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As autarquias são entidades da Administração Pública Indireta, criadas por lei para realizar atividades do Poder Público, como o INSS e universidades federais. O documento também aborda os poderes da Administração Pública, como o poder vinculado, discricionário, regulamentar, hierárquico e disciplinar, além do poder de polícia e os conceitos de abuso de poder. Por fim, discute a concessão de serviços públicos, especialmente as Parcerias Público-Privadas (PPPs), e a improbidade administrativa, destacando as responsabilidades e consequências legais.

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As autarquias são entidades da Administração Pública Indireta, criadas por lei para realizar atividades do Poder Público, como o INSS e universidades federais. O documento também aborda os poderes da Administração Pública, como o poder vinculado, discricionário, regulamentar, hierárquico e disciplinar, além do poder de polícia e os conceitos de abuso de poder. Por fim, discute a concessão de serviços públicos, especialmente as Parcerias Público-Privadas (PPPs), e a improbidade administrativa, destacando as responsabilidades e consequências legais.

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Autarquias

As autarquias são pessoas jurídicas de direito público interno que


integram a Administração Pública Indireta, sendo instituídas por meio
de lei específica com a finalidade de desempenhar atividades típicas
do Poder Público.

Exemplos: INSS, Bacen, Ibama,


todas as universidades federais como
a UFPE e a UFRJ.
#DICADARUIVA - Características das autarquias
a) são pessoas jurídicas de direito público;

b) são criadas e extintas por lei específica;

c) dotadas de autonomia gerencial, orçamentária e patrimonial;

d) são imunes a impostos;

e) seus bens são públicos (art. 98 e 99 do Código Civil);

f) o regime normal de vinculação é estatutário;

g) possuem as prerrogativas especiais da Fazenda Pública.


PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Poder vinculado
Poder vinculado é aquele em que o administrador está adstrito/ligado à lei, ou seja,
não tem margem de escolha na sua atuação, não temjuízo de conveniência e
oportunidade.

Exemplos:
A) Art. 20, § 2.º, Lei 8.112/1990 -“o servidor não aprovado no estágio probatório será
exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, observado
o disposto no parágrafo único do art. 29”;

B) Art. 37, da Constituição Federal, a administração pública direta e indireta de


qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência.
Poder discricionário
Poder discricionário é aquele em que o administrador tem margem de
escolha/pode exercer o juízo de conveniência e oportunidade, ao poder avaliar
qual medida é mais adequada dentre duas ou mais opções, porém, observando a
legalidade.

Exemplos:
a. A remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do
mesmo quadro, com ou sem mudança de sede; II) a pedido, a critério da
Administração (art. 36, Lei 8.112/90);

b. A qualificação de uma Organização Social, ainda que preencha todos os


requisitos previstos em lei (art. 2º da Lei 9.637/1998), ficará a critério de
conveniência e oportunidade a qualificação como OS;
Poder regulamentar (normativo)
Trata-se do poder de editar decretos e regulamentos com a finalidade de complementar
as leis, viabilizando sua plena execução. Esse poder é conferido aos chefes do Poder
Executivo, bem como a outras autoridades e entidades com competência definida, em
todas as esferas da Federação, em observância ao Princípio da Simetria.

É fundamental destacar que os decretos e regulamentos não podem inovar no


ordenamento jurídico, ou seja, não têm o condão de alterar, contrariar ou modificar o
conteúdo das leis. É permitido, contudo, impor obrigações acessórias ou condutas aos
administrados, desde que em consonância com a lei. Assim, sua função é exclusivamente
complementar.

Um exemplo clássico de poder normativo encontra-se no art. 84, inciso IV, da


Constituição Federal de 1988, que atribui ao Presidente da República a competência para
expedir decretos e regulamentos.
Poder hierárquico
O Poder hierárquico tem como objetivo ordenar, controlar, coordenar e corrigir
atividades administrativas na esfera interna da Administração Pública. Ao administrador
é conferido poder para escalonar funções de seus órgãos, estabelece uma relação de
hierarquia e subordinação.
Poder disciplinar
Poder Disciplinar estárelacionado à estrutura interna da Administração Pública, o
objetivo é apurar infrações e aplicar penalidades.

O Poder Disciplinar não abarca sanções impostas aos particulares em geral, pois estes
não se sujeitam às disciplinas punitivas internas da Administração Pública, exceto se o
particular possuir vínculo específico com a Administração.

Exemplo: alunos de uma escola pública, empregados de empresas privadas a serviço da


Administração, servidores públicos, etc.
#DICADARUIVA - Poder de polícia

O poder de polícia é uma prerrogativa administrativa que permite à


Administração Pública limitar ou disciplinar direitos de natureza
individual em nome do interesse público.

Trata-se de uma atividade que coloca em conflito, de um lado, a


autoridade da Administração Pública e, de outro, os interesses
individuais dos administrados.
Poder de polícia

Art. 78 do CTN: Considera-se poder de polícia atividade da administração pública


que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de
ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança,
à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao
exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do
Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos
individuais ou coletivos.
FESTA DA APROVAÇÃO
Abuso de poder
Quando o poder da Administração Pública, é usado para extrapolar os limites de
atribuições de competência ou é usado para atingir outras finalidades, significa que
houve abuso.

a. Excesso de Poder: o administrador vai além do que por lei está autorizado, ou
seja, não possui competência. A autoridade atua para além da sua própria
competência. Não apenas fere o interesse público, mas pratica atos que não
estavam previstos na lei.

