Red phantom #1
“Nasceu da cinza o vulto mudo com capa em sangue feita de dor,não sabe seu nome, não sabe
tudo,só sente ódio em prol do amor.
Um ano sumiu,e assim sentiu,acordou com a carne fundida a Ferida,sem alma exata mas cheia
de falha e no peito : um eco que não sossega,um pulso antigo, um jardim com galho de
madeira a espreita pronto para o fim, e que sempre espera o momento do estopim”
Capitulo 1: ----------------
Sangue,liquido preto, maquina,carne,poeira, coisas tão distintas mas que formam algo
surpreendente, para alguns essas coisas parecem ter conexão, soam parecido, tem a mesma
energia mas se for parar para pensar são coisas que são tão secas e cruas que mal da para
sentir algo, não tem aquele peso de vida de outras palavras ou conceitos mas que podem ter
valor esporádico, se for possível.
Mas o meu preferido é com certeza o preto, uma cor tão aclamada e tão metafórica, uma
cor presente em todo o universo que ronda os lugares a espreita mas tendo que ficar parada a
observa, pode se inferir por muitos que é algo maior que esconde os segredos, algo
perturbador que encobri aquilo que ira nos machucar e nos horrorizar mas na pura verdade
nos revela que somos simplesmente desesperados e irracionais por respostas,irracionais por
termos um medo estúpido de algo desconhecido aparecer do simples nada e nos devorar, um
medo tão irracional de sumir e se desmembrar por aquilo desconhecido que parece até
cômico, imagino que os seres superiores que nos observam devem estar surpresos por nós
sermos tão medrosos por coisas simples mas mesmo assim essa loucura irracional por
respostas nunca ira ser apagada mesmo se quisermos.
E então deve ser essas respostas que nos movem, essa busca por motivos para as coisas
deve ser um dos mais altos deveres da nossa mente, não como cientistas malucos mas
respostas para a nossa existência imoral, a existência sofrida e infernal que alguns passam e
que os seres superiores que os sábios falam não interferem, talvez para alguns essas respostas
apareçam como motivos para algo acontecer ou estar acontecendo, por que aquela pessoa
morreu, por que eu perdi isso, por que tal pessoa desapareceu, a busca irracional pela
resposta nos momentos mais estranho e tristes da vida, a busca pelo maldito motivo do
momento atual e desprezível de nossas medíocres vidas, e assim nesses momentos até
superarmos isso, a irracionalidade reina como uma praga em uma plantação sendo sempre
amargamente nua e crua.
o céu escuro, o céu em preto, O campo da lua que faz a própria sempre ser brilhantemente
branca, um campo escuro no em claro das estrelas, um campo sempre sombrio no universo
que abriga os 8 viajantes do sol e logo abaixo dele uma cidade que anda com o mundo
brilhando com o mesmo, nova York viva mas agora em lampejo pois a maioria estava em sono
em suas casa e um de seus parques parado e deitado com a grama molhando pelas nuvens
frias de chuva, a cidade estava prosperando mesmo que seus protetores fossem embora e
nessa noite escura de luar um único banco estava quente abrigando uma única figura.
Uma figura parada e quieta observando a espreita em seu banco branco, esperando o tempo
passar e se requintar, tinha uma roupa simples e pouco chamativa com seu único detalhe
relevante sendo um relógio de bolso em sua mão, parecia impaciente mas ao mesmo tempo
calmo de algum modo como se olhasse rapidamente todas as brechas ao seu redor.
E então pegou o relógio em sua mão e o observou, o levantou solenemente a frente de seu
rosto segurando em sua corrente dourada e olhou as horas, onze e quarenta da noite, era
tarde para uma visita ao parque mas quem nunca, esquecendo o fato das horas a figura
desceu o relógio de volta ao bolso e se requintou mais ainda no banco agora mais impaciente
mas então observou mais ao fundo de forma curiosa vendo uma pequena movimentação ao
fundo, um vulto passando de forma bagunçada e devagar pelos arbustos do parque, então
enrijeceu os olhos e olhou de forma mais concentrada ao fundo vendo algo humanóide se
movendo.
Estava surpreso com o que poderia estar naquele lugar aquelas horas, poderia ser um
animal selvagem que passou a passear pelo parque a noite a procura de lixos para se
aventurar, adolescentes fazendo suas traquinagens mensais ou até uma transação de drogas
no local, então pensou mais um pouco e vendo o vulto se aproximar a figura do banco amolou
as costas e se levantou cuidadosamente colocando as mãos no cinto em sua cintura,
provavelmente em uma arma mas nada que naquele momento fosse claro.
Posteriormente acendeu seu primeiro passo na grama e começou a andar cuidadosamente a
frente, parecia ter algum treinamento especial pela forma que se movia sempre a espreita do
perigo esperando o pior, então parou por um momento, aquela figura se aproximava um
pouco atordoada, calejada talvez ou até machucada, poderia ser um pessoa ferida
provavelmente o que fez a figura perceber que sua mente estava enferrujada, então esperou o
vulto se aproximar revelando mais a sua aparência.
Parecia um garoto de 18 anos, estava com a face suja, as roupas molhadas e muito
atordoado, o cabelo estava bagunçado e não tinha nenhum calçado, começou a andar até a
figura do relógio tentando falar algo mas só suspirando até cambalear e cair no chão.
O figura do relógio agora surpresa pensou ser um sem teto ou alguém que fugiu de casa mas
tomou um pequeno susto quando o garoto caiu, não esperava por isso e então pegou um
lanterna de seu cinto e ando de forma devagar até o garoto, quando se aproximou acendeu a
lanterna e a apontou até ele vendo que estava desmaiado pela queda, não tinha nenhum
machucado mas parecia fortemente atordoado como tudo indicava, então a figura se abaixou
o encarando por um segundo antes de checar seu pulso pelo pescoço.
Seu pulso estava normal,os dedos da figura conseguiam sentir um batimento pelo
sangue,estava vivo pelo menos, então moveu sua mão rapidamente e pegou o radio de seu
cinto, deixou um colar sair brevemente de sua blusa mostrando seu distintivo, estava
empregado em uma corrente como o relógio mas agora em uma de prata, o sujeito parecia
gostar muito de correntes mesmo que sua cara não indicasse, então ligou o radio e falou :