0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações17 páginas

Grupo Educacional Faveni: Educação Inclusiva

O trabalho de Denise de Melo Weber discute a importância da educação inclusiva, destacando as políticas e leis que garantem os direitos de crianças com deficiência nas instituições de ensino. O artigo enfatiza a necessidade de adaptações curriculares e a presença de profissionais qualificados para promover a inclusão e a convivência social entre alunos com e sem deficiência. A pesquisa também aborda a importância do Atendimento Educacional Especializado e a evolução histórica da educação inclusiva no Brasil.

Enviado por

pattyromio
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações17 páginas

Grupo Educacional Faveni: Educação Inclusiva

O trabalho de Denise de Melo Weber discute a importância da educação inclusiva, destacando as políticas e leis que garantem os direitos de crianças com deficiência nas instituições de ensino. O artigo enfatiza a necessidade de adaptações curriculares e a presença de profissionais qualificados para promover a inclusão e a convivência social entre alunos com e sem deficiência. A pesquisa também aborda a importância do Atendimento Educacional Especializado e a evolução histórica da educação inclusiva no Brasil.

Enviado por

pattyromio
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

GRUPO EDUCACIONAL FAVENI

Denise de Melo Weber

Educação Inclusiva

Vale Verde
2024

Denise de Melo Weber

GRUPO EDUCACIONAL FAVENI

Educação Inclusiva

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado à Faculdade Futura – Grupo
Educacional Faveni, como requisito parcial para
obtenção do título de Graduação.

Orientador: Prof. DsC. Ana Paula


Rodrigues

Vale Verde
2024
EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Autor1, Denise de Melo Weber

RESUMO
O artigo busca refletir, sobre as políticas de inclusão, as novas leis que veem sendo
criadas e defendidas em documentos nacionais e internacionais e outras leis já
existentes, onde diz que toda criança portadora de algum tipo de deficiência tem
seus direitos garantidos e assegurados na instituição de ensino. A instituição precisa
adaptar o seu currículo pedagógico, como também fazer uma estruturação
adequada para o aluno com deficiência, conforme suas necessidades. Conforme
aborda-se no artigo a inclusão no ambiente escolar, sendo fundamental o
profissional qualificado para trabalhar com alunos com necessidades educacionais
especiais. Destaca-se então o Atendimento Educacional Especializado, uma sala de
recursos para ajudar nas dificuldades e necessidades apresentadas pelo aluno
portador de alguma deficiência, seria no turno oposto da aula do aluno. Relata- se
um pouco da história da educação inclusiva, como era antigamente, as crianças que
nasciam com alguma deficiência eram chamadas de doentes e retardas, muitas
eram abandonadas ou eram atiradas em penhascos altos, a muitos anos atrás elas
não iam a escola, não existia leis para proteger as crianças portadoras de algum tipo
de deficiência, como existe atualmente, elas eram discriminadas e negligências.

PALAVRAS-CHAVE: Professor. Inclusão. Adaptações Curriculares. Instituição.