Exemplo: aplicar uma punição administrativa quando compete à autoridade


superior fazê-lo.
Abuso de poder

b. Desvio de Finalidade: Há disfarce na conduta praticada pelo agente. A atuação se dá


dentro dos limites de competência, mas a finalidade do ato praticado não é aquela
prevista na lei.

Exemplo: chefe de determinada repartição remove seu subordinado para localidade


distante em razão de uma discussão.

Finalidade pública

Finalidade privada
CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS

Concessão de
Serviços Públicos

Especial
Comum

Administrativa Patrocinada
CONCESSÃO ESPECIAL - PARCERIA PÚBLICO PRIVADA
As Parcerias Público-Privadas (PPPs) são um tipo especial de concessão, reguladas pela
Lei nº 11.079/2004, em que o setor privado assume a prestação de um serviço público,
mas com participação financeira do Estado, diferentemente da concessão comum.
📌 Base legal:
✔ →
Art. 1º da Lei nº 11.079/2004 Estabelece normas para contratação de PPPs no Brasil.
✔ Art. 175 da Constituição Federal→ Prevê a delegação de serviços públicos à iniciativa
privada.
A principal característica das PPPs é que o Estado busca um parceiro privado para a
execução de serviços ou obras.
CONCESSÃO ESPECIAL - PARCERIA PÚBLICO PRIVADA
Características das PPPs
✔ Sempre há participação financeira do Estado→ O setor privado recebe pagamentos
diretos do Poder Público.
✔ →
Contrato de longo prazo Deve ter um prazo mínimo de 5 anos e máximo de 35 anos.
✔ Compartilhamento de riscos → O setor público e a concessionária compartilham os
riscos do contrato.
✔ Só pode ser usada em contratos de grande valor → O valor mínimo do contrato deve
ser de R$ 10 milhões.
✔ O objeto da PPP não pode ser único, ou seja, não pode ser somente construção de
obra ou prestação de serviço ou fornecimento de algum serviço. Deve envolver ao
menos dois elementos, como, por exemplo, construção de obra e prestação de serviço,
planejamento e prestação do serviço.
CONCESSÃO ESPECIAL - PARCERIA PÚBLICO PRIVADA
📌 A Lei nº 11.079/2004 prevê dois tipos de PPPs:
✅ 1. PPP Patrocinada (Art. 2º, §1º, Lei nº 11.079/2004)
✔ O concessionário recebe duas fontes de receita:
1️⃣ Tarifas pagas pelos usuários.
2️⃣ Complementação financeira do Estado.
💡 Exemplo: Uma rodovia que cobra pedágio dos usuários, mas que
também recebe um valor do governo para viabilizar o contrato.
📌 Diferença para concessão comum: Na concessão comum, a empresa
se remunera apenas pelos usuários, sem subsídio estatal.
CONCESSÃO ESPECIAL - PARCERIA PÚBLICO PRIVADA
✅ 2. PPP Administrativa (Art. 2º, §2º, Lei nº 11.079/2004)
✔ O concessionário é remunerado exclusivamente pelo Estado, sem
cobrança de tarifas dos usuários.
✔ Aplicada quando o serviço público não pode ser cobrado diretamente da
população.
💡 Exemplo: Gestão de hospitais públicos, presídios e escolas, onde a
empresa privada realiza a administração, mas não cobra diretamente da
população – apenas do governo.
📌 Diferença para concessão comum: Na concessão comum, o usuário paga diretamente
pelo serviço, enquanto na PPP Administrativa, o governo banca 100% do serviço.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
Fundamento Constitucional
Art. 37, § 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos
políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao
erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
Triplíce responsabilidade
A apuração e responsabilização por atos de improbidade administrativa ocorrem de forma independente das esferas civil,
penal e administrativa. Isso significa que o resultado de um desses processos não condiciona, em regra, o desfecho dos
demais.
Exceção:
Decisão Penal Absolutória com Reconhecimento de Inexistência do Fato ou Negativa de Autoria: Caso a esfera penal
reconheça que o fato não existiu ou que o acusado não foi o autor, essa decisão vincula as demais instâncias, impedindo a
responsabilização por improbidade administrativa.
AGENTES DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
SERVIDOR PÚBLICO PARTICULAR

PREJUÍZO
AO ERÁRIO
Enriquecimento ilícito Prejuízo ao erário Atentam contra Adm. Pública

art. 9° art. 10 art. 11

Condutas com
Condutas mais gravosas,
gravidade Condutas de gravidade menor,
sanções mais rigorosas, o
intermediário, não causam lesão ao erário e
sujeito que pratica tem um
provoca uma lesão acréscimo ao patrimônio do
acréscimo indevido no
aos cofres agente.
patrimônio.
públicos.
O tempo de estudo nunca é um tempo perdido.

Profa. Marina Lisboa (@marinalisboab)

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