INTRODUÇÃO 7 Introdução à Física 8 1. A Física na natureza e na tecnologia 8 2.
Medição
10 3. Algarismos significativos 13 4. Grandeza física escalar 15 Introdução à Mecânica 16 1.
Mecânica 16 2. As partes da Mecânica 16 3. O modelo de ponto material 18 PARTE I –
CINEMÁTICA 19 Tópico 1 – Bases da Cinemática escalar 20 1. Referencial 20 2. Tempo 21
3. Movimento e repouso 24 4. Trajetória 25 5. Espaço 28 6. Variação de espaço e distância
percorrida 29 7. Função horária do espaço 30 8. Velocidade escalar média 30 9. Velocidade
escalar instantânea 31 10. Aceleração escalar média e instantânea 37 11. Movimento
acelerado, movimento retardado e movimento uniforme 38 Apêndice: Velocidade escalar
instantânea 43 Aceleração escalar instantânea 43 Tópico 2 – Movimento uniforme 45 1.
Definição 45 2. Representação gráfica da velocidade escalar instantânea em função do
tempo 46 3. Função horária do espaço 46 4. Representação gráfica do espaço em função do
tempo 51 5. Propriedade do gráfico da velocidade escalar em função do tempo 52 6.
Aceleração escalar 52 Tópico 3 – Movimento uniformemente variado 58 1. Introdução 58 2.
Definição 59 3. Representação gráfica da aceleração escalar em função do tempo 60 4.
Propriedade do gráfico da aceleração escalar em função do tempo 60 5. Função horária da
velocidade escalar instantânea 61 6. Representação gráfica da velocidade escalar em
função do tempo 61 7. Propriedade do gráfico da velocidade escalar em função do tempo 63
8. Função horária do espaço 66 9. Representação gráfica do espaço em função do tempo 69
10. Equação de Torricelli 71 Apêndice: Determinação da velocidade escalar instantânea no
gráfico s × t 75 Tópico 4 – Movimentos circulares 77 1. Introdução 77 2. O enfoque angular
78 3. Espaço angular ou fase 78 4. Velocidade escalar angular 79 5. Movimento circular e
uniforme 81 Apêndice: Velocidade escalar instantânea angular 93 Aceleração escalar
angular 94 Movimento circular uniformemente variado 94 Tópico 5 – Vetores e Cinemática
vetorial 96 1. Grandezas escalares e vetoriais 96 2. Vetor 97 3. Adição de vetores 98 4.
Adição de dois vetores 99 5. Subtração de dois vetores 104 Sumário 6. Decomposição de
um vetor 105 7. Multiplicação de um número real por um vetor 106 8. Deslocamento vetorial
109 9. Velocidade vetorial média 110 10. Velocidade vetorial (instantânea) 110 11.
Aceleração vetorial média 114 12. Aceleração vetorial (instantânea) 114 13. Velocidade
relativa, de arrastamento e resultante 120 14. Princípio de Galileu 121 PARTE II –
DINÂMICA 133 Tópico 1 – Os princípios da Dinâmica 134 1. Introdução 134 2. O efeito
dinâmico de uma força 135 3. Conceito de força resultante 135 4. Equilíbrio de uma partícula
137 5. Conceito de inércia 138 6. O Princípio da Inércia (1a Lei de Newton) 138 7. O
Princípio Fundamental da Dinâmica (2a Lei de Newton) 142 8. Peso de um corpo 146 9.
Deformações em sistemas elásticos 155 10. O Princípio da Ação e da Reação (3a Lei de
Newton) 159 Tópico 2 – Atrito entre sólidos 184 1. Introdução 184 2. O atrito estático 185 3.
O atrito cinético 193 4. Lei do atrito 194 Tópico 3 – Resultantes tangencial e centrípeta 207
1. Componentes da força resultante 207 2. A componente tangencial (F t ) 207 3. A
componente centrípeta (F c p) 210 4. As componentes tangencial e centrípeta nos principais
movimentos 212 Apêndice: Força centrífuga 227 Tópico 4 – Gravitação 1. Introdução 230 2.
As leis de Kepler 233 3. Universalidade das leis de Kepler 236 4. Lei de Newton da atração
das massas 238 5. Satélites 239 6. Estudo do campo gravitacional de um astro 247 7.
Variação aparente da intensidade da aceleração da gravidade devido à rotação do astro 251
Tópico 5 – Movimentos em campo gravitacional uniforme 260 1. Introdução 260 2.
Aceleração de um corpo em movimento livre 261 3. Campo gravitacional uniforme 262 4.
