também um destaque em três pontos da linha costeira, marcados como Taíba


(Trecho 1, Trecho 2 e Trecho 3), indicados com estrelas amarelas, com uma linha vermelha
contornando a faixa costeira próxima à área urbana. O mapa mostra ainda ruas e construções
próximas ao litoral, além de coordenadas UTM nas bordas.

O que cada faixa colorida representa:


Cada faixa horizontal do mapa é codificada por cores e corresponde a um dado específico,
conforme legenda:
Faixa A (tons de bege a rosa): Percentual de mulheres chefe de família (em %).
Faixa B (tons de verde): Domicílios ligados à rede de água (%).
Faixa C (tons de azul escuro a amarelo claro): Domicílios ligados à rede de energia (%).
Faixa D (tons de amarelo): Domicílios ligados à rede de esgoto (<10%).
Faixa E (tons de azul): Domicílios com fossa séptica (%).
Faixa F (tons de verde escuro): Domicílios com coleta de lixo (%).
Descrição por faixa/trecho (horizontalmente):
Faixa A – Mulheres chefe de família (%)
As cores variam do bege (11 a 30%) a um tom mais claro (31 a 60%), indicando a
porcentagem de mulheres que são chefe de família nos diferentes trechos costeiros.
Faixa B – Domicílios ligados à rede de água (%)
Predominância de tons de verde indicando que entre 31 e 60% dos domicílios estão ligados à
rede pública de água.
Faixa C – Domicílios ligados à rede de energia (%)
Varia do azul escuro (61 a 90%) até o amarelo claro (100%), mostrando que a maioria das
residências está ligada à rede de energia, com alguns pontos atingindo 100%.
Faixa D – Domicílios ligados à rede de esgoto (%)
Mostra que menos de 10% dos domicílios estão ligados à rede pública de esgoto, em um tom
amarelo.
Faixa E – Domicílios com fossa séptica (%)
Tons de azul claro a escuro, indicando que 61 a 90% dos domicílios possuem fossa séptica.
Faixa F – Domicílios com coleta de lixo (%)
Tons de verde escuro indicam que entre 61 e 90% dos domicílios possuem coleta de lixo.
Descrição por trechos costeiros (destacados com estrelas amarelas):
Trecho 1 (lado direito, próximo à Rua Antônio Marques):
Mulher chefe de família relativamente baixa (faixa A).
Ligação à rede de água em torno de 31 a 60% (faixa B).
Rede de energia entre 61 e 90% (faixa C).
Ligação à rede de esgoto muito baixa (<10%) (faixa D).
Uso de fossa séptica relativamente alto (61 a 90%) (faixa E).
Coleta de lixo também alta (61 a 90%) (faixa F).
Trecho 2 (centro da faixa costeira):
Dados similares ao Trecho 1, com ligeira variação nas cores, mas seguindo o mesmo padrão
geral.
Trecho 3 (lado esquerdo):
Similar aos trechos anteriores, com conexão de energia próxima a 100% em alguns pontos
(faixa C).
Percentual de mulheres chefe de família e ligação à água e coleta de lixo na mesma faixa dos
outros trechos.
Rede de esgoto ainda muito baixa (<10%).
Informações adicionais:
O mapa apresenta três quadros menores no canto inferior esquerdo que mostram o
enquadramento regional, estadual e municipal, identificando a área costeira como próxima a
Fortaleza, Ceará.
A linha vermelha delimita a faixa costeira urbana que inclui ruas principais, como Avenida
Capitão Inácio Prata e Rua Antônio Marques.
Sistema de coordenadas é o UTM com projeção Universal Transversa de Mercator (Datum
SIRGAS 2000).
Resumo final:
A figura ilustra dados socioambientais e de infraestrutura básica em domicílios de
uma região costeira próxima a Fortaleza. Observa-se que há baixa cobertura de rede de esgoto
(<10%), mas alta presença de fossas sépticas e boa ligação à energia elétrica e coleta de lixo
(61-90%). O percentual de mulheres chefe de família varia de 11 a 60%, e o acesso à rede de
água está na faixa intermediária (31-60%).
Figura 59 - Mapa de variáveis sociais do modelo na praia da Taíba-SGA

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 76 ilustra a orla marítima do bairro Pirambu, com destaque para três
trechos específicos: Trecho 1, Trecho 2 e Trecho 3. A região é delimitada pela linha vermelha
contínua que representa os "Trechos de Análise". O mapa mostra diferentes linhas paralelas
saindo da costa para o oceano Atlântico, cada linha representando uma variável
socioeconômica, identificada pelas letras de A a F.

As variáveis indicadas são:


A - Residentes (Total)
B - Domicílios (Total)
C - Domicílios Próprios (Total)
D - Habitantes/Domicílio (Total)
E - Renda Média por Domicílio (R$)
F - Domicílios com banheiro (%)
As linhas coloridas indicam o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) das variáveis de entrada
do modelo, codificado por cores:
Verde-limão: Muito Baixa vulnerabilidade
Verde-escuro: Baixa vulnerabilidade
Amarelo: Moderada vulnerabilidade
Salmão: Alta vulnerabilidade
Vermelho: Muito alta vulnerabilidade
No canto inferior esquerdo, há mapas que situam o local no contexto regional, estadual e
municipal (região nordeste do Brasil, estado do Ceará, município de Fortaleza, bairro
Pirambu).

Análise por trechos:


Trecho 1 (Pirambu próximo à área urbana mais densa):
As linhas A (Residentes), B (Domicílios) e C (Domicílios Próprios) apresentam cores
vermelho e vermelho-salmão, indicando muito alta a alta vulnerabilidade social nesta área em
relação a estas variáveis.
A linha D (Habitantes por domicílio) também está em vermelho, sugerindo que o número de
pessoas por domicílio é alto, indicando aglomeração.
A linha E (Renda média por domicílio) mostra alto índice de vulnerabilidade (vermelho),
indicando renda média baixa.
A linha F (Domicílios com banheiro) é verde, o que indica que a maioria dos domicílios
possui banheiro, um ponto positivo.
Trecho 2 (Pirambu um pouco mais ao norte):
As linhas A, B, C e D mantêm cores entre vermelho e salmão, ainda indicando alta
vulnerabilidade.
A renda média por domicílio (E) continua alta vulnerabilidade (vermelho), confirmando baixa
renda.
O percentual de domicílios com banheiro (F) aqui é um pouco melhor, tendendo para verde
claro ou amarelo, indicando vulnerabilidade moderada em infraestrutura sanitária.
Trecho 3 (Pirambu na parte mais ao norte):
As linhas A, B e C estão em cores amareladas a verdes (baixa a moderada vulnerabilidade),
mostrando uma melhora no número de residentes, domicílios e domicílios próprios.
A linha D (habitantes por domicílio) varia entre verde e amarelo, indicando menos
aglomeração.
A renda média por domicílio (E) melhora bastante, com cores entre amarelo e verde,
sugerindo renda média mais alta que nos outros trechos.
A linha F, domicílios com banheiro, está em verde-limão, indicando muito baixa
vulnerabilidade e boa infraestrutura.

Análise geral por área:


Área costeira (próxima ao Cristo Redentor e região urbana): apresenta alta vulnerabilidade
social, com muitos residentes, domicílios próprios e baixa renda média. A aglomeração é alta,
mas a infraestrutura sanitária parece ser razoavelmente boa.
Área intermediária: apresenta um cenário semelhante à área costeira, mas com uma leve
melhora na infraestrutura dos domicílios.
Área mais ao norte (Trecho 3): apresenta a melhor situação socioeconômica entre os três
trechos, com menor vulnerabilidade social, menos aglomeração, melhor renda média e
infraestrutura sanitária adequada.

Conclusão:
O mapa mostra claramente uma variação da vulnerabilidade social no bairro Pirambu, com
maior vulnerabilidade nas áreas próximas à orla mais urbanizada e com mais domicílios, e
menor vulnerabilidade em direção ao norte, onde as condições socioeconômicas e de
infraestrutura melhoram.
Figura 60 - Mapa de vulnerabilidade das variáveis na praia do Pirambu-Fortaleza

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 77 mostra o bairro Pirambu com análise espacial de variáveis sociais
relacionadas ao saneamento básico e vulnerabilidade social. A área analisada está dividida em
seis trechos (A a F), cada um representando uma variável específica relacionada a domicílios
e famílias.

Pirambu (Trecho 1, 2 e 3), localizado ao longo da costa.


Os trechos estão indicados com estrelas amarelas na faixa costeira do mapa.
Trechos de Análise (áreas em vermelho): Correspondem à área urbana à beira-mar, que
parece ser a área principal do estudo.
Bairros (área sombreada em cinza claro): A região urbana identificada, onde se localizam as
áreas estudadas.
Legenda Regional, Estadual e Municipal: Mapas no canto inferior esquerdo que mostram a
localização do estado e município no Brasil, situando o estudo.

Descrição por Trechos (Variáveis A a F):


Cada trecho (A, B, C, D, E, F) mostra a vulnerabilidade social associada a uma variável
específica, com cores indicando o índice de vulnerabilidade social (IVS):
A - Mulheres chefe de família (%)
Representado por um trecho colorido na costa.
As cores variam de verde (vulnerabilidade muito baixa) a vermelho (muito alta).
B - Domicílios ligados à rede de água (%)
Segmento costeiro com cores que indicam a vulnerabilidade quanto ao acesso à rede de água.
C - Domicílios ligados à rede de energia (%)
Trecho colorido conforme vulnerabilidade associada ao acesso à energia.
D - Domicílios ligados à rede de esgoto (%)
Indica vulnerabilidade relativa à ligação à rede de esgoto.
E - Domicílio com fossa séptica (%)
Trecho que indica vulnerabilidade associada a domicílios que possuem fossa séptica.
F - Domicílio com coleta de lixo (%)
Último trecho no mar, indicando vulnerabilidade em relação à coleta de lixo.

Escala e Coordenadas:
O mapa possui uma escala gráfica (0 a 200 metros) para referência espacial.
As coordenadas UTM indicam a localização exata da área em um sistema de projeção.
Trecho A – Mulheres chefe de família (%)
Cores no trecho:
Verde claro: vulnerabilidade Muito Baixa
Amarelo: vulnerabilidade Moderada
Vermelho claro (rosa): vulnerabilidade Alta
Interpretação:
Áreas em verde têm poucos domicílios com mulheres chefes de família em situação
vulnerável.
Áreas em vermelho claro indicam maior vulnerabilidade social associada a essa variável, ou
seja, mais domicílios com mulheres chefes de família em situação de risco.

Trecho B – Domicílios ligados à rede de água (%)


Cores no trecho:
Verde: vulnerabilidade Muito Baixa
Amarelo: vulnerabilidade Moderada
Vermelho claro (rosa): vulnerabilidade Alta
Interpretação:
Áreas verdes indicam boa ligação à rede de água, baixa vulnerabilidade.
Áreas amarelas a vermelhas indicam problemas ou carência no acesso à rede de água,
aumentando a vulnerabilidade.

Trecho C – Domicílios ligados à rede de energia (%)


Cores no trecho:
Verde: vulnerabilidade Muito Baixa
Verde médio: vulnerabilidade Baixa
Amarelo: vulnerabilidade Moderada
Interpretação:
A maior parte do trecho está em tons de verde, sugerindo boa ligação à rede de energia e
baixa vulnerabilidade social.
Algumas partes com amarelo indicam áreas com vulnerabilidade moderada no acesso à
energia.

Trecho D – Domicílios ligados à rede de esgoto (%)


Cores no trecho:
Verde: vulnerabilidade Muito Baixa
Vermelho claro (rosa): vulnerabilidade Alta
Interpretação:
A presença de vermelho claro indica áreas com alta vulnerabilidade relacionada à ligação à
rede de esgoto, sugerindo carência ou ausência desse serviço.
Áreas verdes indicam boa cobertura de esgoto e baixa vulnerabilidade.

Trecho E – Domicílio com fossa séptica (%)


Cores no trecho:
Vermelho escuro: vulnerabilidade Muito Alta
Amarelo: vulnerabilidade Moderada
Interpretação:
A predominância de vermelho escuro indica que muitos domicílios dependem de fossas
sépticas, refletindo alta vulnerabilidade social nesta variável.
Áreas amarelas têm vulnerabilidade moderada.

Trecho F – Domicílio com coleta de lixo (%)


Cores no trecho:
Verde claro: vulnerabilidade Muito Baixa
Amarelo: vulnerabilidade Moderada
Interpretação:
Áreas verdes indicam bom acesso à coleta de lixo e baixa vulnerabilidade.
Partes em amarelo indicam vulnerabilidade moderada, possivelmente devido a coleta irregular
ou insuficiente.
Figura 61 - Mapa de vulnerabilidade das variáveis na praia do Pirambu-Fortaleza

Fonte: Elaborado pelo autor.


Legenda IVS:
Verde claro: Muito Baixa vulnerabilidade
Verde médio: Baixa vulnerabilidade
Amarelo: Moderada vulnerabilidade
Rosa: Alta vulnerabilidade
Vermelho: Muito alta vulnerabilidade

Análise por trecho (faixas coloridas sobre o oceano, próximas à costa):


Trecho A
Predominantemente vermelho (Muito alta vulnerabilidade) no começo, seguido por amarelo
(Moderada vulnerabilidade).
Indica que essa faixa possui áreas com alta vulnerabilidade social, alternando com áreas de
vulnerabilidade moderada.
Trecho B
Predominantemente amarelo (Moderada vulnerabilidade) e rosa (Alta vulnerabilidade), com
algumas partes vermelhas (Muito alta vulnerabilidade).
Área com vulnerabilidade social entre moderada e alta.
Trecho C
Intercalado entre vermelho (Muito alta vulnerabilidade) e rosa (Alta vulnerabilidade).
Alta concentração de vulnerabilidade social elevada.
Trecho D
Mistura de verde médio (Baixa vulnerabilidade) e vermelho (Muito alta vulnerabilidade), com
predomínio de vermelho.
Indica que mesmo havendo áreas com baixa vulnerabilidade, a maior parte possui alta
vulnerabilidade social.
Trecho E
Predominantemente verde médio (Baixa vulnerabilidade), com algumas partes em verde claro
(Muito baixa vulnerabilidade).
Essa faixa apresenta uma vulnerabilidade social baixa a muito baixa, sendo a mais favorável
até aqui.
Trecho F
Principalmente verde claro (Muito baixa vulnerabilidade), com um pouco de verde médio
(Baixa vulnerabilidade).
Indica área com a menor vulnerabilidade social entre os trechos, ou seja, com melhores
condições sociais.

Análise geral:
As áreas mais próximas da costa (trechos A, B, C e D) apresentam índices mais altos de
vulnerabilidade social, predominando as cores vermelha (Muito alta) e rosa (Alta), indicando
maior risco social.
Os trechos mais afastados da costa (E e F) mostram vulnerabilidade social significativamente
menor, com predominância de verde claro e médio, refletindo melhores condições sociais.
As três estrelas amarelas indicam os "Trechos de Análise" na costa, que estão
dentro das áreas de alta vulnerabilidade social.

