Ostrogodos
Os ostrogodos eram um ramo dos godos,
povo germânico que, segundo Jordanes,
surgiu na região meridional da Escandinávia.
Esse povo originalmente era um povo
unificado mas acabou por dividir-se em dois
ramos: visigodos (que significa "godos do
oeste") e ostrogodos (que significa "godos do
leste"). Nenhuma outra fonte primária Palácio de Teodorico, o Grande em Ravena,
mosaico na Basílica de Santo Apolinário Novo
menciona esta longa migração, que poderia
ter-se iniciado no Báltico ou no mar Negro e é
possível que os godos tenham se desenvolvido como um povo distinto dos demais bárbaros nas fronteiras
do Império Romano.[1] Os godos, segundo Jordanes, se distinguiam por usarem escudos redondos e
espadas curtas e obedecerem fielmente a seus reis.
A única fonte da história inicial dos godos é a Gética de Jordanes (publicada em 551), um resumo de
Libri XII De Rebus Gestis Gothorum,[2] história escrita por Cassiodoro, em doze volumes, por volta de
530. A obra de Cassiodoro perdeu-se e Jordanes nem mesmo deve tê-la em mãos para consulta, portanto
esta fonte primária deveria ser considerada com cuidado. Cassiodoro estava no lugar certo para escrever
sobre os godos, por ser ele um dos principais ministros de Teodorico, o Grande, que certamente havia
ouvido algumas das canções góticas que falavam de suas origens tradicionais.
História
Origens
Os ostrogodos surgiram nas fronteiras do Império Romano a partir das invasões hunas na região do mar
Negro. Até então visigodos e ostrogodos não haviam se dividido e estavam sob o poder do rei
Hermenerico. Com as primeiras invasões hunas o rei se suicidou e outros dois reis surgiram para sucedê-
lo: Vitimiro (governou os ostrogodos) e Fritigerno (governou os visigodos).
Vitimiro foi eleito em um momento em que o povo ostrogodo vivia em situação muito precária, tendo de
suportar diversas derrotas frente aos hunos. Em 376, os ostrogodos sofreram uma derrota terrível, na qual
morreu o próprio Vitimiro. Como o filho de Vitimiro, Viderico, era uma criança, os generais Alateu e
Safrax assumiram a regência até que ele completasse 21 anos. Após a derrota em mãos hunas, os
ostrogodos dirigidos por Safrax e Alateu se dirigiram junto com os visigodos até o Dniestre, e mais
adiante em direção ao Danúbio e ao Império Romano, porém outro grupo importante foi submetido pelos
hunos.
Alateu e Safrax aderiram à revolta de Fritigerno e com ele participaram da Batalha de Adrianópolis em
378. Após esse período a única coisa que sabe sobre os três é que foram instalados junto com seu povo
pelo imperador Graciano na Panônia. Até o ano de 453, as únicas referências aos ostrogodos são as
informações das ajudas militares destes ao Império Huno, principalmente na Batalha dos Campos
Cataláunicos (451).
Em 453, com a morte de Átila, os godos Valamiro, Videmiro e Teodomiro começaram uma revolta contra
os hunos que acabaria causando em 454, com a Batalha de Nedau, a libertação do povo ostrogodo das
mãos hunas. Em 454 os ostrogodos libertos foram junto dos três revoltosos para a Panônia onde
formaram um reino ostrogodo. Esta região como já mencionado já estava sendo habitada pelos godos que
fugiram dos hunos anos antes.
Valamiro, Videmiro e Teodomiro tornaram-se reis dos godos compartilhando o poder e o título.
Uma disputa relativa a certos impostos anuais levou Valamiro a dirigir um exército de ostrogodos contra
Constantinopla (459 – 462), onde o imperador bizantino Leão I, o Trácio (r. 457–474) prometeu um
pagamento anual de ouro para satisfazê-lo. Durante um ataque contra os citas, Valamiro caiu de um
cavalo e morreu (465).
Após a guerra contra hérulos, gépidas e citas pelo controle da Panônia, Videmiro se dirigiu com uma
porção de ostrogodos até a Itália, em 473. Ali, o imperador Glicério os aconselhou a dirigir-se a Gália
junto com seus parentes visigodos.