Movimento vertical em campo gravitacional uniforme 263 5. Propriedades do movimento
vertical 264 6. Movimento parabólico em campo gravitacional uniforme 272 Tópico 6 –
Trabalho e potência 290 1. Energia e trabalho 290 2. Trabalho de uma força constante 291
3. Sinais do trabalho 291 4. Casos particulares importantes 292 5. Cálculo gráfico do
trabalho 293 6. Trabalho da força peso 296 7. Trabalho da força elástica 297 8. O Teorema
da Energia Cinética 298 9. Introdução ao conceito de potência 305 10. Potência média 305
11. Potência instantânea 310 12. Relação entre potência instantânea e velocidade 310 13.
Propriedade do gráfico da potência em função do tempo 311 14. Rendimento 312 Tópico 7 –
Energia mecânica e sua conservação 321 1. Princípio da conservação Intercâmbios
energéticos 321 2. Unidades de energia 323 3. Energia cinética 323 4. Energia potencial 324
5. Cálculo da energia mecânica 331 6. Sistema mecânico conservativo 331 7. Princípio da
Conservação da Energia Mecânica 333 Apêndice: Energia potencial gravitacional 350
Velocidade de escape 351 Tópico 8 – Quantidade de movimento e sua conservação 353 1.
Impulso de uma força constante 353 2. Cálculo gráfico do valor algébrico do impulso 354 3.
Quantidade de movimento 355 4. O teorema do impulso 356 5. Sistema mecânico isolado
362 6. O Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento 363 7. Introdução ao
estudo das colisões mecânicas 373 8. Quantidade de movimento e energia mecânica nas
colisões 373 9. Velocidade escalar relativa entre duas partículas que percorrem uma mesma
reta 374 10. Coeficiente de restituição ou de elasticidade (e) 375 11. Classificação das
colisões quanto ao valor de e 375 Apêndice: Centro de massa 391 PARTE III – ESTÁTICA
396 Tópico 1 – Estática dos sólidos 397 1. Introdução 397 2. Estática do ponto material e
estática do corpo extenso 398 3. Equilíbrio do corpo extenso 405 4. Momento escalar de
uma força em relação a um eixo 406 5. Condições de equilíbrio do corpo extenso 408 6.
Centro de gravidade 410 7. Equilíbrio de corpos apoiados 420 8. Equilíbrio estável, instável
e indiferente 421 9. Alavancas 424 10. Binário 425 Tópico 2 – Estática dos fluidos 436 1.
Três teoremas fundamentais 436 2. Massa específica ou densidade absoluta (µ) 437 3. Peso
específico (ρ) 437 4. Densidade de um corpo (d) 438 5. Densidade relativa 438 6. O conceito
de pressão 439 7. Pressão exercida por uma coluna líquida 442 8. Forças exercidas nas
paredes do recipiente por um líquido em equilíbrio 442 9. O Teorema de Stevin 443 10.
Consequências do Teorema de Stevin 444 11. A pressão atmosférica e o experimento de
Torricelli 445 12. O Teorema de Pascal 450 13. Consequência do Teorema de Pascal 452
14. Pressão absoluta e pressão efetiva 452 15. Vasos comunicantes 453 16. Prensa
hidráulica 454 17. O Teorema de Arquimedes 459 18. Uma verificação da lei do empuxo 461
Apêndice: Dinâmica dos fluidos 476 1. Preliminares 476 2. Vazão (Z) 476 3. Equação da
continuidade 477 4. Teorema de Bernoulli 477 5. Demonstração do Teorema de Bernoulli
481 6. Equação de Torricelli 481 Respostas 486 Siglas 496 Introdução à Física 7 Introdução
à Física Introdução à Mecânica Introdução Thinkstock/ Getty Images 8 Introdução Parte I –
Cinemática Tópico 1 Introdução à Física 1. A Física na natureza e na tecnologia A Física é
uma das ciências que estudam a natureza. Tudo o que acontece na natureza chama -se
fenômeno natural: o simples fato de uma camisa molhada secar no varal é um fenômeno
natural, assim como a queda de uma laranja que se desprendeu de seu galho. O estudo da
Física é dividido em cinco grandes partes: Mecânica, Termologia, Ondulatória, Óptica e
Eletricidade. Nesta coleção, acrescentamos, no volume 3, Física Moderna e Análise
Dimensional. Veja alguns exemplos de fenômenos naturais estudados pela Física. t
0NPWJNFOUPPSCJUBM EF TBUÏMJUFT QMBOFUBT FPVtros corpos celestes é
estudado em Mecânica. Thinkstock/Getty Images Representação artística de Saturno e
algumas de suas luas (com tamanhos e distâncias fora de escala e em cores -fantasia). t
"TPMJEJGJDBÎÍPEBÈHVB GPSNBÎÍPEPHFMP FBPCUFOÎÍP EF CBJYBT
UFNQFSBUVSBT OVNB HFMBEFJSB QPSFYFNQMP TÍPFTUVEBEBTFNTermologia.