Variáveis de Entrada do Modelo (usadas para compor o IVS):


A - Residentes (Total)
Refere-se ao total de pessoas que residem em cada setor analisado.
Um alto número de residentes pode indicar áreas mais densamente povoadas, o que pode
influenciar o nível de vulnerabilidade, especialmente se combinado com baixa infraestrutura.
B - Domicílios (Total)
Número total de moradias existentes na área.
Quando alto e sem correspondência com boa infraestrutura, pode indicar áreas de ocupação
desordenada, contribuindo para maior vulnerabilidade.
C - Domicílios Próprios (Total)
Quantidade de moradias próprias (em oposição a alugadas, cedidas, etc.).
Uma maior proporção de moradias próprias tende a reduzir a vulnerabilidade, pois pode
indicar maior estabilidade social e econômica.
D - Habitantes por Domicílio
Média de pessoas morando por domicílio.
Valores muito altos indicam adensamento domiciliar, o que está frequentemente associado a
condições precárias de habitação (por exemplo, famílias grandes vivendo em casas pequenas),
aumentando a vulnerabilidade.
E - Renda Média por Domicílio (R$)
Indica a média de renda mensal das famílias por domicílio.
Renda baixa é um fator direto de vulnerabilidade, pois limita o acesso a bens, serviços, saúde,
educação e segurança.
F - Domicílios com Banheiro (%)
Proporção de moradias que possuem ao menos um banheiro.
Um indicador de infraestrutura básica. Baixos percentuais refletem condições sanitárias
precárias, o que eleva a vulnerabilidade.

Interpretação com Base nas Cores do Mapa:


Onde há vermelho, como nos trechos A, B, C e parte de D, esses indicadores estão em
situação crítica:
Alta densidade populacional,
Renda média baixa,
Muitas moradias com pouca infraestrutura (ex: falta de banheiro),
Alto número de pessoas por domicílio.
Nas áreas verdes (E e F):
Renda é mais alta,
Moradias mais estruturadas,
Menor densidade por domicílio,
Alto percentual de moradias próprias e com banheiro.
Figura 62 - Mapa de vulnerabilidade das variáveis praia do Pacheco-Caucaia

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 79 apresenta um mapa da região costeira de Taíba, no estado do Ceará,
Brasil, dividida em três trechos de análise (Trecho 1, Trecho 2 e Trecho 3) e seis faixas (A a
F), que representam variáveis socioeconômicas utilizadas para calcular o Índice de
Vulnerabilidade Social (IVS). Cada cor representa um nível de vulnerabilidade:

Verde: Muito baixa vulnerabilidade


Amarelo: Baixa vulnerabilidade
Ciano (Azul-claro): Moderada vulnerabilidade
Vermelho-claro: Alta vulnerabilidade
Vermelho-escuro: Muito alta vulnerabilidade
🟡 Trecho 1 (localizado à direita)
Faixa A (Residentes): Alta vulnerabilidade (vermelho-claro)
Faixa B (Domicílios): Alta vulnerabilidade
Faixa C (Domicílios Próprios): Muito alta vulnerabilidade (vermelho-escuro)
Faixa D (Habitantes por Domicílio): Alta vulnerabilidade
Faixa E (Renda Média): Moderada vulnerabilidade (ciano)
Faixa F (Domicílios com Banheiro): Baixa vulnerabilidade (amarelo)
📊 Resumo Trecho 1:
Predominância de alta a muito alta vulnerabilidade nas variáveis ligadas à moradia (C, D).
Melhores indicadores em renda e infraestrutura sanitária (E e F).
É o trecho com maior concentração de vulnerabilidade alta e muito alta, especialmente em
posse de domicílio e densidade domiciliar.

🟢 Trecho 2 (área central)


Faixas A e B: Alta vulnerabilidade
Faixa C: Muito alta vulnerabilidade
Faixa D: Alta vulnerabilidade
Faixa E: Baixa vulnerabilidade (amarelo)
Faixa F: Muito baixa vulnerabilidade (verde)
📊 Resumo Trecho 2:
Assim como o Trecho 1, há alta vulnerabilidade em variáveis de moradia.
Contudo, a infraestrutura sanitária (F) apresenta excelente desempenho, com muito baixa
vulnerabilidade.
Renda média também é um pouco melhor que no Trecho 1.
🟢 Trecho 3 (à esquerda)
Faixa A: Alta vulnerabilidade
Faixa B: Moderada vulnerabilidade (ciano)
Faixa C: Alta vulnerabilidade
Faixa D: Baixa vulnerabilidade (amarelo)
Faixa E: Baixa vulnerabilidade
Faixa F: Muito baixa vulnerabilidade
📊 Resumo Trecho 3:
É o trecho com melhor desempenho geral.
Apenas as faixas A e C indicam alta vulnerabilidade.
Renda média (E), infraestrutura (F) e densidade domiciliar (D) têm melhores condições que
os demais trechos.
Conclusão:

Trecho 3 é o menos vulnerável, com melhores indicadores em renda, infraestrutura e


densidade domiciliar.

Trecho 1 é o mais vulnerável, principalmente na posse de domicílios e densidade.

Trecho 2 é intermediário, com boa infraestrutura sanitária, mas ainda com alta vulnerabilidade
em moradia e população.
Figura 63 - Mapa de vulnerabilidade das variáveis na praia do Pacheco-Caucaia

Fonte: Elaborado pelo autor.


A imagem apresenta um mapa temático com a análise do Índice de
Vulnerabilidade Social (IVS) em três trechos distintos da orla de Taíba, no estado do Ceará,
Brasil. O mapa é dividido por faixas (A a F), cada uma representando uma variável
socioeconômica, e por cores que indicam o grau de vulnerabilidade. A seguir, apresento uma
descrição detalhada de cada trecho com base nas variáveis e uma comparação entre eles.

🟡 LEGENDA DO IVS - Códigos e Cores


Verde: Muito Baixa Vulnerabilidade
Amarelo: Baixa Vulnerabilidade
Ciano: Moderada Vulnerabilidade
Vermelho Claro: Alta Vulnerabilidade
Vermelho Escuro: Muito Alta Vulnerabilidade
📊 VARIÁVEIS (Faixas A a F)
A: Residentes (Total)
B: Domicílios (Total)
C: Domicílios Próprios (%)
D: Habitantes por Domicílio
E: Renda Média por Domicílio (R$)
F: Domicílios com Banheiro (%)

Resumo Trecho 1: Área com muita pressão populacional e habitacional, porém com condições sanitárias

razoáveis. Indica uma área urbanizada, mas com vulnerabilidade social significativa. Resumo Trecho 2:
Apresenta melhor condição de renda e saneamento em comparação ao Trecho 1, mas continua com altos

índices de vulnerabilidade residencial, sobretudo em posse da moradia. Resumo Trecho 3: É o menos


vulnerável dos três trechos. Ainda há vulnerabilidade em termos de número de moradores e moradias próprias,

mas renda, densidade domiciliar e saneamento são bem melhores. Conclusão Geral

Trecho 3 é o mais equilibrado, com menor vulnerabilidade social geral.


Trecho 1 apresenta os piores indicadores habitacionais, com destaque negativo para posse da moradia.
Trecho 2 é um intermediário, com boas condições sanitárias, mas sérios problemas habitacionais, similares
ao Trecho 1.
Figura 64 - Mapa de vulnerabilidade das variáveis praia da Taíba-SGA

Fonte: Elaborado pelo autor


A figura 81 apresenta o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) de infraestrutura
domiciliar e composição familiar para três trechos da praia da Taíba (Ceará). As análises são
feitas com base em seis variáveis (faixas A a F), cada uma representada por uma cor que
indica o grau de vulnerabilidade social.

🟡 LEGENDA DO IVS
Índice de Vulnerabilidade Social das Variáveis do Modelo:
🟩 Verde Claro: Muito Baixa Vulnerabilidade
🟢 Verde Escuro: Baixa Vulnerabilidade
🟡 Amarelo: Moderada Vulnerabilidade
🟥 Vermelho Claro: Alta Vulnerabilidade
🟥 Vermelho Escuro: Muito Alta Vulnerabilidade

📊 VARIÁVEIS AVALIADAS (Faixas A a F)


Faixa Variável
A Mulheres chefe de família (%)
B Domicílios ligados à rede de água (%)
C Domicílios ligados à rede de energia (%)
D Domicílios ligados à rede de esgoto (%)
E Domicílio com fossa séptica (%)
F Domicílio com coleta de lixo (%)

⭐ TRECHO 1 (Lado direito do mapa)


Faixa Cor Análise
Baixa vulnerabilidade (pouca presença de famílias chefiadas por
A Verde escuro
mulheres em situação vulnerável)
B Verde escuro Baixa vulnerabilidade (boa cobertura de água potável)
C Verde escuro Baixa vulnerabilidade (alta cobertura de energia)
Vermelho
D Muito alta vulnerabilidade (pouca ou nenhuma cobertura de esgoto)
escuro
Muito baixa vulnerabilidade (alta presença de fossas sépticas
E Verde claro
adequadas)
Faixa Cor Análise
F Verde escuro Baixa vulnerabilidade (boa coleta de lixo)
✅ Resumo Trecho 1: Boa infraestrutura geral, exceto pelo esgotamento sanitário (faixa D),
que é extremamente deficiente.

⭐ TRECHO 2 (Centro)
Faixa Cor Análise
A Verde escuro Baixa vulnerabilidade
B Verde escuro Baixa vulnerabilidade
C Verde escuro Baixa vulnerabilidade
D Vermelho escuro Muito alta vulnerabilidade (problemas sérios de esgoto)
E Verde escuro Baixa vulnerabilidade
F Verde claro Muito baixa vulnerabilidade
✅ Resumo Trecho 2: Semelhante ao Trecho 1, possui boa cobertura de serviços básicos, com
grave deficiência em esgotamento sanitário.

⭐ TRECHO 3 (Lado esquerdo do mapa)


Faixa Cor Análise
Moderada vulnerabilidade (maior proporção de mulheres chefes de
A Amarelo
família)
B Amarelo Moderada vulnerabilidade (cobertura de água incompleta)
C Verde claro Muito baixa vulnerabilidade (energia bem distribuída)
Vermelho Alta vulnerabilidade (problemas sérios de esgoto, embora um pouco
D
claro melhores que nos outros trechos)
E Verde escuro Baixa vulnerabilidade
F Verde claro Muito baixa vulnerabilidade
✅ Resumo Trecho 3: Levemente mais vulnerável que os outros trechos em chefia familiar e
abastecimento de água, com problemas também no esgoto, mas não tão severos quanto os dos
outros trechos.

📌 COMPARAÇÃO ENTRE OS TRECHOS


Variável Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3
Mulheres chefe de família (A) Baixa Baixa Moderada
Rede de água (B) Baixa Baixa Moderada
Rede de energia (C) Baixa Baixa Muito baixa
Rede de esgoto (D) Muito alta Muito alta Alta
Fossa séptica (E) Muito baixa Baixa Baixa
Coleta de lixo (F) Baixa Muito baixa Muito baixa

✅ CONCLUSÃO GERAL
Trecho 1 e Trecho 2: Apresentam melhor infraestrutura geral, com graves falhas no
esgotamento sanitário (variável D), que é o ponto mais crítico.
Trecho 3: Apresenta maior vulnerabilidade em termos sociais e de acesso à água, embora com
condições ligeiramente melhores de esgoto do que os outros dois.
Todos os trechos mostram bons índices em energia elétrica, fossas sépticas e coleta de lixo.
Figura 65 - Mapa de vulnerabilidade das variáveis da praia da Taíba-SGA

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 82 mostra o mapa da orla do bairro Pirambu, em Fortaleza (CE), com
destaque para três Trechos de Análise (Trechos 1, 2 e 3) demarcados em linha preta tracejada.
O foco é a avaliação do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), classificado em dois níveis:

🟡 LEGENDA DO IVS
Amarelo: Vulnerabilidade Moderada
Rosa: Vulnerabilidade Alta

⭐ TRECHO 1 (Extremo direito do mapa)


📍 Localização: Faixa litorânea mais a leste, próxima ao limite com a área urbana do bairro
Pirambu.
🟣 Classificação IVS:
100% do trecho está em rosa, indicando alta vulnerabilidade social.
🔎 Análise:
Essa área apresenta condições socioeconômicas críticas, possivelmente associadas a:
Baixo acesso a serviços urbanos (saneamento, educação, renda);
Presença de moradias precárias ou informais;
Elevada densidade populacional;
Infraestrutura urbana deficiente.

⭐ TRECHO 2 (Área central da faixa costeira)


📍 Localização: Região intermediária da praia de Pirambu.
🟣 Classificação IVS:
Predominantemente alta vulnerabilidade social (rosa), com possível início de transição para
áreas com vulnerabilidade moderada.
🔎 Análise:
Assim como o Trecho 1, esse trecho também enfrenta desigualdades sociais severas.
Pode haver algum início de melhoria, mas ainda se enquadra majoritariamente em condição
crítica.

⭐ TRECHO 3 (Extremo esquerdo do mapa)


📍 Localização: Região oeste do bairro, próximo à divisa com o bairro Cristo Redentor.
🟡 Classificação IVS:
Predominantemente amarelo, indicando vulnerabilidade moderada.
🔎 Análise:
Essa área é a menos vulnerável entre os três trechos.
Pode contar com:
Melhor cobertura de infraestrutura básica (água, energia, coleta de lixo);
Menor densidade domiciliar;
Condições de moradia relativamente mais estáveis.

📊 COMPARAÇÃO ENTRE OS TRECHOS


Trecho Nível de Vulnerabilidade Características
Trecho 1 Alta (100% rosa) Situação social mais crítica da área analisada
Trecho 2 Alta (maioria rosa) Mantém alta vulnerabilidade, com possível transição
Melhor desempenho social, menor vulnerabilidade
Trecho 3 Moderada (amarelo)
relativa

✅ CONCLUSÃO
A área costeira de Pirambu, como um todo, apresenta um quadro preocupante de
vulnerabilidade social, com destaque negativo para os Trechos 1 e 2, que estão em situação
altamente vulnerável. O Trecho 3, embora ainda vulnerável, demonstra melhores condições
socioeconômicas, o que pode indicar potencial de políticas públicas mais eficazes ou maior
infraestrutura instalada.
Figura 66 - Mapa do IVS integrado Pirambu/Fortaleza

Fonte: Elaborado pelo autor.


A imagem apresenta o mapa da faixa litorânea do bairro Pacheco, no município
de Caucaia – CE, destacando três trechos de análise (Trechos 1, 2 e 3), com avaliação do
Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) com base em dois níveis:

🟡 LEGENDA DO IVS
🟡 Amarelo: Vulnerabilidade Moderada
🔴 Rosa: Vulnerabilidade Alta

⭐ TRECHO 1 (Lado direito do mapa)


📍 Localização: Extremo leste do litoral de Pacheco, mais próximo à área urbana consolidada.
🔴 Classificação IVS:
100% da faixa em rosa, indicando alta vulnerabilidade social.
🔎 Análise:
Região com infraestrutura social precária ou desigual.
Possíveis fatores:
Deficiências em saneamento, coleta de lixo ou abastecimento.
Ocupações irregulares ou adensamento urbano desorganizado.
Maior presença de famílias em situação de pobreza ou baixa escolaridade.