Desde então, Teodomiro, que era o maior dos irmãos, ficou como único rei dos ostrogodos da Panônia.
Casou-se com Erelieva, com que teve dois filhos: Teodorico, o Grande e Amalafrida. Quando Teodomiro
morreu em 474, seu filho Teodorico o sucedeu como rei.
Reino dos ostrogodos na Itália
Não muito depois de Teodorico se tornar rei, ele e Zenão concluíram um acordo que beneficiava os dois
lados. Os ostrogodos precisavam de um lugar para viver, e Zenão estava tendo sérios problemas com
Odoacro, rei dos hérulos, que tinha causado a queda do Império Romano do Ocidente em 476. Ainda que
formalmente fosse um vice-rei do imperador Zenão, Odoacro estava ameaçando territórios bizantinos e
não respeitava os direitos dos cidadãos romanos na Itália. Com o encorajamento de Zenão, Teodorico
invadiu o reino de Odoacro.
Teodorico chegou com seu exército à península Itálica em 488, onde venceu a Batalha de Isonzo (489), a
Batalha de Milão (489) e a de Adda, em 490. Neste mesmo ano Ravena foi assediada. O cerco durou três
anos e foi marcado por dezenas de ataques de ambos os lados. No final, nenhum dos lados pode
prevalecer de forma conclusiva, e assim em 2 de fevereiro de 493, Teodorico e Odoacro assinaram um
acordo que garantiu a supremacia de ambos. Um banquete foi organizado para celebrar o tratado. Foi
nesse banquete que Teodorico matou Odoacro com as próprias mãos.
Como Odoacro, Teodorico era formalmente apenas um vice-rei para o imperador romano em
Constantinopla. Na realidade, ele agia com independência, e o relacionamento entre o imperador e
Teodorico era de iguais. Contudo, diferentemente de Odoacro, Teodorico respeitava o acordo que tinha
feito e permitia que os cidadãos romanos dentro do seu reino fossem submetidos à lei romana e ao
sistema judicial romano. Os ostrogodos, por enquanto, viviam sob suas leis e costumes.
Teodorico foi um governante hábil, que soube
conservar o equilíbrio entre as instituições
imperiais e as tradições bárbaras. Homem
culto, educado na corte de Constantinopla,
capital do Império Romano do Oriente,
conseguiu ganhar a simpatia da aristocracia
romana, cujos privilégios anteriores respeitou,
e do povo, que assistia satisfeito à realização
de obras públicas para a reconstrução e
modernização de Roma. Ao que parece, Mapa do reino Ostrogodo no seu auge, sob Teodorico, o
Teodorico alimentava o projeto de fundar um Grande
império godo que impusesse seu domínio
sobre o resto do mundo bárbaro. Para isso,
manteve contato com outras tribos godas e estabeleceu vínculos familiares com os francos, os vândalos e
os burgúndios.
Após sua morte em Ravena, em 526, Teodorico foi sucedido pelo seu neto Atalarico. Atalarico foi
inicialmente representado por sua mãe, Amalasunta, que atuou como rainha regente de 526 a 534.
Não suportando a regência de uma mulher, a educação romana ministrada ao rapaz, o tratamento
obsequioso de Amalasunta em relação a Bizâncio, nem tampouco seu espírito conciliador com os
romanos, a nobreza gótica decide tirar-lhe o filho e educá-lo segundo os costumes de seu povo.
O jovem, no entanto, não resistiu a isso e morreu em 534. Amalasunta, que queria manter o poder,
desposou Teodato, um dos chefes do partido nacional.
Teodato exilou a esposa no lago de Bolsena e ordenou sua morte em 535. O assassinato de Amalasunta
foi usado pelo imperador bizantino Justiniano I para não reconhecer a legitimidade do reinado de Teodato
e invadir a Itália. A "reconquista" da Itália pelo Império Bizantino levaria quase duas décadas e seria mais
destruidora que as invasões bárbaras dos dois séculos anteriores. Esse período foi denominado de Guerra
Gótica.