Cristina Xavier t "TNJDSPPOEBTVTBEBTOVNGPSOP
PVFNUSBOTNJTTÜFTWJBTBUÏMJUF FBUÏBDPMPSBÎÍPEBTCPMIBT
EFÈHVBFTBCÍPTÍPFTUVEBEBTFNOndulatória. Thinkstock/Getty Images Introdução à
Física 9 t "Óptica é a parte da Física que, entre outras aplicações, explica a formação do
arco -íris e ainda nos dá o conhecimento necessário para que possamos desenvolver
aparelhos como o microscópio óptico. Thinkstock/Getty Images t
"DBVTBEFEFTDBSHBTFMÏUSJDBTOBBUNPTGFSB SBJPT é estudada em
Eletricidade. Em cartões magnéUJDPT CJMIFUFT EFNFUSÙ F GJUBT EF ÈVEJP
FWÓEFP informações são gravadas e reproduzidas devido a conhecimentos de
Eletricidade e Magnetismo. Thinkstock/Getty Images Cristina Xavier t " GVTÍP OVDMFBS
QSFTFOUF UBOUP OB MJCFSBÎÍP EF
FOFSHJBQFMP4PMDPNPOBFYQMPTÍPEFVNBCPNCB de hidrogênio, é um processo
estudado em Física Moderna. Thinkstock/Getty Images
5BNCÏNÏB'ÓTJDBRVFOPTQFSNJUFFOUFOEFS por exemplo, a flutuação de um navio, a
coloraÎÍP B[VM EP DÏV P TFOUJEP EBT CSJTBT MJUPSÉOFBT as vantagens da panela
de pressão e da garrafa térmica, os motores a explosão, as miragens, o
DJOUJMBSEBTFTUSFMBT BCÞTTPMB P GVODJPOBNFOUP de motores elétricos, alto
-falantes, microfones e cápsulas fonocaptoras, a geração de energia elétrica nas usinas e
tantas outras coisas. O progresso das diversas ciências fez com que elas passassem a
interagir cada vez mais umas com BTPVUSBT1PSJTTP
WPDÐQSFDJTBTBCFSRVFPFTUVEPEB Física é muito importante não apenas para quem
vai seguir alguma carreira na área das chamadas Ciências Exatas, como a Engenharia, a
Geologia, a Química e outras. A Física é fundamental na Biologia e,
DPOTFRVFOUFNFOUF [Link]#BTUBMFNCSBS QPS FYFNQMP
EBUSBOTNJTTÍPEPTJNQVMTPTOFSWPTPT TJOBJTFMÏUSJDPT
BUSBWÏTEPTOFVSÙOJPT EBSFTTPOÉODJB magnética, da importância e dos perigos
dos raios X, da ultrassonografia, da endoscopia, das cirurgias a
laserFEBUPNPHSBGJBQPSFNJTTÍPEFQØTJUSPO 1&5 do inglês positron emission
tomography. "'ÓTJDBUBNCÏNÏNVJUPJNQPSUBOUFOB0EPOUPMPHJB4BCFTF
QPSFYFNQMP RVFPTNBUFSJBJTVTBEPT na restauração dos dentes devem ter
coeficientes de dilatação iguais ou quase iguais ao do próprio dente, 10 Introdução ou seja,
devem dilatar -se como o material dentário,
FWJUBOEPBTTJNBRVFEBEBPCUVSBÎÍPPVEBOPTDBVsados ao material do próprio
dente. Além disso, um QSPGJTTJPOBM EFTTB ÈSFB QSFDJTB TBCFS EPT DVJEBEPT
que se deve ter ao usar raios X. /B.ÞTJDB B'ÓTJDBUBNCÏNFTUÈQSFTFOUF"GJnar um
violão, por exemplo, significa fazer com RVFTVBTDPSEBTWJCSFNFN
GSFRVÐODJBTCFNEFGJOJEBT PV TFKB FYFDVUFN EFUFSNJOBEP OÞNFSP EF
WJCSBÎÜFTQPSTFHVOEP Até no Direito a Física tem importância. A
anáMJTFEBUSBKFUØSJBEFVNBCBMBEFSFWØMWFS QPSFYFNplo, que pode levar à
solução de um crime, requer conhecimentos físicos. Talvez você já tenha encontrado alguém
que
QFOTFRVFBTFTUSFMBTTÍPQPOUPTCSJMIBOUFTHSVEBEPTFNVNBBCØCBEBDIBNB
EBDÏV PVVNBQFTTPB que duvide que o ser humano pisou na superfície da
-VB1SPWBWFMNFOUF WPDÐUBNCÏNKÈPVWJVBMHVÏN EJ[FSRVFPTPCKFUPT
EFOUSPEFVNTBUÏMJUFFNØSCJta, não caem porque lá não existe gravidade.