⭐ TRECHO 2 (Área central)


📍 Localização: Faixa intermediária do litoral.
🟡 Classificação IVS:
Totalmente em amarelo, indicando vulnerabilidade moderada.
🔎 Análise:
Melhoria nas condições sociais em relação ao Trecho 1.
Acesso mais adequado a serviços básicos e infraestrutura urbana.
Pode apresentar ocupação mais planejada e menor densidade populacional.

⭐ TRECHO 3 (Lado esquerdo do mapa)


📍 Localização: Extremo oeste da faixa costeira.
🟡 Classificação IVS:
Também classificado como de vulnerabilidade moderada (amarelo).
🔎 Análise:
Perfil social semelhante ao Trecho 2.
Melhor estrutura urbana em relação ao Trecho 1.
Indícios de áreas com padrão construtivo médio e acesso razoável a serviços públicos.

📊 COMPARATIVO ENTRE OS TRECHOS


Trecho Nível de Vulnerabilidade Características
Trecho 1 🔴 Alta Área mais crítica em termos sociais e de infraestrutura

Trecho 2 🟡 Moderada Transição para melhores condições, estrutura razoável

Trecho 3 🟡 Moderada Situação semelhante ao Trecho 2, com menor vulnerabilidade

✅ CONCLUSÃO GERAL
A faixa litorânea de Pacheco apresenta, de modo geral, nível moderado de vulnerabilidade social.
O Trecho 1 se destaca negativamente com alta vulnerabilidade, sendo o foco prioritário para intervenções sociais
e urbanas.
Os Trechos 2 e 3 apresentam condições relativamente melhores, indicando áreas com infraestrutura mais
consolidada e menor pressão social.
Figura 67 - Mapa do IVS integrado Pacheco/Caucaia

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 84 mostra a faixa litorânea da praia de Taíba, localizada no município de
São Gonçalo do Amarante (CE), com três Trechos de Análise delimitados por linhas pretas
tracejadas. O foco da imagem é a avaliação da Vulnerabilidade Social (IVS) com base na
classificação:

🟡 LEGENDA – Índice de Vulnerabilidade Social (IVS)


Amarelo: Vulnerabilidade Moderada

⭐ ANÁLISE INDIVIDUAL DOS TRECHOS


✅ Trecho 1 (Extremo direito do mapa)
📍 Localização: Mais próximo à foz do rio e à área de praia mais aberta.
🟡 Classificação IVS:
100% do trecho está em amarelo, indicando vulnerabilidade moderada.
🔎 Análise:
Região com certa organização urbana e acesso razoável a infraestrutura.
Provável presença de residências de padrão médio e serviços básicos disponíveis.
Não há áreas críticas aparentes nesse trecho.

✅ Trecho 2 (Área central do mapa)


📍 Localização: Faixa intermediária entre os trechos 1 e 3.
🟡 Classificação IVS:
Também classificado com vulnerabilidade moderada.
🔎 Análise:
Situação socioeconômica similar ao trecho 1.
Mantém padrão urbano e estrutural razoável.
Não apresenta áreas de alta vulnerabilidade.

✅ Trecho 3 (Extremo esquerdo do mapa)


📍 Localização: Mais próximo ao limite da mancha urbana no oeste da faixa litorânea.
🟡 Classificação IVS:
100% em amarelo, representando vulnerabilidade moderada.
🔎 Análise:
Condições semelhantes aos demais trechos.
Área com distribuição regular de construções e provável acesso a infraestrutura básica.

📊 COMPARATIVO ENTRE OS TRECHOS


Trecho Nível de Vulnerabilidade Características
Trecho 1 🟡 Moderada Urbanização média, acesso razoável a serviços
Trecho 2 🟡 Moderada Situação intermediária estável e uniforme
Trecho 3 🟡 Moderada Padrão semelhante aos demais trechos

✅ CONCLUSÃO GERAL
A faixa litorânea analisada da Praia da Taíba apresenta homogeneidade na
vulnerabilidade social, com todos os trechos classificados como de vulnerabilidade moderada.
Isso indica uma condição urbana estável, sem áreas críticas, mas ainda com necessidade de
atenção para evitar agravamento de vulnerabilidades.

Não há trechos de alta vulnerabilidade, como ocorre nas áreas de Pirambu ou


Pacheco, o que sugere uma condição socioespacial mais favorável para a gestão urbana e
intervenções sustentáveis na Taíba.

COMPARATIVO GERAL – IVS POR TRECHO LITORAL

PRINCIPAIS CONCLUSÕES
🔴 Bairros com Maior Vulnerabilidade:
Pirambu e Pacheco (Trecho 1) apresentam os níveis mais críticos de vulnerabilidade social.
A urbanização densa, proximidade de zonas de risco e possível ausência de serviços básicos
agravam o IVS.
🟡 Bairros com Vulnerabilidade Moderada:
Taíba (último mapa) mostra uniformidade na classificação moderada, sem áreas críticas.
Pacheco (Trechos 2 e 3) e Pirambu (Trecho 3) também apresentam condições mais
equilibradas.
🟢 Presença de Baixa Vulnerabilidade:
Somente o mapa da Taíba com IVS variado apresenta pequenos trechos com baixa ou muito
baixa vulnerabilidade (verde e azul), indicando melhores condições urbanas e sociais.

Bairro Trecho Classificação Cor no Mapa Observações


IVS
Pirambu Trecho 1 Alta 🔴 Rosa Área mais vulnerável, próxima à
urbanização densa
Trecho 2 Alta 🔴 Rosa Condições semelhantes ao trecho 1,
com forte ocupação
Trecho 3 Moderada 🟡 Amarelo Melhoria gradual da infraestrutura e
acesso
Pacheco Trecho 1 Alta 🔴 Rosa Concentração de vulnerabilidades
sociais
Trecho 2 Moderada 🟡 Amarelo Transição para condições urbanas
mais estáveis
Trecho 3 Moderada 🟡 Amarelo Boa distribuição urbana, menor
densidade e maior regularidade
Taíba (mapas com Trecho 1 Alta a Muito 🔴 Rosa / 🔴 Variação alta nas variáveis sociais e
IVS variado) Alta Escarlate estruturais
Trecho 2 Alta a 🔴/🟡 Região de transição com
Moderada infraestrutura parcialmente
deficiente
Trecho 3 Alta a Baixa 🔴/🟢 Melhor condição geral, presença de
áreas com baixa vulnerabilidade
Taíba (mapa com Trechos 1, Moderada 🟡 Amarelo Condição social e urbana estável e
IVS homogêneo) 2, 3 homogênea em toda a extensão
Figura 68 - Mapa do IVS integrado Taíba/SGA

Fonte: Elaborado pelo autor.


A imagem mostra um mapa da orla marítima de Fortaleza (CE), destacando os
bairros litorâneos de Barra do Ceará, Pirambu, Praia de Iracema e Beira Mar, com a
delimitação da linha de costa e algumas avenidas principais perpendiculares à praia (como
Av. Dr. Theberge, Av. Filomeno Gomes, Av. Dom Manuel, Av. Des. Moreira, entre outras).

🌊 Espigões identificados
Espigões são estruturas construídas perpendicularmente à costa para reduzir a erosão e reter
areia.
Na figura, é possível contar um total de:
✅ 17 espigões visíveis, distribuídos da seguinte forma:
Barra do Ceará: 3 espigões
Pirambu: 6 espigões
Praia de Iracema: 5 espigões
Beira Mar (Mucuripe): 3 espigões sendo um próximo à ponta do porto/píer
Esses espigões têm diferentes tamanhos e distribuições, sendo mais concentrados na região de
Pirambu, o que pode indicar uma maior preocupação com processos erosivos nessa área
específica.

Figura 69 – Espigões em Fortaleza-Ceará

Fonte: Diário do Nordeste, 2022.


5.5 Percepção de risco

Os dados de percepção foram obtidos por meio de um questionário voltado à


abordagem da vulnerabilidade costeira frente aos processos erosivos, com ênfase no risco
associado a esses processos. O Quadro 26 apresenta as variáveis utilizadas para classificar a
percepção de risco na orla, abordando aspectos como compreensão da temática, conflitos
entre questionamentos (especificamente as perguntas 8 e 9), mobilização da população, grau
de exposição às ondas, ocupação da orla conforme o Decreto nº 5.300/2004, avaliação de
danos e identificação de áreas especiais para planejamento.
As questões 8 e 9 do questionário tratam diretamente da percepção de risco:
[...] Pergunta 8: "O que você entende por riscos ambientais e quais estão presentes
na localidade?" Pergunta 9: "Quais problemas ambientais você consegue identificar na
localidade (bairro ou orla)?"[...]. Quando os colaboradores demonstram boa compreensão do
tema e alta participação, a percepção de risco é considerada elevada, indicando baixa
vulnerabilidade. Nesses casos, atribui-se um percentual superior a 80% da amostra como
indicador de forte percepção de risco.
Por outro lado, se apenas 1% ou até 30% da amostra apontar riscos associados aos
processos erosivos, considera-se que há baixa percepção de risco – o que também indica baixa
vulnerabilidade, já que os riscos efetivamente são pouco reconhecidos pela população.
Quadro 15 - Critérios para Percepção de risco
PERCEPÇÃO DE RISCO (QUESTIONÁRIOS E SCRIPT DE RISCO)

MUITO BAIXA BAIXA MODERADA ALTA MUITO ALTA


Indica
-dores

1 2 3 4 5
Compreende-se Compreende-se bem, Compreende-se Não se compreende a Não há compreensão da
Compreensão da temática

muito bem e e tem interesse no moderadamente e tem temática e importância temática e há pouco
participa de forma debate ambiental interesse no tema; ambiental ou tem interesse.
Critérios da percepção de risco

ampla; local; Entre 40 e 60% da interesse relativo baixo. Menos de 20% da amostra
Percentual superior Entre 60 e 80% da amostra para o trecho. Menos de 40% da para o trecho.
a 80% da amostra. amostra para o trecho. amostra para o trecho.

1% ou <30% da Pelo menos 30% a Pelo menos 41 a 49% Parte da população 70% ou mais afirmam haver
Conflito entre questionamentos

amostra afirma 40% da amostra da amostra afirma amostral (50 69%) risco a processos erosivos
haver risco a afirma haver risco a haver risco a afirma haver risco associados aos problemas
(questionamentos 9, 10)

processos erosivos processos erosivos processos erosivos associados aos citados.


associados aos associados aos associados aos problemas citados, e 100% da amostra afirma que
problemas citados. problemas citados. problemas citados. outra parte contradiz. não há riscos. (indicaria
ausência de consciência do
risco).
Há associação de Há associação de Há associação de Há dificuldade ou Não há mobilização
da moradores e outros, moradores, mas moradores, mas atua conflitos na Não há associação, grupos
e a população apenas atua quando há de forma básica. organização da de contatos ou interação
Mobilização
população
participa das interesse da Moradores se comunidade. entre moradores pela busca
decisões e debates. comunidade. organizam em Há grupos de contatos, por uma demanda.
momentos específicos mas com pouca
e não há continuidade interação.
Trecho estável – Trecho que se Trecho semi-abrigado Trecho exposto ao mar Trecho exposto ao mar
Grau de Exposição às Ondas

Não afeta a rotina apresenta abrigado da da ação das ondas, aberto, com elevada aberto, com elevada energia
dos moradores. ação das ondas, como como em estuários ou energia de ondas até a de ondas até a linha de costa
– Classificação

no interior de baías, ou parcialmente linha de costa, porém ou orla com implementação


estuários, ou protegido por efeito com perda de energia de obras públicas para
totalmente protegido barreira (ex.: ilhas, ao chegar na linha de sustentação dos sedimentos
por efeito barreira bancos, promontório, costa. areno quartzosos.
(ex.: ilhas, bancos e obras e rochas de Presença de obras Citam danos e inundação
promontórios). praia). privadas. 51% ou mais.
Citam danos e Citam danos e
inundação 20-39%. inundação 40-50%.
Baixíssima Baixa de quantidade Moderada densidade Alta densidade de Alta densidade de
quantidade de de construções (até urbana (casas construções no limite construções a menos de 50
Ocupação da orla
praial/ Decreto

construções e em um limite de 500 m) espaçadas) nos limites de 50 metros para área metros da orla.
limites mais limites superiores ao estabelecidos pelo urbana e 200 para área
afastados em um estabelecido decreto. rural.
limite de 1km. >50 metros para Moderada densidade
urbano e > 200 metros com casas espaçadas a
para áreas rurais. menos de 50 metros da
orla.
Segmentos sem Danos muito Inundação parcial e Inundação de avenidas, Forte Destruição total de
Avaliação do danos às pequenos de acesso às breve da orla destruição parcial dos alguma propriedade ou de
dano construções casas e quiosques, dificultando a muros, casas e grande parte dos quiosques,
inundação sem circulação de pessoas quiosques. muros ou casas.
alteração da faixa de e acesso à praia, casas,
praia quiosques, praças e
calçadões
Baixa densidade Não possuem forte Representam uma Representam uma Correspondem a segmentos
Áreas especiais para planejamento