A ação bélica iniciou-se com a invasão do sul da Itália. Depois que Belisário, general do Império Romano
do Oriente, conquistou Nápoles em 536, Teodato foi entregue ao seu povo godo, que elegeu Vitige como
seu sucessor. O novo rei ordenou a morte de seu antecessor.
Em 535, o exército bizantino de Justiniano I tinha conquistado a Sicília sob o comando do general
bizantino Belisário que naquele momento estava no sul da península Itálica. Vitige reorganizou o exército
e em 537 assediou Roma fazendo cortar todos os aquedutos que levavam água à cidade. Em março de
538, foi obrigado a interromper o assédio para retomar as operações militares no norte da Itália onde o
general João estava rapidamente aproximando-se de Ravena.
Em 540, Belisário atacou Ravena, a capital dos ostrogodos. Vitige foi feito prisioneiro e levado a
Constantinopla onde morreu sem herdeiros. Seu sucessor foi Ildibaldo, elegido pelo povo.
Ildibaldo reinou somente um ano antes de ser morto por um gépida num banquete no palácio. Ildibaldo
era um visigodo, sobrinho de um dos reis visigodos da Espanha. Seu sucessor foi Erarico.
Erarico, um rúgio, foi eleito rei dos ostrogodos em junho de 541, depois do assassinato de Ildibaldo. Os
godos, porém, cansados e irritados com sua inaptidão e acreditando que ele tivesse feito acordos secretos
com os bizantinos, ofereceram a coroa ao sobrinho de Ildibaldo, Tótila. Depois de cinco meses de
reinado, Erarico foi eliminado por uma conspiração.
O seu objetivo foi a de contrapor-se à política do imperador
bizantino Justiniano I, que visava à posse da Itália. Tótila teve
inicialmente muito sucesso, aproveitando-se do fato que as
tropas de Justiniano I no Império Romano do Oriente estavam
empenhadas desde 540 em uma guerra contra os sassânidas
da Pérsia. Conseguiu notáveis sucessos no campo de batalha
assediando e saqueando Alatri em 543, recrutou camponeses
para reforçar o exército, e conseguiu conquistar a cidade de
Roma por duas vezes (ao fim de 546 e ao início de 550),
embora não conseguisse mantê-la por muito tempo.
A primeira vez Tótila assediou Roma em 544. Em 17 de
dezembro de 546 os guardiões se depararam com o exército
ostrogodo e abriram as portas da cidade, consentindo com a
Brincos ostrogodos em estilo policromo
invasão. Roma foi depredada e os seus muros destruídos,
Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque
enquanto os seus habitantes foram perseguidos.
Na primavera de 547, Belisário conseguiu libertá-la, e um
segundo assédio de Tótila em maio do mesmo ano não teve sucesso. No outono de 549, Tótila assediou
Roma pela terceira vez, e conseguiu conquistá-la graças a uma nova traição dos guardiões que abriram as
portas ao seu exército. A cidade teve poucos sobreviventes e o senado romano se transferiu quase
completamente a Bizâncio.
Depois da segunda conquista de Roma, Tótila fez uma campanha de propaganda, na qual pôs em
confronto o estilo de vida dos ostrogodos no tempo de Teodorico, o Grande, com os anos de sofrimento,
da guerra e da política fiscal de Justiniano I. Teve menos sucesso com a política exterior, uma vez que
não conseguiu fazer aliança com os francos.
Em 551, Justiniano I entregou o comando do exército bizantino ao general Narses, e o mandou a libertar a
Itália: as suas tropas entraram na Itália do norte através dos Bálcãs, evitando as linhas defensivas góticas.
Tótila então abandonou Roma, levando consigo 300 jovens reféns escolhidos entre as famílias mais
importantes da cidade.
Em 30 de junho ou 1 de julho de 552, o exército ostrogodo foi derrotado na Úmbria sob as flechas dos
arqueiros do exército de Narses, na Batalha de Tagina. Tótila morreu em batalha ou durante a fuga, e os
ostrogodos se reuniram sob o seu último rei na Itália, Teia.