INTRODUÇÃO

O presente trabalho abordou o tema ‘’ Educação Inclusiva’’, destaca-se assim


a importância da criança portadora de alguma deficiência ser matriculada e ter seus
direitos garantidos e assegurados em uma instituição de qualidade, com adaptações
curriculares e profissionais qualificados.
O objetivo geral da educação inclusiva tem como foco o Atendimento
Educacional Especializado (AEE) que tem por finalidade desenvolver as
potencialidades e estimular o senso crítico dos estudantes, sua competência pessoal
e as habilidades da pessoa com deficiência em qualquer que seja a natureza de sua
deficiência, desta forma garantindo, a valorização, o respeito da pessoa humana.
O ambiente escolar tem como objetivo do aluno com necessidades especiais,
permitir a convivência e a integração social favorecendo a diversidade. Sendo assim
a convivência com colegas com deficiência e os alunos sem deficiência podem
desenvolver a compreensão, o respeito e aprender a considerar como naturais as
semelhanças e as diferenças entre os indivíduos.
Os objetivos específicos seriam, planejamento e organização das estratégias
para aprendizagem na Educação Inclusiva, avaliações diferenciadas para alunos
com necessidades especiais, proporcionar novos desafios para o aluno incluso,
promover integração e socialização com os demais alunos e a importância do
professor adequar seu planejamento conforme as necessidades do aluno. Desta
forma destaca-se “Qual a importância de trabalhar Educação Inclusiva no ambiente
Escolar’’?
Justifica- se a importância do trabalho em questão da Educação Inclusiva,
baseando-se no Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca) conforme a lei n°
8.069/90, artigo 55 reforçando os dispositivos legais para matrícula no ensino
regular. A LDB, lei n° 9.394/96 no artigo 59, os sistemas de ensino devem garantir
para os alunos currículos adaptados, métodos e recursos diferenciados, e
organização para melhor atender suas especialidades. A lei n° 7.853/89, dispõe de
Políticas Nacionais para a integração da Pessoa Portadora de Deficiência e define
como modalidade a todos os níveis de ensino, fortalecendo a atuação complementar
da educação especial nas escolas.

4
Nesse pressuposto a escola como uma instituição educacional exerce um
papel fundamental na Educação Inclusiva, pois com suas técnicas de aprendizagem
sendo responsável pelo desenvolvimento das habilidades, necessidades e
dificuldades apresentadas pelo aluno. A sala de recursos seria uma parte do
processo de Inclusão, no contexto escolar, enfocando seus objetivos e a sua
organização.
As dificuldades das crianças com necessidades especiais podem ser sanadas
através de técnicas adotadas e aperfeiçoadas que podem ser utilizadas de
ferramentas como jogos didáticos direcionados para a educação especial, a
ludicidade é outra técnica que favorece na construção da identidade social do aluno
portador de necessidades especiais.
Ressaltamos então a importância da inserção do aluno portador de
necessidades especiais em uma classe regular de ensino, com profissionais
capacitados para atual na área, levando em consideração que a instituição tem a
função de proporcionar a integração e a socialização dos educandos, independente
das condições que apresentem ter.
Está pesquisa foi feito com bases em materiais bibliográficos (textos
educacionais) através de autores como Antunes, Sassaki, Carvalho, sanches, Paulo
Freire, Jannuzi, Stainback, Souza, Kirk e Vigotski ,que salientam a importância de
trabalhar Educação Inclusiva. A interação e a socialização são fundamentais no
processo de desenvolvimento, expressando como é fundamental a instituição e os
profissionais acolher o aluno com necessidades especiais.
A inclusão de alunos que apresentam, necessidades educacionais especiais
vêm tentando chamar a atenção da sociedade e toda comunidade escolar com este
novo modelo de escola, todos os alunos devem estar incluídos nas salas de aulas,
do ensino regular. O movimento faz com que a instituição reflita sobre princípios
desse paradigma, que vai desde a convivência com esses alunos até a organização
de todo o trabalho pedagógico da escola.

5
DESENVOLVIMENTO

2.1 EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO AMBIENTE ESCOLAR

Conforme a lei 13.146/2015 que assegura os estudantes com deficiência


tendo seus direitos garantidos na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com
Deficiência, a instituição exerce um papel fundamental na Educação Inclusiva, o
ambiente escolar deve estar apto para receber e acolher todos os alunos com
necessidades especiais, tendo assim metas para trabalhar com alunos que
necessitam de cuidados e necessidades especiais para uma Educação Inclusiva de
qualidade, as concepções de aprendizagem e de ensino devem ser sempre
revisadas.
A compreensão da aprendizagem onde devemos ter claro que todo aluno é
capaz de aprender. Os alunos, no entanto, não têm o mesmo tempo de
aprendizagem e traçam diferentes caminhos para aprender. Cabe ao professor
disponibilizar o melhor do ensino e as mais variadas atividades, e cabe ao aluno a
liberdade de escolher a tarefa que lhe interessa. O ensino democrático é aquele que
considera as diferenças de opiniões, de interesses, de necessidades, de ideias e de
escolhas.
A Educação Inclusiva é a transformação para uma sociedade, um processo
para a participação de todos os alunos nas instituições de ensino. Trata-se de uma
reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas, de
modo que estas respondam à diversidade dos alunos. Tendo como objetivo o
crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos os cidadãos:
A educação inclusiva pode ser definida como a prática da inclusão de todos
independentemente de seu talento, deficiência, origem socioeconômica ou
cultural – em escolas e salas de aula provedoras, onde as necessidades
desses alunos sejam satisfeitas (STAINBACK; STAINBACK, 1999, p. 21).