construções pressão de uso ou situação de risco situação de problema que sofreram danos fortes e
afastadas em mais indício de tendência iminente, pois com perdas e prejuízos muito fortes, com
500 m. de ocupação. possuem tendência de econômicos. construções muito próximas
>50 metros e <500 urbanização, o que São áreas que das praias;
metros da linha de pode levar a ocupação necessitam de ações Apresentam resistência com
costa. <20% de áreas de risco. corretivas e prioritárias. paliativos locais e obras.
indicaram danos 20-49% indicaram 50-69% indicaram 70-100% indicaram danos
efetivos inundação, danos efetivos danos efetivos efetivos inundação,
desabamento de inundação, inundação, desabamento de estruturas e
estruturas e gastos desabamento de desabamento de gastos com recuperação da
com recuperação da estruturas e gastos estruturas e gastos com área.
área. com recuperação da recuperação da área.
área.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Sobre a exposição a ondas um trecho estável significa que a dinâmica de ondas
ocorre de maneira a não colocar em atenção os moradores, considerou-se vulnerabilidade
muito baixa. caso o trecho apresente-se abrigado da ação das ondas, como no interior de
estuários, ou totalmente protegido por efeito barreira (ex.: ilhas, bancos e promontórios),
considerou-se vulnerabilidade baixa. No trecho semi-abrigado da ação das ondas, como em
estuários ou baías, ou parcialmente protegido por efeito barreira (ex.: ilhas, bancos,
promontório, obras e rochas de praia), mas os moradores citam danos e inundação 20-39%,
considerou-se vulnerabilidade moderada. No trecho exposto ao mar aberto, com elevada
energia de ondas até a linha de costa, porém com perda de energia ao chegar na linha de costa,
com Presença de obras privadas e os moradores citam danos e inundação 40-50%,
considerou-se vulnerabilidade alta. E para o trecho exposto ao mar aberto, com elevada
energia de ondas até a linha de costa ou orla com implementação de obras públicas para
sustentação dos sedimentos areno-quartzosos, em que os moradores citam danos e inundação
51% ou mais, considerou-se vulnerabilidade muito alta.
A cerca da ocupação próximo a praia, o decreto 5.300/2004 recomenda que para
praias urbanas a orla seja de 50 metros (Brasil, 2004), quando há baixíssima quantidade de
construções; e em limites mais afastados em um limite de 1 km, será considerado baixíssima
enquanto o descumprimento do decreto, menos de 50 metros de distância representa uma
vulnerabilidade muito alta, assim moradias que antes não estavam nesse limite e passaram a
constar entrarão para vulnerabilidade muito alta, caso haja regressão da linha de costa.
Segmentos sem danos às construções representam baixa vulnerabilidade, pois
indica que o risco potencial é ínfimo. Ambientes costeiros continuam sendo dinâmicos e
suscetíveis, mas se há ausência de uma população que o percebe significa um estado de
inércia. Outro indicador é a baixa densidade de construções afastadas em 500 metros ou mais,
pois caso haja futuramente um dado, intensifica-se o risco, pois mais pessoas serão afetadas,
bem como mais imóveis.
Para a praia do Pirambu, a leitura dos dados permite inferir que no trecho 1 os
moradores compreendem moderadamente e tem interesse no tema vulnerabilidade e riscos;
quando questionados sobre a sustentabilidade, 33% dos colaboradores desse trecho
responderam que manter o sustento da geração atual e futura; quando questionados sobre os
riscos 56,25% responderam que estava associado ao perigo que algo ruim ocorra.
Cerca de 50% dos moradores não associam os problemas socioambientais aos
riscos, percentual que indica vulnerabilidade alta. Sobre a mobilização e reação popular,
apenas 31,25%, demonstrou que havia mobilização sem continuidade a vulnerabilidade foi
considerada moderada.
Sobre a exposição a ondas, o trecho 1 apresenta casas na faixa de praia
aguardando indenização para retirada, a maré alta atinge pessoas e casas; considerou-se a
vulnerabilidade muito alta.
Para ocupação tem-se o mesmo argumento casas muito próximas não obedecem a
qualquer tipo de zoneamento vulnerabilidade muito alta. Para danos considerou-se
vulnerabilidade alta, visto que há várias residências que foram destruídas e reconstruídas, pois
moradores alegam que aguardam indenização.
Com relação a áreas especiais de planejamento considerou-se vulnerabilidade alta,
visto que há interesse forte de ações políticas para zoneamento e correção planejada.
Para o trecho 2, destaca-se que não compreendem a temática e importância
ambiental ou tem interesse relativo baixo, incidindo vulnerabilidade alta. Quando
questionados sobre sustentabilidade apenas 18,18% indicaram sustento das gerações atuais e
futuras, 27,27% indicaram que o risco seria o perigo de algo ruim acontecer. Cerca de 72,72%
associam os problemas aos riscos enfrentados. Nesse sentido, classifica-se a variável como
vulnerabilidade muito alta.
Há mobilização relativa e não contínua para enfrentamento aos problemas e foi
citado por 54,54% da amostra do trecho; nesse trecho incide a vulnerabilidade moderada.
A exposição a ondas diminui, mas considerou-se a vulnerabilidade alta, por que
cerca de 50% dos colaboradores citaram riscos de inundação.
Há moradias em desacordo com o decreto 5.300 incidindo em vulnerabilidade
muito alta. Houve propriedades destruídas e outros problemas sociais associados ao contato
marinho como retorno do lixo e do esgoto, avaliação de dano considerou-se vulnerabilidade
muito alta.
Há a necessidade de planejamento e zoneamento visando ações corretivas visto
que se trata de uma área com classificação de vulnerabilidade alta, devido a ausência de
cumprimento do planejamento.
Para o trecho 3, destaca-se que compreendem bem a temática e importância
ambiental e tem interesse na temática, incidindo vulnerabilidade baixa. Quando questionados
sobre sustentabilidade apenas 42,85% indicaram sustento das gerações atuais e futuras,
57,14% indicaram que o risco seria o perigo de algo ruim acontecer. Cerca de 71,42%
associam os problemas aos riscos enfrentados. Nesse sentido, classifica-se a variável como
vulnerabilidade muito alta.
Há mobilização relativa e não contínua para enfrentamento aos problemas e foi
citado por 57,14% da amostra do trecho, incide em vulnerabilidade moderada.
A exposição a ondas diminui, mas ainda se considerou vulnerabilidade moderada,
apesar de cerca de 71,47% dos colaboradores citarem riscos de inundação, atualmente o
trecho 3 encontra-se abrigado, com delimitação da área urbana, declividade considerada
estável com média de 7 metros de altitude em relação ao nível do mar na maré baixa 107
metros de distância e 60 metros de distância na maré alta.
Há moradias próximo do limite imposto pelo Decreto 5.300/2004 incidindo em
vulnerabilidade alta. Houve colaboradores que citaram o risco de inundação e outros sociais
associados ao contato marinho como retorno do lixo e do esgoto. Para a avaliação de dano
considerou-se vulnerabilidade moderada, devido o trecho ter passado recentemente por
requalificação com retirada de alguns domicílios.
Não há tendência de uso ou progressiva ocupação, o trecho é estável e há
necessidade de manutenção do planejamento visando ações corretivas, visto que se trata de
uma área com classificação de vulnerabilidade baixa.
O Quadro 27, ilustra dados de percepção dos moradores do Pirambu em Fortaleza,
Ceará. Serão mencionados a vulnerabilidade correspondente ao trecho, reforça-se que cada
praia foi segmentada em 3 trechos e a medida que as respostas indicaram um perfil para o
trecho.
Quadro 16 - Dados de percepção da Praia do Pirambu
PERCEPÇÃO DE RISCO (QUESTIONÁRIOS E SCRIPT DE RISCO) PRAIA DO PIRAMBU

VARIÁVEIS
Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3
16 domicílios 11 domicílios 7 domicílios
Compreensão da Compreende-se Não se compreende a temática e Compreende-se bem, e tem interesse
temática (morador) moderadamente e tem importância ambiental ou tem no debate ambiental local;
interesse no tema; interesse relativo baixo. Vulnerabilidade baixa
Critérios da percepção de risco

Vulnerabilidade alta
Conflito entre 50% - Vulnerabilidade alta 72,72% Vulnerabilidade muito alta 71,42%
questionamentos 8- Vulnerabilidade muito alta
9
Mobilização da 50% - Vulnerabilidade 54,54% - Vulnerabilidade moderada 57,14%
população moderada Vulnerabilidade moderada
Grau de Exposição Vulnerabilidade muito alta Vulnerabilidade alta 85,71 indicaram redução da faixa de
às Ondas – praia. 57,14% percebem danos
Classificação infraestruturais e inundação.
Vulnerabilidade moderada
Ocupação da orla Vulnerabilidade muito alta Vulnerabilidade muito alta Vulnerabilidade alta
praial/ Decreto
5.300/2005
Avaliação do dano Vulnerabilidade alta Vulnerabilidade muito alta 57,14% percebem danos
infraestruturas e inundação.
Vulnerabilidade muito alta
Áreas especiais Vulnerabilidade alta Vulnerabilidade alta Vulnerabilidade alta
para planejamento

Fonte: Elaborado pelo autor.


Para a praia do Pacheco em Caucaia, a leitura dos dados, Quadro 28, permite
inferir que, no trecho 1, os moradores compreendem moderadamente e tem interesse no tema
vulnerabilidade e riscos; quando questionados sobre a sustentabilidade, 16,6% dos
colaboradores desse trecho responderam que é manter o sustento da geração atual e futura; já
no tocante ao questionamento sobre os riscos, 50% responderam que estava associado ao
perigo que algo ruim ocorra.
Cerca de 70% dos moradores associam os problemas socioambientais aos riscos
percentuais que incide em vulnerabilidade baixa, pois houve correlação entre o avanço
marinho, processos erosivos e riscos ou desastres. Sobre a mobilização e reação popular
apenas 16,6% demonstraram que havia mobilização sem continuidade, considerou-se
vulnerabilidade alta.
Sobre a exposição a ondas, o trecho 1 apresenta casas sobre falésias vivas, a maré
alta atinge a falésia, muitas casas já foram destruídas e outras estão em risco de colapso,
considerou-se a vulnerabilidade muito alta.
Para ocupação tem-se o mesmo argumento casas muito próximas não obedecem a
qualquer tipo de zoneamento - vulnerabilidade muito alta. Para danos considerou-se
vulnerabilidade muito alta, visto que há várias residências que foram destruídas e
abandonadas, pois os custos, para manutenção das residências, se mostraram exorbitantes.
Com relação a áreas especiais de planejamento considerou-se vulnerabilidade
muito alta, visto que há interesse forte de ações políticas para zoneamento e correção
planejada, inclusive com políticas públicas relacionadas a instalação de espigões.
Para o trecho 2, destaca-se que compreendem bem a temática e importância
ambiental e tem interesse na temática, incidindo vulnerabilidade baixa. Quando questionados
sobre sustentabilidade apenas 28,57% indicaram sustento das gerações atuais e futuras,
71,42% indicaram que o risco seria o perigo de algo ruim acontecer. Cerca de 42,85%
associam os problemas aos riscos enfrentados. Nesse sentido classifica-se a variável como
vulnerabilidade muito alta.
Há mobilização relativa e não contínua para enfrentamento aos problemas e foi
citado por 28,57% da amostra do trecho, incide em vulnerabilidade alta.
A exposição a ondas mantém incidência alta; considerou-se vulnerabilidade muito
alta; além disso, cerca de 50% dos colaboradores citaram riscos de inundação. Atualmente, o
trecho 2 encontra-se aberto a sucessivos mecanismos de resistência aos processos erosivos,
com delimitação da área urbana, declividade considerada instável com média de 2 a 4 metros
de altitude em relação ao nível do mar na maré baixa 60 metros de distância e 36 metros de
distância na maré alta no trecho mais estável, na maior parte da praia, 85% do trecho a maré
chega até as estruturas de resistência e falésias.
Há moradias em desacordo do limite imposto pelo Decreto 5.300/2004 incidindo
em vulnerabilidade muito alta; ressalta-se que os moradores relatam que antigamente a
extensão era de 200 metros e que não havia grandes problemas erosivos. Houve colaboradores
que citaram o risco de inundação e outros sociais associados ao contato marinho como retorno
do lixo. Para a avaliação de dano considerou-se vulnerabilidade muito alta, houve destruição
de residências e necessidade de proteção particular para manutenção de estruturas.
Com relação as áreas especiais de planejamento, considerou-se vulnerabilidade
muito alta, visto que há interesse forte de ações políticas para zoneamento e correção
planejada, inclusive com políticas públicas relacionadas a instalação de espigões.
No trecho 3, os moradores compreendem moderadamente e tem interesse no tema
vulnerabilidade e riscos, foi realizada uma entrevista e quando questionados sobre a
sustentabilidade do trecho, cerca de 28,57% associaram o tema a garantir o sustento das
gerações atuais e futuras e cerca de 42,85% indicaram estimular os cuidados com a natureza-
plantar uma árvore, quando questionados sobre os riscos, responderam que estava associado a
quando há lesão ao patrimônio e as pessoas.
Cerca de 71,42% associam os problemas socioambientais aos riscos percentuais
que incide em vulnerabilidade muito alta. Sobre a mobilização e reação popular 71,42% da
amostra indicou que não havia mobilização ou diálogo na comunidade, então classificação foi
vulnerabilidade muito alta.
Sobre a exposição a ondas, o trecho 3 apresenta casas sobre falésias vivas, a maré
alta atinge estruturas de proteção, que muitas vezes são destruídas e outras estão em risco de
colapso, considerou-se a vulnerabilidade muito alta.
Para a ocupação tem-se o mesmo argumento, com o passar do tempo, o avanço da
linha de costa produziu acelerado processo erosivo e intensificou a necessidade de
intervenção pública e privada, então, com relação a ocupação prevista pelo Decreto
5.300/2004, classificou-se como vulnerabilidade muito alta. Para danos considerou-se
vulnerabilidade muito alta, visto que há várias residências, já que, mais uma vez, os custos
para manutenção dessas residências se mostraram muito altos.
Com relação a áreas especiais de planejamento considerou-se vulnerabilidade
muito alta, visto que há interesse forte de ações políticas para zoneamento e correção
planejada, inclusive com políticas públicas relacionadas a instalação de espigões.
Quadro 17 - Dados de percepção Praia do Pacheco
Critérios da PERCEPÇÃO DE RISCO (QUESTIONÁRIOS E SCRIPT DE RISCO)
percepção de PRAIA DO PACHECO
risco
VARIÁVEIS

Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3

Compreensão da Compreende-se Compreende-se Compreend


temática (morador) moderadamente bem, e tem e-se
e tem interesse interesse no moderadam
no tema; debate ambiental ente e tem
Vulnerabilidade local; interesse
moderada Vulnerabilidade no tema;
baixa Vulnerabili
dade
moderada
Conflito entre Vulnerabilidade Vulnerabilidade 71,42%
questionamentos muito alta moderada relacionam
(questionamentos problemas
8, 9) e riscos.
Vulnerabili
dade muito
alta
Mobilização da Vulnerabilidade Vulnerabilidade 85,71%
população alta alta afirmaram
a ausência
do poder
público
Vulnerabili
dade muito
alta
Grau de Exposição Vulnerabilidade Vulnerabilidade Vulnerabili
às Ondas – muito alta muito alta dade alta
Classificação

Ocupação da orla Vulnerabilidade Vulnerabilidade Vulnerabili


praial/ Decreto muito alta muito alta dade muito
5.300/2005 alta

Avaliação do dano Vulnerabilidade Vulnerabilidade Vulnerabili


muito alta alta dade alta

Áreas especiais Vulnerabilidade Vulnerabilidade Vulnerabili


para planejamento muito alta muito alta dade muito
alta

Fonte: Elaborado pelo autor.