0BDFTTPBDPOIFDJNFOUPTCÈTJDPTEF'ÓTJDBWBJ torná -lo capaz de esclarecer todos
esses fatos, e muitos outros, a você mesmo e a essas pessoas. 2. Medição
4VQPOIBRVFWPDÐRVFJSBTBCFSRVBOUPTMJUSPT EF ÈHVB DBCFN FN VN
HBSSBGÍP 1BSB JTTP WPDÐ pode enchê -lo completamente com água e, depois,
despejá -la em garrafas com capacidade de 1 litro. Vamos supor que toda a água do
garrafão tenha dado para encher cinco garrafas por completo. Dizemos, então, que a
capacidade do garrafão, isto é, o volume que ele pode conter, é igual a 5 litros. Nesse
procedimento, você fez uma medição, ou seja, mediu o volume interno do garrafão. Note
que, para medir esse volume, você precisou usar outro volume, que foi tomado como
unidade de medida: o litro. Do mesmo modo, para medir o comprimento de uma corda, você
precisa de outro comprimento tomado como unidade: o metro, por exemplo. Assim, você
pode determinar quantos metros o comprimento da corda contém. Tudo aquilo que pode ser
medido chama -se grandeza. Podemos, então, dizer que: Medir uma grandeza significa
encontrar um OÞNFSPRVFJOEJRVFRVBOUBT WF[FT FMB DPOUÏN uma unidade de
medida. Uma primeira noção de massa Sem muito rigor, podemos dizer que a massa de um
corpo é uma grandeza física associada à quantidade de
NBUÏSJBOFMFFYJTUFOUF7PDÐQSPWBWFMNFOUFKÈTBCFRVF os corpos são
constituídos de átomos e que num átomo existem partículas denominadas prótons, nêutrons
e elétrons. Como a quantidade de matéria existente em um elétron é muito pequena, quando
comparada com a de um próton ou com a de um nêutron, dizemos que a massa de um
átomo é praticamente igual à soma das massas de seus nêutrons e de seus prótons. Do
mesmo modo, a massa de um corpo, como uma pedra, por exemplo, é praticamente igual à
soma das massas de todos os seus prótons e nêutrons. É fundamental que você não
confunda massa com volume. Considere, por exemplo, 1 litro de água e
MJUSPEPNFUBMMÓRVJEPDIBNBEPNFSDÞSJP 1 L de água 1 L de mercúrio
0CTFSWBOEPBJMVTUSBÎÍPBDJNB OPUFRVFPWPMVNF
EFÈHVBÏJHVBMBMJUSPFPEFNFSDÞSJPUBNCÏN"NBTTBEFNFSDÞSJP FOUSFUBOUP
ÏRVBTFWF[FTBNBTTBEF ÈHVB*TTPRVFSEJ[FSRVFMJUSPEFNFSDÞSJPUFNVNUPtal
de prótons 1OÐVUSPOTRVBTFWF[FTBRVBOUJEBEF de prótons 1 nêutrons existente em
1 litro de água. Um breve histórico do metro O metro já foi definido de vários modos
diferentes e cada vez mais sofisticados. Inicialmente, foi definido como um décimo
milionésimo 1 10 ( 7 ) do arco que vai do polo Norte ao equador, ao longo do meridiano de
Paris. Assim, a circunferência máxima EPQMBOFUB TVQPOEPPFTGÏSJDP NFEFr7 m. Em
1889, foi construído um modelo do padrão de comprimento que passou a ser um padrão
interOBDJPOBM BEPUBEPQPSUPEPTPTQBÓTFTVNBCBSSBEF
QMBUJOBJSÓEJPTPCSFBRVBMGPSBNGFJUBTEVBTNBSDBT A distância entre essas
duas marcas corresponde ao metro padrão, à temperatura de 0 °C. Atualmente, o metro é
definido de modo muito mais preciso: 1 metro é o comprimento percorrido pela luz no vácuo
durante 1 299792 de segundo. CJT/Zapt Introdução à Física 11 Leitura Jarda, pé e
polegada Antigamente, cada país definia suas próprias unidades de medida, mas isso trazia
dificuldades no intercâmbio entre eles. Além disso, as unidades eram definidas quase
sempre com falta de rigor e até mesmo de bom senso. Imagine o problema que teríamos
hoje, quando o intercâmbio é muito maior, se cada país continuasse agindo dessa forma. Na
Inglaterra, por exemplo, eram usadas as seguintes unidades de comprimento: t Jarda:
definida como a distância entre o nariz do rei e a extremidade de seu polegar; t Pé:
correspondia ao comprimento do pé do rei; t Polegada: equivalia à largura do polegar do rei.