Segundo Vygotski crianças com deficiências se desenvolvem tanto quanto


crianças que não possuem deficiência alguma, apenas de forma e tempos

6
diferentes. O autor deposita grande importância no papel da coletividade para o
desenvolvimento das funções psicológicas superiores, tais como linguagem
racionais, memória lógica, pensamento em conceitos, atenção voluntária, etc.
Cada função psíquica aparece no processo de desenvolvimento da conduta
duas vezes; primeiro, como função da conduta coletiva como forma de
colaboração ou interação, como meio da adaptação social, ou seja, como
categoria interpsicológica e, em segundo lugar, como modo da conduta
individual da criança, como meio da adaptação pessoal, como processo
interior da conduta, que dizer, como categoria intrapsicológica ( VYGOTSKI,
1997 b p. 214).
Segundo Paulo Freire, ensinar não se restringe apenas a simples transmissão
de saberes prontos e cristalizados, mas, se constitui um exercício constante de
autonomia, liberdade e amor ao trabalho. O ato de ensinar permite tanto ao
professor quanto ao aluno agir conforme as suas possibilidades, deixando fluir toda
a sua curiosidade, manifestando todo o potencial da sua criatividade, permitindo-se
simultaneamente ser o sujeito que aprende.
No processo de escolarização inclusivo, o erro deve ser considerado parte
integrante da aprendizagem não pode ser sinônimo de nota baixa ou de caneta
vermelha nas produções de alunos. A aprendizagem sugere dúvidas, acertos, erros,
avanços, descobertas. Sendo assim as dificuldades de aprendizagem escolar,
podem conduzir uma aprendizagem mais lenta da criança vindo do socioeconômico
menos favorecido. Suas fases não são lineares e constituem processos coletivos e 5
ou individuais, daí a importância do grupo e da colaboração entre os alunos da
turma.
A inclusão escolar proporciona para as pessoas com deficiência a
oportunidade de vivenciar experiências, partilhar do mesmo espaço social
educacional com os demais estimulam a aprendizagem colaborativa com contextos
reais, o que as prepara melhor para a vida na comunidade. Os alunos, oportunizam
a troca, a convivência com o diferente, o respeito à diversidade, a sensibilização e a
tolerância. Objetivos estes da educação para a formação humana e a vida em
sociedade. Assim, se entende que a educação inclusiva é benéfica. Os professores
também são beneficiados, já que, com o esforço para atender às mais variadas
necessidades dos alunos, eles desenvolvem e aperfeiçoam suas habilidades.
Para o aluno a ausência da família é considerado um fator que contribui para
as dificuldades de aprendizagem em tal processo, principalmente quando se trata de
uma criança com necessidades especiais. A influência e a participação familiar é