No seu caminho ao sul da Itália, conseguiu apoio de proeminentes figuras no exército de Tótila para fazer
seu último ataque contra o general bizantino Narses na Batalha de Monte Lactário, ao sul de Nápoles, em
outubro de 552 ou início de 553. O exército ostrogodo foi derrotado novamente. Teia foi morto. Os
sobreviventes se dispersaram ou foram reduzidos à escravidão.
Com esta derrota, a resistência organizada dos ostrogodos terminou. Embora o último nobre ostrogodo,
Widin, tenha se revoltado ao norte da Itália, sendo capturado em 561 ou 562, os ostrogodos caíram na
obscuridade.
Queda
Após a morte de Teodorico, a
30 de agosto 526, as suas
conquistas começaram a
perder força. O sucessor de
Teodorico foi o seu sobrinho
recém-nascido Atalarico,
protegido pela mãe
Amalasunta como regente. A
falta de um herdeiro forte
levou a uma rede de alianças
que levou o estado ostrogótico
à desintegração: o reino
Visigótico recuperou a sua
autonomia sob Amalarico, as
relações com os vândalos
tornaram-se hostis e os francos
iniciaram uma nova campanha
expansionista subjugando os
Império de Teodorico - O mapa mostra os reinos germânicos em 526, ano
em que Teodorico morreu. Além da Itália, da Dalmácia e da Provença,
turíngios, os borgonheses e
reinou também sobre os Visigodos. quase expulsando os visigodos
da sua terra natal, o sul da
Gália.[3] A posição de
predominância que o reino ostrogótico adquiriu graças a Teodorico na Europa Ocidental passou agora
para os Francos.
Não ostentando a regência de uma mulher, nem a educação da civilização romana dada ao menino, nem
as relações obsequiosas de Amalasunta para com Bizâncio, nem o seu espírito conciliador para com os
Românicos, a nobreza dos godos conseguiu arrancar-lhe o filho e educá-lo de acordo com os costumes do
seu povo. No entanto, o jovem Atalarico entregou-se a uma vida de desperdício e excesso, encontrando
uma morte prematura.[4] Então Amalasunta, que queria manter o poder, casou com o seu primo Teodato,
duque de Túscia. Relegou-a, no entanto, para uma ilha no Lago Bolsena, onde a matou em 535. O exílio e
assassínio de Amalasunta foi o casus belli que permitiu a Justiniano invadir a Itália.[5] Teódato tentou
evitar guerra enviando mensageiros a Constantinopla, mas Justiniano já estava pronto para recuperar a
Itália. Só a renúncia ao trono por parte de Teódato e a entrega do seu reino ao império teriam evitado a
guerra.
O general encarregado de dirigir as operações foi Belisarius, que recentemente combateu com sucesso
contra os vândalos, a quem foram confiados 10.000 homens, incluindo comitatensi, foederati e
buccellarii. O general bizantino conquistou rapidamente a Sicília, e depois ocupou Rhegium (Reggio
Calabria) e Nápoles antes de novembro 536. Em dezembro estava em Roma, obrigando o novo rei dos
godos Vitiges que tinha sido recentemente chamado a substituir Teodato a fugir. Permaneceu em Roma
durante muito tempo, graças aos reforços que chegaram de Constantinopla, o general enviou Narsete para
libertar Ariminum (Rimini), e Mundila (que derrotou os Godos em Pavia) para conquistar Mediolanum
(Milão). Os conflitos internos entre Narses e Belisário fizeram com que Milão, cercada, tivesse que
capitular devido à fome , sendo saqueada por 30.000 Godos que, liderados por Uraia, massacraram os
habitantes (539).
