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Aulas

A auditoria é um processo sistemático de avaliação da conformidade entre informações e critérios pré-estabelecidos, visando comunicar conclusões a interessados. Ela deve ser realizada por profissionais competentes e independentes, e possui limitações, como a amostragem e a qualidade das evidências. A auditoria é fundamental para a credibilidade da informação financeira e pode ser classificada em diferentes tipos, como interna e externa, conforme seu objetivo e posição do auditor.

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A auditoria é um processo sistemático de avaliação da conformidade entre informações e critérios pré-estabelecidos, visando comunicar conclusões a interessados. Ela deve ser realizada por profissionais competentes e independentes, e possui limitações, como a amostragem e a qualidade das evidências. A auditoria é fundamental para a credibilidade da informação financeira e pode ser classificada em diferentes tipos, como interna e externa, conforme seu objetivo e posição do auditor.

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Conceito de auditoria

A auditoria é o processo sistemático de objetivamente obter e avaliar prova acerca de


correspondência entre informações, situações ou procedimentos e critérios pré-
estabelecidos, assim como comunicar conclusões aos interessados.
- Processo sistemático: sequência de procedimentos lógicos e organizados.
- Objetivamente: atitude independente, sem preconceitos e com conclusões baseadas
em procedimentos.
- Prova: essência da auditoria.
- Correspondência: medida qualitativa e/ou quantitativa da conformidade das
informações, situações ou procedimentos com os critérios preestabelecidos.
- Critérios pre-estabelecidos: princípios contabilísticos, estabelecidos por lei,
regulamentos ou contratos.
- Comunicar: divulgar, através de relatório escrito, com um determinado grau de
confiança, as conclusões do trabalho efetuado.
- Interessados: todos os que necessitam de informação do auditor, tais com:
acionistas ou sócios, credores, devedores etc.
Em suma:
A auditoria é o processo sistemático (sequência de procedimentos lógicos e organizados)
de objetivamente, ou seja através de uma atitude independente e sem preconceitos, obter e
avaliar prova acerca de correspondência/conformidade entre informações, situações ou
procedimentos e critérios pré-estabelecidos (princípios contabilísticos, estabelecidos por lei,
regulamentos ou contratos), assim como comunicar, ou seja, divulgar através de relatório
escrito com um determinado grau de confiança as conclusões do trabalho efetuado aos
interessados, ou seja, a todos os que necessitam da informação do auditor, como:
acionistas ou sócios, credores, devedores, etc.

A auditoria dee ser efetuado por pessoas competentes e independentes:


. Competência - o ROC deve adotar em todas as circunstâncias um comportamento
competente e de elevado profissionalismo.
. Independência - exercer a sua atividade com absoluta independência profissional, a fim de
emitir uma opinião justa e isenta de preconceitos.

Limitações da auditoria
Não dá garantias de exatidão:
- amostragem das evidências;
- limitações de tempo e de custo;
- algumas evidências recolhidas podem ser de fraca qualidade;
- utilização de diferentes políticas contabilísticas;
- falta de cuidado na execução dos trabalhos.

Alterações fundamentais introduzifas pela 8ª diretiva


- Clarifica as obrigações do ROC;
- Supervisão pública sólida do setor da auditoria;
- Auditorias de elevada qualidade (ética, educação e técnica).

Organismos de supervisão pública


Conselho Nacional de Supervisão de Auditoria, criado em 2008.
Integra representantes:
. Banco de Portugal;
. Instituto de Seguros de Portugal;
. Ordem dos Revisores Oficias de Contas;
. Inspeção-Geral de Finanças.

Características da informação financeira


Objetivos: informação acerca da posição financeira
alterações da posição financeira
e resultados das operações.
A informação financeira deve ser compreensível aos utentes através das seguintes
características:
. Conceitos, princípios e normas contabilísticas adequadas;
. Relevância;
. Fiabilidade;
. Comparabilidade

Importância das demonstrações financeiras


- Podem afetar o grau de formação de capital na economia como resultado da
distribuição do rendimento criado entre investimento e consumo;
- Podem influenciar a forma como os capitais públicos disponíveis podem ser
distribuídos entre empresas, influenciando a concorrência pelos subsídios e
incentivos;
- Influenciam o preço das ações na bolsa;
- Podem alterar os custos de procura de informação não incluída nas mesmas,
determinando os recursos globais a afetar ao processo de regulamentação, para
além dos custos diretos do próprio processo da sua produção e auditoria.
- Podem afetar a distribuição da riqueza entre os vários agentes.

