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Exercício II

O exercício calcula a força necessária para a conformação de uma peça, utilizando um coeficiente de resistência de 700 MPa e um expoente de encruamento de 0,2. A força máxima para conformar a peça é determinada como 97,87 kN, enquanto a carga registrada no instante final é de 56,02 kN. As dimensões da peça e a deformação verdadeira são levadas em consideração para os cálculos.

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Exercício II

O exercício calcula a força necessária para a conformação de uma peça, utilizando um coeficiente de resistência de 700 MPa e um expoente de encruamento de 0,2. A força máxima para conformar a peça é determinada como 97,87 kN, enquanto a carga registrada no instante final é de 56,02 kN. As dimensões da peça e a deformação verdadeira são levadas em consideração para os cálculos.

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Centro Universitário de Brusque – UNIFEBE

Disciplina: Tecnologia Mecânica II. Professor: Luciano Pinotti


Acadêmico: Danilo de Souza. Curso: Engenharia Mecânica.

Exercício 2: Calcular a força para a conformação da peça do exercício 1 [Imagem 1]:


Imagem 1: peça para exercício de conformação.

Utilizar o coeficiente de resistência C = 700 Mpa e o expoente de encruamento n =


0,2. Relembrando as dimensões da cota A = 17,32 mm, cota B = 10 mm, cota L1 = 60 mm e a
deformação verdadeira calculada no exercício anterior de 1,098.
Inicialmente pode-se utilizar a fórmula:
n
Kf =C .φ
Onde,
Kf = tensão média de conformação;
C = coeficiente de resistência;
φ = deformação verdadeira;
n = expoente de encruamento.
Considerando as dimensões da peça informada, podemos tomar a tensão média como força
pela área, então:
F n
=C . φ
A
Isolando e substituindo:
0 ,2 π . 10 ²
F=700 . 1.098 .( )
4
Assim:
F=56015 , 5 N
F=56 , 02 kN
Para 56,02 kN a força calculada é resultado no instante final no processo, caso
considere-se a área inicial não torna verdadeira para justificar uma força maior, por conta da
região elástica que já deformará a seção antes de entrar na região plástica. Portanto para
determinar a força máxima para conformar essa peça é preciso relacionar a área com a
deformação.
Como:
l
φ=ln ⁡( )
l0
E:
A 0 . l 0= A . l
Isolando e substituindo:
ln ( l )=φ ln (l 0 ¿ )¿
φ
l=e .l 0
φ
A0 . l 0= A .(e . l 0 )
A0 −φ
A= φ
= A0 . e
e
Então:
F n
=C . φ
A
F n
−φ
=C . φ
A0 . e
n −φ
F=C . φ . A0 . e
Deste modo é necessário determinar a força máxima, que acontece quando sua
variação em relação à deformação é nula. Para isso será derivada a equação anterior em
função de φ :
Pode-se simplificar a equação F ao aplicar logaritmo em função do logaritmo de φ :
ln F(φ)=ln ( C . A 0 ) +n . ln . φ−φ
Então derivar:
d
lnF =0

d n
lnF = −1=0
dφ φ
Assim:
1 . φ=n
Logo o máximo F acontece quando φ=n . Assim pode-se encontrar a seguinte
equação:
n −n
F máx=C . n . A 0 . e
Calculando:
2
0 ,2 π . 17 , 32 −0 , 2
F máx=700 . 0 , 2 .( ). e
4
F máx=97865 ,76 N
F máx=97 , 87 kN
E essa carga máxima acontece na seção com área e Ø na deformação igual ao
expoente de encruamento, conforme φ = n, como:
−φ
A=A 0 . e
Tem-se:
A(φ)= A0 . e−n
Conclui-se:
2
π .17 ,32 −0 ,2
A(φ)=( ). e
4
A(φ)=192 , 9 mm ²
0 ,5
192 , 9 . 4
Ø=( )
π
Ø=15 , 67 mm
O resultado, então, é uma força máxima de 97,87 kN, necessária para conformar essa
peça, que será registrada ao atingir a deformação da seção conformada com diâmetro de 15,67
mm. No instante final a carga registrada será de 56,02 kN para o diâmetro final de 10 mm.

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