Para a praia da Taíba em São Gonçalo do Amarante, a leitura dos dados do quadro
29 permite inferir que no trecho 1 os moradores compreendem bem e tem interesse no tema
vulnerabilidade e riscos. Quando questionados sobre a sustentabilidade, 40% dos
colaboradores desse trecho responderam que o termo trata de manter o sustento da geração
atual e futura; acerca dos riscos, 50% responderam que estava associado ao perigo que algo
ruim ocorra e que havia interesse no assunto. Nesse indicador para o trecho foi atribuído
vulnerabilidade baixa.
Cerca de 40% dos moradores não associam os problemas socioambientais aos
riscos de inundação, que incide em vulnerabilidade baixa. Sobre a mobilização e reação
popular apenas 10% demonstraram que havia mobilização, porém sem continuidade; a
vulnerabilidade do trecho é muito alta.
Sobre a exposição a ondas, o trecho 1 apresenta casas sobre falésias vivas e a
praia nesse trecho possui declividade entre 2 e 3 metros; em período de maré alta há
inundação das residências locais que se situam na faixa de praia; considerou-se a
vulnerabilidade moderada.
Para ocupação, tem-se o mesmo argumento casas muito próximas não obedecem
aos limites impostos pelo decreto 5.300/2004; considerou-se vulnerabilidade moderada, pois o
trecho apresenta moderada densidade urbana (casas espaçadas) nos limites estabelecidos na
maior parte do segmento. Para danos considerou-se vulnerabilidade muito alta, visto que há
várias residências que são inundadas e cerca de 50% dos moradores indicaram como risco a
diminuição da praia. Destaca-se ainda que, considerando toda a extensão analisada, 92%
encontram-se em processo progressivo enquanto 8% encontram-se em processo regressivo
(DSAS-variação da linha de costa). Acredita-se que parte do trecho 1 e do trecho 2 são os
mais afetados enquanto a percepção no trecho 3 demonstrou que há afetação, mas citaram
outros problemas sociais como mais importantes.
Com relação a áreas especiais de planejamento considerou-se vulnerabilidade
muito alta, visto que há necessidade de acompanhamento para que seja observado se não há
geração de danos futuros.
No trecho 2 os moradores compreendem moderadamente e tem interesse no tema
vulnerabilidade e riscos; quando questionados sobre a sustentabilidade, 30% dos
colaboradores desse trecho responderam que esse conceito objetiva manter o sustento da
geração atual e futura; quando questionados acerca dos riscos, 40% responderam que estava
associado ao perigo que algo ruim ocorra; o contraste entre os questionamentos foi
considerado como critério de vulnerabilidade moderada.
Cerca de 70% dos moradores associam os problemas socioambientais aos riscos
percentuais que incide em vulnerabilidade muito alta. Sobre a mobilização e reação popular,
apenas 60% demonstraram que havia mobilização sem continuidade; assim a vulnerabilidade
é baixa.
Sobre a exposição a ondas, o trecho 2 apresenta casas e restaurantes na praia, a
maré alta atinge as propriedades, já houve registro de destruição de propriedades e outras
estão em risco de colapso, considerou-se a vulnerabilidade alta.
Acerca do critério de ocupação tem-se o mesmo argumento casas muito próximas
da linha de costa não obedecem a qualquer tipo de zoneamento; a vulnerabilidade é muito
alta. Para danos considerou-se vulnerabilidade muito alta, visto que há residências que foram
danificadas.
Com relação a áreas especiais de planejamento considerou-se vulnerabilidade
muito alta, visto que há necessidade de ações políticas para zoneamento e monitoramento de
riscos.
No trecho 3, os moradores compreendem moderadamente e tem interesse no tema
vulnerabilidade e riscos; quando questionados sobre a sustentabilidade, 33% dos entrevistados
nesse trecho responderam que é manter o sustento da geração atual e futura; acerca dos riscos,
40% responderam que estava associado ao perigo que algo ruim ocorra. Sobre o interesse na
causa, 40% atribuíram a vulnerabilidade moderada.
O contraste entre os questionamentos (9 e 10) foi considerado para o trecho
vulnerabilidade moderada, pois 66,6% da amostra considerou risco principal a inundação ou
avanço marinho sobre ambientes e instalações; quando questionados sobre os problemas
necessitam resolver ou causam mais riscos (confuso) 55,5% indicaram a poluição por esgotos
e lixo. Foi pré-estabelecido que o contraste revela quais os problemas são de fato uma
preocupação dos moradores, ressalta-se que não é .......
Cerca de 11,1% dos moradores associam os problemas socioambientais aos riscos
percentuais que incide em vulnerabilidade muito alta. Sobre a mobilização e reação popular,
apenas 11,1% demonstraram que havia mobilização sem continuidade, a vulnerabilidade é
alta.
Sobre a exposição a ondas, o trecho 3 apresenta casas, hotéis e outros
empreendimentos defronte a praia; a maré alta não atinge as propriedades; nesse trecho, as
propriedades e infraestruturas estão instaladas sobre estrutura rochosa como base de uma
falésia e exibe uma proteção diferenciada do trecho 1 e 2, considerou-se a vulnerabilidade
moderada.
Sobre a ocupação apesar de haver casas muito próximas da linha de costa, não
obedecem ao decreto 5.300/05, pois em alguns de maré cheia o mar pode avançar sobre as
propriedades. Nesse sentido, considerando o aumento do nível do mar, o trecho foi
considerado em vulnerabilidade alta. Para o indicador danos considerou-se vulnerabilidade
alta, pois 33,3% dos moradores indicaram danos por inundação a residências e outros 33,3%
indicaram que houve mudança na paisagem.
Sobre o indicador áreas especiais de planejamento considerou-se vulnerabilidade
baixa, visto que há necessidade de ações políticas para zoneamento e monitoramento de
riscos, mas apenas 11,1% citaram conflitos de interesse associados aos riscos.
Quadro 18 - Dados de percepção Praia da Taíba
Critérios da PERCEPÇÃO DE RISCO (QUESTIONÁRIOS E SCRIPT DE RISCO) PRAIA DA TAÍBA
percepção de
risco VARIÁVEIS
Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3
Compreensão da temática Compreende-se bem, e Compreende-se Compreende-se moderadamente
(morador) tem interesse no debate moderadamente e tem e tem interesse no tema.
ambiental local; interesse no tema; Vulnerabilidade moderada
Vulnerabilidade baixa Vulnerabilidade moderada
Conflito entre Vulnerabilidade muito Vulnerabilidade muito alta Vulnerabilidade muito baixa
questionamentos alta
(questionamentos 9, 10)
Mobilização da população Vulnerabilidade muito Vulnerabilidade baixa Vulnerabilidade alta
alta
Grau de Exposição às Vulnerabilidade Vulnerabilidade alta Vulnerabilidade moderada
Ondas – Classificação moderada
Ocupação da orla praial/ Vulnerabilidade Vulnerabilidade alta Vulnerabilidade alta
Decreto 5.300/2005 moderada
Avaliação do dano Vulnerabilidade muito Vulnerabilidade muito alta Vulnerabilidade alta
alta
Áreas especiais para Vulnerabilidade muito Vulnerabilidade muito alta Vulnerabilidade baixa
planejamento alta

Fonte: Elaborado pelo autor.


As coletas de dados (Figura 86) foram realizadas em dias alternados. A última
visita a campo ocorreu em 08 de outubro de 2024, devido alguns a alguns ajustes para
justificar a baixa amostragem no trecho 3 do Pacheco.

Figura 70 - Coleta de dados de percepção

Fonte: Elaborado pelo autor.

Os gráficos ilustram os resultados gerais do questionário (Apêndice A),


segmentados em vulnerabilidade, identificação do colaborador e percepção de risco. Cada
informação foi revestida de um pressuposto prévio de identificação de vulnerabilidade, até
esse ponto há semelhança com outros trabalhos que congregam variáveis socioambientais, o
sobressalto deste trabalho é congregar a participação social por meio da percepção e vincular
valores a um tipo de vulnerabilidade.
A análise geral dos dados amostrais permite a compreensão antes da visão
fracionada em mapas; além disso em alguns casos é possível uma comparação por semelhança
entre amostragem geral e a amostra por trechos em diferentes praias. Nesse bloco serão
discutidos os gráficos relacionados a percepção de risco, os demais gráficos foram discutidos
em vulnerabilidade social.
Uma das primeiras perguntas do eixo de percepção foi sobre a compreensão da
temática. Nesse sentido, conceitos de sustentabilidade, riscos, problemas ambientais foram
utilizados para saber se o morador compreende a temática. O gráfico 15 ilustra as respostas
dadas para o conceito de sustentabilidade; cerca de 28,7% elencaram que sustentabilidade se
relaciona ao sustento das gerações atual e futura; conceito válido no âmbito da ciência. Cerca
de 36,8% associaram ao cuidado com a natureza e o exemplo de plantar uma árvore; 14,9%
associaram o conceito a extração de recursos e manutenção dos empregos; 11,5%
compreendem que deve ser mantido o crescimento econômico e 8% citaram outros aspectos
como a existência da natureza, cuidar das pessoas e meio de vida. Foi elencado um conceito
base para que pudesse aplicar a metodologia, mas em geral os conceitos podem ter ampla
discussão, pois a sustentabilidade abrange critérios econômicos, sociais e ambientais.

Gráfico 16 - Respostas mais citadas sobre sustentabilidade

Fonte: Elaborado pelo autor.

Somado ao conceito de sustentabilidade, a percepção acerca do conceito de risco


foi destacado no questionário (Apêndice A) e apresentado no gráfico 16. Destaca-se que
47,7% disseram que o conceito de risco remete ao perigo de que algo ruim ocorra; 36,7%
mencionaram que ocorre risco quando há lesão ao patrimônio e as pessoas; 6,8% citaram estar
associado aos animais de maneira geral; 5,7% afirmaram que o risco é bom e estimula a
preocupação e 9,1% não souberam informar. Nesse tópico houve a necessidade de indicar
uma resposta ao modelo e assim foi feita a associação de que risco remete a perigo, conforme
mencionado no referencial teórico.
Gráfico 17 - Percepção do conceito de Risco

Fonte: Elaborado pelo autor.

Outro ponto importante foi a identificação de problemas ambientais, estes foram


elencados de acordo com o que o morador entende que seja um problema prioritário (Gráfico
17). Cerca de 53,8% mencionaram como problema principal a poluição por resíduos sólidos.
Em alguns trechos, onde houve realização da pesquisa, os moradores precisam se deslocar
para a outra quadra para colocar o lixo em um ponto onde passa a coleta, isso dificulta a
destinação. Cerca de 21,4% citaram que o avanço marinho e a erosão são o principal
problema; a poluição por má destinação do esgoto a céu aberto foi um problema citado por
11,1%; cerca de 8,5% enfatizaram a presença de materiais grosseiros na praia, como cascalho,
que em geral pode indicar processo erosivo e torna-se um obstáculo ao lazer. E, finamente,
cerca de 5,1% indicaram outros como fome, falta de acesso a atendimento de saúde e
dificuldade de locomoção e transporte por conta da infraestrutura.
Gráfico 18 - Percepção dos problemas

Fonte: Elaborado pelo autor.

Os riscos associados antecipam a análise da percepção aos riscos costeiros. Nesse


sentido, foi questionado aos moradores sobre os riscos associados a orla para entender a
correlação entre problemas e riscos associados. De acordo com os dados (Gráfico 18), 57%
da amostra enfatizou que a faixa de praia tem reduzido; 20% dos colaboradores indicaram que
a qualidade ambiental da praia tem sido prejudicada pelo uso; 4% afirmaram que há redução
da biodiversidade; cerca de 6% indicaram o desabamento em infraestruturas e a poluição na
orla, 1% detalha que o risco principal é não ter associação e finalmente não souberam
responder 12%. A contradição apontada como indicador de percepção reside na identificação
de um problema principal como sendo a poluição por resíduo sólidos e o risco principal
elencado diminuição da praia, o risco estaria mais associado aos processos erosivos.
Gráfico 19 - Riscos associados aos problemas

Fonte: Elaborado pelo autor.

O gráfico 19 ilustra a reação da população em um cenário de risco; como pergunta


principal foi questionado se havia associação, por entender que uma organização social pode
lutar pelos interesses da comunidade. Cerca de 50% responderam que havia uma organização
social dos moradores; 36,1 respondeu que não havia e 13,9% que não sabiam. A ausência de
associações deixa as comunidades ainda mais vulneráveis porque os riscos podem causar
danos e diante dos danos a mobilização faz diferença na restauração.
Gráfico 20 - Reação da comunidade afetada mobilização/associação

Fonte: Elaborado pelo autor.

Outro aspecto analisado na pesquisa foram os conflitos que dividem a


comunidade, e dessa forma, no gráfico 20 juntamente com aspectos subjetivos apresenta
informações que podem ser úteis na classificação dos conflitos. Os dados revelaram que a
maior parte - cerca de 52,3% - não identificam os conflitos; 21,6% mencionaram que não
existem conflitos na área; 11,4% afirmaram que há conflito entre o poder público e a
comunidade; 13,6% afirmaram que há conflito entre particulares devido ao uso e ocupação, e
1,1% indicam que há conflito intracomunitário dentro da comunidade entre indivíduos e a
forma de organização social. Pesquisa realizada por Casemiro et al. (2025) aponta que é
possível haver diversos conflitos sem necessariamente serem identificados, pois há problemas
e riscos que por si só já configuram o conflito; e só não é identificável por que o morador tem
em mente que o conflito exija briga generalizada.
Gráfico 21 - Conflitos percebidos

Fonte: Elaborado pelo autor.

No gráfico 21, foi realizada a relação de entre o risco e os danos ou efeitos já


percebidos. Quanto aos efeitos 35% dos colaboradores identificaram alterações na paisagem;
27% dos colaboradores indicaram inundação a residências; 7% mencionaram a perda de
qualidade da balneabilidade pela presença de materiais grosseiros; outros 7% informaram que
havia danos a infraestruturas implementadas que causavam desmoronamento, foi apontado
principalmente em Caucaia devido a presença de imóveis em borda de falésia. Há ainda 6%
que mencionaram a perda de atividades locais como pesca, turismo e outras atividades, e em
último ponto cerca de 18% indicaram outros que seriam danos associados como a qualidade
de vida e a insegurança no uso das praias.
Gráfico 22 - Processos erosivos

Fonte: Elaborado pelo autor.

Outra questão analisada na pesquisa foi sobre quais as intervenções que vem
sendo adotadas. Conforme os dados (Gráfico 22) 34,1% apontaram como intervenção
adequada a participação da população nas decisões políticas; 17% indicaram que seria
importante a discussão da educação ambiental nas escolas da comunidade; outros 34,1%
destacaram a necessidade de alocar mais recursos para obras costeiras; 1,1% indicou a
necessidade de colocar placas com aviso; 2,3% citou que era necessário promover a
exploração de atividades econômicas para incentivar a atuação pública; 6,8% indicaram a
realização de intervenções pontuais, sobretudo, em áreas afetadas diretamente pela maré;
finalmente 4,5% afirmaram que seria importante maior rigor nas novas ocupações.
Gráfico 23 - Intervenção a ser adotada?

Fonte: Elaborado pelo autor.