Objetivo e objeto da auditoria


Objetivo: expressar uma opinião e emitir uma opinião/parecer sobre a matéria analisada.
Objeto: é a “matéria analisada”. Ex: auditoria financeira - conformidade da DF com a
normativa contabilística em vigor.

Função da auditoria
A auditoria, principalmente a interna, pode identificar áreas que requerem atenção especial,
identificar problemas e insuficiências que careçam de resolução e, a partir daí propor
medidas com vista a diminuir ou atenuar as principais deficiências detectadas,
designadamente no que respeita a:
- avaliação e execução dos objetivos e das políticas estabelecidas e cumprimento das
disposições legais e demais normativas existentes;
- necessidade de alterar normativas, critérios, processos e procedimentos;
- adequação e eficácia dos meios e processos;
- adequação e eficácia dos sistemas de controlo interno e de gestão.

A auditoria, nomeadamente externa, apresenta outras doramas de utilidade para a


empresa, tais como:
- contribui para a qualidade dos documentos de proteção de contas e do sistema de
informação que os suporta;
- contribui para um mais fácil relacionamento dos gerentes com os acionistas e mais
objetivo avaliação do seu desempenho, assim como entre sócios;
- pode ser um fator revelador de fraude;
- facilita as avaliações em caso de amortização de quotas e outras situações
semelhantes;
- facilita as relações com os stakeholders, nomeadamente os intervenientes nos
mercados financeiros.

Contabilidade VS Auditoria
Contabilidade: registo, classificação e agregação de eventos económicos com o objetivo de
fornecer informação financeira útil para a tomada de decisões.
Auditoria: examina se a informação reflete os eventos económicos ocorridos durante o
período contabilístico.

Objetivos fundamentais da profissão


Credibilidade - necessidade de credibilidade por parte da sociedade na informação e nos
sistemas de informação.
Profissionalismo - possibilidade de empregadores, clientes e outras partes interessadas,
identificarem profissionais no campo da auditoria.
Qualidade dos serviços - garantia de que os serviços obtidos do auditor sejam levados a
efeito com os mais altos padrões de desempenho.
Confiança - necessidade de confiança dos utentes dos serviços na existência de uma
estrutura conceptual de ética profissional que rege a prestação desses serviços.

Tipos de auditoria
Quanto ao conteúdo e fins:
Operacional - revisão sistemática das atividades de uma organização ou de um
determinado setor com objetivos específicos.
Conformidade - verificação do cumprimento, pela organização auditada, das condições,
regras e regulamentos especificados por diversas fontes.
Demonstrações financeiras - objetivo de habilitar o auditor a expressar uma opinião quanto
se as DF estão preparadas de acordo com uma estrutura conceptual de relato financeiro.

Quanto à posição do sujeito que a efetua:


Interna - atividade de avaliação estabelecida dentro de uma entidade como um serviço para
si.
Externa - efetuada por profissionais de auditoria, não subordinados à entidade, totalmente
independentes.

Quanto ao objeto:
Auditorias financeiras - tem por objeto a atividade e a expressão financeira das entidades,
quantificável na unidade monetária de cada país.
Auditoria operacional - relaciona-se com a essência do negócio, dizendo respeito aos
procedimentos de gestão global/específica do pessoal, de marketing …

Quanto à obrigatoriedade:
Auditoria de fonte legal - é obrigatória
Auditoria de fonte contratual - é facultativa
Auditor interno VS Auditor externo
- Auditor interno:
. Baseia-se nas normas profissionais;
. Quadro da empresa;
. Deve atender às necessidades da Administração;
. O exame de atividades é contínuo;
. A responsabilidade é de ordem geral, idêntico à dos outros trabalhadores;
. Acompanha permanentemente a empresa, o que lhe proporciona um melhor
conhecimento do negócio.
. Incide sobre todas as funções da unidade económica.
- Auditor externo:
. Normas definidas por lei;
. Profissional independes, com contrato de prestação de serviços;
. Deve atender às necessidades de terceiros;
. O exame das DF’s é descontínuo;
. São responsáveis para com a sociedade, sócios e credores;
. O acompanhamento é intermitente, acompanhando normalmente várias empresas;
. Incide fundamentalmente sobre as DF’s.