7
decisiva na aprendizagem dos alunos. Os filhos de pais extremamente ausentes
vivenciam sentimentos de desvalorização e carência afetiva, gerando desconfiança,
insegurança, improdutividade e desinteresse, fazendo com que a criança não sinta
vontade de ir à escola e muito menos de descobrir as coisas ou que desperte
alguma curiosidade pelas atividades que lhe são sendo propostas.
Segundo Carvalho ele indica alguns quesitos para uma instituição inclusiva:
valorização profissional, fortalecimento das escolas e do pessoal docente, aplicação
dos professores nas classes especiais, trabalho em equipe, adaptações curriculares.
Em suas palavras:
As escolas inclusivas são escolas para todos, implicando num sistema
educacional que reconheça e atenta as diferenças individuais respeitando
as dificuldades de qualquer dos alunos. Sob está ótica não apenas
portadores de deficiência seriam ajudados e sim todos os alunos que, por
inúmeras causas, endógenas, ou exógenas, temporárias ou permanentes
apresente dificuldades de aprendizagem o no desenvolvimento
(CARVALHO 2004, p.29.
Na perspectiva inclusiva de uma escola de qualidade, os professores não
podem duvidar das possibilidades de aprendizagem dos alunos, mas sim desafiar
eles, passando confiança para o desenvolvimento das atividades. A deficiência de
um aluno não é motivo para que o professor deixe de proporcionar-lhe o melhor nas
práticas de ensino e não justifica um ensino à parte, diversificado, com atividades
que discriminam e que se dizem “adaptadas’’ as possibilidades de entendimento de
alguns. Ele deve partir da capacidade de aprender desses e dos demais alunos,
levando em consideração a pluralidade das manifestações intelectuais.
A inclusão, por exemplo, como uma proposta escolar inovadora, não apenas
respeita e admite a diferença como também a reconhece e a valoriza. O processo de
diferenciação que responde pela produção de identidade móveis consiste sempre
em uma multiplicação, como nos ensina Silva (2005, p.100), porque a diversidade
não é um processo, mas um estado estático. A multiplicidade, por sua vez, é capaz
de produzir as diferenças, que são infinitas e, portanto, irredutíveis a uma identidade
fixada. A diversidade, então reafirma a identidade estática, fixada, ao passo que a
multiplicidade demonstra a diferença que não tem fim. Acolher o outro numa
pedagogia inclusiva é acolhê-lo cuja diferença é infinitamente irredutível. E não
cabe, portanto, nas categorias da deficiência, aprisionar identidade e hierarquizar
pessoas.

8
Quanto ao planejamento, cabe destacar que muitos alunos com necessidades
educacionais especiais necessitam de um Plano Educacional Individualizado, que
seria um programa elaborado para cada criança e desenvolvida interdisciplinarmente
de maneira a valorizar suas capacidades, estabelecer metas e objetivos, delimitar
serviços especiais necessários, orientando a forma de escolarização mais
adequada, bem como os procedimentos de avaliação, desempenho e controle do
mesmo.
É de suma importância incluir todos os alunos com deficiência na qualificação
de equipe de profissionais escolares e dos recursos pedagógicos. Não podemos
falar somente em inclusão escolar de forma passional, devemos debater “quem faz a
escola, sejam professores, coordenadores, diretorias, porteiros, entre outros’’. Sendo
assim não adianta apenas matricular o aluno por força da lei em uma turma de
ensino regular, precisamos mesmo de uma equipe preparada para que a inclusão se
efetive.
É necessário que essa discussão se estenda para que não só os
intelectuais e especialistas saibam que os indivíduos com necessidades
educacionais especiais têm potencialidades, inteligência, sentimentos,
direito a dignidade, mas também que eles têm direito á vida, em todos os
seus aspectos, apesar das limitações que possam ter. Todos nós temos
limitações; é preciso apenas respeitá-las (SOUZA, 2013, p. 162).
O atendimento educacional especializado é diferente do trabalho realizado na
sala de aula comum. Sendo oferecido nas salas de recursos, com poucos alunos,
pelo professor com formação específica e abordando aquilo que é necessariamente,
diferente do ensino escolar com o objetivo de atender as necessidades específicas
do aluno com deficiência ou com altas habilidades e apoiar, complementar e
suplementar os serviços educacionais comuns. O atendimento educacional
especializado que os professores do ensino comum e do ensino especial buscando
soluções que venham beneficiar e favorecer o aluno, respondendo as suas
necessidades e dificuldades de aprendizagem, garantindo o acesso e permanência
na escola e assim combatendo a exclusão.
O professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE), deve dialogar
com o professor da sala comum, sobre o uso de equipamentos e materiais de
acessibilidade e coletando informações a respeito do desenvolvimento na
aprendizagem do aluno. O docente do AEE deve ainda realizar observações dentro
da sala de aula comum da interação do aluno com deficiência com os demais alunos