Com base na figura 87, a análise da área de cada trecho da praia de Pacheco
(Trechos 1, 2 e 3), leva em consideração variáveis como:
Compreensão da temática,
Compreensão da existência de risco a processos erosivos,
Mobilização da população,
Ocupação da orla praial (Decreto 5.300/2005),
Avaliação do dano,
Grau de exposição às ondas,
Áreas especiais para planejamento.
✅ Legenda de cores (linhas horizontais A a G):
Cada linha representa uma variável avaliada, e as cores indicam diferentes níveis de
vulnerabilidade conforme a legenda inferior.
🔎 Análise por Trecho:
🔸 Trecho 1 – Pacheco (à direita do mapa)
Maior concentração de faixas vermelhas e marrons nas variáveis A, B, C, D e E, indicando:
Baixa compreensão da temática ambiental;
Baixa percepção sobre a existência de riscos erosivos (menos de 30% reconhecem o risco);
Pouca mobilização social;
Alta densidade de ocupações irregulares na orla (descumprimento do Decreto 5.300/2005);
Forte impacto de danos identificados (provável destruição estrutural);
Grau de exposição às ondas (faixa F) também aparece em vermelho → alto risco de erosão;
Faixa G (áreas especiais para planejamento) também crítica → alta vulnerabilidade.
Conclusão: Trecho mais vulnerável dos três. Alta exposição, baixa mobilização e grande
ocupação irregular tornam este trecho prioritário para ações emergenciais de gestão costeira.
🔸 Trecho 2 – Pacheco (área central)
Apresenta melhoria moderada em comparação ao trecho 1:
Algumas faixas (como A, B e C) mudam de vermelho para marrom e verde, indicando:
Maior compreensão dos riscos e maior interesse na temática ambiental;
Participação social ligeiramente mais ática, mas menos intensa;
Grau de exposição às ondas ainda é elevado (vermelho e laranja em F), mas em menor
extensão;
Avaliação de dano e áreas para planejamento apresentam nível intermediário de
vulnerabilidade (Cores: rosa, marrom e verde).
Conclusão: Trecho com vulnerabilidade média, em situação de transição. Algumas
melhorias, mas ainda com risco significativo.
🔸 Trecho 3 – Pacheco (à esquerda do mapa) apresenta menor vulnerabilidade social entre os
três, maioria das faixas nas cores verde, azul, amarelo e roxo (A, B, C e D) → indicam:
Boa compreensão dos riscos e da temática ambiental;
Participação comunitária mais expressiva;
Menor ocupação irregular na orla (respeito maior ao Decreto 5.300/2005);
Faixa F (exposição às ondas) ainda apresenta trechos em vermelho → risco de erosão ainda
presente;

Planejamento (faixa G) mais eficiente e indicado como área especial.


✅ Conclusão: Trecho com menor vulnerabilidade, apesar da exposição natural às ondas,
apresenta melhor resposta social, institucional e ocupacional.
Figura 71 - Mapa de variáveis de percepção

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 88 apresenta a análise da vulnerabilidade social e ambiental da orla do
bairro Pirambu, em Fortaleza (CE), segmentada em três trechos (Trecho 1, Trecho 2 e Trecho
3), com base em sete variáveis indicadas por faixas horizontais coloridas (A a G) e descritas
na legenda inferior. Abaixo, segue a descrição e comparação detalhada dos três trechos,
considerando cada uma das variáveis de análise:
🔎 Descrição das Variáveis (A a G):
A – Compreensão da temática ambiental
B – Percepção da existência de risco a processos erosivos
C – Mobilização da população
D – Ocupação da orla praial (Decreto 5.300/2005)
E – Avaliação do dano
F – Grau de exposição às ondas
G – Áreas especiais para planejamento

🟨🔶🟥 Análise por Trecho


🔸 Trecho 1 – Pirambu (à direita)
A (Compreensão temática): faixa azul clara → nível intermediário, há compreensão moderada
do tema.
B (Riscos erosivos): amarelo → percepção de risco fraca (10%-30% da amostra reconhece o
risco).
C (Mobilização social): vermelho escuro → ausência de mobilização comunitária.
D (Ocupação da orla): rosa forte → ocupações em desacordo com o Decreto 5.300/2005.
E (Danos ambientais): laranja escuro → presença de danos severos como destruição total de
ruas, casas, muros.
F (Exposição às ondas): vermelho → trecho muito exposto, com maior risco físico à erosão.
G (Planejamento): azul escuro → área prioritária para planejamento e ações de gestão.
✅ Conclusão: Trecho 1 apresenta a maior vulnerabilidade entre os três. Destaca-se pela alta
exposição ao mar, danos severos, ausência de mobilização social e ocupações irregulares.
🔸 Trecho 2 – Pirambu (centro)
A (Compreensão temática): verde claro → boa compreensão ambiental; maior interesse da
população.
B (Riscos erosivos): laranja claro → cerca de 30%-40% da amostra reconhece riscos erosivos.
C (Mobilização social): rosa → mobilização emergente, conflitos com agentes públicos
começam a ocorrer.
D (Ocupação da orla): marrom → ocupação irregular significativa.
E (Danos ambientais): laranja escuro → dano severo como no trecho 1.
F (Exposição às ondas): vermelho → alta exposição à ação do mar.
G (Planejamento): azul escuro → área especial para planejamento estratégico.
✅ Conclusão: Trecho 2 apresenta vulnerabilidade elevada, embora ligeiramente menor que o
trecho 1. A mobilização social e a percepção dos riscos melhoram, mas os impactos físicos e
ocupacionais ainda são fortes.
🔸 Trecho 3 – Pirambu (à esquerda)
A (Compreensão temática): verde escuro → nível elevado de compreensão e interesse.
B (Riscos erosivos): amarelo → percepção ainda baixa, semelhante ao trecho 1.
C (Mobilização social): rosa → mobilização incipiente, mas superior à do trecho 1.
D (Ocupação da orla): marrom → presença de construções dentro da faixa dos 50 metros.
E (Danos ambientais): marrom escuro → dano físico severo.
F (Exposição às ondas): laranja → exposição moderada a alta.
G (Planejamento): azul escuro → prioridade para planejamento urbano e ambiental.
✅ Conclusão: Trecho 3 mostra melhor desempenho social, com maior compreensão temática,
mas ainda enfrenta desafios com a exposição ao mar e danos estruturais.
Síntese Final:

Trecho 1 é o mais vulnerável: baixa percepção, alta exposição, ausência de


mobilização e danos [Link] 2 apresenta melhora social e de percepção, mas ainda
com riscos físicos elevados. Trecho 3 mostra avanço na compreensão e organização
comunitária, porém ainda com desafios físicos e urbanísticos.

Variável Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3


Compreensão da temática (A) Média Alta Alta
Percepção de riscos (B) Baixa Média Baixa
Mobilização social (C) Muito baixa Média Média
Ocupação da orla (D) Irregular Irregular Irregular
Avaliação dos danos (E) Severos Severos Severos
Exposição às ondas (F) Muito alta Muito alta Alta
Planejamento necessário (G) Alta prioridade Alta prioridade Alta prioridade
Figura 72 - Mapa de variáveis de percepção

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura apresenta uma análise integrada da vulnerabilidade socioambiental na
orla da Taíba, localizada no município de São Gonçalo do Amarante, no litoral do Ceará. O
litoral está dividido em três trechos (Trecho 1, Trecho 2 e Trecho 3), sendo analisado com
base em sete variáveis socioambientais representadas por faixas coloridas (A a G), conforme
legenda na parte inferior da imagem.

🔎 Variáveis analisadas (faixas coloridas):

A – Compreensão da temática

B – Compreensão da existência de risco a processos erosivos

C – Mobilização da População

D – Ocupação da orla praial (Decreto 5.300/2005)

E – Avaliação do dano

F – Grau de Exposição às Ondas

G – Áreas especiais para planejamento

📍 Análise por Trecho

🟢🔵 Trecho 1 – Taíba (extrema direita)

A (Compreensão temática): verde escuro → alta compreensão da temática ambiental, com


interesse no debate local.
B (Percepção de riscos): amarelo → percepção moderada, entre 10%-30% da população
reconhece o risco de erosão.
C (Mobilização social): vermelho escuro → não há mobilização comunitária.
D (Ocupação da orla): amarelo → construções fora dos limites legais estabelecidos pelo
Decreto 5.300/2005.
E (Avaliação dos danos): rosa → danos significativos como perda de calçadas, escadarias,
postes.
F (Exposição às ondas): laranja → exposição média a alta às ações do mar.
G (Áreas para planejamento): azul escuro → área com forte demanda por planejamento.
✅ Resumo: Trecho 1 apresenta boa consciência ambiental, mas carece de mobilização popular
e apresenta riscos moderados à erosão. A ocupação irregular e os danos já visíveis reforçam a
necessidade de planejamento imediato.

🟡🔷 Trecho 2 – Taíba (centro)


A (Compreensão temática): verde claro → boa compreensão, porém com menor interesse em
debates locais.
B (Percepção de riscos): azul → elevada percepção de risco, com 100% da amostra
reconhecendo a presença de erosão.
C (Mobilização social): vermelho escuro → não há mobilização registrada.
D (Ocupação da orla): amarelo → ocupações irregulares dentro da faixa dos 50 metros.
E (Avaliação dos danos): vermelho → fortes danos estruturais como destruição total de ruas,
muros e casas.
F (Exposição às ondas): vermelho escuro → exposição máxima, área atingida diretamente
pelas ondas.
G (Áreas para planejamento): verde → baixa pressão urbana, com menos necessidade de obras
imediatas.
✅ Resumo: Trecho 2 é o mais crítico: apresenta exposição extrema às ondas, percepção clara
dos riscos e danos severos. A ausência de mobilização e as ocupações irregulares agravam a
situação. Alta prioridade para ações emergenciais.

🔴🟠 Trecho 3 – Taíba (esquerda)


A (Compreensão temática): verde escuro → boa compreensão e interesse no tema.
B (Percepção de riscos): rosa → percepção média a alta, mais de 40% reconhecem os riscos.
C (Mobilização social): vermelho escuro → sem mobilização comunitária.
D (Ocupação da orla): marrom → ocupações fora dos limites legais.
E (Avaliação dos danos): laranja → danos como perda de escadas e calçadas, mas menos
severos que o Trecho 2.
F (Exposição às ondas): vermelho → alta exposição à ação marinha.
G (Áreas para planejamento): verde → menor pressão urbana, menor urgência de intervenção.
✅ Resumo: Trecho 3 apresenta boa consciência ambiental e risco moderado, com danos
menores que o Trecho 2. A falta de mobilização social permanece como ponto frágil.

Conclusão Geral – Taíba


Trecho 2 é o mais vulnerável, com danos extremos, alta exposição e maior percepção dos
riscos, mas sem mobilização social.
Trecho 1 possui boa compreensão, mas baixa mobilização e risco físico moderado a alto.
Trecho 3 apresenta melhores indicadores sociais, com menores danos físicos, sendo o menos
vulnerável, mas ainda exige atenção.

Variável Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3


Compreensão da temática (A) Alta Média Alta
Percepção de riscos (B) Moderada Muito alta Alta
Mobilização social (C) Inexistente Inexistente Inexistente
Ocupação da orla (D) Irregular Irregular Irregular
Avaliação dos danos (E) Moderada Muito alta Média
Exposição às ondas (F) Alta Extremamente alta Alta
Planejamento necessário (G) Alta prioridade Alta prioridade Menor prioridade
Figura 73 - Mapa de variáveis de percepção da Taíba

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura apresenta o Índice de Percepção da Vulnerabilidade (IPV) referente às
variáveis analisadas no modelo de vulnerabilidade socioambiental aplicado à praia do
Pacheco, no litoral do município de Caucaia (CE). A área foi dividida em três trechos de
análise (Trecho 1, 2 e 3) e as variáveis foram classificadas em níveis de vulnerabilidade
(Muito Baixa, Baixa, Moderada, Alta e Muito Alta), conforme legenda na parte inferior da
imagem.
🧭 Legenda das variáveis (faixas A a G)
A: Compreensão da temática
B: Compreensão da existência de risco a processos erosivos
C: Mobilização da População
D: Ocupação da orla praial (Decreto 5.300/2005)
E: Avaliação do dano
F: Grau de Exposição às Ondas
G: Áreas especiais para planejamento

📍 Análise por Trecho

🟡🟥 Trecho 1 – Pacheco (extrema direita)


A: Amarelo → Vulnerabilidade Baixa (boa compreensão da temática)
B a G: Vermelho → Vulnerabilidade Muito Alta em todos os outros critérios
✅ Resumo: Apesar de haver boa compreensão do tema ambiental, o Trecho 1 apresenta
altíssima vulnerabilidade nas demais variáveis, como alta exposição às ondas, forte
ocupação irregular, danos visíveis e ausência de mobilização popular.

🟢🟥 Trecho 2 – Pacheco (centro)


A: Verde → Vulnerabilidade Muito Baixa (excelente compreensão do tema)
B: Verde → Vulnerabilidade Muito Baixa (ótima percepção dos riscos)
C a G: Vermelho → Vulnerabilidade Muito Alta
✅ Resumo: Este trecho se destaca por apresentar as melhores percepções ambientais
(variáveis A e B), ou seja, a população compreende bem os problemas da orla. No entanto,
a estrutura física e social ainda é extremamente vulnerável, com ocupação desordenada,
danos físicos e falta de planejamento.

🟥🟡 Trecho 3 – Pacheco (esquerda)


A: Vermelho → Vulnerabilidade Muito Alta
B: Amarelo → Vulnerabilidade Baixa
C a G: Vermelho → Vulnerabilidade Muito Alta
✅ Resumo: Trecho 3 é o mais crítico do ponto de vista perceptivo: há baixa compreensão
da temática ambiental (A) e menor percepção do risco (B), embora um pouco melhor que
os outros. A estrutura física também é altamente vulnerável.

Conclusões gerais – Praia do Pacheco


Todos os trechos apresentam altíssima vulnerabilidade física (variáveis D a G), o que
indica risco iminente de impactos costeiros e sociais.
Trecho 2 é o mais promissor em termos de percepção ambiental, sugerindo maior abertura
para ações educativas e participativas.
Trecho 1 tem alguma percepção e compreensão, mas sofre com ocupação e exposição
severas.
Trecho 3 é o mais preocupante em termos de consciência ambiental, com altos índices de
vulnerabilidade e pouca compreensão da população sobre os riscos.
Variável Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3
Compreensão da temática (A) Baixa Muito baixa Muito alta
Percepção de riscos (B) Baixa Muito baixa Baixa
Mobilização da População (C) Muito alta Muito alta Muito alta
Variável Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3
Ocupação da orla (D) Muito alta Muito alta Muito alta
Avaliação do dano (E) Muito alta Muito alta Muito alta
Exposição às ondas (F) Muito alta Muito alta Muito alta
Planejamento necessário (G) Muito alta Muito alta Muito alta
Figura 74 - Vulnerabilidade das variáveis de percepção

Fonte: Elaborado pelo autor


A figura apresenta o Índice de Percepção da Vulnerabilidade (IPV) para o bairro
Pirambu, em Fortaleza (CE), dividido em três trechos de análise (Trecho 1, Trecho 2 e Trecho
3). A análise é baseada em sete variáveis (A a G) relacionadas à percepção de risco ambiental
e à vulnerabilidade da orla aos processos erosivos, conforme descritas na legenda.

A figura utiliza uma escala de cores para representar os diferentes níveis de


vulnerabilidade percebida:

🟩 Muito Baixa
🟨 Baixa
🟧 Moderada
🟥 Muito Alta

🔠 Variáveis avaliadas:
Letra Variável
A Compreensão da temática
B Compreensão da existência de risco a processos erosivos
C Mobilização da População
D Ocupação da orla praial – Decreto 5.300/2005
E Avaliação do dano
F Grau de Exposição às Ondas
G Áreas especiais para planejamento

📍 Análise Detalhada por Trecho – Pirambu

⭐ Trecho 1 (extremo leste)


A: 🟥 Muito Alta
B: 🟥 Muito Alta
C: 🟧 Moderada
D: 🟥 Muito Alta
E: 🟧 Moderada
F: 🟥 Muito Alta
G: 🟥 Muito Alta
✅ Resumo: O Trecho 1 apresenta elevada vulnerabilidade percebida em quase todas as
variáveis. A população reconhece fortemente os riscos (B), mas há pouca mobilização (C). A
ocupação da orla e os danos (D e E) são severos, o que justifica a percepção crítica da
população. É um dos trechos mais vulneráveis.