Entretanto, os Francos e os Borgonheses chegaram também a Itália,
descendo para o Vale do Pó sob o comando de Teodeberto I. Belisário
conseguiu conquistar Ravena, a capital dos Ostrogodos, e capturar
Vitige, graças a um ardil: fingiu aceitar a oferta dos Godos para se
tornar seu rei para ter as portas abertas e conquistá-la. Após a queda
de Ravena, o tesouro real e a corte foram transferidos para Pavia,
onde Teodorico já tinha construído um Palácio real.[6] Justiniano,
assustado, chamou Belisário de volta à sua terra natal, deixando o
campo aberto aos Godos. Em 541 Totila chegou ao poder, obtendo o
apoio da população italiana graças a uma política agrária de
igualdade, segundo a qual os servos libertos se alistaram em massa no Retrato de Teodato numa das
exército de Totila. Graças a este e outros fatores, reconquistou o norte suas moedas.
de Itália. Totila chegou a Roma, cercando-a e conquistando-a; para a
sua defesa, Belisário foi chamado de volta e este retomou-a em 547. Justiniano, depois de ter chamado
Belisário, lançou uma nova campanha de conquista da Itália em 549 com Germano à frente. Durante a
reconquista de Roma liderada por Narses, Totila foi ferido e morreu pouco depois. O sucessor de Totila
foi Teia que, rapidamente derrotado (552), foi também o último rei dos Godos. A sua derrota, porém, não
determinou a submissão automática das guarnições ostrogóticas, que, embora não elegendo um novo rei,
continuaram uma luta desorganizada, chamando em seu auxílio os franco-alamanos liderados por
Butilino e Leutari : Narses, porém, conseguiu derrotar os franco-alamanos, empurrando-os para a retirada
e ao mesmo tempo obteve a submissão das últimas fortalezas ostrogóticas de Tuscia, Cuma e Conza (553-
555). No entanto, faltava ainda conquistar a região de Transpadane, onde os Godos, liderados por Widin,
não tinham qualquer intenção de se render e obtiveram também o apoio do comandante franco Amingo: a
sua resistência durou até 561/562, quando Narses derrotou Widin e Amingo e subjugou Verona, Pavia[7] e
Brescia, os últimos focos de resistência.
O pragmática sanção de 554 colocou todos os territórios de Itália sob a legislação do Império Bizantino e
restabeleceu todos os proprietários das terras alienadas pelo "impuro" Totila em favor dos agricultores. Os
ostrogodos, após a vitória bizantina, praticamente desapareceram, sendo dispersos ou alistados como
mercenários para servir no Oriente no exército bizantino, enquanto poucos permaneceram em Itália; a
Igreja Ariana foi perseguida e muitos ostrogodos foram convertidos ao catolicismo, apenas para serem
reabsorvidos pelos lombardos.
Lista de reis ostrogodos
454-473 : Videmiro
375-376 : Vitimiro
454-474 : Teodomiro
376-? : Viderico (sob regência de Alateu e
Safrax) 474–526 : Teodorico, o Grande
454-465 : Valamiro 526–534 : Atalarico
534–535 : Amalasunta 541–541 : Erarico
535–536 : Teodato 541–552 : Tótila
536–540 : Vitige 552–553 : Teia
540–541 : Ildibaldo
Referências
1. KULIKOWSKI, Michael (2008). Guerras Góticas de Roma. 1 1 ed. São Paulo: Madras.
246 páginas. ISBN 978-85-370-0437-1
2. SMITH, W. Cassiodorus
3. Bury (1923), Cap. XVIII, p. 161
4. John Bagnell Bury (1923), History of the Later Roman Empire, Vols I & II., Chap . XVIII, pp.
159-160
5. Procopio di Cesarea, De Bello Gothico I, 5.1
6. Brandolini, Filippo. «Pavia: Vestígios de uma Civitas medieval» ([Link]
4311218/Pavia_Vestigia_di_una_Civitas_altomedievale) (em inglês). Consultado em 1 de
junho de 2019
7. Majocchi, Piero. «Piero Majocchi, Sviluppo e affermazione di una capitale altomedievale:
Pavia in età gota e longobarda, "Reti Medievali - Rivista", XI - 2010, 2» ([Link]
[Link]/958195/Piero_Majocchi_Sviluppo_e_affermazione_di_una_capitale_altomedievale_P
avia_in_et%C3%A0_gota_e_longobarda_Reti_Medievali_-_Rivista_XI_-_2010_2_url_http_
[Link].it_index.php_rm_article_view_54_357_). Reti Medievali (em inglês).
Consultado em 1 de junho de 2019
Ligações externas
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