9
para detectar a necessidade e a avaliação dos recursos. Necessita ainda avaliar a
necessidade de ajudas individuais ou em grupos.
A organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(Unesco) seguem caminho igual e considera uma forma enriquecedora na Educação
no geral. A Constituição Federal estabelece no art. 208 III, que ‘’É dever do estado
garantir o Atendimento Educacional Especializado (AEE), definido pelo decreto
7.611, de novembro de 2011 aos portadores de deficiência, principalmente na rede
regular de ensino’’. Esta determinação foi aprovada por leis sequente como o
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em seu artigo 54 III, de 1990 que
afirma “É dever do estado assegurar à criança e ao adolescente o atendimento
educacional especializado aos portadores de deficiência, na rede regular de ensino”.
A Declaração de Salamanca, de 1994, aprovada na Conferência Municipal de
Educação Especial, abordando como referência da educação para todos, propõe
que pessoas com necessidades educacionais especiais sejam matriculadas na
escola regular, fortalecendo, o propósito do movimento de inclusão, que é a
democratização do ensino, com objetivo de promover o desenvolvimento
progressivo e contínuo da cidadania. No território brasileiro, os pressupostos da
Declaração de Salamanca foram confirmados por meio da Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional- LDBEN (1996).
Desta forma o Ministério da Educação (MEC) aumenta por meio da sua
Secretaria de Educação Especial, uma política que objetiva a integração das
crianças com dificuldades e com necessidades especiais no sistema de ensino,
propondo a inclusão.
Segundo Antunes:
Não é fácil implantar uma nova Pedagogia para combater um mal quando
se admite que ele é enorme. No entanto a inclusão não mais pode permitir
mais retrocessos, pois se apoia na aceitação das diferenças como tributo,
jamais como obstáculo no direito de participar. Parece ter chegado
finalmente a hora de descobrir que é essencial valorizar o que a espécie
humana possui de mais extraordinário – sua formidável diversidade.
(ANTUNES, 2008, p. 18)
Necessitamos então de uma escola que aprenda a refletir criticamente e
pesquisar. Uma instituição que não tenha medo de se arriscar, com coragem o
suficiente para criar e questionar o que está estabelecido, em busca de rumos
inovadores, e em respostas as necessidades de inclusão:
Cabe a escola encontrar respostas educativas para as necessidades de
seus alunos, e nesta busca de respostas para atender a diversidade, o

10
processo pedagógico fica, com certeza, mais rico, propiciando uma melhor
qualidade de educação para todos. É dessa forma que todos se beneficiam
da educação inclusiva, que todos se enriquecem: alunos, professores,
família e comunidade (SASSAKI p.68, 19)
A inclusão vem demonstrar que as pessoas são todas importantes nas
comunidades, e, com isso, a diversidade e as diferenças tornam o meio escolar rico,
possibilitando as aprendizagens para as pessoas portadoras de alguma deficiência
que por qualquer motivo não se adaptam ao sistema escolar e sendo assim são
excluídas. Lima (2006), destaca-se a inclusão como um modo de garantir igualdade
de oportunidades e permitir que alunos com deficiência possam ter diálogos com
outros e estabelecer trocas para construir uma sociedade mais solidária e
consciente da necessidade de inclusão.

2.2 A HISTÓRIA DA INCLUSÃO


Conforme Correia (1997), a história da educação especial antigamente
remonta a idade antiga onde era comum as políticas de exclusão das crianças que
nasciam com algum tipo de deficiência. Na Esparta, antiga Grécia, algumas crianças
deficientes eram abandonadas em montanhas altas e desertas, a própria sorte, e a
maioria morriam de fome ou eram devorados por animais.
Na Roma antiga, as crianças que apresentavam algum defeito, eram atiradas
nos rios mais fundos, ou de penhascos muito altos, por isso muitas crianças
morreram, por consequência de preconceito e discriminação por apresentar algum
tipo de deficiência. Já os egípcios matavam seus deficientes com marretadas na
cabeça e os enterravam nas urnas ou em sarcófagos, crendo que assim, a alma se
purificaria e voltaria em beleza e Inteligência. (CORREIA, 1997).
Já na Europa, na Idade Média, os deficientes eram relacionados aos
demônios e aos atos de feitiçaria, por isso eram perseguidos e mortos. Sendo assim,
fazendo parte da categoria dos excluídos, devendo ser afastados do convívio social
ou ser sacrificado. Havia posições ambíguas: “Uma delas seria a marca da punição
divina, a expiação dos pecados; outra era o respeito a expressão do poder
sobrenatural, ou seja, o acesso as verdades inatingíveis para a maioria”.
(FERREIRA, 1994, p. 67).
No século XVI, os médicos Paracelso e Cardano defenderam a ideia de que
os portadores de deficiência mental eram um problema médico e que acontecia por
uma fatalidade hereditária, passando a chamá-los de cretinos, idiotas, não