⭐ Trecho 2 (centro)
A: 🟧 Moderada
B: 🟥 Muito Alta
C: 🟨 Baixa
D: 🟧 Moderada
E: 🟥 Muito Alta
F: 🟧 Moderada
G: 🟥 Muito Alta
✅ Resumo: Trecho intermediário com níveis variados de percepção. A percepção do risco é
muito alta (B), e o dano é fortemente reconhecido (E). Entretanto, a compreensão da temática
(A) e a mobilização (C) são mais fracas em relação ao Trecho 1. A área é altamente
vulnerável do ponto de vista físico, mas com baixa ação comunitária.

⭐ Trecho 3 (extremo oeste)


A: 🟩 Muito Baixa
B: 🟩 Muito Baixa
C: 🟨 Baixa
D: 🟨 Baixa
E: 🟥 Muito Alta
F: 🟨 Baixa
G: 🟩 Muito Baixa
✅ Resumo: Este é o trecho com menor percepção de vulnerabilidade, sugerindo
desinformação ou ausência de envolvimento com a temática ambiental. Apesar de os danos
serem reconhecidos como altos (E), as demais variáveis indicam desconhecimento ou baixa
percepção do problema. Isso pode ser crítico, pois a população não percebe riscos mesmo em
um contexto de vulnerabilidade real.
Conclusões
Trecho 1: Maior nível de percepção dos riscos e compreensão da temática, mas
vulnerabilidade estrutural muito alta. Indica consciência, mas sem ações estruturantes.
Trecho 2: Situação intermediária; boa percepção de riscos, mas mobilização social fraca.
Trecho 3: Percepção muito baixa da maioria das variáveis, mesmo com reconhecimento dos
danos. Aparenta desconexão entre realidade e percepção local, o que dificulta intervenções.

📊 Comparativo Geral entre os Trechos – Pirambu

Variável Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3


A - Compreensão da temática 🟥 Muito Alta 🟧 Moderada 🟩 Muito Baixa
B - Percepção de riscos 🟥 Muito Alta 🟥 Muito Alta 🟩 Muito Baixa
C - Mobilização da população 🟧 Moderada 🟨 Baixa 🟨 Baixa
D - Ocupação da orla 🟥 Muito Alta 🟧 Moderada 🟨 Baixa
E - Avaliação do dano 🟧 Moderada 🟥 Muito Alta 🟥 Muito Alta
F - Exposição às ondas 🟥 Muito Alta 🟧 Moderada 🟨 Baixa
G - Planejamento necessário 🟥 Muito Alta 🟥 Muito Alta 🟩 Muito Baixa
Figura 75 - Vulnerabilidade das variáveis de percepção

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura apresentada mostra o Índice de Percepção de Vulnerabilidade (IPV) para
o bairro Taíba, no município de São Gonçalo do Amarante – CE. A área está dividida em três
trechos de análise (Trecho 1, Trecho 2 e Trecho 3), nos quais são avaliadas sete variáveis (A a
G), indicadas por faixas coloridas no mar, paralelas à costa.

A legenda identifica os níveis de vulnerabilidade percebida com a seguinte escala


de cores:

🟩 Muito Baixa
🟨 Baixa
🟧 Moderada
🟥 Muito Alta

🔠 Variáveis analisadas (letras A a G):


Letra Variável
A Compreensão da temática
B Compreensão da existência de risco a processos erosivos
C Mobilização da População
D Ocupação da orla praial – Decreto 5.300/2005
E Avaliação do dano
F Grau de Exposição às Ondas
G Áreas especiais para planejamento

📍 Análise por Trecho – Taíba

⭐ Trecho 1 (extremo leste)


A: 🟩 Muito Baixa
B: 🟨 Baixa
C: 🟥 Muito Alta
D: 🟨 Baixa
E: 🟥 Muito Alta
F: 🟥 Muito Alta
G: 🟥 Muito Alta
✅ Resumo: Apesar de a compreensão temática ser muito baixa (A), há alta percepção de
impacto e risco físico (E, F e G). A mobilização social (C) é percebida como crítica (muito
alta vulnerabilidade), indicando ausência de organização comunitária. O trecho apresenta alta
vulnerabilidade geral, ainda que a população não esteja plenamente ciente da complexidade
do problema.

⭐ Trecho 2 (centro)
A: 🟩 Muito Baixa
B: 🟨 Baixa
C: 🟨 Baixa
D: 🟨 Baixa
E: 🟥 Muito Alta
F: 🟥 Muito Alta
G: 🟥 Muito Alta
✅ Resumo: Semelhante ao Trecho 1, há baixa percepção e compreensão (A, B, C,
D), mas os dados mostram que a vulnerabilidade física é altíssima (E, F, G). Isso reforça o
descompasso entre realidade e percepção: a população não reconhece a gravidade do
problema, embora ele seja crítico. O trecho exige ações de educação ambiental e mobilização.

⭐ Trecho 3 (extremo oeste)


A: 🟩 Muito Baixa
B: 🟩 Muito Baixa
C: 🟧 Moderada
D: 🟨 Baixa
E: 🟧 Moderada
F: 🟨 Baixa
G: 🟩 Muito Baixa
✅ Resumo: Trecho com menor grau de vulnerabilidade percebida e real. A
avaliação do dano (E) e a exposição às ondas (F) são mais brandas, e há indícios de
mobilização moderada (C). A ocupação da orla (D) está dentro dos limites, o que contribui
para um cenário mais equilibrado. É o trecho menos crítico da Taíba.

Conclusões Gerais
🔴 Trechos 1 e 2: apresentam alta vulnerabilidade física, especialmente quanto à
exposição às ondas, danos reais e falta de planejamento, mas a população demonstra baixa
percepção e mobilização, o que agrava o risco.

🟢 Trecho 3: é o menos vulnerável, com menor exposição e melhor situação


estrutural. A mobilização é moderada, o que é positivo frente aos demais trechos.

📊 Comparativo entre os Trechos

Variável Trecho 1 Trecho 2 Trecho 3


A - Compreensão da temática 🟩 Muito Baixa 🟩 Muito Baixa 🟩 Muito Baixa
B - Percepção dos riscos 🟨 Baixa 🟨 Baixa 🟩 Muito Baixa
C - Mobilização 🟥 Muito Alta 🟨 Baixa 🟧 Moderada
D - Ocupação da orla 🟨 Baixa 🟨 Baixa 🟨 Baixa
E - Avaliação do dano 🟥 Muito Alta 🟥 Muito Alta 🟧 Moderada
F - Exposição às ondas 🟥 Muito Alta 🟥 Muito Alta 🟨 Baixa
G - Planejamento 🟥 Muito Alta 🟥 Muito Alta 🟩 Muito Baixa
Figura 76 - Vulnerabilidade das variáveis de percepção

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura apresentada mostra uma imagem de satélite da orla do bairro Pirambu,
em Fortaleza (CE), com destaque para os índices de percepção de vulnerabilidade (IPV) em
três trechos analisados ao longo da linha de costa. A análise está inserida no contexto da
erosão costeira e planejamento urbano frente aos riscos ambientais na zona litorânea.

Descrição Geral da Figura

A imagem utiliza como base uma ortofoto de alta resolução do bairro Pirambu, localizada no
litoral oeste de Fortaleza.

A orla está dividida em três trechos principais:

⭐ Trecho 1 (leste)

⭐ Trecho 2 (central)

⭐ Trecho 3 (oeste)

Os trechos estão contornados por linhas pretas tracejadas, e as cores indicam o Índice de
Percepção de Vulnerabilidade (IPV):

🟨 Amarelo: Vulnerabilidade Moderada

🟥 Vermelho: Vulnerabilidade Alta

Limites dos bairros estão contornados em rosa.

A figura inclui ainda um sistema de escala (0–200 m), coordenadas UTM, e mapas de
localização nos níveis regional, estadual e municipal.

🔍 Análise Detalhada por Trecho

⭐ Trecho 1 (Leste)

📍 Localização: Início da praia, junto à estrutura de contenção visível no mar.

Cor predominante: 🟥 Alta Vulnerabilidade

Características visuais:

Presença de edificações muito próximas à linha de maré.


Faixa de areia estreita.

Proximidade com estruturas de contenção (espigões).

Análise:

Trata-se do trecho mais crítico, onde a vulnerabilidade é totalmente alta, o que indica:

Forte percepção dos riscos.

Potencial de dano elevado devido à exposição das moradias.

Provável ausência de áreas de amortecimento natural (como vegetação de restinga).

Conclusão: Requer intervenção prioritária em termos de contenção, reassentamento ou


reestruturação urbana.

⭐ Trecho 2 (Centro)

📍 Localização: Região intermediária da orla, com visível estrutura de proteção costeira.

Cor predominante: 🟥 Alta Vulnerabilidade

Características visuais:

Presença de um espigão de proteção.

Continuidade urbana intensa, com casas voltadas diretamente para o mar.

Análise:

Apesar da infraestrutura de proteção, a percepção da vulnerabilidade continua alta.

Pode indicar que as soluções implantadas são insuficientes ou que os moradores reconhecem
os riscos mesmo com obras.

Conclusão: Exige monitoramento contínuo, reforço nas estruturas e ações de educação


ambiental.

⭐ Trecho 3 (Oeste)

📍 Localização: Área final da praia no sentido oeste, próximo ao bairro Cristo Redentor.
Cor predominante: 🟨 Vulnerabilidade Moderada

Características visuais:

Faixa de areia ligeiramente mais larga.

Algumas áreas de lazer e espaços sem edificação direta na linha de costa.

Análise:

Percepção de vulnerabilidade menor do que nos outros trechos.

Maior presença de espaço livre e menos pressão urbana imediata sobre a orla.

Conclusão: Área com potencial para ações preventivas, como recuperação de vegetação e
controle de expansão urbana.

Índice de Exposição ao Necessidade de


Trecho Uso do Solo e Ocupação
Vulnerabilidade Risco Ação
Trecho Muito adensado, próximo
🟥 Alta Muito alta Urgente
1 ao mar
Trecho Intermediário com
🟥 Alta Alta Alta
2 estruturas
Trecho Menor densidade e maior
🟨 Moderada Média Preventiva
3 faixa de areia

Conclusões

A vulnerabilidade mais crítica está nos Trechos 1 e 2, com alta percepção de risco
por parte da população. Trecho 3 apresenta condições melhores, mas requer medidas
preventivas para evitar que o quadro se agrave. A figura é uma ferramenta útil para o
planejamento costeiro, subsidiando decisões quanto a: Obras de contenção,

Planos de remoção ou reassentamento, Ações de conscientização e planejamento


urbano.
Figura 77 - Mapa do IPV integrado Pirambu/Fortaleza

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura apresentada mostra a análise da percepção de vulnerabilidade costeira
(IPV) na Praia do Pacheco, localizada no município de Caucaia (CE). A imagem de fundo é
uma ortofoto de alta resolução, sobre a qual são destacados os três trechos de análise da linha
de costa, com ênfase na vulnerabilidade ambiental à erosão marinha.

🧭 Descrição Geral da Figura

A orla está dividida em três trechos principais:

⭐ Trecho 1 – Leste

⭐ Trecho 2 – Central

⭐ Trecho 3 – Oeste

Toda a área analisada é contornada por linha tracejada preta.

A vulnerabilidade é representada por:

🟥 Cor rosa (vermelho claro): IPV – Vulnerabilidade Alta

A figura inclui mapas de localização em três escalas:

Regional (Brasil)

Estadual (Ceará)

Municipal (Caucaia)

🔎 Análise Detalhada por Trecho

⭐ Trecho 1 – Leste

📍 Localização: Extremo direito da imagem

Cor predominante: Rosa (🟥 Alta Vulnerabilidade)

Características:
Área densamente urbanizada com edificações próximas ao mar.

Faixa de areia visivelmente estreita.

Presença de vegetação costeira limitada.

Análise:

A vulnerabilidade elevada está associada à proximidade das residências da linha da maré e ao


pouco amortecimento natural.

Forte exposição a processos erosivos em função do uso intensivo da faixa costeira.

⭐ Trecho 2 – Centro

📍 Localização: Região central da orla

Cor predominante: Rosa (🟥 Alta Vulnerabilidade)

Características:

Continuidade da ocupação urbana.

Algumas áreas com recuo maior das edificações.

Presença limitada de vegetação natural.

Análise:

Embora haja leve variação no recuo das construções, a percepção de risco permanece alta,
indicando consciência dos impactos da erosão.

A urbanização desordenada ainda é um fator dominante.

⭐ Trecho 3 – Oeste

📍 Localização: Extremo esquerdo da imagem

Cor predominante: Rosa (🟥 Alta Vulnerabilidade)

Características:

Continuidade de casas voltadas para o mar.


Faixa de areia reduzida.

Poucas áreas abertas entre construções.

Análise:

Mesmo padrão dos demais trechos, com ocupação contínua e alta exposição.

Há pequenos trechos de vegetação ou uso recreativo, mas insuficientes para reduzir a


vulnerabilidade percebida.

📊 Comparação dos Trechos

Ocupação Proteções Faixa de


Trecho Vulnerabilidade Considerações
Urbana Naturais Areia
Alta Muito Exige medidas urgentes de
Trecho 1 Alta Estreita
densidade escassas contenção e ordenamento
Possibilidade de
Trecho 2 Alta Média a alta Escassas Estreita recuperação com medidas
planejadas
Alta Poucas áreas Cenário crítico semelhante
Trecho 3 Alta Estreita
densidade abertas ao Trecho 1

Conclusões

Toda a extensão costeira da Praia do Pacheco apresenta alto nível de


vulnerabilidade, refletindo os riscos percebidos pela população e os impactos do uso do solo
inadequado.

Não há trechos com vulnerabilidade moderada ou baixa, como observado em


outras localidades (ex: Pirambu e Taíba).

O cenário reforça a necessidade de:

Intervenções de engenharia costeira;

Programas de educação ambiental e percepção de risco;

Revisão de políticas de ocupação e planejamento urbano na faixa litorânea.


Figura 78 - Mapa do IPV integrado Pacheco/Caucaia

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura apresentada exibe a análise do Índice de Percepção de Vulnerabilidade
(IPV) em trechos da orla da Praia da Taíba, no município de São Gonçalo do Amarante (CE).
A base é uma imagem de satélite com alta resolução, sobre a qual foram demarcados os três
trechos de análise da linha de costa, com indicações das áreas com maior ou menor percepção
de vulnerabilidade à erosão marinha.

🧭 Descrição Geral da Figura


Localização: Praia da Taíba – São Gonçalo do Amarante (CE)
Trechos de análise:
⭐ Trecho 1 – Leste
⭐ Trecho 2 – Centro
⭐ Trecho 3 – Oeste
Classificação de Vulnerabilidade (IPV):
🟥 Alta Vulnerabilidade – Rosa
🟨 Vulnerabilidade Moderada – Amarelo
Mapa de localização incluído nos recortes: nacional, estadual e municipal.
A linha costeira analisada está delimitada por linha preta tracejada.