Note o problema: quando o rei era substituído, as unidades mudavam! Esse problema
existia não só com as unidades de comprimento, mas também com as unidades de várias
outras grandezas. Hoje, a situação é diferente. Existe um conjunto de unidades muito bem
definidas, oficialmente adotado por todos os países: é o Sistema Internacional de Unidades,
também conhecido pela abreviatura SI. Nesse sistema, a unidade de comprimento é o metro
(m), a unidade de massa é o quilograma (kg) e a unidade de tempo é o segundo (s). No
transcorrer deste curso de Física, você conhecerá as unidades do SI para medir as demais
grandezas (velocidade, força, energia, temperatura, dentre outras). Algumas unidades dos
países de língua inglesa e sua relação com o SI Aquelas estranhas unidades inglesas que
você viu anteriormente, e mais algumas outras, ainda são usadas principalmente pelos
países de língua inglesa; porém, hoje elas têm uma relação bem definida com o sistema
métrico: t QPMFHBEB5 2,54 cm t KBSEB5 DN t QÏ5 30,48 cm t NJMIBNBSÓUJNB5852 m t
NJMIBUFSSFTUSF5609 m Mesmo no Brasil, essas unidades são bastante usadas. De fato,
na aviação, as altitudes são medidas em pés; os diâmetros dos canos das redes hidráulicas
são muitas vezes expressos em polegadas, o mesmo ocorrendo com os diâmetros das
barras de ferro usadas na construção civil; também as telas dos televisores têm suas
dimensões dadas em polegadas. 1 jarda 1 polegada 1 pé PVC Ríg de 26 mm 3/4 Rosc EB
892 RC 26 mm de 3 4 polegada 20 polegadas Ilustração de um televisor de 20 polegadas.
Representação de cano de PVC rígido, para rosca, conhecido comercialmente por “cano de
3 4 de polegada”. Ilustrações: CJT/Zapt Luiz Augusto Ribeiro 12 Introdução Prefixos que
acompanham unidades de medida $PNP WPDÐ KÈ TBCF B VOJEBEF PGJDJBM
QBSBNFEJS comprimentos é o metro. Entretanto, não é cômodo medir nessa unidade
comprimentos muito maiores ou muito menores que ele. Por isso, você precisa aprender
BMJEBSDPNNÞMUJQMPTFTVCNÞMUJQMPTEPNFUSP Por exemplo, é mais adequado: t
NFEJSPDPNQSJNFOUPEFVNQBMJUPEFGØTGPSPFN centímetros que em metros; t
NFEJSBFTQFTTVSBEFVNWJESPEFKBOFMBFNNJMÓmetros que em metros; t
EBSBEJTUÉODJBFOUSFEVBTDJEBEFTFNRVJMÙNFUSPT que em metros. $PN
SFMBÎÍPËNBTTBEFVNDPSQP PQSPCMFNB se repete. 0 HSBNB H Ï VNB
VOJEBEF VTBEB QBSBNFEJS massa. Nem sempre, porém, é adequado usar essa
unidade: t OÍP Ï DPNVN QFEJS 000 gramas de carne ao açougueiro; em vez disso,
pedimos 3 quilogramas; t OBDPNQPTJÎÍPEPDPNQSJNJEPEFVNNFEJDBNFOto, é mais
adequado, de modo geral, usar o miligrama que o grama. Note que, nos exemplos dados até
aqui, apareceram as palavras centi, mili e quilo, acompanhanEP BT VOJEBEFT NFUSP F
HSBNB &TTBT QBMBWSBT F
UBNCÏNWÈSJBTPVUSBTRVFWPDÐWFSÈBTFHVJS BOUFpostas a uma unidade de
medida são denominadas prefixos. Cada prefixo corresponde a uma potência de 10. Por
isso, quando usamos um prefixo acompanhando unidades de comprimento, massa, tempo,
FOUSF PVUSBT PCUFNPT NÞMUJQMPT PV TVCNÞMUJQMPT dessas unidades.