11
acreditando que pudessem ser recuperados e educados. Segundo eles, caberia aos
médicos, e não ao clero, a decisão sobre a vida e o destino das pessoas.
As pessoas que apresentavam algum tipo de deficiência, passaram a ser
culpadas pela própria deficiência era entendida, na época medieval como um castigo
de deus pelos pecados cometidos. Segundo Pessotti (1984, p.6). ‘’ Muitos até
falavam que a criança portadora de algum tipo de deficiência é possuído pelo
demônio, o que torna aconselhável o exorcismo com flagelações para expulsá-lo.
Na antiguidade Clássica, as pessoas com deficiência não recebiam nem um
atendimento, sendo negligenciadas e abandonadas. Dessa forma antes mesmo de
ficarem com sua família, em Esparta, eles passavam por uma inspeção do estado
para que se verificasse se as crianças eram saudáveis. Após a inspeção, as
crianças que eram consideradas doentes ou deficientes eram abandonadas até
morrerem.
A educação Inclusiva, que vem sendo programada por meio de Educação
Especial, teve origem nos Estados Unidos, quando a lei de 94.142, de 1975,
resultado de movimentos de pais e alunos com deficiência, que lutaram para o
acesso de seus filhos com necessidades educacionais especiais ás instituições de
qualidades (STAINBAK E STAINBAK, 1999, p.36).
Segundo Sanches (2004) destaca-se que o campo das necessidades de
aprendizagem se desenvolveu nos Estados Unidos e Canadá a partir da reunião em
6 de abril de 1963, com um grupo de pais reunidos com vários profissionais e
pesquisadores começaram a estudar e entender melhor as dificuldades de
aprendizagem, para um desenvolvimento das crianças na escola. Essa reunião foi
apoiada por Samuel Kirk, o pai das dificuldades de aprendizagem; foi ele quem
utilizou o termo dificuldades de aprendizagem (learning de sabilites) pela primeira
vez.
Atualmente as pessoas/estudantes com deficiência conquistaram seus
direitos, mas por muito tempo, eles foram desprovidos dessa realidade. As pessoas
portadoras de algum tipo de deficiência, eram vistos como “doentes” e incapazes,
sempre estiveram em situação de maior desvantagem, ocupando, no imaginário
coletivo, a posição de alvos da assistência social, e não de pessoas com direitos
sociais, entre os quais se incluem o direito à educação.
A educação especial e suas atribuições no século XX:

