RESUMOS
Conceito de controlo interno
É um processo levado a cabo pelo Conselho de Administração, Direcção e outros membros
da organização com o objetivo de proporcionar um grau de confiança razoável na
concretização dos seguintes objetivos:
- Eficácia e eficiência dos recursos
- Fiabilidade da informação financeira
- Cumprimento das leis e normas estabelecidas
(controlo interno é de responsabilidade de todos, mas a sua implementação é da
responsabilidade da alta direção)
Estrutura de controlos internos - COSO (componentes)
Ambiente de Controle – é a base para todos os outros componentes do controlo interno
proporcionando disciplina e estrutura, incluindo fatores como integridade, ética,
competência, autoridade e responsabilidade;
Avaliação dos Riscos – envolve os mecanismos de identificação, análise e gestão dos
riscos relevantes que influenciam a execução dos objetivos definidos em todas as
atividades da organização;
Atividades de Controle – execução das políticas e procedimentos estabelecidos pela
administração e que devem ser implementados para assegurar o controle e mitigar os riscos
(reduzir os riscos). A segregação de funções é uma das principais atividades de controles.
Informação e Comunicação – sistemas que possibilitam que os funcionários (servidores) e
toda a organização possam coletar e compartilhar informações necessárias para conduzir,
gerenciar e controlar suas operações.
Monitoramento ou Supervisão – abrange mecanismos de acompanhamento dos controles
internos pela gestão das atividades, mudanças externas ao processo, avaliação contínua do
desempenho do sistema de controles, os questionários de autoavaliação e a constante
adaptação do sistema à realidade.
Tipos de controlo interno
Preventivo: impedir que factos indesejáveis aconteçam. São controlos à priori que entram
imediatamente em funcionamento, impedido que determinadas transações se processem.
Ex: existir lista de fornecedores aprovada e vigilância à porta das instalações.
Detetivo: servem para identificar ou corrigir acontecimentos indesejáveis, que já tenham
ocorrido.
Ex: elaborar reconciliações bancárias e efetuar contagens físicas.
Diretivo ou orientativo: servem para provocar ou encorajar a ocorrência de um facto
desejável, isto é, para produzir efeitos positivos, porque, quando ocorrem coisas boas,
impede-se que as más aconteçam.
Corretivos: servem para retificar problemas identificados.
Ex: elaborar relatório sobre a existência de artigos obsoletos.
Compensatório: servem para compensar eventuais fraquezas de controlo noutras áreas da
organização.
Relação controlo interno com a auditoria
. O controlo interno oferece uma perspetiva dinâmica e valorizada, permite manter o
domínio, a auditoria avalia o grau de domínio atingido.
. A organização forma um todo coerente - sistemas, funções, operações, ativos, passivos -
que deverão estar sob controlo interno e potencialmente sujeitos a auditoria.
. A auditoria é uma função de supervisão, isto é, um controlo ex-post dos dados
administrativos, enquanto o controlo interno tem carater preventivo ou ex-ante.
Fatores limitativos do controlo interno
PROCEDIMENTOS
- Disponibilidades
Permite assegurar que a importância em numerário existente em caixa não ultrapasse o
montante adequado às necessidades diárias da autarquia, a abertura de contas bancárias
seja sujeita a prévia deliberação do órgão executivo e a entrega dos montantes das receitas
cobradas por entidades diversas do tesoureiro seja feita diariamente.
O estado de responsabilidade do tesoureiro deve ser verificado trimestralmente e sem aviso
prévio, no encerramento das contas de cada exercício económico, no final e no início do
mandato do orgão executivo eleito e quando for substituido o tesoureiro.
A responsabilidade por situações de alcance não são imputáveis ao tesoureiro estranho aos
factos que as originam ou mantêm, exceto se, no desempenho das suas funções de gestão,
controlo e apuramento de importâncias, houver procedido com culpa.
- Terceiros
Permite assegurar que as compras são feitas pelos responsáveis do setor designado para a
sua realização, a entrega de bens é feita no setor designado, na contabilidade dão
conferidas as faturas com a guia de remessa e a requisição externa, após o que são
emitidas as ordens de pagamento e enviadas cópias dos documentos ao setor responsável,
o funcionário designado faça a reconciliação entre os extratos de conta corrente dos
clientes e fornecedores com as respectivas contas da autarquia local.