0TQSFGJYPTNBJTVTBEPTFTUÍPOBUBCFMBBTFHVJS Veja alguns exemplos: 1 kg 5r3 g
5 1 000 g RVJMPHSBNBÏJHVBMBHSBNBT 1 mm 5r–3 m 5 0,001 m
NJMÓNFUSPÏJHVBMBNJMÏTJNPEPNFUSP 1 mg 5r–3 g 5 0,001 g
NJMJHSBNBÏJHVBMBNJMÏTJNPEPHSBNB 1 Gm 5r9 m 5 1000000000 m
HJHBNFUSPÏJHVBMBCJMIÍPEFNFUSPT 1 cm 5r–2 m 5 0,01 m
DFOUÓNFUSPÏJHVBMBDFOUÏTJNPEPNFUSP 1 m 5 100 cm 1 cm 5 10 mm 1 m 5 1000
mm 1 km 5 1000 m Nome do prefixo Símbolo do prefixo Potência de 10 Significado do
prefixo na forma decimal giga G 109 1000000000 (bilhão) mega M 106 1000000 (milhão)
quilo k 103 1000 (mil) hecto h 102 100 (cem) deca da 101 10 (dez) deci d 10–1 0,1 (décimo)
centi c 10–2 0,01 (centésimo) mili m 10–3 0,001 (milésimo) micro µ 10–6 0,000001
(milionésimo) nano n 10–9 0,000000001 (bilionésimo) pico p 10–12 0,000000000001
(trilionésimo) Notas: t 0TÓNCPMPÏBMFUSBmu MÐTFmi EPBMGBCFUPHSFHP t
0QSFGJYPquiloÏTJNCPMJ[BEPQPSVNk minúsculo, diferentemente do que podemos ver
com frequência em açougues, feiras, mercearias, supermercados e placas de sinalização de
trânsito. Dois extremos Para medir distâncias extremamente grandes ou extremamente
pequenas, além do uso dos preGJYPT UBNCÏN TÍP EFGJOJEBT BMHVNBT VOJEBEFT
especiais. Na Astronomia, por exemplo, usa -se uma unidade de comprimento denominada
ano -luz, que é a distância percorrida pela luz, no vácuo, durante 1 ano terrestre: 1 ano -luz
5 r12 km &TTB VOJEBEF Ï ÞUJM QSJODJQBMNFOUF QBSBNFEJS distâncias entre
estrelas. Já no caso de medições das dimensões de um átomo e de outros comprimentos
extremamente pequenos, usa -se uma unidade denominada angström, DVKPTÓNCPMPÏÅ:
1 Å 5 10–10 m Introdução à Física 13 3. Algarismos significativos Conceito Considere uma
régua comum, daquelas graduadas em milímetros. Essa régua tem precisão até o
NJMÓNFUSP PRVFTJHOJGJDBEJ[FSRVFTVBNFOPSTVCdivisão corresponde a 1
milímetro. 0 1 2 3 4 5 6 Admita agora que, utilizando essa régua, uma pessoa vá realizar a
medição do comprimento de uma pequena haste metálica. Para tanto, a origem da escala
deverá ser colocada coincidindo com uma das extremidades da haste. Em seguida, realiza
-se a leitura. , 0 1 2 3 4 5 6 4 5 Vamos supor que o valor apresentado para o comprimento <
da haste seja < 5 DN%FBDPSEP DPNBGJHVSBBDJNB ÏNVJUPGÈDJMQFSDFCFSRVF
EJTpondo de um instrumento como essa régua, a pessoa não tem condições de avaliar o
comprimento da haste com tamanha precisão. De fato, nem todos os algarismos incluídos
na medida < 5 DN são significativos, isto é, alguns dos algarismos componentes desse
resultado foram colocados sem nenhum critério e, por isso, são desprovidos de qualquer
significado. Levando -se em conta a régua usada pela pessoa como instrumento de medida,
podemos concluir que a ela só é permitido avaliar até o décimo de milímetro, pois não
dispõe de meios para avaliar centésimos ou milésimos de milímetro.
/BNFEJEBBQSFTFOUBEB PBMHBSJTNPFTUÈcorreto, pois corresponde à quantidade de
centímetros inteiSPTRVFPDPNQSJNFOUPEBIBTUFBCSBOHFVPBMHBSJTNP
ÏTJHOJGJDBUJWP0BMHBSJTNPUBNCÏNFTUÈcorreto, pois corresponde à quantidade de
milímetros inteiros RVFPDPNQSJNFOUPEBIBTUFBCSBOHFV BMÏNEPTDN
PBMHBSJTNPUBNCÏNÏTJHOJGJDBUJWP0BMHBSJTNP corresponde a décimos de
milímetro e foi avaliado, JTUP Ï B QFTTPB TVCEJWJEJVNFOUBMNFOUF FN
QBSUFTJHVBJTPNJMÓNFUSP DPNQSFFOEJEP FOUSF DN F
ʔDNFKVMHPVRVFPDPNQSJNFOUPEBIBTUFBCSBOHFV 5 dessas partes. O algarismo 5,
por ter sido avaliado, é duvidoso – de fato, outra pessoa que tivesse
realizaEPBNFTNBNFEJÎÍPQPEFSJBKVMHBSRVFPOÞNFSPEF
EÏDJNPTEFNJMÓNFUSPÏPVUBMWF[o QPSÏN DPNP o algarismo 5 pôde ser avaliado,
ainda é significativo. 0TBMHBSJTNPTRVFTFHVFNP F OPFOUBOto, não devem estar
presentes na medida porque não
ÏQPTTÓWFMMÐMPTOFNTFRVFSBWBMJÈMPT0BMHBSJTNP corresponde a centésimos
de milímetro, e o 9, a milésimos. A pessoa que utiliza uma régua graduada em milímetros
para fazer uma medição como essa não dispõe de recursos para tal avaliação. Nesse caso,
os algaSJTNPTFOÍPTÍPEPUBEPTEFTJHOJGJDBEPF QPSUBOUP não são significativos.