🔍 Análise Detalhada por Trecho

⭐ Trecho 1 – Leste
📍 Extremo direito da imagem
Cor predominante: 🟥 Rosa (Vulnerabilidade Alta)
Características:
Densa ocupação urbana voltada para o mar.
Faixa de areia mais estreita.
Forte proximidade das construções com a linha de costa.
Análise:
O risco percebido é alto, provavelmente pela erosão ativa, visível pela redução da faixa de
praia e intensa urbanização.
Possível pressão antrópica sobre o ecossistema costeiro.

⭐ Trecho 2 – Centro
📍 Região central da orla analisada
Cor predominante: 🟥 Rosa (Alta Vulnerabilidade) + pequena faixa 🟨 Amarela (Moderada)
Características:
Transição entre a alta densidade urbana e áreas mais abertas.
Presença de casas ainda próximas ao mar.
Faixa de areia variável (estreita a moderada).
Análise:
Embora parte do trecho apresente vulnerabilidade moderada, a maior parte ainda é
classificada como alta, indicando preocupação com os impactos erosivos sobre as estruturas
próximas.

⭐ Trecho 3 – Oeste
📍 Extremo esquerdo da imagem
Cor predominante: 🟨 Amarelo (Vulnerabilidade Moderada)
Características:
Menor densidade urbana.
Presença de vegetação costeira e recuo natural da ocupação.
Faixa de areia mais larga.
Análise:
É o trecho mais favorável ambientalmente, com menor percepção de risco por parte da
população.
Possui barreiras naturais mais eficazes contra a erosão, contribuindo para uma classificação
menos crítica.

Vulnerabilidade Ocupação Faixa de


Trecho Observações
IPV Urbana Areia
Maior risco percebido; demanda
Trecho 1 Alta Alta densidade Estreita
intervenções
Zona de transição; sensível a
Trecho 2 Alta / Moderada Média a alta Variável
pressão urbana
Condições mais favoráveis; menor
Trecho 3 Moderada Baixa Larga
percepção de risco

Conclusão

A Praia da Taíba apresenta uma gradiente de vulnerabilidade ao longo de seus


trechos:
Trecho 1 é o mais crítico, com forte ocupação e alta exposição.

Trecho 2 é um ponto de transição, onde ações de contenção podem evitar o


agravamento.

Trecho 3 demonstra a importância de manter áreas com vegetação e menor


ocupação para a mitigação de riscos costeiros.

Esse perfil diferenciado entre os trechos torna a Taíba um caso interessante de


contraste entre zonas críticas e zonas mais resilientes, sendo ideal para políticas de
zoneamento costeiro e planejamento urbano sustentável.
Figura 79 - Mapa do IPV integrado Taíba/SGA

Fonte: Elaborado pelo autor.


VARIÁVEIS
Compreensão da temática
Conflito entre questionamentos

(Questionamentos 9, 10) Quais riscos costeiros percebidos?/ Quais os problemas


ambientais você consegue identificar na localidade (bairro ou orla)? Inseridas em
compreensão do tema - percepção de risco
Mobilização da população
Grau de Exposição às Ondas – Classificação
Ocupação da orla praial/ Decreto 5.300/2005
Avaliação do Dano
Áreas especiais para planejamento
Mapa de percepção de risco

5.6 Análise do Risco Integrado com base no Índice de Vulnerabilidade


Costeira

Nesse cenário serão apresentados detalhamento do questionário e aplicação


metodológica com mapas de integração da vulnerabilidade.

Análise Detalhada da Figura – Vulnerabilidade Socioambiental Costeira (IVSC) –


Praia do Pirambu (Fortaleza/CE)

✅ Descrição Geral da Imagem:


A figura apresenta a classificação do Índice de Vulnerabilidade Socioambiental Costeira
(IVSC) para o bairro Pirambu, localizado na orla de Fortaleza (CE), com foco em três trechos
de análise identificados por estrelas amarelas:
Trecho 1: Leste
Trecho 2: Centro
Trecho 3: Oeste
As áreas são classificadas com cores:
🔴 Vermelho – Vulnerabilidade Alta
🟡 Amarelo – Vulnerabilidade Moderada
A base cartográfica mostra:
A orla marítima com faixas de areia e espigões.
O adensamento urbano elevado.
Divisão do bairro Pirambu e parte do Cristo Redentor.

📍 Análise Detalhada por Trecho:


🟨 Trecho 3 – Oeste (Cristo Redentor)
Classificação dominante: Moderada (🟡), com pequenas áreas de Alta (🔴) próximas aos
espigões.
Características:
Presença de faixa de areia mais larga.
Vegetação costeira pontual.
Urbanização adensada, mas com algum recuo das construções.
Infraestrutura de contenção (espigão) na extremidade oeste.
Implicações: Apesar da ocupação densa, o trecho ainda apresenta certa resiliência costeira.

🔴 Trecho 2 – Centro (Pirambu Central)


Classificação dominante: Alta (🔴).
Características:
Grande densidade populacional.
Estreitamento da faixa de areia.
Presença de espigão costeiro, indicando intervenção contra erosão.
Conflito direto entre ocupação urbana e faixa litorânea.
Implicações: Vulnerabilidade elevada devido à pressão antrópica direta sobre a linha de costa.

🔴 Trecho 1 – Leste (Pirambu)


Classificação dominante: Alta (🔴), com exceções muito pontuais de área moderada.
Características:
Urbanização intensa e consolidada junto à faixa costeira.
Infraestruturas costeiras (espigões) visíveis.
Faixa de areia estreita ou ausente.
Implicações: Maior grau de vulnerabilidade entre os três trechos, sem margem para absorção
de impactos ambientais.
Critério Trecho 3 (Oeste) Trecho 2 (Centro) Trecho 1 (Leste)
Classificação dominante Moderada Alta Alta
Presença de espigões Sim Sim Sim
Faixa de areia Mais larga Estreita Estreita ou inexistente
Ocupação urbana Adensada com recuo Muito adensada Muito adensada
Potencial de mitigação Moderado Baixo Baixíssimo
Risco socioambiental Médio Alto Altíssimo

Conclusão

A análise do IVSC demonstra que a praia do Pirambu enfrenta um cenário


crítico, sobretudo nos Trechos 1 e 2, onde há urbanização intensa, estreitamento da faixa
costeira e ocupação em áreas de risco. A presença de espigões indica tentativas anteriores de
controle da erosão, mas a eficácia é limitada diante do adensamento populacional e da
ausência de planejamento costeiro integrado.

O Trecho 3 ainda apresenta potencial de gestão preventiva, desde que se


implemente infraestrutura verde, ordenamento do uso do solo e ações educativas voltadas
à proteção costeira e adaptação climática.
Figura 80 - Mapa IVSC Pirambu/Fortaleza (significado da sigla IVSC)

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura mostra o mapeamento da vulnerabilidade socioambiental costeira (IVSC)
para a Praia do Pacheco, no município de Caucaia, Ceará, com a classificação dos níveis de
vulnerabilidade ao longo do litoral urbano em três trechos:

Trecho 1: Leste
Trecho 2: Central
Trecho 3: Oeste
A categorização do IVSC é representada por cores:
🟡 Amarelo – Vulnerabilidade Moderada
🟠 Laranja – Vulnerabilidade Alta
🔴 Vermelho – Vulnerabilidade Muito Alta
As áreas são delimitadas com base na ocupação costeira e nos aspectos socioambientais,
conforme indicado na legenda.

📍 Análise Detalhada por Trecho:


🔴🟠 Trecho 1 – Leste
Classificação dominante: Vulnerabilidade Alta (🟠), com trechos de Muito Alta (🔴).
Características:
Urbanização densa e próxima da linha de costa.
Presença mínima ou inexistente de faixa de areia.
Vegetação costeira escassa.
Infraestruturas (possivelmente casas e construções) muito próximas ao mar.
Implicações: Alto risco de impacto por eventos climáticos, com baixa resiliência ambiental e
alto grau de exposição populacional.

🟠🟡 Trecho 2 – Centro
Classificação dominante: Vulnerabilidade Alta (🟠), com trechos Moderados (🟡).
Características:
Área com urbanização mais espaçada.
Faixa de areia mais contínua em comparação ao trecho leste.
Vegetação esparsa ainda presente.
Acesso e ocupação menos intensos.
Implicações: Risco relevante, mas com margem para medidas mitigadoras. Presença de áreas
com menor pressão antrópica.
🟡🟠 Trecho 3 – Oeste
Classificação mista: Predominância de Vulnerabilidade Moderada (🟡), com faixas pontuais de
Alta (🟠).
Características:
Faixa de areia mais larga.
Urbanização mais dispersa e afastada da linha de costa.
Presença de vegetação de restinga em algumas áreas.
Implicações: Melhor condição socioambiental entre os três trechos. Ainda há risco, mas com
maior capacidade de resposta e recuperação.
Critério Trecho 3 (Oeste) Trecho 2 (Centro) Trecho 1 (Leste)
Classificação dominante Moderada Alta Alta
Presença de espigões Sim Sim Sim
Faixa de areia Mais larga Estreita Estreita ou inexistente
Ocupação urbana Adensada com recuo Muito adensada Muito adensada
Potencial de mitigação Moderado Baixo Baixíssimo
Risco socioambiental Médio Alto Altíssimo

Conclusão

A vulnerabilidade socioambiental da Praia do Pacheco varia significativamente


entre os trechos. O Trecho 1 apresenta as condições mais críticas, com risco muito elevado
decorrente da urbanização desordenada junto ao mar e ausência de barreiras naturais.

O Trecho 2 mostra um cenário de transição, com possibilidade de medidas de


contenção e manejo ambiental, enquanto o Trecho 3 tem as melhores condições relativas,
podendo servir como modelo para ações de recuperação ambiental e planejamento urbano
costeiro sustentável.
Figura 81 - Mapa IVSC Pacheco/Caucaia

Fonte: Elaborado pelo autor.


A figura 98 representa o Índice de Vulnerabilidade Socioambiental Costeira
(IVSC) para a Praia da Taíba, no município de São Gonçalo do Amarante, litoral do Ceará. A
análise está dividida em três trechos ao longo da costa:

Trecho 1 (Leste)
Trecho 2 (Central)
Trecho 3 (Oeste)
O mapeamento classifica os trechos conforme os níveis de vulnerabilidade socioambiental:
🟡 Moderada
🟠 Alta

📍 Análise Detalhada por Trecho:


🔸 Trecho 1 – Leste
Classificação predominante: Vulnerabilidade Moderada (🟡), com pequenas áreas de Alta (🟠)
na extremidade leste.
Características:
Presença de vegetação próxima à praia.
Construções próximas à faixa costeira, porém espaçadas.
Faixa de areia visivelmente contínua e de largura razoável.
Implicações: Apesar de áreas críticas pontuais, há relativa estabilidade ambiental. A
vulnerabilidade alta se concentra em locais com maior interferência antrópica.

🔸 Trecho 2 – Centro
Classificação dominante: Vulnerabilidade Moderada (🟡).
Características:
Faixa de areia preservada e contínua.
Construções afastadas da linha de costa.
Menor densidade de ocupação urbana.
Implicações: Menor risco socioambiental em comparação aos demais. Indica boa resiliência
natural e baixa pressão humana direta.

🔸 Trecho 3 – Oeste
Classificação predominante: Vulnerabilidade Moderada (🟡).
Características:
Trecho amplo com pouca ou nenhuma intervenção direta nas áreas costeiras.
Presença visível de vegetação e áreas verdes entre construções e o mar.
Urbanização dispersa e não contínua.
Implicações: Melhor condição socioambiental geral dos três trechos, com maior capacidade
de adaptação e menor pressão antrópica.

Trecho 2
Critério Trecho 1 (Leste) Trecho 3 (Oeste)
(Centro)
Classificação
Moderada com Alta Moderada Moderada
dominante
Larga e pouco
Faixa de areia Larga, porém ocupada Larga e contínua
ocupada
Densidade de ocupação Moderada Baixa Baixíssima
Presente, porém
Vegetação costeira Mais preservada Abundante
reduzida
Intervenções antrópicas Visíveis Poucas Quase inexistentes
Risco socioambiental Localmente alto Baixo Muito baixo

Conclusão:

A Praia da Taíba apresenta, em geral, baixo índice de vulnerabilidade


socioambiental, com predominância da categoria "Moderada" ao longo dos três trechos
analisados. Apenas pequenas porções de vulnerabilidade alta são observadas no Trecho 1, que
se destaca como o ponto mais crítico da área.

Comparativamente:
Trecho 3 é o mais estável, com baixa ocupação e vegetação significativa.
Trecho 2 apresenta boas condições com menor urbanização.
Trecho 1 é o mais vulnerável devido à maior presença de construções e proximidade com a
linha de maré.
Figura 82 - Mapa IVSC Taíba/SGA

Fonte: Elaborado pelo autor.


Quadro comparativo
Critério Taíba Pirambu Pacheco
São Gonçalo do
Município Fortaleza Caucaia
Amarante
Trechos de análise 3 (Leste a Oeste) 3 (Leste a Oeste) 3 (Leste a Oeste)
IPV predominante Alta e Moderada Alta e Moderada Predominantemente Alta
Trecho 1 (Alta –
Trecho mais Trecho 1 (Alta – Todos os trechos com Alta
presença de
crítico ocupação densa) vulnerabilidade
espigões)
Trecho 3 Trecho 3 Nenhum com
Trecho menos
(Moderada – (Moderada – classificação abaixo de
vulnerável
vegetação costeira) proteção parcial) Alta
Variável (mais Muito densa e Moderada, com
Ocupação urbana
densa no leste) consolidada crescimento recente
Larga no oeste, Estreita ao longo de Estreita e com trechos de
Faixa de areia
estreita no leste toda a costa recuo acentuado
Intervenções Diversos espigões e Sem obras visíveis de
Poucas
costeiras visíveis estruturas fixas contenção costeira
Exposição às ondas Moderada Alta Alta
Potencial de Baixo (área já Médio (área em
Médio a Alto
manejo preventivo urbanizada e rígida) desenvolvimento)
Presença de áreas Vegetação costeira Escassa, mas com terrenos
Muito limitada
naturais em Trecho 3 ainda sem uso

Síntese Final
Taíba apresenta uma vulnerabilidade setorizada, com zonas de risco elevado, mas
também boas oportunidades para manejo sustentável, especialmente no Trecho
3, onde a vegetação e a menor ocupação contribuem para a resiliência costeira.
Pirambu, inserido em área urbana consolidada de Fortaleza, enfrenta altíssima
vulnerabilidade estrutural e social. Os espigões presentes indicam ações reativas
ao invés de preventivas, com risco elevado à ocupação próxima.
Pacheco é a praia com vulnerabilidade alta contínua, mas com potencial de
gestão preventiva, visto que ainda há áreas não densamente ocupadas. Intervenções
bem planejadas poderiam mitigar o avanço erosivo.

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