- Existências
Permite assegurar que a cada local de armazenagem de existência corresponde um
responsável, o armazém apenas faz entregas mediante a apresentação de requisições
internas devidamente autorizadas e as fichas de existência do armazém são movimentadas
por forma que o seu saldo corresponda permanentemente aos bens existentes.
- Imobilizado
Permitem assegurar que as fichas do imobilizado são mantidas permanentemente
atualizadas, a realização de reconciliações entre os registos das fichas e os registos
contabilísticos quanto aos montantes de aquisições e das amortizações acumuladas, as
aquisições de imobilizado se efetuam de acordo com o plano plurianual de investimentos e
com base em deliberações do orgão executivo.
Prova
O revisor/auditor deve obter prova apropriada (é a medida da qualidade - quanto maior a
qualidade, menor prova) e suficiente (é a medida da quantidade - quanto maior o risco, mais
prova), através de inspeções, observações, indagações, confirmações, cálculos e
procedimentos analíticos, cuja realização e conclusões devem ser adequadamente
documentadas por forma a suportar a sua opinião.
O auditor usa juízo profissional e exerce ceticismo profissional ao avaliar a quantidade e
qualidade de prova de auditoria e, por conseguinte, a suficiência e adequação, para
suportar a opinião de auditoria.
Objetivos da prova - obter compreensão da entidade e do seu ambiente, testar a eficácia
operacional de controlos e detetar distorções materiais ao nível de asserção.
Planeamento de auditoria
Razões: obter prova adequada e suficiente, controlar os custos de auditoria e evitar mal
entendidos com o cliente. Permite ter um conhecimento da entidade e um conhecimento do
negócio e da indústria ou comércio.
Análise do risco de auditoria
. O risco é a probabilidade de um acontecimento ou ação poder afetar adversamente a
entidade. Pode ser definido como toda e qualquer ameaça à eficiência da entidade. Quanto
maior o risco, maior a necessidade de um controlo de gestão eficaz. Não há risco zero,
existe apenas uma segurança razoável.
. Risco de auditoria - o risco de que o auditor expresse uma opinão de auditoria
inapropriada quando as D.F. estejam materialmente distorcidas. O risco de auditoria é uma
função do risco de distorção material das D.F. e o risco de que o auditor não tentará tal
distorção (risco de deteção).
Materialidade
A informação é material se a sua omissão ou distorção influenciarem as decisões
económicas dos utentes tomadas na base das D.F. A materialidade depende da dimensão
do item ou do erro, julgado nas circunstâncias particulares da sua omissão ou distorção. Por
conseguinte, a materialidade proporciona um patamar ou ponte de corte, não sendo uma
característica qualitativa primária que a informação deva ter para ser útil.
Papéis de trabalho
São todos os documentos preparados ou obtidos pelo auditor, formando um registo da
informação utilizada e dos testes de auditoria efectuados na realização da mesma,
juntamente com as decisões por si tomadas, a fim de atingir a sua opinião.
OBJETIVOS: auxiliar no planeamento e execução da auditoria, auxiliar na supervisão e
revisão do trabalho de auditoria e proporcionar prova do trabalho de auditoria, por forma a
suportar a opinião do auditori.
. Arquivo permanente:
Engloba todas as informações que o auditor considere importantes e que tenham de ser
consultadas ao longo das auditorias presentes e futuras. Devem ser revistas e actualizadas
no início de cada auditoria. As informações a incluir devem ser arquivadas de forma
sistemática, para fácil consulta. Variam de acordo com atividade e dimensão da empresa.
. Arquivo corrente:
Pastas correntes, que englobam toda a documentação relativa a cada auditoria específica.
É constituído por: programas de trabalho - documento escrito destinado a servir de guia à
execução do trabalho.
mapas de trabalho - documento onde o auditor deixa o resultado dos
testes efetuados, bem como as conclusões atingidas ao longo das várias áreas, as quais
servirão de base para a elaboração do relatório.