Perfil do auditor
Os serviços de auditoria devem dispor de pessoas com conhecimentos que lhes permitem
compreender a unidade económica no seu conjunto, numa visão integrada e recetiva à
mudança, assim devem também ter formação em organização, sistemas de informação,
produção, comercial, aprovisionamentos.

- Características pessoais e comportamentais:


. FLexível e adaptativo, mas pragmático;
. Ter capacidade de iniciativa, criatividade, poder de observação, saber ouvir, ter facilidade
de comunicação.
. Deve ter um espírito crítico muito vivo, ter bom controlo emocional.
. Ser sociável e ter diplomacia.
. Precisa de gostar de aprender.
. Deve ter capacidade de identificar insuficiências e problemas, identificar e compreender as
suas causas e encontrar propostas de soluções para a superar.

O trabalho de auditoria deve ser levado a cabo por uma pessoa ou pessoas que possuam
qualificações e formação técnica adequada, capacidade e experiência profissional e
habilitações profissionais adequadas.

A independência do auditor
O auditor deve manter e gozar de uma posição de independência completa em todos os
aspetos relacionados com o seu trabalho, evitando atuar em casos em que existam
circunstâncias que influenciam a sua opinião objetiva.
A independência demonstra sincero desinteresse por parte do auditor, na formulação e
expressão da sua opinião, o que significa um juízo obtido e uma consideração imparcial dos
factos, com fatores determinantes da sua opinião.
Os organismos profissionais definem uma série de proibições para atuar como auditor,
quando este se encontre ligado à organização por grau de parentesco, dependência
económica e/ou profissional.
Algumas formas de ajudar a manter a independência:
. Definir deveres profissionais;
. Proibir interesses financeiros, de gestão e familiares.

Conceito de ética
A ética pode ser definida como um conjunto de teorias morais segundo as quais cada um
deve seguir as regras ditadas pelo dever e pelas intenções que lhe estão associadas e não
pelas suas consequências.
EX. denunciar crimes públicos que tenha conhecimento
tomar posição sobre despesas indocumentadas ou em excesso
O comportamento ético é necessário para que a sociedade funcione de forma ordenada.
A ética tem de nascer do interior do homem, como parte integrante da sua estrutura moral.

Princípios fundamentais
1. Integridade: ser correto e honesto em todos os relacionamentos profissionais e
comerciais;
2. Objetividade: não permitir ambiguidades, conflito de interesse ou influência indevida
de outrem que se sobreponham aos julgamentos profissionais;
3. Competência e zelo profissional: manter conhecimentos e competências
profissionais no nível exigido para assegurar que o cliente receba serviços
profissionais de qualidade em resultado do desenvolvimento de práticas correntes,
da legislação e das técnicas, e atuar com diligência e de acordo com as normas
técnicas aplicáveis.
4. Confidencialidade - respeitar a confidencialidade da informação recolhida em
resultado de relacionamentos profissionais e, não divulgar quaisquer informações a
terceiros sem a devida autorização, salvo se existir um direito ou um dever legal ou
profissional de divulgar, nem usar a informação para vantagem pessoal ou de
terceiros.
5. Comportamento profissional - cumprir as leis e regulamentos relevantes e evitar
qualquer ação que desacredite a profissão.

Processo de resolução de conflitos éticos


1. Obter os factos relevantes
2. Identificar os aspetos éticos envolvidos
3. Considerar os princípios fundamentais relacionados com a matéria em questão
4. Considerar os procedimentos internos estabelecidos
5. Identificar ações alternativas e respectivas consequências
6. Decidir a ação apropriada

Fases da auditoria
1. Planeamento: o auditor deve planear a auditoria de modo a assegurar a execução
de uma auditoria de elevada qualidade, de uma forma económica, eficiente e eficaz
e num período de tempo adequado. Deve realizar o seguinte conjunto de tarefas:
conhecimento das operações da entidade; afetação e formação de pessoal;
avaliação do risco; avaliação preliminar da eficácia do controlo interno e identificação
dos controlos a testar.
2. Execução: o auditor deve obter prova de auditoria apropriada e suficiente através de
procedimentos de auditoria, entre os quais, destacam-se: inspeções, observações,
perguntas, confirmações, revisão analítica e acompanhamento de inventário físico. A
sua realização e conclusões devem ser adequadamente documentadas em papéis
de trabalho por forma a suportar a sua opinião.
3. Conclusão (relatório): No documento final que emitir, o auditor deve de uma forma
clara e sucinta expressar a sua opinião, âmbito do trabalho efetuado e apresentar as
informações complementares que entenda necessárias.

