Diodo
O Diodo é o mais simples semicondutor. Possui dois terminais, o Anodo (+) e o Catodo ( - ).
É um elemento ou componente eletrônico composto de cristal semicondutor de silício ou germânio numa película
cristalina cujas faces opostas são dopadas por diferentes materiais durante sua formação, que causa a polarização de
cada uma das extremidades. É o tipo mais simples de componente eletrônico semicondutor, usado como retificador de
corrente elétrica entre outras aplicações.
Possui uma queda de tensão de, aproximadamente, 0,3 V (germânio) e 0,7 V (silício). É representado por um triângulo
retângulo onde o lado maior do triângulo é o Anodo (positivo) e o menor é o catodo(negativo), como vemos na figura.
Diodo funciona de forma muito simples: ele permite a passagem de corrente em apenas uma direção e sentido. A
corrente consegue passar facilmente do anodo para catodo, pois nesse sentido a sua resistência é baixa. Mas se
invertermos e tentarmos fazer circular uma corrente do catodo para o anodo, o diodo comporta- se como uma grande
resistência, impedindo que essa corrente circule. A forma como um diodo é ligado chamamos de polarização.
Quando colocado em um simples circuito bateria-lâmpada, o diodo permite ou impede corrente através da lâmpada,
dependendo da polaridade da tensão aplicada, como nas duas figuras abaixo.
Na imagem da esquerda o diodo está diretamente polarizado, há corrente e a lâmpada fica acesa. Na imagem da direita
o diodo está inversamente polarizado, não há corrente, logo a lâmpada fica apagada.
O diodo funciona como uma chave de acionamento automático (fechada quando o diodo está diretamente polarizado e
aberta quando o diodo está inversamente polarizado). A diferença mais substancial é que, quando diretamente
polarizado, há uma queda de tensão no diodo muito maior do que aquela que geralmente se observa em chaves
mecânicas (no caso do diodo de silício, 0,7 V). Assim, uma fonte de tensão de 10 V, polarizando diretamente um diodo em
série com uma resistência, faz com que haja uma queda de tensão de 9,3 V na resistência, pois 0,7 V ficam no diodo. Na
polarização inversa, acontece o seguinte: o diodo faz papel de uma chave aberta, já que não circula corrente, não haverá
tensão no resistor, a tensão fica toda retida no diodo, ou seja, nos terminais do diodo há uma tensão de 10 V.
A principal função de um diodo semicondutor, em circuitos retificadores de corrente, é transformar corrente alternada
em corrente contínua pulsante. Como no semiciclo negativo de uma corrente alternada o diodo faz a função de uma
chave aberta, não passa corrente elétrica no circuito (considerando o “sentido convencional de corrente”, do
“positivo” para o “negativo”). A principal função de um diodo semicondutor, em circuitos de corrente contínua, é
controlar o fluxo da corrente, permitindo que a corrente elétrica circule apenas em um sentido
Dopagem de um Diodo Semicndutor ( Cristal Tipo P e N )
A dopagem no diodo é feita pela introdução de elementos dentro de cristais tetravalentes, normalmente feitos de silício e
germânio. Dopando esses cristais com elementos trivalentes, obtêm-se átomos com sete elétrons na camada de valência,
que necessitam de mais um elétron para a neutralização (cristal P). Para a formação do cristal P, utiliza-se principalmente o
elemento índio. Dopando os cristais tetravalentes com elementos pentavalentes, obtêm-se átomos neutralizados (com oito
elétrons na camada de valência) e um elétron excedente (cristal N). Para a formação do cristal N, utiliza-se principalmente o
elemento Fósforo. Quanto maior a intensidade da dopagem, maior a condutibilidade dos cristais, pois suas estruturas
apresentam um número maior de portadores livres (lacunas e elétrons livres) e poucas impurezas que impedem a
condução da corrente elétrica. Outro fator que influencia na condução desses materiais é a temperatura. Quanto maior é a
temperatura de um diodo, maior a condutibilidade, pelo fato de que a energia térmica ter a capacidade de quebrar
algumas ligações covalentes da estrutura, acarretando no aparecimento de mais portadores livres para a condução de
corrente elétrica. Após dopadas, cada face dos dois tipos de cristais (P e N) tem uma determinada característica diferente
da oposta, gerando regiões de condução do cristal, uma com excesso de elétrons, outra com falta destes (lacunas). Entre
ambas, há uma região de equilíbrio por recombinação de cargas positivas e negativas, chamada de região de depleção (a
qual possui uma barreira de potencial).
Vy (V gama ou tensão de joelho) Quando polarizado diretamente, uma pequena tensão fica no diodo, chamada
de tensão de joelho ou Vy (gama).
Se o diodo for feito de Silício (maioria), Vy é entre 0,6V a 0,7V;
Se o diodo for feito de Germânio, Vy é entre 0,2V a 0,3V;
IMPORTANTE – Diodo Ideal (1ª aproximação) X Diodo Real (2ª aproximação)
A afirmação de que o diodo de Si tem Vy=0,7V e o de Ge tem Vy= 0,3V trata do diodo real.
Se estivermos falando de um diodo IDEAL (também chamada de primeira aproximação), então, é só
imaginarmos o que aconteceria se o diodo fosse perfeito. Teriamos perda de tensão nele? Não. Então se
estivermos falando da primeira aproximação do diodo, Vy = 0V sempre.
Testes com Diodo: Os diodos, assim como qualquer componente eletrônico, operam em determinadas correntes elétricas
que são especificadas em seu invólucro ou são dadas pelo fabricante em folhetos técnicos. Além da corrente, a tensão
inversa (quando o diodo está polarizado inversamente) também é um fator que deve ser analisado para a montagem de
um circuito e que tem suas especificações fornecidas pelo fabricante. Se ele for alimentado com uma corrente ou tensão
inversa superior a que ele suporta, o diodo pode ser danificado, ficando em curto ou em aberto. Utilizando de um
ohmímetro ou um multímetro com teste de diodo, pode-se verificar se ele está com defeito. Colocando-se as pontas de
prova desses aparelhos nas extremidades do diodo (cátodo e ânodo), verifica-se que existe condução quando se coloca a
ponteira positiva no ânodo e a negativa no cátodo, além de indicar isolação quando ocorre o inverso. Assim o diodo está
em perfeitas condições de operação e com isso é possível a localização do cátodo e do ânodo, porém se os aparelhos de
medição indicarem condução dos dois caminhos do diodo, ele está defeituoso e em curto. Se os aparelhos de medição
indicarem isolação nos dois caminhos, ele também está defeituoso e em aberto
Usos
O fenômeno da condutividade em um só sentido é aproveitado como um chaveamento da corrente elétrica para a
retificação de sinais senoidais, portanto, este é o efeito diodo semicondutor tão usado na eletrônica, pois permite que
a corrente flua entre seus terminais apenas numa direção. Esta propriedade é utilizada em grande número de
circuitos eletrônicos e nos retificadores. Os retificadores são circuitos elétricos que convertem a tensão CA (AC) em
tensão CC (DC). CA vem de Corrente alternada, significa que os elétrons circulam em dois sentidos, CC (DC), Corrente
contínua, isto é circula num só sentido