Só seria possível aumentar a quantidade de algarismos significativos se o comprimento da
haste fosse medido usando um instrumento de maior precisão. É o caso, por exemplo, de
um paquímetro, que permite a leitura correta dos décimos de milímetro e a avaliação dos
centésimos de milímetro. Sérgio Dotta Jr./The Next Podemos dizer, então, que a precisão de
uma medida está associada à quantidade de algarismos significativos nela presentes. 14
Introdução Resumindo, a medida descrita no exemplo é
comQPTUBEFUSÐTBMHBSJTNPTTJHOJGJDBUJWPTP PFP sendo os dois primeiros
corretos e o terceiro, avaliado. Algarismos significativos, em uma mediEB
TÍPBRVFMFTRVFTBCFNPTFTUBSFNDPSSFUPTF NBJTVN FBQFOBTVN BWBMJBEP
EVWJEPTP Assim, dizemos que a medida do comprimento da haste metálica é ø 5
DN Vamos, agora, converter a medida ø 5 DNFN RVJMÙNFUSPT0CUFNPTø 5
LN4FJOJDJBMmente a medida dada em cm apresentava três algarismos significativos,
agora, expressa em km, com quantos ficou? Como a precisão da medida não foi alterada,
pois OFOIVNPVUSPJOTUSVNFOUPGPJVTBEPQBSBPCUÐMB a quantidade de
algarismos significativos continua igual a três.
0T[FSPTËFTRVFSEBEPTFSWFNBQFOBTQBSBQPsicionar a vírgula que mudou de lugar
em virtude da nova unidade em que a medida de ø está expressa. "TTJN
PT[FSPTRVFQSFDFEFNPOÍPTÍPBMHBSJTmos significativos. Zeros à esquerda do
primeiro algarismo diferente de zero não cons ti tuem alga rismos significativos. Considere
agora um estudante que, dispondo
EFVNBCBMBOÎBHSBEVBEBFNEÏDJNPTEFRVJMPHSBma, realize a medição da massa m
de um material qualquer. Admitamos que o valor encontrado para a massa tenha sido m 5
2,30 kg. Quantos algarismos significativos compõem a medida de m? 0 1 2 3 4 5 9 8 7 6 kg
6 k 2 3 BWBMJBEPFÏ UBNCÏN TJHOJGJDBUJWP7PDÐEFWFFTUBS se perguntando:
zero é ou não algarismo significativo? Depende. Zeros à esquerda do primeiro algarismo
diferente de zero não são significativos, porém: Zeros à direita do primeiro algarismo
diferente de zero constituem algarismos significativos, desde que estejam enquadrados na
definição apresentada. Nota: t 0CTFSWFBGJHVSB 0 1 2 3 4 A figura ilustra a medição do
comprimento de um pedaço de giz, usando -se uma régua graduada em centímetros,
TFNTVCEJWJTÜFTFNNJMÓNFUSPT Podemos ler apenas a quantidade de centímetros,
que Ï BMHBSJTNP DPSSFUP NBT EFWFNPT UBNCÏN BWBMJBS
POÞNFSPEFEÏDJNPTEFDFOUÓNFUSPT RVFÏDFSDBEF BMHBSJTNPEVWJEPTP
"TTJN QPEFNPTFYQSFTTBSPDPNprimento do pedaço de giz: 3,8 cm. Note que qualquer
outro algarismo escrito após o 8 seria um “chute”, sem nenhum significado. Algarismos
significativos nas operações com medidas 7BNPTPCTFSWBS DPNP QPEFNPT
EFUFSNJOBSPT algarismos significativos em resultados de adições, TVCUSBÎÜFT
NVMUJQMJDBÎÜFTFEJWJTÜFT t&NBEJÎÜFTFTVCUSBÎÜFT
/BBEJÎÍPFOBTVCUSBÎÍPEFHSBOEF[BT EFWFNPT
EFJYBSBSFTQPTUBDPNPNFOPSOÞNFSPEFDBTBTEFcimais que apareceram nas