FALAR DAS 3 FASES DA AUDITORIA NA DEFINIÇÃO DO CONCEITO DE AUDITORIA

Importância das normas de auditoria


As normas de auditoria são consideradas como os princípios fundamentais de auditoria, que
controlam a natureza e alcance da prova, que é obtida através dos procedimentos de
auditoria.
Estabelecem: características pessoais do auditor;
forma de execução do trabalho;
forma de elaboração do trabalho.
A utilização de normas delimita a responsabilidade e campo de atuação dos auditores.

- Vantagens da normalização:
Permite uniformidade na execução do trabalho
Facilita a comunicação
Permite a fluidez e transparência nos processos
Permite o intercâmbio e facilita o conhecimento da informação
Facilita a tomada de decisão por parte dos utilizadores

Ceticismo profissional
Embora a deteção de fraudes e erros não seja normalmente um dos objetivos do seu
trabalho, o revisor/auditor, deve, no planeamento e execução deste, adotar uma atitude de
dúvida sistemática, tendo presente o risco da ocorrência de tais situações.
O ceticismo permite que os auditores identifiquem e avaliem com eficácia os riscos de
distorção relevantes e obtenham e avaliem criticamente evidências de auditoria apropriadas
e suficientes para fundamentar a sua opinião sobre as DF.
Um auditor que tenha um alto nível de ceticismo pode ser mais propenso a questionar a
confiabilidade das evidências e a honestidade da administração, enquanto um auditor com
menor nível de ceticismo pode ser mais confiante e aceitável. Também reagimos de forma
diferente às situações, dependendo do histórico com o cliente, os riscos inerentes
identificados …

Tipos de procedimentos
- Inspeção: física ou documental
- Observação
- Perguntas
- Confirmação
- Revisão analítica
- Acompanhamento de inventário físico
- Exame dos documentos originais.

Amostragem
É um processo inerente à própria auditoria, que consiste em formular conclusões acerca de
um todo, a partir da análise de uma porção desse todo.
Permite tirar conclusões cientificamente válidas, com uma menor utilização de recursos.

- Amostragem estatística:
amostra selecionada automaticamente
o auditor incorre num risco, uma vez que as conclusões extrapoladas para a
população, com base na amostra, serem diferentes das conclusões que se extraíram
diretamente da população.
o risco pode ser controlado, aumentando ou diminuindo a amostra
as conclusões são baseadas em níveis de confiança.

- Amostragem não estatística:


também designada por amostras de apreciação, dirigidas ou de julgamento.
a capacidade de julgamento do auditor ´é fundamental, o risco não é medido nem
controlado, sendo os seus resultados válidos apenas para amostra selecionada, não
podendo ser extrapolados para toda a população.

O auditor deve cumprir os seguintes requisitos:


- determinar o tamanho apropriado da amostra;
- selecionar ou identificar a amostra;
- aplicar procedimentos de auditoria apropriados aos itens selecionados;
- avaliar os resultados da amostra e efetuar extrapolações para a população.

Aula 16/12
Frequência: questoes V e F, sem justificar
2 ou 3 questões de desenvolvimento

IMPORTANTE: 116, 118, 132 (preventivo, detectivo, corretivo), 140, 144, 145, 146, 154 até
158, 161 até 164, 166, 167, 168 até 173, 174, 175, 176, 181 (conceito sobre risco e
conceito sobre risco específico de auditoria), 183, 186 (erro tolerável), 194, 195, 196 a 198,
200, (sumário executivo - resumo do relatório), 203

Definir a importancia do COSO


controlo interno é de responsabilidade de todos, mas a sua implementação é da
responsabilidade da alta direção

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