12
A partir de 1930, a sociedade civil começa a organizar-se em associações
de pessoas preocupadas com o problema da deficiência: a esfera
governamental prossegue a desencadear algumas ações visando a
peculiaridade desse alunado, criando escolas junto a hospitais e ao ensino
regular, outras entidades filantrópicas especializadas continuam sendo
fundadas ,há surgimento de formas diferenciadas de atendimento em
clínicas, institutos psicopedagógicos e outros de reabilitação geralmente
particular a partir de 1500, principalmente, tudo isso no conjunto da
educação geral na fase de incremento da industrialização do BR,
comumente intitulada de substituição de importações, os espaços possíveis
deixados pelas modificações capitalistas mundiais (JANNUZZI, 2004 p.34).
Em 1961, no Brasil, com a homologação da Lei Diretrizes e Bases 4.024/61, a
pessoa portadora de alguma deficiência passou a ser integrada no ensino regular . A
LDB de 1961 dizia em seu artigo 88 que essa integração poderia ocorre quando o
enquadramento fosse possível., nesse caso pode se entender que o atendimento
especial ficava a critério do sistema escolar.
[...] pode – se interpretar que, quando a educação de excepcionais não se
enquadrar no sistema geral de educação, estará enquadrada em um
sistema especial de educação. Neste caso se entenderia que as ações
educativas desenvolvidas em situações especiais estariam á margem do
sistema escolar o “sistema geral de educação’’. (MAZZOTTA, 2003 p 18).
Aos meados de 1970 a institucionalização da Educação Especial em nosso
país, com a preocupação do ensino educacional em garantir o acesso á instituição
aos portadores de deficiências. Iniciativa do CENESP, foram implantados
subsistemas de Educação Especial nas redes públicas de ensino com a criação de
escolas e atendimento especial, assim como projetos de formação de recursos
humanos especializados em níveis, inclusive enviando professores para pós-
graduação. O desenvolvimento de metodologias e técnicas específicas permitiu a
aprendizagem acadêmica desses indivíduos.
A partir de 1990 houve as primeiras preocupações entre profissionais,
familiares, pesquisadores e governos para que acontecesse a inclusão de alunos
com necessidades educacionais especiais nas redes de ensino.
Quando abordamos o tema “necessidades educacionais especiais” sugerimos
que as necessidades especiais precisam de recursos e serviços educacionais dentro
do contexto escolar, o que faz com que os sistemas de ensino e os professores,
busquem novos caminhos para oferecer recursos e serviços. Cada indivíduo,
deixando de lado as terminologias negativas que rotulavam as pessoas portadoras
de alguma deficiência “deficientes”, “anormais”, “retardados”.
A história do percurso das pessoas portadoras de alguma deficiência, pode-se
compreender o motivo pelo qual ainda se acredita que a condição do corpo

13
condiciona o aprendizado da alma. Depois de toda tentativa de conscientização,
ainda não se compreendeu que por pior que seja ser um portador de uma
deficiência, é ser portador de um rótulo de incapacidade.
Abordamos então um breve relato de como era o tratamento das pessoas
com deficiência, marcadas por uma nítida exclusão. Eles possuem seus direitos
garantidos, mediante a uma política nacional, leis e documentos nacionais e
internacionais. No âmbito escolar, esse “resgate” de direitos antes não vivenciados,
passa a exercer uma fundamental importância para mudanças significativas,
favorecendo e efetivando uma educação inclusiva.

MATERIAL E MÉTODOS
A metodologia é “o estudo dos métodos. Isto é, o estudo dos caminhos para
se chegar a um determinado fim”. É a forma que se conduz a pesquisa a fim de se
chegar a determinados objetivos.
Está pesquisa trouxe um conhecimento através do estudo bibliográfico em
torno da Educação Inclusiva buscando nas teorias subsídios, para as pessoas
poderem refletir sobre a sua importância frente a está temática e o grande desafio
que estamos enfrentando. Os estudos foram desenvolvidos com base na pesquisa
bibliográfica, pois é construída a partir do material já elaborado, constituído de livros
e artigos científicos.
A pesquisa bibliográfica é o alicerce para amparar toda pesquisa científica.
Para que possamos avançar um determinado campo de conhecimento é necessário
conhecer aquilo que já foi investigado por outros pesquisadores e quais são as
carências do conhecimento daquele assunto. Sendo assim, a revisão bibliográfica é
essencial para que seja delimitado um problema de pesquisa e para que o
pesquisador forme a ideia mais precisa a respeito do estado atual.
Por vivencias do dia a dia escolhi este assunto para conclusão de curso, já
que é inevitável não falarmos sobre a Educação Inclusiva um assunto que envolve
vários seres humanos que precisam de um olhar especial, pensando desta forma
que resolvi fazer meu Projeto sobre a inclusão. Sendo assim devemos aprofundar
esse assunto a fim de se ter um melhor embasamento teórico. Com a utilização de
autores que falam sobre as necessidades educacionais especiais como, Paulo
Freire, Vigotski, Carvalho, Sassaki, Sanches e Antunes, Jannuzi, Stainback, Souza e