Relatórios de auditoria
O relatório de auditoria é o documento que materializa a maior parte do trabalho do auditor.
Por isso deve reunir 5 requisitos gerais: ser construtivo, objetivo, conciso, oportuno e claro.
(Sumário executivo - resumo do relatório)
Monitorização ou follow-up - tem o objetivo de acompanhar se as recomendações do
relatório do auditor foram efetivamente implementadas/adotadas pelos gestores da entidade
auditada.
Comente sobre a importância do planeamento para a atividade de auditoria.
R:O planeamento é um conjunto de ações. Para existir planeamento é preciso haver razões sendo
elas o controlo dos custos de auditoria, obter prova adequada e suficiente e evitar mal entendidos
com o cliente. O processo de planear uma auditoria tem diversas fases: aceitar o cliente,
compreender o seu negócio e em que setor de atividade em que se insere, avaliar o seu risco de
negócio, executar os procedimentos analíticos preliminares, avaliar o risco aceitável e o risco
inerente, compreender o controlo interno e avaliar o risco do controlo, desenvolver uma estratégia
global de auditoria e por fim, um plano de auditoria.
Analise a importância dos controlos internos para as entidades. Comente a frase: “Segregar
funções é importante para entidades de pequeno porte.”
R:Controlo interno é um procedimento dinâmico levado a cabo pelo Conselho de Administração,
Direção e outros membros da organização com o objetivo de proporcionar um grau de confiança
razoável para a concretização de objetivos como a eficácia e eficiência de recursos, a fiabilidade da
informação financeira e o cumprimento das leis e normas estabelecidas de modo a prevenir e
detetar erros, fraudes ou irregularidades, alcançar e salvaguardar a proteção dos ativos, realizar as
metas e objetivos estabelecidos para os programas. A segregação, separação ou divisão de funções
tem como objetivo evitar que sejam atribuídas à mesma pessoa mais do que duas funções ,
dificultando dessa forma a prática de erros ou irregularidades. Nenhum trabalhador/ colaborador
deve ser responsável por uma operação durante todo o seu tempo de aplicação. No caso específico,
em entidades de pequeno porte é difícil aplicar este procedimento devido ao reduzido número de
empregados.
“O auditor deve desenvolver o seu trabalho com ceticismo profissional”. Comente a afirmação
destacando o que é ceticismo profissional e qual a sua importância.
R:O auditor através do ceticismo profissional avalia a quantidade e qualidade da prova de auditoria,
e por consequência a sua suficiência e adequação de modo a suportar a sua opinião. Ceticismo
profissional é uma avaliação quantitativa e qualitativa em que o auditor faz as devidas auditorias de
modo a garantir a suficiência e a adequação das mesmas. O auditor deve ter uma atitude de
ceticismo de forma a ser o mais profissional possível para que consiga reconhecer a probabilidade de
fraude.
Métodos de controlo Interno
R:Existem 5 métodos de controlo interno: Controlos administrativos, através do exercício de
autoridade, da sua estrutura orgânica, do poder de decisão e descrição de tarefas; controlos
operacionais, através do planeamento, contabilização, sistemas de informação ou documentação;
Controlo para recursos humanos, por entre o recrutamento e seleção ou orientação, supervisão.
Controlos de revisão e análise, através da avaliação do desempenho, das análises internas de
operações e programas. E por fim Controlo das instalações e equipamentos com a verificação das
instalações e equipamentos.
Asserções
R: Asserções são declarações realizadas pelo auditado de modo implícito ou explicito inseridas nas
demonstrações financeiras. Estas declarações podem ser sobre o reconhecimento, mensuração ou
apresentação e divulgação. Salienta-se que quanto maior for a satisfação do auditor com as provas
recolhidas, maior será a segurança que estas asserções lhe proporcionam.
Comente a frase: As empresas devem conhecer e mitigar/reduzir os riscos operacionais
R: Esta afirmação está verdadeira. O COSO é um modelo utilizado como base para as estruturas de
controlos internos. Dentro deste modelo estão inseridos 5 componentes. Desses 5 componentes,
mais propriamente a avaliação dos riscos é feito através de um mecanismo de identificação, análise
e gestão dos riscos que influenciam a realização dos objetos definidos nas suas atividades da
organização. No que diz respeito às atividades de controlo, esta é executada através de políticas e
procedimentos instituídos pela administração com vista a serem implementados para assegurar o
controlo e mitigar os riscos (reduzir os riscos).