parcelas. Exemplo 1: 4PNBS LHDPN LH uma casa decimal 1 3,28 duas casas decimais
Deixando o resultado com apenas uma casa deDJNBM NFOPSOÞNFSPEFDBTBT
FBSSFEPOEBOEPP QBSB QPSRVFÏNBJPSRVF PCUFNPT LH1 3,28 kg 5 5,7 kg A
medida de m é composta de três algarismos significativos. O algarismo 2 é correto e o
mesmo PDPSSF DPN SFMBÎÍP BP 0 BMHBSJTNP [FSP GPJ Introdução à Física 15
Exemplo 2: 4VCUSBJS NEF N três casas decimais – 2,23 duas casas decimais Deixando
o resultado com apenas duas casas deDJNBJTFNBOUFOEPBTFHVOEBJHVBMB
QPSRVFÏ NFOPSRVF PCUFNPT No N5 N Nota: t
4FGPSPQSØYJNPBMHBSJTNPEFQPJTEPBMHBSJTNPBTFSBSredondado, então este
deverá ser arredondado para cima. t&NNVMUJQMJDBÎÜFTFEJWJTÜFT Na multiplicação e
na divisão de grandezas, suHFSJNPT EFJYBS P SFTVMUBEP DPN P OÞNFSP EF BMHB
rismos significativos do fator que tiver menos algarismos significativos, podendo -se tolerar
até um a mais. Exemplo 1: Calcular a área de um retângulo de 3,2 m de larHVSBQPS
NEFDPNQSJNFOUP 4,293 m · 3,2 m ⇒ 13,7376 m2 quatro algarismos significativos dois
algarismos significativos 0SFTVMUBEPEFWFTFSEBEPDPNPNFOPSOÞNFSP de
algarismos significativos dos fatores, que é 2. AsTJN BSSFEPOEBOEPPQBSB
QPSRVFÏNBJPSRVF PCUFNPTN2 . Normalmente, tolera -se um algarismo significativo a
mais que o mínimo; nesse caso, teríamos o resultado 13,7 m2 . Exemplo 2: Determinar o
comprimento de um terreno retanHVMBSEF NEFMBSHVSB DVKBÈSFBÏJHVBMBN2 : 450
m2 : 20,2 m 5 22,277228 m (calculadora) três algarismos significativos três algarismos
significativos Devemos deixar o resultado com três algarismos significativos, ou seja, 22,3 m.
Nota: t "QSJODJQBMGJOBMJEBEFEFTUFJUFNOÍPÏFYJHJSPSJHPSPTP respeito aos
algarismos significativos em todos os cálDVMPT NBTFWJUBSBCVTPTOBRVBOUJEBEF
EFBMHBSJTNPT QSFTFOUFTOPT SFTVMUBEPTPCUJEPT0 SFTVMUBEP EB
EJWJTÍPEFN2 por 20,2 m não pode ter tanta precisão como os 22,277228 m fornecidos
pela calculadora. 4. Grandeza escalar Uma grandeza é dita escalar quando fica totalmente
determinada por um número e por uma unidade de medida. A área é um exemplo de
grandeza escalar. Quando dizemos que um terreno tem 300 m2 , sua área
FTUÈDPNQMFUBNFOUFEFUFSNJOBEBQFMPOÞNFSP e pela unidade de medida m2
NFUSPRVBESBEP Outro exemplo de grandeza escalar é a temperatura. De fato,
temperaturas como 32 °C, 0 °C e –8 °C GJDBN DPNQMFUBNFOUF EFUFSNJOBEBT
QFMPT OÞNFSPT 32, 0 e o FQFMBVOJEBEFEFNFEJEB¡$ HSBV$FMTJVT
4ÍPFTDBMBSFT UBNCÏN PDPNQSJNFOUP PWPMVme, o tempo, a massa e a energia,
dentre outras. 2VBOEPVNBHSBOEF[BFTDBMBSUFNTJOBMBMHÏCSJco, podendo
assumir valores positivos ou negativos, POÞNFSP sem sinal, acompanhado da unidade de
NFEJEB SFDFCFPOPNFEFmódulo ou WBMPSBCTPMVto da grandeza. Nota: t
1PTUFSJPSNFOUF MJEBSFNPTDPNPVUSBDBUFHPSJBEFHSBOdezas: as vetoriais.
Como veremos, a completa determinação dessas grandezas requer uma orientação
espaDJBM BMÏNEFVNOÞNFSPFEFVNBVOJEBEFEFNFEJEB