14
Kirk, são autores que tratam e contribuem no processo de inclusão e sistema
educacional.
Este estudo teve como base uma pesquisa bibliográfica, que pretendeu
aprofundar o conhecimento sobre a relação da inclusão no ambiente escolar e a
história da inclusão.
Segundo Barros:
No processo de formação do acadêmico, a pesquisa bibliográfica é de
grande eficácia porque lhe permite obter uma postura científica quanto á
elaboração de informações da produção científica já existente, quanto á
elaboração de relatórios e quanto a sistematização do conhecimento que
lhe é transmitido no dia-a-dia (BARROS, , p. 85).

CONCLUSÃO
Como vimos até aqui o presente trabalho sobre a Educação Inclusiva, só ocorrerá
com a participação e envolvimento dos pais, professores, alunos, gestores e
comunidade. Para criar e construir uma escola inclusiva, precisa-se respeitar as
diferenças, independente se a pessoa apresenta deficiência ou não, ela deve ser
tratada com igualdade, atenção e dignidade, não basta ter seus direitos garantidos,
precisa sentir-se valorizado e acolhido.
Percebe-se que houve um avanço nas escolas de ensino regular para a
inclusão escolar dos alunos portadores de algum tipo de deficiência, fazendo com
que os docentes buscassem novas técnicas pedagógicas, a fim de uma inclusão de
todos no ensino regular, melhorando a confiança, autonomia e independência
desses alunos.
Conforme o artigo científico, é essencial que haja mudanças estruturais e
pedagógicas, para que os alunos com diversos tipos e graus de dificuldades,
consiga se desenvolver, sabendo-se que será em tempos e rendimentos diferentes.
Dessa forma para que o processo de inclusão aconteça é fundamental que haja a
integração socioafetivo e que a escola reestruture seu Currículo, respeitando as
características de cada aluno, dando-lhes oportunidades e proporcionando um
ambiente inclusivo.
Sendo assim nota-se que é fundamental o professor nesse processo de inclusão,
pois é através do docente que os alunos aprendem a conviver com as diversidades
e diferenças, fazendo com que seja um ensino voltado ao respeito, onde não tenha
discriminações, sabendo que não somos nem melhores e nem piores que ninguém.
15
Além do professor ser um mediador fundamental no processo de inclusão, também é
de suma importância a participação dos pais na vida escolar dos filhos, para que
tenha uma aprendizagem significativa, principalmente quando se trata de crianças
portadoras de algum tipo de deficiência, fazendo com que ele se sinta amado,
protegido e confiante.
Conclui-se, que o aluno que tem Atendimento Educacional Especializado tem um
desenvolvimento de aprendizagem muito grande, pois ele descobre talentos que
nem ele mesmo sabia que tinha, desde então a criança portadora de deficiência
começa a ficar com autonomia das coisas que vem fazendo, tendo assim a
confiança no professor e participando cada vez mais das atividades propostas.
Percebe-se que a criança com necessidades especiais busca afeto, amor,
atenção e carinho. Portanto, criar uma escola inclusiva só é possível onde há
respeito pelas diferenças.

REFERÊNCIAS
FACION, José Raimundo. Inclusão Escolar e suas implicações. 2º ed . Curitiba:
Ibpex: 2008.

MACHADO, Rosangela. Educação Especial na Escola Inclusiva. 1 º ed. São Paulo:


Cortex;1995.

MINETTO, Maria de Fátima. Currículo na educação inclusiva entendendo esse


desafio. 2 º ed. Curitiba: Ibpex, 2008.

SILVA, Aline Maira. Educação Especial e inclusão escolar. 1º ed. Curitiba: Ibpex:
2010.

[Link]
eca97c3f3c5bda644479e4c6a858f556168_1.pdf

[Link]

16
[Link]
[Link]

[Link]
angela-monteiro-correa/educacao-especial-textos-da-disciplina/aula-2

[Link]

[Link]
producoes_pde/2016/2016_pdp_edespecial_uepg_marliaparecidacasprovcorcini.pdf

[Link]

17

Você também pode gostar