1 – ( F ) A gestão de uma empresa planeia, organiza e orienta o desempenho de ações suficientes
para dar uma segurança total de que os objetivos e metas serão alcançados.
2 – ( F ) O controlo interno é responsabilidade somente dos gerentes e diretores de uma
organização.
3 – ( V ) O controlo interno deve ser concebido para facilitar que se atinja os objetivos estabelecidos
pelas organizações e respetivas hierarquias nas diferentes categorias.
4 – ( F ) Com relação ao COSO, as atividades de controlo envolvem os mecanismos de identificação,
análise e gestão dos riscos relevantes que influenciam a execução dos objetivos definidos em todas
as atividades da organização.
5 – ( F ) Mesmo que haja alteração na estrutura da entidade/organização não haverá alteração na
estrutura de controlos internos.
6 – ( V ) Existem 3 aspetos críticos do controlo interno, limitadores de um bom ambiente geral: a) a
integridade; b) os valores éticos; e c) a assiduidade das pessoas.
7 – ( F ) O objetivo da Auditoria é emitir uma opinião, em que algumas circunstâncias não necessitam
de provas
8 – ( V ) Todos os testes realizados pelo auditor devem ficar registados ou documentados nos papéis
de trabalho.
9 – ( V ) Quando o auditor observa a execução de um procedimento de contagem de inventários,
este procedimento faz parte do objeto de auditoria
10 – ( F ) No desenvolvimento do trabalho de auditoria a mesma pode não ser planeada
11 – ( V ) O auditor interno pode não ser um Revisor Oficial de Contas
12 – ( F ) Uma auditoria externa é sempre uma auditoria permanente
13 – ( V ) O profissional que executa a auditoria tem de atuar sempre com isenção e independência
14 – ( F ) O auditor deve comunicar verbalmente os resultados da auditoria
15 – ( V ) Podemos considerar como fraude o ato intencional praticado por um funcionário,
causando prejuízo ao resultado da sua empresa
16 – ( V ) O auditor deve manter uma postura de ceticismo para a execução dos seus trabalhos
17 – ( V ) Há que ter em atenção se o custo para a implementação do sistema de controlo interno
não será superior ao benefício que se espera obter dele.
18 – ( F) A segregação de funções é mais fácil de aplicar numa organização com pouco pessoal que
naquelas que tem maior número de colaboradores.
19 – ( V ) As existências são periodicamente sujeitas a inventariação física, podendo utilizar-se testes
de amostragem, procedendo-se a regularizações necessárias e apuramento de responsabilidades,
quando for o caso.
20 – ( F ) Ao ser obtida na fase de planeamento a prova de auditoria deverá ser adequada e
suficiente para proporcionar um relatório mais seguro.
21 – ( F ) A divulgação de valores éticos e a transmissão de códigos de ética e conduta são valiosas
fontes de informação, em que o infrator poderá alegar ignorância ou desconhecimento.
22 – ( V ) Controlos preventivos servem para impedir que factos indesejáveis aconteçam. São
controlos à priori que entram imediatamente em funcionamento, impedindo que determinadas
transações se processem.
23 – ( V ) A gestão de uma empresa planeia, organiza e orienta o desempenho de ações suficientes
para dar uma segurança razoável de que os objetivos e metas serão alcançados.
24 – ( V ) O controlo interno é responsabilidade de todos os funcionários de uma organização.
26 – ( F ) O Follow-up ou Monitorização tem o objetivo de acompanhar se as provas do relatório do
auditor foram efetivamente implementadas pelos gestores da entidade auditada.
27 – ( V ) A divulgação de valores éticos e a transmissão de códigos de ética e conduta são valiosas
fontes de informação, em que o infrator não pode alegar ignorância ou desconhecimento.
28 – ( F ) As provas adequadas e suficientes permitem ao auditor elaborar o planeamento dos seus
trabalhos.